História Incapaz de Não Amar (Imagine Suga, Yoongi) - Capítulo 34


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens JB, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V, Youngjae
Tags Gie, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Min Suga, Namjoon, Suga, Taekook, Yoongi, Yoongie
Visualizações 327
Palavras 3.788
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Festa, Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


NÃO TÁ TÃO REVISADO ASSIM

Yo estoy FELIZ PRA PORRA MEU IRMÃO.

Cara, eu demorei uma tarde pra escrever isso.
FINALMENTE SAIU
AAAAARRRGGH

Boa leitura <33

Capítulo 34 - Como há séculos não sentia


Fanfic / Fanfiction Incapaz de Não Amar (Imagine Suga, Yoongi) - Capítulo 34 - Como há séculos não sentia

Ulsan é uma cidade bonita, estava ganhando uma popularidade grande nos últimos tempos, mas não era isso que faria Jimin demorar mais algum dia ali. Estava louco para rever a irmã, pois, apesar de não ter cumprido o trato de ligar ou mandar mensagem todos os dias, ele estava saudoso da noona, tanto que comprou algo para ela e lhe entregaria em seu trabalho.

— Bom dia, Verona, certo? — Cumprimentou a ruiva em seu posto. — Eu vim aqui ver minha irmã, ela está? — A expressão de Verona foi tão estranha para Jimin. Acontece que o garoto ainda não sabia sobre a demissão de Haru.

— Ela não trabalha mais aqui. — Falou como se fosse obvio.

— Quê? — Aquilo, com certeza, não era o que Jimin esperava ouvir. — Como assim?

— Ela fez uma viagem recentemente e assim que terminou pediu demissão. — Explicou a ele, o que era bem ilógico, já que Jimin é irmão de Haru, deveria saber.

— Ela não me falou nada… — Comentou surpreso.

— Percebi. Olha, se você puder, manda ela se comunicar, ‘tá? Essa de sumir sem dar nenhuma explicação para a amiga aqui, não rola. — Pediu magoada. Poxa, Verona sentia que tinha uma bela amizade com Haru, então por que ir assim? Sem dizer para onde e o porquê.

— Sabe onde o Jungkook está? — Jimin não tinha contato com a irmã a um tempo, então agora precisava falar com alguém que teria essa informação. Era feio isso de procurar saber da própria irmã por terceiros, mas o que fazer?

— Limpando a sala que era da Haru. — Respondeu sem ânimo, não era nada animador falar que sua amiga mais legal tinha ido embora.

— Posso… — Apontava para um dos corredores. Ele queria ir falar com o garoto dentuço.

— Vai. — Interrompeu. Verona tinha muitas coisas para organizar, perder seu tempo com Jimin não era uma delas.

Sem mais papo, o garoto andou em direção onde seria a sala de Haru. Estava um pouco abalado, coisas desse tipo não são escondidas dos irmãos. E Haru não costuma esconder nada dele, a não ser, claro, seus namorados, mais isso ele nem quer tanto saber, confia muito na irmã.

Chegou na sala e se deparou com uma cena muito intrigante. Jungkook em uma briga física com um cara cujo não conhecia. Notou a presença de um outro garoto, mas esse estava alisando a própria testa, talvez descrente do que via. Jungkook segurou o outro cara pela gola e então lhe esmurrou, logo foi agredido novamente.

— Vocês vão parar com isso? Porque eu não vou me meter no meio de vocês dois não. — Ouviu o outro falar com a voz irritada. — A idade de vocês não condiz com esse comportamento, notaram? — Gritou. — Ah, Deus, olha minha situação. — Coçou a testa novamente.

— O que está acontecendo aqui? — Jimin questiona ao garoto de cabelos roxo.

— O que acha? — Aquela era uma pergunta idiota a se fazer. Notando que não seria ouvido, Taehyung foi até os dois que se batiam.

Jungkook e Yoongi haviam começado uma discussão alta demais para ser chamada de pacifica, logo Taehyung ouvira os sons de baques e quedas, entrou na sala como um flash e, ao visualizar a briga que se instalava, ficou indignado. Como era possível dois homens adultos agirem infantilmente como eles estavam agindo? Jungkook com o lábio cortado e Yoongi com um ferimento pequeno no dorso do rosto. Mãos machucadas e caras raivosas. O pior não era o estrago já feito e sim eles ainda persistirem naquilo.

