História In the Moonlight - Capítulo 26


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Comedia, Drama, Mistério, Original, Vingança
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpa, eu realmente demorei. Eu assumo a culpa que nem das outras vezes, KKKK.

Pô mais assim, eu vou pra escola, infelizmente, e parece que eu to na faculdade porra, não tenho tempo pra nada. E essa é a primeira semana.

O dia de vocês irá ficar mais triste, por causa do capítulo e porque falta, contando com esse mais 3 capítulos para acabar a história.

Depois dessa notícia é do meu pedido de desculpas. Namorem esse amor de capítulo.

Capítulo 26 - Jogo de gente grande


 

 

    

            Fazendo um movimento rápido e ágil contra o inimigo. As mãos tremiam. Sentia que o corpo daquele ser humano insignificante na palma da minha mão, podia torcê-lo ao meio causando uma das piores dores da vida dele. Feito. Com o incrível poder da mente.

 

          Seu sangue espirra em meu rosto. Nada no qual já me acostumei. Olhando para o lado recebendo uma chuva de balas de diversas armas de diversos lugares. Com apenas um movimento com a palma da minha mão apontada pra eles... seguro todas as balas antes mesmo de me acertar.

 

           – Bylo li eto chto Dzhonson dal vam?

 

        Esse foi o treinamento que Johnson deu a vocês?

 

             

 

23 Horas antes.

Washington, Seattle.

 

 

 

           Sentada na escada esperando qualquer sinal de vida descer pela mesma. O assobio dele e ecoado além de seus passos, Irmão!

 

           Me viro quase que de imediato lanço o olhar à ele. Thomás parecia feliz, feliz até de mais para alguém que acabou de descobrir que vai ser pai com vinte anos. Seu sorriso que era radiante desmancha quando olho bem no fundo dos olhos azuis dele. Sabia do que se tratava.

 

          Ele aponta para um lugar com a cabeça como se quisesse dizer: “Vamos para um lugar mais... seguro”. Nego com a cabeça, o lugar escolhido por ele e muito... aberto. Arqueia as sobrancelhas e termina de descer. Ele vai à frente quando eu fico a olhar para os lados para ver se mais ninguém vinha. Com tudo, o sigo para o lugar indicado.

 

      – O que houve, maninha? – pergunta olhando para os lados.

           – Temos que colocar o plano em ação – tentava falar o mais baixo possível.

           – Já era hora. O que faremos primeiro? To louco pra acabar com a cara do Dzhonson.

          – Não é só você que quer isso. Vai ter que dividir... Foco Thom!

         – Mais que merda é essa? – levo um susto ao ouvir a voz do Jacob – Vocês não estavam...

 

          Meu irmão vai até ele prendendo contra a parede. Thomás tampa a boca do ruivo com força. Vou até ele e peço para que faça silêncio. Foster com força empurra Thom para o outro lado.

 

           – Vocês nã...

 

          O interrompo com um soco no meio da cara. Jacob cai no chão fazendo um barulho mais que suficiente para chamar a atenção de todos da casa. Thom me empurra mostrando um ato estanho de me repreender. Balanço minha mão, a que acertei a cara do Foster, estava doendo.

 

         – Der’mo.

 

        Thom e sua mania de xingar em russo. Vamos até Foster tentando desfazer a merda que eu tinha acabado de fazer. Agilizo meu trabalho de tentar levantar Jacob, quando escudo passos vindo para onde o barulho havia sido ecoado, ou seja, onde eu estava. Congelo quando escuto outra voz.

 

         – O barulho veio daqui.

 

      Não daria tempo. Retiro as mãos de Thomás como um aviso. Quando ele concorda começamos a sair do local... ou com a intenção de pelo menos tentar sair.

 

           – Jacob?!

           – Müllers?!

 

           Mil palavrões foram citados em todos os cantos da minha mente. Paro do meio do caminho e Thomás mais à frente. Me viro lentamente para olhá-los.

 

          – Posso explicar – anúncio.

         

 

 

 

Mark Torres

 

 

           – Precisa mesmo disso? 

