1. Spirit Fanfics >
  2. In my Head - Fillie >
  3. (You're the) devil in disguise.

História In my Head - Fillie - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


quando eu atualizar a playlist, deixo o link aqui, mas separem essa preciosidade de música para o próximo capítulo

Capítulo 3 - (You're the) devil in disguise.


Se um olhar fosse capaz de tirar roupas, eu já estava nu pelo o que a morena do outro lado da pista me lançava.

Era óbvio desde o início que aquele showzinho todo de rebolar até o chão, segurar os cabelos, seios e bunda, se esfregar na amiga, era para mim. Não que eu fosse tão babaca assim em achar que ela estava de olho em mim desde que eu pisara no bar, era mais confiança de sobra mesmo.

Ela era mesmo deliciosa. Seios bem fartos, uma bunda gostosa e pernas longas e atraentes. Por mais que altas não fossem muito meu tipo, venderia minha alma para os trolls encantados que viviam no Central Park só para enfiar minha língua na xoxota dela.

Só que para minha total indignação, lembrei que não estava sozinho. E depois que conseguiu me fazer prometer que não pegaria ninguém aquela noite, Wyatt decidiu que me traria para beber com os seus amigos. Ou melhor, nossos amigos. Ou o que ele considerava nosso círculo de amizade, porque eu achava até semana passada que éramos só eu, ele, Gaten e, às vezes, Jaeden.

Não que eu fosse o tipo de amigo que dispensava uma noite dos caras, mas não estava muito no clima para festa da salsicha. Ouvir por horas os caras falarem de assuntos de macho, comentarem sobre tal garota que estavam saindo aquela semana, blábláblá. Se fosse para escolher, sem dúvida era a gostosa na pista de dança.

Só aceitei, de fato, sair de casa foi quando Millie começou a cantar Madonna à plenas 19:00 da noite. A ligação de Wyatt foi quase que uma luz divina, e até no banho dava de ouvir ela tentando acertar a letra de Material Girl. Foi um desastre e tanto, e agradeci ao Camarada que estava lá no céu por ter me livrado de mais possíveis imprevistos musicais.

Ela até era bem gostosa, mas, convenhamos, Madonna não era bem o seu forte. E ainda estou sendo bonzinho. 

Ergui minha cerveja discretamente para a gostosa dançarina, dando o sorriso que Gaten chamava de “Vai se foder, seu palhaço de merda, imitação barata do Coringa, ninguém é obrigado a aguentar seus flertes mal feitos”. E essa ainda era a versão resumida.

— Você não acha, Finn? — a voz de Jeremy cortou o transe que me envolvi.

Encarei-os, voltando àquela realidade. Merda! Sobre o que eles falavam mesmo? Futebol? Hóquei? Camisas sociais?

— Sim…? — Fiz de tudo para minha afirmação não sair como uma pergunta, mas foi em vão. 

Todos os caras sentados à mesa arquearam uma sobrancelha.

— O quê? Você prefere futebol americano a basquete? — perguntou Jeremy, em choque.

O quê?! Era brincadeira que eu tinha escolhido o esporte que mais odiava por estar distraído. 

— Bom, eu…

— Não precisa se justificar — interrompeu Gaten com tédio. 

— Todos estamos vendo você de olho na morena na pista de dança — completou Jaeden.

Minha boca abriu e fechou várias vezes e me senti um total idiota. Tinha sido pego no flagra e nem reparei.

— Foi mal, amigos.

— Ela sumiu — disse Wyatt, os olhos brilhando em divertimento. Virei novamente, procurando-a. Realmente ela tinha sumido. Só sobrara a amiga. — Que pena. 

Sabia que ele não sentia pena alguma por isso revirei os olhos.

Resmunguei um xingamento, observando minha cerveja, totalmente irritado. Tinha perdido de vista uma das mulheres mais gostosas daquele lugar e agora realmente teria que passar uma “noite dos caras” sem nenhuma confirmação que teria uma verdadeira diversão mais tarde.

Olhei mais uma vez para a pista de dança, e meu olhar recaiu sobre a amiga. Não tinha reparado nela. Ruiva, saia preta colada. Ela acenou para mim. Não, espera. Forcei mais os olhos. Ela apontou para algum lugar mais uma vez, o banheiro feminino, tecnicamente, e sem ao menos avisar, levantei, correndo para segui-la.

— Vá se foder, Finn! — gritou Gaten indignado ao perceber que eu estava fazendo totalmente o contrário do que tinha prometido.

