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História Incontrolável (Drarry) HIATUS - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Bom, dessa vez eu vim no dia certo, não é?
Quinta-feira, att na mão ;)
talvez eu atualize antes da proxima quinta, pq estou em isolamento e não tenho nada mais interessante para fazer além de ler e escrever...
então acho que provavelmente a gente vai se encontrar antes da quinta que vem
Boa leitura
(eu gosto desse capítulo ... espero que vcs tbm)

Capítulo 5 - Rosas e convites


potter

 

- Se você quer, é só pedir - o homem atrás dele estava dizendo, e Harry gemeu, empinando o quadril, desesperadamente necessitado, mas não iria pedir, porque seria como assumir que desejava aquilo mais que tudo.

- Peça, Potter... - braços longos o envolveram, enquanto ele sentia o membro do outro friccionando contra ele  - É só pedir, e eu vou te foder do jeito que você quer.

- Sonha - Harry rosnou, mas seu corpo queria sim, e queria muito, e ele se pressionou contra o membro duro do outro, enquanto ambos gemiam baixinho.

- Você me quer - o homem rosnou - Admita Potter…

 

Ele acordou suado, ofegante, duro. Levou a mão até lá, por baixo do moletom que usava para dormir. Céus. Há quanto tempo não tinha um sonho assim tão vívido? E com um homem? Mas foda-se, tinha sido um sonho tão quente… ele movimentou a mão pelo membro.

Ele sempre tinha se atraído por homens e mulheres… entretanto, nunca tinha tido oportunidade de ficar com homens, porque ele tinha se apaixonado apenas por meninas até então. Mas volta e meia, bem… as vezes ele tinha esses sonhos, em que hmestava sendo fodido por alguém.

Harry tinha a impressão de ser a mesma pessoa, mas nunca conseguia ver quem era… mas merda isso era bom. Ele girou na cama, para ter melhor acesso ao seu membro ansioso, e gemeu baixinho contra o travesseiro, enquanto se remexia nos lençóis.

No próximo sonho ele pediria sim… céus… ele movimentou a mão, tentando lembrar do sonho… Você me queré só pedir…

- Eu quero - Harry gemeu para a lembrança do sonho e então congelou.

A voz, os braços longos, o jeito característico de chamá-lo de "Pottah"… Puta merda. Ele se sentou na cama e tirou a mão de lá. O homem no sonho era… Malfoy? Harry levantou-se horrorizado e se dirigiu ao banheiro.

Não podia ser. Ele lavou o rosto com as mãos, tentando ignorar a pulsação no seu membro necessitado. Não. Não… nada a ver. Ele enxugou o rosto e respirou fundo. Iria para a cozinha, beber uma água gelada e voltar a dormir.

Não ia se tocar pensando em Malfoy… não mesmo. Ele girou para fora do banheiro e atravessou o quarto. Malfoy?! Logo o Malfoy? Inferno sangrento… desceu as escadas tentando não pensar no incômodo que estava sentindo. Então ao atravessar a sala, ele olhou para o sofá. O sofá que Malfoy tinha dito que era "confortável". Harry praticamente correu até à cozinha, fugindo das imagens que sua mente insistia em lhe dar. Imagens que envolviam ele e Draco naquele sofá.

Céus. Isso era estranho.

Ele bebeu água e correu pelas escadas para cima, novamente. Seu membro continuava duro como pedra. Mas Harry não conseguia lidar com o fato de estar excitado pelo Malfoy! Ele se jogou na cama e fitou o teto, abismado. Que mundo era esse? Apertou as mãos em punho, para impedir de se tocar. De jeito nenhum ele ia gozar pensando em Draco.

Ele se obrigou a pensar em uma história extremamente entediante que tinha ouvido Bones contar mais cedo. Algo sobre um gato ter fugido, não era? Ele respirou pela boca até que o sono voltasse a envolvê-lo. Ele se deixou levar pelo torpor… e lá estava novamente. Draco com aquelas feições delicadamente viris, as pernas longas, o quadril estreito, o olhar viciante…

Foda-se Harry emergiu da sua sonolência, percebendo sem surpresa que sua mão já estava acariciando seu membro duro… foda-se o moralismo… Malfoy era muito próximo do seu tipo preferido, alto e esguio, nada de montanha de músculos… sim, ele era definitivamente o que Harry poderia querer várias e várias vezes.

