História In love with a criminal - Capítulo 42


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Palavras 4.702
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oie!!!!!

BOA LEITURA!

Capítulo 42 - That kiss under the rain


Fanfic / Fanfiction In love with a criminal - Capítulo 42 - That kiss under the rain

That kiss under the rain” - Aquele beijo sob a chuva

 

 

Para acordar e ir para a escola foi um sufoco, a preguiça me cercou, bem, mal consegui dormir direito depois daquela história que meu pai me contou. Esse nome de Tyler é muito comum, na minha escola eu conheço uns três, e tem um garoto na minha sala.  

Papai disse que esse tal de Tyler, filho do Otto Carbone, está morto porque Henrico o matou, então o Ty que conheço foi descartado da lista. Connor deve ter se aproximado do Ty por causa do seu nome, ou devo está falando merda.

 

Desço para tomar café, e vejo meu pai, minha mãe e Katy à mesa tomando café. Dou “bom-dia! “ a eles, passo pelo meu pai, deixando um beijinho na sua cabeça, ele rir e segura minha mão, e vejo que ele está de bom humor

O café foi tranquilo, ninguém brigou, minha mãe está com um ar leve, meu pai não está com a sua famosa cara de estresse, e Katy está cantarolando.

Faz tempo que não sinto esse ar agradável nos cercando e eu gosto, assim.

 

°°°°°

 

Paro meu carro no estacionamento da escola, e desço. Sigo até o prédio da escola, e é estranho ver esses rostos depois de três meses. Subo a escada e vou direto para o corredor dos armários, noto lá no fundo, um pouco longe do meu armário, um grupinho de garotos; eles olham na minha direção, e sei que esses babacas estão falando de mim.

Reviro meus olhos os ignorando, porque não será hoje que esses idiotas irão acabar com o meu bom dia.

Ouço um burburinho e olho para a direção da porta de entrada/saída meu sorriso se abre assim que vejo Montanna vindo na minha direção. Parece que há um holofote sobre ela, que a faz brilhar. Mont está linda. As pessoas do corredor não param de olhar para ela, que sorrir acenando para mim.

-Dylan! – Diz ela como se não me visse há meses. – Caramba que estranho voltar para esse lugar!

-É. – falo fechando o armário.

-Escuta. Você percebeu que aqueles garotos não param de olhar pra a sua bunda! – Diz ela e me dá um tapa na bunda, me fazendo sobressaltar e me virar franzindo o cenho para ela que rir.

-Quê! Tá doida? – Falo olhando para o grupinho. – Aff, Montanna, não viaja.

-Tô falando sério, e pra você saber, essa sua bundinha tá maravilhosa! – Diz Mont rindo. Reviro meus olhos; ela tá ficando doida com isso. Minha bunda nem é tão grande assim, ela é normal.

Já ia mudando de assunto, mas Chris me salvou aparecendo do nada. Ele me abraçou como se tivessem anos que não nos víamos. Me afasto um pouco dele para fita-lo e o filho da mãe tá lindo.

-Sentiu minha falta? – Pergunta ele rindo.

-Até parece. Você sabe que não. – Chris rir me abraçando.

Não vou falar que estou amando voltar para a escola, porque estarei mentindo, mas me reunir novamente com os meus amigos é a melhor coisa que existe, e eu sou aquele tipo de cara que valoriza muito uma amizade.

 

°°°°°

 

No intervalo, estávamos todos à mesa, Chris e Pan contavam como foi a viagem, era a primeira vez dela no México, e pela sua empolgação, Pan amou Acapulco! Eu já fui uma vez com o Chris, e foi incrível!

Olhei para Mont ao meu lado e ela estava encarando alguém, segui seu olhar e era para o Trevor. Ele estava numa mesa um pouco afastada da nossa, e o olhar que ela o lançava era de puro ódio, parecia que Montanna queria matar ele só olhando.

Fiquei observando Trevor também, e ele e seus amigos ficavam jogando coisas num garoto que estava sentado sozinho mais ao fundo. O garoto não se virava para ver quem estava jogando as coisas, ele usava uma camisa preta azulada com capuz na cabeça. Não pude ver seu rosto, mas mesmo assim senti que ele é uma pessoa solitária, ele está sozinho sem ninguém ao seu lado na mesa. Um dos amigos do Trevor jogou uma latinha de coca e acertou o braço do garoto, ele sobressaltou na cadeira, mas continuou quieto.

