História Incident - TaeYoonSeok ABO - Capítulo 14


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Abo, Bangtan Boys (BTS), Boys Love, Hoseok, Jikook, Namjin, Taehyung, Taeyoonseok, Yoongi
Visualizações 281
Palavras 3.122
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Leitura! ^^

Capítulo 14 - 13 - Understanding


Fanfic / Fanfiction Incident - TaeYoonSeok ABO - Capítulo 14 - 13 - Understanding

“Não Chore. Não se revolte. Compreenda.” Baruch Spinoza

JUNGKOOK

Ali se foi minha folga divertida. A noite planejada para filmes agarradinhos em minha cama, se resumiu em eu jogado sozinho no sofá de casa.

Não me arrependo de tê-lo deixado ir sem fazer drama. Preciso de Jimin após um dia cheio, mas seu amigo precisa mais agora que o mundo dele virou de ponta a cabeça.

Aliás, Jimin fez o mesmo com minha vida, mas de certa forma foi bom. Vivia cercado de uma rotina monótona, porém, meus pensamentos foram ocupado por ele desde que nos vimos pela primeira vez.

Digamos que sou a pedra de gelo e Jimin a chama constante. Desde que encontrou de vez em minha vida, tenho tido dias maravilhosos.

Claro, ainda não me acostumei com seu jeito super sincero e sua língua sem filtro. Difícil saber quando ele irá sair do controle e dizer algo que pode me constranger em meio às outras pessoas, mas confesso que seu jeito explosivo e intenso me cativou.

Estava terminando o jantar, caminhando apenas de toalha pelo apartamento quando a campainha tocou. Bom, quem costuma me visitar sem avisos é apenas meu pai ômega, por essa razão nem me preocupei em ir buscar algo decente para vestir.

Tudo o que fiz foi ir até a porta e abri-la, e novamente Jimin apareceu como um tsunami, varrendo tudo para longe com fúria. Às vezes desconfio que o caso do meu adorável namorado vai mais além de uma personalidade difícil.

– Eu não acredito que ele fez isso comigo. Logo eu que sempre apoiei ele, sempre tive ao lado dele. – murmurou atirando sua bolsa com tudo sobre o sofá. Já eu, me preocupei apenas em fechar a porta e trancá-la em seguida. – Na primeira merda que acontece, vão lá e me chutam para longe.

– Pode se sentar, acalmar um pouco e me dizer exatamente o que houve? – pedi tentando manter a calma ao vê-lo colocar os pés sobre minha mesinha de centro. – Tire seus pés daí, Park Jimin?

– Por um acaso você me ouviu, Jeon Jungkook?! – ele elevou a voz me deixando surpreso. – Eu estou dizendo que meu melhor amig...

– Eu te entendi claramente. – me aproximei tirando seus pés de sobre o móvel. – Está irritado por que Taehyung pediu espaço?

– E você acha isso justo?

– Certamente. A vida é dele. – por alguns instantes Jimin me observou, suspirou fundo e em seguida juntou sua mochila para sair dali. – Onde você vai?

– Para qualquer canto onde encontre alguém para me ouvir e me entender.

– Para o lugar que te doparam e quase abusaram do seu corpo? – o mais novo parou ali com as mãos na maçaneta. – Estou a pouco tempo com você e já perceber sua mania de causar a confusão e fugir dela, Park Jimin.

– Você é meu namorado. Deveria me entender, me apoiar. – ele literalmente estava chorando.

A toa? De raiva? Tristeza? Sua ação confirma apenas mais um ponto das minhas suspeitas.

Jimin não teve apoio profissional quando sofreu o tal assédio. Está assustado, na verdade tudo começou com o acidente de seu amigo. Agora que seu mundinho agitado e perfeito está perdendo a estabilidade, ele irá procurar por algo que complete esse buraco.

– Exatamente, sou seu namorado e não sua mãe para passar a mão em sua cabeça todas às vezes que você age como uma criança mimada. – o ômega me observou com seu semblante incrédulo.

– Jungkook?!

