História .(In)Certos - Capítulo 4


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Categorias K.A.R.D, Triple H
Personagens E'Dawn, Hui, HyunA, Personagens Originais, Somin
Tags 365 Fresh, E'dawn, Hui, Hwitaek, Hyojong, Hyuna, Kard, Romance, Somin, Traição, Triple H
Visualizações 29
Palavras 2.466
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - .Relacionados (Parte 2)


Fanfic / Fanfiction .(In)Certos - Capítulo 4 - .Relacionados (Parte 2)

— Como eu estou?

Yan An tinha cedido algumas das roupas de suas antigas namoradas para mim. E os meninos, também foram presenteados com camisas caras.

— Sexy. Até mais do que o necessário.

— Deixa ela. Noites assim são raras. — Hui piscou para mim, e consegui perceber de relance a virada de olhos de E'Dawn. — E só ressaltando que, as drogas estão estritamente proibidas essa noite. Assim que essa festa acabar, vamos embora.

— Um traficante blefando sua própria mercadoria, seria ironia do destino?

— O nome disso é senso comum. — Fiz a observação, enquanto arrumava o meu cabelo. — Pode ser irritante às vezes, mas, é preciso.

— Como acha que os amigos dele são? Criminosos ricos e mimados? — Hyojong estava estirado confortavelmente no sofá próximo à penteadeira, quando começou a enrolar uma mecha pequena do meu cabelo entre os dedos.

— O engraçado é que, você acabou de nos descrever. — Vi pelo espelho que os dois me encaravam surpresos pelo choque de realidade. Mas, não demorou muito para que começássemos a rir.

— Não acho que somos mimados. — E'Dawn estava descaradamente se auto defendendo. Isso me fez sorrir.

— Um pouco, talvez.

— Com licença — Yan An apareceu na porta, com o mesmo sorriso aberto de antes. — Consegui novos números de telefone para vocês, vão precisar. — Ele entregou um saquinho plástico para Hui.

— Obrigada, cara.

— Não me agradeçam. Pelo menos, não ainda. — Me virei totalmente para ele. Hyojong e Hui também melhoraram a postura.

— Como assim? — Perguntei assim que percebi seu silêncio depois de tal declaração.

— Ainda temos a festa. Depois que toda essa história acabar, vocês me agradecem. — Ele se retirou, nos deixando balançados.

— O que vocês acham que ele quis dizer?

— Eu não sei. Yan An é cheio de códigos. Isso é o que me preocupa. — Hui cruzou os braços encarando o chão, pensativo.

— O que quer que seja, não vai importar quando estivermos a mais de 100 quilômetros daqui. — Suspirei enquanto me levantava da cadeira confortável da penteadeira.

— Eu espero que você esteja certa.

A minha mochila estava jogada no canto do quarto. Fui até ela a passos curtos, e cuidadosos, por conta do salto alto, simplesmente desconfortável. Quando a peguei pelas alças, ouvi o ruído do envelope se contraindo.

— O que foi? Empalideceu, de repente. — E'Dawn se aproximou.

— Só... Estou com medo de ligar o celular e ver as mensagens. — Sorri, cautelosa ao me expressar. Hyojong era incrível em me decifrar.

Não era uma mentira total. A ideia das pessoas estarem procurando por mim me deixava inquieta. Porque, geralmente, sou eu quem procura por elas.

— É melhor que eu ligue isso para você. — Entreguei o celular e a bateria para ele.

Observei atentamente cada movimento seu. Desde encaixar a bateria na parte de trás do telefone novamente, até seu rosto se iluminar com o brilho da tela, que agora estava funcionando.

Seus lábios se moveram, murmurando algo que não pude compreender. Seus dedos continuavam a trabalhar enquanto acessavam todas as partes do meu celular.

— O que foi? — Perguntei assim que percebi a pressão na linha de seus lábios. O que poderia tê-lo deixado assim? Alguma foto comprometedora de que eu sequer me lembrava?

— ...Não tem nada.

— Como assim, "nada"?

— Nenhuma mensagem, nem ligação perdida. Só uma notificação da companhia de gás. — Ele me estendeu o telefone.

