História Indestrutível - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, D.O
Tags Baeksoo, Trans!baekhyun
Visualizações 16
Palavras 530
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico)
Avisos: Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Se recebo dor, te devolvo amor


Tudo vai ficar bem

Era o que Baekhyun dizia para si mesma enquanto limpava as suas lágrimas.

Tudo vai ficar bem

Dizia para si mesma enquanto limpava as suas mais recentes feridas.

Baekhyun fechava os olhos e pedia para que quando os abrisse novamente a dor desaparecesse.

Ela ouviu batidas na porta. Sabia quem era, mas não iria atender, queria, mas não iria. As batidas na porta aumentaram e ela chorava mais, silenciosamente. No lado de fora ele gritava seu nome enquanto batia mais na porta. Baekhyun chorava mais e se abraçava.

Depois de um tempo, as batidas e os gritos cessaram. O seu celular tocou e o nome dele apareceu na tela.

Queria atender, queria muito, mas se ela atendesse as coisas iriam piorar.

Olhava para o celular, via o nome dele e aquilo era apenas mais um impulso para ela atender. Decidiu parar de olhar e o celular parou de tocar. Pela primeira vez naquele dia Baekhyun pôde respirar aliviada, ele iria ficar bem, poderia conversar com ele outra hora.

Finalmente, um momento de paz. Ela se permitiu relaxar, esquecer que estava toda suja e machucada, esquecer das suas roupas rasgadas e da sua liberdade roubada.

Não aguentou muito tempo, em sua cabeça logo ele veio e imaginou se ele estaria ainda na porta esperando que ela abrisse.

Se levantou e foi até a porta. Não queria que ele a visse naquele estado, mas a ideia de deixá-lo na porta esperando causava aflição nela.

Respirou fundo pela segunda vez naquele dia e abriu a porta lentamente. Aos poucos pôde ver o rosto do seu amado e se deixou sorrir. Ele correu para abraçá-la, a abraçou como se fosse protegê-la de todo o mal daquele mundo.

— Baekkie, o que aconteceu com você? — Perguntou aflito, desfazendo o abraço e olhando para a namorada cheia de machucados.

— Nada, Soo.

— Como não aconteceu nada, Baekhyun? Você está toda machucada, foram aqueles canalhas de novo, não foram?

— Kyunggie, 'tá tudo bem.

— Não, não 'tá tudo bem, Baekhyun. Eles não tem o direito de tocar em você, de bater em você. — Acariciava a mão da sua namorada. — Você tem que denunciar essas agressões!

— Soo, não iria adiantar nada, você sabe. Acho que a polícia iria até fazer coisa pior. — Acariciou o rosto do namorado.

— Baekhyun, isso é contra a lei, esses caras não podem sair daí batendo em mulheres, muito menos em você.

— Mas pra eles eu sou um homem que não apanhou o bastante quando criança.

O silêncio pairou no ambiente. Kyungsoo olhava para sua namorada e pensava que era um inútil por não estar lá quando ela precisou dele. E ele a abraçou mais uma vez, queria poder protegê-la de tudo que a fizesse mal, mas, infelizmente, não podia.

Porém, Baekhyun não precisava dele, ela era uma mulher forte o bastante. Ela podia até pensar que precisava dele, mas Kyungsoo era só a água que transbordava no copo cheio da Byun.

Se assumir transsexual não era fácil, mas ela não se deixava levar pela dor que as pessoas lhe davam. Quanto mais dor ela recebia, mais amor ela dava.

Porque quanto mais dor Baekhyun recebia mais era perceptível que ela era indestrutível.



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