História Indestrutíveis - Capítulo 33


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Categorias Girls' Generation
Personagens Hyoyeon, Jessica, Seohyun, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Tiffany, Yoona, Yuri
Tags Amizade, Coragem, Fantasia, Jornada, Magia
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Palavras 3.176
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Depois de um capítulo de batalha, agora um mais emotivo, para anteceder os momentos de tensão e perigo que vão começar. Quem curte yoonhyun, taeny e soosun vai gostar desse capítulo.

Capítulo 33 - Destinos entrelaçados


Fanfic / Fanfiction Indestrutíveis - Capítulo 33 - Destinos entrelaçados

A vitória fora completa, segundo Yoona. Para comemorar, o rei Taewoo quis fazer um banquete em homenagem às guardiãs. A cidade de Seubi agora estava segura e eles pediram à Taeyeon que a muralha fosse mantida pelo menos durante aquela época de caos. Enquanto o povo festejava a vitória e fazia os preparativos do banquete, aos poucos, elas iam se reunindo. Logo após Sunny e Hyoyeon terem chegado, Taeyeon olhou para o grupo com preocupação.

— Onde está Tiffany?

— Ela está bem, Taeyeon – disse Jessica. – Só quis ficar mais um pouco no campo de batalha.

Mas a preocupação não saiu do rosto de Taeyeon.

— O rei mandou preparar um local para nos reunirmos – ela falou. – Gostaria que fossem para lá e me aguardassem.

Ninguém precisou perguntar para onde ela ia.

 

Taeyeon adentrou a floresta e foi seguindo a trilha deixada pelo fogo. Encontrou Tiffany ajoelhada entre as duas espadas fitando um monte de cinzas no chão. Ela se aproximou devagar.

— Tiffany? Tudo bem?

Tiffany não esboçou surpresa com a chegada dela.

— Eu o queimei e não senti remorso por isso. Acha que isso me torna uma pessoa má?

— Estamos em guerra, Fany. Isso justifica nossos atos.

Tiffany apoiou-se em uma das espadas e levantou-se.

— Ele matou os meus pais. Esse gigante miserável confessou tudo antes que eu o fizesse arder de dentro para fora. Não pude controlar a minha fúria, Taeyeon.

— Quantos mais você queimou hoje?

Ela não respondeu.

— Jessica e Yuri me disseram que você usou suas armas com bastante desenvoltura e que só a viram usar o seu poder em Geoin. Você conseguiu se conter em meio a uma batalha, do que tem medo?

— Eu tenho medo das visões, dos sonhos. Ainda lembra deles? Eu lembro. Por duas vezes, você e Seohyun foram obrigadas a usar o poder calmante da água em mim, simplesmente porque não consigo controlar minhas emoções!

— Fany, isso requer treino e tempo para se adaptar.

— Sim, um tempo que eu não tenho.

Taeyeon pegou as espadas do chão e as entregou para Tiffany.

— Sabe o que eu vejo quando olho para você, Tiffany Hwang? Esperança, justiça, paz. É assim que o povo de Samag vai ver você quando voltar. Você se tornará isso para eles, mas antes você terá que ser o que foi aqui hoje. Uma guerreira implacável, tão temível quanto um dragão de fogo do Reino do Deserto.

Tiffany sorriu e pegou as espadas que Taeyeon lhe oferecia.

— Você sabe como dizer as palavras certas para uma pessoa, Kim Taeyeon.

Taeyeon sorriu e a puxou de volta para a cidade.

 

Elas puderam descansar e avaliar os atos de batalha enquanto aguardavam o banquete. Estavam satisfeitas com o resultado, isso era um fato. Quando o banquete começou, elas sorriram e relaxaram vendo a alegria do povo e o agradecimento nos olhos do rei Taewoo. No entanto, sabiam que lá fora o caos continuava a caminhar semeando o terror e a destruição. Após se despedirem de Seubi, elas viram o portal de Chimdae aguardando na frente do portão da cidade. Elas entraram na luz e quando saíram dela encontraram os rostos ansiosos e aliviados de Sing e Boiji.

— Vocês alcançaram uma grande vitória hoje, trabalhando em grupo – falou Sing.

— Sim, é verdade, a estratégia de Taeyeon em nos posicionar foi crucial – disse Yuri. – Foi até fácil diante de um exército de mercenários, que atacam pela violência e sem planos de ação.

— Onde quer chegar, Yuri? – Jessica perguntou.

