História Incapaz de Não Amar (Imagine Suga, Yoongi) - Capítulo 40


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens JB, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V, Youngjae
Tags Gie, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Min Suga, Namjoon, Suga, Taekook, Yoongi, Yoongie
Visualizações 209
Palavras 5.298
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Festa, Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sei, eu demorei muito, não respondi comentários de outras fics, desapareci legal e gente, eu vou fazer isso até o fim dessa próxima semana, porque é fim de ano letivo, são provas, trabalhos, testes, então, só relaxa um pouco, pq se eu demorar eu tenho motivo e trarei um capítulo grande ~ mesmo que seja tipo esse, sem coisa boa alguma ~ mas trago, veem?

Bem, sem enrolar, BOA LEITURA!

Capítulo 40 - En enfer!


Fanfic / Fanfiction Incapaz de Não Amar (Imagine Suga, Yoongi) - Capítulo 40 - En enfer!

Sonhar é da natureza humana e essencial na vida dos mesmos, não o sonho cujo se tem ao dormir uma noite de sono, mas sim o sonho que tem-se ao longo da vida, seja no lado profissional, no lado amoroso, ou de prazer, etc. Sonhos que, ao longo do tempo, adquire-se com o que vive-se e vê. Com Yoongi não era diferente, por isso, ele procurar um local para comprar não era novidade para quem lhe conhecia, era até um milagre ele finalmente estar indo atrás daquilo.

Depois de uma semana após retornar da Inglaterra, Yoongi decidira ir atrás de seu sonho: a mercearia que queria desde bem novo.

Passava pelas ruas principais de comércio na cidade e tentava encontrar um espaço bom para comprar, já havia visitado quatro e não, não havia gostado. Estava agora indo para o quinto lugar e esperava que fosse melhor que os outros. Pois não era exigente, mas se aquele seria seu ponto de negócio e trabalho, ele tinha sim que escolher bem.

Estacionou a frente do local vendo as portas de vidro logo de cara, tinha uma área livre e caso fosse uma loja, aquele local seria ideal para expor as peças de vendas. Havia uma porta de madeira branca dentro que dava acesso a uma parte não vista do local, Yoongi podia ver isso apenas pela vidraça e tinha certeza que se comprasse aquele lugar não as mudaria, iria deixá-las assim.

Andou até a entrada e empurrou a porta entrando no ambiente. Era tudo cor branco, o que mudaria caso comprasse, não havia detalhe algum, tudo que havia era uma mulher mais afastada por trás de um balcão, que assim que notou a presença de Yoongi, se colocou de pé e andou até o pálido.

— Boa tarde, senhor… — Deixou em aberto para saber o nome do homem a sua frente.

— Min Yoongi, marquei horário para ver o espaço. — Viu a garota se curvar e depois fez o mesmo.

— Do Ga-Eun. — Se apresentou. — Lembro de avisarem sobre o senhor. — Diz. — Bem, nosso espaço está localizado em uma das ruas mais movimentadas comercialmente de Seul, é um ponto bom para qualquer negócio. Contem esse espaço aqui, amplo, bem cuidado, iluminado e portal para a vista de cliente, além que, com diversas formas de uso dependendo do negócio. — Falou mostrando onde estava para Yoongi. Como dito, era um local sem nada, apenas paredes e um grande espaço verdadeiramente bom. — Me siga, por favor. — Pediu e começou a andar em direção a porta branca, abriu-a e deixou Yoongi passar na frente. — Aqui do lado esquerdo tem a escada que dá para o segundo andar*, aqui do direito tem um pequeno escritório para assuntos mais particulares de questões mais financeira do empreendimento que for abrir.

A garota andou até a porta do escritório e abriu-a e deixou Yoongi entrar, mas o mesmo não tinha interesse naquele local e se comprasse mesmo o lugar, poria abaixo aquele escritório. Era pequeno, com um ar-condicionado e luz clara, definitivamente, Yoongi colocaria abaixo. O Min passou para fora da sala e balançou um pouco a camisa, estava com calor só de entrar naquele espaço. Olhou para a menina em um pedido mudo para que mostrasse o segundo andar.

— Venha, lhe mostrarei o segundo andar. — Yoongi andou ao lado dela até as escadas, deixou que subisse dois degraus de diferença e seguiu os passos da mulher.

Subiram até chegar numa outra porta, entraram e viu mais um espaço totalmente vazio. Apenas paredes brancas e uma grande janela de frente para a rua. Yoongi andou pelo ambiente e foi até um segundo cômodo ali dentro conferindo ser um banheiro.

