História Incondicional - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Aventura, Gay, Lobos, Romance
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Palavras 2.406
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, LGBT, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá meus leitores, desculpa a demora. Aqui esta o 1 capítulo de 3 falando sobre como Jason e Alan se conheceram. Aproveitem ^^

Capítulo 2 - O Acidente e a Alcateia do Norte


Fanfic / Fanfiction Incondicional - Capítulo 2 - O Acidente e a Alcateia do Norte

 

 

         Estava sentado em uma grande pedra olhando o horizonte e o grande sol fazia o céu ficar em uma linda mistura de vermelho, amarelo e laranja, leves sopros de vento de início de tarde faziam meu cabelo balançar. Eu fitava enormes montanhas no horizonte elas eram imponentes e pareciam tocar o céu, sempre tive o desejo de ir lá vê-las de perto e subir o mais alto possível, mas haviam boatos de que atrás da fileira de montanhas haviam criaturas assassinas e malignas, logo ninguém chegava perto delas.

         Após 5 minutos perdidos em meus devaneios ouço uma voz feminina me chamando:

-Alan! Desço da pedra e vou correndo até minha casa, vou seguindo o caminho por trás da casa qual passo por um jardim bem cuidado cheio de ervas medicinais e legumes, ao chegar perto da porta vejo uma mulher jovem de braços cruzados me olhando feio, seus cabelos eram longos e castanhos, lindos olhos pretos e usava várias pulseiras e cordões coloridos:

-Oi mãe. Digo ofegante e ela suspira e diz:

-Boa tarde filho, esqueceu de nada não? Ela abre os olhos esperando minha resposta, mas apenas fico de boca entreaberta sem reação:

-Preciso que você vá ao centro da aldeia comprar os mantimentos que faltam. Ela fala me levando para dentro da casa, ficamos na cozinha um lugar simples com uma mesa no meio, uma lareira e alguns mantimentos pendurados no teto como cebola e etc.

-O que preciso comprar? Ela bota a mão no bolso da sai e me da um papelzinho com o que devo comprar:

-Tá certo, mas será que o açougueiro vai continuar nos dando descontos?

- Sim, é uma das vantagens de ser a parteira da aldeia, às vezes elas lhe retribuem. Damos de ombros e subo as escadas até meu quarto, ao chegar lá pego um casaco de lã e meu arco e flecha, presente da minha mãe que desde cedo me ensinou a usar, em seguida desço e saio pela porta da frente:

- Já vou!

-Se cuida hein, vou contar 2 horas e meia para você voltar. Minha mãe diz aparecendo na porta com uma toalha na mão. Desço o pequeno morro de nossa casa por uma estradinha de terra e sigo em direção à vila, vou seguindo o caminho passando por grandes árvores e troncos caídos e cantarolando baixinho. Após 25 minutos vejo uma pequena vila na minha frente, as casas eram simples e todas eram construídas em volta de uma pequena igreja no centro e suas casas eram de madeiras escuras e suspiro chateado, eu destetava aquele lugar, pois era muito sem vida e sem graça.

         Desço em direção à vila e vou em direção ao açougueiro, passo por alguns moradores conversando sobre trigo, outros jogando papo furado e outros que ao me ver acenam com a cabeça ao me reconhecer como filho da parteira. Passo por crianças magricelas correndo uma atrás da outra e finalmente chego no açougueiro:

-Olá? Chamo olhando para dentro do estabelecimento que tinha pedaços de carne penduradas na parede e um homem sai dos fundos, ele era forte, tinha uma grande barriga e sua barba e cabelo eram ruivos:

- Ahh, boa tarde Alan, sua mãe o mandou até aqui? Ele pergunta enquanto trocamos um aperto de mão:

-Sim, aqui está a lista do que ela precisa. Tiro a lista do meu bolso e dou para ele, que lê em voz baixa e acena indo até os fundos para pegar os itens da lista:

-Como está a Moly? Pergunto puxando assunto:

-Moly está crescendo rápido, ontem ela aprendeu vários nomes novos. Moly era a filha de dois anos dele, minha mãe fez o parto da esposa dele que foi muito difícil e até hoje ele agradece por ela ter salvado as duas:

-Que fofa. Ele sai dos fundos com uma cesta e me entrega:

-Aqui está garoto. Agradeço e pego 5 moedas de prata do bolso e ele diz:

-Só três, filho. Aceno em negação e dou as cinco para ele:

-Faço questão, por favor aceite. Ele sorri e agradece e com um aceno vou embora e quando saio passo por um bando de garotos sentados numa carroça velha e percebo que eles me fitam, um deles era alto e forte com uma cara bem feia e pelo jeito ele era o líder os outros eram baixos e magros, mantenho minha postura tentando não mostrar timidez e sigo meu caminho de volta para casa. No meio do caminho o céu já estava escurecendo e o sol já não se via mais no céu e continuo a caminhar quando ouço passos atrás de mim e quando olho disfarçadamente para trás vejo três meninos daquele bando de mais cedo me seguindo, volto a andar olhando entre as árvores à procura dos outros meninos, mas não os acho e fico pensando que se eu continuar no caminho de casa eles podem machucar minha mãe então eu saio da estrada e vou adentrando a floresta e ouço os meninos atrás de mim, agora eu estava indo ao desconhecido, meu coração estava acelerado e com medo, mas não podia fazer muita coisa agora, não iria dar a cesta para eles.

