História Indie Boy - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Flex, Jikook, Namjin, Vhope
Visualizações 100
Palavras 5.169
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Droubble, Ecchi, Famí­lia, Festa, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - This Night Has Opened My Eyes


Fanfic / Fanfiction Indie Boy - Capítulo 5 - This Night Has Opened My Eyes

🌻 This Night Has Opened My Eyes 🌻


× Oh, he said he'd cure your ills (Ele disse que curaria suas doenças)

But he didn't and he never will (Mas ele nunca fez e ele nunca vai fazer)
Oh, save your life (Salve sua vida)
Because you've only got one (Porque você só tem essa) ×




 

    ~•°🍁°•~



 

    Quando o sinal tocou, suspirei aliviado. O dia havia acabado e eu poderia voltar a minha oficina. Era quinta feira e eu podia ficar até um pouquinho mais tarde porque minha mãe chegaria em casa mais tarde, junto ao meu pai, então o jantar seria mais tarde. E a condição da minha mãe pra que eu pudesse ter esse estúdio é que minhas notas não diminuíssem e que eu não perdesse tempo com a família. Afinal eles viajavam muito e não queriam perder tempo comigo, eu ficava tocado com isso. Eu não tinha uma vida ruim, ou aquele complexo de quando mais mimos, menos atenção, isso era raro.

    Juntei minhas coisas e me às guardei, indo em direção ao prédio mais afastado. O problema era que eu tinha que passar pela quadra, ou seja, ele estaria treinando lá, já que todas atividades do extra curriculares eram praticadas depois da escola. Suspirei, eu ia ter que encarar essa, não tinha jeito.

    Passei pela quadra e vi uma coisa que realmente me surpreendeu, Taemin e Jimin estavam conversando, quer dizer, não era bem o termo, eles estavam berrando um com o outro. Isso me deixou surpreso, já que eu nunca imaginaria que eles se conhecessem, ou até mesmo, tivessem intimidade o suficiente pra estarem berrando assim um com o outro, quer dizer, eu acho que não precisa de intimidade pra essas coisas.

    Desviei os olhos da cena e continuei meu caminho, mas eu ainda insistia em observar pelo rabo do olho, minha curiosidade não permitia que eu ficasse alheio. Minha curiosidade era grande, mas me sentia intrometido. Isso era estranho.

    Foi quando Taemin me avistou pelo, quando ele se virou de costas pro Jimin, revoltado. Mas ao me ver, vi ele sorrir e então ele caminhou apressado até mim. Parei e sorri minimamente pra ele, avistando por cima do seus ombros um Jimin nos olhando confuso.

   – Jungkook, oi. – Parou, sorridente. Dei um pequeno aceno com a mão, timidamente. – Já estava de saída?

   – Estava indo pro estúdio, estou com um tempo livre. – Disse, ajeitando meus cadernos que estavam apoiados em meus braços. – Eu vou estudar por lá um pouquinho, também.

   – Oh, então você não toparia um café com esse humilde ignorante aqui né? – Disse, de forma teatral. Ri.

   – Não quero atrapalhar a sua conversa – não queria dizer discussão, parecia intromissão minha – ... Calorosa com o capitão. – Disse, coçando a nuca, nervoso. Me segurei pra não dizer Jimin, não queria lembrar que o conhecia.

   – Jimin? – Ele disse, curioso. – Ah não, eu já terminei o que eu tinha pra dizer pro cabeça dura do meu irmão. – Disse, rindo. Parei, em choque.

   Taemin era o irmão do Jimin? Meu Deus!

   – Wow, nossa, o capitão dos Lions é seu irmão? – Disse, surpreso.

  – Loucura, né? – Ele riu. – Nós somos um pouco diferentes sim, eu com toda certeza fiquei com a inteligência, já que ele é um cabeça oca. – Botou as mãos na cintura e bufou exasperado. Sorri.

   – É muito pra ingerir, com toda certeza. – Rimos. – Enfim, ainda vamos tomar café ou…? – Disse, nervoso.

   – Não vou atrapalhar seus estudos? – Disse, meio incerto.

