História Indomáveis - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Park Chan-yeol (Chanyeol)
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Yaoi
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Palavras 3.142
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Suas Maças


 

CAPÍTULO 1

Suas Maças

 

   A primeira vez que BaekHyun realmente viu Park ChanYeol foi no auge de seus treze anos. Um domingo como qualquer outro, nada de diferente havia acontecido, nem ao menos um pequeno sinal de que algo dentro de si iria se quebrar em algum momento daquele dia. Foi de repente, como cair no asfalto e ralar o joelho.  Doloroso, mas havia um toque de beleza na agonia que se apossou de seu coração.

 

       Encontrava-se sentando logo a frente da igreja, justamente nos lugares que costumeiramente eram reservados para a família do pastor, seu pai pregava a plenos pulmões batendo, com um ódio que certamente passava despercebido pelos fies, por certo a cólera seguia sendo confundida com adoração, no púlpito com a bíblica, criando um som que arranhava seus ouvidos.

 

       BaekHyun não conseguia manter-se concentrado na pregação, ouvi-a por cima do ruído nauseante das batidas ritmadas, bem ao fundo de sua mente. Seus olhos estavam mais interessados em observar a forma como a luz do sol, que atravessa a grande janela ao seu lado, criava sombras engraçadas por cimas dos bancos.

 

Por alguma razão, talvez sua mente estivesse em busca de um refúgio, olhou para a janela, primeiramente mirando o vidro que reluzia com a luz solar, depois perdeu-se em meio a pequena praça que havia logo ao lado da igreja.

 

Duas crianças pequenas corriam envoltas das poucas árvores que cercavam a praça, suas roupas se moviam junto a elas de um jeito que BaekHyun achou realmente divertido, quase como se as peças estivessem tão felizes quanto as próprias crianças. Percebeu, enquanto as fitava, que nunca brincara por ali, na verdade nunca havia ido a praça alguma, seu pai apenas o permitia ir a escola e a igreja, as vezes na casa de seu avô.

 

A mente, que longe estava do local santo, o instigava a levantar-se do banco gélido e ir de encontro às crianças para que pudesse correr junto a elas, sentir o astro do dia lhe tocando a pele, mas seu corpo, esse que era um escravo do medo e da repressão, jamais se moveria para sair de onde estava. Sua alma poderia não está dentro da casa de Deus, mas ali permaneceria pelo temor, não sabia se a Deus ou ao seu pai.

 

Um segundo antes de obrigar-se a prestar atenção na pregação BaekHyun foi capaz de vê-lo. ChanYeol caminhava com tanta calma que chegava a causar inveja ao pequeno BaekHyun que quase nunca sentia-se eupático.  As botas negras como a noite pareciam macular a grama ridiculamente verde, os cabelos vermelhos lembravam-lhe das chamas revoltas de uma fogueira, os fios balavam-se com o vento, deixando pelo ar histórias que ansiou desesperadamente por escutar. A jaqueta preta estava cheia de botons, quis, ao menos por um momento, chegar perto o bastante para que fosse capaz de vê cada um deles, saber quais imagens ele estaria levando junto ao peito. O jeans azul era mais bonito do que o próprio céu, quase como se ChanYeol tivesse roubado um pedaço do universo e medido as pernas longas dentro dele. O rosto possuía traços que julgou divinos, tal quais os anjos das escrituras sagradas: cruelmente lindo.

 

BaekHyun quis chorar, colocar-se de joelhos e pedir perdão a Deus por está assumindo, mesmo que apenas dentro da própria mente, achar um outro rapaz tão lindo como as estrelas que Ele próprio colocou ao céu. Park ChanYeol era um meteoro  caindo dentro de seu coração, explodindo-o de dentro pra fora.

 

Fechou as mãos em punho com tanta força que não demorou a sentir as unhas arranhando as palmas, criando pequenas feridas. Arduamente tentou obrigar-se a prestar a devida atenção ao altar, no entanto sua determinação ruiu com tamanha ligeirice que por alguns segundos ela nem ao menos lhe pareceu real. Seus olhos caíram novamente sobre o caminhar celeste do Park, apreciando o modo como as botas negras maculavam o verde castiço. Sentia uma vontade absurda de passar as mãos entre os fios avermelhados apenas para descobrir se eles seriam capazes de queimar assim como o próprio fogo, queria tão loucamente que precisou, para se conter, sentar sobre as mãos até sentia-las latejar. 

