História INDECENTE - Imagine Hoseok - Capítulo 22


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Lily Collins
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Kim Seokjin (Jin), Lily Collins, Personagens Originais
Tags Hoseok, Incesto, J-hope, Lily Collins, Professor, Romance, Tio, Yoongi
Visualizações 22
Palavras 3.608
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mais um capítulo.
Aproveitem!
Boa Leitura ♥

Capítulo 22 - Recuperar Você


Fanfic / Fanfiction INDECENTE - Imagine Hoseok - Capítulo 22 - Recuperar Você

Como perdoar alguém?

Como podemos perdoar esse alguém se seu erro nos machucou tanto?

Não podemos simplesmente esquecer a dor que sentimos.

Não podemos simplesmente apagar de nossa memória.

E não adianta pedir perdão se vai cometer o mesmo erro novamente.

Mas, se esse alguém estiver realmente arrependido.

Se esse alguém tiver realmente refletido sobre o que fez.

Se estiver disposto a reconhecer seu erro e fazer diferente.

Devemos dar uma chance.

Rhayka On*

Talvez fosse a carência dominando minha mente. Talvez fosse todo o sofrimento que eu estava passando. Talvez a dor sufocante que estava sentindo. Mas, eu não consegui sentir raiva da minha mãe. Eu não consegui afastá-la quando ela se aproximou e tocou o meu rosto. Não consegui ser fria com ela e questioná-la sobre o seu abandono. Só consegui ficar lá, parada, enquanto ela me dava um abraço caloroso. Confesso que receber seu abraço me ajudou muito. Eu precisava daquele abraço. Do abraço da minha mãe.

Acredito que depois de tanto tempo sem ela, eu tenha aprendido a valorizá-la. Depois de seu abandono, eu realmente senti muito a sua falta. Quem vir meu comportamento agora, diante dela, jamais imaginaria como éramos no passado, quando eu não a valorizava e a enfrentava, sendo desrespeitosa e respondona. Rebelde.

Sabe aquilo que dizem?

As pessoas só dão valor a algo quando o perdem.

É verdade.

Enquanto a minha mãe estava comigo, eu não sabia como era não tê-la por perto. Então, eu não me preocupava em dar valor a ela. Eu simplesmente era rebelde. Nenhum pouco racional, compreensiva e nem legal. Eu mudei muito depois que ela me abandonou ao se separar do meu pai.

Depois de me abraçar, ela percebeu que eu ainda estava em choque e me chamou para ir com ela até um restaurante. Já estava na hora do almoço, então aceitei. Letícia e Taehyung ficaram observando tudo o que acontecia. Letícia sabia exatamente o que estava acontecendo, mas Taehyung não. Dei um aceno de cabeça para ela, explicando que estava tudo bem. Quanto ao Taehyung, explicarei a ele mais tarde, se puder, e agradecerei por sua ajuda e apoio á pouco.

Mãe: Você... gostaria de um suco? Ou um refrigerante? – perguntou um pouco nervosa, e com receio.

Rhayka: Não se deve beber enquanto come. – digo um pouco ríspida e distante. – Faz mal e é errado.

Ela engole em seco e sorri, um pouco.

Rhayka: O que é engraçado? – pergunto indiferente ao seu riso.

Mãe: Não me lembro de você ser assim...

Rhayka: Assim como?

Mãe: Tão regrada. – ela cessa o sorriso. – Você parece uma princesa agora, filha. Tão fina, educada e linda.

Rhayka: Não sou mais a pessoa que você conhecia, mãe. – digo suspirando. – Eu mudei muito depois que você e o papai se separaram.

Mãe: Rhayka, eu tentei ficar com a sua guarda, mas o seu pai não deixou. – diz com um ar preocupado e triste. – Depois de tudo, eu ainda tentei negociar com ele para ver você, mas ele não me permitiu. Não fique brava com ele. Ele só estava te protegendo. Eu realmente era muito irresponsável naquela época. Eu me afundei e fui fraca por causa de coisas bobas. Não consegui superar minha demissão e minha falta de sucesso profissional. Me afundei no álcool e fui incompreensiva com seu pai. Rude e egoísta. Naquela época eu não enxergava as coisas como enxergo agora. Agora percebo que cometi muitos erros e dei muitos motivos para o Jin tomar uma atitude tão drástica como pedir o divórcio.

