História In your eyes - Capítulo 20


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kiba Inuzuka, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shion, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Gaaino, Narusaku, Sasuhina, Shikatema
Visualizações 343
Palavras 5.807
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O TERCEIRO E ÚLTIMO ARCO FINALMENTE SE INICIA!
Gente, eu sei que estou um pouquinho atrasada. Mas tive um leve bloqueio nesse capítulo. Provavelmente o de semana que vem também atrase, pois passarei dez dias sem computador. Prometo que vou tentar dar um jeitinho. <3
Enfim, boa leitura, aproveitem!

Capítulo 20 - 19. He's kinda hot


Fanfic / Fanfiction In your eyes - Capítulo 20 - 19. He's kinda hot

“Eu tão isósceles

Você ângulo

Hipóteses

Sobre o meu tesão

Teses sínteses

Antíteses

Vê bem onde pises

Pode ser meu coração”

— Paulo Leminski

.

 

O e-mail tão aguardado por Hiashi durante as duas longas semanas chegou na sexta-feira durante a tarde. Seu coração disparou dentro do peito com as palavras escritas por Shisui. Nunca pensou que esperaria tanto por um e-mail que não fosse referente ao trabalho na empresa Hyuuga, e aquela tão esperada resposta do médico havia lhe tirado o sono muitas vezes.

    A cirurgia aconteceria o mais brevemente possível — na terça-feira da próxima semana. Então, Hiashi tinha pouco tempo para terminar de arrumar tudo que havia começado desde que havia marcado a consulta de Hinata pela primeira vez.

    Mandou uma mensagem para Neji e, enquanto o esperava, respondia Shisui. Os dedos vagavam rapidamente pelo teclado, a resposta ficando um tanto mais longa do que gostaria, mas enviou segundos antes de seu sobrinho passar pela porta. Ele lia algo no celular e parecia concentrado, mas logo guardou o aparelho no bolso e focou sua atenção no que deveria.

    Encaminhou-se até a cadeira estofada na frente da mesa de carvalho. Seu tio estava sério, então provavelmente falaria de trabalho — o que não era uma novidade nas últimas semanas. Arqueou uma fina sobrancelha marrom, sentindo o celular vibrar.

    Maldita Tenten, que não parava de mandar mensagens um segundo sequer.

 

    — Aconteceu alguma coisa, Hiashi? — O tom polido nunca sumindo da voz do Hyuuga mais novo.

    — Não aconteceu nada específico. — Pigarreou enquanto se recostava para trás. — Não é novidade que eu estou ficando velho, Neji. E você sempre desejou cursar administração. Hoje recebi a resposta de Shisui. — Os olhos do mais novo se arregalaram levemente. — Está tudo pronto. O tratamento de Hinata deve se iniciar na terça-feira.

    — Isso é ótimo! É incrível. — Os olhos leitosos brilhavam de animação. — Ela vai adorar saber disso, Hiashi.

    — Não posso deixar a empresa sozinha nesse período. — Alisou os longos cabelos escuros. — Neji, quero que me deixe ser um pai decente dessa vez. Quero que assuma a empresa e eu possa agir como deveria ter feito anos atrás, antes que não reste mais chances.

    — Eu gostaria muito de estar ao lado de Hinata nesse momento. — Admitiu, mais para si mesmo que para o tio. — Mas vocês precisam disso. Obrigado, Hiashi, por confiar a empresa à mim.

    — Você é filho de meu irmão gêmeo, Neji. Confio em você como confiaria nele. — O Hyuuga respirou fundo e assentiu, retirando algumas pastas de uma gaveta. — Eu já estava planejando isso, caso a cirurgia fosse aceita. São pastas com tudo que você precisa saber.

    — Não irei lhe decepcionar. — Garantiu ao pegar as pastas, virando-se. — E Hiashi?

    — Sim, Neji? — Voltou a atenção para o sobrinho, que mantinha-se parado de costas.

    — Fico contente que tenha notado que estava errado durante todo esse tempo. — E saiu da sala em passos calmos, deixando o patriarca da família para trás.

 

    Fitou novamente o e-mail que devolveu cor para sua vida. Tentou imaginar em como Hinata reagiria perante a notícia, mas chegou na conclusão de que não conhecia a filha o suficiente para prever suas reações.

    Fechando os olhos, ele desejou que tudo desse certo daquela vez.

    Não suportaria ver algo ruim acontecer com sua filha novamente.

 

.

 

    Quando Hiashi lhe deixou na frente da mansão Uchiha no sábado, dez e vinte e dois da manhã, Hinata hesitou em tocar a campainha. Sabia que Sasuke não estava ali naquele momento, porém precisava colocar na sua cabeça que ele não era o único vínculo que tinha com a família Uchiha. Não mais, pelo menos.

