História Incendiários - Desejos das Chamas - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Linha De Tempo Propria, Magias, Rpg, Universo Alternativo
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Palavras 8.579
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


AAAARRGH, CABIN BOYS! COMO ESTÃO? XD

SÉRIO, BAIXEM O ARQUIVO PDF, É TÃO MAIS BONITINHO!
Bem, eu apenas venho aqui dizer que se querem uma leitura mais "bonitinha" e organizada, recomendo que baixem o Arquivo PDF contendo o primeiro capítulo e também algumas "decorações" especiais, como por exemplo: Dedicatória, algumas frases dos personagens em destaques numa página, e uma fonte bem mais bacana.

O LINK PARA DOWNLOAD ESTARÁ NAS NOTAS FINAIS, PORQUE NÃO É PERMITIDO COLOCAR NAS NOTAS INICIAIS D:

Obrigado, e espero que tenham uma ótima leitura.

Capítulo 2 - Fantasmas presos na noite


Fanfic / Fanfiction Incendiários - Desejos das Chamas - Capítulo 2 - Fantasmas presos na noite

Passaram-se aproximadamente quatro horas que estou aqui, já é fim de tarde.

Eu estou sentado numa das mesas que ficam ao canto da sala de entrada, apenas observando tudo. Me sinto completamente entediado, mas o rei ordenou que nós esperássemos ele voltar aqui, pois ainda hoje ele nos colocaria numa tarefa.

A sala estava sendo iluminada por velas chamativas colocadas presa nas paredes, e até mesmo, nas mesas como a qual eu estava sentado. Eu olhava para o fogo da vela à minha frente, admirado com sua beleza.

Todos os outros estão conversando, parecem ansiosos, a garota ruiva que outrora batia no garoto, agora está conversando com o mesmo.

Passando-se alguns minutos… algo começou a me incomodar. Uma menina de cabelo moreno e cacheado que percorriam-lhe os ombros, está me encarando enquanto sentada numa outra mesa em frente a minha. Seus olhos esverdeados eram diferentes, como os olhos de um felino, ela vestia um manto encapuzado na cor preta. E sua inexpressão era assustadoramente interessante.

Tratei de começar a encará-la também para que ela percebesse o que estava fazendo e virasse o olhar, mas isto não aconteceu.

Ela continuou apenas me encarando, até que seus olhos esverdeados tornaram-se um finíssimo traço vertical, como os de gatos.

Por mais que não fosse de meu feitio ser medroso, eu quem virei meu rosto para o outro lado e tentei ignorar. Antes que eu virasse meu rosto para ela novamente e confirmasse se ela havia parado, o rei entra na cabana num forte impacto. Ele estava acompanhado de dois outros homens, sendo um deles o serviçal Mohan e o outro um Cavaleiro de Bronze.

-Certo, crianças. -Diz o rei. -Teremos de encerrar a brincadeira até amanhã de manhã, pois vocês passarão a noite fora devida uma missão.

Um rapaz com a face exalando empolgação, pergunta-lhe que missão.

-É, indo direto ao ponto. Vocês, aprendizes de soldados, irão ser testados em algo que pode matá-los. -Ele olha um por um, até mesmo a mim. E então continua -Mas apenas se não seguirem corretamente as instruções de Prom.

Prom é o cavaleiro de Bronze ao seu lado, que dá um passo à frente, se apresentando. Por debaixo da armadura, parecia ser um cara montanha, com porte físico extremamente musculoso. Ele retira o elmo, revelando seu rosto. Se tratava de um homem louro, com cavanhaque, e parecia ter uns 30 anos, seus cabelos eram longos e estava prendido.

-Eu me chamo Prom, carrego o título de Esmaga Rocha. Vocês ficarão sob minhas ordens, conselhos e supervisão. Aqueles que não me seguirem precisamente, serão expulsos do exército. Entenderam bem? Não me levem a mal, mas se tem algo que me enfurece são piadinhas fora de hora. Poupem-me disso e não transformarei ninguém em ração para cachorro.

Todos concordam com a cabeça.

-Ótimo, Mohan irá explicar-lhes agora o motivo dessa expedição.

Um menino, muito mais novo que eu, ergue a mão, querendo perguntar algo. Prom o concede a permissão.

-Iremos receber armaduras igual a sua? -O menino pergunta numa voz tímida.

O cavaleiro apenas ri, pedindo que Mohan siga a discussão.

-Como vocês sabam, e das peores maneras possivleis, um recentle ataque de os goblens acarretarram num monte de peidas à cidadle, incluseve ses pais, eu lameinto.

Dois rapazes começam a prender o riso, mas os dois acabam soltando-o e rindo num tom muito alto. Prom dá alguns passos à frente, e os pergunta.

-Qual a graça? -Ele aproxima a cabeça, para intimidá-los.

-D-Desculpe-me. -Um dos rapazes diz entre risadas. - Não pude me conter quando ele disse peidas.

O rapaz termina a frase e continua rindo.

Prom calmamente diz.

-Hum. Os dois estão fora dessa missão.- Eles ficam surpresos, confusos. E antes que pudessem se queixar Prom continua falando. -A última coisa que quero é carregar dois corpos mortos na primeira missão, isto aqui não é joguinho de criança. Vão dormir, fedelhos.

Prom dá as costas, ouvindo os pedidos de desculpas e insatisfação dos dois. Ele para, e aponta para mim.

-Você aí, na mesa. Estará encarregado de supervisionar enquanto eu não estiver presente, trate de providenciar papéis e anote o nome desses dois que foram expulsos da missão. Essa será minha lista negra. -Ele olha para os dois garotos, fazendo-os apressadamente correr dali, subindo umas escadas ao fundo, e depois olha a mim de novo.

Ficando de olhos arregalados, não por intimidação, mas por eu ter chamado a atenção. Apenas confirmo com a cabeça.

Prom volta a seu lugar, e Mohan continua falando, ele leva sua mão esquerda à testa como se demonstrando impaciência. O rei apenas observou tudo calmamente enquanto coçava a barba, demonstrando interesse.

-Kjorntst. Certo, eor gostariar de não ser interruptado de nolovo. -Faz uma longa pausa, observando a quietude. -Sem querer prolougar mais issoi, acredito eor ques não foi um aotaque comum, poies todios sabamos da incompetência de os Goblens… Foi eitão aotaque Maigck! -Ele ergue a mão, e bate com um cajado no chão, que até então não pude vê-lo.

Todos começam a falar entre si, comentavam coisas como: “O que? Magia? Isso realmente existe?”; “Acredito que estejam querendo testar nossa coragem”.

Tratei de olhar para o teto, num sorriso, enquanto eu pensava… o quão tolos eles eram por achar que algo assim era mentira. Quando abaixei a cabeça, notei que a mesma garota ainda me encarava. Certo, agora… fiquei verdadeiramente assustado.

-Qezast, qezast. -Repetia Mohan, enquanto gesticulava como se pedissem para pararem de conversar. -Eor desconfio de que alguém tenha dominardo a meinte dos Goblens e eitão tenha ordenaduos a cometerem o aotaque em gruopo. Njarzt!

