1. Spirit Fanfics >
  2. Inconstant But You (Chanyeol, EXO) >
  3. Eyes Closed

História Inconstant But You (Chanyeol, EXO) - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura! ❤️

Capítulo 4 - Eyes Closed



"Eu teria dado tudo por você, cuidado de você

Então me diga onde eu errei

Eu teria dado tudo por você, cuidado de você

(Meu amado, meu mentiroso)

Eu teria trocado tudo por você, estado lá por você

Então me diga como seguir em frente

Eu teria trocado tudo por você, cuidado de você

(Meu amado, meu mentiroso)"


Chanyeol

- Então você levou ela pra um clube de tiro esportivo? - Jina riu ao me perguntar.

Eu e Dae Jina éramos amigos de infância e ao longo dos anos, acabamos nutrindo uma amizade colorida. Naquele momento, ela se encontrava na minha casa -especificamente deitada na minha cama- após termos dormido juntos como fazíamos com certa frequência.

- Ela atira muito bem, sabia? - olhei para a garota nua ao meu lado.

- E qual o nome dela?

Ponderei por um momento e bati a mão na minha própria cabeça. Eu era burro ou o que?

- Eu não acredito nisso Chanyeol! Você não sabe o nome da garota que te salvou?! Mesmo saindo com ela depois?!

- Eu esqueci de perguntar - levantei da cama e peguei minha cueca que estava jogada no chão, a vestindo logo depois. - mas não é como se fosse algo sério, sabe? Eu só insisti pra que ela saísse comigo porque precisava realmente me redimir e retribuir o favor

- Cuidado pra não se envolver demais. Você tem a mania de fazer as garotas se apegarem e depois não quer assumir a responsabilidade - Jina se levantou também, foi pegando suas peças de roupa pelo chão e caminhou até o banheiro.

- Só não funcionou com você - ri.

- Eu te conheço há tanto tempo e nunca caí nos seus encantos, não é agora que isso vai acontecer - respondeu.

- Mas você não pode negar que eu tenho um charme - falei.

- É, não posso. Na cama principalmente - acrescentou. - quando você vai contar a ela que...?

- Ah... - cocei a cabeça. - não irei me envolver a esse ponto, só somos amigos e eu nem gosto dela - a garota saiu do banheiro já vestida e ficou de frente para mim.

- Cuidado, Channie - sorriu e juntou nossos lábios.

Nossas línguas se tocaram diversas vezes, fazendo-me contrair com o tesão que eu sentia. Peguei a garota no colo e a encostei na parede do quarto, coloquei as mãos em sua cintura e Jina riu ao se separar de mim.

- O que foi? - perguntei desentendido.

- Você não tem um compromisso hoje? - ela se afastou e ficou me observando.

- Merda! - exclamei. - Eu sempre esqueço - revirei os olhos e comecei a vestir minhas roupas.

- Já estou de saída. Liga se precisar - ela piscou para mim.

- Você me deixou duro e vai embora? - perguntei enquanto vestia minha calça.

- Depois a gente resolve isso - piscou para mim e saiu do meu apartamento fechando a porta atrás de si.



Jihye

O final de semana tinha chegado juntamente com a neve que naquela manhã de sábado caía fraca, mas eu sabia que uma nevasca forte logo viria. Decidi ir visitar meu pai que estava na base da polícia militar. 

Deixei o carro no estacionamento da base e adentrei o lugar que consistia num espaço grande distribuído por diversas casas onde outros policiais, militares e estagiários estavam servindo ou treinando. Entrei em um compartimento específico que era um escritório simples, local onde meu pai trabalhava.

O lugar era composto por uma mesa com um computador, uma poltrona, estantes com arquivos e documentos, um telefone sem fio na parede e um jarro disposto na mesa que continha uma flor branca, mas a cena que encontrei foi o que me chamou a atenção, pois tratando-se do lugar em si, eu já estava pra lá de acostumada.

- C-Chanyeol?! - gaguejei o nome do garoto, que se encontrava sentado na poltrona com meu pai ao seu lado o ajudando a limpar um corte perto do olho do mais novo.

- Jihye? - meu pai se virou para mim. - Que surpresa! - ele deu para Chanyeol o paninho que estava usando par limpar a ferida do garoto e veio na minha direção.

- O que aconteceu? - perguntei sem entender aquela situação.

- Ah, ele está...

- Uns caras me bateram na rua - Park interrompeu meu pai. O mais velho se virou para o garoto, o olhando intrigado.

- Vocês se conhecem? - ele questionou.

- Ele estuda lá na faculdade também... - respondi.

Aquilo definitivamente não poderia estar certo. Era a segunda vez que eu via Chanyeol se meter em alguma situação esquisita, além do fato de o mundo ser tão pequeno ao ponto do mesmo conhecer o meu pai.