    Mikoto, Fugaku, Itachi e até mesmo Sasuke haviam sido parte de sua infância. E uma parte muito importante, por assim se dizer.

    Então, com toda a confiança que não tinha, apertou o botão da campainha e não demorou para a porta se abrir bruscamente, assustando a Hyuuga. O cheiro de melão denunciou Mikoto, mas ela ficou um bom tempo observando a menina dos pés a cabeça.

    Usava um vestido bordado branco, marcado na cintura e sapatilhas. Assim como uma pequena mochila de couro preta, carregando uma muda de roupas, já que a Uchiha havia insistido que passasse a noite ali, como nos velhos tempos.

    Puxou a menor para um abraço, quase a desequilibrando e fechou a porta, já iniciando uma caminhada apressada. Hinata parecia desnorteada, mas aos poucos sua mente se iluminou, lembrando-se da quantidade de passos que precisava dar para chegar em cada coisa. Com exceção de móveis novos, a estrutura da casa parecia a mesma.

 

    — Hinata-chan, eu estava tão animada te esperando. — Confessou, enquanto ajudava a garota a sentar-se em uma banqueta. — Acordei super cedo!

    — Mikoto não me deixou dormir a noite inteira. — Se aproximou e acarinhou os cabelos escuros de Hinata, um tanto receoso de que ela não gostasse do contato. — Quer alguma coisa?

    — N-Não precisa se preocupar, Fugaku-san. — Um sorriso delicado adornou os lábios da garota. — Obrigada pelo convite.

    — Relaxe, Hinata. — Fugaku acomodou-se ao lado dela, para observar sua mulher cozinhar. — Você passou muito tempo da infância dentro dessa cozinha.

    — Não precisa agradecer, querida. — Mikoto cantarolou pela cozinha com a voz suave. — Eu estava morrendo de saudades. Fico contente que tenha lembrado de nós. E precisamos comemorar a nova fase que está por vir.

    — S-Shisui-san disse que talvez não fun… — Começou com calma, as bochechas vermelhas de vergonha, mas foi interrompida pela mão fria e grossa de Fugaku sobre a sua.

    — É, o Shisui tem razão, Hinata. — Confirmou com a cabeça, os olhos negros rasos fixos na Hyuuga. — Mas você tem uma porcentagem de chances enormes.

    — Eu espero que dê tudo c-certo. — Confessou com os olhos baixos.

    — Vai dar! — Mikoto bateu palminhas pela cozinha e beijou alguém no rosto. — Bem na hora, Itachi! Hinata-chan acaba de chegar.

    — Olá, cunhadinha. — Sorriu travesso e se aproximou, beijando a bochecha macia, o que deixou a garota vermelha como um tomate. — Desculpe, esqueço que não está acostumada.

    — T-Tudo bem. — Sorriu e levantou o rosto, mas garantiu de não fixar seus olhos onde acreditava ser os de Itachi.

    — Mais para cima. — Murmurou quando seus pais já estavam absortos em uma conversa animada.

    — O quê? — A Hyuuga pareceu ficar confusa e uniu as sobrancelhas.

    — Meus olhos. — Se aproximou um pouco. — São mais em cima, cunhadinha.

    — E-Eu não estava tentando… — Mordeu o inferior, tentando afastar o nervosismo.

    — Eu estava brincando. — Bagunçou os cabelos índigos. — Vamos fazer alguma coisa, vem.

 

    Hinata o seguiu até onde ela soube, posteriormente, ser a sala de estar. O sofá era fofo e confortável, e logo ela já estava encolhida sobre o mesmo, como se fosse ali frequentemente. Seus sapatos estavam cuidadosamente colocados ao lado e as pernas estavam dobradas de forma um tanto descuidada, mas nada que parecesse muito mal educado.

Itachi saiu por um segundo, mas logo voltou. Ele carregava uma tigela com sorvete de baunilha e duas colheres. Colocou uma na mão de Hinata com cuidado assim que sentou-se ao lado dela.

    A garota ficou sem entender e tateou o objeto, identificando como uma colher segundos depois e virou o rosto para o Uchiha, com uma expressão curiosa e indagadora.

 

    — Sorvete de baunilha, sei que é seu preferido. — Deu um sorriso lateral como só os Uchihas sabiam dar, mesmo que ela não pudesse ver. — Mikoto ainda deve demorar no almoço.

    — O-Obrigada, Itachi-kun. — Sorriu e logo atacou o doce, sem esperar uma resposta.

 

    Hinata adorava sorvete e sentiu-se surpresa pelo mais velho ainda lembrar seu sabor preferido. Era, no mínimo, surpreendente. Passava um seriado na televisão, mas Hinata não costumava parar para prestar atenção neles. Sempre preferiu os filmes, e Itachi sempre gostou mais de assistir séries longas e enjoativas.

    Ambos não se importaram em prestar atenção, na verdade. Estavam aproveitando a sensação de estarem próximos novamente, depois de muitos anos.