Aquele seria espaço que usaria ‘pra fazer suas mercadorias, era amplo até demais, com duas janelas enormes boas para ventilação, possuía um banheiro, e só melhoraria com uma copa.

— Bem, deve ter notado todos os pós daqui de cima, a janela, o banheiro o amplo espaço, além que as instalações de água e eletricidade estão quase novas. Depois da compra, obviamente, pode mudar o que quiser. E, acredito que o ponto que mais chamou atenção tenha sido o preço que está bem acessível se comparando o valor material que um local como esse pode custar lá fora.

— ‘Pra ser sincero, eu adorei o lugar, foi o melhor que visitei até agora, e o preço está acessível, mesmo sendo muito salgado. — Sorriu de lado e, que Ga-Eun seja criticada, mas aquele sorriso era o mais bonito que já havia visto. — Mas, e em relação ao barulho? Tem algum limite? — Virou-se para a janela e observou a rua, estava cheia e havia barulheira, notou então que talvez fosse ele que se incomodasse com barulhos.

— Não, não. As lojas vizinhas são de roupas, flores, comida acessórios, entre outros, muitas delas colocam sons altos, e dependendo do que vai fazer, creio que não terá que se incomodar com multa por excesso de som. — Aquela era uma área realmente movimentada e voltada para o comércio, se preocupar com som era besteira, visto que lojas coreanas tendem a ser escandalosas.

— Assim é melhor. — Comentou virando-se. — Qual o motivo da venda? — Questionou para a mulher, mas ela parecia um pouco perdida encarando Yoongi. E sim, ela estava. Ga-Eun não esperava que o interessado no imóvel fosse jovem, bonito e… atraente.

— Ah… o dono do imóvel é meu pai, ele deseja vender apenas por não usar o local, mas credite, está em perfeitas condições, posso até lhe passar todos os detalhes de fiações e instalações, assim como o registro do terreno. — Ela estava um pouco nervosa, queria fechar a venda, mas a imagem de Yoongi lhe perturbava.

— Desculpe a desconfiança, mas vou querer sim. — Cruzou o braços e encarou Ga-Eun.

— Sem problemas, entendo perfeitamente. — No mundo dos negócios é preciso cuidado.

— Eu não vou poder dar uma resposta imediata sobre a compra, apesar de ter gostado realmente daqui. Eu preciso pensar em relação as mudanças que vou fazer caso compre. — Balançou a cabeça assentindo, era uma forma de perguntar se ela entendia a questão de Yoongi.

— Sim… ah… sem querer ser intrusa, mas já sendo, deseja fazer grandes alterações? — Perguntou educadamente.

— Na verdade não, creio que aqui em cima apenas faça uma copa, mas no primeiro andar eu desmancharia aquele escritório. — Pensou um pouco pondo a mão abaixo do queixo. — Pequenas alterações que vão fazer a diferença para mim. — Completou.

— Sei bem como é. Posso indicar uma arquiteta para você se quiser e com um preço muito razoável. — Ga-Eun gostava de unir o útil ao agradável.

— Olha, apesar de eu ter uma familiaridade com arquitetura, eu aceito sim, é bem melhor quando um profissional dá uns toques. — Concordou com Ga-Eun. — Quem é a arquiteta?

— Eu. — Viu a expressão confusa de Yoongi e tratou de explicar. — Sou formada em arquitetura a três anos, estou aqui como vendedora por ter parentesco com o dono, mas meu negócio mesmo é arquitetar e não vender. — Yoongi sorriu de lado e assentiu.

— Bem, já que é assim, podemos já conversar sobre o contrato de venda e as mudanças que pretendo fazer, certo? — Ga-Eun sorriu e assentiu em resposta.

Yoongi iria finalmente comprar o local para abrir sua marcenaria e ainda planejaria como deixá-la com uma arquiteta, embora que essa arquiteta estivesse interessada mais no seu cliente.

[…]

Taehyung andava confiante até onde Namjoon estava enquanto ele conversava com Jungkook, mas isso não importava, Taehyung era forte e já havia passado bastante dias para ele esquecer de vez a paixão enorme que tinha por Jungkook.

Que blefe horrível!

