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História Indecent proposals - Capítulo 7


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Notas do Autor


Oi gente, espero que gostem do capítulo :) foi um dos que eu mais me esforcei até agora, e acho que o mais interessante também.

Capítulo 7 - Encontro interessante


Meu coração se parte a cada passo dado, não olho para trás. Saio de casa no carro e de repente me vem como um clarão o pensamento que talvez eu devesse pedir logo o divórcio no papel, não que eu queira alguém novo ou até sei lá, começar a namorar a minha recepcionista. Talvez eu já devesse ter pensado nisso antes, seria mais fácil não é? e eu não estaria estagnada no ponto em que cheguei, talvez essa minha história já devesse ter terminado há muito mais tempo. O trânsito não está tão intenso hoje, não dá 15 minutos e cá estou, na frente do consultório. Retiro o cinto de segurança, e avisto uma cena um tanto peculiar - mas que diabos? - fico estática. Ao que me parece Letícia estava se despedindo e beijando um cara...Uau. Ok, eu não sei o porquê mas estou incomodada. Depois do choque inicial, pego meu celular e vejo que haviam algumas mensagens do número da noite passada, dizem coisas como "bom dia doutora, já se decidiu?" "seu rosto está bem focado", e mais essa...Eu tô tão estressada, abro a porta e fico parada vendo Letícia passar - sem falar comigo - e empurrar a porta da clínica, eu saio e finjo que não vi nada. Meu coração bate mais forte, por que tanta emoção?

P.O.V Chiara Civello 

Fico algum tempo presa no trânsito, parece que essa porcaria de cidade cresce e cresce, mas não arrumam a merda dos cruzamentos. Eu chego logo na folha, passo pelos portões e entrego meu crachá, subo de elevador até minha sala e o embuste do Enrico está na porta do meu escritório, acho que consigo controlar a língua mas não o rosto. Ele me olha com os manuscritos e o notebook em mãos e tenta me falar algo que eu imagino que seja "deixa eu levar isso pra você", continuo andando e passo direto, ele ainda tenta falar comigo mas eu passo rápido. Abro a porta e fecho imediatamente sem olhar pra trás, vou até a mesa e checo o celular, Ana Carolina havia visualizado mas não respondido, sinceramente eu fico sem paciência pra gente assim. Me acomodo na cadeira, pego o computador e percebo a minha boa escrita, Leone ainda reçoava na minha cabeça, acho que ela continua sendo importante. Saio desses pensamentos e vejo a hora, são 10:46, tenho que estar no restaurante às 11:40. Organizo novamente os documentos da entrevista, mando pro e-mail da área de publicação do jornal, arrumo tudo, desde computador até minhas pastas e até checo o celular, provavelmente a medicazinha está atendendo alguns pacientes ou sei lá, comendo a recepcionista. Quando vou me retirando para a reunião que terei hoje com o alto clero da folha, em coisa de segundos o imbecil está lá, chamando meu nome e entrando na minha sala

- O-olá senhorita Civello, hoje tem a reunião com os diretores não é? - eu o olho cínica, apenas confirmo com a cabeça e ele continua, hoje está mais embolado do que de costume. - é que...ah bem, espero que a senhora não esqueça que é um dia decisivo, e as chances de voltarem atrás com as minhas decisões são nulas. 

- E desde quando o senhor acredita que só vou pras reuniões por que quero voltar atrás em algo? eu tenho milhares de razões para comparecer, inclusive estou indo agora se me der licença. - ele apenas me encara e talvez fosse falar algo, mas cedeu e me deixou passar. Que ódio desse velho. 

Desço os andares até a recepção, passo de novo meu crachá e sigo pra onde estacionei o carro. De longe pode-se perceber que escolhi estrategicamente o local para deixar, entro no veículo e engato a marcha, deram 11:54. Saio do estacionamento podre e vou até o tal restaurante, parece ser chique e no mínimo é bem frequentado. 

