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História In The Same Place - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Finalmente, Brasil! Consegui terminar o capítulo. Me desculpem pela demora, eu tava num bloqueio ferrado, mas agora já passou (eu acho).

Não vou tomar muito o tempo de vocês aqui. Boa leitura e até as notas finais.

Capítulo 3 - Desejo


 — O que acharia se nós tivéssemos mais uma alma gêmea? 

 

 A mão que acariciava os cabelos aloirados de Jaehyun parou em meio aos fios macios, as sobrancelhas de Johnny se franziram e ele queria mais que tudo poder ver o rosto do namorado, porém este continuava a encarar a parede. Desejava que a forma da qual interpretara as palavras do mais novo estivesse equivocada, mas não conseguia encontrar qualquer outra explicação para aquela frase. 

 

 — Você por acaso não está cogitando a ideia de um ménage, né? - Perguntou arqueando uma das sobrancelhas. — Eu sei que tudo anda um tanto estranho, mas nunca achei que estivesse tão insatisfeito comigo a esse ponto. 

 

 Jaehyun rapidamente virou a cabeça para poder encarar John, os olhos castanhos claros arregalados em surpresa. 

 

 — Não! Claro que não. — Voltou a descansar a cabeça sobre o peito do amado, não deixando que seu olhar se perdesse do dele. — É que aconteceu algo bem estranho hoje.  

 

 — E o que aconteceu? — O Seo suspirou fundo já se sentindo frustrado com para onde aquela conversa estaria indo. 

 

 — Eu perdi a minha identificação de estudante, mas coincidentemente quem a encontrou é da minha faculdade. Quando ele foi me devolver hoje, acabou vendo a minha tatuagem. Ele tinha uma igual. A tatuagem dele é igual a nossa. — Contou o que havia acontecido de forma resumida. — Jaemin acha que pode ser um caso de almas gêmeas múltiplas e que deveríamos ir atrás de um especialista. 

 

 — Ele com toda certeza está muito equivocado. — Youngho assegurou. — Minha mãe já nos explicou o que nossa tatuagem significa. Para mim, a explicação faz todo sentido. 

 

 O Jung se lembrava muito bem de quando ele e John descobriram as tatuagens iguais no ensino médio. Inicialmente estranharam as cinco estrelas. Naquela época, nunca passaria pela cabeça de Jaehyun que se trataria de almas gêmeas múltiplas, atualmente ele percebia como havia sido ingênuo em não ter suspeitado. Porém, também lembrava de como a mãe de Johnny fazia questão de sempre explicar sobre o significado que ela havia dado para o desenho. 

 

 Ela dizia que as cinco estrelas representavam pessoas, as duas interligadas eram Jaehyun e John, destinados a se encontrarem no meio de tantas outras almas. Era uma explicação estranha, mas depois de tanto ouvi-la, Jaehyun deixou-se acreditar que aquela era a verdade.  

 

 — Fazia sentido, John. Na situação em que as coisas estão agora não consigo mais acreditar no que ela dizia. — Sentiu a mão de Johnny abandonar de vez seus fios, a expressão em seu rosto era desacreditada. — Me responda uma coisa. Sinceramente. Não se sentiu atraído por nenhuma outra pessoa recentemente? 

 

 Olhando nos fundos os olhos castanhos claros de Jaehyun, Youngho paralisou por um curto período de tempo. Primeiro a imagem de Yuta veio a sua mente. O novo professor era gentil, extrovertido e tinha um sorriso realmente cativante. O completo contrário de Jaehyun e seu jeito mais quieto, que mesmo não distribuindo muitos sorrisos por aí, chamava atenção por conta de seu olhar intenso e profundo por debaixo das lentes dos óculos. Em segundo, pensou em Doyoung, o neto de Juna.  

 

 Havia se sentido atraído por essas duas pessoas. Entretanto ainda queria acreditar nas palavras de sua mãe e evitar futuras turbulências. Conhecia Jaehyun a tempo o suficiente para saber que o período de chateação dele durava no máximo três dias, depois disso tudo voltava a como era antes. 

 

 — Não. — Respondeu com convicção, vendo o olhar de Jaehyun vacilar. — Eu só tenho olhos para você, Jae. Desde o momento em que te conheci. Não me vejo sentindo atração por qualquer um senão você. 