Taehyung não estava confiante, acontece que o, agora de cabelos castanhos, era um bom ator, desde que criança! Mesmo que tivesse passado quase um mês Taehyung não deixaria de se machucar ao e ver Jungkook que, mesmo sabendo que ter entregado o endereço de Haru a Yoongi foi bom para ela, não lhe perdoou e não revogou o fim do namoro. Tae esta, na verdade, muito mal, mas, mesmo assim, deixou de lado isso e simplesmente andou em direção ao seu hyung.

— Olá. — Foi educado e cumprimentou os dois, mas virou-se para Namjoon e perguntou: — Hey, Namjoon hyung, você vai, não é? — Haviam marcado de saírem os dois juntos, já que Yoongi não estava disponível e Jin estava mais interessado em seu namoro.

— Sim, sim, ah, espero que não se incomode, mas chamei o Jungkook também. — Taehyung parou e pensou rápido numa resposta.

Estaria numa balada com Jungkook perto, ele é seu ex-namorado e ainda não o esqueceu, sentiria ciúmes caso alguém se aproximasse, mas não podia impedir disso acontecer, então, mesmo que não fosse a melhor coisa a se fazer, Taehyung deu de ombros e respondeu com indiferença:

— Por mim tudo bem. — Olhou passageiramente para Jungkook, o mesmo estava com uma pequena ruga entre as sobrancelhas, era devido ao convite que Namjoon fizera e não teve como recusar, mesmo sabendo que Taehyung iria junto. — Vamos para Hongdae a parti das nove horas. Passem na minha casa, de carro preferencialmente. — Falava para os dois, mas olhava apenas para Namjoon.

— Está bem, mas não demora ‘pra se arrumar! — O Kim comentou recebendo um olhar prensado de Taehyung. Ele tinha sim mania de demorar escolhendo roupas para balada, mas isso era antes, quando não namorou com Jungkook, aquela seria, na verdade, sua primeira balada depois de terminar.

— ‘Falou! Até mais. — Se virou e andou para longe deles. Tinha que se manter firme, ao menos quando estivesse em frente a eles.

Se questionou o motivo de Namjoon ter chamado Jeon para irem juntos, seu hyung sabia sobre o fim do relacionamento, sabia o motivo e como ficara com aquilo, porque lhe apunhalar assim? Será que só possuía amigos traíra? Pois um dia anterior aquilo, Yoongi e Jin fizeram questão de deixá-los sozinhos num só camarim, o que era um absurdo em amizades.

— Eu mereço! — Abaixou a cabeça enquanto encarava a tela do celular. Mandou uma mensagem para Yoongi e depois para Wada. Depois que Haru e Yoongi voltaram com o namoro, ela decidiu voltar com suas redes sociais, mas não usava-as tanto, apenas as vezes quando possuía tempo.

Como o horário de saída da empresa estava quase no fim, Taehyung apenas foi para casa relaxar em seu lar, tomaria um belo banho e escolheria logo sua roupa, coisa que era um sacrifício!

Tinha que escolher um look bonito, para, como gostava de dizer, arrasar! Não seria hipócrita e diria que não era pelo Jungkook, porque sim, era um pouco, mas também era por si, estava precisando se sentir lindo, coisa que Taehyung era até com roupa de mendigo. Ia se produzir sim, quem sabe fizesse o que costumava fazer assim que findava um namoro: estar com outras pessoas!

Escolheu uma calça preta com um rasgo em cada joelho, uma blusa negra estampada com emblemas musicais e um blazer branco, o que fez toda diferença no visual, para os pês escolheu um sapato all star. Se ele não estivesse sexy, não sabia-se mais quem poderia estar.

Cabelos lisos e soltos, com um brilho bonito, boca rosada e um perfume amadeirado. Se olhou no espelho depois de pronto e ainda escovando os dentes tendo uma conclusão só:

— Nossa, eu estou muito hétero! — E estava sim, e como todo bom homem que já passou pela bissexualidade, Taehyung criou uma meta para aquela noite. — Eu estou muito hétero! — Reforçou novamente aquela afirmação. — Um hétero gostoso!

Terminou de escovar os dentes e saiu do banheiro, foi até a sala e separou na carteira tudo que ia precisar, identidade, dinheiro… camisinhas. Ué? Homens devem se prevenir, ainda mais quando você está crente que não acontecerá nada, pois aí que está o perigo.