   – Não, tudo bem. Vamos. – Sorri e então começamos a caminhar lado a lado até a cafeteria que tinha na frente da escola. Senti um olhar pesar sobre mim, como se alguém estivesse me encarando e isso me deu calafrios. Só tinha uma pessoa no campo e não fazia sentido ele estar olhando pra mim, então eu estava claramente alucinando. Balancei a cabeça e afastei esses pensamentos.

   

 

    Passar a tarde com o Taemin foi divertido, sem dúvida. Ele era muito engraçado e inteligente e tinha um bom papo e me tirou da zona da fossa por algum tempo e isso me deixou surpreso. A tempos que eu não me distraia assim. Eu adorei passar a tarde naquela cafeteria. O que me deixou incomodando era o fato de ele ser o irmão de Jimin, já que, eu acho que posso começar a gostar dele e quanto menos contato eu tiver com aquele Lion, melhor, mas o Taemin é simplesmente o irmão dele e descobri que nessa tarde que ele que deu aquela maldita festa onde tudo começou. Eu tentei muito não pensar nisso no caminho de volta. Mas será que é certo tentar alguma coisa agora? Enfim, faz um mês desde aquele nada que o Jimin me deu, acho que já deu tempo de superar. É isso, eu vou superar.

    Cheguei em casa e fui até a geladeira devorar meu mousse enquanto batia um papo com a governanta da casa, ela era muito simpática e adorava arte, então a gente se entendia super bem. Fui para a biblioteca depois, tocar um pouco de piano, fiquei um tempo tocando, faz tempo que eu não fazia isso, sozinho. Foi quando meu celular vibrou. Olhei e era a notificação e era o Taehyung querendo saber que horas ia ser amanhã. Deixei pra ele decidir essas coisas, eu só estou querendo me distrair mesmo. Pensei em convidar o Taemin, mas como eu não falei nada pra ninguém sobre o Jimin, ia ficar estranho aparecer com outra pessoa. Aliás, eu prometo que desse final de semana, vou falar com ele, mas conhecendo Taehyung como eu conheço, ele vai querer tirar satisfações com o Jimin e a última coisa que eu quero é mais envolvimento com ele, acho que esse foi um dos maiores fatores que me fizeram não contar pra ele ainda, fora que eu realmente não quero falar sobre isso. Depois voltei pra cozinha pra beslicar mais algumas coisas.

    Antes que eu pudesse sair da cozinha pra ir pro meu quarto, minha mãe chegou no ambiente, resmungando. Estranhei e parei na mesma hora curioso.

    – Eu juro que eu ainda mato aquele Park. – Disse, apoiando as mãos sobre a bancada e suspirando. Ergui as sobrancelhas.

    – Park? – Repeti, confuso.

    – Jogin Park, um babaca de marca maior das antigas e altamente conservador que acha que arte é frescura para mulheres, eu tive que lidar com aquele insuportável o dia todo, porque ele tem um contrato importante, mas nossa, quando  o negócio terminar, a primeira coisa que eu vou fazer vai ser jogar ele lá do terraço. – Disse, possessa. Ri.

    – Por que ele estaria fechando um contrato com vocês se acha que arte é bobagem? – Disse, curioso.

    – Segundo aquele homem que aparenta viver em 1960, a mulher dele pediu, disse que quer investir nisso. – Suspirou.

    – Mas porque ela não foi falar com vocês? Ele é tão antiquado assim? – Disse, bufando. Gente assim ainda existia no mundo e isso me deixava com uma carranca sobrenatural.

    – É mais complicado que isso, filhote. A senhora Park faleceu muito recentemente, então é tipo o pedido final dela, vamos até fazer uma exposição em seu nome. Eu admito que fiquei comovida no início, mas então ele abriu a boca e… Nossa! Eu só queria esganar ele. Ainda bem que sei pai estava lá. – Bufou e eu ri. – Acredita que ele insinuou que eu não sou boa empresária por ser mulher? Que Deus recompense muito a senhora Park, ela sofreu muito em vida com aquele homens da caverna.

    – Eu aposto que o papai deu uma resposta a altura, ele não ia deixar ninguém te insultar assim, de graça. – Disse, sorrindo. Adorava o jeito como meu pai e minha mãe se cuidavam, sempre um defendendo o outro.