Cansado de vê-los se baterem, Taehyung encarou Jimin e se perguntou se ele não faria, mas como havia percebido, a resposta era não. Sendo assim, ele mesmo teve que intervir.

— Então, quando vocês vão parar com isso? — Nesse momento Yoongi acertou um soco no queixo de Jungkook e aquilo já virava uma carnificina. Taehyung não teve saída, ele tinha que entrar entre eles e foi o que fez.

Quando se entra numa briga para apartar os “valentes” sabe-se que sofrerá algo, principalmente se entrar sozinho nessa função. Porém, quando Taehyung se colocou de frente a Yoongi, que acabara de socar seu namorado, que vira-se para Jungkook, recebe em cheio um murro em seu rosto, caindo no chão sangrando. Esse tipo de situação é extremamente assustadora. O mais novo ali não queria acertar Taehyung, queria, na verdade, revidar o soco de Yoongi, nem percebeu quando Taehyung se pôs à sua frente.

— Meu Deus, Taehyung! — O desespero de Jungkook foi notório, era como se ele tivesse levado o soco no lugar do namorado, se bem que, para Jungkook, ver Taehyung jogado no chão com o canto da boca sangrando e saber que foi ele mesmo o causador disso, não é algo de não se assustar. — Me perdoa, por favor, me perdoa. — Pedia ao lado do mesmo, erguendo o corpo do garoto e deixando-o sentando, parecia que Taehyung havia sido atropelado, nunca recebeu sequer um tapa, imagine um soco.

— ‘Tá sangrando. Ah! ‘Tá sangrando… e doendo ‘pra porra! Ai! — Reclamou ao tocar no lugar acertado. O mais velho entre eles se agacha e conferi o estrago, aquele soco havia sido forte e, de acordo com Yoongi, Taehyung já é um pouco variado das ideias, um soco desses havia acabado de piorar seu estado mental.

— Jungkook, esconder onde a Haru é ruim, mas isso já foi horrível da sua parte. — Yoongi comenta

— Eu estou zonzo. — Taehyung reclama.

— Cala sua boca, Yoongi! — Jungkook gritou.

— Como assim esconder minha irmã? — Jimin pergunta.

— Ele não quer contar onde Haru está agora. — Yoongi explica.

— Eu falei que estou zonzo, será que além de um soco eu tenho que aguentar ser deixado de lado também? — Taehyung pergunta baixo, mas alto o suficiente para todos ouvirem.

— Ajudem ele a se levantar. — Jimin fala, já irritado com a situação. — Sentem ele nessa cadeira, tenho algo que pode resolver isso. — Jungkook ajudou Tae a se sentar numa das cadeiras ali.

— Tipo mágica? — Taehyung perguntou grosseiro, mas re arrependeu amargamente, sua boca doeu com o ato, parecia que movê-la doía ainda mais.

— Não, tipo remédio mesmo. Pare de falar, vai doer mais ainda. — Se agachou a frente do garoto e abriu a mochila que possuía nas costas, era onde estava algumas coisas de luta e seu presente para a irmã.

— Já dói mais ainda. — Falou baixinho. Jimin riu do comportamento do garoto, claramente ele não era acostumado a dores assim. Apesar de ser bruto com a maioria das coisas e pessoas agora, ele deixou isso de lado e ajudou o desconhecido.

— Me expliquem, que história é essa da minha irmã? Por que querem escondê-la? — Essa era nova, sua irmão estava fugindo? De quem? Por quê?

— Não queremos. — Yoongi deixou claro. — Jungkook sabe onde ela está, mas não quer contar. — O pálido estava tão possesso com aquilo.

— E por que não quer contar, Jungkook? — Jimin encara o mais novo. Continua passando uma pomada para dor em Taehyung, a primeiro contato dói.

— Está pronto, isso vai fazer a dor ir sumindo aos poucos. Se voltar a noite, passe outra vez. — Pega o pote verde que havia usado e dá ao garoto machucado.

Taehyung ficou surpreso com aquilo, por isso ergueu as sobrancelhas e sorriu. No seu país, as pessoas não costumam ser tão boas assim com desconhecidos mas aconteceu que Jimin é uma bela exceção. O olhar que Jungkook, cujo assistia tudo um pouco afastado, foi mortal.

