História Inconsequentes - Capítulo 61


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Categorias Luan Santana
Personagens Luan Santana, Personagens Originais
Tags Adolescente, Amor, Escola, Fanfic, Hot, Luan, Luan Santana, Professor, Romance, Santana
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Palavras 1.714
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 61 - Vem Cá


Fanfic / Fanfiction Inconsequentes - Capítulo 61 - Vem Cá

Hoje faço duas semanas que trabalho junto à Gisele. Confesso que está sendo menos pior do que esperava, até porque, ela praticamente não fica na biblioteca, por ter assuntos a resolver. É melhor assim. Está tudo correndo bem, melhor até que eu imaginava, tirando o detalhe de que Luan praticamente não havia dado sinais de vida desde o ocorrido no parque. Tudo bem que eu não atendia suas ligações, tampouco abria seu chat de mensagens. Às vezes, eu só gostaria de não ser alguém que guarda, mesmo que sem querer, tanto ressentimento.

É sábado de manhã, e não tenho com quem deixar Manuella já que minha mãe havia saído cedo para uma sessão de quimioterapia. Gisele havia dito que tudo bem levar as crianças de vez em quando, e mesmo sabendo que estaríamos no período mais movimentado da semana, a levo, a enchendo de recomendações antes mesmo de chegarmos. Entramos e a deixo na área infantil, enquanto passo direto pelo balcão e só retorno após vestir meu uniforme. Estou tão distraída, que demoro a notar um rapaz nervoso com uma das atendentes, então, percebo que é Luan.

— Luan: Ela não está aqui? Como assim?

— Fernanda: Senhor, fica calmo! Ela vai chegar em pouco tempo...

— Isabela: Procurando por alguém? -Me aproximo, curiosa-

— Luan: Isa, você... Eu acho que ela pode me ajudar com isso! Obrigado. -Ele segura minha mão, me levando à um local mais reservado-

— Isabela: O que tá acontecendo? -Me solto, discretamente e cruzo os braços-

— Luan: Eu tava te procurando!

— Isabela: Como você sabia que eu estaria aqui? -Digo, desconfiada e me aproximo, o intimidando-

— Luan: Eu acompanho sua vida. Será que a gente pode conversar?

— Isabela: Olha, infelizmente tenho muita coisa pra fazer aqui! -Enfatizo o "infelizmente" e me retiro dali.-

Luan me segue, parando na minha frente assim que começo a arrumar alguns livros.

— Luan: Tá gostando daqui? -Ele diz analisando um dos livros que eu havia acabado de pôr no lugar-

— Isabela: Sim! -Pego da sua mão, devolvendo à estante- Mas existem regras aos visitantes, precisa de permissão pra tocar e eu não estou vendo. -Procuro a pulseirinha de permissão em seu braço-

— Luan: Achei que eu fosse o obsessivo.

— Isabela: Você não deixa de ser. -Dou as costas, mas ele insiste-

— Luan: Olha pra mim, Isa. Vamos conversar mais tarde, hein? Eu sei que pisei na bola, mas temos muito à esclarecer.

— Isabela: Luan, olha... Sinceramente, eu não sei se quero falar contigo. É tudo tão cansativo.

— Luan: Eu sei... Eu sei disso, só não sei onde estava com a cabeça... Não vou te atrapalhar. Você sabe onde me encontrar se quiser falar e se não quiser, eu entendo e te dou o espaço necessário.

O olho, mas ele se dirige à saída. Eu o amo demais pra ignorar algo assim, mas ainda tenho um pedaço mais que orgulhoso em mim.

O expediente dura até duas horas, então todos se aprontam para ir pra casa. Vou até Manuella, que havia sumido o tempo inteiro e até então estou aliviada por ela não ter interferido, mas esse alívio se torna angústia assim que a avisto agarrada no cabelo de uma menina, aparentemente da sua mesma faixa etária.

— Isabela: MAN... Manu!!! Pelo amor de Deus, solta ela! -A seguro, mas ela parece estar muito brava-

— Manuella: Ela te 'xingô' mamãe, eu vou 'matá' ela!!!

