História Incrivelmente Grávido - Capítulo 1


Escrita por: e Interinfires

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bxttomnochu, Jikook, Jimin!top, Jkobottomdebusan, Jungkook!uke, Jungkookbottom!, Papai Power
Visualizações 563
Palavras 2.214
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI GENTEEE
Aiai nem acredito que tô postando minha primeira fanfic aqui no BxttomNochu! Enfim, espero que gostem e boa leitura.

Capítulo 1 - Grávido Não Faz Esforço


Fanfic / Fanfiction Incrivelmente Grávido - Capítulo 1 - Grávido Não Faz Esforço

Jungkook sempre fora péssimo com crianças.Seus pais viviam lhe avisando que um dia este teria uma família e que precisava aprender a cuidar de seus filhos para criar um pouco de responsabilidade, ou a vida lhe faria aprender de maneira súbita. Ele só não esperava que esta fosse lhe fazer quebrar a cara ao descobrir que estava grávido de seu melhor amigo, este que havia dormido consigo algumas vezes.

 A verdade era que, sua relação com Jimin era estranha, onde na primeira abstinência de sexo eles já estavam nus e deixando marcas no corpo alheio. Se sentiam como dois adolescentes cheios de hormônios, mesmo que já tivessem passado desta fase. Mas é claro que esse tipo de coisa não abalaria uma amizade de quase vinte anos não é mesmo? Errado. Jungkook achava ser o único que se afetava com aquilo e se permitia criar certa esperança quando o assunto era Jimin. Ele estava apaixonado pelo melhor amigo.

 Encarou então os testes de gravidez que estavam sobre a pia, os três contendo os risquinhos que indicavam a presença de um ser crescendo dentro de si. Então chorou, abriu a porta e se jogou no colo de Hoseok, chorando como uma verdadeira criança. Estava com medo de toda a experiência, com medo de tudo que deveria enfrentar para criar aquela criança que não estava em seus planos e que, em sua mente, apenas lhe atrapalharia.

— Ei, Kook, não fique assim. Vai dar tudo certo, eu estou aqui e me recuso a sair do seu lado. — o mais velho acariciou seus cabelos, erguendo seu rosto e secando as lágrimas. — Ele precisa entender. Essa criança é de vocês dois, precisam conversar sobre isso, porém, apenas quando você estiver um pouco melhor, sim?

— Hobi... O que eu vou fazer? Eu não queria esse filho, ele vai estragar tudo! — fungou. — Jimin vai me odiar.

— Não,  ele não vai. Apenas tente agir naturalmente, e fale para ele quando se sentir bem, já lhe disse. Se o Jimin fizer merda eu estou aqui pra socar ele por você.

— Acho que eu poderia fazer isso sozinho.

— Grávidos não fazem esforço.

— Vai se ferrar!

 Jungkook sabia que enfrentar tudo aquilo não seria fácil e sem o devido apoio, acabaria desistindo de tudo, até mesmo de seu próprio filho. Ele deveria contar tudo a Jimin, conversar sobre esse bebê, mas parecia ser completamente impossível todas as vezes que via o sorriso do loiro enquanto este lhe contava como eram seus dias na faculdade — mesmo que também se questionasse o porquê do Jeon ter parado de frequentar a mesma — e, como estava animado com seu curso. Ele sempre gostou muito de dançar e praticava isso como uma espécie de hobby, enquanto acabou investindo em advocacia, o que foi uma grande surpresa. E Jungkook não queria estragar essa sua felicidade, então ele escondeu a gravidez por medo.

 Nos três primeiros meses havia sido fácil esconder, já que na cabeça de Jimin o amigo estava ganhando uma barriguinha apenas por ter parado de praticar seus exercícios. Mesmo com as idas ao médico, o ultrassom que tinha guardado em sua gaveta e todas as mudanças que haviam ocorrido tanto em sua vida quanto corpo, ele ainda não conseguia aceitar a criança e, muito menos falar de sua existência para Jimin. Mas então seu ventre resolvera crescer de maneira tão rápida que ele teve que se afastar, já estando sem ver Jimin à mais de um mês.  
 
 Sua barriga estava tão grande e redonda, seus pés tão inchados que parecia uma bolinha fofinha, como dizia Hoseok. E mesmo usando aquele macacão jeans e uma blusa larga, sua barriga insistia em ficar marcada e extremamente grande, onde a criança lhe chutava sem parar. Se pegou então olhando para aquele local, colocando a mão sobre o jeans, bem onde a criança havia acabado de chutar e sorriu de maneira involuntária, teria que aceitá-lo afinal.