— Obrigado… — Agradece e deixa no fim da frase uma ponte para que o moreno lhe diga seu nome.

— Me chamo Jimin. Wada Jimin. — Taehyung ainda sorria, sentia o local acertado gelado, mas não era ruim a sensação, a dor ia sumindo aos poucos.

— Kim Taehyung. — Sorri de novo. Jungkook já não gostava da cena.

— Tudo bem, obrigada, Jimin, agora se afasta dele. — A voz de Jungkook era brigona, mas Jimin não se assustava com isso, na verdade, depois de entrar no box, o menor havia aprendido a lidar melhor com seus sentimentos, sabia que Jungkook não lhe gostava, mas não esquentaria com isso.

— Jungkook, onde está a mina irmã? — Yoongi estava calado, seus machucados pediam cuidados, mas Jimin não parecia ligar, embora que nem ele ligasse muito. Apenas sentou-se numa cadeira e começou a pensar em Haru.

— Não vou te contar. — Responde dando de ombros.

— Por quê? — Park não entendia, mas não por ser burro e sim porque não queria aceitar a verdade e realidade simples nos motivos de Jungkook.

— Porque ela não quer. Porra! Se ela quisesse mesmo que um de vocês soubesse ela teria contado, sabem que com ela é assim, se ela não contou, não foi porque estava sem tempo foi porque não quis! — Era tão simples de entender, por que eles ainda insistiam?

— Não importa. — Yoongi profere e ganha o olhar dos três ali presentes.

— É o querer dela, eu ‘tô me ferrando ‘pro que vocês… — Jeon foi interrompido.

— Não importa o que ela quer! Porque se ela não der um sinal de vida ‘pra mim eu… — Yoongi pausou a fala, ele precisava respirar e então continuar. — Eu vou enlouquecer e acredite, ninguém quer um Yoongi louco por perto.

— Eu que o diga. — Taehyung solta.

— Yoongi? Namorado da minha irmã? — Jimin observou Yoongi. De todos os cunhados que já tivera, aquele era o mais baixinho.

— Ex. — Jungkook corrigi. — A noona terminou com ele antes de ir… ir embora. — O mais novo abaixa a cabeça, dá uma lufada e nega. — Eu odeio tanto vocês dois.

— Por quê? O que porra fizemos? O que eu fiz? — A ruga na testa de Jimin era o exemplo mais claro de indignação que um ser humano como ele podia ter.

— Você ainda pergunta? Quantas vezes você mentiu ‘pra ela, Jimin? Quantas vezes ela se sacrificou por você e no fim não recebeu caralho nenhum? Qual foi a última vez que você se preocupou em saber se ela passava dias sem um bom descanso — Jungkook sorriu debochado e então continuou. — Para poder pagar uma faculdade que você nem aparecia ‘pra estudar? — A boca de Jimin se abriu três vezes para falar, para tentar rebater aquilo, mas como ele faria isso se Jungkook estava totalmente certo? Jimin não tinha nada a dizer para contrariar aquilo, por que ele havia percebido o quão ingrato era. — Exatamente, você não fez nada, porque você nem ligava. Eu escutei toda a briga que vocês tiveram e quando ela finalmente voltou ‘pra casa, tive medo de perder minha noona, mas sabe o que ela disse? “Deixa de ser besta, Kookie, você é meu irmão caçula, ‘tá tudo bem se você estiver aqui”. Eu chorei como um bebê. — Admitiu rindo sem humor.

— Eu… — Jungkook estava a alguns metros a frente da porta e Jimin estava parado a sua frente, mas um tanto longe. Taehyung e Yoongi calaram a boca e apenas ouviram

— Não precisa gastar saliva comigo, Jimin. Nem você, Yoongi. — Olhou para o pálido que parou pra escutar o que Jungkook dizia. — Na verdade, não me importo se você vai enlouquecer sem ela. Eu tive que ver minha noona triste durante dias, mesmo enquanto estava com você, eu tive que ver Wada Haru chorar, então, não me venha dizer que vai sofrer sem ela, porque você teve muitas chances ‘pra evitar isso, Yoongi, muitas mesmo. Começando por conferir aquele exame de paternidade. — Yoongi franziu o cenho e encarou Jungkook, a expressão dele não era de quem jogava verde, se perguntou se Haru havia falado alguma coisa com ele em relação ao exame de Bianca.