— Se tivermos que enfrentar um exército de legionários, precisamos estar sempre um passo à frente. Eles possuem estratégia e organização, são inteligentes e pacientes. Não podemos fazer dessa vitória um motivo para achar que somos invencíveis.

— Está querendo dizer que nossa vitória de hoje foi apenas sorte? – Hyoyeon tentava entender.

Taeyeon sorriu para a irmã.

— Não, Hyoyeon. O que a Yul quer dizer é que provamos a supremacia da estratégia sobre o combate cego e desorganizado. Precisamos agora estar cientes disso. Vamos enfrentar exércitos diferentes, que usarão armas e abordagens diferentes. Precisamos estudá-los para saber como enfrentar cada um.

Yoona e Tiffany trocaram um olhar meio inseguro.

— Teremos tempo para estudar isso?

Taeyeon olhou nos olhos de cada uma.

— Vocês já são guerreiras e possuem as técnicas dos reinos a que pertencem. Apenas procurem se aprofundar nisso e aproveitar o conhecimento e sabedoria que foram adquiridos aqui em Chimdae. Tenho certeza de que as estratégias brotarão de dentro de vocês.

Então ela virou-se para as outras.

— Mas hoje ninguém vai partir, então descansem um pouco ou façam o que quiser nesse tempo livre. Eu vou estar na sala das pedras, caso precisem de mim.

Quando Taeyeon saiu, cada uma buscou algo para fazer. Sooyoung sentia-se esgotada depois de ter invocado aquela tempestade com Seohyun e não se sentia muito disposta a gastar tempo na biblioteca, preferindo ir dormir. Tiffany, Yuri e Jessica tinham pressa em tirar o cheiro de fumaça de seus corpos, então foram para a sala de banho, onde Boiji não deixava faltar água quente na imensa piscina. Sunny e Hyoyeon, porém, em vez de descansarem, por saber que teriam que aprender a usar estratégias de guerra mais rápido que as outras, decidiram consultar Sing sobre o modo de batalhar do povo da floresta. A fada-anã, que não dispensava a chance de dar uma boa aula, levou as duas alunas ávidas para a biblioteca. Seohyun e Yoona ficaram sozinhas na sala. Ao contrário de Seohyun, Yoona não parecia demonstrar cansaço. Suas asas nem sequer estavam totalmente guardadas.

— E você? Não está esgotada como Sooyoung? Não vai descansar? – Perguntou Yoona.

— Estou cansada, mas ainda sinto o calor da batalha, a emoção de ter participado daquilo ainda me dá forças para ficar acordada.

Yoona sorriu e estendeu a mão que Seohyun pegou sem sequer questionar. Yoona a puxou para o terraço. Naquele momento, Chimdae sobrevoava o mar aberto. Seohyun sentiu o coração apertar ao lembrar que teria que enfrentar o Reino do Oceano, mas também sentia tristeza por outra coisa.

— Quer dar uma volta? – Yoona perguntou.

Seohyun olhou em volta.

— Não vejo Hana.

Yoona riu.

—Confiaria em voar comigo?

Seohyun olhou nos olhos de Yoona e viu que ela falava a sério.

— Eu devo ser pesada...

— Essa armadura é maravilhosa. Ela me dá forças extras e, além disso, minhas asas são fortes.

Seohyun olhou para baixo.

— Yoona, só tem água lá embaixo.

— Já ouviu falar de bancos de areia, guardiã da água? São pequenas ilhas, quase invisíveis no meio do oceano, e que surgem conforme o movimento das águas.

Seohyun se convenceu. Yoona ficou atrás dela e enlaçou sua cintura.

— Confie em mim.

Quando menos esperava, já estavam flutuando levemente no ar. Yoona arrematou para a direita, descendo o suficiente para voarem próximo às águas transparentes da costa, onde se podiam observar algas, corais coloridos e cardumes de peixes grandes e pequenos. Então, do nada, surgiu um pequeno monte de terra firme.

— Banco de areia – sussurrou Seohyun.

Yoona desceu suavemente. Seohyun sentia as pernas leves e teve que continuar se apoiando na guardiã do ar. Elas sentaram-se. O sol da tarde já não era mais tão quente e logo poderiam vê-lo se pôr.

— Gostou do passeio?

— Foi maravilhoso, Yoona. Obrigada por me proporcionar mais essa lembrança.

Yoona pareceu intrigada.

— Do que está falando?

— Logo você estará partindo e eu não sei mais quando nos veremos de novo. De repente, tudo ficou incerto.