Esperou Namjoon chegar e enquanto isso tirou diversas fotos de si mesmo, fazendo um bico mais despojado, inflando as bochechas, com um sinal de V, tudo que sempre fazia, mas naquela noite aquilo não dava certo, pois, como já dito, Taehyung estava achando-se muito hétero. Então fez poses que, de acordo com o machismo, eram másculas e não afeminadas como as que fazia. Tirou uma foto mais sério, mas compenetrado em alguma cosia, expressões um tanto artísticas. Fotos de corpo inteiro mostrando como estava vestido também.

Sua calça apertada era um ponto alvo de críticas, mas se a sociedade visse a beleza que o homem se torna de calça apertada e coxas fartas marcadas, não diria nada sobre o uso, estimularia!

Quando estava prestes a ir por um pouco – mais – de perfume, sua campainha tocou. Suspirou depois enquanto se recuperava do susto que tomara, pois se Namjoon havia chegado, Jungkook também havia. Jogou o celular sobre o sofá e foi até a porta. Namjoon tinha livre acesso para o apartamento de Taehyung, assim como Jungkook, então não era de se surpreender que estivessem ali sem contatar o porteiro. O que era ruim, pois nem dava tempo para se preparar enquanto eles sobiam os andares.

— Oi! — Sorriu disfarçando o nervosismo ao abrir a porta. Olhou primeiro para Namjoon, um traje obviamente elegantíssimo, vestido nas escolhas que se sentia bem, já quando olhou para Jungkook, sentiu-se um tanto estranho, o menor estava lindo, lindo demais, mas não podia fazer o que era costumeiro, não podia apenas lhe rodear com um abraço e dizer ao pé de seu ouvido que estava sexy naquela roupa. Como queria estar com ele ainda. Reprimiu um gemido doloroso ao ter que sorrir para ambos. — Entrem, eu já estou pronto, só falta uma coisinha.

— Tae, você está diferente. — As palavras foram proferidas por Namjoon enquanto entrava no local.

Jungkook entrou e seguiu direto para a sala, se deparar com a imagem de Taehyung foi algo um tanto chocante, ele estava lindo, e sim, diferente, mas um diferente lindo. Jungkook pensou algumas vezes que foi drástico na decisão sobre terminar, mas foi uma quebra de confiança, ele não podia perdoar fácil assim, mesmo querendo um pouco.

— Como assim diferente? — Sorriu, ele sabia que tipo de diferente se tratava.

— Não sei, diferente. — Namjoon apenas respondeu sentando-se no sofá enquanto Taehyung vinha espirrando seu perfume em si.

— Bem, eu estou do mesmo jeito de sempre, assim como vocês… — Respirou fundo, e refletiu: se ele iria mesmo para uma balada na companhia de Namjoon e Jungkook, ele teria que agir de modo natural, conversar e agir naturalmente, nada de ficar apenas falando com Namjoon, Jungkook também estava ali, ele teria que agir com ele como agia com desconhecidos que geralmente não tem intenção de conhecer. — Vocês estão muito gatos! — Era tudo o que podia dizer sem querer dar a entender outras coisas. — Vamos logo! — Apressou-os.

Agora que estavam dentro do carro de Namjoon e seguiam para Hongdae, Jungkook mexia-se desconfortável no banco da frente, coisa também que lhe incomodou, sabia o quanto Taehyung gostava de ir dirigindo ou no banco ao lado do passageiro, mas, daquela vez, ele insistiu para ir atrás, o que fazia Jungkook ter que se repreender e controlar para não lhe olhar pelo retrovisor, como se houvesse modo disso acontecer.

Virou-se para a janela e observou tudo passar, Taehyung também fazia o mesmo, o que era um mal sinal para aquela noite.

[…]

O pincel deslizava calmo sobre a tela, deixava um marca dourada intensa sobre ela, era uma tinta de difícil manuseamento apesar de ser a óleo. Logo a tinta trazia forma a imaginação borbulhante de Wada, fazia de sua imagem cerebral uma realidade artística, estava desenhando um rosto com uma tinta viva amarelada e dourado. Estava focada, focada ao máximo.

Ao longe Paperon lhe observava sentando numa poltrona vintage, com uma taça meada de vinho artesanal na mão, os olhos semicerrados e um pequeno traço de sorriso no rosto. Admirava Haru enquanto a mesma pintava, ela se entregava tanto àquilo que mal podia acreditar que nunca recebera uma aula “digna” sobre o assunto. Naquele instante era visível uma ruga entre as sobrancelhas de Haru, a concentração em cada traçada era tão viva que até Paperon sentia uma dor excessiva ao vê-la pintar. Porém, após um suspirou aliviado, Haru se afastou da tela com a paleta de tintas e pincel.