Ninguém falou mais nada, estavam todos em seus próprios pensamentos – Taehyung estava apenas digerindo a novidade do irmão de Haru ser um ingrato – Jungkook queria acabar com aquilo logo, precisava esvaziar a sala de Haru.

— Saiam daqui, sabem que não vou contar nada, me deixem terminar isso aqui logo.

Não havia o que fazer, apenas ir embora.

Jungkook não se importou de jeito algum quando a porta bateu e deu o sinal de que tanto Jimin quanto Yoongi foram embora, mas se importou quando Taehyung se levantou da cadeira branca e fez menção de sair da sala.

— Tae! — Chamou o garoto, mas Taehyung apenas parou e virou a cabeça e em seu rosto estava a expressão mais fechada do mundo. — O-onde você vai?

— Bem, eu vou para longe de você, porque não quero receber um soco novamente. — É claro que ele estava com raiva, como que Jungkook foi capaz de lhe acertar no rosto, se Namjoon visse aquilo, ah… era bom nem pensar.

— Foi sem querer, eu juro. — Conhecia o namorado que tinha e sabia que não seria fácil assim. — Me perdoa, por favor! — Pediu suplicante e fazendo cara de cachorro abandonado.

— Com uma condição. — Disse cerrando minimamente os olhos e deixando Jungkook agarrar sua cintura.

— Qual? — Apertou as mãos na cintura do mais velho e sorriu feliz.

— Me conte onde a noona está. — A velocidade que Jungkook desmanchou o sorriso foi inédita em todas as marcas de velocidade já existidas.

— Não, Tae. — Negou e a reação de Taehyung foi instantânea.

— Está bem. — Soltou-se de Jungkook e virou-se para a porta novamente.

— Taehyung… — Chamou. — Eu não posso contar, você tem que entender isso.

— Está bem. — Reforçou, mas, mesmo assim, saiu da sala.

Taehyung não entendia que aquilo estava fora da sua jurisdição? Jungkook não podia simplesmente acatar a ideia de Taehyung e lhe contar, pois conhecia o namorado e sabia que ele não desperdiçaria tempo, ele contaria a Yoongi.

Jungkook suspirou profundamente e decidiu esquecer aquilo por hora, ele tinha que terminar o mando de Haru, apenas isso.

[…]

Yoongi estava jogado no chão da sala. Ultimamente ele vinha ficando assim: jogado em todo lugar. Não se importou quando Biana lhe chamou para jantar. Aquilo até parecia cena de casados, mas não era Bianca que devia ser a protagonista disso.

Suspirou descansando a cabeça sobre o sofá.

As coisas estavam tão ruins para seu lado. Wada havia ido embora e toda a esperança que ele tinha em saber para onde era Jungkook, mas ele não iria cooperar e Yoongi tinha certeza disso. Tudo o que o pálido queria era uma informação, só isso.

Porém, para que saber? O que faria ao saber onde Haru está? Usaria essa informação ou apenas deixaria isso para lá? Eram questões importantes para quem está em sua posição.

— Yoongi! — Bianca gritou assustando ao pálido, ele não escutou nenhuma das três vezes que a loira lhe chamou.

Quando o outro finalmente lhe olhou ela fez um careta horrível para o mesmo e atrás dela conseguiu ver Taehyung também de cara feia, o mais novo havia visto as tentativas dela de chamar a atenção do mais velho e ficou realmente assustado quando ele não respondeu de primeira.

— Taehyung? — Perguntou ao ver o garoto.

— Você já deu algum remédio a ele? Pode ser lerdeza crônica. — O rapaz recém-chegado sugeriu a mais velha presente.

— Quando Haru for mercadoria me avisa, talvez eu compre e dê uma a ele. — A loira sai zangada para a cozinha, já estava cansada disso, Yoongi parecia ter perdido toda sua vida apenas com um namoro acabado, tudo bem, grande amor e todas essas coisas melosas de dorama, mas assim era exagero.

A reação de Bianca faz Taehyung erguer as sobrancelhas assustado, ele não esperava ouvir isso vindo dela.

— O que quer? — Yoongi pergunta assim que Taehyung lhe encara.

— Te ver. — Diz sentando-se no sofá.

— Tenta outra, Tae. — Yoongi faz o mesmo, sai do chão para o sofá.