    – Ele fez melhor: ele me deixou responder a altura, o senhor Park ficou todo vermelho, acho de raiva. Bem feito. – Nós rimos. – Enfim, filhote, como foi a escola? Comeu seu mousse? – Disse, indo até a sala, a segui, deitando minha cabeça em seu colo quando ela sentou no sofá, minha mãe começou a me fazer um carinho gostoso no cabelo.

    – Comi sim, estava ótimo. – Sorri. – Mãe, me ajuda com uma coisa.

    – Sempre, claro. – Disse, animada. Ela adorava me aconselhar, ela dizia que se sentia uma ótima mãe, eu não acho que ela precise disso, mas ok. E ela ficava toda empolgada assim quando eu pedia ajuda, porque eu geralmente era meio fechado pra essas coisas, mas dessa vez eu preciso de máximo de ajuda.

    – O Taehyung ele se envolveu com um jogador dos Lions, um desses caras populares, e os dois tinham medo de se assumir sabe? E aí eles namoravam às escondidas e o Taehyung parecia apaixonado e ele disse que o tal jogador também se sentia assim e já tinha o dito e deu pra ver que ele tinha muita convicção, e uma vez eu flagrei os dois e eles pareciam dois pombinhos apaixonados você tinha que ver, mas… – Respirei fundo. – Taehyung disse que ele passou a ignorar ele do nada, tipo, do nada. Disse que ia ligar e mandar mensagem, mas não fez nada disso e segunda-feira na escola, ignorou o Taehyung. O que você acha que eu aconselho ele a fazer? – Olhei pra ela. Espero que ela tenha comprado essa história do Taehyung.

    – Hum, essa é difícil. E o Taehyung tentou falar com ele?

    – Ele disse que na segunda-feira, ele tentou, mas ele apareceu com uma garota, acredita? E disse pra todo mundo que era a namorada dele. Taehyung ficou devastado. – Disse, não deixando transparecer minha mágoa. Mas minha mãe estreitou os olhos e eu desviei os olhos do dela, engolindo em seco, eu não ia conseguir mentir olhando nos olhos dela, seria demais já.

    – O Taehyung tem que saber da intensidade emocional dele, sabe? Se fosse com você, eu diria pra largar isso de mão, eu sei que tudo parece o fim do mundo na idade de vocês e que se não for aquele, não vai ser mais nenhum. Mas, assim, se ele está realmente apaixonado, eu acho que ele devia investigar sem se aprofundar muito, pra não se machucar tanto. Acho que ele merece explicações, e se o tal jogador não quer dar, ele tem que conseguir sozinho. – Disse, enquanto alisava meus cabelos. Sorri pequeno.

    – Obrigada, mãe, eu vou falar com ele. – Disse, me sentando. – Aliás, amanhã o pessoal pode vir aqui? É os de sempre, eu juro. – Disse, manhoso.

    – Claro. As regras de sempre, você sabe. – Disse, sorrindo. Dei um beijinho na sua testa e subi, pensando sobre o que ela havia dito. Eu tinha uma fonte de informações a uma mensagem de distância, mas seria certo? Usar o Taemin? Eu quero realmente investir nisso?

    Eu acho que por ora não vou ficar pensando nisso. Eu preciso é tomar um banho.

    Entrei no meu quarto e já fui me despindo e pegando uma toalha, talvez meu quarto fosse uma tremenda bagunça, mas era minha bagunça.

    Enquanto tomava banho, não pude deixar de pensar mais sobre aquilo, mas ao invés de me encher de dúvidas, eu acabei viajando pra aquela noite. Sem dúvida, era uma das noites mais estranhamente legais da minha vida. Foi ali que tudo virou de cabeça pra baixo.



 

    “– Ah, qual é, é só uma festa, Kookie-ah. – Taehyung disse, dengoso. Trocando a cabeça de lugar, indo pra borda direita do quadro. Ri e continuei pintando.

    – Você sabe que eu não gosto de festas. – Disse, ainda sorrindo. Não seria hoje que ele me tiraria do sério. Eu simplesmente estou com um bom humor incontrolável desde que ele me cumprimentou hoje de manhã. Eu quase caí mortinho, nem nos meus sonhos mais loucos e pirados de uma garotinha apaixonada que eu era, Park Jimin simplesmente me cumprimentaria, sem mais nem menos.