Rhayka: Está dizendo que o papai agiu certo em te impedir de me ver e se separar de você? – pergunto confusa. – Está dizendo que ele fez certo em te deixar sozinha? – bufo. – Se ele amasse você, não teria te abandonado! Nunca! Quem ama não abandona!

Mãe: O Jin é um homem bom e gentil, Rhayka. Ele é muito compreensivo e você sabe disso. Ele não fez tudo o que fez por simples capricho seu, ele fez para proteger você.

Rhayka: Por que está defendendo-o, mãe?

Mãe: Porque ele estava certo. – suspira.

Bufo de raiva e cruzo os braços e meu celular toca. Tiro-o do bolso e verifico a tela, vendo que é o meu pai.

Mãe: É o Jin?

Rhayka: Sim. – digo simples. – Ele sabe que você está aqui? Sabe que foi até a escola me ver?

Mãe: Não. – desvia o olhar. – Jin nunca permitiria que me aproximasse de você. Não importa o quanto eu explique que estou limpa, ele ainda acha que sou um perigo para você.

Rhayka: E ele está errado? – questiono-a com a sobrancelha levantada.

Mãe: Ele não me vê há anos. Não sabe como sou agora. Mas, eu me conheço e sei que não. Eu não sou um perigo para você. – explica e eu deslizo o dedo na tela para atender a chamada.

Rhayka: Oi Pai...

Jin: Rhayka? Você está bem? Por que ainda não chegou?

Rhayka: Eu precisei resolver algumas coisas no centro. Desculpe por não avisar.

Jin: Você não está com fome? Está na hora do almoço.

Rhayka: Sim, pai. Mas, vou comer por aqui mesmo.

Jin: Não quer que eu vá te buscar?

Rhayka: Não, pai. Vou só parar para comer. Ainda tenho algumas coisas para fazer. – digo séria.

Jin: Certo, filha. Não chegue tarde. Avise-me se algo acontecer. Tchau! Tome cuidado. Eu te amo!

Rhayka: Certo, pai. Eu também. – digo e desligo a chamada. Volto meu olhar para minha mãe, que observa atenciosamente.

Mãe: Nossos pratos estão demorando muito... – ri um pouco nervosa. – Vou verificar o que aconteceu...

Rhayka: Não, mãe. – digo e ela para. – Não tenho pressa para comer. Eu só quero saber o que exatamente aconteceu e o que você está fazendo aqui. – minhas palavras são frias, mas só estou cansada de ser machucada. A dor que senti e ainda sinto por causa de Hoseok é muito grande. Não quero que mais ninguém me machuque.

Mãe: Como eu disse anteriormente, estou limpa. Eu parei de beber e arrumei um emprego. – sorri. – Eu estou muito melhor. Eu estou trabalhando em uma editora famosa aqui em Seul. Eu queria recomeçar a vida e não dava mais para ficar no Brasil. Tudo lá me relembrava o passado triste e ruim que tive. Assim que soube que você e seu pai estavam em Seul, pensei que seria um ótimo lugar para recomeçar. Estou aqui há alguns dias, mas estive procurando vocês e só encontrei agora.

Rhayka: Então... você veio para recomeçar? – pergunto distante.

Mãe: Sim, filha. Eu quero recuperar você. Quero ser alguém presente na sua vida. Te ajudar e te aconselhar. Quero ser a sua mãe. – uma lágrima solitária cai pelo seu rosto. – Eu sei que o seu pai se casou de novo, mas nenhuma outra mulher pode fazer esse papel. Ele é meu. Só eu posso te dar o que você precisa. Uma mãe.