Mas eu apenas sorria como um bocó, me espremendo contra as pessoas amontoadas que dançavam ao som de Just Dance, se esfregando e rebolando, mãos para o alto, cabelos na minha cara, gritos. Parei por um instante apenas para recuperar o fôlego, mas logo voltei a correr, abrindo espaço com as mãos e pernas. 

Quando empurrei a porta do banheiro, pude, enfim, respirar. Olhei ao redor. Sem dúvidas o banheiro feminino era mil vezes mais limpo do que o masculino. 

As  duas garotas estavam paradas em frente aos espelhos. Elas se encostavam de uma maneira erótica, e quase pude ver a mão da morena subindo pelo quadril da outra. 

— Olha quem está aqui, Steph — falou a ruiva. 

— É, estou vendo, April. — A morena se afastou. — Como nos achou aqui?

— Bom, quando eu vi que as duas única mulheres bonitas dessa boate tinham sumido, tive que procurar.

A Steph encarou a amiga e sorriu, balançando a cabeça.

— Você deixou seus amigos para vir atrás da gente?

Encarei April, que tinha os lábios abertos em um sorriso cheio de promessas.

— Eles vão ficar bem — prometi.

— Bom. Sou a Stephanie e ela é a April — disse, apontando para a amiga gostosa.

— Sou o Finn — me apresentei, aproximando-me.

April me olhou de cima a baixo, lambendo os lábios.

— Legal em te conhecer, Finn.

Steph estalou a língua e quando menos pisquei, fui puxado para o último box, onde não tinha sanitário, e uma boca estava na minha e a outra no meu pescoço. Minhas bolas apertaram, doloridas, e o tesão se acumulou na cabeça do meu pau sem eu ao menos fazer um mínimo esforço. 

Não era a primeira vez que eu fazia uma festinha à três, e não deixaria esses dois anjos tomarem controle de uma situação que eu já estava acostumado a lidar. Afastei-as, enfiando os dedos em seus cabelos, fazendo-as se beijarem e observei a April enfiar a língua gostosa na boca da amiga e se envolverem em um joguinho que amava.

— Isso — incitei-as, me abaixando para subir a saia da ruiva e o vestido da morena. Sem calcinha, as duas. Obrigado, meu camarada Jesus! Nunca te critiquei!

Passei o dedo pela boceta da Steph, ouvindo-a gemer na boca da amiga. Ela estava muito molhada. E, caramba, elas se agarravam com uma vontade animalesca. Talvez estivessem acostumadas com isso. Sem perder tempo, enfiei dois dedos nela.

— Porra! — xingou, chupando a língua da April para conter os próprios gemidos. — April!

Sorrindo em satisfação, fui em direção à boceta da April. Primeiro, me inclinei e passei a língua em seu clitóris só para fazê-la abrir mais as pernas. Quando tive o acesso mais liberado, deslizei dois dedos da mão esquerda para dentro dela. Observei-as se contorcerem em desejo, movimentando os dedos em meio termo (rápido e lento), elas gemendo e se beijando com mais voracidade à medida que meu pau latejava de vontade de receber essas boquinhas nervosas.

— Brinca com os peitos da April, Stephanie — ordenei, a voz rouca demais pelo tanto que segurava as rédeas para não gozar. Contraí a bunda, ordenando ao meu saco para se segurar. Calma, amigo.

Sem perder tempo, a Steph abaixou o corpete da amiga, revelando seios rosados e deliciosos. Umedeci os lábios, contemplando, magicamente, os lábios da morena pegarem um daqueles mamilos com os lábios, chupar e se afastar com um barulho molhado. Deslizei os dedos mais profundamente para tentar me concentrar nas bocetas apertadas delas comendo-os com vontade.

— Puta que pariu! — gritou April, e girei os dedos, entrando mais. — Isso é tão bom.

— Vocês são tão gostosas… — rosnei, diminuindo o ritmo por uns segundos só para ir rápido mais uma vez. 

Steph lambeu o seio da amiga, subindo pelo pescoço até a boca para beijá-la de novo.

Mas elas paralisaram na hora, arregalando os olhos. Eu também. Alguém entrara no banheiro.

— Shhh — sussurrei, voltando a movimentar os dedos.

Ambas morderam os lábios. Foi tão bom vê-las perdendo o controle.

A pessoa do outro lado não demorou muito. Usou o box ao lado do nosso, deu descarga, lavou as mãos e saiu, batendo a porta, nem parecendo perceber que estávamos ali.

— Aleluia — comemorei.