    – Okay, talvez eu te convença te contando quem nos convidou, repito: 'nos convidou’, ou seja eu e você, quis sua presença lá também, não esqueça disso. – Disse, saindo de trás do meu cavalete e foi se sentar na mesinha perto dali.

    – Diz logo, criatura. – Disse, bufando impaciente.

    – Park Jimin nos convidou. – Disse, como se não tivesse soltado a maior bomba atômica, com uma naturalidade incrível. Soltei meu pincel e olhei pra ele. – Eu não tô brincando. Ele me abordou hoje de manhã enquanto eu vinha pra cá.

    – Mas, Taehyung, eu ainda não gosto de festas e até parece que isso é alguma coisa, ele convidou você, eu foi só por educação. Ele sabe que a gente anda junto, só quer gente pra lotar a festa. – Bufei, refletindo sobre isso. Peguei meu pincel e voltei a pintar, meio irritado por Taehyung tentar me iludir.

    – Mas, Kookie, a festa é do irmão dele e o irmão dele é universitário, você acha que ele precisa da gente pra encher a festa? Convidou porque quis. – Disse, teimoso. Bufei mais teimoso. Ainda não comprava essa ilusão. – Ok, olha, o Hoseok, o melhor amigo do Jimin e meu eterno crush vai estar na festa, então eu quero ir pra descobrir se ele pediu pra me convidar e tentar alguma coisa, quebra essa pra mim, Jungkookie. – Disse, manhoso.

    – Mas eu vou ficar abandonado lá, você vai ir correr atrás do Hoseok. – Suspirei. Eu sabia que estava quase me rendendo. Eu odeio quando o Tae usa sua fofura contra mim.

    – Não vai porque nossos amigos vão estar lá, além do Park Gostoso Jimin, né? Não acha que tá na hora de trocar umas salivas muito loucas com ele? – Disse, abraçando meu braço. Corri.

    – Até parece né, Tae. Já disse que ele não é meu crush, eu não tenho crush. – Resmunguei, forçando o pincel sobre a tela, nervoso e irritado. Taehyung riu e voltou a se sentar.

    – Ok, não está mais aqui quem falou. – Levantou as mãos em sinal de rendição. – Mas vamos ir, por favor, eu prometo que vai ser divertido e se não for, eu te levo pra casa a qualquer hora, são e salvo. – Disse, tranquilamente.

    – A qualquer hora? – Olhei rapidamente pra ele pelo rabo do olho. Ele assentiu. Suspirei. – Aparece lá em casa às nove e não se atrasa, ou arranco essas tuas cabeleiras castanhas falsificadas. – Disse, abaixando a cabeça e me concentrando num ponto delicado.

    – Ah, eu sabia que podia contar com você, obrigado, Kookie. – Ele pulou em mim, me fazendo borrar. Olhei pra ele furioso. – Desculpa! – Disse, amuadinho. Suspirei, eu já estava me arrependendo. – Até mais tarde, agora não pode mais cancelar. – Saiu saltitando por aí.

    Peguei um lenço e limpei o borrão de tinta. Suspirando. Eu sinto que hoje a noite vai dar coisa. Mas eu me sinto uma velha cansada ao pensar nas travessuras – você leu certo, eu escrevi travessuras – que o Taehyung pode aprontar, ele e essa mania de deixar sua 'marca’ nos lugares, eu já sinto minha dor nas costas e meus cabelos brancos adiantados só de pensar. Ser amigo do Taehyung com certeza não fazia bem pra pele.


 

    ~•°🍁°•~

   

 

    Me olhei no espelho pela décima vez naquele minuto. Eu não tinha certeza se estava vestido pra uma festa, eu apenas botei umas roupas que eu acho bonitinhas. Minha mãe passou me elogiando umas quatro vezes só nesses dez minutos, o que me deu certa confiança. Aliás, falando nela, fiquei surpreso com a facilidade que ela me deixou sair, mas acho que como eu não saia muito, tinha um passe livre algumas vezes sem muito questionamento.