– Não. Não adianta usar manha agora. Estou sendo cruel, eu sei. – me aproximei tentando tocá-lo, no entanto, havia um certo receio de que ele decidisse ir embora. – Entenda seu amigo, é muita coisa para assimilar e você é uma pessoa intensa demais. Taehyung precisa de tempo, tudo o que tenho certeza de que você não o deu.

– Isso não é verdade. – disse ele esfregando os olhos com a manga de seu moletom.

– O que você queria que ele dissesse? Que está feliz com uma descoberta dessa? – o mais novo me encarou. – Seu amigo é muito jovem, Jimin. Decidiu seguir a diante por ter o apoio de Yoongi e Hoseok, mas ainda sim. Se coloque no lugar dele por um tempo. O que você faria? É tão difícil entender quando as pessoas precisam de espaço para pensar?

– Me desculpa. – o ômega me abraçou com força, e tudo o que fiz foi lhe acolher. – Desculpa por chegar assim, por gritar com você e colocar os pés na sua mesa.

– Está tudo bem. Eu entendo, não se preocupe. – sussurrei deixando um beijo no topo se sua cabeça. – Ainda quer ir embora?

– Posso ficar? – questionou me encarando com aqueles olhinhos cheios de lágrimas.

– Sempre que quiser, meu bem. – então juntei nossos lábios e lhe dei um selinho. – Vá tomar um banho para se acalmar, eu estou terminando uma refeição.

– Minha mochila só tem a escova de dentes e guarda-chuva, Jungkookie.

– Pegue roupas limpas no meu closet. Têm toalhas limpas na terceira porta do armarinho. – Jimin apenas me deixou um beijo na bochecha antes de seguir pelo corredor. – Não bagunce nada, tire apenas o que for usar.

Muitos não entendem como eu consigo manter a paciência diante de tal situação. Bom, a verdade é que todos temos momentos ruins, precisamos entender onde está a dor do próximo ou o motivo de sua inquietude, só assim saberemos como ajudá-lo.

Jimin tem um temperamento meio explosivo e bastante intenso, algo que fica pior quando o ciclo está próximo. Corro risco de que isso aconteça quando eu estiver por perto, apesar de saber me controlar, não sei quanto tempo dura meu autocontrole se for provocado por ele.

Terminei aquela refeição, nada mais que um pouco de arroz, uma salada de legumes cozido a vapor e carne grelhada. Não sou nenhum chefe de cozinha, mas fiz questão de aprender ao menos o básico para me virar sozinho quando sentir fome, essa é a razão de Seokjin se orgulhar muito de mim.

Quando o ômega voltou para a sala tudo estava colocado sobre a mesa, inclusive louças, talheres e taças para duas pessoas. Sempre me vi preso e enrolos com pessoas de minha idade ou mais velho, confesso que namorar alguém cerca de seis anos mais novo, recém-saído da fase de adolescência é sem dúvidas um desafio.

– Me espere um pouco, vou me vestir para jantarmos. – o mais novo apenas confirmou enquanto tomava seu lugar a mesa.

Fui correndo até o quarto, encontrei tudo arrumado no closet e no banheiro onde ele usou para se banhar. A única coisa fora do lugar era sua mochila sobre minha escrivaninha, nada que tenha me incomodado.

Apenas peguei uma calça de moletom e uma regata, coisas que me deixam confortável após passar um dia inteiro com o jaleco pesado em meu corpo.

Quando retornei para a sala percebi Jimin sentando onde o deixei, parecia pensativo diferente do garoto inquieto que entrou como uma tempestade por minha porta. Entendo suas mudanças de humor, às vezes acredito que ele se comporta assim para chamar a atenção para algo mais sério.

Jimin é sentimental, costura agir de modo independente, mas na maioria das vezes parece se arrepender e não sabe o que fazer com isso. Não quero mudar sua personalidade forte, me apaixonei por esse jeitinho, apenas desejo que ele passe a ser um pouco mais compreensivo.

– Você pode tomar vinho? – ele apenas afirmou positivamente enquanto me ocupei em pegar a garrafa. – Como se sente?