— Terminou? — A voz com sotaque lhe questionou ao longe.

— Só a primeira camada, ainda vou usar o bronze e, talvez, um negro. — Respondeu imaginando sobre aquela recém-pitura uma nova, enquanto Robert se aproximava devagar observando a tela aos poucos. — Para os olhos. — Explicou encarando Robert ao seu lado, mas ele não lhe olhava, apenas encarava a obra a sua frente.

— Uau! Vai colocar na exposição? — Ela assentiu voltando o olhar para frente. — Ele vai amar. — Sorriu abertamente para Wada sendo retribuído, afinal, ouvir de seu professor que um quadro está digno de amor é simplesmente fabuloso. — Ah, tem falado com Yoongi? — Repentina é a descrição em uma palavra só daquela pergunta, Haru até sentiu um choque lhe percorrer o corpo fazendo-a lembrar das mais de dez mensagens que não respondera ainda. — Não a vejo ligar para ele a um tempo já, o que houve? A distânciaestá afetando o relacionamento? — Perguntou indo sentar-se na cama, cruzou as pernas e bebericou seu vinho.

— Não. — Respondeu apenas. Haru não queria falar sobre aquilo.

— O que está acontecendo? — Perguntou, pois Haru não era daquele jeito, fria, calada e distante, ao contrário, era calma, mas tinha seus momentos agitados.

— Nada! — A voz não foi alta ou rude, mas foi obvia demais, fazendo Paperon desconfiar mais ainda daquela resposta.

— Você não tem comido normalmente, você não tem dormido normalmente, você sequer tem mandado notícias para seu amigo Jungkook, mas o pior é que falar com Yoongi é uma raridade, e olha que eu aposto que ele fica a noite acordado esperando você retornar as quatro ligações por dia que ele faz ‘pra você, ou as tantas mensagens que manda. — Apontou tanto comentando quanto com o dedo indicador. — O que está acontecendo com você? Pensei que estivessem juntos novamente. — O problema não era Haru namorar, era ela estar tão estranha assim. Mudar pensamentos, modo de agir e até costumes pode interferir no que você faz.

— E estamos, é só que… — E então entalou dentro da garganta tudo que sentia, que queria esclarecer, mudar e tudo que Yoongi lhe causava.

— É só que o que, Haru? — Insistiu.

Wada suspirou alto e andou até uma mesa ali próxima, pegou o pincel que usava e iniciou o processo de lavá-lo. Estava pensando na resposta que Paperon esperava.

— Eu sinto que Yoongi vai me pedir em casamento a qualquer momento. — Disse baixo e de forma triste.

— E isso não seria bom? — Perguntou sem entender. Haru amava Yoongi, ouviu da boca dela aquilo, ouviu que seu peito ardia só de imaginar ficar longe dele por separação, amava-o, então, por que estava com medo de ser pedida em casamento.

— Seria. Bem… Yoongi pode se precipitar com isso, sabe? Ele ainda sente culpa por termos separado, por ter ficado afastado de mim durante um tempo, e eu acredito que ele goste de mim, mas e se não for o suficiente para um casamento? Tenho medo que seja só a pressão se me perder de novo, quem sabe ele queria compensar o tempo assim, e se nos separarmos porque nos apressamos de mais? Eu não posso simplesmente deixar isso acontecer… — Estava dando suas desculpas quando Paperon colocou a taça no chão e disse:

— Pode parar! Pode parar! Mon amour, não dê desculpas esfarrapadas ‘pra mim, justo eu, Robert Paperon, seu professor, mais vivido do que a própria vida. — Era claro que Yoongi não era o motivo do medo de Haru. — Seja honesta comigo e fale o real motivo. — Pediu desabotoando o paletó que vestia e retirando a parte de cima.

— Eu não sei se estou pronta ‘pra isso. — Relaxou os ombros em claro desespero.

— ‘Pra se casar? — Perguntou afável dando batidinhas ao seu lado para que se sentasse ali, logo viu Haru andar a passadas lentas e preguiçosas até lá.

