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História In the End • Tom Riddle - Capítulo 11


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Capítulo 11 - 09. Heritage.


Fanfic / Fanfiction In the End • Tom Riddle - Capítulo 11 - 09. Heritage.



Por Merlin! Uma exclamação engasgada deixou a garganta de Lucius. Lady Peverell? Herdeira Gaunt? Herdeira Slytherin? Ele pensava. O quão complicado aquilo ainda ficaria? 

— Querido, algum problema? — Narcisa perguntou. Lucius coçou a garganta, negando com a cabeça.

— Não. Nenhum problema. — Respondeu em um tom neutro. Lucius rapidamente se concentrou em se recuperar do choque. Afinal, as respostas para quaisquer perguntas estariam naquele pergaminho. 

Se esforçando para manter a expressão impassível, ele voltou a ler.


Venus Caliope Redwyn Malfoy

Lady Selwyn-Redwyn; Lady Peverell; Lady Hufflepuff; Herdeira Malfoy; Herdeira Black; Herdeira Lestrange; Herdeira Gaunt; Herdeira Slytherin.


Espécie - Humana;

Classificação - Bruxa;

Sangue - Mestiço;

Criatura - Obscurial; 1/4 Veela (por herança de pai adotivo); 1/4 Drakony (por herança de pai biológico).


Filiações

Killian Derek Redwyn — Pai biológico (falecido);

Caliope Anne Selwyn Redwyn — Mãe biológica (falecida);

Lucius Abraxas Malfoy — Pai por adoção de sangue;

Narcisa Rosier Black Malfoy — Mãe por adoção de sangue;

Draco Lucius Malfoy — Irmão por adoção de sangue;

Rodolfo Lestrange — Padrinho, tio;

Bellatrix Druella Black Lestrange — Madrinha, tia;

Regulus Arcturus Black — Guardião por adoção de magia, primo;

Rabastan Lestrange — Guardião por adoção de magia.


Vínculos

Vínculo de Alma-Gêmea com Tom Marvolo Riddle;

Vínculo de magia com Tom Marvolo Riddle e Hadrian James Potter Black.


Heranças

Cofres disponíveis: Vaunt Redwyn; Vaunt Selwyn; Vaunt Peverell (linhagem de pai biológico); Vaunt Hufflepuff (linhagem de mãe biológica).


Herança total: 78.433.141 galeões, 2.077.098 sicles e 1.799.559 nuques;

2.404 jóias registradas;

3.854 livros;

1 artefato não listado em Vaunt Peverell (retirado e indisponível).


11 propriedades: Mansão Redwyn - Suécia (habitável); Chalé Redwyn - Itália (inabitável, em ruínas); Mansão Selwyn - Albânia (habitável, más condições); Apartamento - Hogsmeade (habitável); Chalé - Estados Unidos (habitável); Castelo Peverell - Irlanda (habitável); Mansão Peverell - Inglaterra (habitável); Chále - Brasil (habitável); "Mansão do Faraó" - Egito (inabitável, ponto turístico trouxa); Castelo Hufflepuff - País de Gales (inabitável, doado aos trouxas); Mansão Hufflepuff - Escócia (habitável); 25% da propriedade de Hogwarts.


19 assentos em Wizengamot. 


Heranças bloqueadas e/ou em posse de herdeiros primários vivos

Herdeira Black (por linhagem de mãe adotiva, e por adoção mágica de Regulus Arcturus Black); 

Herdeira Malfoy (por linhagem de pai adotivo); 

Herdeira Rosier (por linhagem de mãe adotiva); 

Herdeira Lestrange (por adoção mágica de Rabastan Lestrange); 

Herdeira Slytherin (por vínculo de alma-gêmea com herdeiro Slytherin); 

Herdeira Gaunt (por vínculo de alma-gêmea com herdeiro Gaunt).


Cofres, propriedades e assentos inacessíveis, em posse de herdeiros primários.


Propriedades mágicas

Núcleo mágico 60% escuro, 30% neutro, 10% claro. (70% bloqueado por Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore em 21 de Março 1982) — Desbloqueado involuntariamente por Tom Marvolo Riddle.

Magia sem varinha, natural por linhagem paterna. (60% bloqueado por Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore em 21 de Março 1982) — Desbloqueado involuntariamente por Tom Marvolo Riddle.

Dragonish (linguagem dos dragões), natural por linhagem paterna. (70% bloqueado por Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore em 21 de Março 1982) — Desbloqueado involuntariamente por Venus Caliope Redwyn Malfoy.

Clarividência, natural por linhagem materna. (80% bloqueada por Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore) — Desbloqueada involuntariamente por Venus Caliope Redwyn Malfoy.

