História In The Arms Of Colin - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, LGBT, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Seus vinte segundos de coragem


Fanfic / Fanfiction In The Arms Of Colin - Capítulo 3 - Seus vinte segundos de coragem

Os Dias passavam rápido a vida seguia seu ritmo como devia ser, Dave não se atrasava com tanta frequência como antes o que era bom já que seu patrão não tinha mais motivos para implicar com ele, as coisas estavam correndo bem já fazia muito tempo que o moreno não via Colin o que também era uma coisa boa, ou será que não?

Claro que era algo bom, o assassino havia se afastado de si e isso é sim um motivo para se comemorar, mas como explicar o vazio que sentia? Será possível que estava sentindo falta daquele monstro? Não é possível! Ele é um assassino! Ameaçou sua melhor amiga! Ele é procurado pela polícia!

_Chega de pensar nisso! -balançou a cabeça tentando afastar tais pensamentos aliás ele estava se esforçando ao máximo para não fazer algo errado no trabalho, não devia, não podia deixar os pensamentos com Colin atrapalharem a sua vida. 

    ...

O pequeno agradeceu a Deus quando o seu expediente chegou ao fim, naquela época do ano em que o tempo está bem frio o café tinha uma demanda muito grandederrepeeles e era exaustivo trabalhar em tempo integral, porém ele precisava, era tudo o que tinha então teria que se esforçar, porém estar cansado não é nenhum pecado e com certeza Dave estava mais do que exausto. Juntou as coisas que havia levado para o trabalho e as organizou em uma pequena mochila que o jovem levava consigo, saiu do estabelecimento e caminhou pela calçada até o fim do quarteirão Onde atravessou a faixa de pedestres, seu destino era a linha de metro que ficava a alguns quilômetros dali e levaria por volta de dez minutos para chegar lá andando. 

_se ao menos eu tivesse um carro...-murmurou cabisbaixo. Os braços finos estavam entrelaçados a frente do corpo cobertos por um pesado casaco de lá branco encardido, o vento batia forte em seu rosto delicado enquanto esperava no semáforo o sinal abrir, estava distraído sem dar muita atenção às pessoas que conversavam animadas ao seu redor quando notou que do outro lado da rua alguém lhe observava fixamente, seus olhos se encontraram com o do outro e suas pernas vacilaram ao reconhecer quem o encarava do outro lado da rua.

   ...

Tom estava bem estressado, naquele dia em especial havia discutido novamente com seu superior, as coisas estavam ficando complicadas para ele, defender Colin de suas acusações estava finalmente fazendo-o perder a confiança de seus companheiros, já era a terceira vez somente naquele mês que tinha Colin em suas mãos e não "foi capaz" de pega-lo e pra piorar desta vez um de seus subordinados havia contado ao seu superior que desta vez Colin não foi preso por que Tom teve "pena" de vê-lo chorar, nem é preciso dizer que o superior ficou extremamente nervoso com a confissão e deu ao policial uma grande bronca e um prazo de 6 meses para prender Colin, ora vejam só, de que adiantará prender o ruivo se dentro de alguns dias, semanas no máximo ele já estaria solto novamente.