Ele gemeu baixinho enquanto erguia a mão, esticando a pele, enviando sensações prazerosas pelo seu ventre que se contraiu com os estímulos…

Apesar do conteúdo do sonho, ele não poderia negar que caso algo do tipo acontecesse, ele nunca se faria de difícil… Ter Draco penetrando-o? Oh.. ele podia muito bem lidar com isso… ele mordeu seu próprio lábio, respirando ofegante enquanto o pensamento de Draco possuindo-o invadia a sua mente. Ele devia ser grande, e Harry gemeu com a ideia de recebê-lo.

Claro que ele não tinha ideia se Draco era um top ou um bottom, mas todas as suas fantasias inevitavelmente acabavam com Draco fodendo-o sem trégua. Oh céus… Harry aumentou o ritmo, inconscientemente levantando as pernas, seu corpo totalmente preparado para receber Draco e Harry se conteve para não gritar quando o prazer atingiu seu pico e ele gozou por todo seu estômago.

Uau. Isso tinha sido bom… Harry sorriu, ofegante. Porque tinha resistido a fazer isso? Malfoy nunca saberia, ninguém saberia. E dar um rosto à sua fantasia, um rosto que lhe causava sensações diversas, desde desejo até certa rejeição.. bem… tinha sido além das suas expectativas. Suas pernas derretidas que o dissessem… Harry suspirou depois de se limpar e voltar a ficar sonolento. Ele podia lidar com isso… sim, podia lidar bem com Malfoy em suas sujas fantasias.

 

 

Na quinta-feira, Harry apostou que alguém estava magicamente multiplicando os relatórios em cima da sua mesa. Sinceramente. Não havia outra maneira de explicar o fato de que eles não sumiam. Por nada. E ele jurava que já tinha corrigido milhares deles. Mas aparentemente não. Ele sentia falta de quando ele simplesmente precisava ir para a patrulha. O salário de um Auror-Chefe não era ruim, de forma nenhuma, mas ficar sentado com a bunda nessa cadeira, dando ordens, não era bem o que ele tinha imaginado para o restante da sua vida.

Claro que o cargo não era puramente administrativo. Ele podia e devia ir a campo. Mas na realidade não havia nenhum caso urgente o suficiente que requeresse a sua presença. Todos os casos eram razoavelmente simples, pequenos furtos, arrombamentos, volta e meia atendendo chamados para alguma briga de bar… Nada que um Auror-Líder não pudesse resolver.

De interessante mesmo, só o caso de Astória Malfoy. Greengrass a voz de Malfoy corrigiu-o na sua cabeça e Harry quase sorriu com esse pensamento. Draco certamente parecia muito ansioso por deixar claro que não tinha mais nenhum envolvimento com ela. Sim. Astória Greengrass. Harry ignorou solenemente o acúmulo de relatórios esperando para serem vistos e puxou o arquivo de Greengrass do lugar especial na gaveta sob a mesa.

Todos os relatórios iam para a sala de arquivos, mas este estava sendo diariamente atualizado, então ele o mantinha ali. Abriu-o e leu as informações que tinha até o momento. Ele estava em um dilema. Sabia que Draco, enquanto um civil, não deveria ter informações sobre o caso. Mas ele era um informante e não fosse a sua disponibilidade em informar que Astoria pretendia viajar, eles teriam perdido uma parte importante da operação.

Com essa informação, Harry tinha conseguido deslocar mais recursos para vigiar Astoria e tinha decidido, em uma jogada meio impulsiva, utilizar alguns artefatos trouxas para isso. Tinha câmeras e gravadores, por exemplo. E com isso, tinha tido pistas mais eficientes do que nas duas semanas anteriores.

