História Incandescente - Capítulo 18


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Farosella, Henrique Fogaça, Paola Carosella
Visualizações 1.016
Palavras 3.788
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


fala bbs

Capítulo 18 - 18


Alguns dias se passaram, Paola e Fogaça ainda viviam a base de intrigas e provocações. Nesses dias, Paola se divertia provocando Fogaça o máximo que podia, mas sempre acabava o rejeitando na hora mais delicada o deixando frustado diversas vezes. Fogaça apesar de ser extremamente paciente e sempre aceitar os joguinhos dela não conseguia esconder que sentia saudades de poder toca-lá mesmo que havia feito amor com ela há pouco tempo. 

Era terça-feira, Paola havia acabado de estacionar o carro em frente aos estúdios da Band, respirava fundo diversas vezes na tentativa de acalmar os ânimos, se sentia nervosa em estar ali mesmo tendo a absoluta certeza de que recusaria qualquer convite que eles poderiam lhe fazer. 

Paola soltou o cinto de segurança e ouviu seu celular apitar, o pegou e abriu um sorriso leve ao ver que era uma mensagem de Maria Letícia avisando que já havia retirado o gesso. Respondeu então a mensagem com alguns emojis e abriu a porta do carro, saindo do mesmo e indo em direção a portaria que lhe recebeu com uma gentileza impecável dando as devidas instruções de onde seria a reunião. 

Paola entrou nos estúdios olhando tudo com curiosidade seguindo pelo corredor e indo para uma sala reservada onde assim que bateu na porta foi recebida por um homem de estatura baixa.

— Paola Carosella? — sorriu.

— Sí... E você deve ser Patrício. — Paola sorriu e esticou a mão. — Prazer.

— O prazer é todo meu. — Patrício disse apertando a mão dela e soltando em poucos segundos. — Entra Paola! 

— Licença. — Paola pediu e ainda tímida entrou na sala se sentando em uma das cadeiras da mesa e tendo Patrício sentado de frente para si logo em seguida.

— Antes de tudo quero que saiba que ficamos muito felizes por você ter aceitado o convite de vir até aqui. — Patrício disse com um tom de voz tranquilo. — Realmente não posso dizer que foi uma tarefa fácil te encontrar.

— Realmente eu prefiro estar escondida na cozinha do que exposta no salão se é que me entende. — Paola suspirou involuntariamente. — Mas então? 

— Entendo perfeitamente... Bom, como eu já adiantei pelo telefone aquele dia iremos criar um reality culinário aqui no Brasil... O programa em si já existe nós apenas o trouxemos para cá... Enfim, procuramos por diversos chefs renomados que se encaixavam no perfil que procurávamos para ser jurado desse reality chegamos a poucos nomes e um desses nomes é o seu! Você tem o perfil que procuramos, seu restaurante foi nomeado o melhor duas vezes e sem falar no sucesso que são suas empanadas, seus conhecimentos gastronômicos são enormes e por isso achamos você a pessoa perfeita para ser um dos jurados! Serão dois homens e uma mulher e essa será você caso aceite. 

— Como vai funcionar? Eu julgaria pratos e só? — Paola perguntou um tanto interessada no assunto.

— Isso mesmo! Você e os outros dois jurados julgariam os pratos selecionando os melhores e eliminando o pior praticamente o poder do programa ficaria nas mãos de vocês.  

— Entendi... Mas olha no sé se estou tão interessada isso não tem nada a ver comigo eu sou um bicho do mato. — Paola riu leve. — No sé se tenho o perfil que vocês realmente procuram.

— Claro que tem Paola! Se não tivesse não teríamos chamado você aqui, olha vou ser sincero com você realmente temos outras opções femininas... Mas, a que queremos de verdade é você! Seus conhecimentos são superiores e isso a faria julgar com mais credibilidade dando o prêmio a quem realmente merece! Um de nossos representantes chegou a ir em seu restaurante e os elogios foram incríveis... Queremos realmente que seja você. 

— Parece que me investigaram bem em. — Paola disse um tanto espantada.

