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História In Your HeartBeat - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo 1: L-1485


Fanfic / Fanfiction In Your HeartBeat - Capítulo 2 - Capítulo 1: L-1485

Dia 3 de Abril, 2050.

         


   Ligando Sistema

~Protótipo: L-1485~



Abro meus olhos vagarosamente. A primeira coisa que observo é o local. Uma sala branca cheia de janelas de vidro, com duas mesas cheias de ferramentas, fios, papéis e etc. Tudo parece um tanto "moderno". A porta é de um tipo de aço, parece resistente.



Percebo que estou em um tipo de caixa de vidro de mais ou menos um metro quadrado de largura. Observo minhas mãos, elas são um tanto grandes...talvez eu seja alto para ser proporcional com elas. No meu pulso da mão direita, havia algo escrito: "L-1485". Por algum motivo, eu sei o que significa, é o meu número de criação. No dedo médio da mão esquerda estava escrito: "Loey". Esse...eu não sei bem o que significa...



- Olá. Vejo que acordou.



Saio de meus pensamentos e olho para frente. Havia um homem entrando na sala. Olhando para ele, era possível ver que possuía 1,77 de altura, talvez...olhando assim...daria uns 28 anos...



-Não precisa ficar com medo. Bom...eu  vou me apresentar para você.- ele puxou uma das poltronas que havia na sala, pegou um controle remoto e estranhamente só com um apertar de botão, a tal caixa de vidro, que eu estava, acabou se abrindo.- Sente-se aqui. Vamos conversar.



Nessa hora, a única coisa que consegui pensar foi: "Como que eu não percebi que havia uma poltrona na sala?"


Assim como o tal estranho pediu, saio do quadrado de vidro e me sento na poltrona que estava a sua frente.



-Bom...vou me apresentar- ele se sentou em outra poltrona que estranhamente eu também não havia percebido.- Eu me chamo Zhang Yixing trabalho na empresa  Zhang Yixing Studio. Sou engenheiro de robôs, robotista...Bom, eu trabalho neste meio. Você...tem o conhecimento de o que você é?- me olhava de uma maneira muito calma. Não demonstrava expressão alguma.


- Hm...- penso um pouco- Eu talvez saiba o que eu sou...mas eu não tenho certeza do meu achismo.


- Bom, você é um protótipo novo, o protótipo "L-1485", ou como eu prefiro te chamar, Loey.



Esse deve ser o meu nome então.



- Você foi criado por mim. Fui contratado por essa empresa que estamos, chamada "SM Technology of tomorrow". Essa empresa é uma das maiores no mercado da robótica, quase a maior do mundo. Eles queriam algo novo Loey, algo que eles nunca puderam fazer, então por isso me contrataram.


- Algo novo?


-Exatamente. Um protótipo que possui algo que nenhum outro possui...algo humano.- ele sorriu de forma orgulhosa- Assim então comecei a trabalhar em você...pensei que teria que ser algo que fizesse alguma diferença. Um cérebro? Não, vocês não precisam disso, um pulmão? Não, só iria deixá-lo menos úteis, então pensei maior, algo que fosse a fonte vital de um humano, algo que talvez, lhe trouxesse novas experiências e novas sensações...um coração humano.


- Um coração...- coloco a mão sobre o meu peito. Consegui sentir algo batendo lá dentro...me sinto arrepiado e com medo. Como eu não senti isso antes?


- Exatamente.- continua com aquele sorriso orgulhoso. Ele talvez seja estranho demais.- Você é o único protótipo que possui coração no mundo...e sabe o que é mais estranho?- olho em sua direção.- Fiz alguns testes em você e percebi que isso te tornou um tanto humano...seus pensamentos são diferente de qualquer robô de exista na Terra!



Apenas permanecia parado olhando para ele. Eu tenho tantas perguntas mas por algum motivo, não consigo realizar nenhuma delas.



-Agora que você finalmente está finalizado, sabe o que irá acontecer contigo?


-Eu...-eu sabia, eu com certeza sei porém...sentia algo estranho, sentia que não era bom.


-Você será vendido Loey por essa empresa. Pediram para eu te colocar na vitrine da loja, hoje mesmo.


-Pessoas iriam me comprar?


-Exato. Você seria muito caro, muito mesmo ha. Não sei ao certo para que uso você serviria...mas sei que irá se encaixar em todos.- senti outro arrepio.


