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História In the name of love - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oieee, eu teria postado esse capítulo ontem, mas quando eu ia postar eu vi que não estava tão bom quanto eu pensava, então refiz, espero que gostem❤️

Capítulo 2 - Gasoline


Fanfic / Fanfiction In the name of love - Capítulo 2 - Gasoline

Saori~


Dormir realmente é um problema para mim nos últimos anos, minhas noites normalmente são simplesmente… desagradaveis, e meio solitarias.

    Eu não tenho pais, não mais, faz um dois anos, então não tem ninguem que me obrigue a fazer coisas que considero desagradaveis, como comer ou dormir,  eu só faço isso quando meu corpo está a beira de colapso, isso deixa meus companheiros de equipe bem putos, e preocupados, mas eles aprenderam a não se meter na minha vida.

    — Você deveria estar dormindo uma hora dessas. — Disse Ryuzaki, estavamos sentados no telhado da minha casa observando as ruas de sunagakure, não tinha ninguém acordado além de nós dois e Akemi.

    — Eu não quero dormir. — Disse simplesmente.

    — Você ainda tá brava não é? — Disse Akemi, ela brincava com uma kunai girando a mesma entre os dedos, seus cabelos castanho escuro estavam amarrados em um rabo de cavalo mas alguns fios soltos caiam sob sua face.

    — Como não estar, aquelas crianças malditas atacaram ela... — eu disse cerrando o punho com raiva. — Poderiam ter machucado a minha irmã sériamente, e o kazekage não fez nada.

    — E você já viu ele interferindo em bulling? Raza é um inconsequente.— Disse Ryuzaki colocando um pirulito na boca.

    — Ele ta pouco se fodendo pra o que acontece com as pessoas do nosso clã, mesmo ele sendo o nosso responsável legal, e francamente, um plano para invadir konoha depois dos acontecimentos dos últimos anos? suicídio. — Disse minha prima.

    — E o filho dele? Eu não sei vocês, mas eu acho aquele ruivo suspeito. — Disse o moreno.

    — Sei lá… eu acho ele familiar. — Eu disse me lembrando do garoto ruivo que se recusou a treinar com o resto do grupo nas últimas semanas, estávamos na véspera de irmos para os exames chunin, ele me é familiar, eu conheço ele de algum lugar tenho certeza, só não sei da onde.

           — talvez seja por causa dos boatos que o pessoal da aldeia espalha sobre ele, eles dizem que ele é um tipo de monstro.— disse akemi.

           — Não acho que os boatos que as pessoas dessa vila espalham devam ser levados a sério. — eu disse calma.

— O que vocês acham que o Kazekage esconde? além do que a gente já descobriu, é claro. — Perguntou Ryuzaki.

— Acho que nada pode ser mais podre do que ordenar que o nosso clã mate todos os ninjas que ele considerava inútil.— Eu disse sentindo um gosto amargo na boca, eu me pergunto como consigo trabalhar protegendo o homem que ordenou a morte dos meus pais, que fez com que diversos adolescentes matassem suas famílias pelo que ele considerava “o bem de suna”.

escroto nojento do caralho. eu tenho nojo dele, mas é claro que perto dele e de sua familia eu finjo uma falsa admiração por esse genocida do caralho.

mas enfim, kankuro e temari são legais.

— Ele nem se quer… demonstra sentir muito. — Reclamou Akemi. — Ele nos envolve em seus planos malucos sem se importar com nossas vidas.

nos passamos um bom tempo  conversando até amanhecer e cada um ir para sua casa, tanto eu quanto Akemi e ryuzaki tinhamos irmãos mais novos para cuidar e precisávamos deixar tudo okay para eles ficarem sozinhos até voltarmos, é claro que os líderes de nosso clã ( que eram apenas três adolescentes de 15 anos) iam cuidar deles, mas mesmo assim, precisávamos preparar as coisas.