    Teve curiosidade de perguntar algumas coisas para o Uchiha, mas decidiu que não iria incomodar o mais velho com suas perguntas naquele momento. Não queria sentir-se, novamente, um estorvo na vida de alguém.

 

    — O que quer perguntar, Hinata? — A voz de Itachi chamou a atenção da Hyuuga.

    — N-Não quero incomodar com essas coisas, I-Itachi-kun. — Murmurou após colocar uma colherada de sorvete na boca.

    — Eu te conheço desde que nasceu, cunhadinha. E está certo que passamos quatro longos anos sem que você se lembrasse de mim, ou que nos falássemos. — Ele largou a colher na mesa de centro. — Mas eu estou aqui agora, e te conheço bem o suficiente para saber que tem algo incomodando você.

    — Como as coisas eram? — Sussurrou tão baixo que o homem mal a ouvira. — Eu me lembro, mas… Acho que por não lembrar do Sasuke-kun alguns detalhes ainda ficam em branco na minha mente.

    — Vocês passavam realmente muito tempo juntos quando você estava aqui, ou ele lá, então é natural que algumas coisas ainda não se encaixem. — Bagunçou os longos fios índigos. — Mikoto fazia vocês cozinharem um bolo com ela no dia dos namorados. Eu sempre fugia disso. — Ele gargalhou gostosamente.

    — Que tipo de bolo? — Questionou curiosa, a colher dentro da vasilha já vazia.

    — Era um bolo com massa de café e chocolate, recheado com chocolate meio amargo e morangos e cobertura de menta. — Ele recostou-se no sofá e puxou a morena mais para perto de si. — O bolo era realmente bom. Uma pena que ela não faz mais.

    — E-Então… Eu aprendi essa receita com a Mikoto? — A garota parecia realmente surpresa.

    — Sim. Por quê? — Virou o rosto para fitá-la com atenção. As bochechas tomaram um tom levemente avermelhado.

    — Foi o bolo que fiz de dia dos namorados para o Sasuke-kun. — Sussurrou e se afastou um pouco. — Mas era apenas chocolate obrigatório e…

    — Está tudo bem, cunhadinha. — Ele riu e desligou a televisão. — Falando nisso, parece que ele chegou.

 

    Sasuke carregava uma mochila no ombro e mantinha uma expressão séria. Os olhos negros estavam cravados no irmão e em Hinata sobre o sofá, de forma despojada, e um recostado no outro. O Uchiha mais velho deduziu que aquela expressão era, claramente, de ciúmes.

    A mochila fora largada de qualquer forma no chão, fazendo um barulho que assustou a Hyuuga. Os olhos perolados estavam cravados onde sabia ser a direção da porta, mas Sasuke já estava sentando-se ao seu lado.

 

    — Oi Itachi, Hinata. — Focalizou seus olhos no homem, que sorriu lateralmente. — O que estão fazendo aqui sozinhos?

    — Oi Sasuke-kun. — Ela mordeu o inferior e inclinou um pouco o corpo na direção do mais novo. — Mikoto está fazendo o almoço, então eu e Itachi estávamos conversando e comendo sorvete.

    — É, irmãozinho. — Piscou para Sasuke e levantou-se. — Vou deixar vocês sozinhos, preciso fazer algumas coisas antes do almoço.

 

    Sasuke observou com atenção o irmão mais velho sumir, indo em direção ao segundo andar da casa. Tornou a mirar a Hyuuga com os olhos ônix, fixando-os nas bochechas vermelhas e nos lábios pressionados. Não soube dizer se ela estava incomodada, envergonhada ou querendo falar algo.

    Optou por manter-se em silêncio e simplesmente passar o braço direito em torno dos ombros estreitos da morena, puxando-a até que estivesse aninhada contra si. Não refreou a vontade de beijar a testa coberta pela franja espessa, fazendo a coloração avermelhada aumentar ainda mais.

 

    — S-Sasuke-kun! — Repreendeu-o enquanto se afastava, os olhos perolados titubeavam, sem parar em um lugar fixo.

    — Relaxe. — Murmurou e bagunçou os fios negro-azulados na franja, pigarreando. — Oi, mãe.

    — Oi Sasuke, meu querido. — Hinata pôde ouvir o beijo estalado na bochecha. — Atrapalhei vocês?

    — C-C-Claro que não, Mikoto! I-Imagina. — Curvou levemente o tronco em uma reverência sutil.

    — Calma, Hinata-chan. — Sorriu afetuosa e afastou-se do filho. — O almoço está servido, crianças.

 

    Hinata deixou um largo sorriso escapar dos lábios finos ao ouvir a frase que Mikoto costumava dizer quando eram mais novos. O coração se aqueceu, sentindo-se cada vez mais confortável em estar ali, onde era considerada como uma terceira filha — e ela os considerava como uma segunda família.