    Fui pegar meu celular e olhei a hora, faltava dez minutos para as nove da noite, então me olhei no espelho de novo. Eu me sentia um pouco deslocado sem meu casaco bege quentinho, que eu usava quase todo dia porque foi presente da minha vó. Eu estava com uma camisa branca, uma calça jeans clara e soltinha com os tornozelos à mostra, um all star preto e pra finalizar um casaco que ia até um pouco abaixo do joelho, como uma capa, ele era azul escuro e tinha algumas forma geométricas em uma azul mais clarinho. Também botei um colarinho preto que era grudado no meu pescoço, eu particularmente achava muito desconfortável, mas foi o Tae que me deu e ele sempre fica emotivo quando não uso as coisas dele se tenho a oportunidade, por isso acabei colocando um brinco que ele me deu também.

    Tudo bem, vai, eu estava bonitinho sim. Eu gostei de me arrumar pra essa festa.

    Fui até a cozinha pra fazer um lanchinho e minha mãe estava lá, falando com nossa governanta. Ela começou um discurso pra me cuidar, não beber, se beber não beber muito, e eu fui salvo pela buzina, literalmente, Taehyung estava lá na frente, com os meninos. Me despedi rapidamente dela, pegando minha carteira e chaves e saindo correndo antes que ela fale sobre usar camisinha e essas coisas.

    Me joguei no banco de trás do conversível do Namjoon, cumprimentando Jin e Yoongi que estavam no banco de trás também. Dei oi pra Namjoon e me ajeitei no banco. Ele começou a dirigir em direção a festa. Taehyung ligou o rádio e eu bufei automaticamente, o gosto musical do Tae era horrível, na minha opinião. Ele gostava dessas músicas agitadas e cheia de batidas alucinantes. Eu não conseguia escutar cinco segundos daquilo sem ficar com dor de cabeça.

    Mas a maioria ali gostava desse tipo de música, até o Yoongi, que parecia o mais calmo, quer dizer, essas músicas de pop combinam com o Taehyung, com o Jin e até o Nam quando ele está numa festa, mas o Yoongi era reservado e não combinava com aquele tipo de música, sinceramente. Mas ele curtia até, eu que não vou julgá-lo, afinal é ele que escuta, mas acontece que, eu sempre ficava em minoria e não podia escolher minhas músicas que de acordo com o Taehyung davam vontade de dormir ou se jogar da ponte. Bem otário ele, porque eu nunca falei daqueles girls groupies estranhos que ele escutava, as garotas forçaram estranhamente uma perfeição e ficava assustador em alguns casos.

    Fico com uns calafrios só de pensar. Difícil.

    – Um dia eu ainda vou tocar um Joy Division nesse carro, isso eu prometo. – Disse, revoltado. Eles riram e eu me emburrei. Não achei graça, gente palhaça.







 

    Neguei, pela quinta vez. 

Namjoon me olhou, altamente frustrado.


    – Você não vai ficar bêbado, Kookie, só vai te dar uma coragem para ir falar com ele. – Disse, insistindo. Olhei mais uma vez de relance pro Jimin e ele ainda me encarava. Mesmo conversando com seus amigos, ele me encarava descaradamente, enquanto saboreava uma cerveja, mas não podia ser uma cerveja normal, não, era Park Jimin ali, então tinha que ser a droga de uma cerveja de cereja que deixava os lábios dele rosadinhos e, porra, muito convidativos, me amaldiçoei por olhar dois segundos a mais do que deveria pra aqueles lábios.

    Olhei pro Namjoon e depois pra sua cerveja e então uma onda de coragem me subiu. Quer saber? Foda-se.

    Peguei a garrafa de cerveja da mão dele e este sorriu vitorioso e voltou a conversar com Jin. Eu bebi olhando descaradamente para o Park, que estava, lindo demais com aquele casaco dos Lions. Eu me odiava por ter uma queda justo por um atleta, eu não o conheço muito bem, mas ele parece ser o típico atleta macho alfa e eu me odeio muito por ter um crush nele. Mas, droga, ele é muito lindo e aquele sorriso que faz seus olhos desaparecerem então… Eu quero é me dar um tiro por estar tão caidinho.