eu fui para meu quarto e peguei algumas peças de roupa colocando em uma mochila, e também peguei alguns artesanatos que eu mesma fiz e pretendia vender durante a viagem, os membros do meu clã não recebe salário (apenas comida, abrigo e algumas roupas velhas.) então eu tenho que me virar para conseguir roupas descentes para minhas irmãs. sem contar que o aniversário de três anos de minha irmã caçula yumi está proximo e eu preciso dar uns toques finais na casa de bonecas feita com materiais recicláveis que eu estou fazendo, mas não tenho dinheiro para a tinta.

depois de pegar tudo que precisaria eu fui para o quarto das minhas irmãs, Tochyko já estava acordada lendo um livro sobre jutsus medicos, ela estava tentando curar o hematoma roxo que tinha no olho, aparentemente um garoto babaca achou que seria divertido espancar uma garota de 11 anos enquanto ela saia do hospital, por que Hamadas não deveriam ter acesso a esse tipo de educação.

Tochyko estuda ninjutsu médico no Hospital de sunagakure com uma dos líderes do clã, nossa prima mais velha Yui, minha irmãzinha é muito talentosa e adora estudar, eu tenho muito orgulho da pré adolescente de cabelos brancos e olhos azul claro. Ela estuda juntamente com Sayuri e Hiroshi, irmãos de Akemi e Ryuzaki, respectivamente.

— Você já vai? — Perguntou a maior se levantando e vindo até mim, e sim, minha irmã de 11 anos é muito mais alta que eu, na realidade ela só perde em altura pro Ryuzaki, que é tipo um poste, embora tochyko seja mais nova que eu ela parece bem mais velha, seus cabelos se mantém sempre amarrados em um coque e ela tem um olhar meio analitico sabe, sempre parece estar analisando cada movimento, mas mesmo ela sendo assim acho que eu sempre a verei como minha pequena irmãzinha que fala difícil.

— Sim, cuida da nossa irmã, e se mais um babaca te atacar não exite em descer a porrada na cara dele. — Eu disse abraçando Tochyko e beijando sua bochecha. — Vou sentir saudades.

— Eu também vou. — Nós nos despedimos rapidamente e eu fui até nossa irmãzinha que ainda dormia deixando um beijo em sua testa e indo embora.

nós caminhamos até a saida da vila encontrando o time de temari, e fomos juntos rumo a konohagakure, uma viagem de quatro dias, olha que beleza.

nós conversamos enquanto caminhavamos, mas eu pude notar que Gaara não conversava, ele passava a maior parte do tempo apenas olhando o caminho como se pensasse em outra coisa.

— Acho melhor nós pararmos para dormir um pouco. — Disse Temari, estava anoitecendo e nós estávamos realmente bem cansados, então eu acho que seria mesmo melhor nós descansarmos.

— Quem fica vigiando? — Perguntou Akemi.

— Eu não posso dormir. — Disse o ruivo se sentando no chão. — Então deixa que eu vigio.

— Okay, e quem fica de olho no Gaara?

— Deixa comigo, o pai de vocês mandou eu ficar de olho nele mesmo.— eu disse dando de ombros e me sentando ao lado do ruivo.

— Boa sorte.— murmurou Temari se deitando em um saco de dormir, assim como os outros.


Gaara~ 

Eu me lembro dessa menina de algum lugar, estranho… Ela em geral é estranha, não parece se importar com quem eu sou, talvez esteja apenas fingindo.

Começou a escurecer e a garota demonstrava estar começando a ficar com medo, na real embora eu tenha aceitado esse negócio de ser  um monstro, essas pessoas tremendo de medo de mim me irritam muito.

— Olha se você vai ficar tremendo de medo de mim deveria ter se oferecido pra ficar acordada.— eu disse olhando para a loira que abraçava o próprio corpo.

— Não é de você que eu tô com medo seu idiota. Eu tenho medo do escuro.— disse a garota com um tom extremamente rude.

