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História Inazuma Eleven: Road for Redemption - Capítulo 2


Escrita por: supericebr

Notas do Autor


Continuando essa história e torcendo que seja boa, bom proveito da minha falha!

Um portal acaba de ser aberto em uma rua vazia à noite, quem será que passou por ali?

Capítulo 2 - Membros novos e uma pessoa estranha no ninho!


Fanfic / Fanfiction Inazuma Eleven: Road for Redemption - Capítulo 2 - Membros novos e uma pessoa estranha no ninho!

???: "Tem certeza que é aqui? Acho que voltei muito ao passado, Sol."

Uma coruja bem estranha falava em um comunicador, estava nas ruas de Albion Alley, sozinho e bem perdido. Por sorte não tinha ninguém para suspeitar da coruja verde-água humanóide andando pela área e olhando pelos cantos.

Sol: "Sim, esse é o ponto onde você deveria estar, e não me chame pelo meu nome Rey! Sou seu superior e não seu amigo." - Uma voz séria e bem irritada veio desse aparelho.

Rey: "Blá Blá Blá. Tão importante. Apenas me diga o quê tenho que fazer por aqui....ainda não me sinto a vontade com humanos!" - A coruja debochou, parando de frente a um prédio abandonado e bem sinistra, o deixando com medo.

Sol: "Consigo até sentir que você tá com medo de alguma coisa, achou o que aí?"

Rey: "Bem...uma casa abandonada...mas não vou entrar ai! Você não me disse qual a minha missão desde que me elegeu como viajante do tempo!"

Sol: "Se me deixasse falar antes de se jogar no portal! Você precisa encontrar o time de futebol da Lowton College High. E entrar nele."

Rey não entendeu muito, por que ele deveria entrar no time de futebol? Isso afetaria a linha do tempo se ele atrevesse a cometer tal ato. 

Rey: "Mas isso vai afetar a história?" - Ele discutiu, aflito de talvez acabar com própria vida.

Sol: "Apenas escute! Sim, isso vai afetar o tempo, mas é necessário para acabar com a guerra e com esse futuro horrível! Apenas se transfira nessa escola e acompanhe eles até o ponto onde os nossos inimigos vão atacar."

Rey: "Mas...como vou fazer isso se não sou um humano? Eles não vão suspeitar?"

Sol: "Claro que vão! Não é todos os dias que você vê uma coruja gigante nas ruas! Por isso, ative a camuflagem da sua armadura!"

Fazendo o que seu superior disse, ele apertou o botão azul no meio da sua armadura, uma luz verde brilhou nele e ele levitou um pouco, e Rey começou a se transformar em um humano.

Suas penas desapareciam e eram substituídas por pele, seu cabelo foi enrolado em um rabo de cavalo e a frente parecia asas de uma ave. A transformação estava completa ao ter roupas sendo colocadas em seu corpo nu.

Aterrisando no chão, Rey deu uma olhada no seu novo corpo, que era atlético mas parecia feminino demais para ele.

Rey: "Eu pareço uma garota! Que isso Sol! É umq brincadeira de mal-gosto!" - Rey reclamou indignado no comunicador.

Sol: "Combina com você! Agora dorma porque você terá uma aula amanhã."

Rey: "Não sei nem andar nesse corpo direito! Como vou dormir a noite? Me explique, não dá para fazer isso, EU SOU A PORCARIA DE UMA CORUJA!"

Sol: "VOCÊ CONSEGUE SE ADAPTAR, AGORA RALA E SÓ VÁ FALAR COMIGO DEPOIS DE ENTRAR NAQUELE LUGAR! CEREBRO DE PENAS!" 

Se auto-desligou, apertando muitas vezes para religar, Rey joga o aparelho no chão com raiva.

Rey: "EU ODEIO AQUELE FALCÃO MALDITO! ME JOGA NO MEIO DE UMA RUA ESCURA E AINDA PEDE PARA EU ENTRAR NUM TIME DE FUTEBOL, JURO QUE QUANDO EU VOLTAR, VOU MATAR ELE!" - Rey pisou no chão, mas se desequilibrou logo depois por não estar acostumado em andar com sapatos.

????: "Você é um bebê crescido ou algo parecido? Não consegue andar normalmente?"

Rey: "Tente fazer isso na primeira vez que tem essas pernas....espera. QUEM DISSE ISSO?!" - Ele olhou para todos os lados.

Uma garota de cabelos longos e loiros, vestindo uma roupa de colegial, pele bromzeada e olhos verde esmeralda. Caminhando em frente a Rey e parando com as mãos na cintura.

????: "Tsk. Não é acostumado a usar seu cérebro?"

Rey: " Pode parar de me zoar e por favor ajuda a me levantar? É mais difícil do que você pensa!"

???? apenas o pega no braço e o levanta, torcendo ele e fazendo sentir muita dor no processo, depois ela começou a ir embora.

Rey: "Ei! Aonde você está indo? Não pode me guiar pelas ruas não?!"

????: "Não ajudo estranhos, principalmente idiotas pobres que nem você." - Ela falou rudemente, virando o cabelo em estilo.

Rey: "Então porque me ajudou a levantar? Você é uma hipócrita!" 

????: "...não é da sua conta. Adeus." 

Rey: "Pelo menos me diga o seu nome! Ninguém não teria um pingo de decência para sair sem dizer seu nome!"

????: "Meu nome? Incrível que você não conheça. Olívia Salvatore, filha do organizador do torneio de futebol juvenil mais conhecido deste país! E o quê eu faço com as pessoas não importa!" 

Rey: "Meu nome é Rey Ambrose, posso lhe fazer uma pergunta? Por quê tá na rua sozinha?" - Rey girou o pescoço como a coruja que é.

Olívia: "Eu....apenas esqueci de ligar para meu pai mandar alguém para me buscar. Só isso. E por quê você está na rua tão tarde também....?" 

Olívia se virou e viu Rey com o pescoço girado em 180°, ela se impressionou, com essa reação, ele volta ao normal e sorri nervosamente.

Rey: "B-Bem, vamos dizer que não tenho onde ficar...." - Tímido, começa a brincar com o pé e ter seus braços para trás.