Tudo levava a crer que Astoria tinha se aliado a alguns Comensais da Morte remanescentes. Eles eram poucos, cerca de sete (mas Harry não tinha certeza) e estavam se reunindo periodicamente na Travessa do Tranco. Pelas buscas, Harry sabia que Emma Vanity, Gregory Mulciber e Héstia Carrow estavam sempre por perto quando Astoria aparecia. Provavelmente estavam envolvidos.

Se Harry tivesse que chutar, ele diria que eles não estavam planejando algum retorno triunfal, tanto pelo fato de serem poucos, quanto porque Voldemort estava definitivamente morto e enterrado, e suas ideias em descrédito. Harry achava que eles poderiam querer realizar um ato bastante significativo de vingança, ou algo do tipo. O departamento agora estava trabalhando em uma forma de descobrir quando ela viajaria e o mais importante: o que diabos ela faria na Guatemala, tendo em vista que não havia nenhum parente ou amigo dela que residisse lá. 

Harry estava ciente dos boatos de que a magia primitiva estava circulando sem grandes impedimentos naquele país, inclusive gerando conflitos entre trouxas e bruxos. Mas isto era um problema do Ministério de Magia de lá. Ele mordeu o lábio inferior. O problema era o que exatamente Astória Greengrass queria conseguir na Guatemala e como fazer para impedir isso.

Ele se levantou, estirando o corpo. Estava muito cansado de ficar relendo aqueles papéis. Então teve um estalo. Um estagiário. Sim! Como não tinha pensado nisso antes? Um estagiário leria toda aquela bagunça e ele teria mais tempo livre para se dedicar de fato aos casos que importavam. O caso que importava, na verdade.

Ele voltou à questão inicial. Será que deveria dizer algo a Draco Malfoy? Não. Não tinha nada de concreto ainda, além da sua intuição lhe dizendo que era sedição, conspiração de ataque, ou algo do tipo. Não diria nada a Draco. Era dever dele manter o Ministério informado, mas ele era um civil, que tivera relações muito próximas à principal acusada e portanto, um alvo facilmente influenciável.

- Luna - ele chamou, saindo à antessala.

- Oi Harry - ela saiu de debaixo da mesa e Harry reprimiu um sorriso - Estava verificando se não há bondisouros por aqui…

Harry preferiu não perguntar o que era um bondisouro. Tantos anos convivendo com Luna e ela sempre aparecia com algum nome estranho.

- Espero que não tenha - ele disse, com um ar sério.

- Ah, Harry - ela sacudiu a cabeça, desaprovando - Eu espero que tenha. Eles tornam o ambiente menos hostil, você sabe…

- Ah - Harry bateu na sua própria cabeça - Oh sim, claro… Espero que tenham muitos bondisouros então…

- Mas nem tanto, ou as pessoas ficam abobalhadas - ela informou de bom grado. 

- Ah, claro - Harry decidiu desistir do assunto - Espero que tenham bondisouros na quantidade certa… Hm… eu vim pedir para que você abra um edital para selecionar um estagiário para mim. Por favor. Alguém que esteja fazendo o curso de Segurança Mágica, entre 17 e 22 anos.

- Claro - Luna disse alegremente - Eu amo entrevistar pessoas.

Harry assentiu e entrou novamente no seu escritório. Ele confiava que ela faria um bom trabalho. Ele confiaria sua vida a Luna, na verdade. Ela era leal e dedicada. E ela claramente não pertencia ao trabalho de escritório, mas após a guerra sua família tinha perdido tudo. Luna precisava de ajuda financeira e nunca aceitaria isso de mão beijada. Harry, então, lhe deu um emprego.

E ela tinha ajudado o pai a reconstruir a casa, em primeiro lugar. Agora estava estudando para se tornar uma herbologista e Harry estava muito orgulhoso dela, apesar de saber que perderia sua divertida secretária em breve. Ele suspirou e então parou, repentinamente.

Na sua mesa, em cima dos relatórios, estava pousada uma rosa branca. Harry se aproximou devagar. Não havia nenhuma maneira de alguém ter entrado na sala. Não enquanto ele estava logo ali conversando com Luna. Ele ergueu a varinha, em prontidão, e fez alguns feitiços protetivos ao redor dela.