— O escuro deveria ser o menor dos seus problemas agora.— eu disse manipulando a areia ao seu redor, fechando um cerco.

— Se manca moleque.— Saori disse pegando uma flor na bolsa e fazendo a mesma soltar um pólen estranho que eu respirei acidentalmente, e isso me fez afastar a areia dela. 

— Que porra é essa?— perguntei, sentia minha cabeça mais leve, essa filha da puta não me dopou…

— Eu te dopei.— FILHA DA PUTA.

— Você sabe que se eu dormir eu posso acabar matando todo mundo aqui, certo?— perguntei sentindo um certo enjôo.

— Olha, não sabia, mas relaxa que a quantidade que você respirou comparada ao seu tamanho e provável peso só vai fazer você ficar mais calminho. 

— Eu vou muito te matar quando o efeito disso acabar.— eu disse colocando a mão na cabeça que latejava.

— Não vai não, vamos fazer um acordo, você não me mata e eu te dou isso.— ela me disse me entregando uma coisa estranha e brilhante que eu não via direito por que minha visão estava embaçando.

— pra que eu vou querer isso?

— Pode usar… dar pra alguém especial...— a garota ( que agora me parecia um borrão) disse colocando a coisa brilhante na minha mão.

— eu não conheço ninguém especial.— reclamei entregando para ela, que não aceitou.

— pode acabar conhecendo.— a loira colocou a coisa brilhante na minha mão novamente e fechou minha mão.

Revirei meu olhos e coloquei a coisa no bolso, me virei de costas para ela e fiquei observando o céu noturno até sentir um peso nas minhas costas, a idiota tinha se auto dopado e estava dormindo encostada em mim, seu corpo era quente…

Ela é muito folgada! E acho que deve ser burra, como alguém se auto dopa? Idiota.

Empurrei a menina fazendo ela cair na areia fofa, mas mesmo assim ela não acordou, como alguém consegue dormir tão profundamente? 

Eu tenho certeza que a conheço de algum lugar, mas de onde? Já fiz alguma missão com ela? Não… já a ataquei? Eu não deixo sobreviventes… de onde eu a conheço?

Que se dane.

Continuei observando as estrelas, traçando as constelações com os olhos enquanto me esforçava para me lembrar de onde ela era famíliar.

Quando eu olho o céu, é como se toda a dor que eu sinto dês de que nasci diminuísse, quase desaparecesse, acho que observar o céu é a coisa que eu mais faço, é como um tipo de calmante.

A garota ao meu lado gemeu baixo durante o sono, algo parecia estar a incomodando…. Que se dane. Não vou me importar com o bem estar de quem me tratou a vida inteira como um monstro.

"Você é um idiota" disse shukaku na minha cabeça "deveria aproveitar que ela tá dormindo para a matar." É ele pode estar certo.

Eu estava prestes a matar a garota quando me veio algo na cabeça, a culpa de toda a desgraça na minha vida é do shukaku, eu não vou fazer a vontade dele.

— Vai a merda...— murmurei enquanto afastava a areia do corpo de Saori, acho que essa será a primeira pessoa que eu vou poupar, mas eu negociei a vida dela por uma coisa brilhante que tá no meu bolso, então acho que isso não conta como poupar ela, eu só fiz um acordo.

Olhei para a loira ao neu lado que parecia estar incomodada com algo, minha visão estava melhorando e eu podia ver melhor seus traços, o cabelo loiro curto emoldurava seu rosto delicado, as bochechas eram ligeiramente avermelhadas por causa do sol e seus lábios finos estavam entreabertos, ela respirava suavemente pela boca.

Toquei seu rosto levemente, ela era quente e macia, pareceu se perturbar um pouco com o meu toque e segurou meu braço o abraçando enquanto dormia, eu tentei me soltar do aperto da menor mas logo desisti, deixando ela dormir abraçada ao meu braço.

Folgada do caralho.


Notas Finais


Eai, o que acharam?


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