 

 Vendo que o Jung se encontrava perdido em seus próprios pensamentos, John afastou o corpo alheio do seu, levantando-se da cama sem impedimentos e recolhendo uma das camisetas jogadas no chão, rumando até a porta após vesti-la. Parou no batente, levando seus olhos até a figura de Jaehyun, que se encolhia na cama e o encarava com um olhar incrédulo.  

 

 — Vou dormir no quarto de hospedes hoje. — Falou. — Descanse a sua mente. Se precisar de algo pode me chamar. Eu te amo. 

 

 — Eu te amo. — O loiro disse vendo John se afastar em direção ao quarto de hospedes. 

 

 Jaehyun levantou da cama assim que o barulho da porta do quarto de hospedes de fechando pode ser ouvido, caminhando até o closet onde ficavam, além das roupas do casal, a pequena coleção de pelúcias do Jung, em meio a elas uma em específica era a que o loiro procurava. Se lembrava de ter ganhado o coelho rosado de sua avó quando ainda era uma criança, desde então aquela era a sua pelúcia favorita, por mais que o cachorro de seu primo tivesse arrancado um dos olhos. 

 

 Voltou para o quarto com a pelúcia em mãos, encontrando a bolinha branca que era Nako dormindo tranquilamente em cima dos lençóis, provavelmente havia entrado pela porta que ficara aberta. Vestiu uma calça moletom preta antes de se deitar ao lado da gatinha, se cobrindo e apertando o coelho em seus braços, suspirando cansado e fechando os olhos. Tentaria pegar no sono, por mais que não sentisse sono algum após a pequena discussão com John. 

 

 A noite se passou de forma estranha para o casal. Youngho adormeceu pensando nas palavras que ouvira de Jaehyun, este que apenas conseguiu dormir após ingerir um calmante.  

 

 Pela manhã, John acordou com o barulho do despertador de seu celular, se dirigindo para o quarto ao lado e parando no batente da porta, observando a figura adormecida do Jung por alguns segundos. Ele parecia tranquilo, segurando a pelúcia de coelho em meio aos braços, com a boca entreaberta por onde saía uma respiração calma e enrolado nos cobertores. Um sorriso leve nasceu nos cantos dos lábios do Seo, o qual adentrou o cômodo em total silêncio para que não acabasse acordando Jaehyun. Pegou uma muda de roupas no closet, juntamente a mochila onde guardava seus materiais de aula e rumou em direção ao banheiro do corredor, decidindo por deixar o amado descansando mais alguns minutos. 

 

 E mais um dia se iniciava na grande Seoul. Dessa vez era Jaehyun que observava Youngho do sofá. O mais velho tomava a sua xícara de café de cada dia, sentindo os olhos do namorado em si, decidindo ignorá-lo por enquanto. Percebendo que não teria a atenção do Seo, Jaehyun voltou a organizar seus materiais em sua mochila, porém parando subitamente ao olhar para seu antebraço e ter a visão de sua tatuagem com mais estrelas ligadas do que estava acostumado. Sua mente deu um estalo, o fazendo se levantar do estofado e rumar a passos rápidos até a bancada da cozinha onde John estava. 

 

 Youngho arregalou os olhos ao ter a figura do Jung tão próxima de si em tão pouco tempo. Abriu a boca para tentar falar algo, acabando por ser interrompido por um Jaehyun que o encarava com uma estranha determinação em seu olhar. 

 

 — A sua mãe com certeza está errada. — Jaehyun afirmou estendendo o braço para que a tatuagem ficasse na vista do mais velho. — Vamos em um especialista, por favor.  

 

 Teve o braço agarrado delicadamente por Johnny, o qual observava a tatuagem com uma expressão descrente em seu rosto e passava o polegar suavemente por cima dos traços pretos na pele de Jaehyun. Sua mente estava uma bagunça e a única coisa que conseguia pensar, era que se a marca do Jung havia sido modificada, provavelmente a sua própria também sofrera mudanças. 

 

 — Tire uma foto da minha tatuagem. — Pediu se virando de costas e levantando quase toda a camiseta azul marinho que vestia, deixando a mostra as cinco estrelas.  

 

 Posteriormente a foto ser tirada, Jaehyun analisou a imagem com cuidado antes de mostrá-la a Youngho. As sobrancelhas se franziram ao que se deu conta de dois fatos que haviam passado despercebidos por si. Johnny e Taeyong nunca se viram, porém existiam quatro estrelas ligadas na pele do Seo. Quatro também eram o número de estrelas ligadas em seu antebraço, o que o fez questionar para seu subconsciente. Se ele mesmo, John e Taeyong representavam cada um uma estrela, de quem era a quarta? 