Yoona respirou pesadamente.

— Isso também me assusta, Seo, não sei que tipo de reino vou encontrar em San. Mas me sinto mais tranquila pelo fato de Sooyoung poder acompanhar você. Eu mesma faria isso, se não fosse a minha responsabilidade para com o Reino da Montanha.

Seohyun fechou os olhos e respirou fundo enquanto retirava o seu colar de selo-concha. Yoona estava de cabeça baixa, brincando com a areia e pensando no futuro. Não viu quando Seohyun partiu a concha. Ela, assim como Taeyeon, ouvira a história de Sooyoung. Ela simplesmente não podia deixar que Yoona sumisse de sua vida. Sem dizer uma palavra, ela pôs a metade da concha nas mãos da princesa. Yoona, quando viu o que era, encarou-a com uma expressão confusa.

— Sabe o que acabou de me dar, Seo?

— Sooyoung fez isso com Sunny, para ficarem mais próximas. Eu não posso te ver ir embora sem fazer nada, Yoona. Preciso sentir você perto de alguma forma. Por favor, aceite essa metade e leve com você.

Yoona segurou firme as mãos de Seohyun e a olhou nos olhos.

— Isso não serve apenas para manter duas mentes próximas, Seo. É um ritual antigo, chamado de Ritual da Concha Dupla. Ao me dar a metade de sua concha, estará entrelaçando o seu destino com o meu. É isso o que quer?

As lágrimas escorriam pelo rosto da guardiã da água.

— Como eu não poderia querer, Im Yoona?

Yoona a abraçou com força.

— Se tem certeza disso, eu aceito levar sua metade comigo.

Elas ficaram na pequena ilha até o sol se pôr, depois retornaram para Chimdae. Antes de se separarem, Seohyun voltou-se para Yoona.

— O ritual, acha que Sooyoung e Taeyeon sabem o que fizeram?

Yoona riu.

— Talvez Sooyoung soubesse, ela foi criada por sacerdotes. Mas eu mesma sei porque gostava de perguntar aos sacerdotes do Templo de San. Eu era muito curiosa e gostava dessas histórias. Pretende contar para elas?

— Sim, claro. Não acho justo esconder algo tão sério.

Yoona retirou os cabelos que o vento insistia em jogar contra os olhos de Seohyun e os prendeu atrás da orelha dela.

— Vá descansar agora. Vou falar com Taeyeon, preocupe-se apenas com Sooyoung.

Seohyun assentiu e entrou. Yoona suspirou e foi para a sala das pedras em busca da líder.

 

Taeyeon ouviu tudo com os olhos arregalados. Yoona quase riu da expressão abobalhada e infantil da líder.

— Então, quer dizer que eu e Tiffany...

— Seus destinos estão entrelaçados agora, Kim Taeyeon. Não há nada nesse mundo que possa mudar isso.

— Mas, o que isso quer dizer de verdade?

— Isso quer dizer que vocês não estarão apenas com suas mentes próximas, mas também com seu coração. Tudo entre vocês, a partir de agora, será mais intenso e verdadeiro. Não poderão esconder sentimentos uma da outra, terão que ser fiéis na amizade ou em qualquer outra coisa...Serão como uma só pessoa. É isso.

Taeyeon levantou-se e caminhou pela sala.

— Está arrependida do que fez? – Yoona perguntou.

— Não, claro que não. Principalmente agora que sei o que significa realmente. Mas não tenho certeza quanto à reação que Tiffany terá. A Vidente poderia nos ter preparado para isso.

— Talvez ela quisesse que a descoberta partisse de nós.

Taeyeon a encarou.

— Tenho observado você e Seohyun há algum tempo. Se ela não tivesse tido o gesto primeiro, você...

— Eu estava pronta para fazer o mesmo.

— Então entre vocês foi consensual.

Yoona riu.

— Você está com medo!

Taeyeon riu sem graça.

— Tiffany é meio impulsiva quanto a emoções.

Yoona levantou-se.

— Bom, terá que falar com ela antes da nossa partida.

Quando Yoona saiu da sala, deixou não apenas Taeyeon desnorteada como também Yuri, que sem querer escutara tudo através da porta. Ela automaticamente pegou o próprio colar. Teria coragem de fazer o mesmo com Jessica? Ela entenderia ou riria na sua cara. Ela acabou escondendo-o novamente dentro da roupa. Aquilo poderia esperar mais um pouco. Pelo menos até que ela pudesse decifrar mais um pouco do que se passava no interior da princesa de gelo.