-Pode deixar que continuo daqui, Mohan. -Prom diz.

Mohan então dá um passo atrás e parece começar a se apoiar no cajado.

-Ouçam, o que iremos fazer será simples e perigoso. Faremos uma excursão pela floresta e tentaremos localizar seja lá quem for que tenha feito isso. Vocês não poderão de maneira alguma relaxar a postura, e não devem se manterem muito afastados de mim, e nem cumprir cada um com seu papel desleixadamente. Eu fui claro?

-Será como um passeio no parque! -Diz a garota ruiva, enquanto estalava suas mãos ao encaixar uma na outra.

-Certo, contanto que não tenha o pescoço arrancado já me deixará surpreso, mocinha.

Ela fechou a cara ao ouvir isso, enfurecida.

-Bem, lhes darei 30 minutos para que se preparem. Eu irei na cidade buscar algumas provisões, me encontrem na saída de trás do Império. -Se vira ao rei. -Com sua licença, Ótus.

O rei faz um gesto de dispensar.

Eu vi os garotos entrarem em uma sala que fica à esquerda da escadaria para cima, todos menos… ela.

Dou uma olhada para frente, ainda me encarava.

Fiquei por uns segundos trocando olhares com ela novamente, quando uma mão me cutuca a costela e eu me assusto. Era o rei.

-Tome. Isso deverá ser seu por direito.

Ele então me estende a mão, a qual segurava o cajado de Cytus! Mal pude reconhecê-lo, estava um pouco sonolento e havia uma má iluminação no ambiente.

-Muito obrigado! -Não consigo conter a felicidade. -Isso é certamente, muito importante para mim, de muitas… maneiras. Assim sentirei que ele sempre estará por perto me ajudando.

Ele sorri, e vai embora junto de seu serviçal.

Após eu agarrar o cajado com as duas mãos, eu me concentro de olhos fechados, fazendo meu corpo aquecer e linhas ardentes de fogo percorriam pelo redor do cajado. Hum… agora isso me pertence.

Novamente… aquela garota dos olhos felino. Estava realmente me incomodando, finalmente tomei coragem de ir falar com ela!

Levantei-me do banco e tratei de pegar meu cajado em mão. Quando me aproximei dela… ela rapidamente olha para mim. Eu hesito em dizer alguma coisa, apenas encaro.

-O que há? -Ela pergunta. Sua voz era rouca, exalava exaustão. Mas demonstrava tranquilidade.

-Eu… er… estava apenas ali senta... -Ela me interrompeu.

-Sim, sim. Eu te vi ali, eu vejo tudo. Nada escapa do meu olhar.

Engulo o seco.

-O que estava fazendo me encarando daquele jeito?

-Eu não estava te encarando -Ela afirma.

-Sim, você estava. -Me sentei em cima da mesa.

Há um curto silêncio, ela fecha os olhos. E uma brisa toma conta do ambiente… quando os abre novamente, seu olhar estava normal, como o de um humano. I-Isso foi magia?! Eu não sou o único mago aqui, penso. Seus olhos eram da cor castanha.

-Pelo cajado, diria que você é um mago. -Vira sua cabeça a mim.

-Oh. Então você também possui o conhecimento mágico? -Minha expressão agora é de fascínio.

-Acho que o básico.

-Isso é incrível! você é uma… maga? -olho atentamente a ela, demonstrando empolgação.

-Não. -Ela então se levanta, e parte em direção a porta de antes, da esquerda. Sem dizer quaisquer palavras.

Apenas encaro ela indo embora, surpreendido pela espontaneidade.

Prossegui sentado à mesa, esperando os demais. Levou uns três minutos até que eles saíssem da sala, todos estavam vestidos numa armadura de couro, com blusas vermelhas por baixo, como um uniforme. Alguns possuíam elmos de couro, e calças num pano preto, com tornozeleira encourada. Eles foi se amontoando na saída da cabana, acho que eu deveria ir pegar uma espada, pelo menos.

Levantei-me, e quando eu ia caminhar para aquela sala, a garota ruiva me tocou os ombros e fez eu virar-me para trás. Ela continha em mãos uma pequena machadinha, cuja estendia a mim.

-Notei que você não estava entre nós, provavelmente não entendeu a situação. Se quiser lhe mostro os cômodos da cabine quando terminarmos a missão, isso se você estiver vivo… parece ser lento. -Ela entrega-me o machado rangendo os dentes.

-Oh… obrigado. -Sorrio. -Por um acaso está zangada com algo?

-Claro que o Comandante tinha que confiar a você, cuidar das coisas enquanto ele está fora. -Ela aproxima a lâmina da machadinha contra mim.

Segurando o cabo, ela resiste ao me entregá-lo em mãos. Olhando atentamente para acabei tomando uma expressão constrangedora, eu olho suas mãos e me deparo com um anel belo. De ouro, cuja pedra preciosa era azul, e brilhava intensamente.

-É um belo anel que você tem. -Solto a machadinha, o braço dela reage indo para trás.

Arremessando o machado ao alto e o pegando pelo cabo, ela me diz.

-Pertencia a minha mãe, foi a única coisa que pude salvar. -Ela cospe no chão.

-Entendo. Sinto sua amargura… garota. Também perdi alguém que me era especial, mas não nesse conflito em Yushian.

Parando de arremessar o machado, ela move-se em frente e com uma força maior que a minha, o crava na mesa.

Virando a costa para mim, ela vai embora enquanto diz.

-Seja quem for, irá pagar por ter me tirado ela.

Oh… que durona e cabeça dura, devo ter mais cautela ao falar com ela. Segurei a machadinha, e com um pouco de esforço o tirei da mesa. Com a machadinha e o cajado em mãos, fui para fora.

Ao sair da cabine, notei que eu estava completamente sozinho, mas eu pude ver a figura dela subindo o morro segurando uma tocha em mãos.

Olhando ao meu lado, eu vejo um barril com muitas toras de madeira, eu pego uma e com a outra mão aponto o dedo indicador e grito.

-Fzanhelly!

Uma faísca saí de meu dedo e instantaneamente a tora começa a pegar fogo. Dou um sorriso, admirando o fogo novamente. Até que ouço uma voz direcionada a mim, saindo de uma das cabanas.

-Seja lá quem estiver gritando irei fazer em pedacinhos se não me deixar dormir! Cala a boca, porra! -Então o estrondo de algo se chocando muito forte se é ouvido, deduzi que ele deu um soco em algum lugar.

Saí dali às pressas, temendo que mais algum briguento tentassem implicar comigo.

Conforme eu andava comecei a sentir algo, um sentimento estranho, de como se eu tivesse esquecido alguma coisa. Presumi que fosse coisa de minha cabeça.

Durante a noite, as casas eram iluminadas com tochas bem presas ao lado das portas, poucas pessoas estavam pelas ruas, alguns poucos mercadores que arriscaram passar vendendo até tarde, retiravam agora suas barracas. Alguns materiais de construção estavam espalhados pelas ruas, até mesmo ferramentas.