 

 

 

 

 

 Yuta adorava o fato de que da janela do quarto de Yumeko era possível enxergar o pequeno jardim que Yuriko cultivava nos fundos da casa. As flores cresciam belas, formando um ambiente agradável para se estar e uma ótima visão para se ter as seis da manhã. Por esse motivo, o acastanhado sempre apoiaria os cotovelos no peitoril da janela com uma xícara de café puro em mãos e aproveitaria do sol do início do dia, enquanto também ajudava a irmã mais nova a se arrumar para mais um longo período na escola.  

 

 — Yuta, qual você acha que combina mais com o uniforme?  

 

 Desviou sua atenção das flores para analisar as duas fitas que Yumeko segurava, sendo uma na cor verde escuro e a outra branca. Observou as vestimentas vermelhas e pretas que formavam o uniforme com um ar pensativo, seu olhar caindo sobre as unhas da garota, que estavam pintadas com um esmalte esverdeado. 

 

 — A verde. Combina com as suas unhas. 

 

 Respondeu vendo a mais nova sorrir e agradecer, se virando novamente para a penteadeira e passando a trançar os cabelos, a fita ficando presa por entre os fios escuros. O acastanhado deu um longo gole em seu café antes de desencostar da janela e sair do cômodo, andando a passos calmos pelo corredor até estar em frente a porta do banheiro, de onde era possível ouvir o som do chuveiro ligado e a voz de Yuriko cantando alguma música em inglês. Yuta levantou a mão livre, dando algumas batidas na superfície da madeira da porta. 

 

 — Yuriko! Sai logo desse banheiro ou a gente vai se atrasar! — Exclamou, ouvindo a garota dentro do banheiro responder com “Já estou indo!”. — Não demore! 

 

 Riu anasalado ao constatar que Yuriko voltara a cantar, atravessando novamente o corredor, porém dessa vez seu destino era a cozinha em conceito aberto que dava uma ótima visão da sala e principalmente da televisão de tela plana que ficava em cima de uma estante de madeira clara. Em cima da mesinha de centro era possível ver a bagunça que as duas adolescentes deixaram após decidirem fazer um DIY da internet.  

 

 A senhora Jung, uma viúva gentil e carismática que morava na casa ao lado, adorava a animação das duas japonesas, se lamentando as vezes por seu único filho ter herdado a personalidade calma e um tanto quieta de seu falecido marido. Yuta sempre respondia aos elogios sobre como cuidava bem das garotas com uma promessa de que nunca iria querer ter filhos, uma vez que em diversos momentos se sentia perdido em meio as crises e rebeldia adolescente de Yumeko e Yuriko. 

 

 O café da manhã seguiu relativamente calmo, com Yuta repassando em sua mente todas as turmas das que deveria dar aulas naquele dia e as vezes apartando alguma mini discussão que surgia entre as garotas. No carro, acontecera a cotidiana briga sobre quem ocuparia o banco do passageiro, a vitória fora de Yumeko, que conectou seu celular ao bluetooth do rádio e deixou sua playlist de R&B tocando até que chegassem ao estacionamento da Byul High School. 

 

 Adentraram a construção, Yumeko e Yuriko logo se despediram de Yuta, indo cada uma para o seu próprio grupinho de amigos, enquanto o acastanhado atravessava os corredores lotados de alunos, vez ou outra respondendo o cumprimento de algum estudante. Ao virar o corredor da sala dos professores, o Nakamoto avistou duas figuras masculinas saindo da sala, reconhecendo Park Jisung por este ser o único garoto da escola que vestia o uniforme feminino, porém o outro rapaz não lhe era familiar. 

 

 — Bom dia, professor Nakamoto. — Jisung o cumprimentou, se curvando levemente e de forma cortês. 

 

 — Bom dia, Jisung. — Repetiu o ato do garoto. — O que estavam fazendo na sala dos professores? — Questionou em um tom descontraído. 

 

 — Viemos falar com a coordenadora Woo. Pedir autorização para usarmos o prédio da escola para uma sessão de fotos. Não vai ser nada profissional, mas vamos trazer algumas pessoas de fora da escola. — O Park explicou, colocando uma mecha dos cabelos negros para trás da orelha, sorrindo leve em direção a Yuta. 

 

 — Oh. Vocês são modelos? — Perguntou não muito surpreso, afinal os dois rapazes a sua frente eram extremamente bonitos, não era difícil imaginá-los no ramo.  