 

Sooyoung havia sido acordada por Seohyun que lhe contara tudo sobre o ritual. Mas Sooyoung não pareceu surpresa. Seo a olhou com repreensão.

— Então você sabia?

— Sabia que essa era uma das histórias que se contavam, mas não a tinha realmente como verdadeira. Quando eu entreguei minha metade para Sunny, eu estava preocupada e na hora achei que era a melhor opção. Depois, quando percebi o que tinha feito, me senti culpada. Não por ter feito, pois disso não me arrependo, mas por ela não saber. Agora, eu jamais imaginei que vocês começariam a copiar meus atos.

— É, Soo, eles foram copiados. Taeyeon vai se explicar com Tiffany. Seria bom que fizesse o mesmo com Sunny. Ela também está de partida. Agora vou dormir e sonhar com bancos de areia no meio do oceano.

Choi Sooyoung deixou Seohyun dormindo e partiu para a biblioteca atrás de reparar o seu erro. Sunny não podia ficar sem saber de nada. Se ela quisesse devolver a metade do selo, tudo bem, Sooyoung aguentaria. Não, não aguentaria. Estava mentindo para si mesma. Ela chegou na biblioteca e encontrou Hyoyeon dormindo sobre um mapa e Sunny rindo de uma história que Boiji estava lhe contando. Os olhos dela brilharam ao ver Sooyoung entrar, ou foi apenas impressão?

— Achei que fosse dormir a noite toda, Soo.

— É que, eu tinha que falar com você, Sunny. Podemos ir até o terraço?

Sunny levantou-se prontamente demonstrando uma energia que escapava a Sooyoung naquele momento.

— Boiji, não acorde Hyoyeon, deixe-a dormir aí mesmo. Já a conheço o suficiente para saber que se acordá-la, o sono irá embora e ela não vai conseguir descansar novamente.

— Deixe-a comigo. Vão ver a lua do terraço, está muito bonita.

Elas caminharam em silêncio e quando chegaram no mirante e sentaram, Sooyoung começou a relatar tudo sobre o ritual. Ela falava sem olhar para Sunny, que apenas olhava para a frente, mirando as estrelas. Quando Sooyoung acabou de falar, suas mãos tremiam. Mas Sunny continuava em silêncio.

— Não vai falar nada?

— O que quer que eu diga ou faça, Choi? Quer que eu devolva a metade do selo, é isso? Se arrepende?

Sooyoung respirou fundo.

— Não! Eu não quero que a devolva, só quero que saiba o que ela representa. Eu a dei você porque me importo, Sunny. De verdade. Faz muito tempo que sinto essa necessidade de cuidar de você, de proteger você. Às vezes, gostaria de ter sido escolhida pela terra apenas para lhe acompanhar no lugar de Hyoyeon. Quando eu lhe dei a minha metade, o fiz por impulso, por causa do momento. Mas eu ainda faria, principalmente agora sabendo que as histórias são verdadeiras.

Sunny pôs a mão firme sobre as mãos trêmulas de Sooyoung.

— Pois eu não vou devolver, Choi Sooyoung. Principalmente agora que sei o que representa.

Sooyoung a olhou espantada.

— Durante muito tempo, você foi minha melhor amiga, minha protetora, meu conforto nas horas difíceis, a única família que conheci realmente. Agora, quero que isso continue a ser sentido com mais intensidade. Eu recebo sua metade, Choi.

Naquela hora, uma estrela cadente cortou o céu.

 

Taeyeon procurou Tiffany na sala de banho. Jessica havia acabado de sair, mas Tiffany quis ficar mais um pouco na piscina. Taeyeon resolveu entrar, pois pensava que aquele era o lugar ideal para contar a verdade. Havia muita água em volta. Tiffany abriu os olhos e sorriu ao ver a líder.

— Oi! Acho que acabei dormindo aqui. Essa água quente relaxa os pensamentos.

— É bom saber que estão relaxados...

Tiffany a olhou com desconfiança. Taeyeon parecia uma criança que acabara de fazer uma traquinagem e não sabia com esconder.

— O que aconteceu?

— Eu queria falar com você. É sobre algo que eu fiz e que implica você também, mas que eu não entendia tudo antes...

Tiffany jogou água nela. Taeyeon se engasgou.

— Acalme-se e comece de novo.