— Não, ‘pra me privar. — Abaixou a cabeça e sentou-se. Recebeu o olhar confuso de Paperon, por isso explicou bem o que queria dizer. — Eu estou começando agora a seguir meu sonho, dentro de quatro meses estarei de volta e tenho certeza que ele irá me pedir em casamento. Eu vou aceitar, porque amo Yoongi e casar com ele faz parte dos meus desejos… mas está cedo, muito cedo. — Encarou o rosto pensativo de Paperon e explicou. — Eu preciso viver agora, eu nunca vivi por mim mesma, se eu casar com Yoongi, logo ele vai querer filhos, e sim, eu também os darei, porque ter um filho de Yoongi seria algo maravilhoso, mas e aí? A minha vida começa e dura somente quatro meses? Depois que eu casar não terei mais a liberdade que tanto esperei chegar e só veio agora depois de tantas coisas bruscas acontecerem. Não posso perder isso, é egoísmo com o branquelo, mas eu não posso fazer isso comigo mesma.

— Eu entendo, mas por que tem certeza que perderá sua liberdade? Você vai apenas casar.

— Você não entende sobre o casamento asiático. — Suspirou. E não, Paperon não fazia ideia de como os casamentos asiáticos podiam ser ruínas na vida das mulheres. — Depois que a mulher casa, ela doa sua vida a família. Seu marido vira praticamente sou peso, parte do seu corpo que você tem que cuidar sempre. Se ela engravidar, trabalhar fora de casa não é bem-visto, pois como eu disse, ela doa sua vida ‘pra família, e Ro, eu não quero isso ‘pra mim. Minha mãe morreu e não viveu nada, ela parou de lecionar música porque eu nasci e não podia fazer nada mais, porque meu pai era um típico japonês machista junto com toda sua família. — Abaixou a cabeça e se entristeceu lembrando da mãe. — É triste falar isso, mas não quero acabar como minha mãe, não quero ser uma dona de casa frustrada por não fazer o que gosta. Quero ser uma Haru feliz por pintar o que quiser, quando quiser e sem ninguém para falar que eu não devo me comportar como livre, pois tenho família e meu dever é cuidar dela. Juro que vou enlouquecer se me deparar com essa situação em algum momento da minha vida. — Terminou se pondo de pé e servindo a si mesma uma taça de vinho de arroz.

— Não sabia sobre esse aspecto asiático. — Disse. — Mas não deixa isso afetar seu relacionamento com Yoongi, vocês se amam e devem ficar juntos. Se se casarem você continua sendo Wada Haru, se você engravidar, continua sendo Wada Haru. Se alguém perguntar o motivo de trabalhar mesmo sendo mãe, diga que ser mãe não é estar deficiente ao ponto de não poder trabalhar e cuidar da família ao mesmo tempo. Siga o exemplo ocidental algumas vezes que você não se arrepende e nem se estressa.

— Fácil falar. — Bebeu deixando o líquido descer deliciosamente perigoso em sua garganta.

— E fazer também, afinal, você pretende trabalhar com pitura, não trabalhará fora, e se for, faça como os franceses a todos que te julgarem: envoyer tout le monde en enfer! — Wada riu, pois, apesar de não saber francês, sabia que ele havia falado ao inferno no fim da frase, então dava para deduzir o que havia sido dito. — Você é mulher, não escória, não deixe essa coisa machista atingir sua felicidade e seu futuro, seja noiva, seja esposa e seja mãe, mas não seja infeliz longe do amor da sua vida. — Sorriu para Haru sendo retribuído.

— É talvez seja assim. — Custaria Haru acreditar naquilo, mas o que custava tentar?

[…]

As luzes piscavam constantemente, a visão de todos ali estavam sendo dificultadas por conta das cores do ambiente, uma pegada mais escura com brilho em todos os lugares, a dança envolvia tanto os que dançavam quanto os que estavam sentados apreciando a vista do local, entre eles estava Jungkook e Namjoon.

Assim que entraram e sentaram-se, Namjoon observou ao longe uma mesa com algumas garotas e um garoto, entre eles estava ela, a menina de cabelos verdes, sorria e gargalhava linda como sempre usando seu óculos de armação vermelha, vestida numa regata branca, numa calça negra e… calçada num converse vermelho. Naquele momento Namjoon pensou que fosse o destino agindo ao seu favor.

Num impulso se levantou e noutro sentou de novo. O que diria a ela? Que era um louco que a observava sempre no mesmo café? No mesmo horário? Que sentia-se puxado a ela sempre que a via? O que dizer? O que dizer?

— Que foi, Nam hyung? — A voz alta de Taehyung lhe atingiu e só então despertou para encará-lo.