 

Sendo o filho mais velho dos Park’s, amigos íntimos de sua família, ChanYeol constantemente aparecia em momentos dispersos de sua vida. Perto, mas ao mesmo tempo tão longe. ChanYeol era o sol que está lá todas as manhãs até o cair do crepúsculo, mas não se pode toca-lo, não é possível olhá-lo diretamente sem que os olhos ardam, sem que se queime.

 

Olhar para Park ChanYeol era como deitar-se com o seu pecado. Sempre que seus olhos caiam sobre o garoto alto lembra-se dos sentimentos errados que sentia por garotos, principalmente por ele, por ChanYeol. Admirava-o de longe, era mais seguro para a própria mente, e sempre que perdia o fôlego quando estava o encarando conseguia escutar a voz de seu pai, gritando a plenos pulmões enquanto segurava o microfone como se estivesse empunhando uma espada, dizendo as palavras que o assombravam todas às noites: “O homem que se deitar com outro homem como se fosse uma mulher, ambos cometeram uma abominação, deverão morrer, e seu sangue cairá sobre eles.” [1] Mas nem mesmo a iminente condenação fazia com que conseguisse tirar ChanYeol de seus pensamos. O sangue correia por seu corpo, o inferno abriria as portas para recebê-lo, ainda assim não era capaz de mudar seus sentimentos, mesmo que muito pedisse, mesmo que implorasse desesperadamente. Talvez Deus não o estivesse ouvindo.

 

Pensar em garotos do jeito que não deveria, desejar ChanYeol de modos que não poderia, não era seu único pecado, em seu cesto haviam duas grande maças.

 

Não seria capaz de dizer, se lhe fosse questionado, em qual altura de sua vida notara que gostava das coisas, sejam elas acessórios, roupas e afins, designadas para o gênero feminino. No fundo, nas raras vezes em que realmente se permitia divagar sobre si mesmo, detinha o conhecimento de que esse gosto peculiar estivera sempre ali dentro de si. Mesmo novinho quando chorava desesperado por querer calçar o sapatinho cor de rosa de sua irmã mais velha, BaekHyun já estava externando seus interesses, para logo depois guardá-los envergonhadamente dentro do lugar mais escuro de sua mente.

 

“Você não vai se endemoniar!” Seu pai gritara em cólera para um pequeno BaekHyun de 5 anos. “Eu te quebro no meio, garoto. Filho meu não vai virar mulherzinha!” BaekHyun apenas deixou-se chorar com a surra que levou sem nem ao menos entender os motivos que tornavam a sua inocente vontade de calçar aquele sapato pequeninho e rosado em algo tão errado aos olhos de seu pai. Era apenas um sapatinho delicado que mau algum poderia fazer, mas que no fim havia lhe custado os cortes profundo sobre a pele infantil, e, principalmente, danos permanente a sua mente.

 

BaekHyun corroía esse sentimento, a sua verdade, seu pequeno gosto intrínseco por toda a sua infância e pré-adolescência, reprimindo seus pensamentos o máximo que conseguia. Colocava-se de joelhos para rezar, implorando a Deus para que lhe tirasse do castigo que tinha sido imposto a si. Clamava sem cessar parar que morresse e pudesse, enfim, voltar em um corpo certo, que lhe permitisse usar todas aquelas coisas bonitinho que aparentemente somente as meninas poderiam ter.

 

“Papai do céu, se eu for bonzinho vou poder acordar amanhã como uma menina e o papai e a mamãe vão gostar de mim?”

 

No momento em que se pegou olhando para os outros garotos de seu colégio de um jeito diferente, desejando os corpos masculinos nas revistar que sua irmã mais velha lia escondido dos pais. Quando se pegava encarando o Park por tempo de mais, fantasiando sobre seu desejo de beija-lo que em fim notou que não queria ser, de modo algum, uma garota. Não repudiava sua masculinidade, sempre viu a si mesmo como de fato o era, apenas queria usar todas aquelas roupas bonitas que as garotas trajavam.

 

 Vergonhosamente sentia inveja delas, elas podiam usar suas saias e beijar garotos, BaekHyun não.

 

Não podia gostar de garotos. Não podia gostar de coisas de garotas.

 

“A mulher não usará roupas de homem, e o homem não usará roupas de mulher, pois o Senhor, o seu Deus, tem aversão por todo aquele que assim procede.”[2] Seu pai havia lido certa vez essa passagem antes do jantar, quase como se o diabo tivesse lhe segredado sobre os segredos sujos de seu filho. BaekHyun sentiu-se apavorado, o medo, que desde de sempre era seu único amigo, grudou em sua alma  fazendo-o suplicar para que esses desejos abandonassem sua mente. 