Olívia: "...Sei....e esse negócio ai no chão?" - Ela aponta para o comunicador.

Escondendo no bolso, apenas balança a cabeça em negação, ele não podia contar sobre sua missão para ninguém, isso quebraria o código que ele seguia, então Rey começou a pensar em uma boa mentira para se sair dessa furada.

Rey: "Isso é só....um brinquedo! É para meu irmão, ele ama tudo que tem haver com espiões!"

Olívia: "Você tem um irmão? Como pode deixar ele sozinho e ficar na rua tão tarde?!" 

Rey: "Ele está em casa, mas eu me perdi no caminho de volta por causa de um acidente que tive e me tirou da minha rota normal."

Olívia: "Mas...você não falou que não tinha lugar nenhum para ficar?"

Rey: "Lugar nenhum quero dizer na cidade, não em geral."

Olívia: "Então....onde você mora?" - Seus olhos se estreitaram e encararam nos deles.

Pensamento - Rey ON

Que droga...como posso mentir agora?! Ela vai suspeitar que não sou daqui pelo meu jeito e o fato que não conheço essa cidade!

Pensa Rey! Usa sua maravilhosa cabeça! Talvez Olívia engula se eu dizer que aou de uma outra cidade...? É! Talvez ela vá!

Pensamento - Rey OFF

Rey: "Okay, okay! Venho de uma outra cidade e não tinha essas coisas vendendo lá, então viajei até essa cidade e estou perdido, sim eu sou um irmão horrível, feliz?!"  

Olívia: "Sim, você é um irmão horrível...bem, boa sorte em encontrar seu caminho de volta."

Ela se retirou, Rey deu a língua para ela e depois suspirou, olhando para baixo por um momento, se virando para a casa abandonada, em um clima bem sinistro, começou a chover e um relâmpago estrondou.

Rey: "Droga...acho que vou ter ficar aqui por algum tempo..." - Ele entrou na casa e fechou a porta.

Era bem escuro, mas com a visão noturna fazia tudo ficar mais fácil, Rey achou um sofá e se deitou nele, encarando o teto sem mesmo um mínimo senso de sono.

Isso...vai ser um longo processo....

Muitas horas depois....

Lowton College, 09:18

Uma pequena luz apareceu em um dos cantos mais discretos do colégio, Rey se teleportou até o prédio com o uniforme, bem cansado e com algumas olheiras como se nunca dormisse.

Rey: "Juro que não vou tentar pregar os olhos a noite...simplesmente não é do meu ser...de qualquer jeito! Preciso ir a essa maldita aula, nem aqui me safo de escola!"

Ele prosseguiu até a frente da escola, mas não sabia onde ele devia ir, Daniel o vê e chega perto para ajudá-lo.

Daniel: "Olá, você é novo aqui?" - A presente do conselho estudantil perguntou.

Rey: "S-Sou sim, meu nome é Rey Ambrose e não sei qual a minha sala...pode me ajudar?..." - Ele falou calmamente, atuando como se fosse um colegial tímido e confuso...se bem que ele já estava com o segundo adjetivo.

Daniel: "Claro! Já que as salas 8-B e 7-C estão ocupadas, então você deve ser da mesma sala que eu!"

Rey: "Legal...posso saber o seu nome...?"

Daniel: "Sou Daniel de León, prazer em te conhecer Rey." - Daniel deu um sorriso.

Pensamento - Rey ON 

D-Daniel?! A-Aquela que organiza nossos planos, quais são as chances de eu encontrar ela aqui...?

Claro...é o passado...mas por que ela taria nessa escola....não faz muito sentido já que ela tinha muita influência antes das guerras acontecerem....

Isso significa...que vou encontrar o nosso líder por aqui...?

Pensamento - Rey OFF 

Os dois foram para a sala de aula, ela se dirige ao seu lugar junto ao de um garoto de cabelos pretos e alto em estatura, de braços por trás da cabeça bem despreocupado.

Antes da aula começar, o professor chama Rey para ir pra frente de todos, ainda com seu disfarce tímido, ele anda devagar e vê alguns garotos o olhando de uma forma estranha.

Professor: "Gente, temos uma nova aluna, Rey Ambrose estará assistindo nossas aulas a partir de agora, sejam legais com ela."

Rey: "G-Garota?!" - Se espantou baixinho para não chamar atenção. - "Sério Sol, por quê meu corpo humano tem que ser tão feminino...."

Professor: "Você pode se sentar...ali. Perto de Orion."

Ele se senta na terceira fileira, perto de um menino de cabelos azuis e ondulados. A aula era bem chata, e Rey não conseguia bater o seu cansaço, quase fechando os olhos e se estapiando para ficar de pé.

Rey: "Como posso superar meu sono..."

Em um momento, ele fechava os olhos e começava a cochilar, mas foi acordado pelo sinal. Se via em uma sala vazia com apenas 3 pessoas conversando.

Rey: "Uh? O quê?...eu dormi?" - Disse se levantando da cadeira.

????: "Dormiu e perdeu um pouco da aula. Mas relaxe, essa aula consegue botar muita gente pra dormir de qualquer jeito."

Quando Rey se vira, ele vê aquele mesmo garoto que estava conversando com Daniel, junto com a mesma, e ele ficou tão espantado que tropeçou e caiu para trás, derrubando duas cadeiras.

????: ".....Bem, isso foi estranho." - Foi ajudar Rey a se levantar.

Rey: "Desculpa...é que você me assustou sabe?.."

????: "Sem problemas, eu que devia ter sido mais cuidadoso, meu nome é Matthew Allen, prazer em te conhecer Rey." - Ele se introduziu com um sinal de paz.

Daniel: "Você não tinha um treino para fazer? Eles não vão fazer muita coisa sem seu comando."

Matthew: "Hoje não, vamos procurar mais pessoas para entrar pro clube, o problema é como a gente vai fazer isso."

Daniel: "Colocar pôsteres ao redor do colégio?"

Matthew: "Não ia dar muito certo...quem ler esse tipo de coisa hoje em dia? E quem iria sair de um clube para um que costumava a perder?" - Disse encolhendo os braços.