 

      Thomás perguntava sacudindo as algemas em seu punho. Elisabeth estava com sua cabeça apoiada em sua mão, por mim diria que estava tentando argumentar sobre o que aconteceu.

 

             – Vamos tentar entender o que acabou de acontecer.

 

         Eles trocam curtos olhares mais não respondem nada. Como o previsto.

 

             – Então toda a cena da briga...

 

   Sou cortado com um barulho que possivelmente vem da garganta de Thomás. Olho para Peter que não revidou o olhar.

 

         – Como eu dizia. A briga de...

         – O senhor não pode dar uma folgadinha nisso não?

 

            Puxo uma arma debaixo da mesa e coloco entre os dois irmãos. Eles arregalam os olhos de maneira exagerada.

 

               – Mark?! – Peter me chama.

             – Vai fazer o que Torres? – Elisabeth lança seu par de olhos sobre mim, me ameaçando – Atirar em mim? Não tem devida coragem – ela debruça para frente, trazendo consigo a mão do irmão. Aponto a arma para Thomás, ele arqueia uma sobrancelha.

             – Ele tem devida coragem pra fazer isso. Sou apenas o irmão da telepatinha dele. Por que eu iria fazer falta?

 

           Ele estava muito calmo. Não sei quem, mas alguém empurrou o pé da mesa sobre mim. E como se eu não sentisse um dos dois encostou em mim, mas tão rápido que não senti onde. Pego a arma sobre a mesa e vou até o garoto que estava com a cabeça abaixa.

 

              – Solte o que seja que tenha pegado.

 

          Falo apontando para sua cabeça. Ele continuava com a cabeça abaixa 

 

               – Solte agora! QUER UMA BALA NO MEIO DA CABEÇ...

 

          Ele soltou algo na mesa, que pelo barulho deveria ser uma caneta. Por que diabos ele pegou uma caneta? O garoto levanta a mão sobre meu campo de visão fazendo ao mesmo tempo um sinal de silêncio.

 

         “Podem nós ouvir”

 

       Arqueio uma sobrancelha. Já iria perguntar quem mas Elisabeth e rápida, ela pega a caneta e escreve veloz na palma de sua mão.

 

           “Johnson. Não fala nada”

             

          Solto eles para que pudessem explicar... do jeito que dava. Eles passam brevemente as mãos no local onde a algema foi colocada. Não podia dizer em voz alta que se passava em minha cabeça. Eles poderiam estar mentindo, afinal dariam uma ótima dupla de espiões do Doutor Johnson... perfeitos até de mais. Iria mandar meu filho pegar um caderno para que os Müller escrevessem tudo que sabiam, mas...

 

             – Grécia? 

 

          Fala Peter sério olhando para os dois loiros. Nós três o olhamos com estranheza. Do que ele tá falando? Ele revira os olhos.

  

             – Vocês. Grécia?

      – Boreite na milísete ellinká? – fala Thomás em uma língua desconhecida por mim.

            – Akrivós. Den eínai? – Peter fala outra vez com um sorriso de canto nos lábios.

            – Tá. Não entendo o que falam, vou ter quer fazer do meu jeito.

 

            Anuncia Elisabeth se levantando da cadeira e andando em passos lentos até Peter.

 

                – Não pira.

 

 

 

Peter Torres 

 

 

 

           Junto as sobrancelhas em dúvida. Elisabeth se levanta da sua cadeira e vem com passos lentos em minha direção. Eu deveria recuar mais iria parecer estranho na frente de todos, fugindo da loira.

 

          – Não pira.

 

          Ela me puxa pela gola da minha blusa para mais perto dela, perto o suficiente para encostar em seus lábios. Sabia porque estava fazendo isso, contado íntimo para coletar... habilidades mas minha mente ia além disso. Sentir seus lábios outra vez era... bom, muito bom considerando o tempo que eu esperei. Nós separamos. Não ouvia mais nada além do meu coração acelerado e as nossas respirações. Ela encosta suavemente sua boca em minha orelha.

 

         – Thymáste tis paliés méres?

 

            Lembrou dos velhos tempos?

 

         – Um novo idioma para a coleção – fala em grego novamente se distanciando de mim.