 

Mas eles não iam embora, por mais que tentasse, eles não saiam de si. Podia demorar horas no banho se esfregando até a pele torna-se vermelho sangue, colocar-se de joelhos pela noite afim, nada disso o mudou, nada conseguia fazer suas maças desaparecem do cesto de sua alma. Não podia gostar de garotos. Não podia gostar de coisas de garotas.

 

        BaekHyun era um garoto gay que gostava de coisas que a sociedade dizia ser apenas para garotas, mas ainda assim, de modo algum, queria ser uma garota. Não exista oração forte o baste para mudar sua alma, mas podia fingir, e era exatamente isso que fazia, fingindo até para si mesmo a maior parte do tempo.

 

      

Como quase tudo nessa vida, a curiosidade acabou falando mais alto que os medos e receios de BaekHyun. Aos 17 anos em fim experimentou uma roupa feminina pela primeira vez. Não era bem uma roupa, tratava-se do uniforme escolar de sua irmã.

 

BaekHyun aproveitou-se da febre que o acometera em virtude de um forte resfriado para ficar sozinho em sua casa. O quarto de SunHee sempre estava trancado, então não poderia entrar para surrupiar nem uma peça que fosse da irmã. Decidiu ir ao fundo da casa, onde era localizado a lavandaria, e acabou por encontrar apenas um dos uniformes escolares dela.

 

Com um misto de felicidade e pânico BaekHyun correu ao tropeços para dentro do próprio quarto. A porta foi devidamente trancada. Com toda a delicadeza e devoção que pudera empregar ao ato, depositou as peças de roupa sobre a cama. Primeiro a camisa branca, seguido da saia de pregas azul, finalizando com a meia 3/4.

 

BaekHyun ajoelhou-se ao pé da cama, as mãos tremiam sem que desse conta desse fato. Tocou as roupas calmamente, sentindo o tecido nas pontas dos dedos finos e compridos. Seu peito enchia-se de um sentimento puro, tão forte que quase o deixava sem ar. Permitiu-se afundar no mar de sensações que nadavam em seu corpo, tomando sua mente em uma bela ressaca.

 

Despiu-se em silêncio, ficando completamente nu. Sem pressa, BaekHyun vestiu peça por peça, sentindo as lágrimas banharem o rosto cálido. Seu corpo possuía curvas suaves, até um pouco femininas, fazendo com que as roupas lhe coubessem perfeitamente. Demorou mais do que seria necessário para abotoar a camisa, seus dedos estavam gelados e trêmulos. Depois de colocar a meia BaekHyun foi em direção ao guarda-roupa, ajoelhando-se para que conseguisse pegar a peruca que havia escondido em uma caixa de sapato. Tinha a conseguido nos achados e perdidos do colégio. O material usado para fazer os fios era realmente de qualidade, o tom de mel dos fios eram muito parecido com a cor real dos cabelos de BaekHyun. A peruca era tão bonita que não conseguiu evitar o desejo de pegá-la para si, mesmo sabendo que era algo errado a se fazer. Tinha mais coisas a acrescentar em sua lista de pecados, um bocado de motivos para ser levado ao inferno. 

 

Depois de colocá-la devidamente foi em direção ao banheiro dentro de seu quarto, que possuía um espelho de corpo na parede esquerda. BaekHyun se desfez em lágrimas enquanto encarava seu reflexo. Era um choro feliz. Genuinamente feliz. Pela primeira vez em muito tempo BaekHyun esqueceu-se de todos os temores de sua mente. Não havia dor, não havia medo, não havia marcas e cicatrizes. Era BaekHyun sentindo-se finalmente lindo. Ao menos por aquele mísero momento sentiu-se maior do que seus pecados.

 

Qual era o problema em gostar de coisas de garota mesmo sendo um garoto?

 

- Eu sou tão errado assim? – BaekHyun se questionou, acreditando, pela primeira vez, que não era.

 

BaekHyun, agora com seus quase 18 anos, já estava a quase um ano com o uniforme da sua irmã, vestindo-o sempre que fosse possível. Passou também a ir a lojas para provar algumas peças, mas nunca comprava nada, lembrava-se da surra que seu pai havia lhe dado ao encontrar em sua mochila uma tiara dourada que nem ao menos pertencia a BaekHyun.

