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História Incompreendido - Capítulo 7


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Notas do Autor


Consegui postar a tempo hehe Peço-lhes perdão por quaisquer erros de digitação <3

Capítulo 7 - 07 - Subgroup


Fanfic / Fanfiction Incompreendido - Capítulo 7 - 07 - Subgroup

Subgroup

                                                                                                                                January 03th, 2021 

 Quando dei por mim já estava parado, pronto para bater na porta de Hiroogk, mas, antes que eu completasse o feito, a maçaneta girou e tive a esplêndida visão dele quando acorda, é, não é uma visão nada esplêndida. Sorri. Os cabelos desgrenhados, olhos inchados com olheiras o sombreando, mas hoje tinha um diferencial; uma máscara acinzentada pendurada no pescoço.

Disse brevemente que iria se arrumar e fechou a porta. Me escorei na parede rustica e pensei sobre o porquê da máscara. Meus poderes não voltaram novamente, isso leva no mínimo uma semana, no meu caso, por isso não consigo sentir nenhuma irregularidade nele. Dificilmente o fato de ser surdo passaria despercebido por mim, mas é fato de que estou exausto.

 Quando ele saiu estava mais organizado, principalmente seu cabelo.

“Você estava horrível” – sorri, ajeitando minhas roupas. Estava revezando entre as peças que eu tinha, pois as roupas no meu armário eram horríveis, porem era obvio que mais tarde teria de resolver esse problema.

“Sabe, esse é o meu charme natural” – Olhou por cima do ombro, antes de cairmos na gargalhada.

 Por fim tomamos café juntos, a criada já havia deixado a mesa posta, então apenas desfrutamos. Para minha sorte, Hiroogk não estava nenhum pouco afim de tocar no assunto de ontem, por isso apenas seguimos falando besteiras. Ele era mais perspicaz que os outros na casa, mesclando isso com a timidez de sempre. Sentamos de frente para o outro para conversarmos livremente.

“Hum, Hideki?”

“Pois não?” – Ergui o olhar para ele.

“Zen está te mandando conversar comigo? Perdão pela indelicadeza, mas ele já fez isso antes...” Concluiu de cabeça baixa.

“Não faria isso nem se ele realmente me mandasse algo” – segui gesticulando – “Gosto de conversar com você, é isso”

 Um silêncio confortável se seguiu e continuamos comendo. Haviam frutas que eu nunca havia sequer visto em livros ali, tal como a melancia. Confesso que viciei um pouco em mistura-la, assim como Hiroogk me mostrou, com chocolate derretido, mesmo que ele tenha dito que parecia nojento. De fato, era estranho, mas eu gostava.

 Quando a criada adentrou a sala, onde eu e Hiroogk riamos sobre o filme ‘idiota de ontem, com uma caixa na mão, depositou acima da mesa e seguiu pelo corredor até a cozinha. Quando abrimos a caixa, ignorando totalmente o envelope próximo ao pacote, havia outra caixa com a ilustração do celular do Hide. Peguei o envelope e o li:

 “Espero que goste da cor, percebi que suas roupas são pretas, mas decidi comprar azul por seus olhos ;) Emma acha que você vai gostar. Voltarei em alguns dias, então se comporte, gato S2 A seguir os números de todos no grupo”

 E então uma sequência de números com seus respectivos nomes se seguiu. Hiroogk contemplava o celular, a essa hora já fora da caixa, disse-me que era ainda melhor que um tal de X98. Ele me ensinou as coisas básicas sobre o aparelho, tais como ligar para alguém ou assistir filmes no “Vinn”. Fez-me contas em diversos ‘sites e me fazia repetir tudo o que me ensinava outra vez, diz ele para ter certeza que aprendi. Ele era um bom professor, mesmo que tudo no celular se fizesse com minha voz ou certos movimentos dos meus dedos.

 Estávamos tão absortos naquele pequeno mundinho, onde conversávamos e riamos quando eu errava alguma coisa que quando meu celular vibrou, enfim percebemos que não estávamos sozinhos. Emma, primeiro contato que fiz questão de salvar, me mandara uma mensagem.

_” Gostou do celular?”

 Ao que respondi:

_” Sim, é bem prático na verdade.”

_” Que bom :D Posso te add no grupo?”

 Olhei para Hiroogk e ele percebeu o grande ponto de interrogação na minha cabeça.

“Add é o mesmo que te adicionar” – Gesticulou pacientemente. Eu não teria paciência pra essas coisas – “Esse grupo deve ser onde todos que conheceu ontem se comunicam”

“Eu já lhe disse que o admiro muito?” corou e desviou o olhar para o meu celular. Uma leve indireta para eu responder Emma. Sorri e comecei a digitar a resposta.

_” É claro.”

 O celular apitou novamente, um grupo chamado “Vadias de destino incerto” foi adicionado. Achei o nome bem poético, mesmo que não soubesse o era vadia. Estou cansado de não entender essas malditas palavras estranhas. Logo várias mensagens começaram a chegar, teria desistido de vê-las se não fosse o incentivo de Hiroogk. Ele disse que ia fazer algo na cozinha e me deixou a sós com o bendito celular e as mensagens incontroláveis.