— Ninguém se manifestou?

— Aparentemente, não.

— Deve ter sido o choque. Hoje em dia, as pessoas são mais cautelosas quando se trata de um crime. — Hui tentou justificar. Ele estava ouvindo toda a conversa.

— Está dizendo que elas têm medo de entrar em contato comigo por pensarem que sou um serial killer?

— Não foi o que eu quis dizer.

— Mas foi exatamente o que eu entendi. — O silêncio reinou novamente, mas por pouco tempo. — Eu não matei ninguém, Hwitaek. Só fugi porque sabia que meu destino seria uma cela de qualquer maneira.

— Eu estou a par da sua decisão.

— E mesmo assim, não me entende. — Meu tom de voz era mais elevado, preenchendo o quarto. — Nesse momento, a minha barbearia deve estar cheia de peritos criminais que deveriam ser inteligentes o bastante e descobrirem por si só que aquele cara bateu a cabeça, e morreu na mesma hora.

— E vão descobrir. É só questão de tempo.

— Sinceramente, eu acho que não. Esse tipo de coisa nunca dá certo, principalmente para gente como a gente.

— "Gente como a gente"? Tirou essa frase de uma propaganda de narcóticos anônimos? — Agora, Hui estava falando como o mais velho. Um pai tentando colocar a cabeça da única filha no lugar. Eu odiava ser tratada assim. — Você tá me escondendo algo, eu soube disso desde que vi o seu desespero quando te encontrei na barbearia. Mas, mesmo assim, eu te dei o direito de permanecer calada.

— Me deu o direito?

— Sim, dei. Eu me coloquei em risco por vocês. Por nós. E, continuo achando que o mínimo que você me deve é uma explicação. Sem abreviações.

— A deixe fazer o que quiser Hwitaek. — E'Dawn passou o braço em volta do meu pescoço e no de Hui, ficando entre nós. — Não precisamos saber dos detalhes. Qualquer que seja a história por trás de tudo isso, não nos põe em risco, certo? — Ele estava olhando para mim naquele momento. Não era um olhar intimidador, muito pelo contrário, transparecia serenidade.

Eu invejo a calma e a tranquilidade na perspectiva sobre a vida de Hyojong. Sinceramente, eu não sabia se a minha situação colocava nós três em risco, ou só a mim. De onde veio aquele homem vagabundo e bem vestido, pode haver mais. E piores do que este.

— Você é mesmo um idiota, Hyojong. — Hui se soltou do braço de E'Dawn. — Como consegue viver desse jeito, sendo e agindo como um panaca todo o tempo?

— Ele me chamou de panaca? — Hyojong questionou em voz alta depois que Hui saiu do quarto, batendo a porta.

— E de idiota, também.

— Sou, no máximo, incompreendido. Ao contrário de vocês dois, eu tento ver a vida da maneira mais fácil.

— Talvez, seja porque você já desistiu dela. — Seu sorriso desmanchou-se com minhas palavras, e aquilo me atingiu mais do que toda aquela conversa. — Olha, eu... Não quis dizer isso.

— Você quis, sim. — Ele sorriu, fazendo com que eu me sentisse ainda mais culpada. — Mas, eu não me importo. Juro.


Não vou mentir dizendo que não fiquei surpresa quando chegamos ao local da festa. Aquele cafofo era muito maior — e melhor — do que aparentava ser. Um Open Bar magnífico brilhava no centro do espaço com luzes néon coloridas, pessoas de diversas etnias dançavam, esparramadas pelo salão.

Uma gritaria animada era vinda de uma mesa iluminada com um tom diferente do restante da festa, repleta de bebidas caras e mulheres histéricas, loucas por um pouco de testosterona. Hui estava lá. Era ele quem gritava mais alto, e apostava sorridente com todos aqueles caras de jaqueta de couro.

— Ele nem nos esperou, que mancada. — A voz de E'Dawn saiu baixa por causa da música, quase não entendi o que ele estava dizendo.

— Pode ir até lá, se quiser. Eu vou dar uma volta e beber um pouco.