- Jihye, aproveitando que você chegou, eu tenho que terminar de resolver algumas coisas. Você pode ajudar esse rapazinho? - perguntou e sorriu para mim.

- Posso, pai - sorri de volta e ele saiu da base militar ao mesmo tempo que me ajoelhei ao lado de Chanyeol.

Molhei o paninho numa pequena bacia de água morna e comecei a passar no seu ferimento perto do olho.

- Então seu nome é Jihye - ele disse e apertou os olhos pela dor.

- Eu sei que está mentindo - ignorei a fala do garoto.

- O que achou de ontem? - ele perguntou e seu tom de voz deixou transparecer um claro incômodo diante da minha afirmação anterior.

- Foi bem aleatório - ri e terminei de limpar o ferimento de Chanyeol. - mas eu gostei

- Que bom - ele se levantou e eu fiz o mesmo. - e o que você está fazendo aqui?

- Eu vou fingir que você não me ignorou segundos atrás e irei responder calmamente - coloquei as mãos na cintura. - eu te disse ontem que meu pai era policial

- Policial? - ele riu sarcástico. - seu pai é o tenente-coronel! - exclamou ligeiramente apavorado.

- E? - eu realmente não sabia qual a altura do cargo da profissão do meu pai.

- Como dizem, né "casa de ferreiro, espero de pau" - riu novamente.

- Tá dizendo que eu não sei do trabalho do meu pai?

- E por acaso sabe? - ele desdenhou.

- Você é inacreditável, Chanyeol - falei.

- Eu sou único, eu sei

- Eu não disse isso - revirei os olhos.

- Filha? - meu pai surgiu no escritório e alternou o olhar de forma duvidosa entre eu e o garoto. - Vamos? - observou o loiro. - Presumo que o senhor precise de uma carona, certo?

- Ah...sim...seria ótimo - Chanyeol se apressou a dizer.

Fomos os três até meu carro mas meu pai pediu para dirigir. Deixei que o mesmo fizesse a tarefa. O caminho fora silencioso, às vezes um assunto corriqueiro surgia, mas nada que durasse por muito tempo.

Meu pai estacionou o carro em frente a um apartamento que deduzi ter uns dez ou doze andares e Chanyeol desceu.

- Obrigado, senhor - disse ao meu pai.

- Cuidado com...hã...com os caras que te bateram na rua - avisou.

- Claro...claro que sim, obrigado - o menino disse com certa urgência e então o mais velho deu partida no automóvel.

- Ele é estranho - comentei.

- Estranho? Por quê? Chanyeol é um menino bom - disse o mais velho.

- Percebo rapidamente quando as pessoas mentem ou evitam assuntos e ele faz isso com frequência - observei.

- Você tem talento para a polícia, já pensou em entrar? - o homem falou.

- Não. Definitivamente não e o senhor sabe por quê - cruzei os braços levemente estressada.

- Ah...o passado - meu pai relaxou no banco do motorista. - sabe que sua mãe não gostaria de te ver assim

- Eu tento parar de pensar no que ela gostaria ou não e o senhor me faz lembrar disso

- Quero que você não se prenda ao que aconteceu, sabe que não tem culpa - ele disse.

Apenas suspirei demoradamente e passei a observar as casas que passavam como borrões de acordo com a velocidade do carro.

Eu e meu pai morávamos em casas separadas, a faculdade que eu estudava era muito longe de onde ele morava então apenas aluguei um apartamento pequeno para que eu pudesse viver e que fosse mais perto da universidade.

- Se cuide, obrigado por vir me ver hoje - deu um beijo na minha testa assim que estacionou o carro em frente a casa que ele morava.

- Te amo pai - o abracei.

O mesmo desceu, sorriu e acenou para mim.


***

Ao chegar no meu pequeno apartamento, tomei um banho quente e relaxante e vesti meu pijama aconchegante. Peguei um saco de pipocas e uma lata de refrigerante e fui até o sofá e me esparramei nele. Antes que eu pudesse colocar num filme de suspense, meu celular começou a vibrar freneticamente e vi pelo ecrã que eram diversas mensagens de Roseanne.

Rosie🥀: Ei

Rosie🥀: O que acha de tomar um café hoje de noite? O Junmyeon vai comigo, ele chamou aquele insuportável que você levou pra casa, eles são amigos

Bufei ao ler a mensagem. Ver Chanyeol duas vezes no mesmo dia seria cansativo para mim.

Jihye: Hum...não sei se vou

Rosie🥀: Hoje sete da noite e sem desculpas, dona Jihye! E vá bem agasalhada porque o frio está de congelar 🥶

Jihye: Tudo bem, Park Chaeyoung. Você venceu!

Rosie🥀: Ebaa! A gente se encontra mais tarde.

Desliguei o celular e convenci a mim mesma de que seria legal até porque o loiro era divertido, eu apenas tinha uma certa implicância com ele. 


Notas Finais


Até a próxima! ❤️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...