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História In real life - Sprousehart - Capítulo 13


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Notas do Autor


Hey!! Como estão os corações Riverdelians de vocês??
E vamos de mais um capítulo!
Espero que gosteemmm ❤

Capítulo 13 - Capítulo 12


Fanfic / Fanfiction In real life - Sprousehart - Capítulo 13 - Capítulo 12

Quando ele terminou de falar Lili se deu conta de que suas mãos, em punho, apertavam a unha contra a pele. Uma única lágrima corria pelo seu rosto, fazendo-a provar seu gosto salgado. Seu rosto estava pálido, e uma mistura de desconforto e ódio pareciam se infiltrar em seu corpo cada vez inspirava e expirava a procura de calma. Sentiu-se culpada por ter o culpado por uma boa parte de seu amadurecimento enquanto se tornava finalmente uma adulta.

Olhou para Cole, que tinha seu lindo rosto congelado em pedra, olhos vidrados, como se ainda estivesse preso em memórias de sua fuga. A forma como Cole detalhou seu ódio, sua repulsa com seu pai e consigo mesmo, além da angustia de alegar ser o único culpado por tudo isso foram de quebrar o coração de qualquer um. Mesmo que Lili odiasse profundamente seu pai por ter deixado sua mãe e filhas, sentiu mais ainda do pai de Cole, que covardemente fez com que todos acusassem o próprio filho.

Algo tão profundo que deixou não só cicatrizes no corpo, mas na alma também. Impressionante mesmo é ver a força que Cole tem depois de viver tudo isso, há algo, Lili não sabe muito bem o que é. Deve ser coisa de sobrevivente, pensou.

 

Cole balançou a cabeça, parecendo querer sair do transe.

— Bom, no final de tudo... Demorou um pouco para eu conseguir um emprego, mas comecei a trabalhar no Starbucks. Finalizei a faculdade rapidamente e consegui emprego na Bionics, pouco tempo depois aluguei um apartamento e aos poucos meu relacionamento com Holland foi se reerguendo, casei com ela na tentativa de tentar firmar alguma coisa, tivemos até um filho. — Disse um tanto incerto. — Recebi uma proposta única aqui em Nova York e... Agora estou aqui. — Finalizou.

Tudo o que Lili sentia por ele só aumentou, o que sentia no passado e o que começou a sentir alguns dias atrás.

Incapaz de manter alguma distância buscou pela mão dele e sorriu reconfortante.

— Sinto muito pela sua mãe e por seu cãozinho. E quanto a Thomas?

— O acharam assim que aluguei o apartamento, ele se hospedava no México na casa de uns desconhecidos. Foi levado para Los Angeles e preso por assassinato e agressão à mulher. — Sorriu fraco. — Ele não é meu pai.

A última frase deixou Lili confusa, o que fez com a mesma se afastasse um pouco mais e franzisse o cenho para Cole.

— Como?

— Na minha certidão no nascimento não consta o nome dele, nem de ninguém além de a minha mãe. Mas acharam em meio alguns documentos em minha antiga casa alguns papéis de adoção. — Cole olha para Lili como se tivesse acabado de desvendar um mistério. — Engraçado, não? Ele pode ter feito tudo isso pelo simples fato de eu ser um bastardo.

— Engraçado? Talvez, mas isso está mais para coisa de filme.

Ambos riram.

Lili continua:

— E todo esse tempo você tinha meu número, mas não me mandou uma mensagem se quer? — Lili pergunta inclinando levemente o rosto, a pergunta sai um pouco descontraída, mas é um assunto que ela tentou mentalmente despistar.

Cole sorriu.

— Eu iria perguntar sobre você, mas acho que acabei pesquisando um pouco mais na internet e assisti ao vivo aquele evento que teve no museu. Parabéns por isso. — Lili se sentiu um tanto surpresa com a mudança repentina de assunto, mas também não queria voltar ao passado, ele já falara demais, era hora de deixar isso para trás.

Lili sorriu, agradecida.

— Sim, imagino que esse tipo de informação sobre mim possa se achar em qualquer site, o evento foi muito importante, obrigada.

Ficaram se olhando por alguns segundos, ambos esperando a próxima reação um do outro, a chuva que começou a cair interrompeu o fogo e os joguinho visuais que os dois estavam protagonizando. Cole olhou pela grande porta de vidro, analisou a chuva, em seguida olhou para Lili, e vice-versa, então soltou:

— Vamos até lá?

Lili o olhou confusa, olhou para a chuva que caía lá fora.

— Onde?

— Até a chuva.

— O quê?

Cole riu.

— Fala sério, você nunca tomou um banho de chuva?

— Na verdade eu acredito ser grandinha demais para esse tipo de brincadeira. — Ela respondeu olhando-o de soslaio.