    Eu olhei em volta e Jin e Namjoon estavam dançando. Pensei em dançar, mas só com mais algumas cervejas, com toda certeza. E então comecei a caçar Taehyung com os olhos, mas a casa era enorme e estava cheio de gente, comecei a me sentir claustrofóbico. Então, eu terminei a cerveja e saí pro quintal, atrás da casa. Tinha uma piscina lá, típico de uma casa moderna. Mas, mais a frente, tinha uma vista linda pra cidade, já que atrás da casa tinha uma colina. Me sentei na borda do deque e comecei a balançar os pés, aproveitando a brisa. Melhor parte da festa, até agora.

 

    – Eu não sabia se você viria mesmo, você não tem cara de quem gosta de festas. – Uma voz grossa e ao mesmo tempo suave ecoou atrás de mim. Dei um pulinho devido ao susto e meu coração acelerou quando eu reconheci a voz. Virei minha cabeça em direção a tal voz, só pra ter certeza e era mesmo, em carne osso, Park Jimin.

    Eu só posso estar no sonho mais louco da minha vida.

    – Eu meio que fui obrigado. – Ri fracamente, voltando a realidade e tentando não ter um mini surto. Eu admito que poderia soltar um gritinho ali mesmo.

    – Posso? – Ele disse, olhando pro lugar ao meu lado, assenti. Jimin sentou ao meu lado e eu voltei a olhar pra frente. – Foi obrigado por quem?

    – Meu amigo, Taehyung. Ele disse que você tinha convidado a gente, e que se era a gente, não poderia ser só ele a ir na festa. Mas quando eu cheguei aqui, como esperado, ele saiu correndo atrás do Jung. – Suspirei. Eu não queria parecer deprimido e anti social na primeira conversa com o crush, acho que isso nunca é uma boa. – Mas acho que foi bom sair e respirar alguns ares diferentes, mesmo que depois eu talvez cometa algum crime hediondo contra meu melhor amigo. – Disse, rindo. Jimin me acompanhou na risada e eu só pude absorver aquela coisinha mais linda que era ele rindo. Tudo bem, parei. A garotinha apaixonada saiu de férias, juro.

    – Hoseok me abandonou pelo seu amigo também. Eu gosto do meu time, mas poxa, eu passo o dia todo com eles, queria passar um tempo com o Hoseok e aquele miserável disse que não me abandonaria, mas foi só ver seu amigo dançar que ele fez a aquática e evaporou. – Disse, dando um gole na sua cerveja. Ri. Ele me ofereceu outra cerveja que estava na sua mão. – Aos melhores amigos fujões. – Disse, rindo. Ri e brindamos, tomando um gole juntos.

    – Ele vai dormir na minha casa pra mãe dele não o ver bêbado, então, com toda certeza, eu vou desenhar poucas e boas no rosto dele. – Disse, como uma criança fazendo seu plano do mal. Jimin riu e eu não pude evitar sorrir de canto, tomando outro gole. Sua risada era tão fofa, Deus.

    – Ele tem garras. – Rimos.

    – Você não viu nada, não soltei minha pantera asiática ainda. Com toda certeza ele me paga por essa. – Disse, e Jimin explodiu na risada.

    – Eu, com toda certeza, não queria ser ele e enfrentar a fúria dessa sua pantera asiática. – Disse, dando mais um gole.

    – Queria que o Taehyung pensasse assim. – Fiz biquinho. Jimin sorriu e mesmo pelo rabo do olho, fiquei maravilhado com aquele eye-smile.

    – Nem foi tão ruim assim ele te abandonar, nós estamos conversando, não estamos? Tá menosprezando minha presença, senhor pantera asiática? – Disse, fingindo indignação. Ri.

    Queria gritar aos quatro cantos do mundo que na verdade o Taehyung vai ganhar muitos mimos, mas tinha que manter a pose.

    – É Jungkook. – Disse, rindo.

    – Eu sei o seu nome, Jeon Jungkook. – Riu e deu outro gole. Meu Deus, esses lábios rosadinhos… Eu vou surtar, é isto.

    – Por essa eu não esperava, Park Jimin. – Repeti seu nome no mesmo tom que ele usou no meu, o olhando rapidamente apenas pra dizer seu nome, reunindo toda minha coragem. Depois, voltei a olhar pra frente, é claro. Dei um grande gole, impressionado com a minha ousadia.

    – E como você sabe meu nome, espertinho? – Disse, rindo.