A rosa parecia totalmente inofensiva, mas Harry sabia que os melhores ataques eram geralmente assim. Com um aceno da varinha ele a fez rolar até o chão. Ele se aproximou um passo e continuou a olhar. Deveria levar para o Departamento de Objetos Estranhos? Antes que ele pudesse decidir, a rosa contorceu-se no chão, como se estivesse em agonia.

- Luna, venha aqui - Harry chamou, e ouviu quando ela prontamente atendeu.

- O que é isso? - ela exclamou e ele estendeu a mão para impedi-la de vir mais para perto.

A rosa se contorceu, como se estivesse viva, como se sentisse dor.

- Oh - Luna exclamou, e agora a rosa parecia estar sendo queimada em fogo invisível, tornando-se escura, disforme…

Eles continuaram olhando, imóveis, até que as folhas, agora pretas, se desfizeram em cinza. E as cinzas se embaralharam pelo chão, sumindo sem deixar rastros. Ele estava contente por ter chamado Luna. Seria difícil explicar isso para outra pessoa, sozinho.

- Eu te chamei para que você pudesse testemunhar também. Achei suspeito - Harry disse, olhando para o chão que não revelava em nada o que tinha acabado de acontecer.

- É mais do que suspeito - Luna concordou.

Harry olhou para ela:

- Alguém entrou aqui enquanto eu estava conversando com você.

- Ninguém entrou Harry - Luna disse - A gente teria ouvido. Ninguém pode aparatar aqui, ou usar a rede flu… a não ser que tenha autorização.

- Alguém fez isso - Harry disse - Ela não estava aí quando eu saí.

- Nem está agora - Luna disse, calmamente - Não se preocupe Harry, é só um aviso.

- Um aviso? - ele apertou os olhos.

- Sim - ela deu de ombros - Parece que alguém quer  acabar com você. Dolorosamente.

 

malfoy

 

- Não é tão… bom quanto a sua casa - Malfoy ia dizendo, enquanto Harry andava atrás dele - Mas acho que eles podem encontrar uma boa forma de se divertirem.

Estavam na casa de Malfoy, e Harry tinha trazido Albus para brincar com Scorpius.

- Não é tão boa quanto a minha casa? - Harry riu - Vocês tem um jardim com fonte aqui, Malfoy, puta merda…

Draco parou de andar quando eles chegaram à sala.

- Vou mantê-los sob meus olhos também - ele disse, evitando encarar Harry por mais tempo que o necessário.

- Eu confio em você - Harry deu de ombros.

- Não deveria - Draco deixou escapar.

Harry apertou os olhos.

- Eu coloquei aquela criança no muay thai - ele apontou para a direção de onde vinham as risadas dos meninos - Mas ainda assim, caso meu filho sofra alguma coisa, eu posso simplesmente matar você.

Draco revirou os olhos.

- Alto lá, Potter - ele estendeu as mãos - O que eu poderia fazer com uma criança? Sente-se aí...

- Exatamente - Harry brandiu o dedo, antes de se jogar no sofá - Mas não tenho outra opção, não é? Ele está obcecado por Scorpius… Juro por Deus que se eu tivesse que ouvir mais uma vez o nome de seu filho eu ia me matar com uma colher.

Draco sorriu, satisfeito. Albus e Scorpius estavam definitivamente construindo uma sólida amizade. Ele também tivera que ouvir diversas vezes o nome de Albus durante essas duas semanas, até que fosse obrigado a fazer contato com Harry e perguntar se as crianças podiam brincar novamente. Para sua surpresa, Harry imediatamente sugeriu que esse encontro fosse na casa Malfoy, e Draco aceitou, relutante. Na verdade ele queria uma desculpa para estar novamente no lugar dos Potter, mas não podia abusar disso, não é?

- Quem é aquele lá fora? - Draco não podia se impedir de perguntar.

- Ah - Harry relanceou os olhos pelos grandes vitrais, embora não pudesse realmente ver o guarda-costas lá fora - Minha sombra… ou algo assim.

Draco se empertigou no sofá. Sombra?

