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História Indomável - Capítulo 17


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Notas do Autor


Olá, gente, tudo bem? Acredito que devo MUITAS desculpas para vocês, principalmente para aqueles que começaram a acompanhar a fanfic há uns bons anos. Muitas coisas aconteceram (boas e ruins), passei muito tempo sem escrever, até que voltei em janeiro e, durante a pandemia, finalizei uma história. Depois de três anos, perdi toda a inspiração para Indomável, mas decidi retornar, após notar o imenso engajamento que a história tem mesmo após tanto tempo. Não é justo com vocês, né? Quero avisar que infelizmente muitos elementos importantes foram perdidos, tem muita coisa que nem recordo mais; contudo ainda lembro como a história se sucede até o último capítulo, então finalmente posso dizer: INDOMÁVEL VAI TER FINAL! Vou aproveitar que minha faculdade ainda não retornou e dar o final que tanto merecem. Muito obrigada a quem ainda tinha esperanças e miiil desculpas!
Boa leitura.

Capítulo 17 - O Primeiro Filho


    Suas costas doíam intensamentes, cansadas com o peso arquitetado pela gigantesca barriga que se projetava para frente. Indra não se sentia apenas exausto pela maldita criança que se alojava entre os seus espremidos órgãos internos; contudo, também, pelo seu orgulho fragmentando em pedaços microscópicos. Após o fatídico dia de seu casamento, toda a sua honra fora mergulhada em um vácuo profundo, no qual nenhuma esperança habitava. Seu genitor, acreditando estar velho e inapto, transferiu suas responsabilidades para um imatura Ashura que, em seus pensamentos, pouco passava de uma criança, apesar de, graças às estúpidas tradições de seu povo, ser seu proprietário. Seu irmão havia se apossado de suas responsabilidades, suas ambições, suas projeções, mesmo que estas não fossem as intenções dele. Para si, nada havia restado além da responsabilidade ridícula de servir como um receptáculo para aquele amaldiçoado feto que se desenvolveu em si durante penosos meses. Aquela criança sequer havia nascido, contudo a cada chute e movimentação dentro do seu organismo, já a odiava profundamente. Um furioso guerreiro, reduzido a um simples objeto de prazer. Aquele não era ele e jamais poderia ser. 

    Os dias se passaram dolosos até que seu corpo não suportasse mais a criatura dentro de si. Em uma noite nublada, seus ossos pareceram se estilhaçar, enquanto o símbolo de toda a sua vergonha abandonava o seu organismo para nascer naquele mundo escuro. Seus gritos dolorosos eclodiram pelo cômodo de madeira, enquanto os passos nervosos de Ashura se chocavam contra o piso do outro lado da parede. Ao ver a criança, que lhe tinha proporcionado tanta dor e desgraça, coberta pelo sangue que também saía de si, repulsa e ódio tomaram conta de sua mente colérica. Mesmo fraco pelo esforço e pela dor, afastou-se urgentemente do recém-nascido que chorava assustado. Seus olhos castanhos estavam expandidos, enquanto seus pulmões ofegavam e o sangue subia pela sua face enraivada. A subordinada que ajudava em seu parto e agora segurava a criança em seus braços anunciou que se tratava de um garoto, enquanto ela o estendia para que Indra o segurasse. 

    — Afaste-o de mim. — Proferiu odioso, fazendo com que a outra o olhasse sem compreender suas duras palavras. — Tire-o daqui! — Exclamou, assustando as subordinadas ao seu redor que trataram de finalizar suas últimas pendências e retirar a criança dali.  

    Apesar da dura rejeição de Indra, o pequeno garoto cresceu sobre os cuidados das subordinadas do rei. Mesmo com as melancólicas insistências de Ashura, Indra negou-se a sequer olhar para seu filho ou até mesmo a lhe dar um nome. Para homenagear seu marido e com a intenção de que isto pudesse fazê-lo a se apegar ao pequeno menino, o rei lhe deu o nome de Tsukuyomi, referindo-se a ele como um deus da lua, da mesma forma que costumavam a conectar Indra com o satélite brilhante nos céus. Ele para si era a sua ponta brilhante de esperança no vasto céu escuro; porém temia perdê-lo para a insanidade. Seu irmão mostrava-se cada vez mais colérico, ignorando aqueles que se atreviam a se dirigir a ele. De fato, aquele, além da criança, que mais recebia seu desprezo era Hagoromo. Por vezes que seus caminhos se cruzavam, poderia jurar se revoltaria e o mataria com seus raios azulados efervescentes. Pelo medo incessante de o perder, Ashura decidiu que Indra poderia participar de suas reuniões ao seu lado. O irmão demonstrou possuir uma habilidade preciosa que lhe permitia vislumbrar o que se passava na mente do inimigo. Era uma chama ardente que invocava os desejos mais profundos do alvo, era o que Indra chamava de “fogo perpétuo”. 

