História Indie Boy - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Flex, Jikook, Namjin, Taesook
Visualizações 14
Palavras 2.424
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Droubble, Ecchi, Famí­lia, Festa, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - Blank You Out


🌻 Blank You Out 🌻


“I wish I was with you now (eu queria estar com você agora)
And every time the sun goes down (e toda vez que o sol se põe)
'Gotta find a way somehow (Eu tenho que achar algum jeito)
To blank you out, blank you out (de te esquecer, te esquecer)”



    Eu gostava muito da época em que eu tinha um pouco de sossego na minha sala, sério. Eu pintava, lia, ouvia as minhas músicas que aparentemente nenhum dos meus amigos gostam – nem o Taemin, fala sério, ele me dá uns beijos, podia pelo menos fingir que gosta –, eu já posso ser considerado o Cristian Gray asiático, falo que meus gostos são peculiares e quando a pessoa perguntar o que é, eu boto um The Smiths, enfim, voltando ao meu drama; eu era feliz sabe? Saia pintando as paredes quando estava entediado, organizava meus quadros por aí e tudo mais que eu tivesse direito. Era legal demais.

Bom, só que agora, parece que o meu estúdio virou uma versão coreana de um programa brasileiro, os casos de família. Taehyung me mostrou um vídeo uma vez, é bem engraçado, os brasileiros são uma bagunça, mas isso é legal, quer dizer tinha um que dizia: sou gay, não doença, algo assim. Eu achei genial de um jeito estranho. E todo episódio tem uma frase, então pra mim, eles são gênios incompreendidos. Quer dizer, era muito melhor ter aquela liberdade toda, as pessoas eram mais, sei lá, elas? É muito melhor que um país que todo mundo julga todo mundo por qualquer coisa e geral parece um robô. Eu acho isso triste. Quer dizer, não me entenda mal, eu gosto do meu país, apesar de tudo, eu gosto de verdade daqui, mas eu não consigo evitar ficar namorado outros países que tenham esse tipo de liberdade pra serem quem são, enquanto aqui, parecíamos parados no tempo.

Enfim, eu perdi o foco de novo, eu perdi o controle da minha vida e o foco também. Daqui a pouco eu perco a dignidade e tudo certo, como o Tae gosta de dizer, vida que segue, judiando, mas segue.

Aliás, o Taehyung, essa praga, achou que seria legal contar pro namorado dele sobre meu estúdio. Sério, eu queria matar ele. Ele estava comigo no dia e o Hoseok queria vê-lo, então ele falou onde era, na cara de pau. Olhei pra ele com a maior cara de ódio que eu podia e ele nem ligou. E, bom, eu tinha escondido o lance com o Jimin e isso sempre fazia com que eu me sentisse mal e relevasse esse tipo de coisa, e essa imundícia sabia disso.

Enfim, esse mês foi melhor que os anteriores, pelo menos. Quer dizer, fora meu estúdio estar lotado de gente tagarela – sério, nunca, em hipótese nenhuma, junte o Taemin de manhã com o Hoseok, eles não falam a boca, o Taemin por causa do café e o Hoseok, porque bom, ele é o Hoseok – e eu não conseguir render muito, eu tô bem. As coisas estão indo bem com o Taemin e o Jimin, depois daquele dia, não me procurou mais e eu até agradeço por isso, as coisas pareciam mais fáceis, a partir daí. Isso era bom.

Enfim, com o Taemin presente eu não fiquei mais viajando naquelas memórias antigas, ele me distraia, e isso era bom e preocupante. Afinal, se eu estiver apenas usando ele, eu nunca vou me perdoar, eu não gosto nadinha de fazer isso com as pessoas, é uma covardia sem igual. Mas, eu admito que ele é um cara legal e eu podia facilmente me apaixonar por ele, mas eu não gosto de pensar tanto nisso, já que isso sempre me leva ao Jimin, sempre. Quer dizer, se eu posso me apaixonar pelo Taemin porque nada está acontecendo ainda? Eu sei que pode ser muito rápido e tudo, mas foi tudo tão surreal…Com ele. Mas isso deve ser pela minha paixãozinha nele desde o primeiro ano, o que torna tudo mais patético, porque, fala sério, que clichê.