- História que não vale a pena - Harry disse, cansado, quando percebeu o interesse de Draco e este queria pressionar para saber mais, mas evidentemente achou que não era de seu direito.

- Certo - Draco cruzou as longas pernas - O que sua criança come?

Harry ajeitou os óculos.

- Qualquer coisa que não tenha cebola - disse - É uma criança muito fácil de criar.

- Qualquer coisa que não tenha cebola ou qualquer coisa em que a cebola não apareça?

- Não dê cebola ao meu filho - Harry estreitou os olhos - Ele é alérgico.

- Oh - Draco assentiu - Okay.

As crianças passaram correndo e Harry se levantou.

- Albus? Venha aqui.

O menino derrapou no corredor e se aproximou.

- Eu vou fazer um encanto localizador - Harry falou para a criança - Assim eu saberei exatamente onde você está.

Harry segurou no ombro dele e murmurou um encanto localizador. Albus apertou os olhos contra o desconforto, que passou rapidamente.

- Ótimo - Harry alisou o cabelo dele - Vá brincar.

A criança voltou a correr e Harry se virou para ver um Draco que parecia extremamente ofendido.

- Sinceramente, Pottah - Ele crispou os lábios - Se não confia em deixar seu filho aqui, porque o trouxe?

- Não é iss…

- Por favor - Draco estava ofendido. Tinha deixado seu filho na casa de Potter sem piscar… e agora isso - Eu só não peço para levá-lo de volta porque ele é importante para Scorpius, mas aparentemente…

- Eu estou sendo ameaçado - Harry soltou, olhando para ele com aquele olhar indecifrável - Não é sobre você, nem algum dos seus problemas em ter sido um Comensal da Morte, okay? Aquele lá fora é um guarda costas, não que eu precise, mas o Ministro insistiu… E eu estou apenas protegendo minha família da forma que posso.

- Como assim, ameaçado? - Draco sentiu-se um pouco estúpido por ter presumido que Harry não confiava nele. E sinceramente, ele mesmo tinha dito, momentos antes, que Harry não deveria.

- Ameaçado - Harry deu de ombros - Ainda não sabemos quem, nem porquê, mas decidi que vou mandar meus filhos para algum lugar mais seguro. Quando eu vier buscar Albus, vou levá-lo para a casa de...

Ele percebeu que estava falando demais, e se calou com um suspiro.

- Cada um em um lugar? - Draco estava acompanhando o raciocínio dele.

- Sim - Harry parecia extremamente cansado - Diminui as chances de...

Ele não estava conseguindo completar as frases, mas Draco entendia.

- Entendo - ele disse, limpando a garganta - Desculpe por ter presumido que…

Aparentemente ele também não conseguia completar as frases. Eles ficaram em silêncio por alguns segundos.

- Tudo bem - Harry suspirou - Fico grato por eles terem amigos. Tipo, James sempre teve muitos amigos, Lilly se dá bem com Hugo e Helena… E Albus sempre brinca com eles, mas nunca tinha encontrado seu amigo, entende? E fico feliz que ele e Scorpius estejam se dando bem.

- Também fico - Draco entregou - É o primeiro amigo de Scorpius.

- O primeiro? - Harry parecia incrédulo.

- Sim - Draco assentiu, envergonhado.

- Bem, que bom que eles se entendem então- o auror piscou e levantou - Devo ir.

Draco se levantou também, sentindo-se ansioso.

- Harry - ele chamou, sem perceber que usava o primeiro nome do outro - E quanto a você?

Harry inclinou a cabeça.

- Como assim?

- As crianças vão para outras casas - Draco disse, desviando olhar para o chão - E você?

- Ah, eu tenho o guarda-costas - Harry apontou para fora - Vou continuar dormindo na casa.

- Isto pode ser perigoso - Draco resmungou.

- Ossos do ofício - Harry sorriu, sem jeito.

- Claro - Draco olhou para seus próprios sapatos de couro italiano e depois para o chão lustroso - Mas gostaria de dizer que nossa casa está à disposição, caso precise.