- Pode me listar em categorias de uso que eu serviria?


-Claro. - parecia um tanto impaciente. Talvez esteja apressado para me vender...deve ser isso- O primeiro é o principal de compras, são os para limpeza doméstica, se você for comprado para isso, terá que viver eternamente como um empregado, limpando e servindo seus comandantes. Existe para empregos como cuidar de crianças, trabalhar para empresas de concerto, trabalhar para a policia, etc. Por último e nem menos importante, o uso sexual também, os Humanos gastam uma boa grana em robôs para satisfazerem suas vontades. Você é especial o bastante para entrar em todas essas categorias...é basicamente um humano criado em laboratório.


-puta merda...- disse automaticamente e me arrempendi automaticamente também. Olhei para o tal Zhang Yixing, ele me olhava de uma maneira muito duvidosa. Era como se eu tivesse xingado ele de todos os palavreados possíveis.- Desculpe...eu n...


-"Você nem pensou" correto?- apenas olhei para ele. Senti o que muitas pessoas possuem...o tão famoso medo.- Eu não me lembro de ter lhe programado com este palavreado. Acho que terei que lhe revisar antes de te colocar a venda.



Só de pensar que alguém iria mexer em minha cabeça, já me deixou em pânico.



- Não! não precisa. Foi um erro meu. Eu...acordei a algum tempo na verdade- dou uma risada nervosa- E...eu ouvi algumas pessoas conversando enquanto passavam por aqui e umas delas soltou isto na conversa...eu devo ter armazenado no meu sistema sem querer.- ele ainda me olhava com aquela expressão duvidosa, mas sinto que ele caiu.


-Hm...-pensou um pouco.- Tudo bem. Vamos...- ele se levantou.


-A-ah como assim?? Aonde vamos??


-Temos que te preparar, antes que possamos te apresentar para os clientes.

~//~



Algumas mulheres começaram a me arrumar. Uma penteava meu cabelo, outra passava alguns produtos de beleza humanos em meu rosto. Me pediram para vestir um macacão de uma cor branca gelo. Por cima, eu vesti uma espécie de jaqueta meio plastificada preta, com alguns detalhes em verde água. Foi a primeira vez que me olhei no espelho...eu possuo um cabelo de cor branca, era um tanto grande, a franja chegava até as minha sobrancelhas. Os olhos eram escuros e um tanto arredondados para alguém asiático, minhas orelhas...eram grandes, me deixavam engraçado. Acho que eu entrava no padrão de beleza da Coréia do Sul.


Me levaram para uma sala onde eu entrei em outra espécie de caixa de vidro. Era uma espécie de elevador. Me sentia quase como um daqueles cantores que espera em baixo do palco, para finamente entrar e dar um show, a diferença, era que praticamente, eu ia participar de um leilão, no papel do produto que todos querem comprar.



-Pessoal hoje iremos lhes apresentar um novo protótipo, ultra raro!! nunca foi inventado algo assim em qualquer outro lugar do mundo!!!- a plateia gritava ao ouvir o apresentador.




Já em cima do palco, conseguia ver as pessoas me olhando com desejo e fervura. Me sentia...como uma carniça no meio de muitos leões.



-Vamos apresentar o protótipo L-1485!!! E iremos apresentar agora, o seu  criador, o grande mecânico robótico...Zhang Yixing!!! Pode entrar no palco!!!



O tal criador entra no palco acenando para todos que estavam lá na plateia. Era como um artista muito famoso mesmo.



- Boa tarde a todos.- a plateia continuava muito agitada em ve-lo no palco.


-Olá, seja bem vindo. Pode nos dizer um pouco mais sobre o seu protótipo?- disse O apresentador voltado ao sr Yixing.


- Bom, eu já havia trabalhado muitos meses nele, antes mesmo de receber a oferta da SM. Saber que iria colocar um órgão humano dentro dele, me deixou tão eufórico e animado, foi algo realmente muito fantástico. Depois de alguns dias pensando, decidi finalmente dar para ele a nossa tal "Fonte de sentimentos", que todos dizem que usam para amar, chamada de Coração.



A plateia foi a loucura. Era animador imaginar um robô...que possuía um coração humano, era quase loucura.