Daniel: "Ei! Você saiu de um colégio importante para vim para aqui!" - Disse Daniel protestando.

Matthew: "Tive meus motivos, também não foi por querer! Ainda sim, como a gente iria atrair gente para entrar pro clube?"

Rey ia começar a falar até alguém tocar os ombros de Matthew, era Orion que estava atualmente no clube de astrologia, usando óculos azuis e um estilo exótico que parecia de um personagem de anime.

Orion: "Hey, eu poderia entrar para o clube? Vi vocês ontem e como jogaram e, meio que queria tentar jogar.." - Ele falou timidamente.

Matthew: "Claro! Me diga que posição você gostaria de jogar e tá dentro!" - Falou entusiasmado, com os olhos brilhando de alegria.

Orion: "Acho que, lateral direito é melhor para mim.."

Matthew: "Fechou!"

Rey: "Posso entrar também? Queria entrar para o clube.."

Matthew: "Yep! Mas...precisam fazer uma coisa antes."

Orion & Rey: "Qual é?"

Campo de futebol, 10:25

Matthew, Rey e Orion estavam no campo para um desafio, se conseguissem tirar a bola dos pés de Matthew e marca um gol, entrariam no time.

Uma multidão, mais composta só por garotos, vieram para observar Rey, que não aparentava muito feliz com tanta atenção dirigida.

Rey: "Te odeio Sol...ainda não gosto dessa minha aparência feminina.." - Reclamou, olhando para seus admiradores.

Matthew: "Muita pena daqueles que não sabem ela é um homem. Muito bem! Vocês dois!"

Eles se preparam para começar a jogar, Daniel apitou e Rey foi rápido e tentou tirar a bola com um carrinho. Mas Matthew virou-se junto com a bola.

Matthew: "Foi uma boa tentativa." 

Mas Orion apareceu por trás e brigou para recuperar, mas ele dá uma carretilha.

Orion: "Ele é realmente bom..."

Rey: "Mas eu sou melhor!" - Partiu para cima e dá outro carrinho.

Pulando com a bola nos pés, ele passou para Orion que se surpreendeu e deixou passar por ele. Frustrado, foi pegar mas Matthew chegou primeiro, ficando na sua frente.

Rey: "Como que-isso é impossível!"

Matthew: "Não para mim. Agora tente me pegar!" - Ele começou a correr até o outro gol.

Orion fica na frente e o bloqueia no intuito de parar-lo e fazer Rey pegar a bola. O próprio o empurrou no chão e ficou de frente, tirando e começou a avançar.

Orion: "Nós somos da mesma equipe! Precisavam fazer isso?!"

Rey: "E daí? Preciso ganhar esse desafio a todo custo!" - Tomou a bola e foi correndo para o gol.

Fora da grande área, Rey gira a bola e vento está sendo puxado para ela, uma aura verde a toma e eleva até o céu. Ele pula alto e aparece na frente.

Artemis' Arrow!!!

Chutou com a sola do pé, fazendo a bola disparar e criar uma forma de flecha. O impacto fez que a areia seguisse com o vento ao redor.

Rey: "VAI!!!!" - Gritou alto para a bola.

A aura sumiu após atingir o fundo das redes, efetuando o gol lindamente e fazendo o público se impressionar, Rey se virou e sacudiu o seu rabo de cavalo em uma forma estilosa e arrogante, olhando para Matthew com um sorriso de canto.

Rey: "O quê achou? Não mereço entrar para o time?" - Falou com muito certeza e arrogância, com o braço na cintura.

Matthew: "Olha. Você foi de 8 a 80 bem rápido comigo, mas como a gente precisa de jogadores e, conseguiram pegar a bola de mim, não posso recusar." - Se virou e seguiu até Daniel.

Ele foi até Orion que estava no chão, estendendo a mão e o ajudando depois da queda que tomou.

Orion: "Deixa eu adivinhar, não entrei né..."

Matthew: "Nope, você faz parte do time agora. Meus parabéns."

Orion: "Por quê...? Não consegui tirar a bola de você..." - Olhou para baixo bem triste.

Matthew: "Verdade, mas você tem um potencial para ser um bom jogador, só precisa de um pouco mais de auto-confiança."

Rey: "Ei! Como ele passou?! Nem conseguiu tirar a bola de você e marcou um gol!?"

Matthew: "Mas ele não é uma pessoa arrogante que nem você." - Pegou a bola e andou para fora do campo.

Rey:: "Mas que?! Volta aqui!-"

???: "Parado ai mesmo! Nem mais um passo!" - Alguém falou no meio da multidão.

Quando se virou para ver quem disse isso, a pessoa saltou, deu um duplo twist carpado no ar e aterrissou no meio do campo. Era uma menina com cabelo castanho claro bagunçado, boné laranja com um logotipo C azul e uma faixa rosa no pulso. 

???: "Você ai! Com uma bola na mão! Quero te desafiar também!" - Falou a garota de uma forma um pouco rude e assertiva.

Matthew: "Eu? Por quê quer me desafiar?" 

???: "O motivo é simples! Quero entrar pro seu timinho de nada, mas quero vencer o mais forte deles, que é você!" - Apontou para Matthew fazendo uma cara não muito alegre. 

Matthew: "Não preciso provar nada para tipos que nem você."  - Friamente, começou a sair.

???: "Então é um covarde inútil?" 

Bem no último degrau, Matthew parou e encarou ela com ódio. Alex e os outros jogadores chegou e viram no campo a garota, se espantando com a aparição dela.

Alex: "CAMILLE, QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO?!"

Camille: "Apenas provando que continuou sendo a melhor, nenhum novato vai mudar isso!" 

Jace: "Mas você não tem nenhuma chance contra ele, nunca que Matthew iria aceitar esse desafio!"

Uma bola foi atirada, Camille pega a bola com as mãos e Matthew desce de volta, Rey se retirava e sentava no banco junto a Orion e Daniel.

Daniel: "Espero que ele não dê muito de si..." 

Rey: "Não acho que ele vai levar a sério, apenas olhe para ela, é claro que vai perder."

Daniel: "Nunca se sabe né.."