Ando me lembrando muito da minha antiga vida na Itália, tudo era mais simples, a língua, as amizades e até o amor. Sim, em singular pois eu tenho a certeza que só existe um amor pra vida toda, e eu infelizmente perdi o meu. Às vezes eu sinto vontade de mudar de novo para Roma, procurar por algo que me mantenha realmente viva. Procurar por Leone, - meu rompimento com ela foi tão abrupto - quem diria que ela iria procurar alguém melhor não é? e quem diria que seria justamente nossa melhor amiga...Fico com ódio de mim mesma por ainda pensar nessas pessoas, mas que posso fazer se não lamentar? 

P.O.V Ana Carolina 

Diria que eu tenho muita coragem, agi normalmente com a Letícia e ela agiu do mesmo jeito comigo. Liguei pro restaurante que quero ir na companhia dela e marquei para as 13:00, não comentei tanto sobre o que eu havia visto, já tendo em vista que nós duas não temos nada, eu não quero incomodar. Atendo alguns pacientes ao decorrer da manhã, foram duas moças que pediram ajuda sobre questões gestacionais, uma senhorinha que me lembrou de mamãe e até alguns adolescentes. A manhã está tranquila e eu até me distraí dos últimos acontecimentos, são mais ou menos 12:22 quando a última paciente sai e eu vou até Letícia, e a vejo distraída no celular - provavelmente conversando com aquele cara. - ela sorri quando me nota no ambiente, sorrio de volta e já vou soltando

- Bom dia meu bem - normalmente falo assim com as pessoas, acho que é uma forma minha de demonstrar afeto ou até mesmo acalmar alguém. - então, sobre aquela minha proposta de ontem...Como vai ser?

- Ah doutora, eu tenho um compromisso com um amigo...perdão - eu apenas a olho, que droga... - fica pra próxima?

- Divirta-se com seu "amigo", Letícia. - ressaltei o amigo com um tom de voz diferente, ela ficou tentando se justificar mas eu ignorei - enfim, já vou indo se me dá licença.

eu saio com minhas coisinhas em mãos, quer saber? dane-se. Eu vou no restaurante comer sozinha, não preciso disso. Dirijo rápido, de uma maneira que eu nunca tinha feito na vida, acho que estou exagerando e eu já nem ligo mais. Acho que hoje tenho algum tipo de plantão, mas eu vou trocar o horário com alguém já que não estou com cabeça pra atender ninguém. Chegando ao restaurante vejo o horário pelo celular desbloqueado, as mensagens continuam lá e já batem as 12:38, saio do carro e encosto a porta. Indo até lá me deparo com alguns rostos conhecidos, inclusive o daquela jornalista de ontem a tarde...Coincidências não é? Ela estava rodeada de alguns homens, provavelmente a trabalho. Me sento numa mesa escolhida pelo garçom e fico um tanto próxima à janela e também da jornalista, olhando assim de longe acho que achei ela linda e não sei...o sotaque foi engraçadinho, quando percebo estou com a mão no queixo olhando ela gesticular pros rapazes sentados ao lado dela, está estressada? não julgo, nos dias de hoje quem não está não é? 

Pedi uma massa e um vinho, o garçom foi bem gentil comigo e quando tiro os olhos do celular vejo a jornalista se aproximando da minha mesa, ela provavelmente me reconheceu de cara e me viu olhando-a...Meu coração entra em disparada, parece que estou virando adolescente mais uma vez.

- Olá Ana Carolina, como vai? coincidência vê-la aqui - ela diz quando fica rente à rente de mim 

- O-oi, Chiara né? estou bem na medida do possível - eu digo me atrapalhando toda com as palavras, ela ri percebendo isso e eu não poderia ter ficado mais encantada pela risada dessa mulher - e você? senta...

continua...


Notas Finais


bom gente, eu tenho um twitter e a dm tá aberta...quem quiser conversar ou mesmo apontar críticas (construtivas de preferência...), o user é @lolitasyayo


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