Rhayka: Você não faz ideia mãe... Não faz ideia do quanto eu precisei de você... Não faz ideia das coisas que eu fiz para conseguir recuperar você. Para conseguir ter você de volta. Eu, você e o papai. Uma família de novo, assim como antes. Eu me tornei a garota perfeita. Eu reprimi os meus sentimentos, me importei mais com os outros, me tornei mais compreensiva. Mas, nada adiantou. Eu pensava que estava conseguindo convencer o papai. Eu só precisava de um pouco mais de tempo, mas ele já estava tramando pelas minhas costas. Então, eu só recebi a noticia do casamento. Ele não me perguntou. Ele não procurou saber a minha opinião. Ele simplesmente me avisou e se casou. – suspiro. – Você não sabe a quão frustrada eu fiquei. Ver aquele casamento só confirmou que eu não poderia fazer mais nada para ter minha família de novo. Eu só precisava de um pouco mais de tempo, mas eu não tinha mais tempo. Tudo o que eu fiz, foi por água abaixo.

Mãe: Rhayka...

Rhayka: Deixe-me concluir. – interrompi. – Você voltou na hora certa, mãe. O que eu mais preciso, é de uma mãe agora. Eu estou sofrendo tanto. Meu coração está doendo tanto, que você não faz ideia. Eu sei o quanto sofreu, mãe. E eu estou disposta a te perdoar se você estiver disposta a mudar. – encarei seus olhos e os vi brilhar assim que conclui minhas palavras.

Mãe: Rhayka... você vai me perdoar? Mesmo depois de tudo? – perguntou surpresa.

Rhayka: Eu preciso de você, mãe. Mesmo depois de todas as coisas que aconteceram no passado, você está limpa agora e assim como eu mudei, você também mudou. Consigo ver a diferença em você. Consigo ver o quanto você mudou. E estou feliz por ter vindo me procurar, por voltar para mim; por não me abandonar completamente.

Eu sabia que ela tinha mais a dizer. Sabia que ela tinha muito mais a dizer. Como muitos têm e não conseguem pronunciar. Reproduzir. Então, ela se levantou e me abraçou. E naquele simples gesto, eu percebi o quanto ela tinha a me dizer e o quão ela sentia muito.

Rhayka Off*

Letícia On*

Foi emocionante ver a Rhayka e a mãe se reencontrando. Lembro-me que Rhayka mudou seu comportamento rebelde especialmente por causa dela. Porque queria tê-la de volta. Depois que ela foi embora, o choque foi muito grande para Rhayka, que acabou tentando de tudo para trazer a mãe de volta.

Depois que ela me deu um aceno, confirmando que estava tudo bem, suspirei e olhei para Taehyung, que estava confuso ao meu lado. Ele ainda estava paralisado, olhando-as se afastar.

Letícia: Taehyung? – ele me fitou, parecendo acordar de um devaneio. – Tudo bem?

Taehyung: Sim... – disse olhando novamente para onde Rhayka e a mãe estavam, mas agora já haviam sumido. – Quem era aquela mulher? – perguntou ainda com os olhos fixos no local.

Letícia: A mãe da Rhayka. – disse e ele arregalou os olhos. – Ela não a vê há muito tempo, então elas precisam de um tempo juntas. – explico e ele assente. – A propósito... você parece muito próximo da Rhayka ultimamente...

Taehyung: Nos conhecemos por causa do Jungkook, mas Rhayka é uma ótima pessoa. Já a considero como uma amiga.

Letícia: Só isso? – pergunto desconfiada.

Taehyung: Sim. – suspira. – Letícia, se sua intenção é saber se tenho alguma malicia ou segunda intenção ao me aproximar da Rhayka, saiba que não é nada disso. Estou apenas ajudando-a porque gosto dela. – diz e parece muito sensato, então acredito nele. – Você sabe por que ela estava chorando?

Letícia: Ela não te contou?

Taehyung: Não.

Letícia: Se ela confiar mesmo em você, ela vai contar. – digo ríspida, por medo que alguém magoe novamente a minha amiga.

Só cuidado e precaução.