 

        Tento me recuperar do ocorrido. Confesso estar meio atordoado. Me escoro na parede tentando... não sei, recuperar o ar? E uma boa desculpa. De longe escuto uma risada.

 

        – Precisa de uma ajuda... cunhado? – fala também em grego.

      – Tá... mas eu não falo... – fala meu pai fazendo um gesto para indicar a língua que falávamos.

           

            Thomás pega a caneta e um papel toalha que havia em cima do balcão. Começa a escrever algo. Entrega ao meu pai segurando a risada. Vou até ele para ver o que estava escrito.

 

          “Fala pra Elisabeth te beijar também”

 

           Müller gargalha da nossa cara quase que caindo da cadeira. Reviro os olhos, porque talvez eu tenho imaginado a cena... é não foi legal.

 

 

                    • • • • 

 

 

            – É aí irmão?

 

          Cutuco o ombro do cara, que por sinal é todo musculado. Ele vira pra mim levantando sua arma em minha direção.

 

            – Que isso? E assim que você trata as visitas? – falo abaixando a arma com um dos meus dedos – Desculpa.

 

          Logo escuto metralhadora ser preparada para atirar no guarda em minha frente, tá mais pra um soltado do Johnson. E disparada diversas vezes acertando o corpo musculado do homem. Viro pro lado para nenhuma pegar em mim. Quando o soldado cai no chão ensopando o mesmo com o seu líquido escuro.

 

           – Escolheu o lado errado soldado. Vamos torcer pra você não ir para o inferno.

 

          Forço um sorriso e cruzo o dedo. Tamara que ele vá para o inferno.

 

           – Vamos logo Bernard. Ainda existe muitos soldados a derrubar – chamo meus cópias.

 

           Preparo minhas pistolas, uma em cada mão. Hora de ficar invisível.

 

 

                     • • • • 

 

 

 20 Horas antes

 

 

Jacob Foster 

 

 

 

           – Vamos simplesmente esquecer que eu ganhei um soco na cara?

           

           Falo completamente indignado mas ninguém me deu atenção. Ficavam falando em... grego? Por que estavam falando em grego? Quando estava prestes a perguntar Peter bate com um papel na minha cabeça.

 

           – Não.

 

        Falou apenas isso é saiu. Droga de telepatas. O sigo. Ele pendura algo no mural de provas.

 

          – Podem pelo menos falarem minha língua?

          

          Eles param. Elisabeth pega um caderno e uma caneta e vem ao meu encontro. Ela escrevia rapidamente. Levanta o caderno pra que eu lesse o que estava escrito.

 

         “Grego. Sabe falar?”

 

         Arqueio uma sobrancelha. Confirmo com a cabeça. Por que os Müller e os outros não falavam que nem gente normal? O aparelho, e óbvio. Johnson pode os ouvir.

 

          – Se Johnson pode nós ouvir por meio desse aparelho... 

 

        Falo em grego colocando o dedo no aparelho, onde deveria estar em Elisabeth. Atrás da orelha.

 

        – Por que vocês não tiram?

        – Porque não é tão fácil assim – Peter me responde.

     – Na verdade... é sim – fala Elisabeth tranquila.

          – Que? 

      – E tão simples copiazinha como descascar uma banana... nossa, isso soou meio estranho.

 

          Todos agora falavam grego. Eu e Peter trocando olhares perdidos. Como eles conseguiam estar tão calmos?

 

        – Então por que não tiram? – pergunto.

        – ... É aqui não é seguro. Temos que...

        – Estar longe de tudo e de todos. Quando ativarmos nossos poderes vai ser como uma grande bomba nuclear.

        – Se estivermos próximos de alguma vida ela pode morrer... assim como nós.

      – Mas... como vocês irão tirar? – fala Peter. Com a mão no queixo pensativo – Pelo o que sabemos só pessoas no mesmo sangue do Johnson podem fazer isso.

 

            Os Müller trocam olhares longos e logo um silêncio e tomado no local. Thomás tenta segurar uma risada, falhando óbvio. Nós olhamos para eles. Depois que eu fui racionar.