    Fugaku fizera parte de sua alfabetização — e de Sasuke. Ele passava horas na biblioteca da mansão, situada no andar de cima, e os ensinava as letras e braille. Fora assim que Sasuke adquiriu seu conhecimento básico em tal coisa, pois quando criança desejava ajudar Hinata com suas tarefas — tanto as diárias, quanto na escola.

    Mikoto fizera parte de seu aprendizado na cozinha. Ela havia lhe ensinado as melhores receitas e métodos para que, aos poucos, a Hyuuga mais velha fosse se adaptando ao ambiente, sem se machucar. Ela também, antes de partir, havia lhe ensinado a cuidar de Hanabi. Além de tudo, a senhora Uchiha ainda passava horas lhe confidenciando histórias de quando Hikari ainda era viva. Da faculdade, do casamento, de quando estava grávida. Tudo era recheado de detalhes.

    E por fim, Itachi fizera parte de tudo isso. E ainda havia lhe ensinado a lidar com a dor da partida de Sasuke, com a dor de não poder enxergar o sol brilhante. Aprendera com ele a ser uma pessoa que enxergava com a alma, sem necessidade de sua visão. O Uchiha lhe ensinara, nos anos que conviveram após a partida da família dele, que não deveria ser insegura ou ter vergonha de ser cega. Uchiha Itachi havia lhe dado a maior lição de amor próprio possível, e era imensamente grata a ele.

    Quando acomodou-se na mesa, entre os dois irmãos, sentiu novamente a nostalgia invadir seu peito e aconchegar seu coração. Um sorriso delicado iluminou sua face e Sasuke segurou sua mão com firmeza abaixo do tampo de madeira, enquanto Itachi brincava com os longos cabelos índigos.

 

    — Bem-vinda de volta, cunhadinha. — Ele piscou para Sasuke, que revirou os olhos.

    — Bem-vinda de volta, filha. — O casal em sua frente disse em uníssono. Mikoto estava emocionada, com lágrimas acumuladas nos olhos negros.

 

.

 

    Estavam todos na sala. Mikoto e Fugaku dividiam o sofá com Itachi e a gata de estimação, que repousava no colo do filho mais velho. Sasuke e Hinata dividiam uma grande poltrona de veludo. Ela mantinha-se acomodada no braço da mesma, enquanto Sasuke estava sentado. Tudo por pura insistência da Hyuuga.

    Itachi parecia um tanto perdido em pensamentos, ele mirava a gata sobre seu colo enquanto alisava o pelo sedoso e negro. Os olhos amarelados lhe fitavam com atenção e logo a gata avançou para tentar capturar uma mecha do longo cabelo do Uchiha.

    Mikoto sorria travessa, agarrada ao braço do marido. Sasuke sabia que estava demorando muito para a mãe soltar algum comentário que deixaria Hinata extremamente constrangida, então estava esperando por ele a qualquer momento.

 

    — Então, minha filha… — A Uchiha começou, inclinando-se um pouco para frente. — Você tem algum namorado?

    — Mãe! — Sasuke repreendeu a mulher, os olhos negros mirando Hinata que ficava vermelha aos poucos.

 

    A hyuuga teve que se forçar a engolir o chá gelado que tomava sem se engasgar. Ela sentia olhos curiosos sobre si, lhe deixando nervosa. Sasuke arrancou o copo de suas mãos, antes que o objeto caísse no chão. Passou a torcer os dedos nervosamente.

 

    — E-Eu… É… Para falar a v-verdade, não. — Confidenciou com a voz baixa, o rosto tão quente quanto era possível.

    — Ah, isso é perfeito! — A Uchiha cantarolou, balançando o marido levemente.

    — O que? — Itachi arqueou uma sobrancelha escura, fitando a mãe e, depois, o irmão. Sasuke estava boquiaberto.

    — Digo, assim ela pode passar mais tempo conosco. — Piscou para Sasuke e balançou as mãos na frente do corpo. — Não se preocupa, filha. Foi só um comentário inocente.

    — Eu vou ir dormir na casa do Deidara. — Itachi anunciou levantando-se. — Acho que ele vem para o café da manhã.

    — Tome cuidado, filho. — Mikoto beijou a testa do filho e ele se despediu de todos.

    — Até logo, cunhadinha. — Sorriu zombeteiro para o irmão e retirou-se dali.

    — Esse moleque não toma jeito! — Fugaku reclamou, porém nunca perdendo o tom divertido.

    — Pelo menos esse tal de Deidara tem colocado um pouco mais de juízo na cabeça dele. — Mikoto levantou-se e alisou a saia longa que usava. — Hinata, me ajuda na cozinha, querida?

    — Claro. — Levantou-se e estendeu as mãos na direção de Sasuke. — Meu chá!