Taehyung: Só me diga uma coisa... – assinto. – Tem a ver com o cara que a fez chorar outro dia? O que disse que estava com medo de amá-la?

Letícia: Sim. – digo por fim e volto para dentro do prédio escolar.

Sigo pelos corredores vazios. Passo por um grupo de alunos que parecem ser os últimos na escola e suspiro. Paro em frente ao meu armário e pego minha bolsa e o livro de matemática que preciso para fazer o exercício de casa. Ao pegá-lo, lembro-me das aulas que Yoongi me dava. Sua dedicação em me fazer aprender a qualquer custo, e minha vontade de aprender para mostra-lo o meu valor.

Suspiro com as lembranças e meneio a cabeça tentando afastá-las. Novas lembranças ruins das coisas rudes que ele me disse, tomam conta da minha mente e fazem o sorriso desaparecer do meu rosto. Me afastar de Min Yoongi é a melhor coisa que devo fazer.

Sou despertada pelo barulho de vozes e inclino a cabeça para o lado, vendo duas alunas saindo da sala de Yoongi. Elas sorriem e se curvam, agradecendo a ele por algo. Se fosse só uma, eu até desconfiaria que ele me trocou, mas como são duas, desconsidero essa possibilidade.

Seu olhar encontra o meu e as garotas passam por mim. Antes que elas desapareçam no corredor, fecho o armário e me preparo para evitá-lo e ir embora. Corro, mas as garotas desaparecem no corredor e então sinto uma mão forte me segurar, puxar e me jogar contra os armários. A presença forte de Yoongi se faz no local e ele se aproxima de mim, ficando muito perto. Sinto sua respiração em meu rosto, quando ele se inclina mais para chegar mais perto.

Yoongi: Está fugindo de mim, senhorita Letícia? – pergunta com um pouco de sarcasmo.

Letícia: Eu não preciso fugir de você. Não lhe devo nada. Está tudo acabado entre nós. – digo ríspida.

Yoongi: Então, por que estava correndo? – questiona convencido.

Letícia: Estou atrasada para um compromisso. – desvio o olhar.

Yoongi: Pare de mentir. – diz ainda com seu ar confiante. – Eu sei que só está me evitando.

Letícia: É desconfortável encontrar com você. E é ainda pior quando fala comigo.

Yoongi: Quer que eu pare de falar com você, Letícia?

Letícia: Prefiro. – digo simples.

Yoongi: Olha... – ele suspira. – Só porque tudo acabou entre Rhayka e o Hoseok, não significa que o que há entre nós precisa acabar também.

Letícia: Não é só por isso, Yoongi. – digo firme. – Você encobriu e apoiou o Hoseok, isso me deixou com raiva, mas essa não foi a pior parte. – bufo. – Você me chamou de imatura. Você me vê como criança, não me leva a sério, me subestima. Tenho certeza que para você, eu sou só um brinquedo. – ele morde o lábio. – Se não me leva a sério, é melhor nos afastarmos.

Yoongi: Quando eu disse que não te levo a sério?

Letícia: Quando me chamou de imatura. – digo ríspida e tento sair, mas ele me prende com mais força.

Yoongi: Letícia... as coisas não precisam ser assim... – o interrompo.

Letícia: A partir de hoje você, Min Yoongi, é apenas o meu Professor e eu sou apenas a sua Aluna. – digo simples e aproveito sua surpresa para me desvencilhar dele.

Sigo pelos corredores, com o passo tranquilo. Não preciso correr. Sei que Yoongi não vai se atrever a vir atrás de mim. Viro-me ao chegar ao fim e o vejo parado, com as mãos nos bolsos. Sua pose é despreocupada, como sempre. Mas, sei que minhas palavras o atingiram. Tenho certeza. E quero que Rhayka possa fazer o mesmo com Hoseok. Um dia.

Letícia Off*

Rhayka On*

Mãe: Então... foi isso o que aconteceu? Por isso você parece tão mal... – diz após ouvir a minha história com Hoseok. – Pense bem, filha. Foi melhor assim. – diz enquanto acaricia o meu rosto.