— Precisávamos avaliar seu perfil então sim sabemos todo o seu trajeto gastronômico se assim eu posso dizer. — Patrício riu leve. — O cache também não é de se jogar fora... Você será muito bem paga por esse trabalho. 

Paola o encarou e balançou a cabeça positivamente ainda receosa em aceitar o pedido, no fundo achava a ideia um tanto atraente até demais, entretanto a ideia de se expor a assustava a ponto de deixá-la travada sem reação alguma. 

— Terá um roteiro, mas você será apenas você. — Patrício continuou. — Sei que é uma mudança e tanto, mas pensa que pode ser uma oportunidade incrível para você e seus negócios a televisão realmente ajuda nessas horas.

— Ou atrapalha. — Paola riu. — Não sei... Sinceramente é um convite incrível e eu me sinto privilegiada por tê-lo, mas... É algo totalmente fora do que eu faço e não sei mesmo se eu conseguiria.

— Paola... Olha você já avaliou algum prato esse é o seu trabalho você não colocaria um prato no cardápio se você não tivesse certeza que está bom, então ali você já está avaliando aqui você fará a mesma coisa, porém será pratos feitos por outras pessoas cozinheiros amadores sendo mais específico. 

— Você disse que já tem no exterior esse reality... Qual é? — Paola perguntou.

— É o MasterChef. — Patrício respondeu e imediatamente Paola engoliu seco reconhecendo bem aquele nome, pois era um dos programas favoritos de Maria Letícia.

— Master... — Paola pigarreou. — Chef? 

— Sim. — Patrício riu. — Você pode assistir alguns episódios dos MasterChef’s de outros países para você entender melhor como funciona! Mas, eu te digo que se você aceitar não irá se arrepender. 

— Eu realmente queria poder te dar uma resposta agora, mas... Eu não sei mesmo. 

— Olha fazemos assim você vai pra casa, descansa, assiste alguns episódios do MasterChef de outros países e repense... — Patrício sugeriu e pegou alguns papéis. — Aqui é uma cópia do contrato que será feito com você caso aceite... Ai tem o valor que irá receber caso aceite e se quiser dar seu preço também estamos abertos a isso. 

— Meu preço? — Paola perguntou surpresa pegando o contrato e engolindo seco ao ver o valor considerável que receberia. — Vou pensar! 

— Que bom fico feliz! Consegue nos dar uma resposta o quanto antes? — Patrício perguntou e Paola o olhou.

— Sí... O mais rápido possível! 

— Então foi um prazer Paola. — Patrício disse se levantando e em seguida foi a vez de Paola se levantar. Esticaram as mãos dando um aperto e sorriram. 

— Esperamos que aceite! — Patrício disse.

— Veremos. — Paola soltou um suspirou em meio ao sorriso sentindo seu coração se encher de expectativa talvez a ideia de ser jurada lhe agradou mais do que deveria. 

Assim que a reunião foi finalizada, Paola saiu da Band com a cópia do contrato em mãos parecia que aqueles simples papéis pesavam uma tonelada para ela. A única certeza dela naquele momento era que seria uma decisão extremamente importante, pois poderia mudar sua vida drasticamente e isso a assustava. 

Paola entrou no carro e suspirou o ligando e saindo dali tendo sua mente tomada pelas palavras ditas por Patrício ele realmente havia demonstrado interesse em tê-la no programa e isso fazia Paola se sentir privilegiada, pois em meio a tantas candidatas a jurada ela que era a opção principal — esse pensamento a fez sorrir leve enquanto dirigia, no entanto parou o carro imediatamente na rua ao ver Theo saindo do mesmo hospital que havia saído com sua mãe há alguns dias. 

Paola estacionou o carro próximo a guia e sendo tomada pela curiosidade foi até Theo que estava aparentemente esperando alguém.

— Theo?! — Paola chamou parando de frente para ele que arregalou um pouco os olhos ao vê-la ali.

— Paola... — Theo disse num tom de voz fraco.

— Tá tudo bem? Você parece abatido. — Paola disse o olhando de maneira duvidosa.

— É eu... To... — Theo pigarreou. — To sim Paola! To ótimo e você? 

