História Incondicional - Será que gosto dela segunda temporada - Capítulo 35


Escrita por: ~

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Categorias Cúmplices de um Resgate
Visualizações 50
Palavras 2.019
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 35 - Confiar em você


Fanfic / Fanfiction Incondicional - Será que gosto dela segunda temporada - Capítulo 35 - Confiar em você

Safira: Isso é tão…. Errado! - Sua reação imediata é abraçar Regina

Regina: Errado? Isso é desprezível! Nojento, repugnante!

Safira: É muito difícil digerir isso. Mas eu tô aqui - Ela acaricia os cabelos de Regina

Regina: Eu não tinha como fazer nada! Nada!

Safira: Eu acho que você mesma deve aceitar o fato de que você não tinha o que fazer- Ela ergue o queixo de Regina- E não buscar que “ eu aceite”. Olha, nós já tivemos essa conversa e eu disse que quando casei com você eu aceitei todos os seus fantasmas….  Independente de quaisquer fossem. O que você nunca entendeu Regina é que eu aceitei VOCÊ. E o seu maior problema foi não ter confiado em mim. - Olha, se você precisasse de anos de terapia, buscaríamos uma. Eu faria contigo, te ajudaria a lidar com seus problemas, eu estava contigo…Era isso que te faltava, percepção. Não, mas em vez de contarmos uma com a outra, você foi me afastando mais. Eu já não parecia fazer diferença… E isso cansa, Imagina, você estava de repente paranóica com o fato de eu te deixar e nunca quis me explicar o por que se sentia assim. Insegurança talvez, por sempre parecer pra mim uma fortaleza? - Ela busca tentar entender

Regina assente

Safira: Só que você esqueceu.. Eu mais do que ninguém sei que ninguém é perfeito. Sempre quis te fazer perceber que eu estaria ali. Afinal, foi sempre o que eu fiz- Ela parece pensar e entender o olhar que Regina lhe lança - Não, eu não estou te jogando na cara e nem querendo te dizer “ queria que você fosse dependente de mim”.Eu queria que a mesma certeza que você me dava de que sempre estaria ali, você pudesse perceber que você também poderia ter. Eu não sei se fui eu que falhei, mas você não sentia. Ao contrário, eu passei a “ me ver” como alguém sem importância pra você.

Regina: Ah você queria  que eu dissesse 24 h que eu te amava? Isso?

Safira: Não! Eu não queria seu controle, ou palavras. Eu queria sentir essa importância.

Regina: Eu sabia que você estava ali, mas eu não sabia como demonstrar isso… Me desculpa. Sei que me avisou, conversou… - Ela riu. -  Brigou.. Mas eu não sabia exatamente o que faltava pra você. Achei que a minha “presença”, digamos a minha figura bastava pra te dar essa mesma certeza

Safira: Não, não bastava. Eu tinha “a figura” a presença. Mas eu não sentia. Você não precisava falar, bastava que eu sentisse

Regina: Mas isso era uma insegurança sua. Eu não podia fazer nada.

Safira: Você sabia que eu estava ali. Mas eu não sabia onde estava você. E se eu fosse você e dissesse : Isso é insegurança sua, não posso fazer nada Regina, como você se sentiria? Se você estivesse mal, estivesse triste me dissesse e eu simplesmente dissesse: “Isso não é problema meu?” e você de toda maneira estivesse tentando me fazer entender como se sentia?

Regina permanece calada, irritando ainda mais Safira com a falta de empatia

Safira: Desisto - Ela diz cansada - Termine de me contar… já que veio aqui pra me contar. Posso adiantar? Pra que casou comigo se eu era “ a mulher da sua vida “ e fez o que fez? - Ela não pode evitar ser irônica, por mais que não quisesse ser

Regina: Acho que aí você tem razão para estar assim - Ela olha para todo canto, menos para Safira

Safira:  É a pergunta que sempre fica sem resposta. Pelo menos não que me convença

Regina: A Renata parecia entender tudo… Tudo que você aparentemente não se importava. Ela parecia uma exata cópia de você, mas ao menos no começo parecia estar mais “perto” do que você jamais esteve

Safira: Não me compare àquela piranha. - Ela diz baixo - Vamos ver, quando eu faltei pra você Regina?- Ela ergue um dedo- Seus problemas? Você nunca me contou,seu controle? Eu sempre respeitei o máximo, mesmo não concordando com ele. Seus rompantes?Eu tentava amenizar de todas as formas. Na cama? Raramente eu te dizia não, estou cansada ou com dor de cabeça. - Ela erguia cada dedo, enquanto enumerava.