Matthew: "Quais são as regras." - Perguntou sem muito interesse.

Ela deixou a bola cair no chão, e apontou para o seu lado do gol.

Camille: "O primeiro a fazer um gol ganha, se você ganhar, entrarei no seu time patético de futebol!"

Eric: "PATÉTICA É VOCÊ! NÃO XINGUE A GENTE QUANDO NÃO TEMOS NADA HAVER COM SEU CIÚMINHO!!!" - Acabou estourando, se debatendo para ir até lá em baixo, mas Sean estava segurando ele, o quê o irritava ainda mais.

Sean: "Eric! Se acalma! Ela não quis dizer isso!"

Camille: "Queria sim!" - Falou ao fundo para deixar claro.

Eric continuava a debater para se livrar do boxeador, até o mordendo na mão, Sean apenas ficou firme e aguentou a dor até ele cansar.

Eric: "Espero que mantenha a minha honra Matthew!"

Jace: "Mas que honra você tem?" - Perguntou de uma forma sarcástica, mas também com um pouco de sinceridade.

Eric: "Tá no lado dela ou o quê?!" 

Jace: "Nenhum dos dois?" - Deu-se de ombros, voltando para a partida.

Matthew: "E se eu perder?"

Camille: "Terá que abandonar o futebol para sempre!" - Exclamou bem confiante, ela realmente estava sugerindo aquilo para alguém que jogava aquele esporte desde criança?

O publico se espantou, as pessoas no banco, até os membros do time não acreditavam no que ela havia dito, Matthew nunca iria aceitar parar de jogar por causa de uma menina birrenta. Ele engoliu seco e acenou a cabeça.

Sean: "Ele...aceitou?! Não acredito!?" 

Alex: "Ai por quê não a impedi quando antes de vim para cá..."

Daniel apitou, fazendo algumas embaixadinhas, começou a mover para frente, Matthew avançou para pegar a bola dela, ficando de frente e tentando prever seus próximos movimentos.

Camille: "Não pode prever onde eu vou, está lutando com a rainha da imprevisibilidade!"

Ela saltou para frente, dando uma pirueta, mas Matthew retirou a bola de seus pés  com a cabeça, a chocando, aterrissa no chão e o olha com choque.

Matthew: "Rainha da Imprevisibilidade? Talvez. Mas sou o deus dela. Tente defender seu posto agora." - Correu para frente, pronto para executar sua técnica especial.

Camille ficou fazendo mortais para chegar até ele, no último ela deu salto mortal alto e fez um carrinho, desarmando Matthew e tendo em posse a bola em seus pés novamente.

Camille: "Veja e aprenda." - Se virou e foi para frente.

Ela chuta a bola no ar e depois com o joelho, pulando e chutando de novo na bola com o calcanhar, a bola fica laranja e vai até o gol.

Heel Kick!

Matthew faz um esforço para alcançar e tirar, mas era rapido demais e ia diretamente para o gol, a expressão de preocupação e medo era visível no rosto de todos exceto de Camille. 

Rey: "...." - Rey ficou em silêncio, fechando os olhos para não ver o gol sendo feito.

Bem perto, a bola foi e....................................atinge bem no travessão! Rebatida de volta no chão, Camille não acredita que errou o chute, Matthew pega a bola e dá um respiro de alívio.

Rey: "E-Ela acertou o chute...?" - Rey gaguejou, abrindo um dos olhos para dá uma espiadinha.

Orion: "Errou...acertou bem no travessão...."

Rey: "ACERTOU BEM NO TRAVESSÃO?!" - Ficou boquiaberto junto com a audiência no fundo.

Camille: "Impossível..."

Matthew lança a bola no ar e seu pé encheu de faíscas, pulou e deu um chute de bicicleta, fazendo a bola disparar como um raio.

Lighthing Bicycle!!!!

Camille estava parada, a bola passou perto dela e atravessou as redes, marcando um gol. Ela cai de joelhos e olhou para o chão chocada.

Camille: "Impossível....como eu errei...." 

Daniel: "Está acabado! Matthew é o vencedor do desafio! Significa que Camille entrará para o time de futebol!" - Ela anunciou depois de ter apitado.

Matthew: "Uma lição, se for jogar com a gente, baixe um pouco o seu ego. Só assim posso acreditar que você é a melhor." - Se retirou após comentar, pegando a bola de volta e subindo as escadas. - "Ei! Não vão ir até a sede? Temos que apresentar os novos intregantes!" 

Ele saiu e foi para o clube, com o grupo seguindo eles, a platéia saiu e Camille andou até esse lugar e bateu bem na porta.

Sede, 10:42

Daniel: "Hoje, quero oficializar o nossos novo integrantes! Primeiro, Rey Ambrose, o nossa nova atacante!"

Matthew: "É um homem!" - Matthew respondeu lá de trás do clube.

Daniel: "É um garoto?! Mas parece tanto uma menina..."

Jace: "Até suspeitei disso mas. Como você sabe que é um homem."

Matthew: "Ka-ze-ma-ru, isso não te lembra algo?"

Eric: "Saquei já...sempre achei que ele era ela..." - Eric parecia decepcionado por alguma razão.

Rey: "Eu ainda consigo te ouvir sabia!"

Matthew: "Nunca disse que você era surdo."

Daniel: "Orion será o nosso lateral-direito, dê boas vindas para ele por favor."

Orion: "Espero ser útil para vocês..." - Falou sem muita confiança, segurando o seu braço e olhando para o lado com medo.

Eric: "Você será útil! Ninguém pode ser inútil nesse time!"

Alex: "Principalmente quando a gente era muito ruim antes, não como se melhorou muito desde então." - Alex sussurou para Sean, que riu um pouco.

Daniel: "E, por perder o desafio, Camille estará jogando com a gente."

Camille se sentou na parede em posição fetal, bem decepcionada e triste.

Camille: "Como eu errei aquele chute....era tão facil....." - Ficou se lamentando enquanto chorava baixinho.

Alex: "Talvez se alguém aqui lembrasse a parte que a pontaria deles é muito ruim, talvez teriam pensado duas vezes antes de desafiar um jogador de futebol!" 