Após 30 minutos andando começo a ficar me sentindo idiota por os garotos não me pararem, até que na minha frente saem outros meninos de uns arbustos incluindo o líder, ficamos parados nos encarando e olho para trás e lá estavam os outros três:

-Nos dê essa cesta. Diz o líder e os outros acenam, faço uma cara feia e digo:

- Conheço garotos do seu tipo, fazem nada o dia inteiro e se sentem no direito de pegar as coisas do outro. O líder franze a testa nervoso e ele sorri ao tirar uma faca da cintura e os outros meninos também tiram uma, meu coração para e penso em puxar o meu arco, mas eles estavam muito perto:

-Não está tão marrento agora né? Seu merda. Ele avança e saio em disparada em direção à floresta e os garotos gritam em fúria atrás de mim, saio correndo tentando não tropeçar nas raízes e percebo que eu não sabia mais onde estava e ao olhar para frente vejo que as montanhas estavam muito perto. Me preparo para subir uma pedra quando um deles pula em cima de mim e me ataca, mas no último minuto ponho minhas mãos na frente e sua faca corta minha mão e alguns dedos, solto um grito e chuto seu saco e o menino cai no chão agonizando, levanto pegando a cesta e continuo a correr já exausto. Paro em frente à base de uma das montanhas e olho para trás e só o líder está atrás de mim e quase chegando:

-Persistente de merda. Olho para frente e vejo uma abertura na montanha, jogo a cesta fora e subo com as mãos doendo. Ao chegar na abertura vejo uma abertura íngreme e estreita, entro me esfregando nas pedras frias quando uma dor aguda explode em meu ombro e vejo uma faca cravada no meu ombro e o garoto tentando me puxar, mas com meus últimos suspiros consigo me soltar, mas rasgo minha camisa.

         Passo pela fresta rápido com minha visão turva, estava exausto e muito machucado e em seguida consigo sair e me deparo com uma paisagem de morros e montanhas. Olho para trás e não ouço e não vejo ninguém, sigo em frente me guiando pela luz da lua vou andando até cair no chão, dou de cara na grama gelada e olho para as estrelas e vejo algo que me deixou estarrecido, no céu haviam luzes coloridas dançando calmamente, eu nunca havia visto algo tão lindo. Continuo a fita-las e penso “ será que vou morrer aqui?” quando sinto meus olhos fecharem e última coisa que vejo são dois olhos castanhos me fitando.

 

Acordo de um estranho sonho, eu estava deitado num campo de flores roxas e tinha muito sono e nuvenzinhas roçavam em meu corpo numa ótima sensação, quando tudo escurece e começo a cair num poço sem fundo e começo a gritar, mas não saía som da minha boca e finalmente acordo. Meus olhos abrem devagar e com dificuldades por causa da luz do sol, sento com dificuldades soltando gemidos de dor e olho em volta vendo grandes árvores com raios de sol passando entre suas folhas, o chão de grama bem verde com galhos e folhas secas, o canto de pássaros e um vento morno me envolvia aquecendo meu corpo. Ao ver e sentir tudo isso eu já cogitava minha ida ao paraíso, mas ao levantar sinto uma forte dor no ombro e ao olhar para ele vejo que está coberto por um punhado de folhas trituradas:

-Que isso? Pergunto passando minha mão e tirando as folhas e me surpreendo vendo que o furo da faca estava quase cicatrizado então olho para minha mão e vejo que os cortes nos meus dedos e mão estavam só uma fina linha vermelha:

-Ok, isso é assustador, mas onde estou? Pergunto andando procurando um ponto de referência, eu devia voltar para casa, mas ao andar alguns metros eu ouço passos atrás de mim quando viro meu coração para quando vejo um cachorro de pelos castanhos me encarando calmamente, mas ele tinha o tamanho de um cavalo adolescente e suas patas eram do tamanha dos meus punhos juntos. Dou um passo para trás e o cachorro arreganha o focinho mostrando os enorme dentes e sem pensar duas vezes saio correndo em disparada, mas depois de 5 segundos ele pula em mim e caio de cara no chão e começo a me debater tentado sair, mas o cachorro é muito forte e me domina facilmente até que viro e solto um grito quando ele grita:

-Pare de se mexer!!! Fico de boca aberta com os braços elevados e olhos arregalados e o lobo me encara com expressão curiosa:

-Você morreu?

