História Incontrolavelmente Irresistível - Capítulo 1


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Categorias Pokémon
Personagens Ash Ketchum, Brock, Gary Carvalho, Misty, Pikachu, Professor Oak
Tags Amizade, Anime, Ash, Ash Ketchum, Misty, Pikachu, Pokémon, Pokeshipping, Romance
Visualizações 20
Palavras 1.069
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ecchi, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa fanfic também está publicada em outro site.

Capítulo 1 - Incontrolavelmente Irresistível


O notório cheiro do chocolate quente o distraiu enquanto olha pela janela do centro pokémon, esperando a chuva cessar. Em seu colo o amigo, pikachu, roga as carícias em seu pelo amarelo, ainda dormindo solta pequenas faíscas elétricas, causando cócegas na mão do treinador.

Viu de relance um garoto conversando com a enfermeira Joy, mas foi a bicicleta que chamou sua atenção, escutou-o agradecer a mulher de cabelos rosas o concerto do meio de transporte. Aquilo o fez remoer lembranças jamais esquecidas.

A parte de Ash que abriga a memória de destruir a bicicleta de uma líder de ginásio está desperta, tão acustumado a saudade e a tristeza que não sente nada.

Todavia, recorda-se de conhecê-la quando roubou sua bicicleta, e destruí-la completamente, causando a perseguição a ele, talvez fosse engraçado na época, no entanto, o sentimento de culpa o invadia. Sorriu tristonho, a personalidade da treinadora era incrível.

— Talvez eu deveria ligar para ela. — falou pensativo. Pikachu o respondeu e como se entendesse: — Você tem razão, eu devo ligar. — engoliu o nó na garganta, no espaço de dar última golada na bebida e acordar o pokémon, qual sentou na mesa, analisando-o. — Ainda tenho a mini-Misty.

Mostrou a isca de pesca para o amigo amarelo, esse cheirou o objeto e voltou a face para o mestre.

— O que foi? — questionou envergonhado da maneira qual ele o olhava. — Foi um presente, okay, mesmo que a muito tempo. — levou o objeto a altura dos olhos e sorrindo continuou: — Mesmo estando longe ela está aqui comigo.

Levantou-se com confiança, decidido escutar novamente a voz da amiga e após Pikachu pular em seu ombro, seguiu determinado.

***

Ash não pode olhar para tela de chamada, por medo dos sentimentos que contorcem dentro de si chegue à superfície.

Está ciente do proprio temor, quase pode ouvir os pensamentos de Pikachu o encorajando, no tempo que sua mão trêmula o tenta a desistir. Cravando com força os dedos no telefone, ergueu os olhos para a tela, concordado consigo que era apenas Misty, sua amiga...

Ao vê-la a poucos centímetros, o mesmo rosto, os olhos azuis, como a águas do oceano, o cabelo ruivo, teve a certeza que deveria ter ligado antes, havia esquecido a beleza intoxicante de sua fisionomia, logo se tornou hipnotizado a sua figura, esquecendo-se da realidade.

Misty, vê o amigo observa-la. Um sorriso singelo surgiu em seu rosto, espantada e alegre pela ligação repentina e ali quis atravessar aquela parede computadorizada e abraça-lo.

— Olá Ash.

Isso o supreende, o tirando do transe que estava. Ele está um pouco perto de mais da tela, quase encostando seu nariz, buscou em meio as palavras respondê-la, contundo foi interrompido por Pikachu, com a mesma felicidade do treinador.

— É bom vê-lo também, Pikachu. — sorriu, inclinado a cabeça para o lado.

Uma sensação de derretimento o atravessa, como se o sorriso dela o beijasse na face. Então notou, ela estava embaixo de uma guarda chuva, e chovia, pois as gotas de água salpicavam o seu fronte.

— Oi Misty.

Encontrou ânimo para cumprimenta-la, conquanto não soube o que fazer em seguida, tal modo que ficara em estado de congelamento.

— Está tudo bem? — indagou Misty, preocupada e como não obteve retorno disse: — É a primeira vez que nos falamos depois de tanto tempo e você está parado aí, sem dizer nada.

Essas palavras chegaram a seus ouvidos em tom de zombaria.

— Não, quer dizer, eu na verdade… — expressou com nervosismo. Para manter o espírito em ordem, deu um leve suspiro, quase imperceptível. — Queria ver como você está. Se…continua sendo a líder do ginásio da cidade de Cerulean?

— Contínuo, mas nesse exato momento estou em viagem para um show beneficente, parece que a sereia "Misty" está de volta.

— Parece ser legal.

— Estou praticamente a tarefada com esse show, por isso Tracey vai me substituir no ginásio.

O simples mencionamento de seu nome, deixou um gosto amargo na mente do treinador.

— Tracey… — murmurou, apertando um dos punhos contra o bolso da calça.

— Ele tem sido tão amável, adoro a maneira que cuida dos pokémons, e você tem que ver seus desenhos. — riu levemente.

Raiva, preocupação ou medo, não sabe o certo o quê. As palavras de afeto sobre tal amigo lhe atingem como um tiro no estômago, tendo vergonha de seu próprio ciúme, talvez… Era esse o sentimento? Ciúme?

— Vocês dois estão bem amigos não?

A líder de ginásio o encara, ri profundamente do que está testemunhado, seu coração dando pulos de alegria a ter na sua frente um "Ash ciumento" , embora fosse divertido decidiu acalma-lo.

— Certamente somos, afinal como cunhada devo ser.

— Cunhada?

— Daisy e Tracey iram se casar.

Com um suspiro de alívio mal disfarçado, ele sorriu e parabenizou os dois, esquecendo-se completamente do desdém de sua alma.

Gostaria de ter continuado a conversa, mas a tela do computador desligou derrepente, trazendo a sua fisionomia estranheza. Ainda com o telefone no ouvido, tentou liga-lo novamente, seus dedos apertado cada tecla do teclado e por fim sem nenhum resultado.

— Pikachu será que quebrou? — Depois de outras tentativas desistiu de retomar a chamada. — Tudo bem, eu posso ligar para ela depois. Mas… — Com certa aflição interna pegou do bolso a mini-Misty, levantando-a ao olhos e sorriu. — Eu deveria ter dito a ela.

— Dizer o quê Ash?

Assutando-se deu um pulo para trás, tal ato lhe causou a queda ao chão, atordoado vislumbra o semblante da dona da voz e ali teve a certeza de um ataque cardíaco.

— Misty?

Pikachu, com felicidade correu até a treinadora e a recebeu em seus braços, a jovem riu levemente, ao mesmo tempo, cujo acariciava a cabeça do pokémon.

— É bom vê-lo novamente Pikachu.

Até então estava aturdido; ficou sem reação apresencia-la, sondando à procura da mesma Misty que conheceu anos atrás, quão conversava minutos antes, e descobriu entre os cabelos e roupas molhadas na capa de chuva rosa, sua presença é real.

— Ash. — chamou-lhe atenção.

Os dois ficaram em silêncio por algum tempo, o treinador desconfortável no chão duro e Misty o encarando-o. Ash sentindo inumeros pensamentos brigando dentro da sua cabeça, predominando também a aflição, não por si próprio —, mas também o fato de não saber o que um abraço e palavras presas a tanto tempo causaria e achou melhor não fazer nada.

— Ei, essa não é a primeira vez que nos falamos. — Buscou acabar o clima estranho.

— Obrigado. — agradeceu ele.

— Pelo quê?

— Por quase me matar de susto.

E ambos riram.


Notas Finais


Obrigada por ler.


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