Quanto mais eu olhava, mais raiva eu sentia desses babacas. E parece que Mont estava sentindo o mesmo que eu, porque ela se vira para mim e diz:

-Que gentinha podre! – Fala ela e desviar o olhar de mim.

-Você conhece ele? – Pergunto e ela nega.

Eu também não, essa escola é grande, e as vezes vejo pessoas que nunca vi circulando pelos corredores.

Chris que senta à minha frente na mesa do refeitório, me chama e pede para eu e Montanna atualizá-lo de tudo o que aconteceu nas férias, e só de me imaginar contando a ele sobre o Tyler, eu já fico vermelho. Chris sempre diz que eu só fico com caras idiotas que não valem nada; quando eu ficava com o Matt ele dizia que eu ia quebrar a cara em estar gostando dele, e olha só, né que o filho da mãe tinha razão! Mas com o Tyler quero que seja diferente, vou fazer um esforço para não me envolver por completo com ele, e acabar me machucando novamente.

Mont contou as suas aventuras, e o seu termino com o Jake; dar para ver que, com a gente ela se sente confortável em falar do irmão, porque Montanna sabe que Chris, Pan e eu não vamos julgá-la e nem a condenar por ser irmã do Connor, e se depender de mim, nunca farei isso com ela.

Montanna é muito importante para mim, e não me arrependo de ter seguido ela para conhecê-la melhor.

Eu me lembro que Mont me disse uma vez que não ia com a minha cara, porque seu irmão odeia a minha família. Mas depois que ficamos amigos ela passou a gostar de mim.

 

Depois que comemos, Mont e eu fomos para debaixo da arquibancada, Chris e Pan ficaram se pegando em algum lugar reservado da escola. Me sento e olho em volta, parece que não venho aqui há anos; Montanna se senta ao meu lado e já vai acendendo o seu famoso cigarrinho. Ela sorrir para mim, e dá uma tragada me passando em seguida.

Fumo e logo solto a fumaça (se meu pai descobre que tô fumando maconha, ele me mata!) Mont pega o cigarro e eu fico me perguntando com que cara ela compra isso com o Trevor?

-Mont? – Falo abraçando os meus joelhos.

-Hmm! – Ela solta a fumaça fazendo círculos e rir como se isso fosse a coisa mais genial que ela já fez.

-O Trevor continua te vendendo maconha? – Pergunto e ela bufa, e me passa o cigarro.

-Não!! Tem outro moleque vendendo aqui. – Diz ela e passa a mão nos cabelos.

-Sério? – Tusso um pouco devido a fumaça. Ela assente e diz tragando:

-Sim. E você tá sentindo a diferença, essa é boa! – Fala ela me mostrando o baseado em sua mão. –A do Trevor é uma bosta!

Rio sabendo que ela só tá falando isso, porque pegou ódio puro desse garoto.

O ar da manhã está fresco e quente. Uma brisa sopra no meu rosto, olho para a saída da arquibancada e vejo um garoto vindo na nossa direção; dou uma cotovelada na Mont para ela esconder a maconha. Montanna tosse e o esconde atrás das costas. 

-O que você quer?! – Fala Montanna com um tom rude. O garoto revira os olhos e diz:

-Relaxa ai, Carbone! – Fala ele rindo e pisca para mim. Franzo o cenho e Mont fala cuspindo fogo!

-Mas que audácia desse filho da puta!!! – Não me aguento e começo a rir. Montanna me dá um tapa no braço para eu parar.

-Escuta! – Diz o garoto. – O Taylor quer falar com você.

Diz ele apontando para mim. Franzo minhas sobrancelhas e Montanna se levanta.

-Eu sei brigar! – Diz ela fazendo uma posição de luta. Franzo meus lábios para não rir e fico de pé.

-O que ele quer? – Pergunto e o garoto dar de ombros.

-Ele tá lá no campo te esperando. – Diz ele, e dá as costas indo embora e nos deixando confusos com isso.