- Criei ele para ser capaz de fazer tudo, tudo mesmo. Quem compra-lo, irá aproveitar tudo e do melhor.- continuava o sr Yixing.


-Até para os que precisam se satisfazer não é mesmo?- gargalhou o apresentador.


-Exatamente.- permanecia sorrindo como se estivesse ajudando o mundo com todas aquelas palavras.



A sensação de pavor não me deixava naquele momento. Eu seria vendido para alguém desconhecido, alguém com intenções que eu nem consigo imaginar e o que mais me dava medo, são esses sentimentos que eu estou tendo. Isso deixa tudo mais complicado. Se eu não os tivesse, eu viveria facilmente como qualquer outro robô.


O apresentador voltou a falar:



- Vamos encerrar a apresentação de hoje e vocês poderam ir no local de vendas para tentarem compra-lo. Que a sorte esteja ao seu lado. Uma boa tarde a todos.



As pessoas começaram a sair civilizadamente, pelo menos isso, pensei. Eram pessoas muito parecidas, roupas estranhas e modernas, nenhuma me despertou curiosidade...mas...calma...tinha alguém lá...era diferente das outras. Talvez seja suas roupas nem um pouco chamativas, talvez seja a sua altura de provavelmente 1,74, eu...realmente não sei, mas ele me chamava atenção.


Enquanto tentava passar pela multidão de pessoas, ele me olhou. Senti um sensação estranha, não sabia o que era...não compreendi. Ele se virou e saiu pelo portão...foi embora...

~\\~


- Tem algum chute? Tô achando que pode ser aquele velho.- dizia um dos seguranças que permanecia na porta do local onde eu estava.


- Tô achando que vai ser aquela das borboletas. Ela era muito bonita, tenho certeza que de beleza, tem de riqueza também.- eles gargalhavam.



Dois seguranças, falando sobre mim e fazendo apostas para quem poderia me comprar...não sei quem é pior.


- Olá?- uma mulher entra na sala.


- Oi?- digo desanimado.


-Vim fazer uma revisão em você, dar uma arruma...


- Eu já fui comprado?


-Ah...-ela me olhou com pena- Já sim...


-Essa pessoa...parece ser boa?- ainda tinha uma esperança de ter tido sorte.


-Bem...eu não sei...-ela me olhava com pena. Já deu para entender que não era.



Ela se aproximou de mim com um pano e começou a passar em minhas mãos. Ela era uma senhora muito delicada, parecia já mais velha e estranhamente...não me dava medo. Eu sentia...algo que eu não havia sentido com ninguém daqui...senti confiança nela.



-Senhora...-ela parou o que estava fazendo e me olhou. Assim que ela me olhou, fez uma expressão confusa.


-V-você...você está chorando?-disse assustada



Passei a mão no meu rosto... é...estranhamente, estava caindo lágrimas dos meus olhos.



- Caramba...quem fez você, é realmente muito bom.- ela sorriu gentilmente.


- Por favor...- as lágrimas desciam e desciam.- Me tire daqui...eu n- não quero ir...- segurei suas mãos com delicadeza.


- Aí mas...-ela olhou em volta.- eu não posso fazer isso...- cochichou.


- Por favor, eu lhe imploro. Eu estou com muito medo. - ela me olhou apavorada.


- E-eu já volto. Vou pegar alguns adereços para colocar em você.- ela soltou suas mãos das minhas e saiu da sala apressada.



Me sentei no chão e continuei chorando. Eu não sei o que eu estava sentindo...não estava entendendo...Era uma sensação horrível.


Sete minutos depois a moça entrou na sala de forma apressada e com uma bolsa em seu braço. Ela pegou em minha mão e me entrou um bilhete. Estava escrito:




"Vamos e não diga nada."



Fiz como estava escrito. Saímos da sala. Os seguranças questionaram ela mas a mesma disse que estava me levando para os meus futuros donos e que ela era encaminhada disso. Eu não duvido de que seja verdade, porém, não acho que ela estava fazendo isso. Seguimos reto, em um dos corredores, ela me empurrou para dentro de uma sala. Foi tudo muito rápido. Ela entrou na sala também e fechou a porta.



- olha aqui...este corredor...está tendo  manutenção nas câmeras, então nenhum sistema está funcionando aqui.- ela abriu sua bolsa e tirou um moletom e uma calça- veste isso, vai ajudar na hora quando sairmos daqui.- falava muito baixo.


