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História Incubus - Capítulo 7


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Notas do Autor


Antes tarde do que nunca né, queridinhos?

Capítulo 7 - VI. What's Wrong With Him?


Noite anterior;


As nuvens densas no horizonte de Seoul denunciavam a tempestade que estava por vir, ameaçando o encontro de beatbox e hip hop tão aguardado há meses por Yangyang e seus amigos Hendery e Dejun.

— Isso só pode ser algum tipo de maldição! Que inferno de cidade! — Hendery praguejou aos céus. — Quando a gente consegue sair daquela porra de universidade, chove...

— Estou cansado de pessoas mortas e gente sendo tirada do armário a força! — Dejun comentou, concordando com o amigo. — Falando nisso, o irmão do Yukhei era seu amigo, né?

— Colega de turma. — Yangyang corrigiu. — Donghyuck também era.

— Vai voltar mesmo para o turno da manhã? — Hendery indagou, pouco crente na decisão do Liu.

— Sim. E vou pegar a orientação do Professor Moon de novo!

— Oh, vai seguir o conselho do namoradinho? — Dejun provocou, fazendo Hendery rir.


Yangyang não disse nada e saiu. Não quis ser dramático, somente queria beber alguma coisa.

Um trovão ribombou acima de sua cabeça, fazendo-o tremer da cabeça aos pés com o tamanho susto. Por reflexo, esbarrou-se num encapuzado que se desculpou e seguiu em frente.

Aquela voz era familiar.

Yangyang não desistiu, perseguindo o até então desconhecido, tocando-lhe o ombro e o virando.


Lee Donghyuck.

Vivo.


No dia seguinte, após sua chocante aparição na universidade, a polícia tratou de avaliar toda a investigação e reiniciar todos os protocolos que já haviam sido concluídos.

O corpo da autópsia não tinha o DNA de Lee Donghyuck, pois não fizeram o teste com Taeyong porque o mais velho alegou que Lee Donghyuck era adotado.

Taeyong seguia na delegacia, respondendo por uma possível negligência no caso, tal como Donghyuck também teria de prestar contas a polícia, com sérios riscos de punição.

— Eu disse que era ele, eu não estava louco! — Yangyang disse, através de uma chamada com seus amigos.

— Eu sei, desculpa! — Hendery foi o primeiro a ceder. — Entenda que não fazia o mínimo sentido alguém morto aparecer vivo... agora faz todo o sentido!

— Não para mim. Isso tudo é no mínimo esquisito!

— E porra, não me diz que você pode perder sua orientação! — Hendery o lembrou.

— Yangyang, deve falar com o professor imediatamente! — Dejun sugeriu. — Você desistiu da outra vez por ter mudado de turno, então insista no seu interesse!

— Ele não trabalha com muita gente e o Donghyuck sempre foi o melhor da turma de manhã!

— Que pode ser expulso por ter se passado por morto! — Hendery julgou.

— Puta merda, Guanheng! — Dejun reclamou e desligou.

— Preciso ir, boa noite! — o Liu se despediu e desligou.


Não demorou para verificar sua lista de contatos, seguindo a ordem dos amigos de insistir sua permanecia com o melhor professor do curso, até que parou em um nome específico em sua lista de contatos.


Lee Donghyuck.


Pensou várias e várias vezes, mas seguiu com o plano.


•••


E diante das incertezas de se ter ou não aula no outro dia, Taeil não pôde deixar de preparar e finalizar o planejamento de toda maneira. Todo o tumulto de mortes e não morte iria abalar a comunidade por um tempo, algo que já era esperado.

Seu celular vibrou, tirando-o de sua concentração de escrever feedbacks de alunos por e-mail e, vendo a tratava-se de Liu Yangyang, decidiu atender.

— Olá!

— Professor, sou eu, Yangyang! — disse. — Eu... me desculpe o horário e o momento péssimo, mas eu queria saber se posso continuar minha pesquisa com você. Agora você tem dois alunos de novo, mesmo que quando Donghyuck me indicou você pela primeira vez, você só tinha ele...

