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História In love with the geeky boy - Capítulo 4


Escrita por: e Runch_Randa


Notas do Autor


Oie.
Capítulo 04.
Postei e saí correndo.

Capítulo 4 - Capítulo 04 .


Depois que ele foi embora, Namjoon chegou em casa ansioso, foi para a cama e pegou seu caderno. Ele o abraçou com força: papel e caneta. Se sentia um menino descobrindo o amor e não sabia o que fazer sobre isso. Pensou em ligar para Seokjin. Mas o que diria? 

Ele respirou fundo e pegou seu celular.

Seu coração estava quase saindo pela boca. Ouviu Seokjin se mexendo na cama, podia praticamente sentir seu sono. 

— Seokjin. Preciso conversar com você.

Após o que pareceu um bocejo, ele disse:

— O que é? 

Namjoon corou.

— É sobre… Jungkook.

— Jungkook? Muito bem, me conte tudo. 

Antes que se desse conta, Namjoon contou tudo a ele, e Seokjin não disse nada. Simplesmente o deixou pôr tudo para fora, a confusão dos sentimentos novos. Meia hora depois, um saco de batatas da cozinha e uma crise de risos depois, Namjoon ficou ouvindo as exclamações chocadas e animadas de Seokjin. 

— Certo, deixa ver se eu entendi: você perdeu o bv com o garoto que gosta e suspira de amores pelos cantos do colégio?! — Namjoon soltou um grito de alegria enquanto mergulhava o rosto nas mãos. 

—  Eu pareço ridículo?

— Não, é claro que não. Talvez um pouco eufórico. Mas e o beijo? Foi bom? — Seokjin perguntou, com um toque de humor na voz.

— Isso não chega nem perto de descrever como foi.

— Mas é bom que ele não tente alguma coisa com você, que ele não tente fazer alguma coisa que você não queira, porque eu não saberia como esconder um corpo nessas redondezas — Seokjin disse, sombriamente. 

Seokjin riu e bocejou. Despediu-se de Namjoon, e desligou o celular.

Namjoon abaixou o caderno lentamente para seu colo. Seus dedos tocaram uma página em branco, seu coração começando a bater acelerado. Sem tirar os olhos da página, procurou pelos lápis, e apressadamente começou a rabiscar a primeira coisa que veio à sua mente. 

 

*** 

 

Na segunda-feira, Namjoon já não sabia mais como estava se aguentando, mas se mostrou apto a lidar com as suas emoções sem se perder em seus próprios pensamentos. 

Mas isso durou só até a hora do almoço. No refeitório do colégio, Jungkook estava sentado no mesmo lugar que Namjoon havia o visto a uma semana atrás, conversando com seus amigos. Desta vez, no entanto, Jungkook olhou para ele, mas continuou em sua mesa. 

Namjoon não fazia ideia se ele havia notado quando ele e Seokjin saíram dali. Teve que esperar o período das aulas terminar para que pudesse falar com Jungkook, perguntar se ele estaria disposto a falar sobre o assunto de sexta-feira e reaver seu caderno de dentro da mochila. 

Jungkook estava de costas, tirando a jaqueta preta do time de basquete, mas parou quando Namjoon colocou um papel sobre sua vista; era um belo desenho em estilo anime dele com uma bola de basquete em mãos. Palavras saltavam da folha, um poema escrito em uma caligrafia torta, ao mesmo tempo que bonita em uma caneta gel dourada:

 

My soul is the ball… 

My place is the court… 

My way is the pitch… 

My mate is the crowd… 

My friend is tennis… 

My union is the team… 

My wish is victory… 

My medicine is sweat… 

My enemy is the goalkeeper… 

My unexpected is the marker… 

My hate is to lose… 

My dream is the title… 

My verb is to win… 

My speech is the scream… 

My fear is defeat… 

My spirit is basketball!

 

— Oh, é… lindo. Obrigado. 

— Não precisa agradecer. Apenas, guarde bem, sim? — Namjoon empurrou seus óculos com o indicador, sorrindo nervoso. 

— Eu vou — Jungkook se sentou de frente para Namjoon e tirou seu livro de matemática de dentro da mochila. — Eu estava pensando… — ele pousou o livro na mesa. — Meus pais vão para o Small Lust Motel neste final de semana para… você sabe, namorar. Talvez você possa ir lá em casa. Sabe, compro comida, e passamos a noite… 

A boca de Namjoon ficou seca de repente e o frio na barriga que sentia virou uma bola de neve, depois uma avalanche, e sentiu-se eufórico e atordoado ao mesmo tempo. Uma noite inteira sozinhos, sem ninguém para incomodar, refletiu ele.