– Estou mais calmo e cheio de vergonha. – explicou deixando evidente seu nariz vermelho após a crise de choro.

– Eu entendo. Desculpe pelo jantar simples, estava planejando algo mais elaborado, mas quando você disse que não queria vir acabou atirando um balde de gelo nos meus planos. – respondi lhe servindo um pouco de vinho. – Quer que eu sirva seu prato também?

– Por favor. – o ômega pediu estendendo a louça em minha direção. – Não se preocupe com o jantar. Tae e eu costumávamos passar a base de macarrão instantâneo, isso é um banquete.

– Desde quando viviam sozinhos naquele lugar?

– Hum... Desde os dezessete, eu acho. Os pais dela foram para os Estados Unidos, os meus eu deixei em Busan. – o mais novo disse me encarando. – Ele decidiu ficar para terminar os estudos, já eu por um motivo mais forte, nunca tive uma boa convivência com meu irmão, então preferi ter minha independência do que ficar discutindo o tempo inteiro dentro de casa.

– Seus pais não o repreendiam? – questionei um pouco confuso. Jimin apenas balançou a cabeça negando aquilo, parecia triste com as lembrança, mas ainda sim permanecia firme. – Preferiu viver sozinho correndo riscos do que brigando com seu irmão?

– É complicado, Jungkook. Os amigos dele viviam me assediando, quando eu os repreendia acabava levando a culpa. – achei aquilo um absurdo imenso. – Desde que me entendo por gente, preciso me virar para não ser tocado por esses nojentos. Aprendi a me defender na garra, por isso também me preocupo com Taehyung.

– Como é a relação com seus pais? Você quase não fala deles. – indaguei assim que terminei de servi-lo e coloquei um pouco em meu prato.

– Não tenho muito do que reclamar, apesar de que às vezes parecem amar mais meu irmão do que eu. – ali em seu rosto estava um sorriso triste. – Sinto saudades dos abraços de minha mãe e dos conselhos de meu pai, mas viver distante de JiHyun e aquela corja de amigos nojentos dele, é um alívio.

– Eu gostaria de entender melhor para lhe ajudar. – suspirei segurando sua mão sobre a mesa. – Desde que me entendo por gente sou filho único, nunca soube o que é ter de dividir, apesar de ter sido ensinado dessa forma.

– Mas você é adotado. Isso não mexe com você de certa forma?

– Na verdade não. Todo amor e educação que eu precisava, recebi dos meus pais. Soube a pouco tempo que minha mãe biológica já faleceu, estive a procura do meu pai biológico para saber se ele precisa de alguma ajuda e... – Jimin apenas me encarava surpreso. – Não consigo guardar mágoa sem saber o que houve de fato, meu bem. Se eles me abandonaram no orfanato, quero saber o motivo.

– Você não parece ser real, Jungkook.

– Apenas fui ensinado a ser assim. Muitas vezes julgamos sem saber, ninguém é perfeito. – sorri percebendo ele ficar mais calmo. – Vamos comer antes que esfrie, conversamos depois.

O jantar seguiu em silêncio. Até achei fofo quando suas mãos seguravam os talheres de forma desajeitada, seu nariz ainda vermelhinho e os suspiros por conta do choro recente. Jimin é um furacão, mas precisa de alguém que o transforme em brisa.

Nunca viveu em um ambiente calmo, precisou sair cedo de casa, ou melhor, preferiu enfrentar o mundo cheio de perigo cá fora do que viver com desrespeito constante dentro de sua própria residência. De certa forma consigo entendê-lo, foi obrigado a aprender a se defender dos babacas sozinho, por isso é tão independente.

No entanto, seu lado ômega ainda fala mais alto, o faz parecer um menininho assustado quando as coisas saem dos trilhos ao seu redor. Estamos nos relacionando há pouco mais de um mês, mas somente agora tivemos uma conversa séria o bastante para que eu possa compreender melhor o seu lado.

Talvez deixá-lo chorar em meus braços lhe passou a confiança necessária. Mesmo que isso seja apenas uma fase, os pré-sintomas de seu ciclo, qualquer pequeno apoio que eu lhe der será muito. Ele é como qualquer ser humano, às vezes se faz de durão, porém, no fundo também necessita de calmaria e um pouco de carinho.