— Está tudo bem, Yangyang. Eu já orientei cinco alunos ao mesmo tempo e... — Taeil saltou da cadeira ao sentir mãos geladas descerem de seus ombros para seu peito. Mãos que firmaram ele na cadeira para lhe fazer massagem. — ...você permanece, certo?

— Muito obrigado, professor! — Yangyang agradeceu do outro lado e desligou.


Taeil colocou o celular na mesa e girou sua cadeira, encarando Sicheng que antes estava atrás de si. O chinês aproveitou a deixa e sentou-se no colo do Moon, tendo as mãos dele em sua cintura.

— Como você está? — o Dong questionou.

— Aparentemente, vou precisar abrir uma clínica dentro do campus, depois de toda essa confusão!

— Posso imaginar... é confuso e triste! — Sicheng suspirou. — Não faço a menor idéia de como o irmão de Donghyuck deve estar agora...

— E eu não consigo parar de pensar que tinha uma pessoa sumida esse tempo todo, que no fim estava viva!


Sicheng voltou a apertar os ombros do mais velho. — Eles são adolescentes!

— E você não é tão velho quanto eles para julgá-los, certo?

— Eu já sou crescido para certos tipos de entendimento! — envolveu o pescoço do professor com seus braços, juntando-o a si para um beijo quente e muito íntimo, com direito a mãos pesadas apertando sua bunda.

— Já acabou com seus brinquedinhos?


O chinês assentiu, saindo de cima do coreano para puxá-lo até a sala, onde havia uma mesa ocupada por materiais metálicos e alguns livros com diagramas e gráficos referentes a estudos sobre radiestesia.

— Essas varetas e esses pêndulos podem captar energia oscilante no espaço! — explicou brevemente.

— E qual a razão de estar voltando com isso? Achei que havia desistido de radiestesia!

— Eu nunca me senti bem aqui. Na universidade, em específico! — Sicheng respondeu, encarando o pino pesado do pêndulo ali parado. — Desde o tempo da graduação esse lugar só se torna mais sufocante. Só quero provar um ponto com uma ciência que acredito!

Pseudo ciência que acredita, você quis dizer!

— Mas as ciências "reais" não dizem muito quanto ao mundo sobrenatural. Não como eu vejo! — mencionou as aspas. — Estive no mesmo ambiente com Huang Renjun e eu não sabia. Pude sentir uma energia pesada em volta daquele menino antes de Chenle mencionar que ele estava em um dos quartos... e nem sabíamos que o irmão dele estava morto!

— Eu... você está certo. É bom procurar nossas próprias respostas, certo?

— Muito que certo!


Taeil empurrou o chinês no sofá, colocando-se por cima dele, admirando os olhos puxados e os lábios carnudos ofegantes só pela mínima ação dele.

— Eu te amo! — disse.

— Também te amo, Moon!


Enquanto se amavam ali mesmo no sofá, o pêndulo antes imóvel começou a balançar de um lado para o outro. Ao menos, foi o que Sicheng pensou que viu, interrompendo o carinho que Taeil fazia em seu mamilo com a boca.

— O que foi? — o professor perguntou.

— Juro que vi aquele pêndulo se mexer! — olhou para o mais velho. — Eu não estou brincando!

— E eu não duvido! — Taeil voltou a inclinar-se sob o corpo do mais novo. — Não consegue sentir essa tensão sexual toda? Isso não é energia suficiente? — o fez rir.

— Mais que suficiente!


•••


Nos portais e fóruns de notícias da universidade, o caso virou alvo de piadas e memes. Quanto as redes sociais, nada diferente.

Donghyuck era tratado como um morto vivo, o que faziam as outras pessoas terem a mesma liberdade para rir e fazer piada com Mark e Yukhei.

Em meio ao caos, havia a notícia de que o corpo de Yukhei era mesmo dele, comprovando oficialmente que ele não poderia estar desaparecido tal como o Lee.

— Yukhei falou sobre o Donghyuck quando ligou para mim. Não consigo esquecer disso! — Jaemin falou, enquanto deitado em sua cama e encarando o teto.


Jeno estava a seu lado, acessando os portais e redes sociais. — Você acredita mesmo nisso? — riu. — Ele estava louco!

