História In Search Of Cure (hiatus) - Capítulo 2


Escrita por: e NanaEilish

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 70
Palavras 2.588
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Chapter Two - Por muito pouco!


🏹Chapter Two🏹

– Não fica muito longe daqui... 

Yoongi diz enquanto mata uma daquelas coisas com sua faca.

– Temos que fazer muito silêncio e já sabem, não usem suas armas se não houver necessidade, cada munição conta. 

 Digo e minutos depois de andarmos bastante, chegamos ao hospital.

Encarei de cima a baixo aquele edifício escuro, imaginando quantos zumbis haveriam ali. Incontáveis, sem dúvida.

– Vamos!

Peguei minha pistola, que havia uma lanterna em cima, com minha mão esquerda e minha faca com a mão direita. Corredor vazio e luzes piscando sem parar, se ouvia os grunidos de rastejantes de longe, causando eco por todo o corredor. Paredes manchadas de sangue e um cheiro desconfortável.

– Eu sei que a sala de medicamentos e materiais fica lá em cima, no 2°andar...

Yoongi diz em sussurro, mas é interrompido por Jungkook.

– Muita poeira, e-eu vou... – Corro até ele e aperto o seu nariz, fechando os olhos com medo de sair algum som alto, mas foi quase inaudível. – Obrigado! 

 Ele sorri para mim, mas logo solta um espirro alto.

– Puta que pariu! 

Harry solta e em segundos começa a aparecer zumbis por todos os lados, nos cercando.

– Mas que porra!

– PRECISAMOS NOS JUNTAR! VAMOS FICAR UM DE COSTAS PARA O OUTRO!

Jimin grita e no mesmo instante fazemos um circulo, evitando que algum de nós seja surpreendido por trás. Começamos a matá-lo, cada um com sua arma e com sua estratégia.

– TEM MUITOS! NÃO VAMOS CONSEGUIR! – digo vendo um filme passar em minha cabeça, já sentindo a morte se aproximar. – PRECISAMOS PENSAR EM ALGO!

Jungkook não para de espirrar, e isso atrai cada vez mais zumbis. Olho ao redor e os meus olhos param em um duto de ar no teto. Ótimo.

– O DUTO DE AR! – aponto para o alto. – ALGUÉM ME LEVANTA!

Harry abaixa a sua arma e me coloca em seus ombros, me estico até o duto, abrindo rapidamente e me pendurando. Jogo a minha lanterna e a minha faca lá dentro para usar as duas mãos e ter mais força para subir o meu corpo.

– Harry, manda o Jimin! 

 Tiro a arma com o silenciador de minha cintura e atiro em alguns dos rastejantes do alto, ajudando os meninos, enquanto seguro na mão de Jimin com a mão livre e puxo ele para cima.

O próximo foi o Yoongi, o que dificultou para eu, Harry e Jungkook.

– RÁPIDO! ESTOU FICANDO SEM BALAS! 

 O moreno grita desesperado e joga a sua arma no chão, usando uma faca para se defender, mas não é o suficiente. Jimin puxa Yoongi e em seguida Jungkook com facilidade para cima e estende a mão para Harry.

– PULA! VAI!

Ele ordena e Harry pula na mesma hora, segurando a sua mão de primeira. Os zumbis se seguram em seus pés, aumentando o peso de seu corpo, deixando tudo mais complicado. O moreno chuta o rosto dos rastejante com fúria, mas de nada adianta. Atiro em todos os zumbis possíveis para que soltem o pé de Harry, ou ele iria morrer, mas enfim conseguimos tirá-lo de lá, o puxando para cima e fazendo um peso enorme sair de nossos ombros. 

O descarrego de adrenalina em meu corpo me deixa ofegante e suando em excesso. Respiro fundo, tentando controlar a minha a minha respiração.

– Gastamos muitas balas... que merda! 

Digo ao ver que me sobrou apenas vinte balas e uma faca.

– Espero que todos nós voltemos vivos para salvar aquela menina! 

 Yoongi diz e começa a rastejar pelo duto, sendo seguido por todos nós. Jungkook espirra novamente e o mais velho se vira para trás na mesma hora.

– Antes de tudo, precisamos dar um jeito nele! 

– Acho que tenho uma ideia! – Jimin sorri minimamente e me olha. – Segure isso, Aida!

Ele me entrega sua arma e faca, tirando a sua jaqueta jeans, e logo sua camiseta, revelando um corpo bem definido, me deixando um pouco sem graça por não esperar.