Rhayka: Você também nos condena? Por ele ser... o meu tio? Isso é tão errado assim?

Mãe: É filha. – suspira. – Leis... Regras... Devem ser seguidos. É uma regra o fato de os familiares não poderem se envolver amorosamente. Mesmo que seja uma regra da sociedade. É uma regra. Deve ser seguida e não desrespeitada.

Rhayka: Mas... eu o amo, mãe.

Mãe: Você não percebe a gravidade do erro por causa do amor, filha. – sorri fraco. – Você é apenas uma jovem apaixonada, mas, se visse as coisas como eu, perceberia o quão errado é.

Rhayka: Entendo. – suspiro. – Não sei bem como vou superar tudo isso, mas sei que o melhor é esquecê-lo.

Mãe: Eu vou te ajudar com isso e muito mais filha. – sorri e toca minha mão, gentilmente.

Dou-lhe um sorriso caloroso, mas ao pensar em meu pai e na senhorita Eun, o desfaço.

Rhayka: Mãe... quando você pretende falar com o meu pai? – pergunto diretamente e ela arregala um pouco os olhos. – Sabe... contar que você está aqui e a sua situação.

Mãe: Certo. Não é correto pedir a você que esconda dele que estou aqui. – suspira e abre a bolsa, pegando um pouco de dinheiro e colocando em cima da conta. – Vamos!

Rhayka: Agora? – pergunto surpresa.

Mãe: Sim! – sorri. – Não tenho nada a esconder e não posso esperar mais para falar com o Jin sobre você. – assinto sorrindo e saímos do restaurante.

Caminhamos em direção ao carro e minha mãe o destrava. Ele é bem bonito e novo. Um Honda Fit cinza. Entramos e ela inspira fundo, antes de liga-lo para partirmos. Ela olha a paisagem e pensa um pouco, depois sorri.

Mãe: Tenho algo que quero lhe mostrar. – fico curiosa e ela abre o porta-luvas, pegando uma foto de dentro e me entregando. Olho bem para a foto e sinto meus olhos marejarem ao ver as duas pessoas nela. Eu e ela. – Guardei isso por muitos anos. Eu nunca esqueci você, filha. Eu sempre carreguei essa foto comigo, para me lembrar de você sempre.

Rhayka: Eu lembro dessa foto. – digo e sinto uma lágrima descer pela minha bochecha. – Nossa vida não era perfeita, mas éramos felizes.

Mãe: Tem certeza que éramos? – pergunta um pouco triste. – Acho que eu nunca fiz o necessário para sermos um pouco felizes, filha.

Rhayka: Não importa mais, mãe. – sorrio. – Agora você está aqui e pode concertar seus erros. – ela assente e liga o carro.

 

 

Minutos depois...

 

Mansão – 14:00 horas

Chegamos à Mansão e minha mãe parou o carro em frente ao portão. O porteiro me reconheceu e o abriu, permitindo a nossa entrada. Felizmente, ele não sabe quem é a minha mãe, se não, por ordens do meu pai, não a deixaria entrar.

Mãe: Parece que seu pai ainda não avisou aos empregados que eu não posso entrar.

Rhayka: Acho que ele jamais imaginaria que você descobriria sobre Seul e viria atrás de nós. – digo simples.

Ela estaciona e saímos. Caminhamos em direção à porta principal e eu abro-a. Vejo meu pai e a Eun parados perto do pé da escada. Ela está dando o nó na gravata dele. Aperto minhas mãos com força ao ver a cena. Sinto muito que minha mãe também tenha que ver isso. Ela é a única coisa boa que me aconteceu depois de Hoseok, aqui em Seul. Eu queria muito que eles voltassem a ser um casal, mas há um empecilho, Eun Kyung.

Ao ver minha mãe, meu pai ficha chocado. Eun não entende, mas ao vê-lo com os olhos arregalados, faz suas próprias conclusões.

Jin: Rosana? – ele franze a testa.

Eun: R-Rosana...? Rosana Oliveira? – pergunta perplexa.