Ela deu um tapa na cara dele, segura pela gola e começa a balançar ele de um lado para o outro.

Camille: "MINHA PONTARIA É PERFEITA SEU BABACA DESGRAÇADO! A CULPA É SUA DE TER ME DISTRAÍDO!!!!" - Sem dó e nem piedade, bateu nele sem parar.

Alex: "EU FIZ NADA! COMO EU PODERIA TER LHE DISTRAÍDO?!?!"

Jace: "Ela deve gostar de você e ao ver o seu rosto, acabou acertando o chute na trave."

Camille parou e olhou para o lado com muita vergonha.

Jace: "Ou a pontaria dela é uma droga. Essa opção é a mais realista."

Matthew: "Concordo."

Camille: "Fale isso de novo e eu quebro sua cara ao meio...." - Ameaçou com o punho sendo direcionado na cara.

Jace: "Se consegue me acertar com uma pontaria dessas hahaha!"

Pegou uma bola e arremessou para Jace, mas nem mesmo acertou o alvo, acabando machucando Daniel na cabeça e a fazendo desmaiar. 

Jace: "Obrigado por provar meu ponto." - Jace se saiu da sede.

Camille: "Ora seu!...." 

Alex: "Não vale a pena. Ele é assim mesmo Cammy."

Camille: "Não me chame de Cammy! É apenas Camille para você! E vou provar que sou a melhor atacante que essa escola já viu!"

Sean: "Ata...cante? Não acho que seja uma boa ideia sabe...."

Camille: "E por quê não grandão? Tem medo de eu marcar um gol em você?"

Sean: "Esse não é o problema..."

Sean aponta para Daniel que ainda tava desmaiada na cadeira.

Sean: "Aquele é o problema...sua pontaria não das melhores sabe?"

Camille: "QUE INSULTO! QUER SABER, ESTOU INDO EMBORA, ADEUS!" 

Saindo do lugar, os jogadores não sabiam o quê dizer daquilo, voltando-se para Daniel que tinha acabado de acordar.

Daniel: "Uh...? O quê aconteceu...? Minha cabeça dói muito...."

Rey: "Vamos dizer que uma garota acabou te acertando muito forte na cabeça."

Daniel: "Uma garota...? Camille...?"

Rey: "Yep."

Matthew: "Mas ela já saiu, agora descanse porquê você não tá se sentindo muito bem." - Matthew deu uma garrafa de água para ela.

Tyler: "Já que ganhamos 3 novos membros, e dois deles são atacantes, quer dizer Eric vai perder o lugar na frente?"

Eric: "QUE?! NEM PENSAR! AINDA SEREI O PRINCIPAL ATACANTE DESSE TIME!"

Matthew: "Dá pra botar os três na frente. Mas ainda precisamos de um novo membro...para ser preciso, um outro meio-campista."

Daniel: "Talvez alguém do time de atletismo aceite se juntar de novo..."

Paul: "....Melhor não...." 

O lateral-esquerdo se tremia e ficava com receio, Alex tentou acalmar-lo, mas ele nem se mexia, isso foi por causa de uma briga que aconteceu bem cedo.

Flashback ON 

No caminho até a escola, ele corria pelos campos, era um caminho um pouco longo, então ele sempre acordava cedo de manhã para passar por ali. Isso é sua rotina, correr e sentir o vento sobre seu cabelo e o coração palpitar e seu sangue queimar nas suas veias.

As flores começava a desabrochar e ele chegou na entrada da escola, pegando fôlego da corrida que deu, viu uma pessoa conhecida, era uma garota, colega de quando ele costumava a estar no time de atletismo.

???: "Correndo ao amanhecer de novo eu suponho."

Paul: "Sim...mas e você Sara....porque está aqui tão cedo..."

Sara tinha cabelo curto de cor preta, com duas franjas que tinham faixas vermelhas em cada, olhos azuis com uma linha em volta deles. Ela era fissurada por médiuns e espiritos, pelas suas roupas e assessórios estranhos.

Sara: "Não consegue dormir com muitos espíritos no meu quarto..." 

Paul: "Acho que você só tem insônia...."

Sara: "Não tenho insônia, quantas vezes tenho de dizer que espíritos e fantasmas são reais? Sério, você é bem inocente Paul."

Ele riu com o comentário dela, que reagiu com um soquinho fraco no ombro, os dois andaram até estarem perto de uma pista de corrida, 100 metros em volta de uma área com arquibancadas. Sendo 2 meses desde que saiu, Paul se sentia quase em casa.

Paul: "....a quanto tempo não venho a esse lugar?..."

Sara: "A algum tempo. A gente teve que treinar muito depois de perder você para eles, mas vamos esquecer isso!"

Ficando entre as linhas, viu todo o caminhos e os obstáculos na sua frente, Sara se agachou ao lado dele em posição de corrida.

Paul: "Quer correr contra mim? Sabe muito bem que não gosto de perder."

Sara: "Eu sei, mas quero ver se eu consigo te vencer em uma corrida, tenho certeza que não ficou treinando muito nesses tempos."

Paul: "Também não fiquei parado." - Ele se alonga e abaixa em posição.

3...

Paul: "Velocidade é tudo, nada pode ser mais rápido do que eu mesmo..." 

Fechando os olhos, respirou fundo e se imaginou em um lugar aberto, correndo ferozmente e sentindo o sol bater nele.

2...

Nada podia parar-lo, tempo não existia, seu coração batia com uma chama ardente, a luz no fim do caminho que seguia brilhava forte.

1...

A cada passo, brilhava mais e mais, sem medo do que tinha pela frente, entrou e tudo que estava em volta sumia.

VAI!!!

Abriu os olhos, que aparentava os de um guepardo, Paul e Sara começaram a correr lado a lado, mas ele a ultrapassou, a chocando com a velocidade demonstrada.

Sara: "Tão rápido!? Não é possível que ele consegue ir nesse ritmo!" - Falou bem assustada.

Em meio a corrida, uma aura verde toma Paul e uma imagem do animal aparece, Sara continua a correr, mas não antes perceber aquilo e quase perder o equilíbrio, seu amigo havia se tornado um guepardo e corria majestosamente pela pista a frente dela.