– Amarre isso bem forte no seu rosto para abafar o som! 

Jimin estende o pano a Jungkook e Yoongi volta a rastejar com os meninos, enquanto eu espero o mais novo.

– Espero que isso resolva, não quero nos matar com um espirro!

– E eu não quero precisar matar você! 

A voz de Harry soa um pouco distante, fazendo eu e Jungkook trocarmos olhares espantados.

– É brincadeira, andem logo! – nos apressamos para alcánça-los. – ou não... 

Ele diz mais baixo, mas no duto dá para se ouvir até a respiração.

– Eu ouvi isso, senhor Harry!

Chamo sua atenção, mas ele dá de ombros.

[...]

Harry abre a grade do duto, se certificando de que está tudo seguro em volta e sou a primeira a descer. Olho ao redor,  andando cautelosamente pelo local e percebendo que está limpo.

– Podem descer! – Abro as gavetas e arregalo os olhos espantada pela quantidade de remédios que havia ali. – Wow! Vejam isso!

Todos se olham sorrindente, exceto Yoongi, começando a guardar tudo nas sacolas. Havia muitos medicamentos, antibióticos e todos os materiais necessários para atender pacientes do acampamento todo. Isso foi muita sorte, aproveitaremos e muito.

– Pra quê isso tudo, Jimin? – Harry pergunta ao ver o garoto guardar remédios até em lugares que nem imaginam que dá para se guardar. – Camisinha? 

 O moreno puxa do meio dos remédios e arquea uma sobrancelha.

– Proteção!

Jimin sorri para o amigo e morde o lábio inferior, me olhando sugestivamente. Imediatamente desvio o olhar e reviro os olhos.

– Vocês só pensam nisso!

 Yoongi resmunga.

– Ele só pensa nisso, eu não! 

Me defendi lendo o rótulo de algum comprimido qualquer.

– Tão inocente, até parece que não pensa em sexo!

 Jimin diz debochado, me fazendo o encarar perplexa.

– Qual é, Aida? Somos humanos, vai me dizer que você nunca quis transar com alguém do acampamento, huh? 

 Harry se mete e eu os ignoro, guardando comprimidos aleatórios em minha jaqueta.

– Ela deve ser virgem!  

 Jimin sussurra para Harry e eu me viro para trás com ódio, pronta para dar um soco na cara dos dois, mas dou de cara com um cano de uma arma, fazendo-me engolir a seco.

[...]

Fomos arrastados até os fundos do hospital, e encontramos muitas pessoas não infectadas lá, todos com olhares nada amigáveis. Eles amarraram os nossos pulsos, nos amordaçaram e nos colocaram ajoelhados perante a eles.

–A adaga será passada lentamente pela garganta dele, ao cortá-la, deixaremos ele sangrar até a morte.

Sorriu o moreno com a ideia caótica em sua cabeça, me fazendo paralisar.

– Oh céus JongIn, cadê sua credibilidade? Arranque os membro inferiores e os pendure, quero ouvir os gritos e súplicas dele.

Os homens conversam entre si como dois psicopatas.

Encaro os meninos ao meu lado, encontrando olhares tão assustados quanto o meu. Eu estava tremendo. Levo meu olhar para o chão e fecho meus olhos. Não estava preparada para morrer.

– Kyung, não seja tão mal. Eles só tentaram nos roubar, deixar sangrar até a morte é melhor que isso, menos pesado, entende?

– Certo Kim, você decide, afinal, você é o executor, não irei palpitar mais.

Ele sorriu encarando – agora – cada um de nós quatro, caminhando lentamente por cada um, mas parando somente em minha frente. O homem se aproximou de mim tirando da baía de seu cinto a sua pequena adaga de ferro, puxou os meus cabelos com toda a força, tombando a minha cabeça para trás, fazendo-me morder o lábio para não gemer de dor. Encarei seus olhos sem receio, sentindo a ponta de sua arma cortante em meu pescoço exposto.

– Bancando a corajosa, huh?

– Pare, JongIn..

Uma bela mulher surge com uma voz um tanto grossa, nos assustando.

– Deixa eu fazer meu trabalho!

– Cala a boca e me obedeça! Se afaste!

Ele bufa irritado e abre um sorriso obscuro.

– Se bem que seria um desperdício matar uma mulher tão bonita assim...