Após o jantar ele me ajudou com as louças. Depois peguei a garrafa de vinho e as duas taças o puxando para a varanda. Me sentei ali sobre a espreguiçadeira, o trouxe para o meu colo e ali ficamos. Bebendo, sentindo a brisa, conversando um pouco, namorando.

Afinal, todos precisamos de um momento de paz em meio a toda correria.

Essa não é a forma que planejei a nossa noite, porém, aos meus olhos é melhor do que eu poderia imaginar. Tê-lo ali, desabafando após um momento complicado, confiando em mim a ponto de contar alguns segredos, é o bastante para saber que tivemos um instante produtivo para nossa relação que está apenas iniciando.

– Você está com sono? – perguntei arrastando a pontinha do nariz em sua bochecha, sentindo o cheirinho doce de sabonete misturado ao seu aroma floral.

– Um pouco. – disse o ômega erguendo o rosto para me observar. – Você quem deve estar bem exausto. Teve um plantão complicado?

– Tive. Perdi um paciente hoje. – fui sincero ao respondê-lo. – Apesar de estar preparado para isso, é sempre triste quando uma vida chega ao fim.

– Sinto muito. – respondeu enfiando seus dedos entre meus cabelos para me dar carinho. – Você teve um dia difícil, mas ainda sim parou para me ouvir e me acalmar.

– Não sei quais tipos de relações você já teve, senhor Park. Mas é isso que namorados devem fazer. – disse de bom humor conseguindo lhe arrancar um breve sorriso.

– É a primeira vez que namoro um gentleman¹, Jungkook. – o ômega respondeu se aproximando lentamente do meu rosto. – Apesar de você ser muito certinho, é o primeiro cara que realmente tem paciência e me respeita de igual para igual.

– Eu não deveria ser uma exceção, meu bem. Isso é triste, mas o reflexo da sociedade em que vivemos.

– Mas... Ainda bem que você é uma exceção. – sussurrou antes de roçar nossos lábios. – Você pode me beijar, cavalheiro?

– Se você quiser um beijo. – Jimin sorriu, ainda deu uma mordida leve em meu lábio inferior em sinônimo de sua provocação.

Ainda preciso entender o motivo, necessito saber como esse ômega faz meu corpo ferver com tão pouco. Nunca passamos de beijos, mãos bobas ou um oral como preliminar. Sendo sincero, estou esperando o momento certo. Quero deixar tudo fluir naturalmente.

Apenas uni meus lábios aos seus e senti quando ele colocou sua língua em meio ao beijo. O ômega ajeitou sua postura sobre meu corpo, mantendo suas mãos em meus ombros, enquanto uma das minhas subiu por dentro de sua camisa. Adoro sentir o contato de sua pele, o quanto ele parece ferver a cada carícia.

No entanto, mas uma vez paramos naquele beijo, não por minha vontade, respeitei a dele por não estar se sentindo bem. Ainda que nossos corpos estivessem quentes e excitados, tudo o que fizemos foi escovar os dentes e ir dormir. O surto de desejo? Acho que podemos jogar a culpa no vinho.

Às vezes apenas acredito que apesar de sempre ser tão atirado, Jimin está curtindo levar a relação a base da calmaria. Conversando com ele penso que sua forma desinibida é medo, uma máscara para afastar os valentões. No fundo ele sente medo, receio de se entregar e no fim acabar abandonado.

Não posso julgá-lo, como alfa devo concordar que existem muitos com esse status que são completamente babacas. Convivo com alguns no hospital, idiotas que se vangloriar por passar a noite com alguns ômegas, sejam eles fêmeas ou machos, e acabam tirando sarro por deixá-los em um quarto de hotel sem saber o nome.

Nojo, sinto apenas isso quando vejo alfas se comportando como idiotas. Agradeço aos céus por ter tido uma criação maravilhosa e ter sido educado por um ômega, aprendi a respeitá-los, aprendi a valorizá-lo e acima de tudo a admirá-los por sua força.