 

 — Sim, mas é para uma área bem específica e não muito preferida pelo grande público. — Dessa vez fora o outro rapaz que respondera à pergunta do Nakamoto. — Desculpe não ter me apresentado ainda. Sou Yukhei. 

 

 — Yuta. É um prazer. — Ofereceu um de seus sorrisos a Yukhei, ouvindo o som do sino que indicava o início das aulas tocar. — Melhor eu ir e você também, senhor Park. A minha primeira aula é na sua sala e sabe que não tolero atrasos.  

 

 — Já estou indo. — Jisung se virou para Yukhei, enlaçando o tronco dele com os braços. — Vamos, Xuxi. Eu te levo até a saída. 

 

 — Vamos, pequeno Jisung. — O chinês falou em tom irônico, fazendo com que o mais novo o olhasse em uma expressão emburrada no rosto. — Até algum dia, senhor Nakamoto. 

 

 Yuta o respondeu com um aceno de cabeça, vendo os dois garotos se afastarem, finalmente podendo terminar o seu caminho até a sala dos professores, encontrando apenas Lenore e John conversando. Cumprimentou ambos, notando estarem um pouco sérios, por isso caminhou em silêncio até o próprio armário, porém não conseguindo desviar totalmente sua atenção da conversa que se desenrolava entre o estadunidense e a inglesa. 

 

 Nunca negaria para ninguém que sentira certa atração pelo professor de educação física gostosão. Youngho não poderia ser considerado apenas um pedaço de mal caminho, ele era o caminho todo, e o Nakamoto não pode ter ficado mais decepcionado ao descobrir que o Seo já estava em um relacionamento. Por mais que tivesse conhecido Johnny no dia anterior, Yuta não tinha vontade alguma de ver o tal namorado do grandão, ficando de certa forma esperançoso ao escutar que o relacionado dos dois não estava a mil maravilhas já havia um tempo. 

 

 Yuta não era do tipo de corria atrás de pessoas comprometidas e repudiava quem o fazia, contudo, a grande atração que sentia por John o fazia de certa forma desejar que o namoro do americano acabasse, para que assim ele pudesse investir sem culpa. Mas algo em seu amago lhe dizia que o coração acelerado e a súbita vergonha que lhe subia toda vez que o Seo se dirigia a si era muito mais do que apenas o desejo carnal que o Nakamoto acreditava ter. 

 

 

 

 

 

 Jaehyun e Jaemin arrumaram suas coisas assim que deu o horário do almoço na faculdade, se encontrando no estacionamento e partindo dali no carro do Jung. Haviam combinado pela manhã que não assistiriam as duas últimas aulas, uma vez que Jaehyun se encontrava inquieto desde a sua conversa com Youngho, na qual decidiram ir juntamente com Taeyong a um especialista em almas gêmeas e queria receber alguns concelhos de sua mãe. Afinal, ela sempre sabia o que falar para acalmar o coração de seu único filho. 

 

 Yoorin não escondeu a surpresa ao abrir a porta de sua casa e encontrar Jaehyun juntamente de um garoto do qual já havia visto outras vezes, porém não lembrava o nome naquele momento. Para a mulher, o filho deveria estar na faculdade aquele horário e pelos olhinhos perdidos de Jaehyun e a maneira como ele agarrava as barras das mangas do moletom branco que usava, deduziu logo que algo o incomodava. 

 

 Sentou os dois rapazes no sofá, se acomodando na poltrona que ficava na diagonal, pronta para ouvir e tentar ajudar o seu garotinho. Ficara inicialmente surpresa ao ouvir sobre as mudanças nas tatuagens de Johnny e Jaehyun, contudo, em seu trabalho como psicóloga já ouvira várias vezes sobre almas gêmeas múltiplas. Alguns segundos de silêncio se passaram após a explicação por parte dos mais novos acabar, com Yoorin apenas os observando até finalmente dirigir-se ao filho. 

 

 — E do que especificamente você está com medo dessa vez? — Perguntou vendo Jaehyun suspirar. 

 

 — Eu não disse que estou com medo de alguma coisa. — O estudante de design respondeu, olhando com uma expressão fechada para Jaemin ao que o rosado murmurou um “e precisa?” ao seu lado. 

 

 — Eu sou sua mãe, Jaehyun. Sou daquelas que conhecem o filho quase melhor que ele mesmo. — Yoorin se levantou da poltrona, sentando em seguida ao lado do loiro, acariciando os fios macios deste. — Agora desembucha. 