Namjoon não sabia se queria dizer que não, nunca havia dado uns amassos. Não sabia se Jungkook o julgaria. 

— Quero dizer, não sei se seus pais… 

— Minha mãe não é minha carcereira — Namjoon queria evitar aquele assunto, afastar suas preocupações como se aquilo fosse simples. — E parece incrível. Eu adoraria. 

 

*** 

 

Aquela semana pareceu correr em câmera lenta. 

Na sexta-feira, enquanto Seokjin e Namjoon cruzavam a avenida Teheranno na linha 2 do Metrô de Seul, Namjoon encarava a janela, imaginando como seria o dia seguinte. 

Ao descerem, Seokjin sorriu cúmplice e pediu para que Namjoon o acompanhasse. Faltavam apenas alguns quarteirões até sua casa, mas pararam na Onnuri Wells Pharmacy. Somente Seokjin entrou. Namjoon ficou em pé na calçada, esperando, não fazendo ideia do porque Seokjin entrara naquela farmácia. 

— Tome! — Seokjin surgiu, jogando uma sacola no peito de Namjoon. 

— O que é isso? O que você comprou? — perguntou ele. 

— Você vai ver. 

Namjoon abriu a sacola e viu tudo o que Seokjin havia comprado: creme esfoliante para virilha, gillette, gel hidratante a base de aloe vera, algodões limpos e pomadas antibióticas. 

— O-o que é tudo isso? 

— Olha, eu realmente achei que você saberia o que são essas coisas. Chegue em casa, tome um banho, se depile… 

— Seokjin… 

— Se depilar é importante. Conhece camisinha e lubrificante, não é? 

— Seokjin, já chega! — Namjoon abaixou o olhar, mas olhou levemente para cima ao ouvir sua risada abafada. — Isso não é engraçado!

— Eu tenho que discordar. Olha, sei que às vezes sou muito controlador com relação a você, mas o fato é que precisa controlar a si mesmo quando estiver com ele. Quer dizer, se gostar mesmo dele, não tem nada de errado em ter relações sexuais com ele. 

Namjoon assentiu, assentiu e assentiu três vezes, concordaria quantas vezes fosse preciso para que Seokjin parasse com aquele assunto constrangedor e Seokjin praticamente pôde ver as engrenagens girando em sua mente enquanto Namjoon processava aquelas informações. 

— Depois me conte se a transa foi boa, okay? 

— Ah, cale a boca! 

 

*** 

 

Chegar a casa de Jungkook não havia sido uma tarefa difícil. O nervosismo parecia ter se multiplicado e revirava o estômago de Namjoon, mas ele não conseguia tirar os olhos daquela casa. Era de dois andares, grande, mas modesta, ao contrário dos refúgios luxuosos das casas mais próximas de Gangnam

Namjoon subiu o degrau de entrada, e antes de pensar em bater à porta, fechou o casaco. Foi difícil não gingar um pouco os quadris conforme andava até a casa de Jungkook, torcendo para que a calça skinny e justa de Seokjin ficasse tão bem nele quanto no próprio. Naquele dia, Seokjin passara a manhã toda enrolando seu cabelo, que havia ganhado luzes. Ergueu a mão fechada para bater, mas a porta se abriu, e o movimento fez seu cabelo voar. Namjoon ficou paralisado por um segundo, sentindo-se bobo, e baixou a mão. Embora houvessem passado duas semanas se conhecendo, de certa forma parecia que aquele seria o primeiro dia. Como se tivessem acabado de se conhecer. Namjoon não conseguia controlar o frio na barriga que sentia, mas agora era de um jeito bom, de um jeito que tornava impossível não sorrir para Jungkook.

— Ah, oi — falou Namjoon.

— Oi.

Jungkook olhou para fora, e por um milésimo de segundo Namjoon ficou irritado, porque não podia deixar se perguntar se ele estaria verificando se alguém o tinha visto. 

Antes que ele pudesse dizer alguma coisa, Jungkook se inclinou para frente, e quando seu corpo cruzou com o de Namjoon, ele parou e inclinou o queixo na sua direção, até os narizes estarem a centímetros de distância, até ficar impossível de respirar.

— Esperei mais de uma semana para isso — disse Jungkook, aproximando-se até a distância entre eles se reduzir a centímetros.

Namjoon fechou os olhos, esperando, esperando que os lábios de Jungkook tocassem os seus. 