 

      – Vocês são do mesmo sangue que o Johnson – falo boquiaberto.

          – BINGO! – fala alto Thomás batendo a ponta da caneta na mesa. Ainda rindo.

          – ... Como assim?! – acho que entre eu e Peter somente eu tive a capacidade de questionar algo. Acho que Torres estava em choque.

          – E uma longa história crianças – fala Elisabeth analisando alguns papéis.

             – Mas eu posso resumi-la para vocês.

 

          Thomás puxa uma cadeira e se senta de frente para nós. Ele bagunça o cabelo ainda rindo. Como ele conseguia rir com uma coisas dessas?

 

          – Tio Charles não sabe disso, então. Shhh – faz um gesto de silêncio – Pelo o que sabemos, Charles Johnson é irmão da minha mãe. Johnson e apenas um codinome, mais em russo e bem mais legal Dzhonson. Teve uma briga muito louca no passado com ele e sua família, onde eu não sei os detalhes, mais aí o Sr. Müller, meu pai fez algo que deixou Tio Charles putasso da vida. Resumindo o resumo, Charles e um grande filha da puta com seus sobrinhos por alguém fudeu com ele no passado.

 

         Finaliza com as mãos erguidas e um sorriso preenchendo seus lábios. Em quanto na minha cabeça, a única coisa que passava era... O QUE?

 

          – Ah, vão me dizer que não veem as semelhanças? 

 

 

                   • • • • 

          

 

         Abro a porta do carro. Um campo limpo e... sem ninguém, perfeito para jogar duas bombas nucleares. 

 

          – As bombas Müllers. E um ótimo nome.

 

        Apoio em minha irmã. Ela faz um sorrisinho em seus lábios antes de me empurrar.

 

          – É com certeza. Sugiro que vocês fiquem o mais longe possível – aponta para a nossa plateia. Lisa segura meu braço para irmos.

          – Não. Espera, tenho que fazer uma coisa.

 

           Desvio das mãos de minha irmã. Vou correndo até o carro onde uma certa garota com cabelos mais que bagunçados me olhava de longe. Ela sorriu ao me ver se aproximar. Ela abre a porta.

 

           – Vim buscar uma coisa.

 

         Ri da minha frase. Encosto meus lábios nos seus. Algo que me motivasse. Peço passagem para que nossas línguas travassem uma última ou outra de milhares batalhas. Nós separamos em busca de ar.

 

             – E se... vocês...

          – Não – a corto – Vou estar em seus braços quanto menos esperar.

          – Então por que voltou e me beijou? Parece uma despedida.

          – Porque eu te amo. Você é esse pequeno.

 

           Com uma mão na barriga dela como se eu esperasse que o pequeno feto... sei lá, se mexesse? 

 

           – Calma. Pode repetir? Minha ilusão falou um pouco mais alto.

                – Eu. Te. Amo.

 

    Falo entre mais um beijo. Era impressionante como um único toque dela em minha pele vazia me arrepiar mais do que um frio do Alasca, que ao mesmo tempo me causa um calor estremo.

 

           – GAROTO APAIXONADO? Tem como se largarem? Eu sei que o momento de vocês e legal mais tem coisas mais importantes para acontecer.

 

       A voz de Elisabeth estraga completamente o clima. Separo nossos lábios mais uma vez. Dou algumas risadinhas pelo tom de voz dela. Antes de ir dou um selinho na bochecha de Wright, e assim, volto correndo até eles outra vez.

 

           – Chega de perda de tempo. Foco Elisabeth. FOCO.

           

       Ela me ignora, dou mais umas risadas. Me puxa para o mais longe que conseguíamos. Não vou negar, estou com medo a dor e inevitável, sei que vou senti-la mais até quando eu vou aguentar?

 

   Paramos a uma distância consideravelmente grande. Vejo ela analisando a paisagem ao redor.

 

        – Já vencemos a dor antes. Quem garante que essa será diferente? 

            – ... o problema não é a dor. Se não aguentarmos? E se...

 

             A puxo para um abraço. Sentia sua respiração sobre meu pescoço. Me abraça apertado enquanto passava minha mão em seu cabelo loiro. Beijo o topo de sua cabeça quando nós separamos.

