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História Incerto - Capítulo 6


Escrita por: Sweetie19

Notas do Autor


Oieee, tô de voltaa, fiz com muito carinho, espero que gostem!! Beijinhos

Capítulo 6 - Capítulo 6


Minhas preces não foram atendidas, primeiro que nenhum milagre ou Christian apareceram, segundo que ela parecia não perceber nada, mas claro! O que eu esperava? Que do nada adivinhasse o que se passava por minha cabeça? Eu estava sendo hipócrita, ficava dizendo à Mai para conversar com Ucker, se expressar e tudo mais, sendo que eu não ouso dizer isso nem ao meu cachorro, quanto mais a ela.

 

-Annie? O que foi? – Dul agora me perguntava em tom de preocupação e confusão ao mesmo tempo. Saí daquele transe e tomei coragem, não sei pra que ainda, mas não ficaria feito uma idiota a olhando sem dizer nada.

 

-É... é que...- tentei falar algo que fizesse sentido

 

-É o que Annie? – questionou rindo um pouco- Pode falar - me deu um sorriso sereno e decidir tentar

 

-Dul é que eu preciso te falar uma coisa...- meu coração pulava em meu peito, tenho certeza de que não vai aguentar muito e em segundos saltará para fora.

 

Ela pegou minha mão fazendo carinho com o polegar e sorrindo me encorajando a dizer, não sei o que espera que eu diga, nem eu tenho certeza se vou arriscar tudo. Me aproximei mais dela e levantei minha cabeça para encará-la. Olho no olho. De repente me perdi ali, como já disse antes, seus castanhos são como um imã pra mim, percebi que ela também estava concentrada no meu olhar, não me questionou mais. Em fração de segundos meu olhar se desviou para sua boca, estava entreaberta e podia ouvir sua respiração fraquinha e cortada. Nossas mãos permaneciam unidas e seu polegar continuava me acariciando, inconscientemente me aproximei mais ainda, meus olhos se fechavam lentamente e os seus também, nossos lábios se roçaram e então ouvimos o grito alegre de Christian nos chamando. Voltei à realidade, ou melhor, voltamos, nos afastamos, mas ainda nos olhávamos, então Chris entrou na cozinha. O milagre tarda, mas chega, infelizmente.

 

- As bonitas tão demorando tanto por quê? – indagou ele, seus olhos já não se abriam tanto, Chris estava bêbado, não no estado deplorável, mas alegre demais. Eu e ela estávamos a um passo disso.

 

-Ai amigo, Annie derrubou o último que a gente estava fazendo, olha isso- ela apontou para a bancada suja rindo um pouco e acabamos rindo junto a ela, aparentemente não aconteceu nada ali.

- Eu ajudo vocês então- Chris nos ajudou a terminar os drinks e levamos para o pessoal de volta à área externa.

 

Entreguei o de Poncho e me sentei ao seu lado, Chris levou o seu e o de Mai e Dul segurava o seu sentando-se ao meu lado.

 

-Obrigada Annie- ele me agradeceu com um beijo no rosto, sorri para ele, todos estavam conversando e ele se voltou novamente a mim- Por que vocês demoraram tanto?

-Ah você sabe né, sou meio atrapalhada haha- ele gargalhou comigo e logo disse

-Deixa eu adivinhar, você derramou tudo?!- questionou com uma sobrancelha arqueada

 -Olha tudo não, mas acabei derrubando alguns que estávamos fazendo então tivemos que fazer de novo.

- Da próxima vez eu faço então pra evitar qualquer desastre

-Para Poncho!!- dei um tapinha em seu braço e rimos juntos ele se aproximou mais

-Só se você prometer que vai ter próxima vez- ele disse isso e brincou com meu nariz, eu ri e brinquei com seu nariz

-Prometo hahaha

 

Ficamos conversando mais um pouco, a cada duas frases de Poncho eu ria, era impossível não rir com ele e dele, ele também não estava muito diferente de mim, seus olhinhos verdes pouco se abriam e o riso era fácil. Então Ucker se levantou cambaleando um pouco e nos chamou pra ir para a festa. Olhei para Mai que estava ao seu lado e me lembrei do meu acordo mental com Dul, em seguida a chamei puxando-a pela mão.

-O que foi amiga? – ela perguntou enquanto nos afastávamos

-A Mai e o Ucker- eu disse

- O que tem? - Dul perguntou confusa, as palavras saiam meio distorcidas

- Que eles têm que ficar juntos! – eu disse como se fosse óbvio, ela pensou um pouco e arregalou os olhos como se tivesse se tocado, eu ri

-Já seeei! Eles vão juntos pra festa, alguma de nós vai com os dois para que assim ele não vá com a Angel, ela é super legal, mas nesse momento é um obstáculo para nossa missão

-Missão? - questionei rindo

-É, missão, o universo determinou que eu e você, como melhores amigas de Mai, temos que juntar os dois, ele só não contava com a burrice de Christopher- ela gargalhou e eu ri junto

- Tá, tudo bem, então você vai com eles e eu vou com a Angel ok?