— Uau, grande respeito aos mortos!

— Você não respeita muita gente, por que justo ele teria esse direito?

— É o irmão do Renjun! — Jaemin subiu a voz e sentou-se na cama. Jeno riu.

— Ah, é sobre respeitar o Renjun, agora?

— Porra Jeno, vai agir como um babaca mesmo?

— Talvez. Eu não quero mais fingir que não sei de suas merdas, Jaemin! — denunciou, fazendo o Na ficar pálido. — Sei que você trepou com o Yukhei, com o Jisung e até com o Christopher Bang... tem fotos suas rolando nos fóruns, até! — o Lee deixou o celular de lado, dando as costas para o Na. — Eu ia esperar esse inferno todo acabar para fazer o que quero fazer, para que a gente ficasse de bem. Isso não vai dar certo, eu só quero que fique claro! — voltou a olhar Jaemin.

— Mais que claro! — engoliu seco, arrastando-se para fora da cama.


Jeno não pôde mover um músculo, vendo Jaemin dar voltas e voltas no quarto, catando cada coisinha que o pertencia. No seu interior, sentia-se triste, ao mesmo tempo, seu corpo estava leve.

Nunca imaginou ser o tipo de cara que precisaria ser firme e sério quando fosse o momento. Nem mesmo quando pensava sobre estar sendo traído.

Estava deixando Jaemin ir, sabendo que também perdeu alguma coisa de Renjun também e, provavelmente, não veria Jisung da mesma maneira.

Ao menos havia acabado.


•••


Na delegacia, na sala de interrogatório, o Detetive John Seo terminava seu segundo copo de Starbucks. Americano.

Taeyong falava sem parar sobre sua versão da história, de que não sabia da fuga de seu irmão e que esse tipo de comportamento jamais seria esperado dele.

— Aquele corpo era igual o dele! — o Lee continuou. — A cor do cabelo, a pele... tinha até os sinais no pescoço!

— Senhor Lee, verificamos nas fotos da autópsia e não haviam estes sinais. Isso é uma das provas cruciais!


Taeyong suspirou, desviando o rosto por alguns segundos. Nem conseguia chorar mais. — Você acha mesmo que minha mente estaria sã depois de saber que meu irmão desaparecido depois de vinte e quatro horas estava morto? E que eu teria que ver o corpo dele nu, mutilado e... apodrecendo, tentando buscar qualquer sinal de que era o meu irmãozinho ali? — pressionou as mãos contra a mesa. — Vai se foder, detetive! Eu não sou o culpado dessa merda!


O detetive não fez nenhum outro movimento além de sua mão usada para fazer suas anotações. — Estarei mandando os dois para casa imediatamente. Foi pedido que uma viatura ficasse de escolta, para evitar mídia e curiosos!


Taeyong não disse nada, nem mesmo se curvou, pegou suas coisas e saiu da sala. Ele sabia que Donghyuck já havia sido ouvido e estava no hospital, portanto deveria passar no local antes de seguir para casa. Por sorte, Jung Jaehyun — namorado de Taeyong — estava lá, sendo um conforto e porto seguro para Lee com a mente debilitada.

— Jae, ele não pode ter fugido. Nada disso faz sentido!

— É impossível entrar na cabeça de alguém, Taeyong. Entenda isso! — encostou o rosto do Lee em seu ombro.


Ao chegarem no hospital, o policial os deixou seguirem sós para a recepção, onde fora informado o quarto em que Donghyuck estava. Taeyong seguiu pelos corredores, bastante nervoso. Até viu Renjun sentado num dos bancos, mas a pressa e o nervosismo eram demais para ele pensar em ao menos acenar.

Donghyuck conversava descontraído com Sooyoung, interrompendo a conversa quando viu o irmão mais velho na porta, já chorando.

— Lee Donghyuck, qual a porra do seu problema? — conseguiu dizer, já soluçando.

— Hyung... eu... — o mais novo tremeu, fixando seus olhos inchados no irmão. — Me desculpa, por favor!

— Você não faz ideia do que eu tive de passar por causa de uma puta falta de consideração sua! — acusou, segurado por Jaehyun. — O que custava uma ligação?