Regina: Tem certeza que isso é uma conversa ou uma troca de acusações?

Safira: Eu só estou tentando entender aonde eu errei pra ter perdido você- Ela encara Regina - Não foi fácil pra mim, Regina. Sei que pra você também, mas só foi sentir a hora que perdeu. Você sabe o que é se sentir “errada” ? Quando a pessoa que você ama joga a culpa inteira de todos os erros em cima de você? - Ela não percebe que uma lágrima cai, mas Regina a seca. - E a pessoa nem ao menos se dispor a conversar sobre? Ou entender que a culpa não tenha sido só minha?

Regina: Eu não queria te machucar assim - Ela diz triste

Safira: Sabe o que é pior? Amar você como se nada tivesse acontecido. Talvez você duvide, pois te aceitar “ em casa” de novo está sendo mais complicado. Mas se é essa a sua dúvida que permeia sua vida inteira. Eu amo você Regina. Ainda amo como antes e acho que sempre vou amar

Regina: Mesmo? - Seu tom de voz é inseguro

Safira: Foda - se o seu passado. Eu amo a mesma garota que fingia me odiar na frente dos outros. Por que sei que aquela garota Regina, é a pessoa mais forte que eu conheci e conheço. É só você, idiota como é, que não percebe isso!

Regina: Isso é tipo um aviso? “ me reconquiste”?

Safira: Não. Isso é um “mostre que posso confiar em você. Eu não tô nem ai pra quem você era, as partes ruins ou desprezíveis como você se refere, de você. Só quero poder confiar em você.

Regina: Eu posso entender isso como eu quiser? - Ela sorri e pela primeira vez aquele sorriso chega aos seus olhos

Safira: Se isso de ajuda, pode. - Ela encara o celular, não querendo entregar os pontos logo de cara

Regina: Eu nunca achei que me entenderia - Diz por fim- Que ainda estaria aqui, mesmo depois de tudo.E achei que você correria na primeira oportunidade, considerando os meus fantasmas que são muitos.

Safira: Filmes de terror costumam me assustar, mas você é um terror meio comédia romântica.

Regina:Você está me subestimando?

Safira: Já devia saber que por mais que eu pareça uma princesinha, também tenho veneno e não corro de nada nessa vida

Regina: Posso fazer uma pergunta? - Ela parece ansiosa

Safira  Faça

Regina: Como você acha que teria reagido se em vez do Geraldo ter chego primeiro, eu tivesse me declarado?

Safira: Eu lhe disse que provavelmente eu acharia estranho. Não sei se naquele momento aceitaria, mas,  eu sabia que o que existia entre nós era muito forte e diferente.

Aquela afirmação faz Regina sorrir

Regina: Você estava prestes a casar -se quando a pessoa que menos esperei na minha vida me pediu que eu lutasse por você,  lutasse pelo que sentia

Flashback On

Aquela movimentação toda do casamento de Geraldo,  estava tirando Regina do sério, e o irmão parecia tão idiotamente feliz que nem importava - se em esfregar a felicidade na cara dela. Regina tinha certeza que quando passasse o tal “ encanto” Safira não passaria de um enfeite na vida de Geraldo; o pai já estava doente  e havia passado todo controle à ele sobre os negócios. Paolla estava estudando no exterior fazia muito tempo e Geraldo ganhava cada vez mais notoriedade e perdia cada vez mais o medo de ser ousado em cometer crimes.

Safira, como era inocente nada percebia. Parecia uma idiota apaixonada, se bem que o “idiota apaixonada devia- se ao notável ciúmes que Regina já havia desistido de tentar esconder.

Como uma boa irmã, ela participara o mínimo dos preparativos e aparentemente ninguém notara sua tristeza, já que o “desconforto” devia - se ao fato de que Safira e ela costumavam ultimamente discutir por tudo e todo mundo achava que apenas era uma “implicância “ por conta da ligação entre Geraldo e Regina.