Vínculo de alma-gêmea com Tom Marvolo Riddle. (90% bloqueado por Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore em 21 de Março 1982) — Desbloqueado involuntariamente por Tom Marvolo Riddle.

Vínculo de magia com Tom Marvolo Riddle e Hadrian James Potter Black. (60% bloqueado por Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore em 21 de Março 1982) — 20 % desbloqueado involuntariamente.


O pergaminho se estendia mais ainda em árvores genealógicas, e uma lista enorme dos itens registrados em cofres. Mas Lucius sabia que já lera o suficiente. Ele estendeu o pergaminho para Ragnok, que silenciosamente começou a ler.

Dizer que o Malfoy estava chocado seria o maior dos eufemismos. Ainda não existiam palavras, em nenhum idioma, que pudessem descrever o que Lucius Malfoy estava sentindo. Era desolador saber que a menina que em pouco tempo se tornara sua filha, era na verdade filha de dois de seus amigos mais próximos, e que, em outra circustância, uma circunstância menos cruel, ela teria sido criada com amor e afeição, e ele a teria visto crescer e se tornar tão maravilhosa quanto os pais. Mas Venus sequer havia os conhecido. Killian morrera sem sequer saber que teria uma filha. 

Lucius sentia a raiva borbulhar dentro de si ao saber tudo o que Dumbledore fez contra a menina. O velho não só sabia quem ela era, como bloqueou tudo que a ligava à esse mundo.

E o Lorde... o Lorde surtaria. No pior dos sentidos. Não era novidade para nenhum deles que o Lorde se afeiçoou à Venus, e abominava tudo o que a fizeram passar. Mas agora... ele saberia que a menina era sua alma-gêmea

E Dumbledore havia abandonado e neglicenciado a alma-gêmea do Lorde das Trevas, propositalmente. 

A ligação de almas-gêmeas era uma ligação natural entre duas pessoas, uma alma que se dividira em dois corpos e estavam destinadas a se encontrarem para serem completas, o mais raro dos vínculos no mundo bruxo. Bruxos que tinham almas-gêmeas eram muito mais poderosos quando estavam juntos, e somente com ela encontrariam a felicidade completa, somente através dela conheceriam o amor verdadeiro, e teriam uma vida plena. 

Era um vínculo puro, antigo e bonito. Era admirado, reverenciado e desejado por todo bruxo ou bruxa, e respeitado por todas as criaturas mágicas. Afinal, se Lady Magic decidiu que duas pessoas eram perfeitas uma para outra ao ponto de lhes compartilhar a mesma alma... ninguém ousaria desrespeitar, ninguém ousaria quebrar. Interferir em algo assim, como Dumbledore havia feito, era considerado horrendo em todos os ângulos. Era abominável.

Com uma expressão muito séria, Ragnok pousou o pergaminho na mesa, os olhos negros e pequenos brilhavam perigosamente. Os duendes levavam vínculos mágicos, principalmente os de alma, com a devida importância e seriedade que mereciam. 

— Muito bem, essa é uma situação deveras delicada. — O duende disse calmamente. 

— Desculpe... — Venus hesitou em interromper, a curiosidade brilhando em seus olhos verdes. Notando os olhares sobre si, continuou: — mas o quê é deveras delicado? — Lucius e Ragnok trocaram um olhar estranho, e o duende se encostou na própria cadeira, com uma expressão que dizia claramente que não tinham como esconder dela a verdade. 

Com toda a cortesia que existia em Lucius, ele explicou para Venus toda a situação que envolvia sua verdadeira origem, seus pais, e, é claro, a herança que lhe deixaram. Ragnok lhe interrompeu algumas vezes, adicionando detalhes importantes. Mas toda a informação sobre cofres, burocracia e dinheiro, entrou em um ouvido e saiu pelo outro. 

Venus estava aérea, sua mente viajando para tudo o que Lucius dizia sobre seus pais. Ele não se aprofundou muito. Mas foi o suficiente para saber que seu nome era Venus Caliope Redwyn Malfoy, o segundo nome sendo uma homenagem a sua mãe, uma bruxa e clarividente como ela; e Redwyn, como Killian Derek Redwyn, o dragonista que escrevera o manuscrito que ela lia com tanto apreço, seu pai. Bruxos. Seus pais eram bruxos. 

Seu coração se afundou um pouco ao saber que estavam mortos. Acabara de descobrir sobre eles, e já fora desiludida com a ideia de talvez, um dia, encontrá-los. 