    — Já tomei tudo. — Sorriu e entregou o copo vazio. — Mas pode levar o copo, Hina.

    — Idiota. — Reclamou e seguiu com passos cuidadosos até onde a Uchiha lhe esperava.

 

    Mikoto lhe guiou calmamente pela casa, até alcançarem o cômodo desejado. Hinata podia sentir a brisa suave pelas janelas que ela sabia serem grandes e de vidro. A mulher se orgulhava muito de sua cozinha quando era mais nova, então teve certeza que ela havia a mantido ao voltar do Canadá.

    Ambas se postaram na frente do balcão. Hinata, incerta do que fariam ali. E Mikoto com um largo sorriso nos lábios. A Hyuuga era como a filha mulher que sempre havia desejado e nunca tivera, então seu coração — que passou tanto tempo faltando um pedaço —, agora sentia-se completo novamente.

 

    — O que acha de fazermos aquele bolo? — A morena parecia animada. — Ainda lembra?

    — E-Esse ano eu fiz esse bolo para o Sasuke-kun, de dia dos namorados. — Sussurrou com as bochechas quentes. — C-Como chocolate obrigatório, é claro.

    — E não existe alguma chance de… Você sabe, Hinata-chan. — A Uchiha cantarolou enquanto pegava as coisas nos armários.

    — Eu não sei, Mikoto. — Admitiu quando ambas iniciaram o processo do bolo. — As coisas estão confusas agora.

    — Está dizendo que existe a possibilidade? — Os olhos negros brilhavam intensamente. — Aí, eu desejo isso todas as noites.

    — N-Não sei se existe. Estamos nos descobrindo… — Sussurrou com medo que o Uchiha ouvisse-a.

    — Noto que vocês têm estado íntimos. — A Uchiha lhe cutucou com o quadril, causando uma risada na Hyuuga. — Seria ótimo se o Sasuke tivesse uma garota tão linda e boa quanto você ao lado dele, Hinata-chan.

 

    Ambas se mantiveram ali, concentradas fazendo o bolo que era tão adorado por Sasuke — que não costumava gostar de doces. As duas sequer notaram um par de olhos negros afetuosos, fixo em sua esposa e sua — quase — filha.

    O destino realmente conseguia ser surpreendente.

 

.

 

    Hinata entrou no banheiro de seu quarto e saiu pela outra porta contida no mesmo, entrando no cômodo com cheiro amadeirado e um ambiente mais pesado — muito diferente do quarto leve que estava utilizando. Ela ouviu a respiração de Sasuke na cama, e soube que ele estava acordado, apenas havia preferido por não pronunciar-se ainda.

    Os olhos negros observaram cada movimento da Hyuuga. Ela usava uma camiseta larga preta, com alguns desenhos em azul. As pantufas brancas eram fofas, e ele reconheceu como sendo de sua mãe. Os cabelos estavam soltos como sempre e ela carregava um travesseiro consigo.

    Os olhos perolados com um leve tom lilás estavam incertos e ela seguiu na direção que deduzira ser a cama, meio cambaleante. Ele abriu espaço para que ela se acomodasse de forma confortável, tudo em total silêncio. Só estando parcialmente deitada ao lado do Uchiha foi que ela finalmente se pronunciou.

 

    — E-Estou sem sono. — Sussurrou, cobrindo o corpo com o lençol grosso. — Posso ficar um pouco aqui?

    — Claro. — Ele levantou-se passando por cima do corpo da Hyuuga. — Vou colocar uma música, assim você consegue relaxar melhor.

    — Obrigada, Sasuke-kun. — Sussurrou puxando o lençol para cobrir até seus lábios.

 

    A música suave iniciou do aparelho de som, imediatamente embalando a garota. Sasuke voltou para a cama, novamente passando por cima de si, e deitou-se ao seu lado. O corpo estava coberto apenas por uma bermuda escura, sem camisa e o lençol estava jogado para o lado.

    Ela virou-se para ficar de frente para ele, surpreendendo-se em como o corpo estava próximo ao seu. Ao tocar o ombro forte, soube que ele estava sem camisa e aquilo deixou-a nervosa. Esperava, com todas as suas forças, que ele estivesse vestindo algo da cintura para baixo.

 

    — Como está se sentindo? Logo é o grande dia. — O Uchiha esticou um dos braços para que ela pudesse deitar a cabeça sobre ele e relaxar.

    — Estou nervosa, Sasuke-kun. — Confessou em tom baixo, os olhos fixos onde sabia ser os olhos negros. — Nunca estive tão nervosa em toda minha vida.

    — Vai dar tudo certo. — O Uchiha mais novo garantiu, com um breve sorriso nos lábios. — Shisui é ótimo no que faz. Assim como Itachi e meu pai.

    — Isso não depende apenas deles, Sasuke. — Murmurou baixo, mordendo o inferior de forma hesitante. — Depende do que acontece no meu organismo.