Fez-se silêncio por alguns segundos. E quando Draco levantou o olhar, Harry estava encarando-o abismado.

- Você está me convidando para… dormir aqui?

Draco deu de ombros, fingindo não ser grande coisa, mas Harry sob seu teto? Durante a noite? Seu corpo ia atormentá-lo como o inferno. Nunca daria certo. E ele queria muito isso. Então, de repente, ele notou uma coisa. Harry estava nervoso. Ele torcia as mãos levemente e estava respirando alterado. O pequeno demônio na mente de Draco se acendeu. Será que?

- Isto te assusta, Potter?

Ele assistiu, maravilhado, enquanto o pomo de adão de Harry subia e descia nervosamente.

- O quê?  - Harry riu sem emoção - Puff, porque isso me assustaria, sinceramente…

Draco deu um passo adiante, enquanto seus instintos lhe diziam que… havia alguma coisa ali.

- Aqui é um bom lugar - Draco disse, baixando o tom de voz perigosamente - Somos discretos, você estaria a salvo, ninguém desconfiaria.

- Ninguém suspeitaria? De quê? - Harry perguntou, dando um passo atrás enquanto Draco avançava.

- De que você estaria aqui - Draco levantou o lábio superior num arremedo de sorriso - Estamos falando sobre sua segurança, correto?

- Er.. claro - Harry soltou o ar rapidamente pela boca - Está quente aqui, não é?

Draco meneou os olhos para o tempo chuvoso lá fora.

- Vai ficar quente - ele sorriu, deliciado com a ideia de que afetava Potter de alguma forma.

A risada das crianças interrompeu um clima e Harry respirou fundo procurando ar. Draco se deu conta, então, de que estivera se inclinando sobre ele, adentrando muito mais do que o normal em seu espaço pessoal. Ele olhou para todo Harry, certo de que seu olhar não deixava muitos espaços para dúvida, e então Potter segurou o casaco que levava na mão direita e moveu-o para a frente do corpo.

Draco acompanhou o movimento. Curiosamente o casaco estava cobrindo a pélvis de Harry, impedindo que ele pudesse ver suas calças. Tem algo aqui o dragão em seu peito rugiu, esperançoso.

- Algo está errado? - perguntou, sugestivo, levantando os olhos devagar, sabendo que Potter perceberia exatamente sobre o que ele estava se referindo.

- Nada - Potter se recompôs e deu mais um passo atrás, saindo da esfera inebriante que Draco tinha trazido - Obrigado por… pela oferta. Mas acho que me manter em casa vai… hm… levantar menos suspeitas.

Draco continuou encarando-o, notando que o casaco permanecia lá, bloqueando seu olhar.

- Claro - ele sorriu após alguns segundos - Eu cuidarei da sua criança.

- Obrigado - Harry respirou fundo e girou o corpo, para sair da sala.

Draco não era de ferro, e deu uma boa olhada para aquela bunda. A cada vez que ele via Potter, ele estava mais gostoso? Isto era possível?

 Ele ia seguindo Harry para fora da casa, quando Gigi, a elfo, aparatou no meio do hall.

- Meu senhor - ela fez uma reverência para Draco - Gigi esteve orientando os novos elfos na limpeza da Mansão Malfoy, como já tinha dito ontem, meu senhor.

- Claro Gigi - Draco tinha certo afeto por aquela elfo - Eu me lembro.

- Ei! - Harry estava paralisado - Você desaparatou sem barulho!

A elfo balançou os enormes olhos de Draco para Harry, e coçou a cabeça, sem entender.

- Responda a ele, Gigi - Draco orientou.

- Sim, meu senhor - ela disse para Harry.

- Como isso é possível? - Harry se aproximou dela, que balançou o corpo em desconforto. Ela não gostava de estranhos.

- Minha senhora Cissa, ela simplesmente manda Gigi com um abaffato, senhor.

Harry se endireitou, franzindo a sobrancelha. Isso era ilegal, ele tinha quase certeza. Mas para além disso, a magia dos elfos tinha muitas particularidades… o Abaffiato era usado em ambientes, não em seres vivos.

- Isto dói? Como funciona?