— Eu não queria ser encontrado! — Donghyuck respondeu, um pouco mais alto que o habitual. — Eu... eu só queria fugir por uns dias, só isso!

— Só fugir? Não viu os jornais? Te deram como morto! — apontou para Sooyoung. — Nem mesmo a sua única amiga teve notícia!


Donghyuck passou a chorar alto.

— Seu nome vai ficar sujo na universidade e fora dela, com eles achando que você estava brincando. Talvez você seja até suspenso! — Taeyong falou, sentindo a mão de Jaehyun lhe apertar o pulso.

— Ele precisa de tempo, amor! — o Jung disse. — Todo mundo precisa!

— Escuta seu namorado... — o mais novo mudou de tom, mirando seus olhos marejados diretamente no mais velho. — Eu preciso de um tempo para aceitar que sou adotado!


Taeyong cambaleou, tentando se aproximar do irmão. Sentiu-se sujo, o maior traidor da face da terra. — Isso não tem nada a ver!

— Não? Faz todo o sentido!

— Do que porra você está falando, Donghyuck?

— Eu quero um tempo sozinho, hyung. — respondeu com dureza, sem olhar nos olhos do mais velho. — Preciso pensar!


Não era como se Taeyong pudesse fazer alguma coisa, então não esperou o irmão gritar ou só pedir mais uma vez, saiu. Fora vencido pelo fato de que escondeu algo que julgava não ser importante, que explodiu na hora errada.

— Eu sinto muito! — foi o que conseguiu dizer para Renjun ali no corredor.


O Huang acenou, levantando-se para ir até o quarto de Donghyuck, mas paralisou ao ouvir o nome de seu irmão ter sido citado.

— Eu me arrependo por ter achado que ele tinha culpa de alguma coisa! — a Park dizia baixinho.


Renjun ignorou. Tudo. Havia ido até o hospital apenas para falar com Donghyuck, mas lhe faltou coragem e psicológico para isso.

Não era o momento.


•••


Quando o sinal do intervalo tocou, Jaemin já estava frente a sala da aula de Renjun, vendo os colegas de classe do chinês saírem um por um, não vendo o amigo no fluxo. Ao entrar na sala, cumprimentou o professor e viu que o único aluno que estava ali era Yangyang.

— Renjun não veio? — Jaemin perguntou, chamando a atenção do Liu.

— Ah, não. Ele não apareceu na aula de hoje!


Jaemin não disse nada, rumando para o refeitório, com sua mente cheia depois do acontecido da noite passada. Pensou que, pela primeira vez, iria poder falar abertamente sobre seu relacionamento com Jeno, pedir ajuda a Renjun para querer mudar alguma coisa. Aceitava que Jeno não iria querer recomeçar, já que guardava para si que o Lee tinha algum tipo de queda pelo Huang que ele nunca superou.

Jeno estava com Jisung e Chenle, ocupando a mesa que ainda tinha lugares sobrando. Podia ler o nome de Lee Donghyuck nos lábios deles, enquanto teorizavam sobre o retorno do mesmo.

Fuga é a coisa mais óbvia, aceitem! — Chenle opinou. — Mesmo ele não sendo popular, ele era perseguido. Cara, o Jaemin chamava ele de aberração! E teve toda aquela treta com o Mark e com Yukhei, que acho que não vai dar em nada!

— Ele deveria ser investigado, isso sim! — o Na se juntou aos demais, jogando sua mochila na mesa. Olhos fixos em Jaemin, fingia que Jisung e Jeno não pertenciam aquele plano. — Ele estava fugindo, mas do quê? De dois caras mortos?

— Está acusando o Donghyuck das mortes? — Jeno aumentou a voz.

— Chenle disse que Mark não se matou! — Jaemin o lembrou.

— Mas o que eu falo não é verdade absoluta, calma aí! — o Zhong se defendeu.

— A gente deveria esquecer isso! — Jisung falou. — Pelo Renjun. Querendo ou não, é sobre o irmão mais velho dele que está morto!