Será que estou indo pelo caminho certo? Há um tempo que não venho aqui, não tenho certeza. Pensando nesse pequeno detalhe, observei alguém que eu havia visto antes sair de uma Loja Herbalista. Era aquela garota com olhos de gato e capuz.

Tratei de não fazer barulho algum, mas ainda mantinha minha caminhada normalmente. Não queria incomodá-la, e muito menos seguí-la inapropriadamente, eu a estava seguindo para ir até o caminho correto. Isso não é algo ruim, não é mesmo?

Tudo ia perfeitamente bem, até algo cair de sua bolsinha traseira. Passando pelo objeto caído no chão, era um colar,  seu pingente era uma pena de corvo, o cordão era simplesmente um barbante.

Apressei os passos para alcançá-la e devolver o colar.

-Obrigada, garoto… -Ela parecia pensar em algo.

-Garoto… -Ah, entendi, ela queria saber o meu nome. -Eu sou Luoarc. Luoarc Oarklin.

-Muito bem, Luoarc. Luoarc Oarklin. Fico imensamente feliz por ter trazido isso para mim. -Sua expressão era de sono, estava cansada e não feliz.

-Não há de que, isso deve ser importante para você, por mais simplista que seja.

-Podemos conversar enquanto andamos? Iremos chegar atrasados. -Ela movimenta os braços como se estivesse me indicando o caminho.

-Claro… er…

Enquanto caminhávamos juntos, ficamos em silêncio a maior parte do trajeto. Tudo que ela me contou foi seu nome, que é Selenne. É um nome legal, eu achei.

Nós podíamos agora enxergar aos demais, eles estavam esperando no local combinado, todos pacientemente. Surpreendente! Não estamos tão atrasados assim.

Prom descruza os braços e diz.

-Acho que vocês dois são os últimos. -Ele olha para mim. -Você, garoto, por qual necessidade carrega essa machadinha em mãos? embainhe isso!

Ah… Isso não é possível no momento, senhor, eu estou sem bainha e alça.

-Então tá, que seja. Vamos logo, não podemos perder tempo. -Se virando e sinalizando com a mão para que seguíssemos.

A garota dos cabelos cacheados se aproxima de mim, e mostra para mim uma corda. Entendendo seu motivo, eu a pego.

-Obrigado, isso será de grande ajuda.

Nós dois fomos logo atrás dos outros enquanto eu ajustava a corda.

Enrolei e a prendi bem por volta de minha cintura, tratei de colocar a machadinha de modo que a lâmina enganchasse na corda.

Já agrupados com os outros, estávamos todos caminhando por trilhas de terra, até que essa trilha chega ao fim, e tudo que resta ao nosso redor… é floresta. Árvores grandes e de madeira escura, as folhagens se mexiam devido ao vento, e as moitas pareciam estar sempre escondendo um animal diferente.

Prum sentou-se numa rocha, cravou sua espada no chão e pôs o escudo encostado onde sentava, seu elmo estava em sua cabeça, portanto sua voz era abafada. Ele retirou uma enorme caixa que carregava em suas costas presas por tiras de couro, eram as provisões. Ele dividiu a água e comida, daria no máximo dois dias de duração para cada um, se muito bem administrado o momento de comer e beber.

-Certo, então será assim. Eu tenho em minhas mãos um papel contendo o nome de vocês, quem for chamado, levanta a mão e dê um passo à frente. Entendido?

Apenas as pessoas na frente da tropa concordaram.

-Dimitri e Amey. -Um garoto negro portando uma besta em mãos dá um passo à frente, seguido de uma garota com cabelo curto, portava duas adagas. -Vocês dois irão vir na frente comigo, atenção a qualquer movimentação vindo de nossa vista frontal.

Os dois caminham até o lado dele e viram-se para nós. Prom então dá continuidade.

Comecei a olhar ao redor, ficando cada vez mais entediado, até que notei algo… marcas de unhas numa árvore. Aproximei-me para averiguar mais de perto, eram de urso, certeza. Dei uma olhada ao redor até que ouvi meu nome ser chamado, olhei para trás.

-O que pensa que está fazendo? Ficando afastado desse jeito? Volte aqui!

-Peço perdão, comandante. -Me aproximo sem dizer mais nada.

Sua dupla será Anne, vocês dois estarão carregados de tomar conta da nossa retaguarda, é um trabalho importante por isso fiquem espertos. Deixando um suspiro escapar, apoio-me ao cajado e fecho os olhos, enquanto pronuncio as seguintes palavras.

-Miz copgniaw corvius. -Coloco minha mão direita em meu ombro esquerdo, e lentamente a movimento. Um brilho roxo emana desse ponto, e um corvo surge. Todos ali se admiram com meu feito, boquiabertos, e isso é o que eu quero… a admiração pela magia.

-Humph! -Dá os ombros Prom. -Bem que o rei disse que seria útil ter a presença de um mago. Certo, vamos continuar.

Enquanto ele explicava, recebi um empurrão em meu ombro e Bey se desfixa de meu ombro.

-Ei, para que isso? -Perguntei sem nem saber quem foi, apenas me concentro em fazer o corvo pousar em minha mão.

-O comandante disse para ficar atento.

Essa voz… então ela era a Anne. Eu olho para trás, e seus cabelos ruivos estavam agora presos.

-Oh… Você é a Anne.

-E você é um estranho, Luoarc, não é? Que nome feio. -Ela cruza os braços, e arregala o olho direito.

Com um sorriso, eu respondo ao insulto.

-Eu achei seu nome bonito, Anne. -Eu a empurro no ombro, como ela fez comigo. Ela me encarou seriamente, e logo depois, foca nas palavras de Prom, eu faço o mesmo.

-Agora iremos adentrar a floresta, não era brincadeira o papo de que isso pode lhes custar a vida. Vocês sabiam disso, se tem algo pela qual se arrependa, se arrependa depois de morto, pois estamos com pressa. Vamos. -Ele se levanta da rocha que estava sentado, pega sua espada que anteriormente cravou no chão e segura seu escudo a altura do peito. Todos nós juntos adentramos a floresta, cada com em sua formação.

Fechei meus olhos temporariamente enquanto caminhava, concentrando em dar uma ordem ao Bey, pedi para que ele voasse aos arredores buscando por goblins. Ao que ele responde batendo as asas e indo pelos ares.

-O que você está fazendo? Mantenha esses olhos abertos - Annie implicou comigo.

-Eu só estava… ah! deixa pra lá. -Voltei a me focar em olhar os arredores.

As folhagens se mexiam com bastante frequência, o vento tocava me o rosto e eu me sentia sendo vigiado, eu estava incerto sobre o quanto o meu companheiro Bey poderá ser útil.

-Aiii! -Gritou Anne.

Os dois rapazes na frente a olham pedindo por silêncio.

-Esse idiota pisou no meu pé. -Diz ela me dando um soco no braço.

-Urgh, eu lamento. Não precisa ser tão agressiva. -Eu viro a cara.

Caminhamos por bastante tempo, até que vozes começaram a serem ouvidas. Conforme nos aproximávamos furtivamente por trás das moitas, pudemos ver uma fogueira, estavam acampando, ou estavam vigiando. Olhando atentamente, percebi que eram Goblins. Os outros foram percebendo a mesma coisa. Haviam… dois, três, cinco deles! Estavam bem protegidos por armaduras de couro e com espadas longas, como nunca antes! Eles não são inteligentes o bastante para forjar.