    Era um dia ensolarado com uma leve brisa que soprava as folhas esverdeadas naquela manhã. Alguns governantes de reinados vizinhos compareciam a uma reunião em seu palácio. Ashura já se encontrava sentado em seu devido lugar, perante a longa mesa de madeira escura, acompanhado de um chá gelado. Ao seu lado, Indra permanecia em pé, como os acompanhantes dos governantes deveriam ficar. Aquela situação incomodava o jovem rei, mas, de acordo com as tradições que se pai o obrigava a seguir, em nada deveria interferir. Logo os outros reis sentaram-se nas cadeiras reservadas para os mesmos. Cada um possuía somente alguém ao seu lado, alguns queriam ostentar belíssimas companhias inteligentes que os auxiliariam nas estratégias de manejamento de suas terras, enquanto outros traziam fortes soldados para os defenderem e causarem incômodo nos outros presentes; entretanto nada daquilo impactava em Indra, o único ômega daquele cômodo, que somava todas as qualidades daqueles homens em si e ainda os superava em cada particularidade. A sua força era absurda, sua inteligência divina, a estratégia insuperável e a personalidade arrogante. Com seus olhos vermelhos adornando a face pálida, intimidava cada alfa ao seu redor. Nenhum deles havia presenciado o poder dele, sequer imaginavam o que ele poderia fazer, mas se tremiam pelas assustadoras histórias que ouviram quando Indra jorrava sangue inimigo pelos extensos campos de batalhas por longos períodos. Era impensável vê-lo ali, tão amedrontador, mas, ao mesmo tempo, tão contido ao lado de seu reino. Alguns pensavam que agora ele não deveria passar de um bichinho dócil. 

    Com sua grave voz, Ashura iniciou seus pronunciamentos. Pontuando os problemas os quais havia identificado, não somente na infraestrutura do seu reino, mas também naqueles que os rodeavam. Levantou possíveis inimigos e invasões e, antes que citasse as conquistas do seu exército, fora bravamente interrompido por um rei negligente.

    — Perdoe-me, minha alteza. — Ele começou, rindo baixo e franzindo as marcas de expressões em sua face velha e rugosa. — Contudo poderia retirar o seu ômega e minha presença? O cheiro dele está a me atiçar. Não consigo me concentrar em suas palavras, quando estou a pensar em algo mais deliciosamente atrativo. 

    Os olhos avermelhados de Indra abriram-se um pouco com a ousadia do velho e pareceram arder como chamas com a ira que queimava em seu peito. O seu coração pareceu mais agitado, retumbando em seus ouvidos, assim como as palavras atrevidas dele rodopiavam em sua mente. A sua garganta se prendeu e seus dedos passaram a formigar, quase como se fossem eletrocutados. 

    — O quê? — Ashura somente sussurrou assustado, sem reação.

    Tampouco conseguiu reagir com o que se passou em seguida: um estrondo surgiu no cômodo e ao olhar na direção de seu irmão, intensos raios azulados partiam de seu braço, destruído parte da estrutura de madeira ao seu redor. Os acompanhantes dos reis se apostaram na frente destes, na tentativa de protegê-los. O soldado que se apostou na frente do velho atrevido, que agora não passava de um alvo para Indra, possuía alguns bons metros e músculos grotescos; porém nada intimidava aquele que havia tido uma vida intensa dedicada a batalhas. Com um salto veloz em direção ao homem, nem Ashura e tampouco o soldado puderam agir contra tamanha velocidade. A espada sacada por ele fora despedaçada facilmente pelos raios de Indra, como se fosse feita de vidro. A carne do homem fora destroçada com a temperatura efervescente, executando-o assim que seu braço o atravessou, fazendo com que caísse ao chão. O sangue jorrou, chocando os convidados ali presentes com tamanha brutalidade.

    — Indra, não! — Ashura gritou, tentando alcançar o outro. 

    O urro do rei surgiu nenhum efeito, já que a fúria de Indra não podia ser impedida. O braço dele que irradiava raios furiosos e ardentes, atravessou sem dificuldade o pescoço grosso e enrugado do velho apavorado. Nada ecoou dele além de um grito esganiçado e apavorado. Concentrado em assassinar aquele desgraçado que ousara proferir contra si, não notou quando os braços fortes de Ashura rodearam a sua cintura, levando-o longe daquilo que já não passava  mais de um cadáver ainda quente.