 

 Uma das colegas de classe havia a esquecido em cima da mesa no final da aula, BaekHyun apenas tinha a guardado para entregar a garota no dia seguinte. A explicação nem ao menos começou a deixar seus lábios quando seu pai o puxou pelo braço com toda a brutalidade que aquele homem possuía para jogá-lo no sofá caro da sala.

 

Sempre que apanhava BaekHyun rezava silenciosamente para que fosse apenas a cinta de couro em contado com sua pele, por que os socos e chutes de seu genitor eram por deveras pior.

 

No inicio, quando apanhou pelas primeiras vezes, BaekHyun, como toda criança, implorou por ajuda de sua mãe, para que ela fizesse o papai parar, mas ela nunca fazia nada. Apenas olhava-o com um olhar reprovador e mudava de cômodo, como se os choro do filho fosse incômodo, apenas barulhos. Com o tempo BaekHyun parou de chamar por ela.

 

Desde esse incidente BaekHyun tinha medo de comprar qualquer coisa que fosse, então contentava-se apenas com aquele uniforme.

 

E foi em mais um desses dias, em que estava parado em frente ao espelho do banheiro enquanto escovava os cabelos falsos e admirava o uniforme em seu corpo, tão concentrado que não se dera conta de que a porta de seu quarto estava aberta. Ele sempre se certificava de que a tinha trancado, mas hoje havia se esquecido desse detalhe crucial. Tão logo viu o reflexo de mais alguém naquele espelho o coração de BaekHyun parou de bater por alguns segundos, antes de começar a pulsar freneticamente. Sentiu-se paralisar, o medo tomou todo o seu corpo como nunca antes. Nem mesmo as surras que levara de seu pai lhe deixaram tão apavorado como estava nesse momento.

 

BaekHyun não conseguia definir o olhar de ChanYeol. Os olhos negros eram como uma noite sem estrelas. Ele parecia ainda mais alto estando tão perto de si, ainda mais intimidador com a jaqueta e as calças rasgadas.

 

- ChanYeol... – Seus lábios apenas se moveram sem que nenhum som saísse por eles. Sua voz tinha momentaneamente desaparecido.

 

- Você está realmente lindo, BaekHyunnie. – ChanYeol sussurrou, levantando a sobrancelha direita de uma forma que fez BaekHyun odiá-lo por ser tão bonito de se ver.

 

BaekHyun sentiu seu estômago gelar, e o mundo a sua volta parou. Seu coração agora estava acelerado por outro motivo. Sem ter muita consciência de seus atos, virou-se para ficar de frente a ChanYeol. A escova ricocheteou no ar, dando duas voltas antes de cair com o baque estalado no chão entre os dois.

 

- O que disse?

 

- Eu disse que você é lindo, BaekHyun. – Um sorriso de lado adornou os lábios cheios. – Acho que não é nada que você não saiba. – ChanYeol agachou-se para pegar a escova jogada no chão. – Essa saia o deixou muito bonito.

 

Involuntariamente as mãos de BaekHyun agarram a barra da saia, a puxando para baixo em completo constrangimento. Desejou morrer ali mesmo, quase prendeu a respiração para que seu desejo se tornasse realidade.

 

- Eu... E-u... Eu posso explicar, ChanYeol... Eu – BaekHyun disse com dificuldade, os dentes batiam um no outro por conta do tremor que tomou seu corpo. – Por favor, eu...

 

- Hey, Hey. – ChanYeol deu um passo a frente, segurando o rosto delicado de BaekHyun entre suas mãos. – Calma, BaekHyun. Respira fundo! Nada vai acontecer.

 

BaekHyun não soube dizer se foi o tom de voz tão calmo do Park, ou seus olhos sinceros e cheios de precauções que lhe fizeram confiar nele.

 

- Não fique apavorado, BaekHyun. – ChanYeol pediu, os dedos fazendo um carinho suave em suas bochechas. BaekHyun estava assustado, era a primeira vez que deixava um garoto realmente lhe tocar, que sentia alguém lhe tocando sem que precisasse sentir alguma dor com esse ato impoluto. – Somos somente eu e você aqui. Não vou dizer nada a ninguém.