Jimin não demorou a dormir, e ali fiquei admirando seu rosto sereno enquanto o sono lhe acolhia. Me deitei minutos depois respeitando seu espaço pessoal, mas ele mesmo acabou invadindo o meu quando no meio da madrugada, ainda sonolento, se virou me abraçando como um ursinho.

Não senti frio durante a madrugada. Tive uma das melhores noites da minha vida, e quando despertei nas primeiras horas da manhã estava tão feliz que queria ligar para meu pai ômega. Sim, queria confidenciar a ele que finalmente encontrei uma pessoa ao qual consigo me dar tão bem, apesar de desconfiar que Seokjin e Jimin tramam o mundo em minhas costas.

Quando finalmente acordei, ou melhor, quando tive disposição de abrir os olhos não o encontrei em minha cama. No entanto, o cheiro de panquecas parecia tomar o ambiente, sem dizer na minha playlist do Troye Sivan tocando baixinho, sendo abafada pela porta fechada.

Me levantei com um pouco de dor de cabeça, ressaca do vinho, mas que apenas um pouco de carboidratos e uma pitadinha de doce é capaz de resolver. Antes de sair do quarto escovei meus dentes e lavei o rosto, percebi que Jimin havia passado por ali após esquecer a tampa do sanitário levantada, porém, estava animado o suficiente para não me importar com um simples detalhe.

Por que iniciar uma discussão boba se posso simplesmente abaixar a tampa e fingir que não vi?

Caminhei cuidadosamente pelo corredor, e já da porta consegui observá-lo distraído na cozinha. Bom, havia farinha de trigo espalhada sobre o balcão, algumas manchas em seu avental, mas o cheiro daquela refeição estava melhor do que toda a bagunça.

E foi ao som de Fools que percebi que estou como um cãozinho por esse ômega. Literalmente sou como um tolo apaixonado, capaz de transformar o mundo em um lugar melhor para aquele que me arranca sorrisos fáceis.

– Oh, você está aí. – disse ele parecendo envergonhado por ter sido pego no flagra. – Bom dia, Jungkookie.

– Bom dia, meu bem. – respondi meu aproximando e lhe roubando um beijo intenso. – Como foi sua noite?

– Boa. – Jimin desviou o olhar quando limpei uma pequena mancha de farinha em seu queixo. – Desculpe por bagunçar sua cozinha, eu limpo tudo quando terminar. Só queria fazer o café da manhã.

– Fique a vontade, não estou achando ruim. – deixei um beijo em sua bochecha antes de me afastar e seguir até a geladeira para pegar um pouco de água. – O que acha de darmos uma volta hoje?

– O que está planejando?

– Parque de diversões, cinema, shopping. Você escolhe. – o ômega parecia concentrado demais para pensar em algo. – Jimin?!

– Boliche. – ele respondeu voltando a me encarar. – Nunca fui em um, você pode me levar?

– Conheço um lugar maravilhoso. – sorri me lembrando de onde costumava passar minhas tarde de sábado durante a adolescência. – Faz tempo que não vou lá, mas acho que ainda me lembro como se joga.

Vi Jimin animado, um tipo de animação inocente de quem está descobrindo o mundo e confiou isso a alguém que mal conhece. Estou disposto a lhe apresentar o lado bom das coisas, mas precisamos ter paciência para dar um passo por vez.

Durante o café conversamos sobre coisas banais, fiquei aliviado quando ele disse que iria aceitar as terapias que lhe indiquei. Jimin precisa de ser acompanhado por um profissional, e saber que ele deseja isso me deixa aliviado.

Tudo o que desejo agora é ver esse ômega sorrindo sem medo. Vivendo por ele e por tudo o que acredita.


Notas Finais


[1] é uma palavra que tem origem no idioma inglês, e pode ser traduzida como cavalheiro. Um gentleman é aquele tipo de homem bem educado, cortês, que é culto, que sabe se portar da maneira mais adequada nas mais diversas ocasiões.

••• ||| ••• ||| ••• ||| •••

Beijos e até o próximo capítulo! <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...