História In your eyes - Capítulo 3


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eri, Hitoshi Shinsou, Hizashi Yamada (Present Mic), Nemuri Kayama, Shouta Aizawa (Eraserhead)
Tags Emi Fukukado, Eraserhead, Erasermic, Eri, Eri-cham, Hitoshi, Hizashi Yamada, Ms Joke, Present Mic, Shinso, Shouta Aizawa
Visualizações 137
Palavras 1.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello! Como vão?!
Bom, o capítulo era para ser maior, mas tive uns probleminhas essa semana e tive q "dividí-lo" para não atrasar. O lado bom: se tudo der certo vocês ganharão uma atualização extra!
Obs.: 1- Capítulo não revisado, qualquer erro por favor me avisem!
2- Alguns personagens só apareceram no mangá, mas como é AU acho que não conta como spoiler, né? hahaha Só tenham cuidado ao pesquisar sobre eles ^.~
Vou deixar de papo, boa leitura.

Capítulo 3 - Capítulo III


Fanfic / Fanfiction In your eyes - Capítulo 3 - Capítulo III

Estávamos nos jardins nos fundos da escola, matando o tempo do intervalo. Kayama havia faltado aquele dia e Hizashi não parava de falar um segundo. Não que eu achasse realmente ruim, já estava acostumado, apesar disso sempre atrapalhar meus cochilos. Eu não prestava atenção no que ele dizia, estava concentrado em seus lábios e isso me trazia uma sensação estranha. Eu amava Kayama como amiga, mas com Hizashi eu sabia que era diferente, quando estava com ele me sentia quente e meu coração acelerava. Era enlouquecedor e bom ao mesmo tempo.

Inclinei meu corpo inconscientemente e quando percebi estava tocando meus lábios nos de Hizashi. Pude sentir a maciez e o calor de sua pele. Fui tudo tão automático que nem mesmo havia fechado os olhos.

O que eu estava fazendo?! Ia estragar tudo!

Me afastei desesperado, com as mãos sobre a boca, Hizashi me olhava assustado.

—Desculpa, eu não queria fazer isso, me desculpa!

Estava para sair correndo quando o senti puxar meu braço.

—Espera! Eu quero de volta.

—O que?! – Encarei-o confuso, do que estava falando?

—O beijo que você me roubou, eu quero de volta!

Sem que eu tivesse tempo para reagir, ele me puxou para perto e roubou meus lábios em um beijo de verdade. Quando me soltou minhas pernas estavam tão moles que achei que fosse cair.

E então vieram as fotos na revista, o escândalo, a surra, a dor... Tudo aquilo acontecendo de novo e de novo, sem trégua.

—Aizawa-kun? Está tudo bem? – Hakamata-san  me sacodiu de leve para me acordar, aparentemente um cochilo inocente havia se transformado em um pesadelo.

—Estou bem, desculpe-me por preocupa-lo. – Respondi, me levantando da cadeira e esfregando o rosto. Hakamata não questionou, apenas continuou a fazer o que estava fazendo. Do outro lado da sala Hizashi conversava animadamente com Sekijiro .

Não era a primeira vez que eu sonhava com o passado, mas as coisas vinham ficando piores desde que Hizashi reapareceu. Cada dia as noites insones se tornavam mais longas e tortuosas, regadas a pesadelos.

Suspirei cansado, rumando para fora da sala. A reunião já havia acabado iria aproveitar para visitar um certo lugar. Talvez conversar um pouco distraísse minha cabeça. Hitoshi iria passar a noite na casa de um amigo, fazendo trabalho e eu poderia demorar o tempo que quisesse para voltar para casa.

Em meia hora de carro cheguei de frente ao prédio de arquitetura antiga. Apesar de velho, o prédio era bem conservado, um dos poucos orfanatos que sobrevivia no centro da cidade.

—É sempre um prazer recebe-lo, jovem Aizawa – Fui recebido pelo diretor Toshinori, com um grande sorriso. – Veio vê-la novamente? – Respondi com a cabeça. – Veio em boa hora então, o jovem Togata está com ela. A menina está bem animada.

Nós seguimos pelos corredores até a área aberta do orfanato, onde as crianças brincavam e recebiam visitas de possíveis pais adotivos. Num canto isolado estava a pequena Eri, conversando animada com um rapaz, que reconheci ser Togata Mirio. O rapaz era vizinho de Eri, do tempo em que ela ainda vivia com a família. Havia sido ele quem denunciou os maus-tratos que ela vinha sofrendo.

Deixei que Toshinori se aproximasse primeiro dela, por conta do trauma, a pequena tinha medo a aproximação das pessoas, até mesmo de conhecidos. A única pessoa por quem ela tinha total confiança era com o próprio Mirio.