    – Todo mundo sabe o nome do capitão dos Lions. – Revirei os olhos. Na verdade, eu perguntei que nem um desesperado por aí até conseguir o nome dele, mas vou omitir isso por motivos óbvios e porque eu não me orgulho desse dia.

    – Hum-Hum. – Ponderou por alguns segundos me deixando mais nervoso. – Mas eu achei que você fosse o garoto que se não importa com esse tipo de coisa. – Disse, tranquilamente.

    – Que tipo de coisa? – Olhei pra ele, confuso.

    – Nomes de jogadores e essas coisas. Achei que você fosse anti social até. – Riu, dando outro gole.

    – Decepcionado? – Arrisquei.

    – Surpreso. – Corrigiu. – Eu gosto de ser surpreso. Se meus palpites sempre estivessem certos, a vida não teria graça. – Disse, rindo de si próprio.

    – É uma boa filosofia de vida. – Disse, rindo e olhando pra frente, terminando minha cerveja.

    – Posso perguntar uma coisa sobre a sua filosofia de vida? – Disse, me olhando pela primeira vez. Senti meu corpo estremecer apenas com um olhar. Que merda, acho que eu cheguei naquele estágio da paixão, aquele: cê tá bem fodido.

    – Pode.

    – Ela te permite dar uma volta no carro do capitão dos Lions sem rumo aparente? – Disse, direto. Quase me engasguei. Olhei pra ele desacreditado.

    – O capitão dos Lions pode muito bem ser um ladrão de órgãos ou babaca em potencial. – Disse, rindo.

    – Então quer dizer que pegar seus órgãos tudo bem, mas Deus te livre se eu fosse um babaca em potencial? – Disse desacreditado. Ri.

    – Leva meus órgãos, mas não machuca meu coraçãozinho. – Disse, teatral. Alguns segundos depois estávamos rindo.

    – Mas é sério, Indie Boy, eu já quero te convidar pra essa voltinha faz um tempo, mas você não anda muito pela escola, é difícil de te ver. – Disse, terminando sua cerveja.

    Não, tá bom, me convenci, é um sonho. Só pode ser.

    – Você tá de brincadeira, né? – Disse, olhando pra ele nervoso.

    – Não e eu juro que se você der essa volta comigo, eu te trago de volta antes que seus amigos deem falta de você, aí não precisamos nos explicar. É sério. – Me olhou seriamente. Engoli em seco.

    Ficar na festa ou sair com o meu crush desde o primeiro ano? Deus, eu não vou nem pensar duas vezes.

    – Tudo bem. – Me levantei. – Mas vamos dar uma volta a pé, ok? – Disse, me esticando.

    – Você que manda, Indie Boy. – Se levantou e foi até o cooler que tinha ali, pegando mais duas cervejas e me oferecendo logo em seguida. A peguei e tratei de abrir, enquanto acompanhava ele. Tinha um vão na casa dele que nos levava até o jardim sem precisar passar pela festa.

    Jimin e eu fomos andando por aí, conversando. E eu admito que fiquei mais caidinho quando descobri que ele não é um atleta estereotipado. Ele é muito inteligente, na verdade. Tem uma conversa legal e não gosta só dessas músicas barulhentas, admito que saber disso ver uma onda de empolgação me atingir. Mas não quis me iludir tanto. Eu ainda não sei bem o que ele quer.

    Estávamos passando por um barzinho quando eu escutei algo que me chamou atenção.

    – Eu adoro essa música. – Disse, parando. Jimin parou um pouco a frente e me olhou, curioso. – Please, don't drop me home, because is not my home, is their home and I’m welcome no more. – Cantarolei sorrindo.

    – Sua voz é bonita. – Ele disse sorrindo. Fiquei meio sem jeito quando percebi que tinha mesmo cantando na frente dele. Jimin veio até mim e começou a encarar a fachada do bar. Comecei a olhar também. Tinha aquelas letras néon escrita o nome do bar: 60’s. – Pena que não podemos entrar, é pra maiores de idade. – Bufou. Abaixei a cabeça chateado. Poxa, fiquei chateado. – Mas isso não impede a gente de sentar nesse meio fio e curtir a música. – Ele se sentou e eu logo o imitei, sorrindo. Ele estava tentando me agradar.

