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História In Her Tomb By the Sounding Sea - Capítulo 6


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Notas do Autor


Ando bastante depressiva por causa da quarentena e um bando de outras coisas. Isso tem me atrapalhado a escrever.
E quando consigo escrever, tenho ânimo pra isso, a faculdade suga toda a minha energia. Não sei exatamente como lidar com o fato de que estou passando todos os meus dias sozinha. E não estou confortável em falar com as pessoas ao meu redor sobre isso.
Sei lá, peço desculpas por ter demorado tanto pra postar.

Capítulo 6 - Capítulo cinco.


— Eu sei que você não está dormindo — Gina disse quando abriu a porta do quarto de Hermione, que antes era uma fresta de cinco centímetros. Sabia que os três estavam ali havia algum tempo, ouviu-os chegando pelo flu e depois, as conversas murmuradas que demoraram minutos antes de finalmente Gina pôr fim a discussão e aparecer ali. Não respondeu. A ruiva aproximou-se, sentando-se na ponta da cama e continuou dizendo: — Não quer falar? Ok. Tudo bem. Mas precisa saber, Hermione, que estou aqui se quiser falar ou chorar ou gritar.

— Eu sei — sussurrou. Abriu espaço para Gina na cama, e viu, na tênue luz, o sorriso dela. De frente uma para a outra, olhos nos olhos, ficaram em silêncio, dedos de Gina brincando com os cachos ainda mais rebeldes de Hermione. Inspirando fundo, tomando folego e coragem, Hermione finalmente conseguiu dizer o que estava entalado em sua garganta desde que chegou: — Draco Malfoy me ajudou. — Soltou a informação.

— O quê? — Gina pareceu confusa, como se Hermione não estivesse falando em inglês.

— Ele estava na Austrália. Na praia onde eu estava. Ia cair uma chuva terrível, mas eu não estava em condições de sair da chuva. Ele me levou para a casa dele e cuidou de mim.

— Draco Malfoy cuidou de você? — Somente acenou. — Bem, isso é surpreendente. Como ele estava?

— Terrível — foi a única palavra que surgiu em sua mente para descrevê-lo.

— Descreva — pediu delicadamente, dedos enrolando nos cabelos da amiga em um cafuné. — Ninguém da Grã-Bretanha bruxa o vê há mais de um mês, Hermione. Só o Kings sabe da localização dele e dos termos da condicional. Depois das cartas, ninguém mais ouviu nada sobre ele... Rony até especulou se... — Gina se interrompeu, fechou os olhos e pareceu morder a língua. Mas Hermione sabia o que ela queria dizer. Rony também havia especulado com Harry e Hermione se Draco Malfoy só tirou um tempo sabático ou se havia cometido suicídio e aquelas cartas eram cartas suicidas.

Gina pareceu se interrompeu por causa da palavra “suicídio”. Hermione prendeu o fôlego, pensando se agora aquela palavra seria um tabu entre elas. Ignorando o sabor amargo que ficou na boca, Hermione fez o que Gina pediu e o descreveu:

— Parecia não dormir direito havia dias, e pela quantidade de garrafas de bebida que encontrei dentro do armário, todas vazias, não andava muito tempo sóbrio. A aparência dele indicava isso mesmo.

— Olhou o armário dele? — A voz dela tinha uma pitada de animação que quase tomou conta de Hermione.

— Na manhã seguinte, achei que deveria fazer algo para recompensar, já que ele cuidou de mim e me deixou dormir na casa dele. — Engoliu em seco, sua garganta um pouco embargada.

— Dormiu com Draco Malfoy — Gina provocou. Deu um tapa no ombro dela.

— Não! Eu dormi no quarto de hospedes dele — revirou os olhos para a risada de Gina. — Ginevra!

— Tudo bem — revirou os olhos.

— Foi estranho. Ele foi gentil e agradável. Falou que era por conta do julgamento e deu desculpas e mais agradecimentos.

— Ele sabe? — Confirmou com um aceno. Gina ficou em silêncio por instantes antes de dizer, finalmente e de forma levemente aguda: — Isso sim é estranho.

— Eu não tinha outra pessoa para contar. Pareceu o certo a se fazer naquele instante. Na verdade, eu sequer notei que estava falando o que falei. Eu só disse. Despejei a informação nele — teve a necessidade de se explicar. Gina a interrompeu, pondo uma mão no ombro dela.

— Não. Não se justifique. Ninguém vai te julgar por isso, Mione. Se alguém fizer, azaro a pessoa — retrucou, tentando fazê-la sorrir. Conseguiu, mas o sorriso durou tão pouco e foi tão frágil que ninguém se enganaria com ele. — Mas, como foi?

— Bem, eu fugi dele — sussurrou. — Encontrei as garrafas vazias, fiz o café, e diante dele, quando conversamos... suja de massa de biscoitos e ainda vestindo as roupas que ele me emprestou, fugi dele. Corri como uma criança de volta para o hotel.

— Por quê? — Hermione sabia que ela faria essa pergunta. Não costumava fugir, e Gina se surpreendeu com o fato dela ter corrido.

— Eu não sei — confessou. — Ele sabia que eu perdi meus pais. E de repente, fiquei aterrorizada com isso. Com o fato dele saber — engoliu em seco antes de prosseguir: — Eu não fazia ideia de que... do que fazer!

— Hermione — Gina não pode continuar. Rony chamou a ambas, batendo na porta com delicadeza que deixou Hermione um pouco chocada.

— Não quero atrapalhar — murmurou. Rony parecia totalmente desconfortável, sem saber o que falar, mas completamente decidido a estar ali, a falar algo, a demonstrar que sua presença também estava ali. — Querem comer alguma coisa? Tem comida lá embaixo.

Gina se levantou e acenou, olhando para Hermione. Suspirando, Granger a imitou e tentou dar um sorriso para o amigo. O ruivo olhou para a irmã e depois para a amiga e, sem dizer mais nada, deu as costas e saiu. Hermione ficou observando a porta aberta e vazia, até que as mãos de Gina tomaram a dela. Foi puxada pela amiga para fora do quarto.

E então, de mãos dadas com Gina, foi guiada até a cozinha e lá, num local branco e bem iluminado, com Harry e Rony servindo-se de comida, quase sentiu que tudo estava bem.

Quando ela se sentou e recebeu um prato de comida que Harry montou, e sorriu para ele, sentiu-se quase bem. Quando provou a comida de Molly, e aquele tempero adorado tomou seu paladar, ela simplesmente fechou os olhos e o que sentiu foi o sabor de estar em casa e entre família. Olhou para Rony, e ele comia como um trasgo, e Gina, bem, ela ainda brincava muito com a comida antes de comer, como um gato; Harry comia tranquilo, não saboreando como Hermione fazia, mas não devorando cegamente como Rony. E a sensação... a sensação foi de estar em casa.     

E ouvir os comentários de Gina sobre Rony comendo, e vê-lo falar de boca cheia trouxe lágrimas aos olhos, mas não eram ruins nem boas. Ver Harry defender o amigo e corar quando a namorada o acusa de traição, fez Hermione rir.

Estar ali, entre aqueles três, sentir a presença doce e a amizade e o amor que unia-os como cola ou um feitiço colante, fazia com que o mundo de Hermione voltasse a girar. E não de uma forma brusca e repentina, como no dia que retornou para a Grã-Bretanha. Não. O mundo voltava a girar aos poucos, pegando velocidade com calma, sem pisar em seu acelerador de uma vez toda.

Respirar pareceu mais fácil e olhou para os amigos como se, pela primeira vez em dias, tivesse enxergado de verdade. 



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