Mas se eles eram bruxos, se eram ricos e conhecidos e importantes como Lucius dizia, como ela acabou em um orfanato trouxa

E quando Lucius terminou sua explicação, e um silêncio tenso caiu sobre a sala, foi o que ela questionou:

— Quando crianças bruxas ficam órfãs, para onde vão? — Sua voz era baixa, e a expressão pensativa. Narcisa, que também havia ficado em choque ao ouvir tudo o que Lucius contara, segurou a mão de Venus, explicando com doçura:

— Normalmente são deixadas com o parente mágico mais próximo. Avós, tios, primos, ou até mesmo parentes distantes que possuem algum vínculo sanguíneo, ou padrinhos. — Venus balançou a cabeça em entendimento. — Caso nenhum desses seja possível, normalmente ficam com um guardião mágico designado pelo Ministério, e são observados até a maioridade. E como última opção, são levadas a um orfanato para crianças mágicas. 

E depois de alguns minutos de um silêncio mais tenso ainda, Venus pronunciou outra pergunta:

— Então, como eu cheguei a um orfanato trouxa? — Ragnok, com uma expressão inesperada de choque, fitou os Malfoy.

— Como é? — Ele não fez a menor questão de esconder a indignação em sua voz. Aquilo não devia ter acontecido. — Como o Ministério permitiu algo assim? — Lucius lhe olhou, meneando com a cabeça.

— Não permitiu. — O Malfoy disse. — Ninguém sabia. Não existe nada, sobre qualquer coisa relacionada à Venus. Gringotes era nossa última esperança. — Venus se encolheu um pouco ao ver a expressão do duende se revirar em desgosto e revolta. Ele parecia especialmente perigoso agora. 

— Aqui diz que Alvo Dumbledore... bom, que ele esteve com ela em 21 de março de 1982. — Franziu o rosto, visivelmente incomodado em dizer que a menina "esteve" com Dumbledore naquela data. Porque obviamente fora mais do que isso. Todos os bloqueios foram colocados nessa data. 

Venus comentou simples, sem sequer imaginar a gravidade da situação:

— Foi o dia em que eu nasci. — Ela não notou a ira que brilhou nos olhos de Lucius, que estava atrás de si. Venus tinha apenas algumas horas de vida, e poderia ter morrido com as ações imprudentes do mago velho. 

— Então, ele realmente sabia sobre ela. — Narcisa comentou para si mesma, segurando ainda mais forte a mão de Venus entre as suas. É claro que eles sabiam que Dumbledore era um velho manipulador, mas não pensavam que ele chegaria a algo tão... horrendo.

— É pior do que eu pensei. — O goblin resmungou consigo mesmo. Venus encolheu um pouco os ombros, se afundando na cadeira. 

Todos ali pareciam bravos e tensos, e ela não sabia se devia ou podia dizer algo. Talvez piorasse tudo. Então, quando Lucius e Ragnok começaram a falar sobre a tal herança, Venus apenas ficou quieta, confusa com a maior parte das coisas que eles diziam. Falavam sobre, como última herdeira viva, ela precisava assumir os senhorios de suas famílias biológicas, recuperando assim seus direitos pelos títulos, cofres, propriedades e assentos. 

Ela não tinha ideia do que cada uma dessas coisas significava. Quando saísse dali, começaria a ler sobre, e o mais rápido possível. Afinal, ao que parecia, ela precisaria saber muito mais do que apenas magia. 

Venus despertou de seus pensamentos quando Ragnok pousou sobre a mesa quatro caixinhas pequenas. Venus as observou. Todas de madeira tão escura quanto ébano, com pequenos detalhes entalhados em prata. No topo de cada uma havia uma letra em uma grafia elegante. 

— Aqui estão seus anéis de senhorio. — Ragnok falou, apontando cada uma das caixas. — Só precisa colocá-los, e, se te aceitarem, se ajustarão da forma apropriada. — Venus olhou para os pais, que apenas observavam silenciosamente. Ela se aproximou das caixas, não notando que as expectativas de todos ali pareciam bem altas. 

Na primeira caixa havia um elegante S na tampa. Selwyn. Na segunda caixa havia um R. Redwyn. Na terceira caixa havia um H, de Hufflepuff. E na quarta caixa, essa de aparência ainda mais antiga, o P já era levemente descascado. Peverell.