— Mas é melhor entrarmos primeiro… 

Namjoon abriu os olhos e ficou completamente corado. Quase sem conseguir falar, assentiu dando um passo para frente enquanto Jungkook apontava para dentro.

— É lindo aqui — comentou Namjoon ao cruzar a porta.

— Vamos fazer um tour pela casa — disse Jungkook quando Namjoon o encarou. Ele estava descalço, de calça moletom cinza e com uma camiseta preta de gola V. Seu cabelo estava ao natural, caindo nos olhos de uma forma mais sexy. — Esta é a sala principal — disse, indicando o espaço depois da entrada. — Cuidado para não se perder.

Namjoon riu. Tirou seus tênis e atravessou o pequeno corredor da entrada até uma sala de atmosfera sofisticada. Poltronas de couro bege, divãs e sofás aconchegantes estavam distribuídos sobre um belo tapete verde-glacial. A um canto via-se uma mesa limpa e organizada, com uma cadeira posicionada a um lado. Um vaso de porcelana de esmalte azul e branco de qualidade límpida cheio de penas de pavão refletia as nuances azuis, verdes e púrpura das almofadas e dos tapetes. Era a sala mais linda do mundo.

— Foi minha mãe quem pintou, o vaso — disse Jungkook ao perceber que Namjoon estava olhando.

— A-ah — Namjoon pigarreou —, ela é pintora?

— Não — respondeu Jungkook. — É designer de interiores. Tem um estúdio em Gangnam chamado Dakko. 

— Dakko como em Dakko Jeon Designer & Architecture? Minha mãe trabalha lá — e acrescentou repentinamente. — Não que eu esteja me exibindo. E o seu pai? O que ele faz?

— É arquiteto. Deve ter feito metade das casas que você viu nesta rua.

— Uau, é mesmo? Que legal!

— Minha família é artística. E seu pai? Seu gene intelectual veio dele, imagino.

— Na verdade, não sei. Meu pai abandonou a minha mãe quando ela descobriu estar grávida de mim. Só ficou enquanto durou a gravidez dela. Depois, não precisou mais ficar — ao encarar Namjoon, Jungkook sentiu uma pontada de culpa no peito por tocar num assunto tão delicado.

Jungkook pigarreou.

— Vamos — disse e prosseguiu para uma ampla cozinha gourmet, de aço inoxidável, com piso de mármore negro, bancadas de granito e fornos duplos. — Não sei bem usar uma cozinha. Mas o que importa é que tem pizza e suco na geladeira.

Namjoon ficou quieto vendo-o tirar coisas da geladeira, ligar o microondas, esquentar e preparar, como devia fazer diariamente à vontade na cozinha. 

Sua mãe pensava que ele tinha ido dormir na casa de Seokjin e que ambos estudariam juntos. Namjoon nunca havia mentido para ela assim, e ela não tinham motivo algum para achar que ele não estava falando a verdade. Por isso fora fácil. Vinte anos sendo o filho-modelo (gritando por dentro e desejando algum descanso, mas mesmo assim seguindo em frente como um soldado, fazendo cada coisinha que esperava de si) e, naquele dia, havia contado sua primeira mentira deslavada.

— Vai ficar pronto logo, logo — afirmou Jungkook, trazendo-o de volta a realidade. 

No momento em que Jungkook saiu para tirar a pizza do microondas, Namjoon se levantou para ir até a geladeira. Quando espiou seu conteúdo, viu refrigerante e sorvete.

— Sei fazer uma vaca-preta deliciosa.

A verdade era que Namjoon cozinhava bem. Sua mãe cozinhava bem, mas sem dúvidas ele era melhor. Como sua mãe às vezes chegava cansada do trabalho, Namjoon assumia a função e consequentemente encontrara seu gene para cozinhar. 

Jungkook levou os pratos para a sala e Namjoon foi atrás dele depois de pegar os copos. Cada um pegou um prato com dois pedaços de pizza, uma porção de batatas, um pote de molho equilibrado em uma bandeja entre eles e duas vacas-pretas. 

Jungkook pôs o prato na mesinha de centro. Então, esticou a mão para trás e puxou uma colcha azul. 

— Minha mãe costurou isso, então não vale debochar.

— Tricotou — Namjoon corrigiu.

— Hã?

— Ela teria costurado se tivesse feito uma colcha de retalhos, por exemplo. Ela tricotou esta colcha.

— Ah… tudo bem, então ela tricotou esta coisa psicótica. Meu pedido continua valendo.