— Grandinha demais? O que você faz para se divertir?

Lili pareceu pensar um pouco.

— Ah, eu alugo algum iate, salto de pára-quedas, pratico rapel e... Bom, na grande maioria das vezes eu viajo. — Deu de ombros.

Cole arregalou os olhos.

— Você sabe o que isso significa?

Lili virou seu rosto na direção dele lentamente, incerta sobre o que dizer.

— Significa que eu vou ter que te ensinar a se divertir sem pagar muito.

Lili sentiu uma pontada de preocupação com isso, Cole teria a achado meio egoísta?

— Não entendi...

— Qual foi a última vez que você foi ao cinema ou... Ficou em casa conversando com suas amigas sobre algum assunto totalmente aleatório? — Com a demora de raciocínio, Cole continuou: — Eu estou surpreso, sério que você nunca mais fez isso? Sinto-me completamente ofendido. — Adotou um tom falso de indignação, o que fez Lili rir. — Vem, vou te mostrar como é fácil, e principalmente, mais emocionante do que pular de pára-quedas.

Levantou-se e pegou a mão de Lili, com o toque, ambos se olharam e um flash de luz percorreu os olhos de Cole. Lili estava de fato se segurando para não agarrá-lo ali mesmo. Lili foi a primeira a desviar o olhar e se levantar. Cole soltou a mão dela e tirou seus sapatos, levantou as mangas da camisa e abriu a porta. Lili começou a observá-lo sorrindo, ele é incrível, pensou.

Assim que o ar frio atingiu seus rostos, Lili percebeu que estava quente dentro de sua casa. Cole a olhou, chamando-a para perto. Ela tirou as pantufas em tons de azul pastel que calçava, olhou para frente e viu Cole colocando apenas a mão para sentir as fortes gotas que caíam lá fora. Ela já havia sim tomado banho de chuva, inúmeras vezes em sua infância e metade da adolescência, mas foi na juventude para a idade adulta que as coisas mudaram. E drasticamente.

Tirou a jaqueta e correu até Cole, empurrou-o até a grama, ele caiu em uma poça pequena que havia se formado.

— Ai meu Deus! — Lili riu, Cole fez careta.

— Vem aqui. — Ele a puxou, fazendo a mesma cair ao seu lado.

Lili pegou um pouco da lama que havia se formado e rosnando jogou na roupa de Cole, que revidou da mesma forma.

Rindo, correndo e fazendo uma guerra de lama. Realmente Lili não havia se divertindo tanto assim há anos, e principalmente, com Cole. O que a fez refletir, ali mesmo, em baixo da chuva e coberta de lama; todas as poucas vezes em que encontrou Cole, as coisas acabavam de uma forma engraçada, leve. Era bom estar com ele.

Olhou para ele e percebeu que o mesmo também a olhava, será que ele estaria pensando a mesma coisa que eu?, Perguntou a si mesma, e alguma coisa pareceu se acender, mas fora rapidamente interrompida quando viu o reflexo de Cole fazendo algum movimento, enquanto isso uma bola de lama e talvez um pouco de grama voasse em sua direção, ela desviou.

— Que reflexo rapid... — Cole nem chegou a terminar, pois Lili já estava correndo em sua direção, e antes mesmo que ele pudesse fazer alguma coisa, as mãos de Lili encontraram suas costas e seu ombro e o derrubaram no chão. Alguma coisa deu errada, pois no mesmo instante Lili se viu caindo por cima de Cole também. — Oi. — Ele comentou.

— Oi. — Ela respondeu. Com os rostos a centímetros de distância, Lili fitou os lábios dele, que havia acabado de colocar uma mecha molhada do cabelo de Lili atrás de orelha. Ambos fitaram os lábios um dos outros, e tudo ao redor deles pareceu desaparecer.

Lili piscou, e se deu conta do que havia acabado de acontecer, tratou de ajeitar sua postura, e acabou sentada em cima de Cole, com um joelho de cada lado.

— Essa com certeza não é a melhor posição para você estar agora. — Lili arregalou os olhos, mas riu. Havia gostado de provocar-lo desta maneira.

Cole sorriu abertamente, com alguns pingos caindo em seu rosto, fechou os olhos. Foi quando Lili sentiu finalmente a ereção de Cole dar sinal. Seu primeiro impulso foi sair dali, mas ao ver o sorriso envergonhado de Cole enquanto olhava para ela, ela riu ainda mais forte.

— Então essa é a vagabunda, Cole? — Os dois olharam para a porta, com a luz que emanava do jardim, era possível ver perfeitamente os rostos assustados de Holland, Camila e Crystal.

 

 

 

 

 

— Holland?


Notas Finais


Tan tan taaaannn!!
O que acharam?
Comenteeem ❤


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