— Você está certo pelo Renjun, mas não dou a mínima para o Yukhei! — Jeno disse, com uma estranha frieza.

— Cara, não tá ajudando ninguém sendo insensível! — Chenle o repreendeu.

— É Jeno, larga de ser babaca! — Jisung seguiu o fluxo.


O Lee bateu as mãos contra a mesa e levantou-se, chamando a atenção de alguns alunos mais próximo da mesa dos quatro.

— Qual é a sua, pirralho? — apontou direto na cara do Park, que também se levantou sem se intimidar.

— Qual é a sua, Jeno?

— Quem você pensa que é para questionar alguma coisa? Eu sou o mais velho! — sua voz soou mais alta que o esperado, chamando a atenção de grande parte do refeitório.

— Eu pouco me importo com sua idade. Eu não diferencio babacas!

— Melhor não me irritar, seu pirralho de merda!

— Ou?


Jeno lambeu os lábios e riu, desacreditado ao perceber que Jisung saiu de seu lugar na mesa para caminhar até sua frente.

Chenle se levantou na mesma hora, segurando no moletom de Jisung para que ele não fosse tão próximo.

O Lee ficou rindo, para então armar um soco direto na face do mais alto, que tombou com todo o seu peso por cima do namorado. Jisung tentou levantar-se para revidar, mas Chenle agarrou-se a ele e Jeno passou a encarar Jaemin, imóvel ali sentado na mesa.

— Sung... você está sangrando! — Chenle levantou e ajudou-o a levantar-se. — Vamos para a enfermaria!


Olhando para trás, o chinês notou que Na Jaemin não moveu um músculo.


•••


Era pouco mais das dez da noite quando os policiais encerraram as perguntas idiotas e deixaram Donghyuck em paz. Desanimado, o Lee ficou a dar voltas e voltas pelo quarto, distraindo-se com tudo que se destacava dentro daquelas paredes brancas.

Atrás de um vaso de flores falsas, encontrou um rosário de pedrinhas, que pelo formato delicado, só podia ser feminino. Na mente do Lee, acusava ser da enfermeira.

Ele olhava a porta, várias e várias vezes, querendo sair. Quando o fez, deu de cara com Huang Renjun, prestes a colocar a mão na maçaneta para entrar no mesmo quarto.

— Ah... desculpa! — Renjun quem cedeu. — Eu vim cedo para falar com você, mas... eu não consegui!

— Não é um pouco tarde para visitas?

— Sou conhecido da enfermeira desse andar. Fiquei dopado no quarto ao lado! — fez o Lee sorrir, o que o deixou um pouco aéreo.

— Joy me disse que esteve com meu irmão. Obrigado por ter cuidado dele e... também sinto muito pelo seu irmão!


O chinês assentiu, sem ter muito o que dizer.

— Está tudo muito louco esses dias! — o próprio Huang quebrou o silêncio.

— Acho que não vou demorar a surtar! — Donghyuck suspirou, encostando-se na parede.


Renjun tinha perguntas. Muitas. Não quis abusar da proximidade com aquele que nunca trocou muitas palavras.

Mas estava ali, ao lado dele. — Por que fugiu? — perguntou. — Eu sei. Também quis fugir várias vezes, mas... não sei, estou sendo curioso!


Donghyuck riu, cruzando os braços frente ao chinês. — Por que não? Tipo, não é como e eu tivesse com o que me preocupar! Minhas notas são impecáveis e sempre marquei minha presença em cem por cento desde que entrei na universidade! — olhou para o Huang. — Além do mais, eu só fui notado porque houve um assassinato no campus. Devem ter ligado a mim, pelo visto!

— Não... tinha o Taeyong e a Sooyoung! — o outro riu. — E tinha eu. Ainda estou aqui, preocupado com você!


O Lee arregalou os olhos, perdido no olhar penoso de Renjun, que parecia estar com receio quanto as suas palavras ditas.

— Não faça isso! — Donghyuck pediu.

— Não estou mentindo! — Renjun persistiu. — Deve ter percebido que me esforcei para ficar próximo de você, já que não somos muito sociais. Eu me esforcei ao mínimo quando você estava vivo e só percebi quando era tarde, agora, preciso agir diferente!