Sara: "E-Ei! Que é isso!? PAUL ESPERE!" - Ela gritou, se cansando de correr pois não conseguia acompanhar tamanha impulsão.

O vento forte a desestabilizou, torcendo o tornozelo e caindo no chão machucada. Sara faz um grunhido de dor quando toca na ferida.

Pensamento - Paul ON

Espere...que eu estou fazendo?...

Sou um...tipo de animal? Como isso aconteceu comigo?...e esses gritos parecem de alguém que conheço....Sara...ela tá gritando de dor....!!

SARA, VOCÊ TÁ BEM?! COMO EU PARO AGORA?-

Pensamento - Paul OFF

Desacelerando, voltou ao normal e ia se virar para ver o quê aconteceu, mas tropeçou e bateu a cabeça várias vezes nos obstáculos.

Paul: "Ai minha cabeça....nem sei como eu virei um guepardo enquanto corria.....me senti diferente naquele momento...." - Olhou para suas mãos, tentando entender o quê se passou.

Sara: "Hey! P-Pode me ajudar aqui?" 

Ele se virou e acenou a cabeça, indo até ela e a levando até a sede do clube de futebol, um espaço grande, era difícil de acreditar que foi um galpão de ferramentas.

Paul: "Vamos ver se deixaram a porta aberta..."

Abrindo a porta, entrou e Sara se sentou em uma cadeira, a porta se fechou e ele foi procurar algum kit de primeiros socorros, achando em um armário e aplicando nela.

Paul: "Isso vai doer um pouco..."

Ele enrola a faixa no tornozelo, gritando de dor, parou e olhou Sara que não tava muito feliz, voltando-se ao ferimento, terminou de enfaixar e ficou em pé.

Paul: "Pronto...agora deve tá melhor..."

Sara: "Um...tá bem." 

Paul: "....Desculpa por te derrubar, nem sei como eu acabei me transformando...foi apenas estranho sabe..."

Sara: "Também não sei como isso aconteceu...mas tenho certeza que foi de propósito..."

Ele não ouviu a última parte, focado mais no que tinha acontecido com ele na corrida e se isso afetaria nos treinos, nem percebendo que sua amiga não se sentia muito bem dentro do clube.

Sara: "Eu...devia ir agora. Quando tempo acha que vou me recuperar?" - Disse se levantando da cadeira com alguns problemas.

Paul: "....Por quê tanta pressa...? A aula nem vai começar agora, melhor esperar aqui um pouco e deixar a Daniel ver isso.."

Sara: "Apenas deixe-me ir."

Ela tenta andar até a porta mas sente uma dor forte e cai no chão. 

Sara: "Tsk. Por sua culpa nem posso correr no campeonato. Obrigado por me sabotar."

Paul: "Te sabotar? Do que você tá falando Sara, foi um acidente!"

Sara: "Se foi um acidente, então porquê você não parou na hora!? Sabia que ia ganhar e me ignorou!"

Paul: "Não é verdade! Eu não sabia como parar, nem sei como isso aconteceu de verdade! Por quê tá agindo tão estranho?" - Perguntou recuando, não sabendo o quê dizer contra as acusações. Ele jurava que não era de propósito, mas como ele poderia fazer-la acreditar?

O momento tava ficando tenso, se apoiando na mesa, ela o encarou com ódio profundo que só os piores inimigos poderiam fazer, mas acabou abaixando a cabeça.

Sara: "Então...por quê nós abandonou?" - Isso foi que nem uma faca no coração.

Paul: "....?"

Sara olhou para o lado, com algumas lágrimas nos olhos, se segurando e tentando não chorar mais, deixando Paul preocupado e triste.

Sara: "A gente te admirava, éramos uma grande equipe, ganhamos juntos, treinavamos sem parar e você nunca parou de nós ajudar...até agora."

Paul: "Como assim até agora...?"

Virando a cabeça para ele, mais lágrimas caíam e ela choramigava tentando secar os olhos, naquele momento ele viu que piorou mais a situação por não ter ficado calado.

Sara: "Por quê....apenas por quê derrepente você nós abandonou....me abandonou para vim para esse time decadente de nada?!" 

Ele continuava a ficar quieto, sem responder nada.

Sara: "Me responde! Por quê você virou as costas para nós? Por quê a pessoa que mais me ajudou me deixou sozinha?!" - Os nervos dela tava a flor da pele, cansada de tudo que passou, guardando essa mágoa dentro de si.

Paul: "...."

Um empurrão foi dado e Paul se chocou contra a parede, caindo de bruscos no chão e finalmente voltando a realidade.

Sara: "FALE LOGO! DEPOIS DE TUDO QUE A GENTE JÁ PASSOU, NÃO VAI NEM FALAR NADA COMIGO?! NEM ADMITIR SEU ERRO?"

Sara: "Esse time apenas te fez perder toda a credibilidade que tinha quando corria na pista de atletismo! Só teve derrota atrás de derrota, apenas esperando para afundar e se desbandado pela diretora-"

Paul: "Eu apenas queria ajudar tá bem! Não podia dizer não para eles!" 

Sara: "É, porquê como sempre as pessoas se aproveitam da sua bondade e ingenuidade como um idiota!"

Paul: "Mas eu ia voltar quando eles completasse o time!"

Sara: "Eu sei que é mentira! Eu vi quando tava jogando contra o time de rugby! Você gostou deles, prefere eles do que nós!"

Paul: "P-Por quê tá sendo tão má assim?! Por quê só me acusa de ter lhe traído?!"

Sara: "VOCÊ QUEBROU A NOSSA PROMESSA! É POR ISSO EU ESTOU BRAVA!"

Após isso, um silêncio desconfortável ficou pelo ar, sem mesmo olhar um dos olhos do outro, tudo que podiam era refletir das escolhas que haviam feito.

Paul: "Mas...não tem que ser assim....Sara...eu não queria te magoar!"

Sara: "Desculpas não podem consertar mais...já estou cansada de você continuar a usar essas desculpas vazias...."

Nesse exato momento, a porta do clube se abriu e uma pessoa entrou.