Venus colocou dois anéis em cada mão, notando com certo desagrado que eles eram grandes demais para seus dedos pequenos e finos. Surpreendentemente, alguns segundos depois dois dos anéis magicamente sumiram, e os dois de sua mão direita brilharam suavemente enquanto se ajustavam ao tamanho de seus dedos. Ela os observou com mais atenção. O anel em seu dedo indicador tinha o metal negro, assim como sua pedra que tinha formato de losango. O símbolo dentro da pedra era prateado: um círculo dentro de um triângulo, cortados por um traço vertical. As Relíquias da Morte. Mas o símbolo das relíquias estava adornado por chamas que dançavam suavemente ao redor dele. O anel em seu dedo anelar era prateado, e sua pedra redonda e amarela havia ficado menor e mais delicada, agora com um único ramo de acônito que se movia como se fosse soprado pelo vento. 

— O que foi isso? — Ela perguntou bastante confusa, apreciando o calorzinho que adornava seus dedos e subia através de sua mão. 

— A família Redwyn descende da família Peverell, tal como a família Selwyn descende da família Hufflepuff. Quando os quatro anéis a aceitaram como sua nova senhora, eles se fundiram. — Ragnok explicou, admirando os anéis dedos da menina, a envolvendo como se fizessem parte dela. — Anéis de senhorio possuem algumas propriedades mágicas, Srta. Malfoy. E os seus, sendo dois deles bastante antigos e tradicionais, são bastante interessantes. — Venus o ouviu com atenção. — Eles serão capazes de te proteger contra feitiços legilimentes, envenenamento, ou poções que anulem sua vontade própria, como a poção do amor, ou veritasserum. Apenas a senhorita pode tirá-los. — Venus assentiu lentamente, processando as informações. — Automaticamente, quando os anéis te aceitaram, o senhorio das quatro famílias passou a ser seu, assim como os cofres e as propriedades. Você agora é a única que pode acessá-los, ou liberar e bloquear o acesso de outros bruxos a eles. 

Lucius ficou pensativo por alguns segundos, antes de dizer:

— Venus, peça um histórico das atividades em seus cofres desde 21 de março de 1982. — Venus franziu o rosto para o pedido de seu pai, mas se virou para Ragnok.

— Pode fazer isso, Chefe Ragnok? — Perguntou gentilmente. Ragnok meneou com a cabeça.

— Certamente. — Ele concordou. — Assim que terminado posso enviá-lo à Malfoy Manor. — Venus assentiu.

— Eu agradeço. — Ela disse. 

— Acredito que o Lorde Malfoy vá lhe explicar tudo o que for preciso daqui em diante. — Ragnok olhou para Lucius, que assentiu em concordância. — Pois bem, gostaria de ver seus cofres agora, Lady Redwyn? — Venus piscou algumas vezes, adaptando seus ouvidos àquele novo pronome. Ela assentiu.

— Eu adoraria. 


•••


Venus tinha um olhar divertido no rosto enquanto assistia Bellatrix remexer sem parar nas roupas novas que estavam espalhadas sobre a cama. A Lestrange reclamava porque não podia acompanhar Venus para comprar roupas, e que a menina precisava de uma influência mais ousada em seu visual. Narcisa discordava, e dizia que Venus precisava de mais elegância. Venus apenas ria das duas, se divertindo com o debate bobo. 

Quando saíram de Gringotes naquela tarde, os Malfoy a levaram em um passeio pelo Beco Diagonal. O que terminou em muitas, e muitas compras. Venus achou até um exagero. Mas Narcisa e Lucius foram bem incisivos em explicarem que Venus era agora uma Lady, talvez a mais nova dos últimos séculos, ela podia e devia se dar ao luxo de exagerar em algumas coisas. Talvez, apenas talvez, Narcisa tenha se empolgado um pouco na hora de comprar roupas. 

Venus ria apenas em lembrar. Narcisa e Lucius a levaram à Talhejusto e Janota uma loja de roupas bruxas de luxo. Enquanto suas medidas eram tiradas por uma fita métrica encantada, Narcisa andava de um lado para o outro pegando todas as peças femininas mais bonitas da loja, e também dando ideias para muitas outras, que eram prontamente anotadas pelo Sr. Janota. Lucius havia se sentado em um divã próximo a uma das janelas, e olhava atordoado para a esposa. Era óbvio que Narcisa estava se divertindo com aquilo. Afinal, ela adorava moda, mas infelizmente nunca tivera uma filha a quem pudesse vestir e enfeitar. Agora ela tinha. Ele pareceu satisfeito enquanto sua esposa aproveitava aquele momento. 

No final, Venus saiu de lá com mais roupas do que achava que seria capaz de usar. Iam desde pijamas, roupas casuais, roupas para sair, vestes formais, e roupas para situações especiais, como rituais. Narcisa estava muito satisfeita com seu trabalho, e Bellatrix parecia feliz, apesar de achar que o estilo de Venus era delicado demais se comparado ao seu. 