— Está bem, eu vim perguntar se você ama mesmo a Haru. — Taehyung estava estranho, sem toda a alegria de antes.

— Por que…? — Questão de zona perigosa.

— Só me responde, hyung. — Yoongi encara Tae por um tempo, apenas o suficiente para ele pensar sobre aquilo.

— Sim. — Responde simplesmente.

— O suficiente para ir atrás dela? Tipo, pegar avião e tudo? — Taehyung precisava ter certeza daquilo.

— Taehyung, onde você quer chegar com isso. — Yoongi nunca gostou de perguntas assim, com ele o assunto é sempre direto.

— Responde, hyung. — Yoongi pensou durante um pouco tempo e percebeu que sim. Se ele soubesse onde Haru está ele iria atrás e tentaria tê-la novamente.

— Sim, amo a esse ponto. Mas agora fala, por quê? — A ruga na testa de Yoongi era bem visível.

— Sei onde ela está. — Fala de uma vez.

— Quê? Jungkook te contou? — A surpresa e até alegria de Yoongi eram imensas.

— Não, ele e eu brigamos, daí fui até a casa dele e falei com ele, enquanto ele estava cozinhando eu fui té seu quarto, eu sabia que ele tina anotado o endereço de noona, procurei entre as roupas de cama e então encontrei. Escrevi no meu celular e passei ‘pra um papel. — Tira do bolso um papel pequeno e branco. — Eu posso estar arruinando meu namoro com isso… — Bufou do próprio azar. Taehyung gostava mesmo de Jungkook, mas sabia que o sentimento de Yoongi por Haru era verdadeiro e até recíproco. — Apenas faça um bom uso, está bem? — Entregou o papel para o mais velho.

— Tae… se o Jungkook descobrir… — Yoongi conhecia o risco que possuía.

— Ele vai terminar comigo, eu sei… — Haru era importante para Jungkook, o garoto nasceu em uma família que só ele era filho, aos dezessete anos os país morreram e Haru se tornou sua irmã mais velha, mesmo que já conhecesse a japonesa, foi apenas quando seus pais morreram e ele entrou em uma febre sentimental tremenda que reconheceu ter uma irmã adotada. Proteger ela era até inconsciente da sua parte, apenas fazia e pronto.

Yoongi encarou o seu dongsaeng, sua feição triste estava ali debaixo do pequeno sorriso forçado.

— Obrigado. — Agarrou o mais novo em uma abraço forte. Taehyung se surpreendeu pela atitude do hyung, mas aceitou o gesto perfeitamente.

— Não agradeça, quando Jungkook terminar comigo você vai ter que me aturar na sua casa. — Disse ao se separar do pálido.

— Ele não vai terminar com você. — Fez careta enquanto abria o papel.

— Se você diz. — Sorriu conformado.

— Taehyung. — Chamou sério. O endereço o papel tinha que estar errado. — Me diz que não é onde eu estou pensando.

— É sim, hyung, é sim.

Depois de ouvir aquilo, Yoongi negou com a cabeça, pois, num mundo tão grande, Haru escolheu logo aquele país e aquela cidade.

Aquilo era uma faca em seu coração.

[…]

A ponta do pincel deslizava graciosamente sobre a tela dando a vida que a pintura necessitava e gritava em pedido. A rua, as pessoas, as casas, todo o conjunto do cenário ali naquela tela era simples, mas significativo. Pinceladas precisas, mas leves, deixavam a cor verde na tela branca, davam mais veracidade ainda para o lindo desenho ali sendo pintado. E, com mais três traços, ela limpou o pincel e guardou-o. Tinha que esperar sua tinta recém-colocada secar.

Colocou uma grande quantidade de café em um copo alto e de aro, logo se dirigiu à janela e abriu-a. O sol já estava baixo, isso queria dizer que estava quase na hora de ir para o trabalho. Bebeu do café, quente e amargo, como gostava.

Observou durante um tempo as pessoas andarem na rua, todas calmas, indo e vindo sem parar. Grupos e amigos saiam rindo juntos em meio aos outros pedestres. Haviam tantas bicicletas na rua junto a poucos carros que até assustava. Riu ao ver um casal brigado, pois não era uma briga real, era apenas uma discussão boba e de charme.