— Eu to bem... Achei estranho te ver nesse hospital pela segunda vez sabe... Esses dias eu passei aqui e te vi saindo com sua mãe! — Paola explicou.

— Viu? 

— Eu vi. — Paola repetiu. — Tem alguém importante internado aí? 

— É eu tenho uma amiga. — Theo afirmou e passou a mão pela barba. — Ela tá com um problema no coração. 

— Ai meu Deus. — Paola disse num tom de voz baixo. — Sinto muito. 

— É eu também. — Theo sussurrou, porém abriu um sorriso: — Mas e você Paola como anda a vida? 

— Anda a vida? Sério? — Paola brincou. — Minha vida anda ótima, gracias.

— Adoro quando coloca palavras em espanhol nas frases. — Theo disse divertido.

— Eu sé. — Paola piscou para ele o fazendo rir. 

— Boba mesmo. — Theo disse e olhou para o celular. — Legal o uber cancelou a viagem. 

— Tá sem carro? — Paola perguntou o vendo mexer no aplicativo para chamar outro carro. — Theo eu te levo to com meu carro.

— Sério? 

— Sí... Você vai pra onde? Eu tava indo para um dos La Guapa, mas te levo antes. — Paola disse gentil o fazendo sorrir.

— Eu to indo pra minha casa mesmo é há quinze minutos daqui. — Theo explicou. 

— Então vem que eu te levo. — Paola disse animada e se virou indo para o seu carro tendo Theo atrás de si logo em seguida. 

Entraram no carro ao mesmo tempo e saíram dali juntos indo para a casa de Theo enquanto conversavam sobre coisas aleatórias os fazendo rirem. Realmente o percurso durou quinze minutos e logo Paola estacionava o carro em frente a casa de Theo. 

— Tá entregue. — Paola disse enquanto desligava o carro. 

— Valeu Paola. — Theo sorriu e a olhou. — Por que não entra um pouco? 

— Ah Theo eu adoraria, mas preciso trabalhar. — Paola sorriu leve.

— Prometo que não vai se arrepender entra só um pouquinho... Por favor! — Theo pediu e Paola o olhou com um olhar de rendição. — Vem então! 

Paola pegou sua bolsa no banco de trás e desceu do carro juntamente com Theo entrando na casa ao lado dele. Entraram pela sala, Paola deu uma rápida olhada vendo que tudo era simples, mas extremamente aconchegante. 

— Fique à vontade. — Theo disse abrindo as cortinas deixando que a claridade entrasse no ambiente. 

— Obrigada! — Paola agradeceu e colocou a bolsa no sofá se sentando ao lado dela. 

— Tenho uma coisa para você. — Theo disse com a voz animada. — Espera.

Ele foi em direção a cozinha sendo observado por Paola que o olhava confusa até o ver voltar com um pote de vidro com alguns biscoitos dentro e imediatamente Paola entreabriu os lábios.

— Seus biscoitos amanteigados. — Paola sorriu. — Que saudade disso Theo! 

— Eu sabia que iria gostar. — Theo sorriu e se sentou ao lado dela abrindo o pote de vidro em seguida. — Sempre que eu faço lembro de você. 

— Mentiroso. — Paola disse enquanto pegava dois biscoitos o vendo rir.

— É verdade Paola! Não tem como fazer esses biscoitos sem lembrar da maior fã deles. — Theo disse e pegou um biscoito deixando o pote ao lado de Paola. — Sempre me faz lembrar de mim olhando para você sentada no balcão vestido uma camisa azul minha esperando os biscoitos ficarem prontos. 

Paola sorriu leve e deu mais uma mordida no biscoito se lembrando perfeitamente da cena que ele descreveu realmente ambos tiveram muitos momentos assim.

— Era divertido. — Paola disse num tom de voz baixo. — Eu me sentia muito feliz.

— Gosto de saber que um dia te fiz feliz mesmo escolhendo ir para outro país. — Theo suspirou. — Nunca te pedi perdão por isso.

— No tem porque pedir... Theo eu nunca te julguei por ter ido embora, pelo contrário eu entendi seus motivos mesmo que doesse porque eu estaria mentindo se eu dissesse que não sofri... Doeu muito, mas eu entendi. — Paola disse num tom carinhoso. 