_Não há justiça para quem tem dinheiro.-pensou- Aliás não é como se fosse fácil prender o garoto, ele é esperto calculista tem seus capangas para ajuda-lo, defende-lo, e além de tudo Tom realmente tinha pena... Para ele Colin poderia se comparar a um filho, conhecia o menino desde muito novo e sempre teve um carinho especial por ele, jamais esqueceria da noite em que o encontrará na rua com os pequenos bracinhos envolta de suas pernas, tremendo graças ao frio que se instalará no inverno, a pequena criança possuía a ponta dos dedos azulados, se passasse mais algumas horas sentado naquela viela escura sem a devida proteção morreria, lembrava-se de como se compadeceu da criança, caminhou até ela depositando seu casaco sobre ele pegando o corpo frágil em seu colo, caminhou pelas ruas e o levou para sua própria casa onde o alimentou lhe deu banho e uma cama quente para dormir, no outro dia o levou até o orfanato local, queria ficar com ele queria chama-lo de filho, porém não podia, não era casado não tinha pais  trabalhava muito e pior, não tinha condições, optou então por leva-lo ao orfanato, com certeza ele teria uma família, seria adotado e ele mesmo, iria visita-lo todos os anos. Mal sabia ele que ao colocar a criança naquele orfanato escreveria com sangue inocente o destino cruel do pequeno. Dentro de alguns meses ele foi adotado por ninguém menos que o chefe da máfia mais influente da cidade, Tom ficou inconformado lembrava-se de como brigou como lutou pela criança mas de nada adiantou, os mais influentes sempre ganhariam o que queriam como já disse anteriormente, não há justiça para os que são ricos... Hoje em dia Colin era o herdeiro e atual líder da máfia, o jovem assassinara seu próprio pai adotivo e seus irmãos tomando para si todo o "império" erguido por eles, e mesmo com todas essas mortes, com essa ficha tão extensa o policial ainda não era capaz de machuca-lo, mesmo que ele merecesse não conseguia prende-lo, toda vez que olhava para aqueles olhos via aquela criança indefesa, se sentia culpado e por isso não era capaz de deixar que o fizessem mal. E agora estava ali, pronto para resolver mais um dos problemas de seu filho postiço, uma paixonite...

Pra ser sincero não fazia a mínima idéia do por que Colin havia gostado daquele garoto... Magro, Baixo, cabelo comprido na altura do pescoço, pele extremamente branca, sendo sincero tudo o que o jovem possuía de interessante eram os belos olhos verdes que faziam lembrar uma esmeralda tirando eles o moreno não tinha nada de especial. Não entendia a lógica de ser homossexual e se interessar por um homem que mais parecia uma mulher, sinceramente aquele seria o último garoto no mundo que ele acreditaria ser capaz de conquistar o coração do ruivo, porém o mundo e uma caixinha de surpresas e lá estava ele encarando do outro lado da rua o garoto que seria o motivo da repentina angústia e auto-multilacão  de Colin.

  ...

Colin não sabia onde estava, sua cabeça doía ele não se lembrava de nada do que acontecera na noite passada, estava num estado deplorável  seus braços possuíam marcas profundas de corte que ele mesmo devia te-los feito, queimaduras de cigarro pelas pernas e pescoço, olheiras fundas e arroxeadas enfeitavam-lhe o rosto, rosto esse que os ossos da mandíbula eram perceptíveis de tão magro combinando com o corpo que já não se exibia os belos músculos definidos de outrora, a bacia e a costela já se mostravam perceptíveis no corpo, o tom de pele corado de sempre fora substituído por um pálido opaco e até os belos cabelos ruivos sempre tão bem cuidados jaziam esquecidos num coque baguncado no alto da cabeça, as madeixas já não tinham o brilho de antes e Colin ao observar seu reflexo num espelho na parede a sua frente não pode deixar de se perder em pensamentos obscuros que circundavam o desejo de tirar a própria vida... Já não sabia como chegara a esse ponto tudo o que sabia e que a dor que sentia no peito jamais poderia ser curada, matar já não mais amenizava, se ferir também já não surtia mais efeito, as bebidas não o faziam esquecer de seus demônios ultimamente nem transar o fazia sentir-se vivo como antigamente, a vida estava perdendo gradativamente seu brilho e ele acreditava que nada poderia o tirar do fundo daquele abismo quando ele enfim chegasse ao fim, naquele ponto já não havia mais luz, as trevas pareciam sucumbir tudo ao seu redor, e quando ele estava lá a um fio de desistir um pequeno feixe acendeu em seu coração, ele acreditou, realmente acreditou que Dave poderia tira-lo daquele abismo ao qual se lançará, acreditou que poderia de fato ser feliz e quando estava pronto para subir, sentiu a luz lhe escapar por entre os dedos, não culpava Dave realmente não podia culpa-lo era um assassino afinal, não poderia acreditar que o jovem não ligaria para esse detalhe, todos ligam a vida de um ser e importante a outro, Colin agora podia sentir nem que fosse pouco mas sentia um fio da empatia das pessoas ao seu redor agora ele podia nem que por um só segundo imaginar o que as pessoas pensavam de alguém capaz de tirar a vida de outro sem um pingo de piedade, só porquê se sentia entediado, sentia a dor de tal julgamento e no seu íntimo no fundo de seu coração entendia o por que, sabia que Dave estava certo, certo em repreende-lo certo em se afastar certo em tudo o que estava fazendo, pois ninguém ama um assassino, porém não conseguia deixar de sentir não podia simplesmente ignorar a dor laçante que dilasserava seu coração, e também não podia mudar, não, não conseguiria aquilo era tudo o que ele era tudo o que sabia era a única coisa que fazia bem, não poderia simplesmente deixar tudo de lado e viver uma vida calma e pacata, não, era impossível para ele a calmaria o enlouquecia ele gostava das coisas em movimento sua angústia se intensificaria se ele vivesse em meio a inércia, ele não servia para ser guiado, ele quem guiava era ele o próprio movimento.