Daniel: "Não acredito que deixei essa porta aberta..."

A presidente do conselho estudantil então fechou e percebeu os dois, que se viraram para ela agora. Daniel parecia perdida e um pouco envergonhada.

Daniel: "Estou atrapalhando alguma coisa? Posso voltar uma outra hora...espera, vocês dois estavam aqui esse tempo todo?" - Ela fez algumas perguntas, meio congisa e desconfortável.

Paul: "D-Desculpe Daniel, é que minha amiga meio que precisava de ajuda sabe...."

Ela observou que aquela menina tinha uma faixa enrolada no tornozelo, mas não tava muito bem colocada, então pediu para ela se sentar e pegou o kit de primeiros socorros que ficava na mesa.

Daniel: "Pronto. Agora tá melhor, mas tenho certeza que vai ter problemas para andar por 2 semanas.."

Sara: "2 semanas?! Mas preciso correr na quarta-feira, é importante!"

Daniel: "Oh, você é do time de atletismo? Bem, me desculpe mas você não vai poder correr."

Decepcionada, apenas fica calada. 

Daniel: "Como se machucou assim? É um pouco estranho quer quebrado um osso desse jeito..."

Sara: "....Bem eu...meio que tropeçei e acabei torcendo o pé..."

Daniel: "Na próxima tenha mais cuidado quando andar, já que vai te impossibilitar de correr e, me parece bem importante para você.."

Paul: "Na verdade Daniel....eu acabei machucando sem querer...não é culpa dela...."

Sara: "Huh...?"

Daniel: "Então...foi você que causou esse ferimento nela?"

Paul: "A gente apostou uma corrida na pista e, sem querer eu acabei chutando a canela dela, ela caiu e também torceu o pé..."

Sara não entendeu, mas apenas viu a cara de arrependimento que ele demonstrava, acreditando na meia-verdade, Daniel bateu de leve na cabeça dele como uma mãe.

Paul: "Aí!"

Daniel: "Poderia ter sido muito mais sério! Eu sei que foi um acidente mas, ainda é ruim!"

Paul: "Eu sei, me desculpe por isso.." - Ele nota que Sara estava assistindo e aparentava um pouco surpresa, mas ainda estava decepcionada.

Daniel continuou dando sermão, o corredor se arrependia a cada palavra que ela dizia.

Flashback OFF

Paul: "Porquê eu tenho que ser tão idiota..."

Alex: "Bem, isso é uma boa pergunta, mas não é uma boa desculpa para ficar viajando! Já tá tarde!"

Paul: "Uh? Como assim já é tarde?"

O garoto loiro olhou para todos os lados, vendo que estava bem tarde e a maioria já foram para casa.

Paul: "Acho que viajo demais quando eu penso..."

Alex: "Você pensa? Tanto faz, apenas vamos antes que fique tarde."

Eles saiem do clube e foram até o portão, Paul viu Sara lá e ia comprimentar, mas lembrou do que fez e desistiu.

Alex: "Tava pensando no que quando tava lá dentro?" - O ex-membro do clube de teatro perguntou diretamente.

Paul: "Não é nada, só não se preocupe muito.."

Alex: "Quero dizer, para você ficar tão desligado do que geralmente você fica, é realmente preocupante."

Paul: "Era só..." - Ele a olha mais uma vez.

Sara estava conversando com uma amiga, sorrindo e até rindo, isso fez Paul bem feliz, virando-se novamente para o seu companheiro de equipe com um sorriso.

Paul: "Me lembrei de uma coisa engraçada que eu ouvi."

Alex: "Nossa, se essa piada foi tão boa para ficar fora desse mundo, então quero ouvir também."

Paul: "Talvez um outro dia, e sobre a Camille? Não acha que ela pode não se adequar?"

Alex: "Por favor, não fale palavras difíceis agora, estou tentando esquecer o quê houve hoje cedo, mas com a competitividade dela, acho que ela vai se acostumar bem rápido."

Os dois continuaram a conversar, tudo fica de noite, mudamos para Rey que retorna para aquela casa sinistra, chovendo, trovejando e ainda estava de noite, uma combinação horrível para alguém que estava tentando dormir.

Rey: "....Ainda não consigo dormir...." - Disse se revirando no sofa velho, na sua forma de coruja.

Pegando seu comunicador, tentou ligar para Sol de novo, já que ele não sabia exatamente o quê fazer.

Rey: "Vamos lá, atende! Não deve tá ocupado sendo um completo bobão perto da Ventana!"

Sol: "O quê você quer, eu estava ocupado!"

Rey: "Sei lá, talvez saber o quê tenho que fazer nessa cidade estúpida e sem um pouquinho de vontade de dormir!"

Sol: "Acha que é difícil fechar os olhos e se deitar????"

Rey: "Sim, QUANDO VOCÊ É UMA PORCARIA DE UMA CORUJA QUE SÃO CRIATURAS QUE SÓ DORMEM AO DIA! NEM PARA FAZER SUA PESQUISA DIREITO?!"

Sol: "Ei, não fique bravinha, bem apenas me conte como foi o seu dia, entrou para o clube de futebol?"

Rey: "Sim, foi fácil até, mas aquele garoto de bandana vermelha e preta era bem estranho e um idiota!"

Sol: "Você foi a fundo em como ser um babaca não foi? Me diz, como era exatamente esse garoto...?"

Rey: "Por quê liga?"

Sol: "Apenas me responda!" - Gritou tão alto que assustou Rey.

Rey: "T-Tá bem, acho que o nome dele era...Matthew. Alto, cabelos bagunçados e sempre anda com uma garota chamada Daniel de León."

Sol: "D-D-Daniel de León? Esse nome não o mesmo da nossa comandante?"

Rey: "Pensei o mesmo quando eu ouvi o nome, até o rosto, os olhos e o jeito angelical dela refletia naquele rosto."

Sol: "Então, significa que está no lugar certo, mas tome cuidado caso veja algo estranho nessa linha do tempo. Nada pode se alterar ou o futuro que vivemos será muito pior."

Rey: "Agora me diga como posso dormir? Não posso ficar com os olhos pregados e ficar cansado ao dia!"