Não que o clichê sempre significasse algo ruim, longe disso, mas quando se repete sempre, fica uma bela droga. Quer dizer, esse negócio do excluído com o jogador de futebol é realmente um clichê bem ruim, mas era o que tínhamos pra hoje. Ninguém mandou ele ser lindo pra cacete, quer dizer, fala sério, ele tem um dentinho torto que é a coisa mais fofa, aquele dentinho tortinho ficaria estranho em qualquer outra pessoa, mas pergunta se fica estranho no Jimin? Não, chega até ser um charme. Sem falar daquele maldito eye-smile, puta que pariu, que coisa mais linda da porra. Eu tenho vontade de pegar ele e jogar em um canto toda vez que eu vejo, mas eu me mantenho pleno por fora. Difícil, mas eu consigo.

O nome desse capítulo devia ser: o lado psicopata da paixão do Jungkook. Mas não tem uma música pra isso, então a gente senta e aceita o que tem pra hoje.


Eu sinceramente ando não me reconhecendo mais, que dizer, eu sempre tive esse tipo de pensamento estranho, mas agora ficou tipo, mil vezes pior. E eu tô falando uns palavrões, a educação toda da minha mãe foi direto pra lixeira, que maravilha.

Mas, pra ser justo, quando você tem um amigo como o Taehyung, você tem que se esforçar e de quebra, fazer um doutorado em gírias, porque ele tem a mania de estar sempre tentando trazer uma gíria de volta a moda. O garoto se acha o rei da cocada preta, vai dizer. Ele diz que ele é muito descolado e uma hora vai realmente trazer uma gíria de volta. Acontece que ele usa aquelas bem bregas. Tipo pitanguinha ou brotinho, coisas que já eram pra estarem enterradas a um tempo, sejamos sinceros. Eu gosto de pitanguinha, admito que é a minha gíria favorita, mas eu nem gosto de mulher e se usar no masculino fica estranho pra caramba, então ela devia ser só cancelada até o Taehyung virar hétero e como todos nós aqui sabemos que isso nunca vai acontecer, alguém devia só dar uns tapas nele.


Ok, talvez eu esteja bebendo um pouco, mas é só talvez. E talvez eu esteja fazendo isso no meu estúdio, numa sexta-feira a noite. Mas, como eu disse, é só um talvez.

Beber sozinho é bem triste, já que você não tem ninguém pra ficar conversando e trocando uns raciocínio profundo ou sei lá, eu nunca bebi demais em grupo, então não sei o que as pessoas geralmente fazem, mas só sei que é bem melhor do que sozinho.

Como eu vim parar aqui? Essa é uma história engraçada, sabe…



Algumas horas antes…


– Taehyung, eu quero ficar sozinho pra poder me inspirar, já disse que não vou almoçar e pagar de vela pra você e seu namorado, além do Namjoon e do Jin – fala sério, porque eu era só amigo de casais, qual era meu problema? –, não vou e pronto.

– Poxa, que mal humor, brotinho. – Ele se apoiou com o cotovelo na mesa e jogou o peso do seu corpo pro lado, com um biquinho irritante nos lábios. Revirei os olhos.

– Taehyung, você não vai me convencer a falar isso, para. – Resmunguei.

– Eu li numa pesquisa que se eu continuar, daqui a umas semanas você vai estar falando inconscientemente. Então, cala boquinha e aceita. – Disse, todo orgulhoso. Deus, eu mereço isso, devo merecer.

– Claro, porque tá na internet, é automaticamente verdade. – Disse, ironizando. Ele bufou.