 

          – Vamos acabar com isso logo.

 

         Ela concorda. Dou alguns passos para trás procurando ficar um pouco mais longe de Lisa. Já estávamos com os dedos posicionamos para encostar no aparelho, era como se esperássemos um aviso. Aceno com a cabeça e ela retribuiu o gesto, desse modo, apertamos o dispositivo ao mesmo tempo.

 

          No começo não senti nada, até pensei que não havia funcionado, me enganei. Como se fosse apenas uma dor forte na barriga passou a arder como... como fogo. Olho para meus braços onde minhas veias estavam totalmente vermelhas. Céus, como doía. Caio de joelhos sobre o campo gramado. 

 

          Uma das minhas cicatrizes no braço e aberta, grito pela dor logo o mesmo ferimento se cicatriza outra vez. Vários outros arranhões foram surgindo apenas arrancando longos suspiros e resmungos meus, até que uma forte dor nas costas e sentida. Ponho minhas mãos na terra agarrando com força a grama, grito alto quando outro ferimento possivelmente era aberto nas minhas costas.

 

         Faltava apenas ela, as ilusões. Escuto uma voz familiar me chamando, levantando meu olhar vejo Dean me olhando, seu olhar reprovador. Fecho com força meus olhos, ele continuava me chamando me xingando por eu ter sido um péssimo amigo... que o matou. Logo sinto cheiro de fogo, como um círculo me cercando. Não podia controlar, como quando eu era um moleque.

 

         – Você, garoto sempre será mais um fracasso. Tenho vergonha de você.

 

         Reconhecia aquela voz. Johnson. Falava em russo a mesma frase que repetiu em toda minha vida. Todo o capim que eu via era a cara daquele Doutor escroto, todos repetindo a mesma frase sem parar. 

 

         Puxo meus cabelos com tanta força que duvido que ainda tenha eles. Grito já não suportando a dor. Meus olhos fechados são abertos com rapidez mostrando uma visão avermelhada. Sinto minha pele se rasgando outra vez dando lugar a uma grande espada, em cada lado dos meus pulsos. Mais gritos saiam sem parar da minha boca. Nunca senti tal dor.

 

           Quando não sinto mais nada. Minha visão ainda era vermelha me permitindo sentir que nossa plateia tinham armas escondidas. Me levanto com dificuldades, cambaleando para os lados. Antes que eu pudesse me defender ou até mesmo pensar vou ao encontro outra vez ao chão, com gosto de terra em minha boca.

 

          – Seu desgraçado. Por que nunca me falou que não tinha nome? 

 

           Elisabeth irritada. Alerta. Imagino cordas saindo dentre minhas mãos. Elas são amarradas nos tornozelos de Lisa, puxo com força fazendo ela provavelmente quebrar o quadril. 

 

            – Isso por contar segredos meus para qualquer um que tem um volume na calça.

 

          Nós entreolharmos e começamos a ter uma crise de risos. Metralhadoras surgem nas minhas mãos.

 

           – TAMO VIVO PORRA!

 

            Disparo diversos balas no céu.

 

         

                     • • • • 

 

 

19 Horas antes

 

 

Zoe Wright 

          

 

            Parecia uma lentidão a maneira em que carregava o login do Skype.

 

            Minha mãe possivelmente ainda está na estrada imaginando que eu estou em um intercâmbio, pensei que seria mais difícil mexerem na cabeça dela mas foi tão... fácil. 

 

            Dês que eu contei para Thomás que estou grávida e que voltei e o beijei, ele parece mais feliz. Não pensa muito no que fez com Dean... ou pelo não deixa claro.

 

           – Que foi? Tá voltando pra cá? O que o metido te fez?

 

            Lydia me tira dos meus pensamentos atendendo minha chamada de vídeo.

 

           – Que? Nada. Na verdade... eu estou aqui.

           – Você ainda consegue ser mais trouxa do que eu pensava.

           – Lydia, ele é o pai do meu filho. Não posso ignorar isso.

           – Mais consegue ignorar o fato dele ter matado meu namorado? Um amigo seu?

