História Incondicionalmente - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Lay, Suho
Tags Oneshot, Sulay, Suxing
Visualizações 13
Palavras 1.100
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shonen-Ai
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


— hello, amores <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


A chuva caia lá fora.

O frio aconchegante obrigou-me a agasalhar-me com um moletom de tonalidade escura, era tão comprido que suas mangas ultrapassava meus dedos. Os dedos que você tanto apertou, segurou e elogiou dizendo o quanto eles eram fofos. 

Toda vez que penso em você, involuntariamente, sempre solto um sorriso, sincero. Sinceridade em um mentiroso? Devo estar enlouquecendo. Achando que se imaginasse você acariciando minha mão com suas mãos macias eu teria-o aqui. 

Levei minha destra ao rosto e fiz carinho em mim mesmo. Enquanto segurava a caneca possuindo café segurando-a com a canhota, caminhei em direção à janela. Sentei-me na poltrona de couro que estava localizada em frente a mesma, fiquei a observar os pingos do sereno calmo a cair lá fora. O movimento que eles faziam quando caiam no vidro da janela e desciam em direção ao chão era fascinante. E continuava assim, cair, deslizar pelo vidro. 

Parecia minha vida naquele dia.

Tomei um gole de café saboreando a textura do líquido quente.

Mesmo que eu me esforçasse o bastante, eu não conseguiria viver sem você. E mesmo que eu tentasse fazer um mísero café ele nunca seria igual ao seu. Então, eu percebi que eu não podia viver sem você. Independente se tentasse ou me esforçasse. Todavia, eu não podia voltar com você sem ter nada o que falar. 

Eu odiava esse meu lado, mas você adorava ele. Eu odiava esse lado meu que não conseguia pensar no que dizer sempre em que eu iria falar com você. No entanto, você achava fofo. Achava fofo o modo em que eu me embolava nas palavras, o rosto queimava, abaixava a cabeça e tomando folego rapidamente falava o que tinha para falar. E você ria, aproximava-se de mim e me abraçava. Eu retribuía e ficávamos assim, agarradinhos, desfrutando do momento e nossa música de fundo era a chuva lá fora, nossas respirações calmas e o melhor, as batidas de nossos corações sincronizadas.

Tudo parecia estar perfeito...

Os dias chuvosos continuavam, o frio ao cair da noite e o amanhecer da manhã também. O tempo ia passando, os dias, as semanas e então três meses haviam passado-me desde que você foi embora, deixando-me neste mundo sem piedade ou misericórdia sozinho sem ter ninguém para contar, pedir ajudar ou apoiar-me.

Só existia eu, eu e um sentimento insaciável de amar você novamente.

No decorrer deste tempo que parecia uma tortura para mim e meu coração, fiquei pensando nas milhões de maneiras para eu reencontrar você. Provavelmente o fruto de nosso amor juntos já estava começando a praticar seus primeiros passos, suas primeiras palavras, e o pior, eu não tenho coragem de ir até você e ajudá-lo, incentivá-lo a continuar, amá-lo incondicionalmente. 

Mas não, eu estou aqui, chorando nesse quarto sozinho, sem você, ou ele, sozinho com minha mente perigosa que pode mentir ou enganar-me quando quiser, capaz de inventar calúnias sobre você e o pior de tudo, é que tenho medo de acreditar. Acreditar em mais uma mentira, ser novamente um mentiroso. 

Tenho medo de perder você para sempre. Tenho medo de não poder tocar mais você, tenho medo de não amá-lo, tenho medo de não cuidar de nosso filho, tenho medo de ficar nesse mundo estranho e que magoa-me sozinho. Tudo o que eu quero é você — e nosso filho. Tomar uma decisão nunca foi fácil para mim, porém agora, neste exato instante, há algo que quero fazer e que você ensinou-me na prática, a teoria foda-se: lutar e correr por quem ama.

Então eu comecei a correr pelas ruas da cidade.

Os pingos de chuva molhavam meu corpo causando-me arrepios quando tocavam minha pele quente, a brisa gélida que tocava meu rosto era adrenalina pura.

Estava correndo por você.

Pessoas olhavam-me com olhares curiosos e comecei a rir de suas expressões faciais. Eu estava correndo por amor. Pela pessoa que eu amo. Dobrei esquinas, quase fui atropelado por um carro enquanto atravessava algumas ruas em movimento. Desculpava-me e logo em seguida retornava a correr. Cansado e com a respiração descompassada, tentei recuperar o fôlego quando cheguei em frente a casa da pessoa da minha vida. Toquei a campainha e esperei que viesse atender-me.

Deus estava à meu favor.

Atendeu-me com um sorriso enorme, e então, em questões de segundos seus olhos enxeram-se de lágrimas, no entanto ele continuava a sorrir para mim. Assim que vi-o, meu coração acelerou, e então apaixonei-me novamente por ele, o tum tum do meu coração não estava acelerado pela correria não, e sim porque ele me encarou da mesma forma que quando nos encaramos pela primeira vez naquela classe no meio da aula de matemática enquanto o professor ensinava o conteúdo. 

Ainda estávamos apaixonados e olhamos um para o outro como adolescentes cheios de desejos. Minhas mãos estavam suadas e repentinamente meu mundo perdeu um sentidos. Tudo ficou branco, ao nosso redor, os únicos sons possíveis de serem ouvidos eram a chuva calma que caia na calçada, nossas respirações descompassadas e as batidas dos nossos corações, exatamente como no dia em que demos o nosso primeiro beijo e tivemos nossa última briga.

Eu lembro de todos os nossos momentos juntos.

E seus lábios conectados aos meus eram a melhor delas. Nossos lábios assim como nós estavam apaixonados um pelo outro, atraídos pela magia do amor. E com aquele simples tocar de bocas, percebi que ele havia perdoado-me por tudo o que causei de mal. Assim que nosso contato fora encerrado, abracei-o e deliciei-me da essência de seu corpo. 

Ambos choravam de felicidade e quando encarei a porta vendo aquele ser minúsculo em um carrinho que usava para praticar a andar, ri verdadeiro e meu peito transbordou de felicidade. A boca do meu filho mexeu-se em uma perfeita tremenda quando ele pronunciou as palavras que marcaram minha vida para sempre.

— Papai? — E corri para pegá-lo em meus braços. Adentrei na casa juntamente ao homem que fazia-me desejá-lo a cada dia que passava, que fazia-me sentir saudade dele mesmo quando passávamos horas juntos, o mesmo que fazia apaixonar-me toda vez que olhava-o. O homem que faz-me delirar e quem faz meu coração acelerar. 

O homem, a pessoa que amo.

Depois deste dia nada impediu-me de retornar a minha família e cuidar deles como um bom pai e esposo. Amei as pessoas mais importantes da minha vida como nunca, guardei recordações de momentos simples em minha memória. E com toda certeza do mundo eu posso afirmar: amo minha família e irei lutar e correr por eles mesmo que eu tenha cicatrizes em meu pés, pois eles são os únicos no mundo capazes de fazer-me feliz.



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