— Combinado.

Jungkook colocou a colcha sobre ambos, e o calor envolveu Namjoon, apenas… perfeito e reconfortante. Então se acomodou para passar algumas horas na companhia de Elfen Lied.

— Então… — Jungkook pegou uma fatia de pizza enquanto olhava para a tela da TV. — Esses caras estão… o que eles estão fazendo?

— Eles? Eles estão morrendo. Essa garota é a inimiga. Ela está fugindo do centro de pesquisa, por isso está matando os guardas e funcionários. 

Jungkook mastigou a pizza e encarou a tela, pensativo.

— A garota com orelhas de gato é a inimiga?

— Não são orelhas de gato, são chifres. Todos os diclonius se assemelham fisicamente aos humanos, porém possuem um par de pequenos chifres no lobo temporal, uma glândula pineal de tamanho exagerado e também possuem a habilidade de sentir outros diclonius e de criar estruturas telecinéticas chamadas de vetores parecidas com mãos capazes de manipular ou cortar objetos e pessoas. 

— Ah — Jungkook não entendia coisa alguma sobre animes ou mangás, e não via tanto sentido nas palavras de Namjoon. 

— Não entende muito sobre anime, não é? — questionou Namjoon, virando-se para ele, o vendo mover a cabeça em sinal negativo. — Não consegue projetar empolgação no que falo. Vou mudar de canal — anunciou, baixando o tom de voz, a energia se esvaindo e pegou o controle. 

— Desculpe — disse Jungkook, pegando mais uma fatia de pizza. — Podemos tentar os canais pornôs? 

— O-oi? — Jungkook tentou pegar o controle, rindo, mas Namjoon já havia trocado de canal. Ele o abraçou pelos ombros e o puxou para perto. 

Namjoon engasgou quando Jungkook rolou para cima do seu corpo, prendendo-o ao sofá, colocando o braço delicadamente sobre seu peito.

— Não consigo dizer o quanto esperei por isso… — sussurrou Jungkook. Seu hálito quente no ouvido de Namjoon era intenso, de uma forma que ele não esperava.

Os lábios de Jungkook roçaram em sua orelha, de leve no começo, depois prendeu a ponta entre os dentes e a mordiscou de uma forma que deixou Namjoon quente… esquentando de dentro para fora.

— Gosto de você.

Jungkook se recostou no sofá e puxou Namjoon consigo, e ele respondeu à altura caindo sobre o mais novo até ficarem deitados. Mas ele pareceu ter uma ideia melhor e se levantou, puxando Namjoon até estarem de pé.

— Vem comigo — chamou ele.

E Namjoon teria seguido aquela voz a qualquer lugar. Aquela voz fazia seu estômago se contorcer e sua pele esquentar. A forma com que Jungkook segurou sua mão foi quente e firme, e ele o puxou de um jeito que transmitia urgência. Namjoon não resistiu.

Em um instante Jungkook o conduziu para o segundo andar, até um quarto decorado em branco e azul. Uma cama King Size com montes de almofadas azul e branco encontrava-se junto à parede. Um grosso tapete verde-glacial igual ao da sala cobria o chão. Portas de vidro abriam-se para uma varanda, isso dava ao cômodo um brilho romântico, suave, sereno, pálido. Parecia um cenário de filme, perfeito para a noite.

Namjoon ficou lá parado, meio constrangido por um momento, os batimentos cardíacos descontrolados, até sentir as mãos de Jungkook nas suas novamente, depois em seus quadris, depois os lábios nos seus, famintos, desesperados.

— Eu quero tocá-lo — as palavras de Jungkook foram acompanhadas pelo deslizar de seus dedos ao encontrarem o casaco e a camisa preta de Namjoon, e logo ambos estavam deslizando por seus ombros, enquanto os lábios se colavam mais uma vez. 

Arrepios surgiam nos pontos em que Jungkook o tocava, e se arrastavam pelo seu corpo, causando mais arrepios e tremores. Enquanto o beijava lentamente, saboreando cada toque, as pontas de seus dedos exploravam as costas de Namjoon, da base da nuca até a curva dos quadris. A língua percorria-lhe os lábios, fazendo movimentos de reconhecimento, de invasão, o que espalhou um calor no centro do corpo de Namjoon, no estômago, e entre as pernas. Namjoon se sentia desfalecer, respirou mais profundamente, buscando o ar que lhe faltava. Jungkook pareceu perceber, e parou por um momento, pousando as palmas das mãos em seu quadril. 