           – É diferente...

           – Não. Não é. Quer saber, nem sei por que estou conversando com você. Eu vou...

           – Senhorita Martinez?

 

         Não liguei pra Lydia para falar sobre minha situação ou sobre como ela estava passando hoje. Senhor Torres pediu para que eu ligasse para ela para conversarmos sobre o que aconteceu mais cedo na minha casa.

 

           – Você tá de sacanagem comigo? Olha aqui seu velho, eu não quero ouvir qualquer coisa que saia da sua boca.

            – Lydia! – a repreendo. Mark coloca sua mão em meu ombro e se debruça para mais perto do monitor.

            – Sinto muito pela sua perda, sei que dói. Até hoje sinto a perda da minha esposa e do meu filho. Mais precisamos conversar sobre suas habilidades.

            – Minhas habilidades? – Lydia força uma risada falsa – E o que são? Descobrir o que o senhor irá falar daqui dois segundos? Conta outra.

            – Videntes são seres humanos que possuem a clarividência. Em outras palavras, possuem a habilidade de ver o futuro.

            – Pera aí. Você acha que eu sou uma vidente? – aponta pra si mesma. Força um sorriso – Ótimo.

             – Antes de você ir para a casa da Zoe. Sonhou com algo? 

             – Sim. Sonhei que ela estava grávida. Ah qual é, eu tenho esses sonhos direto não quer dizer nada.

             – As visões não são quando o vidente deseja que elas apareçam. Simplesmente... Aparecem.

             – Tá me dizendo que todos os sonhos que eu tive na minha vida são... visões? 

        – Estou dizendo que 25% dos seus sonhos podem ser visões.

             – ... Eu sou uma vidente? Vejo o futuro de qualquer um? Posso ter premonições acordadas?

    – Geralmente as visões são mal interpretadas. Que significa: as pessoas acabam não se preparando para as visões para que aquilo não aconteça. Na verdade o subconsciente faz habilidade de ver o futuro, mas não conseguindo interpretar muito bem os sinais que aparecem. 

 

            Depois da explicação entediante do Torres ouve um grande silêncio entre nós. Martinez ficou com uma cara... estranha.

 

          – Vocês são uns grandes filhas da puta. Querem que eu volte pra esse lugar onde meu namorado morreu, mais adivinhem. EU NÃO VOU VOLTAR. Quero que se fodem. Esse problema não é meu, e não faça que ele seja.

           – Lydia...

 

         Não me dando a chance de dizer mais alguma coisa ela desliga.

 

          

                    • • • • 

   

          

           Com os poderes copiados de Lisa me levito do chão me permitindo voar. Sinto ser puxando, perto de dar um chute na pessoa sou impedido.

 

           – Calma aí copiazinha.

 

       Thomás fala pendurado no meu pé segurando uma de suas armas vermelhas.

 

          – To pegando uma carona. Não pretende matar Tio Charles sozinho, né?

         – Tá. Seguinte. Você atira, eu dou carona.

                – Damos uma ótima dupla, cunhado.

 

           Como o plano. Ele atirava e eu dava carona. Depois de metade dos soldados “bem” treinados do Johnson, nós finalmente pousamos no chão. Era o base nova e eu era o único que provavelmente sabia onde ele estava.

 

          – Estão me procurando?

 

        Viramos rápido suficiente para que um pescoço normal se quebrasse. Lá estava ele, com seu jaleco idiota tão calmo que dava mais raiva.

 

          – Uou. Vai atirar em mim? 

 

         Müller apontava sua pistola para o velho. Ele tremia e tinha uma cara mais que bravo. Tinha minhas dúvidas se ele iria atirar, Thomás conviveu com Johnson tanto tempo que foi o mais próximo de um pai que ele teve.

 

          – Titio.

 

        Voz da Elisabeth e ecoada. No final do corredor via ela com sua mão erguida, vira a mesma com agilidade e força. Johnson cai no chão com sua perna quebrada. Thomás resmunga algo e abaixa a arma.

 

          – Ah, então você irá me matar última?

          – Eu já disse. Meu nome é Elisabeth. 