Prom começa a conversar com algumas pessoas ao lado dele. E ele parece ter falado algo no ouvido do rapaz com a besta, Dimitri. As pessoas estavam agora transmitindo uma mensagem uma ao ouvido da outra, para que pudéssemos compreender o que seria feito. Ao darem a mensagem para a Anne, ela deveria repassá-la a mim, mas recusou-se em falar em meu ouvido.

-O Comandante pediu para que ficássemos aqui, escondidos, apenas quatro de nós o acompanhará neste ataque surpresa. Mas prepare-se caso seja necessário intervir.

Nosso comandante ergueu a mão sinalizando uma contagem iniciando pelo três, e ao chegar no um, ele parte para cima dos Goblins junto de outros três soldados.

Dimitri disparou com a besta e acertou ao braço de um Goblin, e o mesmo teve a cabeça decepada por Prom. Algumas pessoas ao nosso lado seguraram vômito, outros até vomitaram.

Dimitri recarrega a flecha, e enquanto uma das nossas estava tendo dificuldade para matar um Goblin, ele a dá suporte acertando o Goblin no joelho. Ela então o faz um corte no pescoço, mas não forte o bastante para partí-lo no meio. Restavam apenas três agora.

Prom estava agora lutando contra dois deles, um dos Goblins o acerta com a espada em sua costela, mas não há nenhum efeito além do sol de metal se chocando na armadura. Prom se aproveita disso, e o estoca a espada acima de sua cabeça, matando-o instantaneamente. Quando o outro Goblin foi atacá-lo, Prom o rebate com sua espada ainda tendo o falecido corpo do Goblin anterior preso, fazendo-o que ele se choque numa árvore atrás de mim e Anne.

Eu ergui minha machadinha e me preparei para ir matá-lo, mas a corajosa ruiva me empurrou e o fez um corte com uma das machadinhas que ela carregava. Argh, competição, isso é sério? Que infantilidade.

-Humph, precisará ser mais rápido, Luoarczinho. -Risada leve.

Apenas virei o rosto.

De repente, eu ouço Bey retornar a mim. Ele me diz palavras por uso da telepatia, e eu rapidamente me levanto e peço para que ele me mostre o caminho, seguindo-o apressadamente. Ninguém me notou sair, apenas Anne, que começou a me seguir.

Correndo muito rápido, eu mal conseguia enxergar o corvo, principalmente por estar de noite. Eu seguia mais o bater de suas asas do que a própria imagem dele. Ouvi Anne gritar coisas como “Espere aí”, “para onde está indo?”, “temos de voltar!”, “babaca”, diversas vezes.

Finalmente o corvo parou de voar, Bey pousou no meu ombro enquanto eu me aproximava do lugar.

Se tratava de um ampla paisagem com uma lagoa, haviam rochedos dominados pelo verde das folhagens, uma cachoeira cuja água que caía era simplesmente cristalina, e os mais diversos tipos de flores, que pela beleza eu diria que poderia ser usadas para fins medicinais.

Logo depois, chegou atrás de mim Anne, que me deu outro soco no braço como cumprimento.

-Aiii! Quando você irá parar com isso? -Perguntei, dessa vez, furioso.

-Quando seu braço cair. E depois, irei utilizá-lo para estapear sua cara. Por que você fez essa merda?! Sair correndo pela floresta, quando voltarmos o Comandante irá nos matar!

-Ei, ei, se acalme. Primeiramente, não pedi pra você me se... -Deu um chute na minha canela -Argh! Já chega disso. Você é bruta, e eu admiro isso vindo de uma… garota. Mas eu não sou saco de batatas para ficar me esmurrando.

-Ah é… e você irá fazer o que? Utilizar esse palzinho -Ela começa a dar uma leve risada, e então continua. -para soltar uma rajada de brilhos em mim?

Eu suspiro.

-Ninguém merece, como eu vim parar no exército do…

Antes que eu pudesse terminar a pergunta retórica, ela me empurra, jogando-me na água, Bey voou antes de afundar comigo. Por que ela simplesmente tinha que descontar toda a raiva nos outros?!

Colocando a cabeça para fora d’água, eu busco fôlego para reclamar, mas logo eu vejo… uma flecha acertou seu ombro. Ela havia me protegido.

Sangue estava pingando no chão, ela caiu de joelhos enquanto fazia pressão na ferida. Pensei em ir ajudá-la, olhando para o outro lado, me deparo com dois goblins segurando bestas, na entrada da gruta. Atrás deles… um urso.

Assustado, rapidamente nadei até a terra e fui até ela. Ela estava quieta, mas não inconsciente, lhe estendi a mão no que ela agarrou e a puxei para que ficasse de pé. Apoiando seu braço em meu ombro,  a levei até atrás de uma árvore, onde a coloquei sentada.

-M-Minha bolsa contém algumas faixas. Enrole-as na ferida. -Diz ela entre uma tosse.

Sem demorar, mexi em sua bolsa, e não era necessário procurar muito. Ajudei ela a tirar a armadura de couro e a levantar a blusa, e passei a faixa em volta da ferida. Ela ficou de repouso na árvore, ainda pressionando a ferida.

-Você irá ficar bem… não é nada tão grave… só… precisamos estabilizar a ferida. -Digo tentando acalmá-la.

-É, é, eu sei. Francamente, isso é tudo culpa… -Um forte rugido se é ouvindo, vinha do urso.

-Fique aqui, irei resolver isso. -Dizendo isso ela faz uma cara torta de descrença. Mas concorda com a cabeça.

Faço questão de ir para o campo de batalha mais rápido, para evitar atrair o urso para lá.

O urso vinha atravessando o lago, os dois goblins estavam me esperando pacientemente, me pergunto se eles conseguiriam atravessar o lago. Pensando nas possibilidades, rapidamente eu pronuncio as palavras.

-iczqet thes laqe! -Estendendo o cajado para o lago, eu o congelo por completo. Agora o urso está parado, preso. Jamais teria eu conseguido esse feito, se não fosse pelo cajado.

Os Goblins olham para mim, e agora me miram com os arcos e flechas. Rapidamente desembainhei minha machadinha e partir em direção aos goblins. Corri atento aos movimentos deles, apenas aguardando por um momento oportuno, e assim que eles soltaram a linha dos arcos pronunciei uma outra palavra rapidamente.

-Arrowwz disspz! -E meu corpo é cercado por uma energia azul que parece ter me moldado, quando as flechas acertam meu peito elas são repelidas.

Chegando nos dois Goblins, eu fiz um corte no primeiro com a machadinha, cortando a boca dele, seu maxilar estava agora partido ao meio, o Goblin deu um gemido de dor, mas nada além disso ocorreu, como se ele não se importasse em sangrar até morrer.

Agilmente girei meu corpo e tentei acertar o outro Goblin, mas esse outro se defendeu com o próprio arco, entretanto, parti o arco no meio e arranhei-lhe sua testa.