  ...

Por que diabos o policial que o salvara de Colin no dia em que o viu matar um homem estava ali o encarando do outro lado da rua?! Será que achava que ele era um comparsa do maior? Não, ele parecia conhece-lo bem para saber que não tinha nada haver com ele, será que a polícia havia descobrido do sabonete que roubara do supermercado no dia anterior? Não é possível ele não havia feito por querer, colocou o sabonete na sacola e simplesmente se esquecera de pagar, voltaria lá hoje para entregar o dinheiro e pedir desculpa mas não teve tempo! Não, ninguém prende alguém graças a um sabonete iriam no máximo faze-lo pagar, também se fosse este o caso ele não estaria o encarando somente, já o teria levado até o supermercado. O que será que ele queria?! Decidiu por não ir atrás para saber, assim que o sinal liberou a passagem de pedestres seguiu seu caminho como se não o tivesse reparado, o que pensou ter dado certo por alguns minutos porém logo percebeu que o policial o seguia, parou de uma vez e virou-se fazendo-os ficar cara a cara.

_O que quer comigo? Por que está me encarando e seguindo?!-perguntou ríspido.

_Seus pais não te educaram garoto? Não sabe que não é assim que se trata os mais velhos?-falou serio.

_Desculpe, eu só não acho nada educado encarar muito menos seguir alguém, se quer falar de respeito ao menos tenha antes de exigir nos outros.

_Você é realmente muito grosso, na próxima vez que se meter em problemas vou te deixar levar um tiro.-falou divertido e Dave não respondeu apenas virou o rosto para o lado em um sinal claro de desaprovação. _venha vamos a uma lanchonete para conversarmos melhor. -disse Tom.


_Perdão não saio com estranhos, aliás estou muito cansado quero ir pra casa.

_Não precisa ter medo estamos indo a uma lanchonete tem muita gente lá pra te ajudar caso eu tente algo, e quanto a casa eu te dou uma carona quando terminarmos. 


_Sinto muito.-disse virando se de costas.


_Trate como um agradecimento por ter salvado sua vida a alguns dias atrás.

_Não fez mais do que seu trabalho.-rebateu enfático porém aceitando o convite.

_Claro,Claro somente minha obrigação.-Tom respondeu em meio a risadas.

   ...

_Então... Por que me trouxe aqui?-falou começando um assunto


_Preciso falar com você, é sobre...


_Sobre?- Dave incentivou.


_Sobre Colin.-falou deixando um suspiro no ar.-Dave pareceu um pouco incomodado com o nome citado porém não apresentou resistência sobre o assunto. _Ele está bem mal...


_E o que eu tenho haver com isso?-falou seco.


_Bom, ele parece gostar bastante de você.-disse dando um leve sorriso.