-Meu Deus, você fala. Como? Você é um cachorro. Digo paralisado, meu dia estava começando de cabeça para baixo:

-É claro que eu falo, por que eu não falaria? E o que é um cachorro? Eu sou um lobo.

-Animais não falam. Ele cerra os olhos e diz:

-Não entendo nenhuma palavra que você diz. Tento me soltar, mas ele pressiona mais a pata em meu peito e digo:

-Você vai me matar. Ele suspira e diz olhando para o oeste:

-Não sou eu quem decide isso. E em seguida, ouço outro barulho de passos e para minha surpresa ou desespero outros dois lobos, maiores que o encima de mim:

-Ele tentou fugir Jack? O lobo cinza pergunta me encarando com total desconfiança:

-Sim, mas foi fácil demais pegar ele. Ele diz enchendo o peito se enchendo de si e sinto uma vontade de chutar a cara dele:

-Não importa, você não deveria ter deixa-lo sozinho nem por um minuto. Diz o outro lobo, loba no caso pela voz, sua aparência era mais séria do que a do outro e seus pelos eram castanhos ruivos:

- Quem são vocês? Pergunto me sentando após Jack tirar a pata de cima do meu peito, a loba olha para mim e diz:

-Vamos tiras suas e NOSSAS dúvidas quando Jason e os outros chegarem. Abaixo a cabeça, pelo modo como ela falou “NOSSAS DÚVIDAS” parecia que eu havia cometido algum crime ou feito algo muito errado:

-E quando esse Jason vai chegar? Pergunto calmamente:

-Ao meio dia. - Diz o lobo cinza – Até lá você ficará sobre nossos olhares e não faça nada de idiota humano, se não você vai se machucar seriamente. Olho para ele e digo num leve tom de deboche:

-Se me machucassem, não faria sentido terem me curado. Ele me fita com um brilho assassino nos olhos e o Jack fica nos olhando apreensivo quando ele vai até mim e diz sério perto do meu rosto ao ponto de sentir seu hálito de cão:

-Não faria sentindo deixarmos você morrer e ficar sem resposta, não confunda nossa ajuda com bondade ou empatia.

-Mike vamos. Diz a loba e ele sai com ela para as árvores me deixando sozinho com Jack que deitou à uns metros a frente de mim me vigiando. Eu seguro minhas lágrimas, tudo desandou tão rápido e agora eu estava muito longe de casa, com fome e na companhia de lobos gigantes até agora hostis, deixo meus pensamentos me levarem para longe e acabo caindo no sono.

-Acorde humano. Ouço enquanto sou acordado com leves movimentos e ao abrir os olhos vejo Jack me empurrando com a pata:

-Estou acordado. Digo bocejando e pergunto esfregando os olhos:

-O que aconteceu? Ele levanta e fala:

-Jason está chegando. Assim que ele fala isso, um uivo alto ecoa por toda a floresta, vindo bem de longe e acabo ficando arrepiado:

- Foi ele? Jack balança a cauda e diz animado:

-Sim, muito irado, o uivo de um alpha é um dos mais potentes. Olho para ele confuso e pergunto:

-Al- o quê? Jack fica sério de novo e diz:

-Esqueça, vamos logo. Concordo e levanto e juntos vamos silenciosamente caminhando pelas arvores, subimos uma colina e do alto pude ver melhor a paisagem, ao horizonte via um enorme rio que cortava a floresta, mais montanhas cresciam ao horizonte, ao sudoeste pude ver o que seria um lago e a paisagem continuava até eu não poder ver mais nada.

Após mais caminhadas e algumas subidas chegamos à uma grande caverna e perto da entrada haviam outros lobos que ao me ver fizeram ou cara de espanto ou de curiosidade, eles eram de pelagem marrom, cinza, ruiva e misturas dessas anteriores:

- Fique aqui. Disse Jack me deixando no meio dos lobos que fizeram um círculo em volta de mim e de repente todos olham para uma direção e ao me virar vejo um lobo mais alto que todos que eu havia visto, seu pelo era preto como céu escuro, dava para ver os músculos do peito e pernas, os caninos estavam a mostra e o mais amedrontador eram seu olhos dourados que mostravam liderança e empunhavam respeito e medo. Quando ele finalmente olha para mim e nossos olhos se encontram pude perceber, nem que por 3 segundos, que ele mostrou uma expressão de perplexidade, mas ele logo volta a postura anterior e diz com uma voz que atravessou todo meu corpo:

-Eu sou Jason, Alpha da Alcateia do Norte e tenho umas perguntas para lhe fazer.

 

 

        

         


Notas Finais


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