Montanna diz que não é para eu ir, mas tô curioso para saber o que esse babaca quer de mim. Começo a andar e Mont vem correndo atrás de mim, ela joga o cigarro fora, e diz que vai comigo.

 

Chegamos no campo e vejo o time no centro, Taylor é um dos brutamontes (até hoje não sei como garotos de 17 e 18 anos podem ser do tamanho de cavalos!) Taylor está de costas, e aquele canalha que me enganou só para ajuda o Taylor naquela brincadeira sem graça, o Tim, olhou na minha direção e sorriu, ele deu um toque no ombro do Taylor que se virou e seus olhos encontraram os meus. Taylor ergueu sua mão e me chamou.

-Dylan!!! – Diz Montanna resmungando ao meu lado.

-Já volto. – Falo e caminho na direção deles.

Conforme vou me aproximando; me senti desconfortáveis com os olhares que os caras do time estavam me lançando, como se eu fosse uma presa fácil que acabou de entrar no território deles.

-Dylan Patterson! – Diz Taylor assim que chego perto dele, bem deu vontade de manda-lo tomar no cu, mas segurei minha língua e só revirei os olhos.

Olho para o Tim e mostro o dedo do meio para ele que revira os olhos sacudindo a cabeça, peguei ranço desse bosta!

-O que você quer, Taylor! Fala logo porque não tenho paciência pra ficar aqui ouvindo as suas idiotices! – Falo de braços cruzados e ouvindo os imbecis a volta dele rirem.

-Calma aí, Dylan. Só quero dizer que na sexta vou dar uma festa na minha casa, e quero que você vá. – Taylor diz sorrindo e com o capacete debaixo do braço esquerdo.

Semicerro meus olhos, e dou uma olhada profunda nele, tentando identificar uma mentira. Mas Taylor só fica me encarando e sorrindo.

-Hã, qual é a piada? – Falo encarando ele que sacode a cabeça e diz:

-Dylan, Dylan, eu tô falando sério, cara. Agora somos amigos, não é? – Pera!! O quê? Esse garoto bateu a cabeça nas férias, ou o que? Desde quando Taylor quer ser meu amigo? Isso tá me cheirando a trote, e ser for eu castro ele.

-Eu vou pensar nisso. – Eu falo e dou as costas.

No caminho quase saindo do campo, passa um garoto por mim, ele está com o uniforme do time, e é bem gatinho, cabelos dourados e olhos castanhos mel. Olho para trás e ele estava fazendo o mesmo; vejo um sorriso malicioso surgindo no rosto dele, o garoto acena com a cabeça, e os outros do time chamam ele, e pelo que pude ouvir, seu nome é Brendan.

Pelo que pude perceber, esse garoto é novo, eu nunca tinha visto ele jogando no time. Fico observando ele, e parece que Taylor gosta dele, talvez esse garoto seja muito bom.

Só percebo que estou encarando ele, quando Montanna me chama, me viro e ela está de braços cruzados e fazendo uma careta.

-O que ele queria? – Ela já pergunta assim que chego perto dela.

-Só me convidar para a sua festa. – Falo e ela franzi as sobrancelhas.

-Oi? Isso é brincadeira, né? – Diz ela rindo e eu nego. – E....Você vai?

-Ainda não sei, mas se você disser que vai comigo. – Eu disse olhando sem piscar para ela, que franzi os lábios querendo rir.

-Ahhh! Dylan!! Escuta, você é solteiro, e eu agora sou também, não vou ficar correndo atrás de alguém que não me entende, então. – Ela diz sorrindo e passa a mão nos cabelos. – A gente vai! E vamos pegar todo munda naquela merda!

-Nossa, ficou animada, hem? – Eu falo passando meu braço em volta de seu pescoço e andando junto com ela.

-Dylan, é sério. – Fala ela como se eu estivesse pensando que ela está brincando, mas sei que não.

-Beleza, então vamos!

 

°°°°°

 

Assim que chego em casa, meu celular vibra no meu bolso, pego para ver o que é, e é uma mensagem do Tyler. Sinto meu rosto esquentar e um sorriso idiota se abrindo só por causa de uma mensagem.