Nem percebi o momento que elas gozaram. Minha preocupação maior era não gozar antes, e minha bunda ja formigava do tanto que a contraía. Depois que elas pararam de tremer, retirei os dedos, levando-os a boca.

Me levantei, puxando ambas para um beijo a três. Elas estavam descabeladas e suadas, e mais gostosas do que nunca. 

— Vamos retribuir o favor, Stephanie? — cantarolou April, me empurrando contra a parede.

Steph assentiu e se abaixou para desafivelar meu cinto, e em um segundo meu pau estava em sua mão. Ou melhor, mãos. 

Depois, duas línguas me lambiam e brincavam comigo de uma forma que eu jamais tinha experimentado.

Caramba, eu precisava ir pra casa urgentemente!


* * *


Pelo visto a festinha no banheiro não teria continuação em casa. Stephanie e April eram mais desapegadas que eu, e quando propus irem ao meu apartamento, elas riram como se eu tivesse contado uma piada. E em menos 10 minutos já estavam de volta à pista, antes me beijando e deixando os telefones.


Levei aquilo como uma chance para mais tarde.

Agora teria que voltar a caça. Precisava trepar. Enfiar os dedos em uma gata e comê-la mesmo, não só ficar nessa preliminar de dedadas. 

Assim que voltei a mesa, me senti de volta a segunda série, quando eu levei o tabuleiro de xadrez para casa na vez de Taylor Donners na Semana do Brinquedo. O objetivo era levar um brinquedo diferente para casa e testar com a família, mas como minha mãe estava ocupada demais cuidando dos próprios problemas físicos e o meu “pai” passava metade do seu tempo enchendo o rabo de bebida, brinquei apenas com Nick. Porém, já que Taylor era um filhinho da puta mimado pra cacete, me acusou de “injustiça” e fez todos os meus amigos me odiarem. Se eu sentava junto a eles, todos me ignoravam ou saíam de perto. 

Passei semanas me sentando sozinho ou nem indo para o intervalo.

Mas não derramei uma lágrima sequer. Já não tinha emoções como a maioria das crianças. Só a solidão que era devastadora.

E eu estava na segunda série, porque me sentei perto de Gaten de novo e ele se afastou como se eu fosse um portador de ebola. Revirei os olhos pela infantilidade. 

— Ah, qual é, babaca! — resmunguei. 

Gaten abanou perto do ouvido.

— Credo! Um mosquito quase me deixa surdo.

— Quantos anos vocês têm, por acaso?

Jaeden me encarou, finalmente. 

— Queria que o Finn tivesse vindo com a gente — falou, talvez vesgo de ficar me olhando.

Ah, claro. Ele não me encarava. Olhava além de mim, como se eu fosse um fantasma.

— Sim — concordou Wyatt tristemente. — Vocês achavam que ele cumpriria aquilo de não pegar garotas como sempre promete?

— Talvez dessa vez — respondeu Jeremy.

Bufei, e sem perceber, um sorriso se formou nos meus lábios.

Se fosse para me dar bem mais uma vez, tinha que entrar no joguinho deles.

— Que pena que meus amigos não vieram comigo. Tem duas garotas que amam festinhas à três. — Eles engoliram em seco. — Sabe, dedos nas vaginas, bocas nos peitos, não língua, mas línguas, no pau… E ainda gostam de engolir.

Jeremy foi o primeiro a ceder.

— Elas chupam os seios uma da outra mesmo?

O resto gemeu em frustração. Jeremy sempre era o mais fraco quando se tratava de mulheres.

— Ah! Você está aqui, Jeremy — fui sarcástico. — Quando sentou comigo?

Wyatt deu um tapa na cabeça dele.

— Porra, Jeremy!

— Merda, Oleff, você sabe o quanto sou louco por um trisal. 

— Você é um cuzão de primeira, Wolfhard. — Jaeden me lançou um olhar feio.

— Como elas se chamavam?

O entusiasmo de Gaten me fez dar risada.

— Stephanie e April. Elas até perguntaram se vocês estavam a fim de uma festinha na casa delas. Entendem: vocês quatro, mais duas garotas, orgia. Elas não quiseram continuar comigo, mas pareceram meio na de vocês babacas.

Wyatt não deixou de zoar.

— Elas te dispensaram por nós?

— Não se preocupa, Oleff. Você sabe que se uma não quer, duas querem.

Jaeden levantou uma sobrancelha. 

— E se duas não quiserem?