_Gostar de mim?!-disse alterando o tom de voz. _ele é louco! Provavelmente vai me matar quando tiver a chance.-concluiu.

_Ele nunca mataria você.-disse Tom calmo.

_E quem lhe garante que não?

_Eu o conheço o suficiente pra saber que ele não faria algo assim.

_Não? Então quem atirou nas costas daquele cara no beco!? Não foi o Colin?! Quem bateu e a ameaçou a garota no café?  Não foi o Colin?! E com certeza não foi o Colin que matou a mesma garota só por ter postado algo que ele não gostou! -falou exasperado.

_Colin não machucaria você por que você é importante para ele, aquele garoto não é o tipo de pessoa que machuca seus queridos.

_Muito reconfortante Obrigado.-Dave retrucou cínico.

_Acredite em mim quando eu digo que a vida dele está em suas mãos.-respondeu um pouco alterado.

_Como? -Dave perguntou sem entender.

_Desde o dia em que vocês saíram juntos Colin está triste, cabisbaixo, não come, não se cuida, se fere... A situação dele está cada vez pior, nos já não sabemos mais o que fazer.-falou melancólico. _eu realmente nunca quis meter você nisso mas você e nossa única esperança.-falou num fio de voz. _por favor...-concluiu e esperou uma resposta. Dave parecia assustado demais pra responder e Tom deu de ombros. _Aqui.-tirou um pequeno pedaço de papel rasgado do bolso e entregou a Dave. _é o endereço e sala do hospital em que ele está internado. Se quiser ir ve-lo.-entregou-lhe e se levantou, caminhando em direção a porta do estabelecimento, antes de sair lançou ao garoto um olhar significativo e o deixou, sozinho com seus pensamentos.

   ...

A manhã fria de inverno já pintava de branco a calçada e as copas das árvores, já era por volta das 7:15 da manhã, Dave já estava acordado desde as 6:00 mas não se levantou, em vez disso ficou deitado encarando o teto branco, como quem tenta criar coragem pra fazer uma coisa que sabe que terminará mal. De fato hoje faria algo que certamente terminaria mal, como era sábado não tinha que trabalhar, podia ficar em casa de pijama assistindo TV até tarde, ao invés disso ele decidiu fazer algo do qual tinha certeza de que se arrependeria no final. Levantou-se, tomou banho se vestiu, engoliu uma tigela de aveia com leite, escovou os dentes, se desculpou consigo mesmo diante do espelho do banheiro e saiu de casa.

O trajeto até o metro foi calmo, a brisa leve lhe banhava com o frio matinal e parecia estar tentando lhe dizer que ainda dava tempo de se arrepender e voltar para casa. Não, não posso parar,se for um erro preferiria se arriscar e ir até o fim, nem que lhe custasse um preço caro, ele não era o tipo de pessoa que fugia do perigo, e se há alguma chance mesmo que remota de ajudar alguém ele a agarraria com todas as suas forças e só largaria se não tivesse mais outra opção.

 ...

Lá estava ele, em pé diante da porta número 127 que de acordo com a enfermeira era o quarto de Colin, Dave não deixou de reparar nos capangas que faziam a guarda nos corredores próximos ao quarto do ruivo.

_Ele deve ser bem procurado por outras máfias.-pensou.- quem o acompanhar pode ter sua cabeça a prêmio também...-engoliu seco com o pensamento e o medo que o acometera naquele momento. _não vim até aki pra desistir agora.-falou baixo para que só ele escutasse.

Fechou os olhos e num lapso de coragem girou a maçaneta entrando no quarto e fechando a porta atrás de si. O ambiente estava escuro, as paredes brancas do recinto tinham uma luz acizentada graças às cortinas fechadas barrando a fraca luz do sol, o pequeno se virou devagar fitando curioso todos os cantos da sala, e não pode conter o arrepio ao ouvir uma voz grossa dizendo: 

_Olá Dália, não esperava ver você por aqui. 

 



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