A abro e está escrito:

 

 “Tá ocupado? ”

 

Bem direto ele.

 

 “Não. Acabei de chegar da escola. ”

“Quer sair? ”

  “Dylan?????”

 

Eu fiquei fitando o celular sem acreditar no que lia. Tyler quer ter um encontro comigo, ou eu tô exagerando.

 

“Claro! Me diz onde”

‘Você gosta de comida Italiana? “

“Sim”

“Então me encontra no Madeo ”

“Tyler, esse restaurante é caro...Tem certeza? ”

“Sim, eu tenho ”

“Então a gente se ver às 18H pode ser? “

“Te vejo lá“        

 

Caramba, isso é sério, eu vou sair com o Tyler!

Joguei o celular em cima da cama junto com a mochila, e corri para o banheiro já tirando minhas roupas e entrando no box para tomar um banho. Minutos depois estou eu de toalha e encarando minhas roupas, sem saber o que vestir, não quero ir parecendo um adolescente (por mais que eu seja) só quero que o Tyler me veja como alguém maduro e responsável.

Pego uma calça preta apertada, como estava um pouco frio eu vesti uma blusa moletom rosa claro; não quero exagerar e nem ir de qualquer jeito. Após me vestir pego meu tênis preto da Vans e me sento na cama para calçá-los. Assim que termino, me estico na cama para pegar o celular e ver a hora, me levanto colocando o aparelho no bolso de trás e passo perfume (será que estou exagerando?) Me olho no espelho, viro de lado e fico fitando a minha bunda. Sacudo minha cabeça me sentindo um idiota por isso.

Montanna tá doida em dizer que a minha bunda é grande, ela é normal caramba!

Aviso minha mãe que vou sair, e quando estou na garagem, Will aparece da puta que pariu me assustando e perguntando aonde vou. Não reclamei, porque sei que meu pai vai ficar preocupado comigo, e tenho que parar de ser babaca e aceita esse guarda-costas que é o Will.

 

°°°°°

 

Paro na frente do restaurante combinado, (e Will fica a poucos metros do restaurando dentro de seu carro.) E um manobrista vem pegar meu carro, entrego as chaves para ele e vou para a recepção.

Na recepção tem uma mulher baixa de vestido preto, ela sorri e pergunta se tenho reserva, mas aviso que vou encontrar alguém.

Após aquela chatice e formalidade, ela me acompanha até uma mesa, e nela vejo o Tyler. E puta que pariu que homem lindo é esse! Ele está de camisa social preta, dobrada até os cotovelos, calça social da mesma cor, seus cabelos estão penteados para trás, e que homem Senhor!

Percebo que algumas mulheres a volta estão babando nele.

Assim que ele me ver, seu sorriso se abre, iluminado o ambiente. Ele se levanta, e a mulher nos deixou. Tyler segurou na minha cintura e beijou meu rosto, me deixando vermelho, sentindo um frio na barriga. Eu tô nervoso, e não sei explicar o porquê, Tyler sempre foi esse cara que me deixa intimidado e sem reação quando estou perto dele, eu fico tenso, nervoso e com vergonha, sei que isso não é do meu feitio. Não sou um garoto tímido, mas o Tyler me deixa assim, ele é intimidador, e as vezes assustador, serio, em determinados momentos eu sinto calafrios, mas acho que são calafrios bons. 

-Você tá cheiroso. – Falo sem pensar, e inalando o seu aroma amadeirado, sedutor e provocante. Ele sorri com seu rosto bem próximo do meu, me causando arrepios por todo o meu ser.

Eu nem sei porque disse isso, ah, como eu sou um idiota atrevido.

-E você tá lindo! – Diz ele com uma voz sexy me fazendo ficar rubro escarlate.

Tyler puxa uma cadeira e eu me sento (olha, temos um cavaleiro aqui!) Ele se senta à minha frente. Dou uma olhada na mesa; no centro tem um pequeno vaso com orquídeas lilases, e são lindas. Olho para ele que me observa de um jeito misterioso.

-Sabe o que essas flores significam? – Pergunta ele com uma voz rouca e maliciosa ao mesmo tempo. Me esforço para não morder meu lábio, sacudo minha cabeça e ele diz: - Sedução!