— Três querem — falei, simplesmente, e, antes lançando-os uma piscadinha sacana, me levantei de novo e fui em direção ao bar para pegar outra cerveja.

De longe, observei meus amigos conversarem entre si. Gaten gesticulava pra caralho (sabia que ele fazia isso era quando estava muito envolvido no assunto) e Jeremy parecia defender alguma causa, até que eles olharam para frente. Segui o olhar deles e vi Steph e April se aproximarem com mais duas garotas, falarem algumas palavras (talvez um abracadabra) e eles se levantarem, fascinados. 

Sim, eu era um amigo e tanto. Meio que eu dei ideia delas chamarem eles para uma orgia quando me dispensaram. Por mais que tenha saído com o ego um pouco ferido, não deixei de ficar orgulhoso por finalmente eles pararem de agir como coroas de 95 anos e pegarem alguém. Sério. Fazia tanto tempo que Gaten não dava umas que suspeitava que até criou um útero do tanto que seu pênis não era usado.

— Você realmente é um cupido e tanto. — Virei e encarei a doce voz que me despertou dos meus devaneios. Grandes olhos verdes me encaravam. — Sou Camille.

— Sou o…

— Finn? — tentou ela. Diante do meu olhar incrédulo e assustado, as bochechas dela ganharam um rubor intenso. — Meu Deus, isso saiu tão psicopata.

— Um pouco — brinquei. — Mas obrigado por me tratar como uma celebridade.

Ela deu risada e um pouco do seu cabelo loiro-escuro caiu sobre os olhos.

— Vamos começar de novo, ok? Vamos fingir que eu não agi como uma stalker maluca que sabe o seu nome e até o tipo sanguíneo. Sou Camille.

— Tá bem, Camille. Prazer em te conhecer. Posso te pagar um drinque?

Os lábios dela se abriram em um sorriso perfeito. Tudo bem. Ela era linda demais. Suas feições me lembravam um pouco alguém, mas deveria ser coisa da minha cabeça.

— Seria ótimo. — Pedi duas mamacitas, a especial da casa. — Você deve estar se perguntando o por que de eu te conhecer, não é?

— É um pouco esquisito, sim — concordei, mas não levava tão a sério.

— Se lembra da Lizbeth?

O barman trouxe nossas bebidas e Camille tomou um pequeno gole, pressionando os lábios um contra o outro.

Pensei um pouco. Lizbeth… Esse nome não era estranho. Como poucos sabiam, eu não era o tipo de pegador que passava o rodo em todas e minha lista mental de nomes era limitada. Lembrava da maioria das garotas com quem eu ficara. 

Mas a tal Lizbeth fazia questão de não aparecer.

Só que para não fazer papel de idiota, assenti. 

— Ela é minha prima. Lizbeth Carrions. Ela ficou com você semana passada e desde então vem falando muito bem dos seus — seus olhos pararam nas minhas calças — dotes.

 Entendi qual era o seu jogo.

— E por que está aqui?

Camille umedeceu os lábios, escondendo o sorriso malicioso.

— Porque quero provas de que você é tudo isso que falam mesmo.

Ri, balançando a cabeça.

— Você é bem direta.

— Está com medo? Sei que está com o cheiro das duas últimas garotas, e para elas estarem de tão bom humor agora sei que fez um bom trabalho. 

Olhei para os meus dedos discretamente. Pelo menos lavei as mãos depois que saí do banheiro. Não queria parecer um maníaco sexual se tivesse que chegar perto da Camille.

— Vamos para a sua casa? — propôs ela, já se levantando e puxando o vestido para baixo.

Despertei na hora.

— Ei, calma, garota. Ainda nem terminamos de beber.

Ela revirou os olhos e parou à minha frente, se inclinando até sua boca estar colada na minha.

Seus lábios estavam grudentos pelo gloss sobre o batom vinho. Eram gostosos.

— Não tente dar uma de cavaleiro, Finn. Não depois do que estava fazendo no banheiro com as duas garotas.

De repente, tudo começou a fazer sentido. A nossa visita inesperada, o quanto ela demorou. A garota do banheiro era Camille.

— Você… — Não tive a chance de terminar.

Ela riu, se esfregando a minha calça.

— Não se preocupe, não vi nada. Mas bem que eu queria estar participando. 

Meu Deus, que mulher era essa?

— Vamos para casa? — perguntou ela, estendendo a mão para mim.

Sem ao menos pensar duas vezes, a aceitei.

Precisava estar dentro dela o quanto antes.


Notas Finais


e vamos de sumir por mais três meses


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...