— Até Severus parece delicado se comparado à você, Bella. — Narcisa comentou simplesmente, e Venus caiu na risada. Bellatrix lançou um olhar incrédulo para as duas. 

— Isso é um afronte! — Ela exclamou. — Não podem estar falando sério. — Parecia indignada.

— Não se preocupe, tia Bella, ainda continua mais assustadora que o Lorde Prince. — Venus lhe sorriu

inocentemente. Bella arrebitou o nariz petulantemente, satisfeita.

Mas ambas sabiam que Venus havia falado da boca pra fora. Ela achava Bella tão pouco assustadora quanto achava sua mãe. E tinha tão pouco medo de Severus quanto tinha de Lucius. Afinal, Venus só conhecia os melhores lados daquelas pessoas. Ainda.

Fora um dia estranho para Venus, surpreendente, mas muito estranho. Apesar de tudo, ela se sentia leve, tranquila. E por um tempo, não se preocupou com o fato de que Lucius não parecia ter lhe contado toda a verdade sobre o teste. 

No andar de baixo, o escritório da Mansão Malfoy estava abarrotado de feitiços de privacidade, qualquer um que passasse por ali apenas pensaria que o Lorde estava imerso em seus trabalhos. Mas dentro do escritório, Lucius Malfoy havia se afundado contra a cadeira, a respiração curta e silenciosa, e o olhar vidrado no nada, evitando olhar diretamente para o Lorde das Trevas enquanto o homem lia aquele longo pergaminho. 

Por três longos minutos, o Lorde apenas encarou aquele teste de herança com avidez. Ele não dizia uma palavra, sua respiração não emitia um ruído sequer, e os olhos vermelhos estavam opacos, vazios. Lucius até pensou que o Lorde poderia ter quebrado. Mas esse pensamento sumiu como fumaça quando o homem de cabelos pretos fechou os olhos, respirou fundo, e apertou os punhos com tamanha força que deixou seus dedos brancos. 

— Saia, Lucius. — Tom ordenou entredentes, sua voz soando mais rouca e baixa que o normal. Em questão de segundos, Lucius havia deixado o escritório, sem hesitar ou questionar, o que foi a melhor escolha.

O restante aconteceu muito rápido. Em um momento Tom estava sentado atrás da mesa, com o extenso pergaminho sendo apertado por seus dedos. No outro ele era apenas um furacão destrutivo — de cabelos desgrenhados, pele quente e mãos trêmulas —, que havia quebrado e queimado parte do escritório em uma explosão de raiva. 

Raiva de Dumbledore, que tivera a audácia de ir contra um vínculo de almas, e, principalmente, ir contra Venus. Sua Venus. Tudo o que sua alma-gêmea havia sofrido... por culpa de um velho manipulador. Raiva por pensar que a única razão de Dumbledore ter feito aquilo era para atingi-lo, para fazê-lo sofrer da pior forma possível. Raiva de si mesmo, que não fora capaz de proteger a única coisa realmente importante em sua vida. Porque Venus era a outra metade de si, e ele nunca mais ousaria pensar que algo era mais importante do que ela.

Em minutos, Tom viu a si mesmo sentado no chão ao lado dos escombros chamuscados do que havia sido uma estante. Sua cabeça estava inclinada contra a parede, e os braços apoiados sobre os joelhos que estavam dobrados perto do peito. Ele apertou os punhos e respirou fundo, em uma tentativa de controlar sua tremedeira e a nova onda de fúria que se apossava dele, queimando suas entranhas e lhe consumindo. 

Mas Tom foi incapaz de controlar a próxima explosão de magia descontrolada que se apossou dele. E pelas próximas horas, ele não conseguiu conter nenhuma delas. 

A magia de Tom sabia tanto quanto ele: sua alma estava ferida.





Notas Finais


Oie. Tudo bem, gente? Espero que sim.
Eu sei que atrasei a atualização (muito), mas eu estava em uma viagem de trabalho, e fiquei sem tempo (e sem internet) pra conseguir atualizar antes.
Mas aqui está.

Aproveitando esse momento, eu queria avisar que postei uma fanfic nova de Harry Potter, com um casal que eu adoro, porém não conheço muitas fanfics sobre.
Snames = Snape + James. Porém com o diferencial de que Snape é uma garota.

A fanfic se chama Amortentia e está no meu perfil, com três capítulos já publicados. Eu amo essa fic e acho ela um amorzinho. Deem uma chance, e prometo não deixar vocês se arrependerem.

Obrigada por ler até aqui. Beijinhos <3


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