O Goblin sem maxilar, pula e agarra minha coxa esquerda, e começa a me morder. Eu dou em sua cabeça diversas cotoveladas, e dou ainda mais, quando ao olhar para trás noto que o urso está quase saindo do lago. Foco em combate Luoarc, foco! Os inimigos estão na frente!

A situação começa a complicar quando o Goblin em minha coxa, subindo até minhas costas, e com o arco ele tentava agora me sufocar.

Eu dou um chute com a perna direita no Goblin que segurava o arco quebrado, ele bate contra a lateral da entrada da gruta, e rapidamente me deu uma ideia.

Vou com toda a velocidade contra onde o Goblin havia batido, e rapidamente giro meu corpo para que eu esmagasse o Goblin. Entretanto ele ainda estava, decido pegar a machadinha e tentar corta-lhe o pescoço, após umas três tentativas, eu obtenho sucesso.

O Goblin que havia sido chutado, estava se levantando, mas rapidamente eu o finalizei pisando-lhe na cabeça e logo depois o cortando na cabeça com a machadinha.

Agora, não havia quem me atrapalhar com o urso, mas isso não é garantia de que será um combate formidável. Começo a pensar nas possibilidades, no que poderia ser feito. Pressionando forte meu cajado contra o peito, eu me sentia nervoso, era um combate realmente complicado, talvez eu morreria num único golpe desse urso. Quanto mais eu pensava muito mais ele conseguia se locomover após quebrar parte do gelo que o cerca.

Sem muita escolha, tive de fazer o que Cytus pediu-me para só fazer em casos de emergência. Isso é perigoso, por inúmeros motivos. Primeiro, eu preciso de tempo. Segundo, necessita muita energia intelectual. Aaaah! Eu estava tremendo de tensão. Tratei de sentar no chão, de joelhos, firmei meu cajado no chão o agarrando no meio, fechei os olhos e pensava nas seguintes palavras. “Nizsth corniusz arkhs Luoarc Oarklin suols. Magiwgck miz enigy lizz paszei ha tti. Plizes tti. Servt tti.”

Meu cajado assim como anteriormente foi tendo linhas de chamas percorrendo em seu entorno, mas agora, as linhas também contornavam minha mão e as linhas estendiam-se pelo meu corpo. Arrrrgghhh! Era uma dor aguda e infernal, meu corpo estava queimando num arder diferente.     Senti minha cabeça explodir devida tanta pressão, eu não conseguia pensar em mais nada.

Quando abri os olhos o urso vinha em minha direção e já estava perto o bastante para acertar-me uma patada. Quando ele me atingiu, uma forte explosão de fogo acontece ao meu redor e repulsa a mim e ao urso forte o bastante para nos jogar longe um do outro.

O forte impacto havia me jogado para dentro da gruta, fiz diversas cambalhotas pelo chão até bater fortemente contra rochas lá de dentro.

Encostado na dura rocha à minhas costas, sinto uma resistência ao tentar me levantar. Minhas mãos estavam ardendo, e com muito esforço, eu consegui abaixar a cabeça e verificar o que estava acontecendo. Elas estavam sendo queimadas e o fogo estava se espalhando pelo meu braço. Em minha mente, comecei a entrar em desespero, até que uma voz em minha cabeça diz “Não tema. Cuidarei desta batalha, por ora, vá descansar”.

Comecei a sentir toda a tensão em meu corpo desaparecer, não estando mais trêmulo, eu levanto, mas não precisei fazer esforço algum. Estaria eu sendo controlado?! Acredito que sim.

O urso estava vindo em minha direção, ele estava queimando e isso não parecia incomodá-lo, assim como o Goblin que não se abalou com um ferimento. Para mim é óbvio, que isso não passa de magia de alguém, e essa pessoa deve estar por perto! Eu tenho que encontrá-la!

Ele veio correndo em minha direção enquanto rugia, ele era lento devido o tamanho, facilmente me esquivei do ataque… mas eu não estava controlando meu corpo. Com um rolamento eu evitei o ataque e estiquei minhas mãos em sua direção e o lancei duas rajadas de fogo. Ele reage com um rugido mais poderoso.

Aproximando meus dois palmos, como se eu fosse juntar a mão, eu começo a afastá-las lentamente… e conforme faço isso, uma extensão de cabo flamejante surgiu em minha mão direita. Era como uma corda queimando.

O urso furiosamente ia mais uma vez em minha direção, eu preparo minhas pernas, e quando ele tenta me atacar eu dou um salto para cima dele. Eu usei como impulso uma rajada de fogo que saiu pelos meus pés.

Quando em cima dele, eu pego a corda flamejante e começo a enrolar pelo seu pescoço, fazendo uma espécie de coleira. Aquilo iria me ajudar a me equilibrar enquanto montado nele.

Ele ficava se sacudindo enquanto rugia ferozmente, com a minha mão esquerda eu toco-lhe o pescoço e uma sessão de calor emana de minhas mãos. Conforme o tempo passava, o urso ficava mais cansado, e seus rugidos eram claramente de dor, era como se eu estivesse queimando seu interior com a palmo da minha mão. Após uns minutos, o urso finalmente caí morto no chão.

Argh! Voltei a sentir a dor de cabeça! Em minha mente, um fogo começava a se expandir pelo completo vazio, e quanto mais se expandia maior era a dor que eu senti. Parecia que eu estava morrendo. De repente, esse fogo, toda essa chama se dissipa rapidamente, como se estivesse sendo sugada por algo. E isso não foi nada agradável, a dor foi imensa.

Como ardia… olhei as minhas mãos elas estavam queimadas, pegando fogo, mas as chamas estava começando a ser extinguido como se estivesse fazendo o percurso reverso de quando se expandiu. Conforme as chamas iam desaparecendo, meus braços iam se restaurando, como se eu estivesse sendo milagrosamente curado. Mas mesmo após tê-los voltado ao normal, a dor ainda persistia.

Minha cabeça doía, minha visão foi ficando embaçada… engatinhei até a parede da gruta, e com o lado direito de meu corpo encostado nela me coloquei de pé.

Estava indo em direção a saída. Minha respiração ofegante e a cachoeira lá fora era todo o som que eu podia ouvir… até que passos… comecei a escutar passos.

Ficavam cada vez mais altos… eu estava preocupado e comecei a andar para trás involuntariamente, domado pelo medo. Minha mente só tranquilizou quando vi o anel nas mãos que surgiram agarrada a entrada da caverna, seguida de sua cabeça. Era Anne.

-I-Incrível… -ela diz num tom de voz lento, parecia exausta.

-O derrubei sem muitos problemas. -Digo num tom de sarcasmo.

-Não, é incrível você estar vivo, seu babaca. -Diz ela começando a adentrar a gruta.

Agora estou sentado, descansando, buscando controlar minha respiração. Anne se aproximou de mim e simplesmente jogou-se ao meu lado, batendo de costas contra a parede de rochas.

-É uma noite magnífica. -Comentei.

-Cala a droga da boca. Juro que irei te matar assim que… -Ela vai fechando olhos, adormecendo. -...que eu acordar de manhã…

Ela estava agora dormindo.

