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História In Love With a Monster - Cellps - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


atualizando fora do horário mas é porque eu simplesmente não resisti kk

ja voltei às aulas então a frequência de atualizações de fics vai cair um pouco

cap ligeiramente revisado, perdoem os erros

boa leitura

ps: titulo: "eu não posso te ajudar"

Capítulo 10 - I can't help you


Fanfic / Fanfiction In Love With a Monster - Cellps - Capítulo 10 - I can't help you

 A brisa fresca tocou o rosto do loiro enquanto ele se distanciava da casa. Ouviu os passos que o seguiam com sua "super" audição e parou.

- Tarik. – disse assim que olhou para trás e viu o garoto parado de forma estática um pouco atrás de si – Volte para dentro, não é seguro aqui fora.

- Se não é seguro para mim não é seguro para você. – retrucou. O loiro soltou uma risadinha nasal.

- Justo. Olha, eu preciso tomar um ar, não vou demorar. Não precisa se preocupar.

- Você deveria saber que ao me tirar deles, você é tudo que me resta Rafael. Não posso deixar que algo aconteça com você. – o loiro sorriu triste. Era bom saber que era importante para alguém mesmo agora sendo uma criatura repugnante.

- Eu vou ficar bem. – meio relutante, o moreno afirmou com a cabeça.

- Escutei a conversa de vocês dois lá dentro.

- Não é uma boa hora para conversar sobre isso. – Tarik abaixou o olhar e voltou para a casa sem falar mais nada. Rafael continuou seguindo seu caminho rumo a lugar nenhum.

~*~

Correr era a única opção viável no momento, apesar de suas pernas já começarem a ficar meio moles de tanto esforço. Ele reconhecia a garota, havia a visto de relance no ninho antes de fugir.

De certa forma, sabia que poderia ser achado. Mas não esperava realmente que isso fosse acontecer. Deveria ter sido mais cuidadoso, ou melhor, nem deveria ter abandonado sua proteção.

Parou encostado no muro de uma casa para recuperar a respiração, mas quando ia voltar a correr, foi pego de surpresa. A garota o empurrou fazendo com que ele caísse no chão.

- Você achou que poderia fugir de nós? Você é um traídor que merece ser punido e nós sempre vamos acha-lo. – ela o levantou pela gola da camisa com brutalidade. O loiro tentou escapar mas ela era mais forte do que ele – Sabe ums curiosidade sobre os vampiros? Quanto mais antigos, mais fortes. Você é recente, eu tenho 2 décadas. – mas de repente, um facão atravessa o pescoço da garota. Sua cabeça caiu e logo depois seu corpo desmoronou.

- Que nojo! – reclamou o loiro do sangue que havia espirrado e coberto uma parte do seu rosto.

- De nada por salvar sua vida. – resmungou Mikhael estendendo um lenço para o vampiro, para que ele pudesse se limpar – O que você está fazendo perambulando por aí? Era óbvio que eles iriam mandar alguém para te procurarem, e quando notarem que ela sumiu outros virão.

- Por que você está preocupado com isso? – questionou confuso.

- Não faço isso por você, faço por Tarik.

- Eu ainda não entendi a história de vocês.

- E nem vai entender. – retrucou áspero – O que você faz sozinho com uma horda de vampiros querendo seu couro?

- Eu só... queria passar um tempo sozinho É muita coisa para entender e assimilar. Estou tão confuso. – sua expressão triste quase fez o caçador amolecer.

- É claro, você é um vampiro que traiu a própria espécie e está sendo procurado por isso, é amigo de um jovem rebelde, está hospedado na casa de um bruxo além de ter um caçador que odeia sua raça na sua cola. É muita coisa para entender em pouco tempo. – o loiro suspirou e nada respondeu. O silêncio se fez presente por um bom tempo – Você sabe me dizer onde fica seu antigo ninho?

- Fica no meio da floresta.

- Vai ser difícil de achar. Não pode me levar até lá? – Lange sacudiu a cabeça negativamente.

- Eu não posso. Me desculpe.

- Tudo bem. Só espero que algum dia você não tenha medo de fazer o certo. – Linnyker se distanciou do loiro, e seguiu caminho deixando um Rafael confuso para trás.

~*~

Às 6 da manhã, o loiro se sentou na calçada onde ele havia se despedido daquele garoto moreno, o qual ele havia salvado a vida e começou a espera-lo. Ele havia dito que conversaria sobre os amigos do garoto que ainda estavam no ninho, e estava honrando sua parte do acordo, mas sua resposta continuaria sendo não. Lange ouviu passos se aproximando e se deparou com aquele que ele aguardava.