— Quem te vê tão fofinho assim acariciando a barriga, nem parece que é um pé no saco. — disse a senhora Jeon, enquanto colocava uma bandeja com sanduíches e sucos para os dois. Ele gostava tanto desses momentos com ela, tais que ocorriam com mais frequência depois que a gravidez fora descoberta. — Mas então, meu filho, quando vai contar para ele? Você sabe que é errado esconder isso do pai da criança.

— Eu sou o pai dele.

— Estava falando do outro pai. — ela riu, mordiscando o sanduíche e arrumando o cobertor sobre o mais novo. — Você não pode mais esconder isso dele, seu melhor amigo. Acha mesmo que ele não vai te procurar? Ele já ligou aqui diversas vezes.

— Eu sei, só tenho medo dele explodir… eu estou com quase cinco meses e minha barriga parece uma bola de futebol.

 A conversa séria e alegre — por conta das brincadeiras feitas pelo próprio Jeon — fora cortada pelo som da campainha, o que fez com que ambos se olhassem já que não esperavam nenhuma visita. O Jeon se arrumou no sofá enquanto sua mãe ficara encarregada de abrir a porta. Então uma voz conhecida fora ouvida, fazendo com que ambos arregalassem os olhos ao ver uma figura loira entrar afobada pela porta.

— Jeon Jungkook! Posso saber por que desapareceu desse jeito? Você não atende minhas ligações e, ignora minhas mensagens, quero saber o que está acontecendo. — o garoto entrara na casa, falando de maneira desesperada enquanto parava ao lado do citado no sofá, o fazendo engolir em seco.

— E-Eu… Eu quero que vá embora.

— O que? Mas, Jungkook, por quê?

— Eu quero ficar sozinho. — virou o rosto, segurando-se para não chorar. Aquilo era tão assustador para si ,sua relação com Jimin poderia acabar e ele sabia que nunca aceitaria o filho. Tudo por culpa do medo.

 Então o Jeon fora puxado para cima, numa tentativa do Park de o abraçar, onde o mesmo parou ao ver o cobertor ir ao chão. Silêncio. Seu olhar ia de sua barriga ao rosto molhado por lágrimas do amigo, este que já tremia de medo de sua reação.

— Jungkook, você… tá grávido? Puta merda! — soltou o amigo, passando as mãos pelo rosto e se sentando, numa tentativa de se acalmar — Por que não me falou antes?

— Eu… fiquei com medo de você nunca mais querer me ver, de me deixar.

— Kookie, você sabe que eu nunca faria isso. Eu só não esperava que você estivesse… Grávido. — riu consigo mesmo, encarando a barriga do amigo — Caralho, isso explica porquê você me evitou esse tempo todo e eu fiquei desesperado achando que tinha ocorrido algo, o que direi aos meus pais?

— Jimin eu…

  Jeon fora surpreendido por um par de mãos sobre sua barriga, esta que fora acariciada enquanto palavras bonitas eram direcionadas ao local. Passaram um tempo ali, onde o mais novo chorava enquanto o amigo conversava com o bebê, este que permanecia quieto, escutando tudo que o outro pai desconhecido tinha a dizer. Então veio o primeiro chute, onde o Park pousava as mãos, fazendo com que arregalasse os olhos e pulasse do sofá.

— Ele chutou! Meu Deus isso é incrível… — se aproximou novamente, como uma criança ao descobrir um novo brinquedo — Eu tenho um filho… Ah, Jungkookie, eu te amo tanto!

— Você não tá bravo?

— Por que estaria? Ele é incrível, você é incrível.

— Mas eu… não o queria. Eu não queria um filho, isso só iria me atrapalhar. Tenho medo da minha vida mudar muito, de não ser o suficiente pra ele e não saber o que fazer para ajudá-lo no futuro. Eu tenho medo de não ser um bom pai.

— Ei, se acalme. Eu estou aqui agora, sim? Vamos passar por isso juntos.

— Ah, Jiminie, é um menino. — sorriram juntos, acariciando a grande barriga, recebendo um chute que poderia mostrar a felicidade do pequeno. Os pais estavam juntos agora.

A verdade era que o Jeon sempre viu a gravidez como algo a ser temido. Não era como sua mãe por achar que ter um filho era algo para se considerar uma bênção, era como se gravidez apenas fosse algo exaustivo, onde se estaria preso a uma pessoa pelo resto da vida, esta que dependerá de si para tudo. Realmente não era algo fácil.

  

O peso aumentando relativamente rápido, as mudanças na alimentação, os desejos estranhos, e a temida hora do parto de aproximando cada vez mais. Como se é de costume dizer, nada sempre serão flores e Jungkook descobrira isso na hora de comprar coisas para o filho, Jihyun.
  