Fiquei pensando no que iria acontecer depois, e na mensagem que recebi de Bey anteriormente, não fazia o menor sentido. A mensagem era clara “Dentro de uma gruta aqui perto, um homem está realizando feitiçaria”. Aparentemente… ele foi embora. Bey adentrou a gruta e pousou em meu ombro esquerdo. Eu acaricio suas penas enquanto o agradeço pelo bom trabalho, mas ele me deu outra mensagem.

Olhei apressadamente para a entrada da gruta, e de relance vi a figura de um homem com os braços erguidos, estava encapuzado num manto negro com um símbolo no abdômen. Ele parece estar sussurrando algo, tentei me levantar mas nessas condições era impossível.

Então… o pior acontece. Com uso da magia ele derruba as rochas da gruta… que agora tinha sua entrada fechada.

Quando Anne acordou, ela estava deitada sobre meu ombro. Numa reação embaraçosa, ela me dá um soco em meu braço e se afasta, ela suspirou de dor devido o esforço no ombro. Não senti nada e muito menos reclamei.

Ela estava inquieta, olhando para lá e pra cá, sua blusa ainda levantada devido ao enfaixamento da ferida, seus seios não estavam a vista devido as faixas que aparentemente ela tem costume de enrolar naquela região. Finalmente percebendo a situação…

-C-Como isso foi acontecer?! Desabamento?!

Permaneço em silêncio… pensando em algo.

Estressada, ela chacoalha agora meu corpo agarrada aos meus ombros.

-EXPLIQUE O QUE ACONTECEU, PORRA!

-Alguém nos prendeu aqui… derrubaram as rochas… e ficamos presos.

-Quem fez isso? -Parando de me chacoalhar.

-Não sei. Seu rosto estava bem encapuzado e minha visão ainda estava turva. Poderia ser um homem ou uma mulher.

Há um silêncio, enquanto observava minha face, ela comenta.

-Seus olhos… você está muito cansado, por que não dormiu?

-Não consegui.

-Ah, que merda. -Ela volta a se sentar.

Olhando ao redor, surpreendida, ela pareceu ter uma idéia.

-Veja, uma pena! É da sua ave, não é?! Ele entrou aqui então? Você não pode procurar por uma brecha e mandá-lo ir pedir ajuda?

-Não. Além disso irá levar um tempo até eu poder invocá-lo de novo, quando a magia se dissipa, apenas uma parte da invocação permanece, no caso do meu corvo, é uma de suas penas.

-Aaah, que saco. -Ela pega o cantil que estava em sua cintura, e bebe um pouco de sua água.

-Cuidado, não vá beber tudo de uma vez. Não sabemos por quanto permaneceremos aqui.

-Hum. -Parando de beber. -Sei disso, e também sei que não permaneceremos aqui por muito tempo. Irei procurar uma saída, ou melhor, irei fazer uma.

Caminhando em direção a saída da rocha, ela bate em um ponto com o cabo da machadinha. Eu permaneço sentado, olhando para baixo. Por mais que ela se esforçasse e fizesse força, nada acontecia, ela estava apenas se cansando.

-Desse jeito você ficará com fome rapidamente, poupe esforços. -Alertei.

-Se você não irá fazer nada, ao menos deixe que eu faça. Babaca! -Ela ameaçou jogar a machadinha em minha cara.

-Se quer agir por conta própria, que assim seja.

Ela, vem em minha direção furiosa, seus passos largos diziam que eu ia apanhar de novo. No entanto, ela me levanta segurando pela gola de meu escurecido e sujo manto.

-Seu idiota, hipócrita metido a espertalhão! Não sei se você já parou para pensar,  mas estamos metidos nessa porra por sua causa! Meu braço foi ferido, agora estamos presos e você provavelmente dará um jeito de foder com as coisas ainda mais, então trate de calar a boca! -Ela solta meu manto violentamente, fazendo eu ir para trás.

Logo depois, ela volta a bater com o cabo da machadinha em um ponto completamente distante do anterior. Volto a me sentar, dessa vez, me concentro em permanecer de olhos fechados.

Fui despertado do estado de transe por um barulho chato, incômodo… por choro. Olhando ao lado, sua machadinha estava no chão, ela estava sentada e de cabeça baixa, suas mãos estavam cobrindo o rosto. Olhei para a parede em que ela batia, diversos pontos estavam rachados, mas levaria bastante tempo para quebrá-las, e provavelmente elas não se moveriam.

-Por quanto tempo eu fiquei inconsciente? -Estava sentindo dor de cabeça.

Não houve respostas.

O clima de tensão e tédio me dominaram, e eu estava preocupado com o fato de que se eu não morresse de fome ela provavelmente me mataria.

-Eu sinto muito, por ter sido cego. -Eu falo num tom de voz alto, mas tímido e rouco.

Mais uma vez, não houve respostas. Ela permanece chorando como se eu não estivesse ali, talvez seja melhor assim. Eu estava alisando meus poucos pêlos faciais quando ela finalmente falou alguma coisa.

-Sinto muita falta dela.

Parando de alisar a barba, eu pergunto para confirmar.

-Da sua… mãe?

-Costumávamos brincar de diversas coisas, ela era uma criança melhor do que eu. Me ensinou a costurar e também gostar de algo tão chato como isso. Meu pai… havia a traído e foi embora com sua outra esposa antes de eu completar quatro anos. Mas ela nunca chorou por isso, sempre que me contava sobre, apenas demonstrava raiva, mas nunca lágrimas. Diferente de outras mulheres, ela soube lidar com a perda, se fosse qualquer outra em seu lugar provavelmente teriam se afundado numa vida cheia de sexo sem sentido com os mais diversos homens da cidade. Ela nunca fez isso, e quando fiquei mais velha ela vivia me aconselhando sobre esses assuntos. Ela não odiava os homens mas sim a natureza, por vocês rapazes terem o costume de serem mais fortes e valentes do que nós… acho que é por isso que tenho o costume de ser rude e briguenta, eu tento me convencer do contrário… mas aqui estou eu... chorando novamente.

Cessando as palavras e agora chorando bem menos, ela enxuga suas lágrimas. Entretanto eu permaneço em silêncio, era uma situação delicada, normalmente ouvi já era o bastante, mas… eu quis dizer algo.

-Eu… sou a prova viva de que vocês mulheres podem ser mais fortes do que alguns homens… sendo honesto, tocar nos hematomas que você me deixou ainda dói. -sorrio.

Notei um sorriso sendo formado em seu rosto, mas logo se desmanchando, ela tinha um sério compromisso com a determinação feminina. Certa ela, mas a verdade, é que todo mundo tem a capacidade de ser forte, mesmo sendo fraco.

-Aaah! -Grito vindo dela, estressada. -Se eu soubesse que isso seria tão entediante, eu teria trazido um livro!

De repente, eu sinto uma sensação de brilho, uma idéia.

-ISSO! -Eu grito. -Você acaba de me lembrar.

Ela me olha confusa, mas apenas prestava atenção enquanto eu me levanto e começo a procurar por algo dentro de minha mochila.