— Ela é a garota que venho observando a um tempo. — Tanto Jungkook quanto Taehyung olharam para aquela mesa, fazendo assim os dois reconhecerem outra pessoa.

— Aquele não é o irmão da noona, Jungkook? — Foi nesse momento que o Jeon sentiu suas conexões perderem o sentido e paralisarem fazendo-o demorar a responder Taehyung enquanto o encarava.

— Ah, sim, é ele sim. — Respondeu, mas se arrependeu imediatamente. Taehyung olhou mais uma vez para a mesa ondo estava o Wada dando, logo depois, um sorrisinho de lado. Jungkook só desejou que Taehyung não fizesse aquilo que o mesmo pensou que o mais velho faria.

— Eu acho que quero falar com ela. — Namjoon quieto e mesmo com o som já alto os outros dois escutaram bem.

— E por que ainda não foi? — Jungkook questionou. Não sabia bem quando havia começado aquela amizade com seu chefe, mas começara, talvez ouvir ele falar sobre a esverdeada e Namjoon ouvir sobre Taehyung tenha sido o que os aproximou.

— Não é tão fácil assim, sabe? O que vou dizer a ela? — Ah, quem via até pensava que Namjoon era um ser todo bem resolvido, mas partia para assuntos amorosos, só forças superiores na causa.

— Que tal começar com um: olá, me chamo Kim Namjoon e você? — Jungkook deu a sugestão, ele tinha uma certa experiência em cantar mulheres.

— Não! E outra, ela parece ser íntima daquele garoto. — Apontou para mesa e uma ideia surgiu em Taehyung.

— Bem, posso resolver isso. — Tae disse já pondo-se de pé e indo até a mesa cujo tanto olhavam. Namjoon até tentou fazê-lo voltar, mas já era tarde, Taehyung já se encontrava cumprimentando as garotas e o garoto ali distante.

— O que ele vai fazer? — Namjoon escondeu o rosto com as duas mãos em desespero.

— Eu não sei… — Mas Jungkook queria saber, só para evitar ver Jimin e Taehyung juntos, aquilo seria o cúmulo.

Na outra mesa.

— Boa noite, pessoas. — Disse erguendo uma das sobrancelhas, semicerrando os olhos e sorrindo de lado. Jimin encarou Taehyung e lhe reconheceu logo após receber um olhar direto dele.

— Taehyung? — Jimin questionou sorrindo também. Lembrava de Taehyung, de como ele foi ao chão por um simples soco e até riu internamente ao vê-lo estressado por aquilo, se ele visse o que passa nos treinamentos nunca teria reclamado do golpe que levara.

— Lembra de mim? — Tae estava surpreso por aquilo, não esperava que ele lembrasse de si.

— Claro! Senta aí! — Mandou apontando com a cabeça para um banco ali perto. Sem demoras Taehyung puxou um pouco mais ele para a mesa e sentou-se, logo estava conversando com Jimin sobre o dia que levara uma boa bifa na cara. — Foi engraçado. — Riu um pouco.

— Foi doloroso! — Retrucou.

— Você levou apenas um murro, se tivesse visto o que Jimin levou numa luta de box teria caído ‘pra trás. — Sook, a esverdeada que tanto Namjoon queria falar, comenta normalmente entre eles. Estavam ali também mais duas garotas, uma loira e uma morena. A loira não parava de se infiltrar na conversa com Taehyung, que estava ali já uns dez minutos, as vezes até olhava para trás e conferia se Namjoon e Jungkook ainda estava na boate.

— Você luta box? — Perguntou a Jimin enquanto servia a Sook. — Nossa!

— Pratico a algum tempo já, ela é filha do meu treinador, minha noona cabelo de alface. — Sorriu zombando da mais velha enquanto ela lhe fazia careta.

— Hum, ah, Jimin, preciso falar com você, a sós. — Jimin a princípio não entendeu, mas quando chegaram numa parte afastada das garotas Taehyung tratou de explicar.

— Uma pergunta: qual delas tem namorado? — Sutil e direto.

— Que? — Questionou perdido, mas logo entendeu e respondeu normalmente. — Nenhuma delas, por quê? — Jimin encarou Taehyung com as sobrancelhas franzidas tendo sua pergunta ignorada.

— Em qual delas você vai investir? — Perguntou simples.

— Que malandrão você! — Gargalhou insinuando coisas. — Na morena. — Respondeu logo afirmando o pensamento de Taehyung sobre ele querer uma delas. Porém, tudo que Taehyung fez foi sorrir e apontar sem propósito para o menor.