    – Obrigada. Eu gosto muito do The Smiths. – Disse, abraçando meus joelhos. Estava frio. Sentia Jimin me observando.

    – Ganhei alguns pontos então? – Disse, rindo. Ri, nervoso. Ele não estava falando sério, né? Acho que não, ele riu. Não deve ser.

    – Aliás, porque você pediu pra me convidar? Não faz sentido. – Disse, olhando pra ele. A gente nunca tinha trocado nada mais de duas palavras um com o outro.

    – Pra mim faz. – Disse, olhando pra frente. – Faz sentido convidar o garoto que eu gosto pra uma festa, não faz? Está nos códigos sociais que em um ambiente diferente que a gente tenta alguma coisa. – Disse, de forma mais natural possível. Arregalei os olhos olhando pra ele.

    Meu cérebro acabou de dar error 404, um desses muito doidos. Eu simplesmente travei. Não, ele só podia estar brincando. Não, não tem outra explicação.

    – Espera, o que? – Disse, ainda surpreso. Jimin riu e deu outro gole em sua cerveja, com cara de que estava se martirizando por algo.

    Se o Taehyung me visse agora, ele só teria um sentimento: decepção. Minha paixonite de três anos finalmente me nota e eu digo: 'o que?’, a fala sério, até eu estou decepcionado comigo.

    Terminei minha cerveja em um movimento brusco, me levantei. Ao som tocava This Night Has Opened My Eyes do The Smiths e isso me deu coragem o suficiente pra prosseguir com aquilo.

    – Levanta. – Disse, sério. Jimin me olhou confuso e apenas levantou, sem dizer nada. Tratei de pegar sua mão e o arrastei pra um beco que tinha entre o bar que estávamos e um outro barzinho que tinha ali.

    Coloquei ele contra a parede, coloquei as mãos em seu pescoço e tratei de selar seus lábios, antes que ele falasse qualquer coisa e eu perdesse a coragem. Jimin não demorou nem dois segundos pra agarrar minhas cintura e me beijar de volta. Ficamos alguns segundos apenas nos beijando sem aprofundar nada, até que eu resolvi pedir passagem, um pouco ansioso. Afinal, eu já tinha ansiado com isso muito tempo.

    Jimin me concedeu a passagem e então eu comecei a me movimentar contra sua língua e Jimin seguiu meus movimentos, virando a cabeça e nos permitindo aprofundar aquele beijo. Suspirei extasiado. Era melhor do que eu tinha imaginado, disso eu tenho certeza. E, droga, essa pegada dele na minha cintura, eu sinto que vou derreter, além daquela velha sensação de parecer uma garotinha apaixonada perto dele.

    Depois de um tempo naquele beijo delicioso, nos separando minimamente e Jimin começou a sugar e mordiscar meu lábio inferior, acho que pra mostrar que ele também tinha atitude. Desci minhas mãos até sua camisa, onde eu me agarrei, aproveitando aquelas sensações deliciosas.

    Acho que eu esqueci meu nome.

    Deus, que beijo foi esse?!

    Jimin colou nossas testas e nós nos encaramos ofegantes. Sorri, bobo.

    – Esse foi meu jeito de dizer que eu gosto de você também. – Ri, nervoso.

    – Eu adorei seu jeito. – E então ele me beijou de novo.”

 

   

 

    Suspirei. Eu odeio ficar lembrando dessas coisas, me deixam uma sensação estranha de saudade. Parece que eu viajo pra isso e depois o presente vem e me coloca na minha fossa atual e eu lembro que talvez, com muita certeza – ? –, nunca mais seja assim. É tão complicado e confuso, mas essas memórias são a única coisa que sobraram desse tempo com ele e eu não sei se seria certo fingir que nunca aconteceu. Mas talvez isso seja o melhor, não é? Já que ele faz isso.

 

    A vida anda um grande não sei, sinceramente.





🌻 The dream has gone (O sonho se foi)

Oh, you did a good thing (Você fez uma coisa boa)

And I'm not happy (Eu não estou feliz)

And I'm not sad (Eu não estou triste) 🌻

× The Smiths - This Night Has Opened My Eyes ×



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...