Eita!!!

Seu olhar foi tão penetrante que acho que ele conseguiu sentir o que eu estou sentindo, mordo meu lábio olhando fixamente para ele, e sinto um fogo consumindo meu corpo aos poucos. Tyler sorrir e eu me derreto por dentro. Que cara gostoso!!!

-E-Eu não sabia disso. – Falo gaguejando, ele sorrir.

Eu quero muito, mas muito perguntar se isso é um encontro, mas tô com medo dele responder “não”, e eu ficar constrangido por causa disso.

Meu corpo fica quente a cada segundo, minhas pernas não param de estremecer, e sinto meu coração bater com presa, como se ele quisesse saltar para fora do meu peito. Ai cacete, eu não posso ficar assim, é só o Tyler. Mas...Errr!!!

Um garçom vem até nós nos entregando os cardápios, olho os preços, e por mais que minha família tenha uma condição financeira boa, que até meus netos aproveitarão dessa grana, mesmo assim eu torci o nariz.

-Nossa, essas comidas parecem gostosas! – Sussurro para mim mesmo, e ergo meus olhos por cima do cardápio para espiar o Tyler, e ele fazia o mesmo. Eu encarei seus olhos verdes, esses olhos que se você olhar bem, pode ver um misto de azul com verde.

Abaixo meus olhos, e faço o pedido, Tyler também. O garçom se vai e ficamos apenas nós dois.

-Você pode me perguntar qualquer coisa, Dylan. – Diz ele, e sempre quando ouço o meu nome saindo de sua boca, é como se todo o meu corpo estrasse na mesma sintonia que o dele.

Esfrego minhas mãos por baixo da mesa. Isso foi interessante, então hoje vou saber tudo o que quero sobre o Tyler.

-Tá bem. – Sorrio para mostra-lo que não tô nervoso, mas eu tô e tremendo na base com esse homem me olhando desse jeito. – Você nunca me disse o seu sobrenome.

-Bertani. – Diz ele parecendo não estar muito confortável em dizer o seu sobrenome. Ergo minha sobrancelha e assinto. E nessa tenho mais certeza ainda que ele não é aquele cara que meu pai disse ser o verdadeiro filho do Otto Carbone, porque se fosse o Ty, ele teria dito Carbone e não Bertani.

(N/A: Tyler está usando o sobrenome de solteira de sua mãe)

Antes de continuar com as perguntas, o garçom retorna com os nossos pedidos, olho para essa maravilha e sentindo o seu aroma. Tyler também pediu um vinho.

-Hã…Seja sincero comigo e me diga: você é um mafioso ou não? – Pergunto e provo da comida, e ele ergue os olhos me fitando.

Seus olhos verdes ficaram negros e sombrios de repente. E é exatamente isso que eu quero dizer, que ele às vezes me causa calafrios, esses olhares frios e penetrantes me deixam sem ar.

-Por que isso agora? – Pergunta ele sem quebrar o contato visual.

-Você disse que eu podia perguntar o.....

-Ok! Já que você quer saber, então sim. – Diz Tyler e umedece seus lábios, fazendo eu encará-los.

-O que você faz exatamente dentro da máfia, tipo, qual é a sua função? – Cara isso tá parecendo uma entrevista, mas foi ele quem começou.

Tyler sorrir de canto me quebrando em vários pedaços. Ele passa a mão nos cabelos me deixando inquieto com tanta gostosura.

-Eu…Bem, eu sou meio que um faz tudo, sabe. Um subchefe! – Ele diz e eu não falo nada incentivando-o a continuar. – Às vezes faço coisas que nem você acreditaria.

Nossa, que cheirinho de perigo eu tô sentindo, e ficando excitando também.

-Hm! Você é um badboy!!!…Foi mal. – Falo ficando sem graça com o jeito que ele me fitou. Tyler riu, causando efeitos loucos no meu corpo.

Pego a taça de vinho, e tomo um pouco para tentar me soltar na presença dele e ver se meu corpo esfria (ainda bem que aqui eles não pedem a identidade!

-Mais alguma coisa, Dylan? – Diz ele e toma o vinho.

-Por enquanto, não. – Falo e ele ergue sua taça e brindamos.