— Garotinha: EU VOU CONTÁ TUDO PRA MINHA MÃE! TUDO! -Diz em prantos, assim que consigo desgrudar as mãos de Manuella do seu cabelo e eu me agacho em sua frente, tentando acalmá-la.-

Estaria ferrada se sua mãe dissesse algo à diretoria.

— Manuella: Bobona é a sua vó, tá?? E você tambem é! Igualzinha ela!

— Isabela: Manuella, se eu fosse você eu estaria calada agora! Vai ser melhor!

— Garotinha: Não 'encota' em mim. -Diz manhosa, eu sou a próxima a começar a me estressar com aquela garota-

— Isabela: Desculpa a Manuella, ela não fez por mal!

— Manuella: FIZ SIM!

— Isabela: Shiu! -A fito com o olhar e me levanto, segurando a mão da garotinha mimada- Quem é sua mamãe? Conta pra mim.

Ela se contorce, desgrudando sua mão da minha e corre até atrás do balcão.

— Fernanda: O que foi, Sophia? Tá chorando?

— Isabela: Fê, sabe quem é a mãe dela?

— Fernanda: Essa é a filha da Gisele! Uma gracinha, né?

Sinto meu coração gelar e pego Manu pela mão, o mais rápido possível. Vou em direção à saída, mas é nesse momento que Gisele adentra à biblioteca e eu perco completamente a cor.

— Gisele: Boa tarde, meninas. Vocês saindo, eu chegando... Oi, minha princesa! -Avista Sophia e a segura no colo- Que carinha é essa? Alguém te machucou?

Ela afirma com a cabeça e aponta, diretamente à Manuella. Gisele me olha e ri, como se não estivesse acreditando.

— Gisele: Deixa eu ver se eu entendi... Sua filha bateu na minha filha?

— Isabela: Acho que foi uma brincadeira que ficou séria, entende? São crianças!

— Gisele: A Sophia não é do tipo que briga. Ela faz judô, mas é muito bem educada.

— Isabela: Você quer dizer que a minha filha não é educada? Desculpa, mas isso pode ter certeza que não está certo! Eu... Peço mil desculpas por isso!

— Gisele: Sosô, ta tudo bem, ok? Já passou. -Diz chacoalhando, e eu quase reviro os olhos com aquilo- A partir de hoje vou ter que proibir de trazerem crianças aqui. Nunca tive um problema como esse.

— Isabela: Gisele, mil perdões! Eu tenho certeza que não foi a intenção dela. Eu tenho que ir, meu horário já acabou.

Respiro fundo algumas vezes depois de sair dali e levo Manu até o carro.

— Manuella: Eu fiz 'besteila', não é, mamãe?

— Isabela: Fez... Mas olha, tá tudo bem! Todo mundo faz em um momento, na vida. Mas sabe pra quê as besteiras servem? Pra ensinar a gente à não repetir mais.

— Manuella: Eu tá de 'catisgo' agola?

— Isabela: -Rio fraco, à prendendo no cinto da sua cadeirinha- Não, amor. Só se você prometer que não faz isso mais.

Me sento no banco do motorista e também prendo o cinto de segurança, dando partida no carro.

— Manuella: Se ela te xingar, eu não 'pode pometer' não, viu?

— Isabela: Você um dia me mata, menina. -Balanço a cabeça rindo e logo estamos em casa.-

Passo o resto da tarde com ela, organizando os convites para a sua primeira apresentação de balé. Manuella quer convidar muitas pessoas, por isso a auxilio à chamar apenas as principais. Meus pais chegam mais tarde e até nos ajudam, acho que aquela mágoa por descobrir sobre minha vida na boate havia sido passageira, por Deus. Sou fraca demais sem o apoio deles.