- Ok! - demos um “hi five” e seguimos nosso “plano”

 

Fomos eu, Angel e Poncho em um dos carros, Dul, Mai e Ucker em outro e Chris, Derrik e Diego no último. Chegamos lá perto de 23h, a casa era enorme, tinha uma área verde na frente com alguns bancos largos e acolchoados, alguns pufes com algumas pessoas neles, mas a festa principal estava dentro da casa. Via-se de fora uma iluminação azul e roxa vinda da casa junto com o som alto e o tremor da música. Seguimos todos para a entrada, algumas pessoas da comissão checavam nossos nomes, quando de fato entrei senti a atmosfera “festa” pairar sobre mim. Sentia o ritmo da música e das batidas em meu peito, havia fumaça e energia emanando das pessoas dançando, automaticamente puxei as meninas e fomos pro meio disso tudo, Angel, Chris e Ucker nos seguiram enquanto os outros foram comprar água e bebidas. Ficamos ali dançando e nos divertindo, eu e Dul ficamos próximas a Angel e ao mesmo tempo aproximando Ucker e Mai, os dois dançavam animadamente, Ucker meio desengonçado. Olhei pra Dul e rimos cúmplices trocando outro “hi five”.

Os meninos voltaram, Derrik apesar de sério estava mais solto com a gente, dançava um pouco. Ele e Chris eram opostos, às vezes trocavam sorrisos e Chris sempre tentava animá-lo mais. Poncho e Diego conversavam e dançavam próximos a mim, Dul e Angel.  Poncho seguia com suas palhaçadas comigo e com Dul também.

 Dançamos muito, e então começou a tocar uma música menos agitada e algumas pessoas começaram a dançar em pares, Poncho me puxou pra dançar, ele dançava bem, mesmo assim ainda brincava comigo, principalmente com meu nariz, nossa primeira dança foi regada a gargalhadas e tropeções visto que nenhum dos dois estava muito sóbrio.

 Na segunda música nesse estilo realmente dançamos, de vez em quando ele olhava pra mim com aquele sorriso de canto mostrando suas covinhas, por um momento me perdi no seu verde, ele sorria com os olhos, era lindo. A música terminou e notei que Dul e Diego também dançavam juntos, avisei a Poncho que ia comprar uma água e perguntei se ele queria, ele afirmou que sim com a cabeça. Depois de uns 10 minutos tentando comprar com tanta gente gritando também tentando comprar alguma coisa, finalmente consegui.

 Estava voltando para onde meus amigos estavam e então tudo parou, não ouvia mais nada, não havia mais ninguém ali, somente minha consciência e aquela cena. Diego estava com uma mão em sua cintura a puxando para mais perto dele, a outra segurava sua nuca, ela tinha uma mão no rosto dele e a outra em seu ombro. Eles estavam se beijando. Dul estava beijando Diego. Minha mente repetia isso. Estava tentando assimilar o que via, senti uma dor fina no estômago, meu rosto ardia um pouco e senti uma pressão nos olhos. Lágrimas. Não podia chorar ali, não por isso, não agora. Aquilo me doeu, mas não havia culpados, não havia nada que pudesse ser feito. Naquele momento minha ficha caiu, tudo aquilo era fruto da minha imaginação, Dul me amava sim, mas como sua amiga, e nossa, era uma amiga maravilhosa. Não podia estragar isso e então decidi que ia esquecer isso, não tinha sentido continuar me iludindo por algo que não existia, eu que criei.

Ainda estava ali, parada, segurando a garrafa de água para mim e para Poncho, olhava para o nada, não conseguia sair dali. Então aquele verde inundou meu campo de visão, Poncho tocou em meu braço e logo disse:

 

-Tá tudo bem Annie? – indagou com o olhar preocupado. Eu consegui me mexer e prestar atenção em tudo que acontecia ao meu redor e o respondi

-Sim...sim, tá sim Poncho, quase não consegui comprar a água de tanta gente que tinha ali. – dei um sorriso fraco, ele tinha o cenho franzido

-Tem certeza gatinha? – perguntou alisando meu braço

- Sim tenho sim, me distraí um pouco apenas- ele assentiu não muito convicto, mas logo mudou de expressão para uma travessa então eu ri desconfiada.

-Poncho... o que foi hein? - perguntei com ar de riso

- Nada...- ele começou a se aproximar, vi suas mãos se elevando em direção a minha cintura

 Então Poncho me levantou e me carregou correndo até a área externa, eu gritava e ria para que me soltasse, então ele parou em frente a uma árvore e me soltou. Me encostei nela e ficamos rindo, dei um tapa em seu ombro e ele reclamou, fez que ia me agarrar de novo.

-Não Poncho por favor, tá bom eu prometo que não faço mais- falei séria levantando minha mão como promessa

-Promete mesmo? - se aproximou ainda ofegante e arqueando a sobrancelha, tocando em meu nariz.

-Eu juro, não faço mais- e toquei em seu nariz também

Ficamos sorrindo um para o outro, recuperando a respiração, então nosso sorriso foi sumindo junto com nossa respiração acelerada, os sorrisos deram lugar ao olhar azul no verde e verde no azul. Ele se aproximou mais ainda e encarei seus lábios, então senti o toque de sua mão em meu rosto, em seguida ele avançou selando nossos lábios.

 


Notas Finais


Eai?? Gostaram? Quem é traumada vai notar uns detalhezinhos nesse capítulo... gente eu sou que nem a Annie, não me decido por Ponny ou Portiñon, que difícil é ser eu hahaha, brincadeiras a parte obrigada por seguirem acompanhando!!


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