—O senhor vai adotar ela? – Ele me perguntou ao se aproximar, deixando que o diretor falasse a sós com a menina.

—É o que eu mais quero. – Respondi. – Mas... tenho que falar com o meu filho antes, não sei o que ele pensa sobre ter uma irmãzinha.

—Eu acho que ele vai adorar! A Eri é uma menina muito doce e acredito que o senhor vai cuidar bem dela.- Sorriu sincero, mas logo sua expressão mudou, ficando um tanto envergonhado. – O senhor me deixa visitar ela de vez em quando?

—Tenho certeza de que ela não ficaria mais feliz enquanto você não aparecesse para vê-la.

—Obrigado!

Fiquei algum tempo brincando de bola com a pequena Eri depois que Toshinori conversou com ela. A menina permanecia animada, mesmo com o fato de Mirio ter ido embora logo em seguida. Aparentemente ela conseguia aceitar minha aproximação com mais facilidade agora e aquilo me deixava muito feliz, vê-la sorrir era mil vezes melhor do que encarar seu rostinho triste e assustado, como era no começo. Depois de quase uma hora brincando e conversando, Toshinori veio me chamar e eu o acompanhei até a sua sala.

—Eu enviei a sua ficha para a fila de adoção, Aizawa. – Ele falou após sentar em sua cadeira. – A assistente social deu um parecer positivo e, se tudo der certo, não irá demorar muito para ser aprovado.

—E-eu... não imaginei que seria tão rápido.

—Realmente, a burocracia do sistema de adoção é demorada e as vezes é até falha, mas tenho me esforçado para fazer com que as coisas andem o melhor possível neste orfanato. Essas crianças precisam de um lar. – Toshinori mantinha um sorriso e um brilho no olhar, era perceptível o quanto ele amava as crianças e queria que elas fossem felizes. – Bom, pela sua reação, acredito que nem tudo esteja tão certo ainda.

—Sim... eu tomei essa decisão quase que num impulso. Ainda não falei com meu filho sobre isso, não sei o que ele pensa do assunto e nem como vai reagir. – Respondi sincero, me sentindo culpado. Não queria passar por cima dos sentimentos de Hitoshi.

—Recomendo então que fale com ele o mais breve possível, logo será necessário agendar uma visita com a assistente social para avaliar o convívio e as condições da família.

—Esta bem, falarei com ele. Muito obrigado, Toshinori. – Levantei-me e me despedi, deixando o lugar. Precisava agora pensar em como tocar no assunto com meu filho.

Ao retornar para casa, deparei-me com um par de sapatos que não devia estar lá na soleira. Hitoshi havia retornado para casa e isso significava que algo havia acontecido, já que ele tinha dito que passaria a noite fora. Subi a escadaria preocupado e bati em sua porta.

—Entra. – Adentrei o cômodo, me deparando com ele deitado na cama, de moletom, lendo um livro, o que me deixou ainda mais preocupado, ele vivia grudado no celular e dessa vez o objeto parecia abandonado na escrivaninha. – O senhor demorou.

—Fui visitar um amigo. Aconteceu alguma coisa, Hitoshi? Você me disse que ia dormir na casa de um colega para fazer um trabalho.

—Não foi nada, a gente terminou cedo e eu resolvi voltar para casa. – Sua expressão não havia mudado, mas eu tinha certeza de que havia algo de errado, porém, não queria pressioná-lo.

—Certo. – Cocei a nuca, desajeitado. Hitoshi sempre foi um garoto muito reservado, assim como eu era quando tinha sua idade, era difícil manter uma conversa pessoal com ele, mas eu precisava demonstrar que ele podia contar comigo independente do que fosse. – Não vou pressioná-lo, mas se quiser conversar eu vou estar aqui para te ouvir.

—Valeu pai, mas eu só quero ficar um pouco sozinho.

—Está bem. Eu vou pedir uma pizza para jantarmos. – Suspirei, deixando o quarto. O melhor que eu podia fazer agora era respeitar seu espaço.


Notas Finais


E então? o que acharam?!
Enfim, como eu disse, era para o capítulo ser BEEEEM MAIOR, mas tive alguns imprevistos essa semana. Eu trabalho por conta com os meus pais e, acidentalmente meu pai cortou o próprio dedo. Ele está bem, mas precisou ficar internado dois dias e nesse tempo tive que segurar as pontas sozinha, então não deu para escrever muito. Além disso, ontem fui fazer uma endoscopia e fiquei meio dopada o dia todo. A sorte de vocês é que já tinha adiantado bastante o capítulo no fds e deu para "concluir" hoje. Enfim, se tudo der certo, como falei, vocês ganharão uma att extra esse fds com a outra metade que não tive tempo de escrever.
Obrigada por acompanharem e até o próximo capítulo!


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