– Quem disse que foi na internet? – Ele revidou, emburrado. Olhei pra ele com uma cara de “sério?”, Tae bufou. – Tá, foi sim, mas não diminua o valor dela ok? Você vai falar brotinho sim. – Disse, determinado. Rio, seco. – Mas, voltando ao foco; faz uma semana que você não almoça com a gente, só dessa vez vai.

– Deve ser porque você acha que o meu estúdio é a casa da mãe Joana e trouxe todo mundo pra cá! – Me irritei, soltando o pincel e olhando pra ele. Taehyung me olhou, com os olhos um pouquinho arregalados. – Eu quero ficar sozinho, Taehyung! – Esbravejei e vi sua expressão mudar, ele ficou com raiva.

– Você é um ingrato, Jeon Jungkook! – Proferiu, irritado. Recuei, confuso. – Eu faço de tudo pra você não pensar naquele babaca, como você me pediu e é assim que me agradece? – Disse, aumentando a voz. Me assustei.

Eu não fazia ideia de que era por isso que ele sempre trazia pessoas pra cá… Eu sou a pior pessoa pra mim, fala sério.

– Tae, eu… – Suspirei. – Me desculpa, eu não pensei assim.

– Você é um grosso e egoísta! – Praguejou. Nossa, agora ele pegou pesado. – Aproveite seu tempo sozinho então! – E saiu, como uma criança birrenta.

Seria cômico, se não fosse trágico.

Quer dizer… Essa discussão…

Como ela começou? E como terminou assim? Deus, eu acabei de, oficialmente perder o controle da minha vida.


Atualmente…


Então, eu tinha brigado com meu melhor amigo, nem sabia o motivo, eu não sabia o que fazer com o Taemin, ia arrastando com a barriga tudo sobre ele e eu já estava sem inspiração pra desenhar ou pintar qualquer coisa faz algumas semanas, então, eu estava, literalmente, localizado na merda.

Então, nada melhor que beber numa sexta a noite, sozinho, no seu próprio estúdio. Quer dizer, eu sabia que tinha quinhentas mil opções melhores, mas essa parecia a melhor, então cá estou. Liguei pro Yoongi e ele me trouxe algumas bebidas sem fazer muito questionamento, isso que eu gostava nele, eu disse que só estava querendo esquecer algumas coisas e ele apenas trouxe e disse pra não exagerar.

O melhor hyung de todos.

Enfim, não era tão tarde e daqui a pouco, o zelador provavelmente iria me expulsar, quando as atividades dos clubes acabassem. Minha sorte era que um campeonato estava próximo e eles ficariam até um pouco mais tarde. Malditinha sorte minha.

Então, é nessa fossa que eu me encontro.

Um belo dia pra estar vivo.


Eu estava pronto pra dar mais um gole daquela bebida amarga, é sério, ela era tão forte que fazia meu nariz vibrar quando eu fechava a boca pra engolir. Quer dizer, isso é normal? Talvez não seja, nem importa. É até engraçado, de um jeito engraçado.

Queria contar isso pro Tae, ele ia rir, com toda certeza, ele gosta desse humor estranho que eu tenho.

Enfim, eu ia beber, mas o meu telefone tocou e eu fui atender, sem nem olhar quem era, provavelmente minha mãe, perguntando como eu estava. Eu disse que pra ela que ficaria até mais tarde porque não queria perder o fio da meada, e bom, é nessa situação que eu me encontro: um grande mentiroso. Eu me odeio por isso, sério. Odeio mentir.


– Alô…? – Falei, tentando manter a voz mais instável o possível. Eu era muito nisso, devo admitir.

Jungkook, você me atendeu. – Travei na hora que reconheci aquela voz.

– Jimin…? O que? Por que você me ligou? Eu achei que não ia mais me procurar. – Disse, tenso.