— Doeu ficar longe de você também... Eu sou... Era muito apaixonado por você. — Theo sorriu envergonhado e pegou mais um biscoito. Paola o encarou por alguns segundos tentando processar o que ele quase havia dito antes de dizer:

— Era recíproco e muito bem recíproco. 

— Eu sei... Mas o tempo passou e você está muito melhor que antes e tem uma filha linda. — Theo disse e Paola sorriu orgulhosa.

— Nisso eu concordo... Maria é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. 

— Achei que você colocaria o nome de Francesca. — Theo disse e Paola fez uma careta.

— Pois é... Mas existe um ser chamado Henrique Fogaça que quando foi registrar nossa filha mudou o nome pro nome que ele sempre quis... — Paola revirou os olhos. — Ele disse que na próxima se chamaria Francesca, mas nunca teve próxima. 

— Entendi. — Theo riu. — Fogaça sempre teve esse jeito de fazer as coisas diferentes de última hora.

— Ah sempre! É um tanto irritante, mas... — Paola deu de ombros e pegou outro biscoito. 

— Quando eu fui embora eu sabia que você iria encontrar outra pessoa, mas confesso que nunca pensei que seria o Fogaça. — Theo admitiu.

— É eu também no! — Paola confessou e sorriu leve. — Mas as coisas foram acontecendo e enfim nos casamos.

— Por que se separaram? — Theo perguntou e Paola o encarou por alguns segundos.

— Theo... 

— Pode me contar qualquer coisa. — Theo disse num tom de voz mais baixo.

— Ele... Ele me traiu algumas vezes e eu terminei. — Paola disse rápido e viu a expressão facial de Theo mudar.

— Tá me dizendo que aquele filho da puta te traiu? — Theo disse irritado.

— Traiu, mas tá tudo bem já passou não vou ficar remoendo isso porque... — Paola suspirou e sussurrou: — Dói. 

— Por que ainda fala com ele? Paola ele é um idiota! 

— Eu sé. — Paola concordou. — Mas por mais que eu tente Theo e eu te garanto que tentei muito eu no consigo me desapegar.

— Paola ele não te merece. — Theo  disse num tom de voz mais baixo.

— Pode ser... Mas... — Paola suspirou. — Eu o amo... Eu o amei muito e continuo amando o dobro... Fogaça é um idiota e eu concordo, mas ele tem uma coisa que me encanta... Ele me conquista todos os dias, demonstra que me ama todos os dias e isso me faz bem... Por mais que ele tenha me traído não consigo deixar de amá-lo é uma coisa que eu não tenho controle.

— Você fala dele e seu olhar muda. — Theo disse e sorriu leve. — A verdade é que quando eu voltei e soube que você estava separada achei que teria alguma chance.

— Você soube? — Paola perguntou surpresa.

— Eu procurei por você Paola realmente aquela noite que te vi no teatro foi por acaso, mas antes disso eu já estava procurando por você... Cheguei até um dos La Guapa o que fica perto da Avenida Paulista sabe? — Theo disse e Paola concordou com a cabeça. — Então eu conversei com uma moça que trabalha lá e ela me contou como você tava enfim e eu perguntei se você tinha alguém e ela me contou que estava separada. 

— Nossa Theo! — Paola disse ainda surpresa.

— Queria te ver... De verdade! — Theo disse a olhando de maneira intensa. Paola sorriu leve e o viu se aproximar um pouco dela deixando uma mínima distância entre eles, ela conseguia sentir a respiração dele contra seu rosto. 

— Me achou agora. — Paola sussurrou. 

— Finalmente. — Theo sorriu e no instante que ia aproximar o rosto do dela o toque do celular de Paola se fez presente a assustando e fazendo com que ele se afastasse.

— Só um momento. — Paola pediu e olhou o celular vendo que era uma mensagem de Fogaça. 