— Não se preocupe — Jungkook disse, buscando seus olhos atrás das lentes embaçadas do óculos e os tirou. 

Houve zíperes, beijos sussurros e calor. Namjoon deveria ter sentido alguma coisa naquele momento. Vergonha. Constrangimento. Medo. No entanto, tudo o que sentiu foi calor e certeza. Queria aquilo. 

— A-ahm… — ele gemeu quando a boca de Jungkook começou a subir em direção aos seus mamilos eriçados. 

Jungkook encostou-se todo nele. Descendo as mãos para as suas coxas, entreabrindo-as, e encontrando calor, umidade e aceitação. E Namjoon separou as pernas por reflexo. Jungkook o explorou longamente, observando suas reações, seus suspiros, os arpejos da respiração descoordenada, ao mesmo tempo devorando-lhe a boca com a sua, invadindo-o duplamente. 

E quando ouviu o barulho de papel alumínio sendo rasgado e os corpos se encaixaram, Namjoon perdeu o fôlego, sentindo uma dor ardente onde antes só houvera prazer.

Os gemidos preencheram o espaço silencioso do quarto. O brilho da luz vindo da janela enfatizava cada músculo delineado da obra de arte que estava acima de si. Namjoon estava extasiado pelo sexo. Observava com fascínio o corpo de Jungkook, e se contorcia com o esforço, enquanto jogava a cabeça para trás, mergulhando nas sensações estonteantes de cada investida, seus cabelos grudando em sua testa, o pescoço completamente tenso. Aproveitando-se da posição, Jungkook alcançou-lhe o pescoço, beijando, lambendo, mordendo. 

— V-vá mais devagar… — pediu Namjoon quase num sussurro. — Não posso aparecer em casa com uma marca no pescoço… 

Jungkook soltou um riso nasalado. As vozes tomadas por gemidos foram a única coisa que preencheram aquele espaço. Jungkook o segurou firme, movendo-se mais rápido nas últimas estocadas. Aproveitava bem o calor do corpo que recebia seu membro, movendo-se a fim de maximizar a satisfação e soltando gemidos enlouquecidos.

Cobrindo uma das mãos de Namjoon, Jungkook fixou seus olhos na íris dele, que retribuiu o seu toque, apertando sua mão de volta, enquanto seu ápice chegava.  

 

*** 

 

Quando o brilho da lua entrou pela janela bateu em suas pálpebras fechadas, Jungkook abriu os olhos devagar, surpreso por ter dormido tanto tempo. Sem se lembrar de onde estava, se espreguiçou e se encolheu quando sentiu um peso no ombro. Olhou para o lado e viu Namjoon, os olhos fechados, com a cabeça e um braço apoiados em seu ombro.

Jungkook sentou-se na cama e esfregou os olhos sonolentos. Quando se levantou, com todo o cuidado para não acordar Namjoon, caminhou até o banheiro afim de usá-lo, só acendendo a luz quando a porta estava quase totalmente fechada. Não queria acordar Namjoon, então deixou somente um filete de luz entrar. 

Quando terminou de usar o sanitário, lavou as mãos e arrumou os cabelos de um jeito sexy, para o caso de Namjoon ter acordado enquanto estava lá dentro.

Saiu do banheiro, apagou a luz ao pisar no quarto e olhou para a cama, ficando surpreso ao constatar que Namjoon já havia acordado, e alcançava seu celular para ver as horas, no exato momento em que seu celular vibrou, indicando novas mensagens. 

Taehyung: 

 

Oi, Kook. É verdade que você vai mesmo dormir com aquele nerd do último ano? Aquele que você amavelmente apelidou de "nerd gostosinho"?

Você sabe, não sou preconceituoso, mas nunca vi você ficando com caras antes. É uma mudança de "ares" bem drástica 

Tenho pena do do pobrezinho ㅋㅋㅋㅋ logo com você

O coitado nunca percebeu; nunca percebeu que você já sabia que ele gostava de você. Nunca desconfiou que você o provocava de propósito, não é? 

Mas acho que será uma grande conquista para ele, dormir com o cara que ele gosta 

Cogitei apenas ficar deitado pelado na cama, ao lado da minha namorada hoje, mas me diga depois se o sexo foi bom 

 

O celular de Jungkook caiu, bem ao pé da cama. E naquele momento o mundo de Namjoon se estilhaçou, e nada mais importava. Não. Pois ele tinha acabado de descobrir toda a verdade. 

 


Notas Finais


Se cuidem; usem álcool em gel e bebam muita água.


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