Ele passa o seu polegar em meus lábios, me fazendo sentir nojo de seu toque,  e me solta. A mulher, que parecia mais ser a chefe, arranca a mordaça de todos nós com certa violência.

– Eu deveria matar todos vocês agora mesmo!

Ela diz e logo cruza seus braços, parecia pensar em alguma solução.

– Poderiamos apenas matá-los e...

– Calado, estou pensando! – Disse irritada por ter sido enterrompida. – Soltem eles!

Todos ficaram parados no mesmo lugar, enquanto eu, ficava sem entender a atitude daquela mulher. 

– Estão surdos? Eu mandei soltá-los. Agora!

Alguns homens desamarraram meus pulsos, assim como os dos meninos também. Porque ela fez isso? 

– Obrigado... 

Jungkook pediu alisando seu pulso avermelhado.

– Não, não me agradeçam! Sabe porque? Por que faltou muito, mas muito pouco para eu matar vocês. – Ela disse em um tom de voz alterado, fazendo Jeon arregalar os olhos. – Se voltarem aqui outra vez eu os mato, estamos entendidos? 

Assentimos todos e ela se virou de costas para ir embora, parando no mesmo lugar e nos olhando sobre o ombro.

– Não irão levar nada! Tudo aqui pertence ao nosso grupo. 

[...]

Caminhamos de volta pelos trilhos do antigo trem. Era um caminho mais rápido de chegar ao nosso acampamento, como um atalho. Suspirei decepcionada e encarei o horizonte da ferrovia,  o sol já se fazia presente aos poucos, indicando o amanhecer. Ficamos tanto tempo fora assim? 

– Puta merda, viemos aqui atoa! Ficaremos sem os medicamentos!

Jungkook resmunga, chutando algumas pedras no chão.

– Não exatamente...

Harry parou, olhando ao redor e do seu bolso retirou remédios e gazes.

– Seu viado, tu pegou! – Jungkook abriu um largo sorriso e abraçou Harry de lado. – Esse é meu garoto!

– Não força!

Harry empurra ele de leve, saindo de seu abraço e o fazendo rir.

– Vamos logo, a menina deve estar a beira da morte por perder tanto sangue.

Começo a correr junto aos meninos e por fim chegamos, finalmente, no nosso acampamento.

– Onde eles estão?

– Na casa da Meredith. – Namjoon responde. – Rápido!

Entramos na casa e demos tudo nas mãos de Jin. A jovem garota estava pálida e já de olhos fechados no sofá, respirando fraco. Um pano, que provavelmente era branco antes, está enrolado em sua perna e ensopado de sangue.

– AH! ESTÁ DOENDO!

Ela grita assim que sente o toque de Jin, e começa a chorar. A cena está tão agoniante e desesperadora, que não aguento e me retiro da sa, me sentando na escada do lado de fora da casa. Fecho os olhos sentindo a brisa gelada refrescar o meu rosto suado, respiro fundo e escondo o meu rosto entre as minhas pernas, até que sinto a presença de alguém ao meu lado, fazendo eu olhar em um movimento rápido, vendo Yoongi.

– Como você tá?

 Me mantenho em silêncio com sua pergunta e suspiro.

– Eu...estive pensando e... o seu irmão não foi mordido.

– Do que está falando?

– Ele não foi mordido, lembro claramente dele chegando bem ontem, e de repente ele apareceu morto.

A minha cabeça dá um giro, penso em milhares de coisas, mas ao mesmo tempo não penso em nada. Do que ele está dizendo?

– Não temos zumbi no acampamento, então ele foi assassinado, Aida!

– Por um de nós... – Arregalo os olhos não acreditando nas palavras que saem da minha boca. – Meu Deus...quem poderia ser?

Digo baixo, desviando o olhar para o nada. 

– Não sei, mas vou te ajudar a descobrir... essa pessoa pode matar mais gente. 

Hoje o dia foi muito cheio, teve muitas informações, a minha cabeça está prestes a explodir. 

– E-eu preciso pegar um ar, licença!

Me levanto sem esperar resposta e caminho pela rua vazia, com as mãos escondidas nos bolsos de minha jaqueta. Essa possibilidade me fez pensar em quem tiraria a vida de uma pessoa tão boa como meu irmão, que queria apenas o bem de todos a sua volta. Ele só queria ver a paz de novo em meio as pessoas, não fazia mal a ninguém. Avisto uma pequena flor solitária na grama e arranco-a, caminhando em direção ao túmulo improvisado de Louis. Me sento em um tronco de árvore e fico ali, pensando em seu sorriso, suas brincadeiras e seu jeito protetor de ser, meu irmão, um pai pra mim, que agora se foi.