De onde estava podia até ver o rio Tamisa. E qual era o rio com mais beleza ao seu redor se não o rio Tâmisa? A começar pela ponte da Torre Bridge sobre si que conseguia ver um pouco ainda.

Um sorriso involuntário foi aos seus lábios.

— “A velha e agitada Londres”. — Repetiu a frase de um malvado, cujo nome ela sequer lembra mais, do seu filme favorito: A Múmia de 1999.

Gargalhou depois de falar a frase com tanta alegria. Mas não era de se esperar menos, estava a quatro dias respirando o ar da Inglaterra, vivendo no país mais educado do mundo, no mais histórico também. Sorriu para a visão que tinha e puxou a maior quantidade de ar que podia.

Olhou para sua tela e viu formas da Bahia – estado brasileiro – nela. Amarelo, verde, vermelho e branco, eram as cores que mais predominava, mas havia também marrom e preto, as formas eram de uma rua que lembrava de ter visitado quando pequena em uma viagem curta de seus pais, apenas procurou saber o nome e buscou fotos. Aquele era o terceiro quadro, haviam mais três já desenhados, faltava apenas começar a pintar.

Voltaria para encarar a cidade mas foi impedida pelo som de seu celular, onde G-Dragon cortava o silêncio do ambiente cantando Bullshit. Virou-se para trás e levou o olhar para onde estava o celular. Andou até a mesinha perto do cavalete e pegou o aparelho. Quando reconheceu o remetente, sorriu abertamente.

— Oi, Hobi. — Falou voltado para a janela.

Oi, bonita. E então, como está seu trabalho? — Ouviu-o perguntar do outro lado.

— Estou pintando o quadro da Bahia, quer dizer, estava, agora parei ‘pra deixar secar a tinta, enquanto isso vou pintar outro ou desenhar mais alguns. — Voltou para a janela, mas dessa vez ficou de costas para a visão e de frente para a tela.

Hum, entendo. — Disse. — Haru, eu queria perguntar a você se pensou naquela proposta. — Perguntou pausadamente.

— Sim, eu pensei e já tenho minha resposta. Eu aceito. — Falou de uma vez.

Wou, isso é muito bom, eu… — Pensou no que falar. — Estou impactado, pensei que não aceitaria. — Bufou risonho

— Por que eu não aceitaria? Foi a melhor coisa que me aconteceu esses últimos meses. — Disse não tão certa do que falava.

Bem, que seja. Nos vemos depois então? — Perguntou.

— Sim, me ligou só para isso? — Perguntou indo para o banheiro, precisava tomar banho logo .

Também, queria ouvir sua voz e vim lembrar que estamos na Inglaterra, por tanto, sem atrasos. — O riso baixo solto por Hoseok foi bem audível.

— Ah, claro, Deus me livre de atrasar no meu primeiro dia de trabalho. Ainda mais nesse trabalho e nesse país, o país da pontualidade. — Comentou irônica, não de deboche, mas entrando na brincadeira.

Boba, até daqui a pouco. — Riu.

— Até. — E então Hoseok desligou.

Wada estava de frente ao espelho avaliando seu rosto. Sorriu para si mesma. Não haviam olheiras, não aviam marcas de choro, não havia cabelo desarrumado, não havia tristeza. Ela estava feliz, mesmo que seu coração ainda implorasse por Yoongi e que tivesse saudades de seus irmãos, ela estava feliz. Estava se prendendo ao pensamento que esqueceria Yoongi e conviveria com a saudade. Estava fixa agora em sua carreira de pintora.

Pela primeira vez, em muitos anos, Wada estava pensando em si mesma e isso lhe trazia felicidade e descanso. Se sentiu bem ao entrar naquele avião, ao aceitar o convite de Hoseok e ao chegar na Inglaterra já sendo entupida de trabalho. Se sentia maravilhosamente bem.

Como há séculos não sentia.


Notas Finais


E no fim ela está na VELHA E AGITADA LONDRES, capital da INGLATERRA convivendo com HOSEOK
Cês tão sentindo esse cheiro?
Cara, é cheiro de TRETA kkkkk

Espero q tenham gostado de coração.
Não foi tão grande quanto que queria que fosse, eu tive que diminuir algumas coisas, mas ele tá aqui.
Eu n sei quando sai o próximo, mas será grande
E VAI TER TRETA, MEU DEUS COMO VAI TER TREEEETAAA

Beijos até qualquer dia <333



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