Paola abriu a conversa vendo que ele havia lhe enviado um vídeo, sem aumentar o som ela o abriu vendo a seguinte imagem:

Fogaça estava no quarto dele em frente ao espelho passando perfume e havia uma toalha branca enrolada em sua cintura. Suas costas tatuadas era a visão que Paola tinha, no entanto no instante seguinte do video ele retirou a toalha a deixando cair no chão e assim aparecer o corpo dele nu e o vídeo se encerrar.

Paola engoliu seco sentindo seu corpo formigar e em seguida recebeu a mensagem: 

 

“Bom dia, meu amor! A revanche foi necessária passar bem.”

 

Paola involuntariamente mordeu o lábio inferior sentia leves arrepios perto de sua virilha e seu coração havia se acelerado, sorriu boba e se assustou ao ouvir:

— Paola tá tudo bem? — Theo perguntou.

— Sí... Sí. — Paola suspirou. — Hm... Theo você pode pegar um pouco de água pra mim? Esses biscoitos me deram sede.

— Claro! Só um minuto. — Theo disse se levantando e indo em direção a cozinha. 

Paola esperou que ele sumisse de sua vista para que assim ela tivesse a chance de responder Fogaça, respirou fundo e digitou:

 

“Bom dia Henrique adorei o perfume que usou.” 

 

Paola enviou a mensagem e segundos depois já recebeu a resposta:

 

“É o preferido da minha esposa sabia?”

 

Paola releu aquela frase algumas vezes antes de responder:

 

“Sua esposa não vai gostar nada de você estar enviando vídeos indecentes para outra mulher.”

 

Paola sorriu sacana e esperou alguns segundos até ele responder:

 

“Ela entende que essa mulher me deixa louco.”

 

Paola ouviu Theo se aproximar e rapidamente digitou: 

 

“Recomendo que procure uma psicóloga se precisar minha cama tá disponível.”

 

Paola guardou o celular no bolso da calça jeans e viu Theo entrar na sala com o copo d’água em mãos entregando a ela em seguida.

— Gracias. — Paola agradeceu dando um gole na água.

— Você ficou um pouco apreensiva com a mensagem que recebeu aconteceu alguma coisa? — Theo perguntou e Paola engoliu seco.

— Na verdade... — Paola deu mais um gole na água. — Theo não conte a ninguém, mas fui convidada pra ser jurada de uma competição culinária...

— Meu Deus! Jura? — Theo perguntou com uma voz animada.

— Sí, mas essa não é a pior parte... A pior parte mesmo é que vai passar na televisão e somente na televisão. — Paola disse apreensiva e se sentou no sofá enquanto bebia o restante da água. Theo riu e se sentou ao lado dela a olhando.

— Sabe eu acho que você leva jeito pra trabalhar na tv. — Theo disse e Paola apenas o encarou. — Ta mais ou menos já que sua timidez atrapalha um pouquinho...

— Um pouquinho?! Theo minha timidez me atrapalha muito... Assim eu era muito mais tímida quando cheguei ao Brasil até que melhorei um pouco, mas ainda sim não passou totalmente entende?! Prefiro estar atrás das minhas panelas do que na frente de milhares de câmeras. — Paola disse e fez uma careta. — To achando que vou recusar.

— O que? Tá doida? Vai recusar nada não! Paola essa é sua chance de crescer mais ainda, de ter a oportunidade de milhares de pessoas conhecerem seu trabalho! Lógico que tem as partes ruins como todo trabalho, mas ainda acho que vale muito a pena você tentar sim! — Theo disse e sorriu. — Meu anjo... Você é tão talentosa tenho certeza que será uma ótima jurada.

— Mas se eu não conseguir? — Paola disse receosa e balançou cabeça negativamente. 

— Pelo menos tente... Não diga não sem pelo menos tentar! — Theo disse carinhoso e segurou a mão dela. — Acredite você tem um potencial enorme pra isso. 

— Obrigada. — Paola sussurrou. 

— Promete que vai pelo menos tentar? — Theo perguntou.

— Vamos ver. — Paola disse e Theo riu leve antes de abraçá-la.

— Torço por você. — Theo sussurrou no ouvindo de Paola a fazendo sorrir.

— Também torço por você. — Paola disse e sentiu o celular vibrar em seu bolso a fazendo se afastar de Theo. — Eu tenho que ir trabalhar. 