Fico olhando a bela flor em seu túmulo, porém outra flor é colocada ao lado da minha. Olho para cima e vejo Jimin, o mesmo estava em silêncio enquanto encarava o chão, preferi não dizer nada, ele tem suas razões, afinal, eles eram amigos também. 

Vejo o mesmo se sentar ao meu lado e suspirar.

– Sinto muito! 

Ele disse em um tom de voz calmo e doce.

– Eu só soube agora.

– Obrigada! 

Engoli o nó que tentava se formar em minha garganta e abracei ainda mais as minhas pernas. Estava sensível demais, queria apenas gritar, esperniar, chorar como uma criança chora, mas não queria me entregar para a dor, não queria me render, não.

– Sempre admirei seu irmão, ele era um grande homem! 

Jimin disse com um sorriso nos lábios.

– Meu irmão era o cara mais foda que eu conhecia, ele...ele...

Mordo meu lábio inferior para não chorar, mas falho impunimente.

– Ei, ei! – Jimin me abraça de lado, me puxando para mais perto dele. – Não chore! 

Sua mão acaricia os meus cabelos com cuidado e então escondo o meu rosto na curvatura do seu pescoço e permaneço chorando baixinho. Era disso que eu precisava, um abraço.

– Ele ainda está vivo... aqui.

Ele encosta a ponta de seu dedo em meu peitoral. 

– É...ele... está!

Fungo algumas vezes, limpando as lágrimas que escorrem por minha bochecha, fingindo que nem se quer as derramei. 

Jimin levanta o meu rosto com delicadeza, segurando em meu queixo e encarando os meus olhos profundamente. De forma perfeccionista ele arruma cada fio rebelde do meu cabelo, enquanto admiro o seu rosto delicado e angelical. Aquela situação era estranha, mas era como se eu precisasse dela.

– Ele ainda está aqui com você. Você precisa continuar sendo a pessoa forte que você era antes dele partir... com certeza é isso que ele quer, que você continue lutando pela sua vida e pela vida de seus amigos, tá bem? 

Ele acaricia a minha bochecha com o seu polegar e eu apenas balanço a cabeça positivamente, fazendo ele sorrir. 

– Ótimo!

Jimin é um cara legal, mesmo com todos os seus defeitos irritantes e seu jeito, ele lembra meu irmão na sua forma de falar. Talvez Louis esteja mandando ele me consolar lá de cima, tentando acalmar o meu coração aflito. 

– Obrigada, Jimin! De verdade!

Digo quase em um sussurro e sorrio fraco, levando meu olhos aos de Jimin.

– Não me agradeça. Prometi que cuidaria de você e...farei isso.

Ele deixa escapar um sorriso.

Uma tensão estranha começa a nos rondar e percebemos que estamos próximos demais um do outro e inevitavelmente os meus olhos param nos lábios grossos de Jimin, que não perde tempo e admira os meus também.

Lembro-me da época do colégio, em que quase nos beijámos da mesma forma no pátio e sorrio como se revivesse o momento de novo. Me inclino um pouco para frente, selando os nossos lábios lentamente e dando inicio a um beijo calmo. Seus lábios eram macios, e isso me dava vontade de aprofundar o beijo ainda mais e não soltá-los mais. Jimin segurou em minha nuca, agarrando os fios de meu cabelo com seus dedos e puxando minimamente para trás. 

– Jimin...

O chamei com os nossos lábios a centimetros de distância.

– Huh?

– Preciso ir agora, estou muito cansada! – Ele me olhou e sorriu, assentindo logo em seguida. – Obrigada pelas palavras de conforto!

Me levantei e retribuí seu sorriso, caminhando em direção a minha casa. 

[...]

Preparei um macarrão com carne ensopada, tudo enlatado, comendo e lavando a louça que restou na pia da cozinha. Tomei um banho frio na pouca água do chuveiro, sentindo meus olhos pesados e meus músculos tensos, precisava dormir pelo menos um pouco, ou não aguentaria um dia cheio. Me jogo na grande cama de Louis, sentindo o vazio. Vai ser dificil me acustumar. Acabo adormecendo sem nem perceber.


Notas Finais


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