— "Beber um pouco"? — Ele riu, com os olhos perdidos sobre a multidão reunida naquela noite. — Vou ficar decepcionado se você vomitar na minha camisa.

— Vai ser uma mistura deliciosa de vodca e soju. — Passei a língua pelo lábio inferior a fim de provocá-lo. Recebi uma careta de nojo, em troca.

Seguimos cada um com o seu próprio caminho. No trajeto, recebi alguns olhares carnívoros, e deduzi ter chego tarde à festa, já que metade de todas aquelas pessoas já estavam bêbadas.

Yan An estava rodeado de mulheres. A risada do seu grupinho ecoava em meus ouvidos, e, de longe, jurei tê-lo ouvido pronunciar o meu nome.

— Chega mais, Hyuna! — Seu tom era lento, e cuidadoso, como se temesse tropeçar nas próprias palavras. Ele também já havia caído nas graças do álcool.

— Tão cedo e já está perdendo a fala, Yan An?

Ele riu do meu comentário, uma risada alta e exagerada demais para a situação. Todos que estavam por perto perceberam seu entusiasmo repentino.

— Você é uma figura. — Sorri, um pouco sem vontade, apenas complementando seu possível elogio. Em menos de 5 minutos, minha noite já estava prometendo demais.

— Você me é familiar... — Uma garota morena, que estava apoiada em seu ombro esquerdo, me encarou com os olhos semicerrados, tentando se lembrar de uma memória específica. Ela deve ter me visto no noticiário.

— É... Também tive essa sensação quando a vi. — Dessa vez, a única coreana entre elas, que estava no colo de Yan An, fez a observação.

— Não, vocês nunca a viram antes. Calem a boca. — O próprio me defendeu, colocando as mãos suavemente sobre os olhos das duas. Atitude gentil, se ele não estivesse bêbado.

— Tem alguma coisa para mim?

Nós dois sorrimos um para outro, pois ele havia entendido o recado. Observei de relance quando ele fez um sinal para alguém que estava fora da minha visão.

— Aqui. — Yan An estendeu para mim um copo chique, com um líquido amarronzado, límpido.

Levantei a bebida, como num brinde não anunciado, e dei um gole longo no que parecia ser um uísque bem conservado.

— Gostou?

— Conservador demais para quem costumava passar as tardes com uma porção de carne de porco e soju. Mas, não é ruim. — Eles riram do meu comentário, aproveitando a bebida em suas mãos em seguida.

— Aproveite o espírito americano da noite! Temos muito mais de onde veio esse.

Ele estava falando sério. Tinha muito mais.

As pessoas começaram a se aproximar quando perceberam o movimento no grupinho de Yan An. Todos eles me distribuíam bebidas em troca de uma piada ruim, rindo do meu estado como se fosse algum tipo de espetáculo. Não me importei, pois já me disseram que fico divertida quando bebo. E quanto mais feliz eu os fazia, com mais bebida me retribuíam.

— Por que a velhinha não usa relógio? — Olhei em volta a procura de alguém que tivesse algum palpite, mas, eles foram educados ao esperarem que eu desse a resposta. — Porque ela é uma senhora! Entendeu? Sem hora!

A rodinha explodiu em risadas, e comigo não foi diferente. Cambaleei para trás, e senti alguém me servir como apoio. Era Yan An, que apesar de ter bebido muito mais do que eu, ainda estava comportado, acompanhando etapa por etapa do que prometia ser uma ótima noite.

O barman me estendeu mais um copo, e antes que eu pudesse alcançá-lo, Yan An se certificou de consegui-lo primeiro.

— O que foi isso? — Questionei sua atitude, tentando manter a minha visão focada em seus traços.

— Fui eu tentando te manter de pé. Você já bebeu demais, Hyuna. Sete copos em menos de 20 minutos.

— O anfitrião tentando segurar a festa? O que vocês acham disso? — Elevei a voz na última pergunta, arrancando provocações dos outros. — O que você tinha dito, mesmo? Espírito americano?