 Quando li elas enfim, a maioria se resumia em “Seja bem-vindo, Deki” ou, é claro que Kai seria diferente, pois escreveu “Nem precisei de muito esforço para ter seu celular”, com unas carinhas amarelas ao lado. Ele não respondera isso no grupo, pelo pouco que entendia, percebi que fora privado. Ao que respondi a Kai: “Pensei que não se importasse com ela, pequeno mentiroso.”. Respondi aos outros apenas um “Obrigado.”. para escrever aquela simples palavra foi necessária muita precisão onde clicava.

 Uma coisa que eu percebera, no entanto, era que o único que não me desejara nem um simples oi foi Thierry. Era difícil acreditar que ele não estava no grupo, o que significava que ele estava levando suas palavras a sério. Por que eu estava me preocupando com coisas tão fúteis afinal?

 Deixei o celular acima da mesa e fui em busca de Hiroogk. Não foi bem uma busca, já que sabia onde o dito cujo estava e precisei caminhar apenas alguns metros. Quando cheguei a cozinha, o vi tomando um liquido verde, mas o que realmente me chamou a atenção foi as sementes vermelhas e o caule de um Wenn, erva medicinal que aciona seu sistema imunológico. Por mais que quisesse lhe perguntar o que havia de errado, sabia que não tínhamos intimidade para aquilo. Sendo assim, apenas enterrei minhas dúvidas esperando que elas não escapassem sem querer da minha boca.

“Cansou do celular?” – perguntou-me fazendo os movimentos com apenas uma mão, já que com a outra segurava o copo. Não me surpreendia mais com sua forma direta em falar comigo.

“Não é minha prioridade no momento...” indaguei me aproximando do balcão rustico. – “Wenn?”

 Está bem, talvez eu não fosse tão bom em esconder meus pensamentos. Em contrapartida Hiroogk é muito bom em desviar do assunto.

“Você conhece. Gosta de plantas?” Ele sabia que aquelas não era a resposta que eu queria, eu sabia que ele escondia algo, porem nós assinamos um tratado silencioso que não iriamos tocar no assunto. Sendo assim, apenas acenei com a cabeça.

“Deve estar se perguntando como algo do inferno não morre nesse mundo, não é?” – ele manipulou totalmente meus pensamentos. E droga, ele conseguiu prender minha atenção nesse assunto. Quando percebeu minha ira dar vazão a meu interesse, Hiroogk apontou para uma porta, que eu só percebera agora, no cantoda cozinha. “Há escadas que levam ao subsolo ali, nunca entrei, mas Zen falou algo sobre simulação de ambiente. Isso só é possível pela magia da Shenna, ela consegue...”

“Podemos entrar lá?” – a ansiedade e inquietação na minha voz fazia-me parecer uma criança no melhor deserto, livre para inventar suas maiores aventuras.

“Não sei, poderia falar com Hide, ele controla essas coisas quando Zen está fora”

“É dele? Sabe, ele não parece gostar dessas coisas” sorri coma imagem de Hide tentando fazer alguma poção. Provavelmente explodiria tudo com seu aparente desleixo.

“É no mínimo estranho” – sorriu – “Acredito que seja do Zen, mas não tenho certeza... Se for do Hide não teria nenhum problema já que são amigos, não é?”

  “– Papai eu posso conversar com Genn, não posso?” – Fiquei feliz ao proferir as palavras sem nenhum erro. Papai não gostava quando eu errava ao falar...

 Senti minha cabeça doer e fechei o punho. Malditas lembranças... Hiroogk para minha insatisfação seguiu falando.

“...Você poderia ensina-lo também, eu não perderia a cena”

 “– Você acha que pode ter amiguinhos, praga? Olhe para mim” – agarrou meu rosto com violência.

“Hideki? Você está bem?”

 Disse-lhe rapidamente que iria subir, pois estava com dor de cabeça. O que não era totalmente mentira. Agarrei minha cabeça assim que me jóquei na cama. Então meus pensamentos voltaram...

 Sentia meus olhos queimarem, mas papai não gostava quando eu chorava então lutei ao máximo com a queimação que sentia no peito. – Genn só suporta ficar ao seu lado, porque tem pena de você

“– Isso não é verdade, Genn disse que gosta de mim” – Papai gargalhou alto, por alguns instantes afrouxando a força em minhas bochechas apenas para aperta-las com mais brutalidade agora.

“– Irei falar devagar para um herdeirinho imbecil como você entender” – levantou meu rosto, fechei os olhos com força. Papai não gostava quando eu o encarava.“–Genn odeia você, tanto quanto eu te odeio. Você é asqueroso” me empurrou para longe.

 O que eu fiz pra eles me odiarem? Quando abri meus olhos e vi que minha visão estava embaçada congelei. Tentei limpar rapidamente com o braço, mas papai conseguiu ver. Por que disse: Quantas vezes terei que puni-lo para aprender a se comportar. Fechei os olhos com força e imaginei um lindo campo. Genn me ensinara a fazer isso quando papai se irritasse.

– Não! – agarrei firmemente o travesseiro em minha boca, abafei totalmente o grito engasgado na minha garganta.

 Não importava o tanto de vezes que eu provasse estar diferente. Para ele eu sempre seria uma maldita criança de 4 anos, cujo maior sonho era ter amigos.

 


Notas Finais


Gostaram?
O próximo cap se chama Unwind. Tenham uma bela noite!
*Não conseguirei postar sexta-feira por motivos pessoais.


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