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História Inalcanzable - Capítulo 1


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Notas do Autor


Cá estou eu novamente :)

Capítulo 1 - Amore mio


"–Você é mais do sei... é mais que pensei é mais que esperava baby..."

 

Pelo visto hoje o felino está de bom humor, o observo dançar entre o fogão e o balcão da sua amada cozinha, e não exagero, ele ama essa cozinha. Ao som de Tim Maia ele agora olha fundo nos meus olhos e sorri, me deixando zonzo.

 

    –Venha aqui.

O chamo, uma ordem que ele acata perfeitamente bem.

 

      –Estou aqui, Kookie.

É um pecado ouvir essa expressão vindo dele, talvez por se encaixar melhor em sua voz. Ah como eu o queria todos os dias...

 

 

"–Eu amo você menina...eu amo você."

 

   Sentado em meu colo ele me pergunta como foi meu dia, se me alimentei e se andei bebendo água... Me sinto uma criança teimosa quando digo que preferia ter vindo logo e nem pensei na possibilidade de comer algo decente.

 

     –Ah e você, o que fez o dia todo? Treinou hoje pelo visto...Odeio quando você me desobedece e continua frequentando aquela academia de guarda roupas. Runf.

 

   Os hematomas visíveis em sua coxa me deixam muito irritado. Esse espaço é meu, são marcas dos meus tapas que devem reinar nessa pele.

 

 

–Eu fiz o de sempre, fui ao treino sim, bem alimentado e saudável, ao contrário de você, baby.

      Ele me repreendeu docemente, atrevido.

Afundei meu rosto na curvatura do pescoço daquele pecado, e me deixei ser cuidado por ele. E fui guiado até o banheiro, como uma criança cansada de aprontar o dia inteiro.

 

 

"–Juro que amo...Eu te amo, baby eu te amo..."

 

Fui despido, e cada peça de roupa tirada eu me sentia ansioso por seu toque sempre quente, e quando a última peça foi tirada do meu corpo eu o olhei nos olhos, vivos e calorosos. Ele sempre transparente e cru ao me desejar. Me empurrando até entrarmos no box do banheiro e ouvi-lo dizer: "lá vai água", meus músculos ficaram calmos e fechei os olhos apreciando o contato gostoso da água quente banhar meu cabelo e corpo por inteiro. E foi mais gostoso ainda sentir sua mão me lavar daquela sujeira toda que era o meu dia. Minha vida.

 

      –Feche os olhos, baby. Vou lavar seu cabelo, está enorme por sinal..

 

Sorri nostálgico com sua fala. O aproximei mais ao meu corpo, molhando suas vestes e ele não se importou.

 

        –Te incomoda? Posso cortá-lo depois...

      Disse enquanto roçava meus lábios nos seus olhos fechados, quanta saudade.

 

        –Não se atreva! Eu tenho facínora quando ele fica assim, te deixa com um ar tão.... selvagem!

 

A sua risada gostosa ecoou pelo banheiro, me tirando o fôlego, como pode ter esse sorriso tão espontâneo ?!

 

       –Selvagem é?

  Perguntei arqueando as sobrancelhas. Ele abandonou o doce menino e deu lugar ao demônio que me possuía com maestria. Um sorriso sem pudores..

 

        –Sim, parece um leão, porém, com a sua personalidade vejo mais como um zangão. Chato.

 

    Eu ri como há muito tempo não fazia. (Dias que foram como séculos).

Consegui dizer em meio aos risos e o olhar confuso dele ao me ouvir rir alto:

 

 

       –Amor você estragou o clima, porra. Eu estava me sentindo um predador e você simplesmente mandou minha fantasia ir a merda.

 

 Olhou-me, pondo o meu cabelo para trás e disse de uma forma tão inexplicavelmente sedutora.. Enquanto eu me aproveitava em tirar seu blusão encharcado que era a única peça que usava no corpo:

 

       –Um predador? Ah sim um alfa...sabe, para um zangão a uma abelha rainha, me faça sua 'queen bee' baby...

 

     Eu o olhei e seu corpo se curvou para trás em um ângulo perfeito para que eu me alimentasse do seu peito branquinho destacando a pequena tatuagem de um coelho  jogando os braços por cima da cabeça completamente entregue...a mim. Eu fui ao paraíso com aquele ato.