Que merda. De novo, porque tudo sempre me traz de volta pra ele? Simplesmente não é justo. Eu quero superar ele, mas a vida sempre vai lá e faz ao contrário. Parece que eu não vou conseguir me livrar disso até esclarecer essa história, mas pra mim, já estava esclarecida, ou pelo menos eu achava, já que eu ainda tenho uma dúzia de questões, aparentemente.

Respirei fundo e bebi mais um gole. Ia ser uma noite longa.

Eu sei o que eu disse. – Disse, com a voz mais grogue. A voz dele estava mais rouquinha e, Deus, era bom demais de escutar. Que merda, eu sou um idiota. Eu sei. – Mas eu só quero te perguntar uma coisa, eu posso, Jungkook-ah? Deixa, por favor. – Disse, de forma manhosa. Engoli em seco. Ele nunca tinha falado assim antes, eu só pude chegar a uma conclusão.

Jimin estava na mesma solidão que eu, ele estava bebendo sozinho. Mas que merda. Por que essas coisas só acontecem comigo?

O universo gosta de me testar.

– Fala logo. – Disse, sem paciência. Eu não estava tão bêbado quanto ele, aparentemente. Mas se eu tiver sorte, não vou lembrar disso amanhã. – Aliás, me responda antes porque você não está no treino. – Disse, tentando não ser tão amigável. Apesar de eu saber no fundo que eu estava com saudades de conversar com ele. Eu me odeio tanto.

Eu não quis ir, não estava com vontade. – Disse, como uma criança birrenta. Ele estava muito bêbado, e bom, essa situação seria engraçada, se não fosse extremamente trágica. – Mas, me responda, Jungkookie… – Respirou fundo – Você está feliz com o Taemin?

– O que? Jimin, que tipo de pergunta é essa? – Disse, incrédulo.

Poxa, eu sinto tanto sua falta. – Soltou de forma manhosa, ignorando minha pergunta. Engoli em seco. – Sinto falta dos seus beijinhos. Você beija tão bem, Jungkook-ah. – Ele começou a sussurrar de um forma sedenta.

– Jimin… – Eu não fazia a mínima ideia o porquê, mas eu também sussurrei seu nome de uma forma necessitada.

Como eu havia chegado ali, eu não sabia.

Eu queria te ter comigo aqui. Eu ia te encher de beijinhos. – Disse, de forma mais rouquinha. Deus, isso é maldade.

– Jimin, você tá bêbado. – Suspirei, exausto. Eu tinha tido tanto desgaste emocional nesses cinco minutos que eu podia ficar sem a minha vida toda. Tô falando sério.

Eu tô, um pouquinho. – Disse, ainda sussurrando. – Mas quando eu tô sóbrio eu também quero te encher de beijinhos, em todos os lugares que eu alcanço. Eu juro. – Disse, como se estivesse me contando um segredo. Foi engraçadinho e triste.

Foi muito triste.

– Para com isso, por favor. – Supliquei. – Não complica as coisas. – Disse, em um tom exausto.

As coisas já são complicadas, Kookie. – Disse, suspirando. – Eu queria que meu amor por você fosse o suficiente, eu juro que eu queria. Mas a vida não funciona assim. – Disse, de forma enigmática, como ele fazia nos últimos meses. Suspirei, já estava, de certa forma, acostumado.

– Eu já disse que você não tem es–

Antes de você me dar essa bronca, me responda vai. – Disse, me cortando de forma chorosa. Suspirei.

– Ele me faz feliz, sim. – Disse, brincando com o cordão do meu casaco. Pareceu errado dizer aquilo, mas era verdade.

Ele não me fazia tão feliz que nem você. Essa era a verdade completa, mas dizer isso não adiantaria de nada agora. Nada mesmo.

Isso é bom. – Ele disse, mas eu senti no seu tom que não era isso que ele queria dizer. – Eu espero que ele lute por você.

Antes que eu pudesse responder, a linha mutou. Ele tinha desligado.

Suspirei e tomei mais um gole daquele líquido quente e que descia queimando pela garganta.


Eu realmente espero que não lembre disso pela manhã.













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