— Sabe a Sook, eu quero saber se ela curte caras. — Perguntou um tanto indeciso.

— Também… — O Kim encarou Jimin e sorriu de lado com a revelação. — Mas cara, não investe nela, a noona gosta de caras mais altos e mais velhos. E outra, nem caras assim ela pretende pegar hoje. A noona ‘tá bolada com umas coisas que aconteceram, então, desiste, ‘pro seu bem.

— Tudo bem, eu não investiria nela, na verdade, é outro amigo que pretende. — Cruzou os braços encarando a mesa onde antes estava com o garoto ao seu lado.

— Espera, estava com a gente ‘pra dar uma de cupido? — Jimin riu quando viu Taehyung assentir um mais ou menos. — Está bem, mas toma cuidado, a noona não é uma qualquer. — Avisou.

— Muito menos meu amigo! — Garantiu. — Depois eu venho aí, preciso voltar a minha mesa. — Levantou o polegar esquerdo e foi andando para onde estava inicialmente.

Sentou-se de uma vez no banco ao lado de Namjoon e disse:

— Primeiro: você tem chances porque é alto e mais velho que ela, ela gosta de caras assim; segundo: não vai nela hoje, aconteceu alguma coisa que ela ‘tá boladona, ou seja, sem saco para conversinhas, talvez eu saiba mais sobre ela e te falo! — Levantou o polegar esquerdo novamente.

Estava estranho, não se comportava assim geralmente.

Taehyung havia bebido dois shots, mas não estava bêbado, estava diferente seu comportamento apenas por estar. Jungkook notou isso quando o mais velho não estava ali, ficara conversando com Namjoon vendo outros dançarem, mas passava o olhar em Taehyung por certos momentos e não gostava de vê-lo junto a Jimin, não só por ciúme, como também por não gostar do outro.

— Esse toque é maravilhoso! — Se colocou de pé e olhou bem para os dois sentados. — E eu vou dançar ele. — Disse confirmando e indo para a pista de dança.

Jeon queria tanto amarrar Taehyung na cadeira! Estava se roendo e começou a quase espumar quando viu Jimin se levantar e seguir para onde o Kim havia ido. Namjoon já avisara que não dançaria e estava ali pelos mais novos, eles que queriam sair, o Kim mais velho queria ir dormir, mas resolveu fazer aquele favor. Jungkook queria mesmo era ver Taehyung ali sentado bebendo com eles e não dançando com… uma garota?

— Taehyung está dançando com uma menina? — Perguntou surpreso a Namjoon.

— An… sim, por quê? — Jungkook sorriu de lado e negou, estava aliviado agora, pensava que com meninas não havia perigo.

— Ah, por nada. — Encarou Namjoon e retornou a conversar sobre diversos assuntos banais, desde moda até mulheres… e homens. — Sabe, hyung, eu sinto que não sou gay, sou gay apenas pelo Taehyung e isso me frustra, porque não fico com outros homens e muito menos com outras mulheres. Talvez ele tenha me feito um feitiço, ou uma mandinga tipo aquelas feitas com café e cueca. — Namjoon riu do que Jungkook dizia, pois o garoto estava claramente bêbado. — É sério! Eu acho que fui amarrado por ele. — Jungkook parou de falar e notou o olhar surpreso de Namjoon que ia para trás de si, onde ficava a pista de dança. Em curiosidade, Jungkook virou-se para trás e arregalou os olhos quase que instantaneamente.

Afinal, não é todo dia que se vê Kim Taehyung, gay assumidíssimo, beijando uma garota com a mais vontade existente na terra… talvez, quem sabe, fosse o fato dele estar bem hétero e um hétero gostoso naquela noite.


Notas Finais


O segundo andar' - Na Coreia do Sul o térreo é considerado o primeiro andar, diferente daqui, onde o primeiro andar é o espaço acima do térreo. Ou seja, nosso primeiro andar é o segundo andar deles.

Envoyer tout le monde en enfer! = mande todos ao inferno!

Desculpa por esse capítulo tão.. ARGH! sério.
Bem, como sabem, está no fim e... agora, faltam uns três capítulo, talvez sejam quatro, só um talvez.

Mas e aí? O que acharam? Comentem para q eu saiba, comentem se estão ansiosos pelo fim. Neh por nada não, mas vcs vão ficar surpresos kkkk

Beijos, até o próximo, e tchau amores <3


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