- Não sabia que horário você queria que eu viesse então decidi vir mais ou menos na hora que nós chegamos aqui. – comentou o moreno de uma forma tímida.

- Faz sentido. – respondeu Rafael de uma forma um pouco seca.

- Aqui não é seguro, melhor irmos para minha casa. – meio relutante, o loiro assentiu e seguiu o cacheado até sua casa – Entre. Meus pais não estão. Da para conversarmos com privacidade. – o moreno conduziu Lange até a sala de jantar, onde educamente puxou a cadeira para o loiro se sentar – Aceita um café? – ele assentiu e o cacheado seguiu para s cozinha. Fazia tanto tempo que não tomava um café...

Os próximos minutos foram de silêncio enquanto um preparava o café e o outro refletia sobre a vida. Só quando o moreno voltou da cozinha com a garrafa de café nas mãos é que o cacheado decidiu puxar assunto.

- Meu nome é Felipe Zaghetti, e o seu? – perguntou enquanto servia café para ambos.

- Rafael Lange. – Felipe levantou uma sobrancelha.

- Eu sabia que já tinha te visto antes. Sua mãe prestou queixa sobre seu desaparecimento e colou alguns cartazes pelas ruas. – isso deu uma pontada no coração do de olhos azuis.

- Eu queria tanto poder voltar. – ele deu o primeiro gole no café. Continuava com o mesmo gosto, mas não era a mesma coisa. Não era mais saboroso como era antes de ser vampiro. Continuou bebendo apenas para não chatear o outro.

- Você pode, é claro que pode.

- Não posso arriscar.

- O que você é? – perguntou Felipe, reparando no moletom do loiro que estava ligeiramente sujo de sangue mas decidiu não comentar sobre.

- Um vampiro.

- Eu achava que vampiros tinham presas. – o loiro se conteve para não revirar os olhos.

- E eu tenho. Só não são como você imagina.

- Me mostra. – pediu de forma manhosa e, após beber o último gole de café, o loiro flexionou a boca em uma careta fazendo com que os dentes de tubarão descessem substituindo os dentes normais – Uau!

- Estou aprendendo a controlar isso.

- Então tudo que dizem sobre vampiros é mito?

- Quase tudo. Além das presas diferenciadas, estaca de madeira não faz o minimo efeito em nós. Quer matar um vampiro? Apenas com decapitação. O Sol machuca muito mas não queima. A luz queima os olhos, temos a audição maior do que a de um ser humano normal, podendo ouvir até certa distância. E somos fortes o bastante para jogar alguém pela parede. – Zaghetti entreabriu a boca chocado com tanta informação.

- Eu achava que esse tipo de criatura não existia. O que será mais que existe sem eu saber?

- Eu também achava que vampiros também não existiam até virar um. E eu não sei que outras criaturas existem, a não ser lobisomens e bruxos. – completamente chocado, o outro só conseguiu murmurar um "nossa!" – Mas não foi para isso que eu vim.

- Tem razão. Trouxe você aqui para conversar sobre meus amigos ainda presos naquela...

- Naquele ninho. É assim que chamam.

- Ok, naquele ninho. Por favor, preciso que você me ajude a salva-los.

- Os vampiros já devem ter pintado e bordado com eles. Não há nada que possa ser feito.

- E se eles estiverem vivos? Não sabemos o que aconteceu. – seus olhos se encheram de lágrimas mas o vampiro continuava inflexível.

- Sinto muito, não posso ajudar.

- Mas...

- Simplesmente não posso. – as lágrimas escorreram dos olhos de Felipe e a cena fez Rafael quase amolecer. O moreno fungou e as limpou antes de voltar a falar.

- Eles são meus amigos, são família. Eu simplesmente não posso dormir a noite sabendo que estou aqui a salvo e eles provavelmente estão sofrendo, ou estão mortos. Não posso aguentar essa culpa. Eu só quero acabar com a raça daqueles desgraçados e recuperar meus amigos. É pedir demais? – Lange se sensibilizou com a história e sorriu pequeno.

 - Vou te ajudar porque percebi que você ama demais os seus amigos para simplemente deixá-los para lá. – o moreno deu um sorriso gigante. Após refletir um pouco, Lange acrescentou – Mas não posso fazer isso sozinho. É por isso que vou te apresentar a uns amigos meus.


Notas Finais


espero que tenham gostado
até a próxima


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