    — Talvez, se algo ruim aconteça, eles consigam driblar isso. — Acarinhou a cabeça da amiga e sorriu. — Vai dar tudo certo Hinata, confie em mim.

    — E se não der? — A pergunta sôfrega que tanto lhe atormentava escapou de seus lábios naturalmente. — Não sei se vou aguentar. Não quero ter esperanças e depois… Puff, tudo desmoronar.

    — Está tudo bem ter medo. — Puxou o corpo pequeno mais para si. — Mas dará tudo certo. E caso não dê, eu estarei aqui para te ajudar. Sua família, seus amigos… A minha família.

    — Você é um anjo, Sasuke-kun. — Brincou com um sorriso largo e radiante nos lábios.

    — Longe disso. — Garantiu, finalmente terminando com qualquer distância entre os corpos. — Se imaginasse o que estou pensando… Suas palavras seriam outras.

 

    Ela arfou, sentindo o corpo esquentar rapidamente na medida em que o calor irradiava do peito nu do Uchiha. Ela apoiou a mão no ombro largo, pressionando o local levemente. Um suspiro baixo escapou dos lábios de Sasuke, fazendo uma corrente elétrica transpassar o corpo da Hyuuga, que estava encolhida sob o lençol.

    Sasuke deixou o braço livre contornar a cintura macia de Hinata, grudando ambos os corpos. Ela sentiu a respiração contra a sua, ambas se misturando gradativamente. Os lábios quentes e finos dele roçaram-se aos seus carnudos, receptivos. Quando as línguas se chocaram, um gemido sôfrego escapou dos lábios do moreno.

Apertou os dedos na carne macia, mas não com força o suficiente para machucar — era apenas uma pressão agradável e excitante. Depois, escorregou a mão até as nádegas cobertas por uma calcinha de algodão negra e apertou-as com cuidado, arrancando um suspiro da Hyuuga, que encolheu-se contra o corpo do maior.

Conseguiu sentir com clareza a excitação de Sasuke, pressionada contra sua barriga. Não soube dizer se aquilo a agradava ou assustava, mas decidiu ignorar naquele momento. O beijo estava envolvente e ela sequer pensava em se afastar, muito menos quando a mão grande adentrou sua calcinha para conseguir segurar a carne de suas nádegas com mais firmeza entre os dedos.

    Com os hormônios queimando em seu corpo, Hinata ousou em girar o corpo até ele estar deitado com seu corpo sobre o dele. Arrependeu-se no mesmo instante que se viu sentada sobre a ereção e tão desprotegida. O beijo não se findou em nenhum momento e os sons de suspiros contidos se espalhavam pelo quarto mal iluminado.

    As mãos firmes agarraram sua cintura e Sasuke passou a auxiliar os movimentos de Hinata, arrastando lentamente sua cintura para frente e para trás. A sensação de prazer e calor se espalhou rapidamente pelos corpos que se roçavam em busca de mais contato e Hinata se viu obrigada a soltar os lábios do amante.

    As mãos foram para o peitoral desnudo, apoiando-se ali para facilitar os movimentos. Completamente absorvida pelo prazer e movida por sua sede causada pelos hormônios, sequer cogitou a ideia de encerrar aquilo antes que toda aquela sensação agoniante sumisse de seu íntimo.

    Conseguia sentir sua calcinha completamente molhada e deduziu que a bermuda fina que Sasuke usava — somente ela, sem o uso de uma peça íntima — também deveria estar molhada. Conseguia sentir com clareza o enorme volume entre suas pernas, pulsando sem parar.

    A cintura passou a mover-se mais rapidamente e os gemidos, antes muito baixos e contidos, agora eram mais altos, de forma que Sasuke tivera que sussurrar para que ela fizesse menos barulho. Mas ele estava em igual situação; movia a cintura contra a da garota e gemia alto. O suor escorria por suas costas e testa, mas ele não iria parar. Estava próximo demais para que parasse agora.

 

    — Goza pra mim, Hinata. — Ele murmurou rouco, os olhos negros fixos nas expressões de prazer da Hyuuga.

 

    Quando o corpo se remexeu, contorcendo-se sobre o seu, Sasuke soltou um longo gemido rouco e agarrou a cintura alheia com mais força, grudando o corpo dela contra o seu. Hinata tivera que morder o inferior para refrear um gemido alto e logo estava deitada sobre o corpo do Uchiha.

    Ao pegar no sono, o corpo sendo envolvido pelos braços protetores de Sasuke, Hinata sentiu-se em paz e relaxada.

    Apenas não esperava que, na manhã seguinte, aquele momento seria registrado por uma Mikoto animada e uma câmera fotográfica profissional.

 

.