— Isabela: Então são 10 pessoas, né? -Digo fechando o último convite, e por sua escolha, ela dá um beijo com gloss atrás-

— Manuella: Um, dois, teis, sete, quato, cinco, deiz... Não! Tá faltando um, mamãe. -Diz, pegando uma caneta dourada-

— Isabela: Tem certeza que não quer que eu escreva?

— Manuella: Não, o nome dele é fácil.

A olho e encaro o verso do papel, onde ela escreve o nome do convidado esquecido. Ela começa por um L, depois U, A e M.

— Isabela: A letra no final é N de navio, Manu! -Acabo rindo-

— Manuella: É? É mais bonito com M de mamãe.

Sorrio involuntariamente com sua fala, mas desfaço rapidamente e a indago de imediato.

— Isabela: Vai chamar ele, meu amor?

— Manuella: Sim! Os dois papais. Eu 'quelo' que o papai Thiago vai -Ela sussurra-

— Isabela: Lembra do que a gente combinou, né?

— Manuella: Tá, eu sei! -Ri e se deita no sofá-

Os minutos quase não precisam passar, já que logo ela é só sono. Permaneço um bom tempo encarando o convite de Luan e algo em mim me faz levantar e levar até ele, pessoalmente. Estou dividida, procurando de alguma forma que ele resolvesse isso pra mim.

— Luan —

Estou em casa corrigindo algumas provas, um ótimo programa de sábado à noite, quando escuto a campainha tocar. Vou até lá com meu traje mais professor impossível; um roupão por cima da roupa para cobrir o frio, café na mão e com meu óculos que há muito tempo não usava, por estar preferindo lentes.

O inesperado acontece, é Isabela por trás daquela porta e eu, não estava muito preparado para isso.

— Luan: Nossa, eu... Oi. -Desamarro rapidamente o roupão e o jogo no sofá-

— Isabela: Pode ficar à vontade, eu só vim te entregar uma coisa. -Mostra um cartãozinho, que ao analisar melhor é um convite para uma apresentação de balé.-

Atrás, meu nome escrito por uma letra que claramente é de Manuella, com um M riscado e um N desenhado em cima. Um beijo de gloss logo abaixo, para completar e um sorriso surge no meu rosto.

— Luan: Caramba, eu não... Esperava isso... -Encaro Isabela-

— Isabela: Ela insistiu, eu juro. Ela quis te convidar.

— Luan: Ei, entra! Tá frio aí fora. -Dou espaço e fecho a porta atrás de Isa-

— Isabela: Você vai? Acredito que seja muito importante pra ela.

— Luan: Posso tentar dar um jeito de escapar mais cedo na faculdade... Eu faço de tudo! Mas... Como foi a conversa com ela? Contou sobre tudo? E aí?

— Isabela: Eu contei! Não seria nem louca de esconder esse assunto um pouco mais e adivinha? Ela aceitou numa boa. Me sinto a pessoa mais idiota do mundo de ter escondido isso dela.

— Luan: São coisas que os pais fazem. Sempre querendo proteger os filhos e isso pode ser prejudicial...

— Isabela: Agora entende?

— Luan: Eu acho que ainda é cedo pra dizer que eu entendo isso. É como se ela estivesse acabado de nascer, na minha vida.

Ela sorri fraco e recua um pouco.

— Isabela: Era só isso, Luan. Desculpa a visita nessa hora errada, eu tenho que voltar pra casa.

— Luan: Tem? Seus pais não estão lá?

— Isabela: Estão, mas... Eu tenho que ir. -Se enrola um pouco, procurando motivos pra me deixar ali-

— Luan: Tá, é... Obrigado, viu? Vou fazer de tudo pra ir! Tudo mesmo.

— Isabela: Obrigada! Vai ser importante pra gent... Pra ela.

— Luan: Pra ela, ou pra você?

— Isabela: A felicidade dela é a minha! -Ela ri fraco e vira as costas, e é nesse momento que eu não me controlo-

— Luan: Vem aqui!

Seguro no seu braço e a puxo com tudo pra mim, colando nossos corpos e a roubo um beijo. Não vou deixar ela escapar, não mesmo.



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