-Poderei nos tirar daqui! Meu Grinmias com certeza tem alguma magia de repelir, com o cajado irei poder canalizar a magia e liberá-la duas vezes mais poderosa. As rochas com certeza se afastarão!

Ela ese levanta e corre em minha direção, despertada pelas minhas palavras. Olhei cada canto da mochila… mas… não estava lá. E eu me lembrei, aquele Cavaleiro de Bronze havia o confiscado de mim e ainda não o devolveu.

-Não… Não está aqui. -Digo engolido seco, tremendo.

Olhei em seu rosto, sua ansiedade se converteu em desesperança, ela se joga em meus ombros, num ato de fraqueza, e continua chorando. Uma pessoa que causou-me mais danos do que qualquer inimigo que já enfrentei, estava chorando em meus ombros. Isso me deixou pensativo.

Passou-se bastante tempo e nós não conseguimos achar um jeito de sair, havia um corpo de urso ali, poderíamos abrir ao corpo  e assar sua carne. Mas lembro-me de Cytus citar uma lista de carnes que eu deveria evitar comer, as de ursos estavam na lista, ele suspeitava que sua carne transmitia uma doença devido um parasita.

Estavamos comendo as rações, que eram parte de nossas provisões, comi pouco comparado à Anne, mas é compreensível.

Quando terminamos de comer, ela me pergunta…

-Como era esse tal de Cytus? -Ela ergue uma sobrancelha. -Velho ele com certeza era, todos os magos são velhos em minha imaginação.

-E quanto a mim? -Pergunto confuso.

-Você é um velho, mas também é uma criança. -Ela diz rindo.

-Adolescente, sim, sou um adolescente velho. -Cocei a barba.

-Minha mãe detestava isso, argh.

-O que? Barba?

-Não exatamente, mas sim, homens a coçando frequentemente. Ela costumava dizer -Ela começou a imitar a voz da mãe dela de uma maneira engraçada. - “Barbas deixam homens tolos, quanto maior ela for, mais eles brincam com ela o dia todo!”

E nós dois começamos a rir, mas logo pensei “Eiii, barbas são legais”. Fiquei me sentindo bobo, era um sentimento de infantilidade… que eu não parecia ter há tempos.

-Você ainda não respondeu minha pergunta. -Comenta ao parar de rir.

-Pois bem. Cytus era um bom homem e sim ele era velho, 70 anos de idade e sua enorme barba que ia até os pés, possuía 56 anos.

Ela me interrompe, duvidando o fato da barba ir até os pés.

-Pois é verdade sim! -Continuo dizendo. -Nunca conheci meus pais, e acho que é por isso que eu nunca senti falta deles. Também não lembro de quando vi Cytus pela primeira vez, o que deve significar que provavelmente desde os meus 2 anos de idade ele cuidou de mim. Para qualquer um, viver numa floresta seria algo chato, mas ele tornava as coisas em Árvore Dourada divertidas. Houve uma vez, que ele pegou um peixe na mão, e o enfeitiçando fez ele coaxar como um sapo! Eu era bem pequeno na época então foi a coisa mais engraçada daquele ano.

Ela começou a me encarar meio seriamente, estranhando minha postura. Fiquei com nervosismo, ela coloca sua mão em minha testa e diz sarcasticamente.

-Acho que você está doente. -Segura uma risada.

-Haha, muito engraçado. Muito mesmo. -Tiro a mão dela da minha testa.

Passou-se muito tempo, e nós estávamos nos distraindo invés de procurar uma maneira de sair dali… estamos perdendo tempo e isso estava me preocupando, mas eu não quis… abalá-la. Nós falamos sobre bastante coisas, sua mãe chamava-se Mariah, e seu irmão chamava-se Deric, e seu irmão era o garoto ruivo que ela estava lutando! Mas um assunto em questão ela quis tentar entender.

-Como funciona a magia…? -Seus olhos brilhavam.

-É um extenso assunto… se eu for falar tudo, nós morreríamos presos aqui, -Eu sorrio. Sou ameaçado por seu punho novamente.

-Devo começar dizendo que inicialmente, é difícil, muito difícil. Qualquer um pode aprender magias, mas inicialmente é necessário compreender seu idioma mágico. Há magos como eu, há também feiticeiros, há os bruxos e até mesmo druidas. Cada um utiliza as próprias palavras que desencadeiam uma reação mágica, mas nosso idioma não é tão diferente um do outro, por isso, se você aprende o idioma de um mago você naturalmente terá facilidade para aprender aos outros.

-huum, isso é interessante. Mas… o que são druidas? -Ela vira olha atentamente.

-Ah… Druidas… são normalmente, selvagens, mas não primitivos. Não estou surpreso por não saber o que é, eu também nunca vi um e eles costumam viver pelas florestas, assim como elfos.

-Elfos… druidas… você também já viu fadas?! -Ela pergunta, num tom de voz que demonstrava extremo interesse.

-Tenho amizade com algumas delas, mas muitas são travessas e me roubam moedas que são difíceis para um isolado como eu obter.

-Uau, isso é fantástico! Todas essas… criaturas… eu nunca as vi. Apenas ouvi os boatos, mas sempre incrédula. Minha mãe não me permitia ir para a floresta, e muito pouco sair da cidade.

-É realmente uma luxuosidade as paisagens em Árvore Dourada, mas para alguém desacostumado a frequentá-la, será alvo fácil. -Olho para cima.

-É só isso? Tenho certeza que pode me contar mais! -Ela se aproxima, exalando excitação com o assunto.

-Huum. Também se é difícil saber o seu limite. Eu lembro de que, nos primeiros dias de estudo prático, desmaiei após duas tentativas de tentar fazer um simples truque… -Sorrio.

-Qual? -Ela pergunta, não gostando da minha pausa.

-Levitar uma pedra…

-Aposto que era uma pedra bem grande.

-Era do tamanho do seu olho. -Digo, rindo enquanto lembro do momento.

-Sempre soube que meus olhos eram grandes mesmo. -Ela dá uma risada brutamonte, roncando.

Ai, ai. Por um segundo eu achei que ficaria preso com ela para sempre! E num outro, eu comecei a achar aquilo ótimo. Foi um momento divertido, na qual eu pude esquecer os problemas, mesmo estando de frente para um.

Enquanto eu a explicava sobre magia, sobre o que é canalizar, o porquê de eu canalizar num cajado mesmo podendo canalizar numa espada, e ao explicar sobre o que é um Grinmias tudo que ela entendeu era que se trata de um livro de magias, com explicações. Mas não é bem isso, um Grinmias é um livro com magias pré-feitas, e suas explicações, mas Cytus diz que vai além. Ele acredita que um Grinmias é um livro que, dependendo de quem o segura pela última vez, sua escritura muda, e faz as pessoas lerem magias diferentes uma das outras, ele também diz que a pessoa que toca precisa ter um elo forte com a magia. Cytus me falou muito pouco sobre o Grinmias, pensando bem, então imagino que tudo que há para aprender sobre é muito complicado e avançado.