 

    Pela sexta vez naquele mês — que ainda faltavam alguns dias para terminar — ele estava sentado na cafeteria do centro, aquela que era a preferida de Ino. Ela estava alguns minutos atrasada, mas isso era habitual de seu ser, já que estava sempre bem arrumada. Gaara não se importava de esperá-la, e duvidava que um dia ficasse zangado com seus atrasos.

    Mas uma coisa que lhe irritava, era o fato da Yamanaka se negar a testar novas coisas. Ela odiava a ideia de ir em alguma outra cafeteria e ter qualquer outro tipo de encontro que não fosse ali. Era como se ela gostasse de ter um ponto que lhe desse segurança máxima; estar em lugares desconhecidos era sinônimo de perigo.

    Normalmente, a loira lhe chamava para os encontros. Mas aquele fora especialmente convocado pelo Sabaku, em pleno domingo a tarde. O sol lá fora ainda estava um pouco alto e quente, mas nada que incomodasse drasticamente. A cafeteria tinha um ótimo sistema de ar-condicionados, então estava tudo bem.

    Ino entrou pela porta de vidro com um largo sorriso. Ela estava linda, com os longos cabelos loiros presos, uma maquiagem leve e usando apenas um colar dourado de acessório. Sobre sua cabeça, um óculos escuro estilo gatinho repousava, já esquecido. Trajava uma regata de seda branca e saia curta nude, com pequenos detalhes dourados e carregava consigo um casaco estilo blazer de tecido fino.

    O ruivo não conseguiu desviar os olhos dela e disfarçar sua expressão de admiração até que ela estivesse sentada em sua frente, com uma expressão curiosa e os olhos azuis fixos em si. Era difícil sentir-se tranquilo com a loira ali, parada bem na sua frente e lhe fitando como se esperasse algo.

 

    — Está atrasada, linda. — Piscou para ela e recebeu, como resposta, um chute delicado em uma das pernas.

    — Mude a frase para “está linda”, que é muito melhor. — Brincou e levantou a mão, para chamar a atenção de um garçom que andava por ali. — Estou morta de fome.

    — Então vamos pedir. — Concordou e puxou um cardápio para si, mesmo que já soubesse o que pediria.

 

    O garçom anotou os pedidos e se retirou, voltando poucos minutos depois. O Sabaku esperou com calma ele colocar as coisas sobre a mesa e sair, então fixou os olhos verdes na loira. Ela já atacava um pedaço do sanduíche que havia pedido e fechava os olhos de satisfação.

    O ruivo deu de ombros e começou a comer também. Tal coisa ajudou-o a se acalmar até que estivessem quase no fim da refeição. Agora eles degustavam lentamente o pedaço de torta que cada um havia pedido e bebericavam seus cafés.

    Ino cruzou a perna sob a mesa e ajeitou os longos cabelos loiros que estavam presos. Depois, fixou a atenção em Gaara. Ele lhe observava e parecia prestes a falar alguma coisa. A Yamanaka achara estranho o fato de ele estar tão sério naquele dia em especial.

 

    — Ino, antes de irmos… — Ele respirou fundo e bagunçou os cabelos ruivos. — Tem algo que preciso te falar.

    — Então, vamos lá. — Deu um largo sorriso, encorajando o ruivo a falar. — Sou toda ouvidos, ruivinho.

    — Estou apaixonado por você. — As palavras escaparam lentamente, com uma pausa curta entre cada uma. — Estou completamente apaixonado por você.

 

    Primeiro ele viu a surpresa se apoderar dos olhos azuis esverdeados da Yamanaka, depois ela mexeu nervosamente os dedos e arranhou distraidamente o tampo da mesa. Em seguida, ele viu a descrença e um sorriso pequeno e tristonho se formar nos lábios pintados de batom claro.

    Levaria um pé na bunda, conseguia prever isso pela expressão facial de sua acompanhante. E agora já era tarde demais para se arrepender, já havia falado o que tinha para falar.

 

    — Eu fico feliz que ache isso, Gaara. — A voz melodiosa parecia levemente forçada, e agora a expressão de desconforto dominava sua face. — Mas isso deve ser algum engano seu.

    — Ino, você está ouvindo o que está dizendo? — A sobrancelha ruiva se arqueou e os olhos verdes transbordavam aflição. — Isso não é um engano meu, definitivamente.

    — Pode estar apaixonado por isso. — Sinalizou seu rosto e corpos. — Eu sei que tenho uma boa aparência, e sou conhecida na escola por sexo fácil. — Uma risada escapou de seus lábios. — Não precisa dizer que está apaixonado, se quer transar, Gaara. Apenas pensei que houvesse outro motivo para se aproximar de mim. Pensei que poderíamos ser amigos.

    — Certamente, você tem um corpo e rosto lindos. Amo cada detalhe de você, Ino. — Segurou a mão alheia por cima da mesa, mesmo quando ela tentou recuar. — Mas amar seu físico não quer dizer que não amo seu interior. Eu sou apaixonado por todos os detalhes que compõem você.