 

 — E se Johnny e Taeyong não se darem bem? Tem quatro estrelas ligadas na minha tatuagem, então tem mais alguém além do Taeyong. — Jaehyun esfregou as mãos uma na outra em um sinal de nervosismo. — Só que na tatuagem do Johnny também tem quatro estrelas ligadas e ele nunca viu o Taeyong. Isso quer dizer que tem mais pessoas e— 

 

 — Ou você e o Johnny podem ter encontrado uma das pessoas ao mesmo tempo. — Jaemin interrompeu o mais velho, cruzando os braços e arqueando uma de suas sobrancelhas. 

 

 — Para mim isso ter acontecido é impossível. — O Jung falou se apoiando no encosto do sofá. 

 

 — Não é tão impossível assim. — Yoorin assegurou. — Tente lembrar de alguma vez que sentiu uma atração muito forte por alguém e estava com Youngho junto. 

 

 E Jaehyun pensou. Incialmente não se lembrando de nada que poderia ser útil naquela situação, porém seus olhos se arregalaram levemente e um pequeno arfar saiu de sua boca ao que imagens de quando ele e John foram ao restaurante de Kim Juna para almoçarem e acabaram sendo apresentados ao neto da mulher. Doyoung era o nome dele. As feições do rosto deste ainda estavam bem vívidas na mente do Jung, juntamente a sensação de quentura subindo por seu corpo e o coração acelerando.  

 

 Tudo parecia estar mais claro para Jaehyun, o qual se perguntava como havia conseguido ser tão estúpido e não notado todos os sinais que seu corpo estava o mandando. 

  

 Saiu da casa de sua mãe quando se deu conta de que já eram quase sete horas da noite, horário do qual Johnny estaria deixando a escola onde trabalhava para ir para casa e como naquele dia em específico Jaehyun havia o levado, provavelmente estaria esperando o loiro ir buscá-lo também. Por isso, o Jung se apressou em deixar Jaemin em casa e dirigir o mais rápido que as leis de trânsito lhe permitiam em direção a Byul High School. 

 

 Youngho realmente estava o esperando em frente ao portão por onde os alunos entravam e saíam todos os dias, um sorriso se abrindo em seus lábios ao ver a figura de Jaehyun caminhando até onde se encontrava. Suas mãos foram automaticamente ao rosto do mais novo assim que este parou diante de si, os polegares acariciando as bochechas enquanto John levava seus lábios aos do namorado em um selar calmo e inocente.  

 

 — Eu demorei muito? Me desculpe. — O loiro perguntou segurando uma das mãos de Youngho em meio as suas próprias. O maior riu baixo antes de responder. 

 

 — Deixe de ser tão paranoico com horários. Você não demorou nada. — Apertou a bochecha esquerda de Jaehyun com sua mãe livre, o ouvindo resmungar baixinho. — Quando irá ligar para o tal Taeyang? 

 

 — É Taeyong. — Corrigiu o namorado, rindo leve e deixando as covinhas que John tanto amava ver a mostra. — Vou fazer isso quando chegarmos em casa.  

 

 — Então vamos logo, ou eu vou acabar tendo um ataque de antecipação aqui. — Se colocou ao lado de Jaehyun, enlaçando a cintura deste com um dos braços para caminharem juntos até onde o loiro tinha estacionado o carro. 

 

 Todavia, o que nenhum dos dois haviam notado era na presença de um terceiro indivíduo, que os observava dentro do próprio veículo. Yuta não saberia descrever com palavras o quão encantado ficara com ao ver o namorado de Youngho. Porém, por mais que os olhos castanhos claros do loiro não estivessem direcionados a si, o Nakamoto conseguia sentir a intensidade que o olhar alheio trazia. Intensidade essa que desejou ter sobre si, seja nos momentos mais impuros que sua mente conseguiu criar com a figura do rapaz, até nas situações mais banais do dia a dia. 

 

 Seu âmago ansiava por Johnny e agora por seu namorado também, e os possíveis motivos pelos quais aquilo estava acontecendo assustavam Yuta. 