Yan An me encarou, sério por alguns segundos, mas eu mantive um sorriso desafiador. De repente, ele virou o copo que estava em suas mãos goela abaixo, pegando a todos de surpresa.

— Vaaaaamos beber!

Copos e mais copos com diversos tipos de bebidas começaram a ser entregues para todos, era difícil acompanhar a agilidade do barman para saciar tantas pessoas num só ambiente. Infelizmente, não consegui aguentar muito mais do que três ou quatro doses. A música eletrônica me convidava incansavelmente para a pista de dança, mas se eu movesse mais um músculo apenas, poderia colocar para fora tudo o que havia comido durante aquela semana inteira.

Senti o calor humano emanar ao meu lado no chão, e novamente me deparei com Yan An, pela terceira vez na noite.

— Desistindo tão cedo? Toda essa agitação é por sua causa. Deveria desfrutar de tudo isso.

— Diz a pessoa que está ao meu lado, tão relaxado quanto eu. — Ele riu, e mantive meus olhos na festa.

— Eu queria te dar uma coisa antes que vocês fossem embora para não faço ideia aonde. — Me virei completamente para ele.

— Que tipo de coisa?

— Isso.

Ele se inclinou ao meu encontro, colocando uma de suas mãos por debaixo do meu cabelo. Seus lábios tocaram os meus em questão de segundos e, ainda balançada pelo álcool, precisei me concentrar para só então entender que se tratava de um beijo. Um beijo suave, com aroma de vodca e que durou pouco tempo.

— Só isso? — Questionei quando terminamos.

— Como assim, "só isso"? — Seu olhar era de decepção.

Dessa vez, fui em que tomou a iniciativa. O puxando pelo pescoço para que pudéssemos terminar o que ele havia começado com dignidade. Mesmo que através do beijo, consegui perceber que o peguei de surpresa por tomar a iniciativa. Eu não o culpo, porque depois dos foras que ele recebeu quando chegamos mais cedo, um beijo desses não era a primeira das opções.

— O que vocês pensam que estão fazendo? — E'Dawn estava de cara feia e fazendo pose na nossa frente. Nos soltamos aos poucos, e eu limpei os excessos ao redor dos meus lábios.

— Nos beijando. — Yan An respondeu por nós dois.

— Jura? — Hyojong estava sendo irônico. Veio até a minha direção pisando forte e me pegou pelo braço. Com a rapidez de seus movimentos, meu corpo todo balançou, me provocando náuseas.

— Acho que vou vomitar. — Avisei, antes que a bomba tivesse chance de explodir de surpresa. Mas, qualquer que fosse a mistura nojenta que se formava no meu estômago, estava longe de sair tão de repente.

— Vamos embora, antes que você deixe a sua marca na minha camisa. Hui já foi preparar o carro.

— Você ama essa camisa tanto assim? — Perguntei, tapando os lábios com a mão em seguida. A gororoba estomacal estava me provocando.

Quando chegamos no carro, Hyojong me colocou com cuidado no banco de trás, e depois de bater a porta, foi até o banco da frente, ao lado de Hui, que estava sério demais.

— Por que tanta pressa? — Perguntei, me aconchegando no estofado de couro, me segurando muito para não desabar ali mesmo.

— Ainda estamos sendo procurados, não sei se você se lembra. — Aquele tom ignorante de Hwitaek estava me irritando.

— Ela deve estar decepcionada por ter tido que interromper o esfrega-esfrega com o anfitrião da festa.

— Não começa, Hyojong. — Revirei os olhos, e reparei que minha mochila estava atrás do banco de Hui.

Não fui eu quem a trouxe, e a possibilidade de um dos dois ter reparado no pacote com uma arma dentro dela é um pouco alta demais. Meu estômago doeu ao pensar nisso.

Levantei os meus olhos até o retrovisor, Hui estava olhando para mim, e sua expressão não era muito calorosa.


Notas Finais


Eu disse que a segunda parte não ia demorar pra sair, mas acabou que demorou kkkkk
Espero que tenham gostado do capítulo. Na minha opinião, não é um dos melhores, acho que minha escrita tem decaído muito, na verdade, mas tamo aí
Annyeong ♥


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