 

- Jura? Não farei mais isso! Eu prometo. – BaekHyun afastou-se, colando as costas  no espelho do banheiro, o medo ainda nadava em seu corpo. – Me desculpe! Eu juro, não faço mais! Não faço mais! Não faço mais! – BaekHyun tornou a se repetir sem parar, a culpa era tão evidente em suas palavras ao ponto de ChanYeol a sentir em sua pele.

 

Era doloroso assistir a essa cena. BaekHyun, que era tão pequeno e frágil, encolhido contra a parede tremendo capciosamente como se estivesse esperando o abate. Mas o que verdadeiramente doía, e como doía, era fitar os olhos castanhos tomados por uma mistura ácida de culpa e terror. Estava nítido no olhar triste de BaekHyun que ele verdadeiramente acreditava que era merecedor de sentir-se de tal modo.

 

ChanYeol sempre observou o filho mais novo dos Byun, constantemente notando a aura triste que parecia envolver o garoto tão bonito. Sempre triste, escondido em roupas largas demais para seu corpo pequeno. BaekHyun apenas usava peças pretas ou cinzas, depois de muito observar ChanYeol acabou percebendo que essas cores eram o reflexo dos sentimentos que o tomavam BaekHyun por dentro.

 

Sempre se questionou o que poderia atormentar o pequeno garoto, mas nenhuma resposta plausível surgia em sua mente. À primeira vista a família Byun aparentava ser muito amorosa e acolhedora, sempre presando a religião acima de suas ações, mas ChanYeol, sendo o bom observador que era, logo notou o medo cru nos olhos de BaekHyun. E era com esse mesmo olhar que ChanYeol era fitado agora.

 

BaekHyun estava quebrado.

 

Sem se deixar pensar, ChanYeol tomou o corpo pequeno entre seus braços, apertando-o com força contra o peito, tentando, dessa forma afobada, transmitir-lhe segurança.

 

- Não tenha medo de mim. – ChanYeol implorou, a voz tornando-se embargada com o choro que tentava prender em sua garganta. - Eu nunca lhe farei mal algum, BaekHyun. Não há nada de errado com você, não se desculpe.

 

BaekHyun chorou, se deixando ser abraçado como nunca antes, sentindo que enfim não estava mais só. Até mesmo a sensação de proteção lhe assustava, pois jamais achou que pudesse se sentir dessa forma. Nunca acreditou que existiria alguém no mundo que um dia se importaria consigo, nem sabia se merecia tal coisa.

 

 - Não me odeie, ChanYeol.

 

Mal sabia o pequeno BaekHyun que ChanYeol já estava apaixonado por ele há muito tempo. Logo ele, Byun BaekHyun cheios de maças.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

      

 

               

 

[1] Trecho retirado da Bíblia , Levítico 20:13

[2] Trecho retirado da Bíblia, Deuteronômio 22:5


Notas Finais


Essa é a nova versão de um fanfic que postei há um longo tempo, espero que gostem. Estranhamente me sinto um tanto apavorada por está aqui novamente kkkk







Aos meus leitores que nunca me deixaram quero lhe perder desculpas pelo sumiço, foi algo maior do que eu. Sendo completamente sincera com vocês afastei-me por motivo de saúde. Sofro de depressão e outros maus da alma que vem atrelado a ela, como crises de ansiedade e ataque de pânico. No momento estou me tratando, mas ainda sou um paciente em risco, ha semanas que tenho que ser dopada pelo meu psiquiatra pra poder encontrar um caminho que me leve a cura. A cura não é algo linear, estou dando o que eu posso para sair dessa.
Estou sendo sincera não por querer que vocês sintam pena ou algo assim, mas sim para deixar a situação o mais claro possível, e depressão não deve ser um tabu, quanto mais falarmos sobre ela melhor.
Escrever sempre foi a coisa mais importante pra mim, era o modo como minha alma conversava com o mundo, mas no ultimo tempo só estava me fazendo mal. Entrar aqui era como olhar para as minhas palavras e vê como eu era irrelevante, olhar para os meus textos e não enxergar sentimentos dentro deles, isso, pra mim, foi realmente doloroso, fora o fato de que eu não estava nas melhores condições para lidar com as mensagem de ódio que todo dia eu recebia. Perdi o amor pelas coisas mais simples, tive que me afastar para poder me encontrar novamente.
Não estou 100% bem ainda, mas estou tentando. Aos poucos vou terminar as fanfics que comecei e postar outras. Eu espero que vocês possam me entender, querendo conversar e só me chamar lá no tt, vou tentar retomar pra lá também. @PervassWorldd https://twitter.com/PervassWorldd


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