A mãe entrara naquele momento no escritório onde Regina se escondera para dar conta das próprias emoções. Era claro, que Regina a viu e a mãe fez questão de ser notada.

Regina: Oi mãe- Ela força um sorriso- Já termino de te ajudar está bem? – A mãe lhe pedira para ajudar a terminar de fazer os salgados que deveriam ser entregues naquele dia

Nair:Não se preocupe com isso. Você não pensou no que eu lhe disse semana passada não é? – O olhar penetrante da mãe sempre assustou Regina

Regina pensa um pouco “ sobre o que a mãe estava se referindo?”. Demora um pouco para chegar na resposta. Ah sim ela lhe dissera que a aceitava de qualquer forma, não importava sua sexualidade.”

Regina:  Sobre o que está falando mamãe?- Ela resolve confirmar a informação

Nair: Sobre ser quem você é... Sobre a Safira... Sobre o seu medo... Sobre o fato de você estar sofrendo com o casameto do seu irmão e não fazer nada à respeito. – Ela ergue as sobrancelhas

Regina: Sinceramente mãe? Eu achei que você estava brincando- Ela diz por fim, envergonhada

Vê a mãe por fim, respirar fundo e esperar por uma resposta que Regina não dá.

Nair: Regina, venha aqui, por favor – A mãe lhe pedir por favor era algo muito incomum. Quando Regina por fim senta – se à sua frente ela parece não gostar – Aqui! – O tom parecia sugerir, algo que Regina sabia o que era, porém jamais imaginou que teria outra vez

Regina: Seu... Colo? – Ela pergunta surpresa

Nair: Não sei por que o espanto – A mãe lhe sorri, notando que por um momento, Regina havia voltado a ser sua menininha insegura

Regina: Por que talvez... Eu tenha crescido? – Ela lhe diz com um tom de desconfiança, enquanto deita – se em seu colo

Nair: Talvez o fato de você crescer, tenha me feito pensar que você já não precisaria tanto de mim...Achei que tinha criado você forte o suficiente, fiz o que era necessario, e por fim cumprido minha missão. Sabe Regina, o que eu me esqueci, foi um conselho também da sua vó – Ela sorri com a lembrança – Quando tiver filhos, mesmo crescidos eles ainda vão precisar que você os guie, eles podem tomar suas próprias decisões, ter as próprias vidas, sua familia, o emprego, a casa, seus sonhos... Mas eles nunca serão fortes o suficiente, para ao menos uma vez não voltarem a ser crianças que precisam de colo, orientação e simplesmente “ está tudo bem, você pode errar.”  Uma vez na vida ao menos, eles vão precisar que você os ensine a recomeçar um grande jogo chamado “vida”.

Regina: Mamãe, está acontecendo algo que eu não sei? – Regina vê que algo nos olhos da mãe muda, mas ela nega com a cabeça

Regina: O que você quer que eu faça? – pergunta por fim

Nair: Declare – se. Pelo menos você não vai ter a maldita sensação de não ter feito nada.

Regina: Como se fosse tão simples mamãe- Ela ri baixo – Tipo “Oi Safira, eu sempre amei você dá pra desistir desse casamento e ficar comigo?”     

Nair: Se fazer isso, vai te fazer bem... Então que seja! – Regina tinha a mesma teimosia e ironia dela- Ou você quer  chorar a vida toda?

Regina: E ser expulsa de casa, odiada a vida toda? Obrigada mamãe, não. Fora que é bem capaz da Safira me odiar ainda mais

Nair: Regina você não sabe. E seu pai,  não vai poder controlar a sua vida toda. Já está controlando além do limite e você, deveria ter agarrado a corda também. Há muito tempo!

Flashback Off

Safira: Não acredito que sua mãe queria que você fizesse isso- Ela grita pela surpresa.

Regina: Eu também não acreditei. Geralmente, mamãe acatava as ordens de papai quase que por completo!

Safira: Talvez, porque ela já soubesse que estaríamos aqui.

Regina: E talvez soubesse que tinha de repetir, pois eu demoraria a escutar                     



 


Notas Finais


Regina teima em complicar a própria vida
Ps 2 Relembrando eu tive que puxar algumas coisas da fic anterior e dessa para dar continuidade


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