-Você vai mesmo me tirar daqui? Você não me conhece...- cochichei assim como ela.


- Eu trabalho aqui a alguns anos. Estudo robótica e eu sou contra a essa venda em massa de robôs...é Algo desumano. Principalmente com você.


-comigo? Por que?


-você é diferente dos outros. Eu nunca vi nenhum robô ter sentimentos como você aparentou ter...por isso vou te ajudar. Vamos não temos muito tempo, veste logo.



Pego o moletom e visto. Ele era grande mas ficou um tanto apertado. A toca do moletom, era grande então consegui esconder uma boa parte do meu rosto. Coloquei a calça e estranhamente, ela me caiu muito bem.


-como conseguiu essas roupas?


- Eu comprei para você. É um presente.


-obrigada...eu acho...


-inclusive, tenho que fazer uma coisa...não sei se vai doer mas é necessário.- ela tirou da bolsa uma faca pequena e uma chave de fenda.- Me de sua mão.



Assim fiz. Ela pegou a minha mão, e raspou a faca no meu pulso. Eu não senti nada, talvez, eu não sinta dor. Com isso, foi possível ver a parte mecânica do meu pulso, nela havia um chip, era bem pequeno. Ela então pegou o chip, tirou do meu pulso e jogou no chão.


-o que era isso?- disse ainda um tanto confuso.


-É um chip de rastreamento, depois eu te explico, vamos.



Ela me puxou para fora da salinha e andamos apressados pelos corredores. Achei que seríamos descobertos facilmente mas as pessoas só achavam que eu era algum filho esquizofrênico dela.


Já estávamos no salão principal onde havia algumas lojas e a saida, quando de repente, um alarme soou.



ATENÇÃO! ATENÇÃO! TODOS PERMANEÇAM ONDE ESTÃO. O PROTOTIPO L-1485 ESTÁ DESAPARECIDO. ATENÇÃO! ATENÇÃO! FIQUE ONDE ESTÃO.



-Merda- disse. Ela me puxou com mais força e com rapidez.



Havia muitas pessoas no local, então era impossível que os policias vissem essas duas formigas andando pela multidão. Chegando perto da porta:



-Ai merda, merda, merda.- ela tentava abrir a porta que aparentemente estava trancada por causa do alarme.


- Está trancada?


-Sim...eu não sei o que vamos fazer agora.- colocou a mão nos cabelos negros com alguns fios brancos. Parecia muito nervosa.


- Eu consigo abrir. Tenho o código de todas as portas dessa empresa, é algo que todos os robôs daqui possuem. Só um minuto.- ela se afastou da porta para que eu pudesse tentar abrir a mesma.



E felizmente, eu consegui. Assim que abrimos a porta, muitas pessoas saíram correndo, todos estavam com muito medo. A senhora me puxou e me levou em direção à uma Kombi de cor azul clara. Ela, rapidamente abriu a porta e entramos na parte de trás da Kombi.


Assim que estamos, a senhora fechou a porta rapidamente.



-Me metendo em furada de novo mãe...- disse o garoto que estava no banco do motorista.


-Baekhyun!!! Só ACELERA!!- e assim ele fez.



Baekhyun.

Baekhyun.

Baekhyun.




Eu conhecia aquele nome...eu não sei da onde, mas eu conhecia. Comecei a observa-lo a percebi que era o mesmo homem que eu havia visto na multidão, com aquelas roupas sem graças mas que estranhamente...o deixa especial. Eu realmente estava sentindo como se eu já o conhecesse faz anos, mesmo nunca tendo trocado uma sequer palavra com ele...



- Vai ficar tudo bem okey? Vou te levar para um lugar seguro.- ela disse enquanto se arrumava no banco ao meu lado. Apenas concordei com a cabeça.



Talvez eu não devesse ter pedido ajuda para uma desconhecida, talvez eu não devesse ter seguido minha intuição, mas naquele momento...para mim era necessário. Era quase como uma última chance de vida...


                              


Notas Finais


Olá queridos leitores.
Gostaram do capítulo? Espero que sim. O que será que vai acontecer? Essa mulher...é realmente boa? Veremos no próximo capítulo.
Obrigada por lerem, beijinhos :3


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