Eu o fodi, me enterrei em seu corpo como um animal sedento por alívio, arranquei gritos, gemidos e palavras carregadas de desejo sujo.

 

      –Ah baby eu estou quase lá, isso é AH...

  

 Era sempre satisfatório vê-lo gozar, sua expressão se torna tão desesperada e seus sussurros se resumiam em:

 

       –Disgraziato...madona mia...

 

 

Seus sotaques italianos sempre aparecem mais fortes quando transamos.

Me enfiei mais algumas vezes naquele corpo em chamas, e encontro o paraíso que é sentir meu pau o inundar. Com as pernas ainda enganchadas na minha cintura, agora bambas ele sorri.

 

        –É sempre surpreendente lhe dar banho, amore mio..

 

Nós rimos juntos com as testas unidas e satisfeitos.

 

         –Você nunca resiste, não é mesmo pequeno? Um verdadeiro vadio..

 

 Sussurrei em seu ouvido e o senti tremer, era o gatilho. Meu belo homem amava ser chamado em momentos como esse de "vadio". Com o rosto grudado na minha bochecha ele se esfregou em mim com força, arranhando minhas costas. Apertei sua bunda enquanto simulava estocadas lentas em sua entrada necessitada. Seu uivo de satisfação era minha perdição:

 

         –Foda esse vadio então, baby...Agora e AHHH!

 

Sorri.

 

        –Segure-se..

 

O penetrei duro e forte, fazendo com que suas costas se chocassem na parede. E assim seguiu nossas próximas 2 horas...

 

 

                       ~...~

 

Depois de ter me dado banho e confesso um banho bem dado, se me entendem bem, me alimentou com sua especialidade a famosa "macarronada da Mama", me examinou como se eu fosse um de seus patéticos pacientes, e constatou que eu precisava de: "você com certeza está anêmico, por que não acrescenta mel em suas refeições?", eu me senti confuso, porém, nada que vem dele é realmente puro, andou em direção ao quarto e me chamou:

 

         –Não vem? faça companhia a sua 'queen bee'? Sim, Kookie?

 

Saiu rebolando aquela bunda farta e minha. Eu disse que nada vindo dele é puro.

Dançamos juntos a nossa voz favorita, Janis Joplin provavelmente seria a nossa paixão secretamente doce. 

 

      –Ti amo, amore mio..

 

Meu coração sussurrou aquilo que a semanas ansiava em dizer novamente. E saltou ao ouvir sua forma em dizer que também era meu.

 

         –Solo tuo, baby..

 

Tão meu.

 

                  ~...~

 

E naquela manhã, eu o olhei dormindo tranquilamente. Meu peito pesava como quando adolescente pensando "eu o amo tanto, como posso viver algum miserável dia sem tê-lo?", a nostalgia me tomava os sentidos. O deixei. Sonhando. Rezando para que eu seja o seu sonho.

 

                   ~...~

 

Naquele escritório vazio agora, eu me encontrava em "casa"... Sentindo o frio que era viver daquela forma. Sem ele. Verdadeiramente. Descaradamente.

 

     –Querido? Já está em casa, ah eu te amo tanto, morri de saudades!

 

Usei meu melhor sorriso, muito usado para pactos com falsos inocentes.

 

      –Anram, eu também Meila.

 

ARGH!

 

Eu sou um descrente, longe do senhor. Mas todos os dias ando rezando para ser somente dele..

 

 

     –Me ame ainda quando eu regressar, amore mio.

 

Sussurrei perdido nele em pensamentos, fui tirado do meu lar irreal. Com a voz de Meila, a minha esposa.

 

 

        –Nada Meila, como estão as coisas por aqui?

 

Pergunto.

 

         –AMOR VOCÊ PRECISA PARAR DE FALAR SOZINHO!

     

 

 

Por Deus...

Eu preciso voltar para casa, para ele.

 

 

 

                    ~...~

 

Sozinho novamente. Eu mereço, um preço justo a ser pago. Dio santo, como amo aquele homem.

 

          –E mais uma vez o seu pai vai ficar sem saber sobre você, mio bambino. Perdona tuo padre, sí?

 

 

 

 

 

               "Você devia correr até ele, antes que se torne apenas uma memória vaga."


Notas Finais


E é isso o-o
grata <3


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