— Você gosta de mim! — o coreano presumiu, por fim.


Houve demora para uma resposta de Renjun.

— Não faça isso com você mesmo! — Donghyuck repetiu, com receio em sua voz e seu olhar.

— Por que não? Tenho alguma coisa a perder?


Donghyuck suspirou, olhando fundo nos olhos do Huang, aproximando-se lentamente para puxá-lo quarto a dentro. 

Renjun foi empurrado contra a porta, trancando-a.

— Sim, você tem! — o Lee sussurrou, rente aos lábios do outro. — Todo mundo tem!


E o limite entre seus lábios foi quebrado por ambas as partes ao mesmo tempo.


•••


Jisung ignorava o celular vibrando ao lado de sua cama. Levantou-se para guardar a bolsa de gelo que dava um jeito no roxo que Jeno deixou na lateral de seu rosto.

A administração do universidade convocou uma reunião, o que iria lhe garantir no mínimo uma suspensão junto com Jeno, visto que todos viram os dois brigando.


Chenle ligava, desde o fim das aulas no início da tarde.


Jisung não quis atender, conhecendo o ódio puro que endureceu seu coração. Lembrava-se de Jaemin o olhando por cima, enquanto o idiota do Chenle quem prestava ajuda, como o inocente namorado.

Inocente namorado que Jisung não merecia.


"Quero terminar."

Enviou para o Zhong, buscando aliviar toda a conturbação mental que só piorava.


Apagou as luzes e se deitou, sabendo que dormiria rápido pelas pílulas receitadas para seu ferimento.

Seu corpo pesava junto com suas pálpebras, que fechavam-se devagar, projetando a visão borrada do fundo do quarto.

Havia uma silhueta ao fundo, distante da luz, mas destacada na parede escura. Seus olhos refletiam pouca luz, mas estava lá.

Jisung sentiu os lábios dormentes e os braços formigarem, tornando-se imóvel enquanto passos pesados faziam o chão de madeira ranger. Estava tonto, suando em pleno delírio. Sua mão esticada não chegava nem perto da corda do abajur.


O celular vibrou, acendendo a tela para avisar que Zhong Chenle ligava novamente. Por sorte, Jisung alcançou o aparelho e o mirou na direção do invasor, encontrando o quarto vazio.


Fora do prédio, Sicheng observava os andares em silêncio, caminhando devagar com um pêndulo dentro de um invólucro de vidro. Quando viu a claridade de um certo andar apagar-se, seguiu em seu caminho, atento a qualquer alteração no movimento do pêndulo metálico.


O celular tocou, sendo Zhong Chenle quem ligava.

— Oi, algum problema?

— Você pode vir aqui em casa? — o mais novo pediu, com a voz trêmula e embargada. — Eu só quero conversar!


Sicheng suspirou, atentando-se ao pêndulo que passou a mover-se cada vez mais rápido. Ao redor, o vento se intensificou, fazendo as árvores balançarem em sons de estalos e rangidos arrepiantes.

Sicheng arrepiou-se.

Um sentimento esquisito, quase físico.



Notas Finais


Eles esperavam morte/receberam términos. E aí, quem é o próximo no bolão do demônio?

Dêem boas vindas (ou não) a Yangyang, Dejun, Hendery, Johnny e Jaehyun.
Inicialmente, nenhum desses estava nos planos de aparecer fisicamente na história, mas alguns deles (não vou dizer quem, tentem adivinhar) terá um papel importante no futuro da história... e a saga de Incubus (contando com a segunda parte da história) talvez acabe sendo OT21, já que coloquei vários meninos que inicialmente não estariam aqui.

Radiestesia é uma pseudo ciência que justamente estuda fenômenos energéticos e usam aparelhos para detectar essas energias. Aqui vou usá-la de modo sobrenatural, ou seja, é tudo ficção galera!

Esse capítulo tem pequenas dicas chave para grandes revelações futuras 👀👀👀

PLAYLIST DA FIC:
https://www.youtube.com/playlist?list=PL4fFlHr9fBjNTgBxiC2bjghYlUIp0WvA9


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