Após passar-se mais uma grande parcela de tempo, eu adormeço antes de Anne, lembro-me dela me segurando pela blusa, me colocando numa pose menos dolorida para se dormir.

Acordei com barulhos… Anne estava dormindo, jogada para o outro lado. Alguma coisa estava se chocando do lado de fora. Eram eles! Finalmente pareciam ter chegado para nos tirar dali! Levanto num desespero, dou gritos enquanto me aproximo mais da saída.

-HEEY, SÃO VOCÊS?! -Grito em desespero.

-Luoarc!? -Uma voz conhecida, Prom!

-Sim, sou eu! Vocês precisam tirar eu e Anne daqui… coisas muito estranhas aconteceram!

Anne acordou após toda minha gritaria, ela estava confusa e veio cambaleando até mim.

-Eles estão aqui, Anne, iremos finalmente sair! Como está sua ferida?! Sente alguma coisa?!

Ela me acerta com um soco forte no braço.

-Cala a boca, seu verme. Eu acabei de acordar! -Seu olhar de sono e raiva se misturavam em seu rosto.

Eu me desculpei num tom de voz baixo.

-Aguentem aí! Tem pelo menos duas dúzias de soldados ao redor procurando por vocês, mandarei Mohan soltar o sinal mágico para eles se agruparem em nós e ajudarem a tirarem essas pilhas de rochas.

Finalmente aquilo estava acabando, foram horas e horas de intensidade. Certo, foi divertido, mas foi muito triste ver Anne daquele jeito, prefiro ela determinada e forte como a garota que é.

Demorou-se ainda alguns minutos para o reforço chegar, e para eles retirarem o monte de rochas da entrada levaria ainda mais tempo.

Quando uma rocha foi removida e já podíamos enxergar lá fora, começamos a ajudá-los empurrando os pedregulhos para eles caírem lá do outro lado. E assim, ficamos livres.

Era noite, havia muitos soldados ali presente, incluindo os membros Fantasmas.

Assim que saímos Prom agarra a mim com sua mão esquerda e logo depois Anne com sua mão direita.

-O QUE VOCÊS TEM NA CABEÇA?! -Ele gritou como uma fera.

-A culpa é toda dele, garanto. -Anne tira a mão do comandante de seu ombro.

-Eu não quero saber de quem é a culpa, acontece, ordenei que ninguém saísse de perto de mim e cá estavam os dois, presos!

-Comandante, há uma explicação para tal quebra de regra. -Digo num tom de voz firme.

-Pois explique-se enquanto ainda tem uma língua.

-Certo… certo. -Ele retira a mão de meu ombro. -Acontece que, eu tive de me separar as pressas da tropa para que eu confirmasse uma informação que Bey me passou.

-Bey? Aquele corvo? Você bebeu antes de vir prestar serviço?

-Argh! Bey é um animal feito por uso da magia, meu companheiro, acha que ele não é capaz de conversar telepaticamente comigo? De caso contrario, ele não seria tão útil. -Cravo meu cajado no chão.

-Tanto faz, garoto! E alias, que informação foi essa?

-Bey havia retornado e havia me dito que um homem estava nessa proximidade fazendo feitiçaria, provavelmente, controlando a mente dos Goblins... -Lembro do Urso. -Na verdade, desconfio de que ele estava controlando a mente de qualquer ser não inteligente, pois lutei contra um Urso e um Goblin que simplesmente não se importavam em serem cortados ou queimados!

-Garoto… se isso for mentira, considere-se expulso do exército. Então espero que possa provar, é mais fácil eu acreditar que a garota possa lidar com um urso do que você.

-Pois bem, olhe na gruta, lá foi onde travamos combate o corpo dele está lá até agora.

Prom e mais dois soldados adentram a caverna e se deparam com o urso, seu corpo estava infestado de moscas e alguns vermes.

-Oh… céus… -Ele ficou surpreso, mas retoma postura firme. -Humph, provavelmente já estava morto.

Tanto faz, eu realmente não me importava com o que ele pensava. Anne dá um passo à frente e pergunta.

-Como nos encontraram?

Prom responde.

-Uma garota viu os dois saindo correndo e relatou pouco tempo depois de eu ter exterminado aqueles Goblins acampando.

Passei a ficar curioso sobre quem foi, pois queria agradecer pela atenção que teve, isso salvou nossas vidas.

Eis que, uma voz se é ouvida do meu lado.

-Nada escapa de meu olhar… -A mesma voz, cansada de Selenne. Ela está com aqueles olhos felinos, e em mãos, a armadura de couro que Anne utilizou antes de cuidar do ferimento.

-Oh… você!

-Mal pôde imaginar, não é mesmo?

Anne a observa, e a agradece.

-Muito obrigada… Poderia nos dizer quanto tempo se passou desde que estão nos procurando?

Isso é verdade, eu também queria saber. Selenne arregalou os olhos enquanto fala.

-Um dia e duas noites. -Ela estica a armadura de couro até Anne, devolvendo-a.

Eu também agradeço, e como um gesto de admiração por seu bom trabalho, eu entrei a ela uma pena de corvo…

-Acho que… você pode adicionar isso ao seu colar?

Sentindo-se deslumbrada, ela agradece e diz que irá prendê-lo no barbante, ou de repente, num cordão de prata.

Ficamos nós três conversando um pouco, explicamos a ela a situação, ela também recusou-se a acreditar que enfrentei dois Goblins e um urso sozinho.

Pensei bem, e eu não lutei sozinho contra o urso, eu realmente fiquei intrigado para saber o que foi isso, se Cytus estivesse aqui teria me dado uma bronca por tal irresponsabilidade… Mas ainda assim, teria explicado.

Nós adentramos a gruta para nos certificarmos de que não íamos esquecer nada, pegamos as machadinhas e bolsinhas jogadas no chão, depois saímos e permanecemos conversando um pouco.

Anne e Selenne vão embora juntas, as duas já se conheciam? Fiquei me perguntando. Fiquei mais um tempo parado, sentado numa rocha, olhando ao redor e sentindo a vibração positiva que aquele lugar me enchia. A lua se refletia no lago, o cair da cachoeira acalmava-me de todo o estresse… mas o mais importante… Eu posso vê-lo por entre as árvores. Será que Selenne também o viu?

 


Notas Finais


Download do Arquivo PDF com a chave, evitem clicar no link, mas sim copia-lo manualmente:
-> https://mega.nz/#!HNoSQaDI!IqsPLDD8ydTwmDfQiUs0EhNJoazj9IdC8CfR4fC5kMY

(Gostaria de dizer que, invés de só colocar o arquivo PDF do capitulo em questão, irei colocar a história toda. Certo? De modo que irei unir os capítulos)

Eu particularmente adorei o que eu fiz aqui, há muito a se pensar e tantas ideias ainda me refrescam a mente. Huum.

Mas e vocês? gostaram? :B Acho que exagerei ao fazer o Muhal falar dessa maneira... ou talvez não?
Me deem opiniões de como foi a leitura. Também adoraria que me apontassem os erros ortográficos, eu localizarei as frases erradas e então as corrigirei, por isso as listem aqui abaixo nos comentários, isso me poupa um trabalho de muita revisão...


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