 O Park estava tão animado com a ideia de ter um bebê que resolvera pegar todas as suas economias para gastar na ocasião, tais que ele guardara por anos para montar seu próprio estúdio de dança, um sonho que no momento fora completamente esquecido. Corria pelo shopping, de loja em loja para escolher as melhores coisas para o pequeno Jihyun, desde fraldas a brinquedos, dos mais variados tipos e cores. Jungkook apenas conseguia rir do amigo que parava de frente para sua barriga a cada cinco minutos para conversar com o filho e, supostamente, mostrar uma roupinha para o mesmo. Era um verdadeiro pai babão.


 A gravidez parecia passar cada vez mais rápido,  os meses voando e a barriga crescendo, chegando cada vez mais próximo do nascimento do, agora não tão pequeno, Jihyun. O pai se sentia exausto, inchado, desgastado e até mesmo solitário. Sentia falta de Jimin ao seu lado por cada minuto, para poder lhe acariciar a barriga e dizer coisas bonitas para que o bebê chutasse, acariciar seus cabelos e assistir um filme consigo no final da tarde, tudo era motivo para querer Jimin. Uma barriga grande de seus — agora, longos — oito meses, e uma série de hormônios cada vez mais desregulados,  somando com seu medo da hora do parto aumentando, fazia com que a situação ficasse cada vez mais complicada para si.


— Jungkookie, cheguei! — a voz que mais esperava ouvir alcançou seus ouvidos e os braços rodearam seu corpo em um abraço,  as mãos indo diretamente para seus cabelos. Esperou tanto para que Jimin chegasse, rezou para que não fosse deixado de lado e, que não fosse esquecido, deixando de lado a promessa que ambos haviam feito na infância, de que um nunca deixaria o outro.

Gravidez realmente, não era algo fácil.  

Então todos os seus medos e inseguranças se dissiparam assim que o choro agudo fora ouvido. Park Jihyun, um pequeno bebê de seus três quilos, fora trazido ao mundo. Ao segurar o pequeno nos braços e ver o mesmo lhe encarar com os olhos brilhantes, todas as incertezas se foram. Ele viveria exclusivamente para seu filho.



Jimin! Pare com isso seu pervertido! — empurrou o mais velho, enquanto ajeitava o pequeno em seu berço para que dormisse tranquilamente aquela noite.

A estadia no hospital foi horrível, sempre repudiou esse tipo de local. Mas, se acostumar com a vida que levaria agora com o filho, seria complicado, o que mudaria completamente sua rotina e, principalmente suas horas de sono. Não teria mais tempo para nada, nem para Jimin e nem para si mesmo.


— Jungkookie… eu não toco você desde que engravidou e isso já faz um ano! — suspirou, acariciando a bochecha gordinha de seu filho e sorrindo consigo mesmo. — Por mais que tenha valido à pena.


— Eu sei, Jiminie, mas é que eu ainda estou tentando digerir tudo isso. — olhou mais uma vez para para a criança; suspirando ao entrar novamente naquele assunto — Eu amo o Jihyun, mas é complicado, entende? Mesmo depois de meses eu ainda fico assustado quando lembro que sou pai, que eu engravidei... Lembro que fiquei tão assustado, por meses, pensando que não seria o suficiente para ele, que você não nos aceitaria. Então independente de qualquer coisa eu queria amar vocês dois, continuar por vocês já que eu não poderia abandonar Jihyun. Lembro-me do Hobi sempre dizer que um grávido não devia fazer esforço, mas acho que me esforcei durante aqueles nove meses. Me esforcei para aceitar meu filho e para não correr o risco de ter depressão pós-parto, eu não queria odiar meu próprio bebê. Esse negócio de gravidez é difícil e foi a primeira vez que eu quis desistir de tudo por medo, mas acho que valeu à pena.


— Eu imagino que tenha sido difícil, ainda mais porque você estava morrendo de medo de me contar. — deixou um selar no ombro alheio e em seguida passou o nariz por sua bochecha — Mas eu estou aqui agora, com vocês dois.


Então, Jungkook se permitiu sorrir. Se imaginou no futuro, com Jimin e Jihyun brincando em um parque qualquer, onde o lugar não era de tamanha importância se todos estivessem juntos. Observar os olhos grandes da criança olhando com curiosidade para tudo, sorrindo e fazendo diversas perguntas. Ele se sentiu feliz por não ter desistido de nada daquilo, por acreditar que ele conseguiria aceitar tudo.

 

Abraçou o pequeno corpo em seus braços enquanto o filho, já crescido, contava para si as coisas que aprendera na escolinha.


Jeon Jungkook tinha a certeza de que, se esforçar para algumas coisas na gravidez pode ser algo bom, já que agora ele ama seu filho.


Notas Finais


Queria agradecer a @Lunybae pela capa maravilhosa e a @JeonJikookmin pela betagem incrível.
Espero que tenham gostado <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...