- Não dói - Gigi ergueu os ombros esqueléticos - não é muito bom, mas não dói não meu senhor…

- Isso provavelmente é ilegal - Harry disse para Draco - Não é como se ela estivesse amaldiçoando a elfo, mas certamente deve haver uma cláusula sobre não usar feitiços em seres mágicos.

Draco ergueu as sobrancelhas.

- Como se alguém respeitasse algo do tipo. Todo mundo está o tempo todo ignorando isso, Potter. 

- O que não significa que é o correto.

Draco ergueu os ombros. Ele não entendia onde isto estava levando, mas Narcissa e ilegal na mesma frase lhe dava arrepios. Ele não queria reviver nada daquele tempo de depoimentos, julgamentos, nem nada do tipo.

- Gigi é uma elfo doméstico - ele disse para Harry -  Certamente isso é apenas para não incomodar ninguém da casa.

- Você percebe que isso pode facilitar a entrada de Gigi em vários lugares?

- O que você quer dizer com isso? - Draco franziu as sobrancelhas.

- As ameaças que tenho recebido estão chegando na minha sala de uma forma desconhecida.

- De novo, o que você quer dizer com isso? - Draco não se preocupou que seu tom estivesse hostil. Ele não gostava do rumo dessa conversa - Você é um auror. O Auror- Chefe. Tenho certeza de que sua sala está cheia de proteção…

- Sim - Harry olhou de Draco para Gigi - Está. Mas contra os riscos que conhecemos. Eu nunca tinha ouvido falar sobre encantar um elfo para não fazer barulho ao aparatar.

- Você está insinuando que Gigi tenha feito as ameaças? - Draco trincou os dentes e Gigi se encolheu.

- Estou sugerindo que alguém tenha encantado um elfo para entrar na sala e levar as ameaças - Harry disse, calmamente - Não somente um feitiço de abafar, mas também um de indetectar.

Draco continuou olhando-o.

- Eu só preciso pensar em alguém que tenha acesso a aquelas rosas... - Harry continuou dizendo, mais para si mesmo do que para Draco - Tenho quase certeza de que é algo do tipo…

- Rosas? - Draco puxou a gola da camiseta, começando a se sentir sufocado.

- Sim - Harry levantou os olhos e suspirou - Tenho recebido rosas brancas que acabam por queimar e sumir. Estamos lidando como se fosse uma ameaça ou aviso.

Draco sacudiu a cabeça lentamente.

- Obrigado, Gigi - Harry agradeceu à elfo, que pareceu chocada com isso - Isto abriu um leque de possibilidades.

E depois ele se virou para Draco:

- Converse com a Sra. Malfoy sobre parar de encantar a elfo. Tenho quase certeza de que isso é crime.

Draco engoliu em seco.

- Provavelmente ela não tinha conhecimento disso - conseguiu dizer - Vou alertá-la sobre.

- Certo - Harry passou a mão pelo cabelo - Agora preciso ir. Volto antes das seis para buscar o Albus.

- Okay - Draco acompanhou-o até à porta - Espero que encontre logo o autor das ameaças.

Harry acenou com a cabeça enquanto seu guarda-costas se aproximava. Depois que eles aparataram, Draco fechou a porta e se encostou nela, com a cabeça fervendo. Harry sendo ameaçado. Com rosas que queimavam? Era uma ameaça sutil, mas poderosa.

Ele sacudiu a cabeça e decidiu ter uma conversa séria com a mãe, o mais rápido possível. Harry já sabia que ela encantava a elfo para entrar em lugares sem ser detectada. Tudo que ele não precisava saber agora era que sua mãe sempre fora apaixonada por jardinagem, e que tinha muito mais do que um canteiro cheio de rosas brancas.


Notas Finais


alguma teoria sobre oq está acontecendo? quero saber TUDO que está passando na mente de vcs... pfv, comentem para mim
(52 fav, eu quero morrer de amor, obrigada e MUITO obrigada pelos comentários, eu realmente sobrevivo deles, então muito amor para cada pessoinha que tira um momento para comentar)
um cheiro...
até logo


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