Rey voou até o telhado, vendo a lua e tendo o comunicador em seu pescoço, a brisa gria mas confortante da noite o ajudava a acalmar-lo.

Rey: "Agora, não tente escapar, me diz como posso dormir a noite."

Sol: "Uhhhhhhhhhhh....."

Rey: "Me diga."

Sol: "Ei! Acho que a...conexão....está....falhando...." - Ele acaba desligando a ligação. 

Quase prestes a jogar o comunicador do alto, ele viu passos pela madeira podre da casa, alguém estranho entrou ali, assustado Rey transforma na sua forma humana e desce.

Rey: "Quem tá aí...?" - Perguntou nervosamente, dando leves passos pela sala.

???: "Por quê ainda tá acordado...?" - Uma voz feminina e delicada veio de algum lugar da casa.

Seguindo essa voz, ele viu Daniel em sua roupa de colegial como sempre, estranhando a aparição dela, Rey levanta uma sobrancelha.

Rey: "O quê tá fazendo aqui...? Não devia tá em casa?"

Daniel: "Bem, eu tava passando por aqui e...ouvi sua voz, estava preocupada porquê você está nesse lugar abandonado..."

Rey: "Oh, bem eu não consigo dormir muito bem sabe, não sei o porquê mas, não se preocupe, estou muito bem!"

Deu uma olhada no lugar, o estado era deplorável, tábuas quebradas, paredes sujas e desmachadas, água pingando do teto, era que nem viver debaixo de uma ponte ou um abrigo, isso fez Daniel se preocupar mais com Rey.

Daniel: "Você não tem uma família para morar? Duvido que bons pais iriam deixar seus filhos viver aqui..."

Rey: "E-Eu, na verdade....eu não tenho pais...." - Disse suspirando, com um olhar triste.

Daniel: "...Eles morreram...?"

Rey: "Eu...não sei...apenas me vi sozinho em um lugar escuro..."

Rey: "Mas fui bem criado por alguém misterioso tempos depois!" - Ele fala com um senso de orgulho.

Daniel: "Por quê eles não estão com você?"

Nisso, um pequeno silêncio veio dos dois, ela olha para cima do teto, com uma mistura de duvida e mais preocupação, tornando Rey mais tenso.

Daniel: "Como você chegou ali em cima?"

Rey: "Huh?"

Daniel: "Eu ouvi você descendo, então definitivamente estava lá em cima, como chegou lá?"

Rey: "Eu....uh....bem....." - Imediatamente travou, sem ter uma resposta boa para dar a ela.

Rey: "E por quê você está aqui? Uma garota bonita não deveria andar por essas ruas escuras e vazias sozinha."

Daniel: "Já disse, eu estava preocupada com você e quis saber o quê tinha aqui..."

Rey: "E não tinha medo que alguém perigoso apareça? Um bandido, assassino se escondendo dentro dessa casa caindo aos pedaços? Admiro sua coragem se for o caso." - Fechou um olho, cruzando os braços descontente.

Daniel: "N-Não me assuste assim!"

Rey: "Heh, como pensei. Não tem como alguém medrosa entrar aqui por espontânea vontade."

Daniel: "Medrosa...?"

Rey: "Já que provei que estou bem, hora de você ir embora!"

Ele a puxa para a porta, perto de fechar, mas Daniel impede e fica de frente, como uma mãe brava com o filho mas de beicinho.

Daniel: "Por quê tá me expulsando? Tá escondendo alguma coisa de mim?" - Falou confrontativa.

Rey: "Aqui é minha casa e tecnicamente entrou sem minha permissão, então cai fora daqui!-espera quem é aquele ali?"

Daniel: "Se for um truque, nem conte comigo."

Rey: "Não, é sério, olhe lá!" - Aponta para a rua.

Ambos viram um garoto de moletom cinza, no meio da chuva e andando na rua vazia, não dava para ver o rosto dele por causa do capuz, mas ele estava indo até uma rua sem saída.

Daniel estava prestes a avisar sobre isso mas, ele apenas desapareceu em seguida, que nem um fantasma, espantando os dois com pavor.

Rey: "Viu a mesma coisa que eu vi certo? Ele desapareceu do nada..."

Daniel: "Será que era um fantasma?"

Rey: "F-Fantasma?! Sabia que viver aqui tinha um grande risco de ver assombrações!" - Roeu as unhas com muito medo, mas logo parou quando ouviu risadinhas baixas vindo de alguém bem perto.

Daniel: "Não sabia que tinha medo de fantasmas."

Rey: "Não é medo, só não gosto muito de espíritos e outras assombrações...."

Rey: "Acho que vai ser mais difícil de dormir a noite depois disso...."

Daniel: "Posso te ajudar a dormir."

Rey: "Pode? Por favor! Me ajude!" - Implorou literalmente de joelhos.

Daniel: "Pode parar de se ajoelhar, apenas vá para o sofá e vou começar."

Obedecendo, sentou no sofá e ela ficou no outro lado, pediu para ele se deitar e usou um lençol para cobrir.

Daniel: "Sempre que não conseguia dormir, meu pai costumava a cantar uma canção de ninar para mim e funcionava, espero que funcione para você também."

Rey: "Uma canção de ninar?! Não sou mais um passinho!" - Ele reclamou muito.

Daniel: "Passarinho?...-Apenas confie em mim, você quer dormir não é?"

Rey: "É...eu quero..."

Daniel: "Muito bem, agora feche os olhos."

Rey fechou os olhos, Daniel cantou a música, doce e suave que dava segurança a Rey para dormir, lentamente fechando os olhos e descansando na ultima estrofe.

Após ele dormir, Daniel se levantou e foi até a porta, onde viu a lua e sorriu para a mesma.

Daniel: "Hora de ir para casa, quase ele não descobre meu segredo..." - Dá a volta e olha para Rey dormindo que nem um anjo.

Uma luz verde arrodeou Daniel, brilhando bem forte e reluzente, transformou-se em uma raposa de 5 causas da mesma cor que seus cabelos, saiu e também desapareceu nas ruas, deixando Rey sozinho na casa...



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