 

 

 

 

 

 Se perguntassem a Taeyong quantas páginas de lojas online ele já havia aberto e quanto já gastara, ele provavelmente não saberia responder. A única coisa que o interessava naquele momento era tirar aquele sentimento de frustração de seu peito, por isso comprava tudo o que chamava minimamente a sua atenção, passando por roupas, sapatos, acessórios, objetos de decoração e até mesmo cinco fantasias eróticas, as quais sabia muito bem que nunca usaria. O carrinho de uma loja de maquiagem já somava mais de setecentos mil wons e aquela era a compra mais barata que estava fazendo no momento. 

 

 O moreno se encontrava deitado em meio aos lençóis e cobertores de sua cama, o notebook em seu colo e Ruby deitado confortavelmente ao lado do dono. Um vento leve entrava no cômodo graças a janela aberta, por onde saía os resquícios de fumaça do cigarro que Taeyong tragava. O celular vez ou outra indicava a ligação de alguém, porém ao ver que se tratava de Jinyoung, o Lee simplesmente ignorava e voltava a gastar o dinheiro do cartão de seu pai. 

 

 Rolava a página sentindo o tédio se apossar de si, parando ao encontrar um kit de quatro batons em tons de vermelho que imitavam cigarros, imediatamente adicionando o produto ao seu carrinho. Terminou a compra a tempo para ver a tela de seu celular se acendendo mais uma vez, entretanto, não era o nome de Jinyoung que estava exibido no visor, mas o de Jaehyun. Havia trocado contatos com Jaemin e de quebra pedira o número do Jung, mas não havia criado coragem o suficiente para mandar uma mensagem e agora nem precisava mais. 

 

 — Alô. — Falou ao atender a ligação, se esticando até conseguir apagar o cigarro no cinzeiro de porcelana que deixava em sua mesinha de cabeceira. 

 

 — Oi, Taeyong. É o Jaehyun. Peguei seu número com o Jaemin, espero que não se importe. 

 

 — Oh, não me importo nem um pouco. — O moreno afirmou se colocando de joelhos na cama.  

 

 — Que bom. Então... eu estou te ligando para perguntar se você não quer ir comigo e com o Johnny em um especialista. Sabe, para tentar resolver toda essa confusão com as tatuagens. — Taeyong sorriu um pouco ao notar no tom receoso da voz de Jaehyun.  

 

 — Claro que eu quero! — Exclamou. 

 

 Escolheram o dia para qual marcariam a consulta, entrando em consenso de que no sábado seria melhor para todos. Tudo estava calmo até o momento em que Taeyong se lembrou de algo extremamente importante para aquela situação, que o fez se levantar num rompante de sua cama, assustando Ruby no processo, e correr até o espelho de seu quarto com o celular ainda em mãos. Jaehyun notara a movimentação estranha do outro lado da linha e perguntava se algo havia acontecido, se preocupando ao não obter nenhuma resposta além do som da respiração do Lee. 

 

 Já Taeyong sentia um misto de felicidade e receio. Felicidade, pois, ao afastar a gola de sua camiseta e deixar sua tatuagem a mostra conseguiu constatar que havia agora três estrelas ligadas, tendo quase certeza de que o dono da terceira estrela era o rapaz que o ajudara mais cedo naquele mesmo dia. Estava determinado a ir ao restaurante/confeitaria e tirar tudo a limpo, contudo, uma parte de si tinha receio de que Dongyoung o achasse um maluco.  

 

 Suspirou profundamente. Bem, teria de tentar deixar suas paranoias de lado por um tempo. 

 

 — Jaehyun. — Chamou, acalmando o loiro do outro lado da linha, que já estava cogitando a ideia de chamar a polícia. — Você pode me encontrar nas arquibancadas da quadra coberta amanhã no terceiro horário das aulas? 

 

 — Claro, mas por que? — O Jung questionou um tanto confuso. 

 

 — Eu vou te explicar tudo, mas primeiro preciso ter certeza de que minhas teorias estão corretas. 


Notas Finais


Então meu povo, o que acharam? Comentem ae para gente interagir. Eu sei que eu demoro um pouco para responder, sorry por isso, vou tentar melhorar.

Pois então, Taeyong vai ir atrás do Doyoung e quem sabe resolver todo o rolê antes dos Johnjae.
E o Yuta sedentando o Jaehyun uiuiui.

Povo, leiam a minha outra fic aqui ó: https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-clube-de-atividades-para-omegas-16756261 ela é legal, eu prometo.

Eu também sou adm de um projeto de fics do Cravity. Então se você for Luvity (rip Crabbie) ou quiser conhecer o grupo, entra lá: https://www.spiritfanfiction.com/perfil/cravityz

É isso gente, até a próxima <3


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