— Foi bom ter você aqui... Posso te perguntar só mais uma coisa? — Theo perguntou e Paola balançou a cabeça positivamente. — Você e o Fogaça estão juntos?

Paola o encarou e passou a mãos pelos cabelos antes de dizer:

— Talvez... Depende do ponto de vista.

— Isso existe? — Theo perguntou divertido.

— Acredite minha relação com Henrique é estranha o suficiente para se duvidar, mas existe. — Paola disse e se levantou. — Tenho que ir mesmo Theo.

— Tudo bem... Te vejo por aí? — Theo perguntou. 

— Pode ter certeza que sim. — Paola sorriu e deu um beijo no rosto dele. 

Theo acompanhou Paola até o portão e esperou que ela entrasse no carro e saísse dali para ele poder entrar em casa novamente. Paola saiu da frente da casa de Theo, entretanto parou o carro na esquina para verificar seu celular, pois a curiosidade estava lhe matando. Ela abriu a conversa com Fogaça e leu:

 

“Posso marcar horário então? Hoje à noite você dá?”

 

Paola riu com os jogos de palavras dele e respondeu:

 

“Vou verificar e te aviso, mas minha psicóloga é bem careira você paga?”

 

Paola esperou um tempo até ele responder:

 

“Posso pagar de forma que ela fique bem satisfeita.”

 

Paola riu e largou o celular ligando o carro e saindo daquela esquina indo em direção ao La Guapa, pois já estava mais do que atrasada para seu trabalho. 

 

                 —————

 

O dia se passou tranquilamente, Paola havia ido para todas as unidades do La Guapa e logo em seguida seguiu para o Arturito onde passou o restante do dia. Tentava estar sempre concentrada em suas tarefas, entretanto a proposta de ser jurada ainda lhe rodeava chegando a incomoda-lá era como se alguém estivesse o tempo todo conversando com ela e pedindo para que ela aceitasse a proposta, porém ao mesmo tempo havia um outro alguém dizendo que era melhor ficar longe de tudo o que envolvia exposição. Paola apesar de ser uma chef renomada, de ter feito discursos quando recebia seus prêmios não se considerava tão exposta sabia que a televisão era algo muito maior do que subir num palco e dizer algumas palavras de gratidão. 

Enquanto olhava o movimento da cozinha do Arturito, Paola sorria leve sentindo que ali era o melhor lugar para se estar, ali se sentia segura, se sentia confortável e principalmente acolhida. Poucas pessoas a viam, pois a cozinha era fechada para o salão, ao contrário do restaurante de Fogaça que era totalmente aberta o que mostrava mais ainda o quanto ambos eram diferentes. 

Paola suspirou e voltou a assumir o comando da cozinha cantando comandas até o final do expediente da noite e assim que o mesmo foi encerrado por completo, ela saiu do restaurante e voltou para casa sentindo cada músculo de seu corpo doer — tudo o que precisava era de uma bela massagem.

Paola estacionou o carro e sem dar muita atenção para as redondezas entrou em casa e assim que acendeu as luzes da sala se assustou ao ver duas malas não tão grandes no chão.

— Malas? Por que temos malas? — Paola disse para si e colocou a bolsa no sofá antes de chamar: — Creusa! Creusa! Vem aqui. 

Paola continuou a encarar as malas com um olhar confuso até ver Creusa entrar apressada na sala com um sorriso no rosto.

— Sim, Dona Paola!

— Que isso? — Paola perguntou apontando para as malas.

— Dona Paola... — Creusa fez uma careta e imediatamente Paola suspirou fundo antes de olhar para a escada e ver Fogaça com uma calça preta e uma camiseta branca, em suas mãos havia uma garrafa de vinho e em seu rosto um enorme sorriso.

— Surpresa! — Fogaça disse num tom de voz alto antes de abrir a garrafa de vinho com a própria mão. 

— Eu vou matar você. — Paola sussurrou enquanto ele erguia a garrafa em direção a ela. 


Notas Finais


cap dedicado as admiradoras do Theo KKKKKKKKKKK

BEIJO NENES 💛


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