Taeyeon respirou fundo e contou. Em nenhum momento da história ela viu os olhos de Tiffany ficarem vermelhos. Aquilo era bom sinal, não era?

— Quer dizer que aquela metade da concha representa isso tudo? E você não sabia?

— Eu juro que não sabia, Tiffany. Eu só achei que seria uma maneira de ficarmos mais próximas. Eu morro de preocupação quando não sei o que se passa com você...

— E agora que sabe? Faria de novo? Voltaria a me dar a metade do seu selo?

Taeyeon a encarou.

— Sim, eu daria quantas metades eu tivesse. E você, aceitaria?

Tiffany riu.

— Tive medo que a pedisse de volta, Kim Taeyeon, porque se o tivesse feito, eu não devolveria. E sim, eu aceitaria quantas quisesse me dar. Aliás, o que aconteceria se eu te oferecesse a minha metade também?

Taeyeon arregalou os olhos.

— Tenho até medo de descobrir!

— Então, tire essa cara de medo e chegue mais perto. Não vou fazer você virar uma fogueira ambulante.

 

Na mesa, durante a refeição da manhã, Sing tomou a palavra.

— Esta tarde, Chimdae entrará nos domínios de Samag, nas Terras Intermediárias do Noroeste. Acredito que seja uma boa oportunidade para a guardiã do fogo partir.

— Tem razão, Sing – falou Tiffany. – Aliás, eu conheço bem essa região. Tenho amigos que podem me dar relatórios sobre o que se passa em Samag. Não quero chegar desprevenida.

-- Se quiser, posso enviar uma mensagem mental para sua amiga Luna – ofereceu Sooyoung. – Ela pode encontrar você e não precisará fazer isso sozinha.

Tiffany pensou por um momento.

— A ideia poderia ser boa, Soo, mas temo que até os pensamentos sejam monitorados pelos servos de Eodum. Chimdae precisa permanecer seguro. Entrarei no Reino do Deserto pelos meios convencionais e não pretendo levantar suspeitas até chegar nas portas da cidade.

Sing continuou agora olhando para Taeyeon.

— E à meia-noite será um momento crítico, pois Chimdae estará sobrevoando as montanhas negras.

— Eodum! – Taeyeon sussurrou.

— Sim, minha capitã das guardiãs. Johanda sentirá o seu poder da luz.

— E o que podemos fazer para que ele não sinta o meu poder?

Sing olhou para Seohyun e Sooyoung. Elas já haviam discutido isso antes. A possibilidade existia. Mas também havia a solução.

— Vamos precisar colocar você em estado de hibernação enquanto sobrevoarmos esse lugar – disse Seohyun.

— Como é? Vão me congelar, é isso? – Taeyeon olhou de uma para a outra.

— Exatamente isso – Sooyoung afirmou.

Taeyeon trocou um olhar com Tiffany e sentiu o medo nos olhos da guardiã do fogo.

— É um processo seguro?

Seohyun riu.

— Eu estarei monitorando você, Taeyeon.

— Que seja, então.

 

Tiffany se preparou para a partida. Elas haviam descoberto outras coisas sobre as armaduras. Uma delas era que estas podiam ser invocadas diretamente do santuário, ou seja, quando Tiffany precisasse, Chimdae a equiparia com suas armas. Enquanto isso, ela poderia seguir em frente pelas Terras Intermediárias como uma viajante normal. Seria mais seguro assim. Na manhã seguinte, Chimdae sobrevoaria o reino da Montanha e seria a vez de Yoona dizer adeus. Após as despedidas, Taeyeon acompanhou Tiffany até o círculo de luz que a deixaria no Reino do Deserto. Tiffany lhe passou algo. Taeyeon olhou para a mão e viu a metade do selo de Tiffany.

— Estou dando o meu a você também. Procure saber o que significa e me conte quando nos vermos de novo, Kim Taeyeon.

Taeyeon teve vontade de abraçá-la naquela hora, mas não sabia se seria prudente. No entanto, Tiffany entendeu. Antes de entrar no círculo, ela olhou sério para Seohyun.

— Cuide de nossa líder. Não quero que ela seja um bloco de gelo quando voltar a vê-la novamente.

— Cuidarei, não e preocupe.

Taeyeon jogou a prudência para o lado e puxou Tiffany para um abraço.

— Boa sorte, Fany. Eu estarei com você, caso precise de mim.

Tiffany sorriu para ela e entrou no círculo.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Não sou muito boa com momentos românticos, por isso prefiro deixar nas entrelinhas. Gostaram?


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