Caramba isso tá perfeito, só não tá mais, porque eu tô travado, não estou conseguindo ser eu mesmo, mas vou fazer um esforço, não quero que o Tyler pense que sou um garoto tímido.

Na sobremesa eu já estava mais solto e relaxado (o que um pouco de álcool não faz!) E sinto meu mundo girar um pouco por causa do vinho. Conversamos muito, e soube mais coisas sobre ele. Tyler resolveu me contar várias coisas tipo: que foi ele quem me cobriu com aquela jaqueta no cativeiro, eu meio que já desconfiava por causa do cheiro dele, que quando me aproximei logo depois que tive alta do hospital, seu cheiro era bem familiar. Mas o que me deixou mais inerte foi quando ele confessou que Matt foi atrás dele para saber aonde Connor estava me mantendo, Tyler sabia e contou para o Matt, e Matt deu um jeito de avisar meu pai.

Minha cabeça já estava girando, mas depois dessa informação eu me senti mais tonto ainda. Coloquei minha mão no rosto, e respirei fundo. Ele tá falando sério? Ele sabia aonde eu estava e só fez algo no último segundo? Que merda!!!

Olho para ele, e Tyler me fita com apreensão, eu me levanto de supetão e minha vista escurece, meu corpo cambaleia, e sinto os braços dele me rodearem. Quando minha visão volta a focar, eu ergo minha cabeça e vejo seu rosto, não sei o que tô sentindo por causa dessa informação, tá tudo muito confuso e meu minha cabeça parece que vai estourar.

Não sei o que faço, se bato nele por só ter dito isso agora, ou se xingo ele por ser um canalha.

O empurro com fraqueza para longe de mim, e caminho na direção da saída. O murmurinho das pessoas conversando por toda a parte, está me deixando desesperado e com um aperto no peito. Saio do restaurante e um vento forte me acerta, estremeço mesmo estando de moletom.

Esqueço completamente do meu carro, e saiu andando pela calçada a noite. Abraço meu corpo quando um trovão ensurdecedor corta o céu, olho para cima, e sinto as primeiras gotas de chuva caírem no meu rosto.

A chuva vem aos poucos, e eu não dou a mínima para ela, vou caminhando sem rumo, e pensando na merda que foi aquele dia que Connor me sequestrou. As imagens vêm com violências na minha mente, sua voz ecoa me fazendo estremecer. Tyler sabia de tudo! Ele foi até lá e me cobriu com a sua jaqueta, mas se ele estava tão preocupado comigo, por que não me ajudou e me tirou daquele lugar frio e sombrio? Por quê? POR QUÊ?!!!!!!

A chuva já estava forte e eu todo encharcado, só notei o que estava acontecendo quando um trovão me assustou me acordando do transe que eu me encontrava. Olhei em volta sem fazer ideia da onde estava. Passo minhas mãos nos meus cabelos e rosto molhado.

Não sei que lugar é esse. E quando começo a surtar, um carro preto para ao meu lado, e buzina. Olho para ver quem é, e é o Tyler, ele me manda entrar, mas o ignoro e saio andando sem dar ouvidos aos seus pedidos.

O carro me segue devagar.

-P-POR QUE VOCÊ N-NÃO VAI EM-EMBORA?! – Grito em sua direção e, tremendo por causa do frio que faz cada osso do meu corpo vibrar. Dou as costas a ele, e continuo andando.

Por mais que esteja chovendo, eu sinto meu rosto esquentar, e lágrimas idiotas escorrerem se misturando e sendo camufladas pela chuva. Um soluço deixa minha boca, e sinto uma mão segurar meu braço e me virar, bato contra o corpo do Tyler, e me livro de sua mão, me afastando dele.

-Sai daqui. – Murmuro para mim mesmo.

-O que você quer que eu faça, merda?! – Fala ele num tom alto devido ao barulho da chuva. Olho para seu rosto e ele já está molhado igual a mim.