 

           Com o DNA do Thomás, imagino uma pequena faca nas minhas mãos. Girava o utensílio verde em meus dedos me aproximando dele. Me abaixo.

 

          – Por tirar tudo de mim – cravo a faca na outra perna dele. Doutor grita – Sente algum remorso?

          – ... De alguns. Sim.

         – Meu irmão e minha mãe e um desses... alguns?

          – Sua mãe mereceu morrer. Assim como eu. Vamos meu garoto – olha para Thomás que se mantinha distante – Você que mais sofreu em minhas mãos. Quero que você me mate, assim como combinamos anos atrás.

          – Eu te odeio – fala se aproximando dele. Dou espaço à Thomás.

          – Eu sei. Faça uma morte lenta ou rápida, qual você quiser.

           – Lenta, como todas as sessões que o senhor fazia em mim. A vinte anos venho planejando sua morte. Vinte anos...

           – Se me odeia tanto, me mata logo.

 

          Com a pistola já preparada em sua mão, Thom aponta para Johnson.

 

 

 

Thomás Müller 

 

 

           Aponto para o abdômen dele. Minhas mãos tremiam. Olho para seus olhos, de perto possuíam um tom azul. Meus olhos ficam marejados, por que me importava com a morte dele?

 

          – Vamos logo garoto. Aperte o gatilho.

 

         Outra frase que repetia minha vida inteira. Ele segura minha mão com força contra seu abdômen. 

 

              – Não e isso que você quer? ATIRE. Larga de ser fracote...

          – Diferente de você... não faço as pessoas próximas a mim sofrerem. Sim, você me machucou todos os dias mas foi o mais próximo de um pai que eu tive... não consigo ver você sofrendo. Eu queria, queria muito mais não consigo.

 

         Puxo minha mão até sua cabeça, ele arregala os olhos.

 

         – Talvez eu seja mesmo um fraco. Já matei tanta gente por que não consigo matar você?

         – Deveria ter tido uma infância. Deveria ter deixado você ter ser uma criança e não mandando matar pessoas... deveria ter sido um tio melhor.

         

         Me preparo para atirar, uma outra vez ele coloca sua mão em cima da minha me incentivando a atirar. Fecho meus olhos com força, uma lágrima desce lentamente.

 

        – Vamos meu garoto. Atire nesse velho idiota que tanto te machucou.

           – Não. Para.

     – Quantas facas já enfiei em você? Quantas vezes já te obriguei a ver sua irmã sangrando?

            – Para com isso.

         – QUANTAS VEZES NÃO PERMITE SER UMA CRIANÇA?

 

           Ele queria me irritar, conseguindo por sinal. Com mais força contra sua cabeça pronto para atirar mais escuto um barulho. Alguém atirou primeiro que eu. Tudo começou a se mexer em câmara lenta, para mim. Viro para trás onde via Peter com uma pistola apontada para Johnson, minha irmã com as mãos nele.

 

          Ainda estava perto dele. Johnson em puxa com as últimas forças que sobraram dele.

 

         – Lembre-se. Tudo que eu fiz, foi porque se eu não fizesse outras pessoas iriam fazer... pior. Se envolveu em um jogo de gente grande meu menino. E olha só você... é forte.

 

        Ele tosse e resmunga algum xingamentos em russo.

 

         – Fala para meus filhos que eu os amo, mais que tudo no mundo.

 

         Ele vai caindo lentamente, eu o ajudo delicadamente. Sua boca já com sangue. Ainda agarrava com força minha roupa. Ele sussurra algo antes de ir.

 

         – YA tozhe lyublyu tebya.

 

           Eu também te amo.

         

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Eai? O que acharam do final? Johnson mereceu isso?

Teriam coragem de matar alguém que diz ter feito o que fez pq outras pessoas fariam? Quem são essas outras pessoas?

Olha, não garanto que voltarei em breve. Minhas provas já irão começar e já tenho vários trabalhos a fazer. Mais vou viajar no meu aniversário, que inclusive é no próximo final de semana, quem sabe eu consigo postar o próximo capítulo, mas não prometo nada.

Beijão pra ocês.


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