Jin: Rhayka, o que faz com essa mulher? – ele pergunta mudando totalmente sua expressão e enrugando a testa.

Rhayka: Essa mulher? Pai respeite a minha mãe, por favor. – digo e ele inspira fundo, buscando calma.

Jin: Essa mulher te abandonou, filha! – diz ríspido. – Você ainda quer ficar perto dela?

Rhayka: A mamãe mudou, pai. – digo firme. – Ela se tratou e está limpa. Ela não consome mais álcool.

Jin: Duvido. – diz e desvia o olhar, ainda irritado. – Um vicio não é fácil de curar. Eu mesmo sei o quanto sua mãe é viciada, pois já tentei ajuda-las de diversas maneiras quando ainda éramos casados.

Rosana: Jin, eu vim conversar com você seriamente. Sei que ainda sente muita raiva de mim, mas depois de tantos anos, eu tenho o direito de ser ouvida por você. – inspira fundo. – Eu estou limpa, como a nossa filha disse, mas eu sabia que você não acreditaria só em minhas palavras. Então, eu trouxe um exame médico. – ela mostra um papel e entrega a ele, que puxa rudemente e o abre analisando-o.

Eun: Querido... – Eun o olha com um olhar de cachorrinho e ele suspira.

Jin: Isso não prova nada, Rosana! – diz ríspido. – Pode ser falso!

Rosana: Garanto que não é. – diz confiante. – Também trouxe minha carteira de trabalho que foi recentemente assinada pela The Perfection, uma Editora famosa aqui de Seul.

Mais uma vez, meu pai checa suas provas. Minha mãe permanece firme e confiante. Ela sorri para mim, tendo a certeza de que meu pai não vai ter argumentos para mantê-la longe de novo.

Rosana: Acredite Jin, eu venho em paz. Quero fazer as coisas na base da conversa e ter só o direito de ver a minha filha. Não quero atrapalhar a sua vida. Quero tranquilidade. Não quero ter que brigar com você na justiça por ela.

Jin: Até porque você não ganharia. – sorri. – Não me faça rir.

Rhayka: Pai, a mamãe me contou tudo e eu preciso dela! Eu a quero perto de mim! Ela está limpa e você não tem motivos para afastá-la de mim! – argumento e ele suspira.

Jin: Filha, eu já expliquei várias vezes que a sua mãe não é uma boa companhia, nem uma boa influencia para você!

Rhayka: Ela não era! As coisas são diferentes agora!

Ele suspira profundamente e assente, se rendendo.

Jin: Tudo bem. – Eun arregala os olhos, mas ele não vê. Sorrio discretamente. – Eu permito que você a veja de agora em diante, Rosana.

Rhayka: Pai, a mamãe pode ficar aqui? Com a gente?

Rosana: Eu estou me organizando, Rhayka. – sorri sem graça. – Já tenho um apartamento. – explica.

Rhayka: Não mãe! Agora que você quer concertar as coisas, quero que fique perto de mim, o tempo todo! Precisamos recuperar o tempo perdido!

Mãe, quero pelo menos uma alegria na minha vida agora.

Pai, por favor permita.     

Jin: Está bem. – cede. – Rhayka precisa mesmo da mãe por perto.

Eun: Querido! – exclama. – Acho isso desnecessário!

Ela perde a compostura e sua mascara de boazinha cai por um momento.

Jin: É pela Rhayka, querida. – explica. – Não se preocupe. Eu não tenho e nem terei mais nada com ninguém a não ser você.

Sinto uma dor no peito no momento em que ele diz isso, mas me contenho. Não quero discutir ainda. Só quero minha mãe por perto. Preciso dela agora mais que nunca.

Rhayka: Obrigada, pai! – abraço a minha mãe fortemente.

Rosana: A partir de agora filha, serei presente na sua vida e te ajudarei de forma certa. Te guiarei e aconselharei você pelos caminhos certos. Você será perfeita. Não se preocupe, você não vai mais errar. Eu não vou deixar. – sorri devolvendo o abraço.

CONTINUA...



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