-POR QUE VOCÊ NÃO CONTOU ISSO ANTES?!! POR QUE VOCÊ NÃO FEZ NADA PRA ME AJUDAR E IMPEDI-LO DE ME TORTURAR NAQUELA MERDA DE LUGAR?!! – Minha garganta arde porque estou gritando. – POR QUE VOCÊ SÓ ME AJUDOU TÃO TARDE?!! POR QUE VOCÊ ME AFETA DE UM JEITO QUE EU NÃO SEI EXPLICAR?!!!...... POR QUÊ?!!!!! 

Eu queria continuar, bater nele, xingá-lo, mas não pude, não pude porque Tyler segurou meu rosto com suas mãos e colou nossos lábios, os pressionando como se a vida dele dependesse desse beijo. No início eu quis recuar, mas a sensação molhada por causa da chuva, e o gosto de sua boca, me impediram de recuar. Então eu me rendi e agarrei seus cabelos, os apertando.

Sua língua dominava a minha, seus lábios sugavam os meus, me causando ondas de choque por todo o meu corpo. Ele abraçou minha cintura, e meus braços envolveram seu pescoço. E por esse tempo que nos beijávamos, eu esqueci do frio, da chuva que nos bombardeava e do que ele disse no restaurante.  

Aqui era só nos dois, eu me pedir em seus lábios, nossos corpos pareciam ímãs que se atraiam um contra o outro. Sua boca possuía sem pudor a minha, e fazia cada célula do meu corpo gritar seu nome, clamar para isso nunca acabar, e ele ser meu, só meu e eu dele.

Parecia aquele tão famoso clichê de beijo na chuva! Eu assisti vários filmes e series em que isso acontece com o casal, e ficava sonhando em um dia acontecer o mesmo comigo, e aqui estou, sob essa chuva forte beijando o cara que conseguiu balançar o meu coração assim que pus meus olhos sob ele!

Tyler quebra o beijo com três selinhos, me fazendo arfar. Meus olhos se mantiveram fechados, só sentindo aquela sensação prazeroso que era estar abraçado a ele. Que era sentir seu corpo emanar uma temperatura que me aquecia do frio da chuva.

Encostei minha testa na dele, e mordi meu lábio. Tyler ofegava assim como eu, e sua voz saiu rouca quando ele disse:

-Me perdoa por tudo, Dylan. Por ter sido um covarde, e por só ter coragem de te dizer tudo agora. Não sou perfeito, tenho mais defeitos do que você pode imaginar. – Dizia ele e me deu um selinho. Eu continuo de olhos fechados e abraçado ao seu pescoço. – E segredos que se eu te contar, você vai me odeia, e eu não vou suporta saber que você me odeia.

-Todo mudo tem defeitos e segredos, Tyler! -  sussurro contra a sua boca. Abro meus olhos e fito os dele. Tyler me beija, mas o beijo dura pouco.

Ainda bem que tá chovendo e ele não tá me vendo chorar feito um idiota.

-Não quero me afastar de você e voltar a ser alguém que eu desprezo. – Diz ele e eu suspiro. –Quero ficar com você, Dylan. Você faz o monstro que há dentro de mim, adormecer quando estou com você!  

Isso foi assustador, e o jeito que ele tá falando tá amolecendo o meu coração e fazendo a raiva que eu estava sentindo ser levada junto com a chuva, que diminuía aos poucos.

-E-eu...- minha voz quase não saiu. – Eu não quero repetir os mesmos erros que cometi com o Matt.

Ele me fita fixamente e diz:

-Então não cometa.  

-Não quero que você seja outo cara errado. – Falo me sentindo um idiota apaixonado. Abaixo minha cabeça, mas ele a levanta segurando meu queixo.

-Quero te dizer tantas coisas, mas não tenho coragem. – Diz ele sussurrando. O abraço forte, e nos braços dele sinto coisas que nunca avia sentido por outro cara.

-Tyler? – Ele me fita, vejo seus olhos brilharem. – Eu quero ficar com você, às vezes eu me pego pensando em você, no jeito que você me olha, e no primeiro beijo que demos, quando estou com você, meu mundo muda, fica mais feliz e você me faz sentir algo tão forte que nunca senti na minha vida por outro cara!

Ele sorri, eu sorrio e nos beijamos.

 

CONTINUA>>>>>>>>>>>>>>


Notas Finais


ESPERO QUE TENHAM GOSTADO!!

Beijos no bumbum e até sábado!!


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