    — Todos os detalhes que me compõem, Gaara? — Uma risada leve e irônica escapou pelos lábios pequenos. — Você deve estar pirando, só pode. Ninguém se apaixona por uma garota que metade da escola já passou a mão, ou que…

    — Nunca mais fale assim de si mesma. — Puxou-a e inclinou o corpo levemente por cima da mesa, para ficarem mais próximos. — O que você faz ou deixa de fazer com seu corpo, isso diz respeito somente a você. Isso nunca influenciaria meus sentimentos. Eu também não mereço ser amado, então?

    — Você é um homem, ninguém liga para com quantas garotas você dorme. — Deu de ombros e soltou-se, pronta para pegar sua bolsa. — Olha, chega, certo? Eu vou ir para casa.

    — E você é uma mulher, ambos somos seres humanos. Ninguém deveria ligar para isso. Eu não ligo para isso e, pelo que sei, você também não. — Ele, novamente, segurou sua mão. Dessa vez com ainda mais carinho. — Pare de fugir, Ino.

    — Não estou fugindo. Apenas… — Os olhos carregavam um brilho triste e se fixaram diretamente nos do Sabaku. — Não quero que se decepcione quando notar que não sou aquilo que pensa.

    — Eu penso que você é uma garota incrível. É linda, tem um brilho único no olhar cada vez que faz algo que gosta. Mesmo que ninguém note, você tem notas incríveis e é extremamente inteligente. Conseguimos manter uma conversa durante horas, e é muito agradável. — Pausou para acariciar o rosto delicado com a mão livre. — Você é extremamente educada, se importa com todos a sua volta e, além de tudo… Tem o sorriso mais lindo que eu já vi em toda minha vida.

    — Gaara… — O murmúrio escapou, enquanto os olhos azuis se enchiam de lágrimas.

    — Eu sei que você passou um momento difícil. — Ele respirou fundo. — Sei que sempre esteve dividida entre mim e Sai, e que passou grandes decepções por minha causa. Não vou me desculpar sobre isso. Apenas quero ressaltar o quanto te acho incrível, mesmo passando por situações difíceis. Então, por favor… Depois de tudo isso, não diga que estou apaixonado apenas por seu exterior. Também o amo, porque ele faz parte de você. Mas não é o que me faz amá-la, Ino.

 

    A loira ainda manteve-se em silêncio, processando tudo que lhe fora dito. As lágrimas que escorriam era de pura felicidade, e o Sabaku apenas não se preocupou pois isso estava claro em todas as expressões da Yamanaka.

    Quando ela finalmente voltou a falar, sua voz estava embargada e levemente trêmula.

 

    — O que isso quer dizer, então? — Quase sussurrou e, pelo barulho da cafeteria, o Sabaku tivera que se esforçar para entender.

    — Não sei o que você quer que isso signifique, Ino. — Ele trocou de lugar que estava sentado, acomodando-se ao lado dela. — Não acho que seria uma ideia maravilhosa iniciarmos um namoro agora, mas quero que a gente tenha algo. Quero que você seja completamente minha.

    — Então, você está sugerindo que a gente fique e depois cada um para o seu canto? — A voz, agora, beirava a irritação. O ruivo deu uma risada baixa e negou com a cabeça.

    — Estou pedindo para não assumirmos um namoro perante sua família agora. — As palavras saíram com calma e firmeza, enquanto o braço forte dele passava atrás de suas costas. — Quero que a gente espere a escola terminar, e aí sim iniciamos um namoro de verdade, com direito a dormirmos um na casa do outro e almoços de domingo em família. Mas isso tudo, apenas se também estiver apaixonada por mim.

    — Eu estou, eu sempre fui, Gaara. — O corpo inclinou-se suavemente e ela deixou apenas um breve selar sobre os lábios macios do ruivo, apreciando o contato. — Eu estou disposta a esse relacionamento, e a ser somente sua.

 

    Quando saíram de dentro do estabelecimento, Gaara segurava a mão de Ino com os dedos entrelaçados e carregava a bolsa feminina pelo simples motivo de que ela queria passar o tempo inteiro grudada no celular.

    Ambos riam e se olhavam frequentemente, com sorrisos nada discretos entre eles e tendo a certeza de que passariam por tudo juntos dali em diante.

 


Notas Finais


Esse capítulo não ficou como eu gostaria, mas mesmo assim adorei escrever ele. <3 E GENTE, EU SEI QUE O ITACHI E A HINATA SÃO FOFOS DEMAIS JUNTOS, MAS NÃO SHIPPEM ASDUHUASDH
Espero, do fundo do coração, que vocês tenham gostado. <3 Espero a opinião de vocês aqui.
Um beijão e até o próximo capítulo!


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