    — Pare com isso, irmão! — Pediu, sentindo as lágrimas que inundavam seus olhos escuros e caíam sobre sua pele quente. Seu coração estava nervoso, não concordava com as atitudes do rei, mas tampouco acreditava que o outro havia sucumbido à loucura ao ponto de realizar um ato horrendo como aquele. — Olhe o que você fez!

     Após ter seu transe assassino quebrado, o primogênito olhou ao seu redor, percebendo os olhares assustados que recebia, contudo aquilo pouco lhe importava. Desfez-se do agarre do outro e com a raiva ainda pulsando em seus neurônios agitados, deixou o cômodo e o palácio por uma porta próxima. Estava manchado de sangue, mas isto também não o importava. O cheiro acre invadiu seus sentidos e, enquanto caminhavam em direção a floresta próxima, a falta dos campos de batalhas tomava-lhe os sentimentos.Ter um filho, servir a um rei, ser submisso. Tudo aquilo era um afronte a tudo que um dia fora. Não era aquilo e jamais o seria. O ódio queimava intensamente dentro de si, queria nunca mais poder voltar para aquela posição humilhante. Seus dedos seu cravaram furiosos em punhos, enquanto seus dentes rangiam tensos. 

    Seus olhos vermelhos estavam evidenciados em sua face. Ainda podendo sentir o poder dos raios em seus membros, Indra sentiu cada fibra de suas habilidades em seu corpo. Há quanto tempo não lutava? Treinava? Libertava-se? Estava exausto daquela maldita prisão. Seus pulmões se inflaram e com um sopro repleto de ódio, chamas intensas verteram de seus lábios, engolindo as árvores e incendiando a floresta em uma dança violenta. As labaredas refletiam em sua pele alva e, principalmente nos olhos repletos de fúria. 

    Ao estar tão preso em sua insanidade, Indra não percebeu que as suas chamas despertaram malignos espíritos que habitavam na floresta. Translúcidos, conseguiam facilmente se camuflar no mar de fogo e se aproximar perigosamente do indivíduo de sangue real. Os sharingans, como reluzentes rubis, atraíram perigosamente os espírito que hipnotizados avançaram famintos, já que há muito estavam esquecidos naquele denso lugar. Sedentos, invadiram os olhos de Indra, sem que este percebesse o que lhe atingira, mas que suas estruturas oculares ardessem intensamente e que o sangue de suas veias jorrassem por seus olhos vermelhos. Em um ímpeto desesperado, o príncipe olhou para as chamas vorazes, espalhando nas labaredas as vontades de seu coração. Naquelas visões, após passar anos como general no exército ao lado de seu tio Hamura, Indra finalmente subia aos tronos e recebia a coroa e o legado de seu genitor, assumindo todas as responsabilidades como rei. Naquela realidade jamais havia sido descoberto como ômega, jamais teria sido forçado a se casar, procriar e ser muito menos do que realmente era. Ali ele realmente era quem almejava ser, tratado como o deus que haviam lhe dito que o seria. O seu verdadeiro eu. Seu coração palpitou e seus pupilas dilataram, ansiando pelo o que via na sua própria técnica, estava preso em seu próprio fogo perpétuo, maldosamente manipulado pelos espíritos malignos que se alojaram em seus olhos e mentes para fazer com que, ainda naquela realidade, buscasse pelos seus mais intensos desejos. 

    Indra movimentou negativamente sua cabeça, já não sentindo mais a dor em seus olhos, que ainda permaneciam avermelhados. Sentindo a fumaça lhe impregnar os pulmões, retirou-se apressado de meio do fogo. Com o coração agitado e seus neurônios trocando diversas informações, sentia-se inquieto. Verdadeiramente tentado a conquistar tudo o que desejava. Possuía poder, inteligência, força e estratégia. Poderia ser comparado a um deus. Ofegando apressado, enquanto calculava e vislumbrava infinitas possibilidades para um futuro diferente, longe de toda a tortura que agora presenciava. Subitamente, sentiu algo estranho sussurrar em sua mente. Para alcançar o trono, deve matar Ashura e Hagoromo. Disseminar suas vontades e ideias para o seu povo, até que todos sejam submissos aos seus inegáveis desejos. Assassinar seu genitor era algo que palpitava em seu ser desde o dia em que o destinara àquela maldita jaula, ansiava por isso há muito tempo; porém não podia executar Ashura. Apesar de sua posição, não conseguia culpá-lo, ainda sentia um imenso carinho por ele, sabia que nada repousava em seus ombros além de uma responsabilidade gigantesca a qual não deveria possuir. Preferia cometer suicídio a ter o sangue do outro a manchar suas mãos; contudo queria cortar a cabeça de Hagoromo e esbanjar a sua vitória; mas como seu irmão e tio o olhariam? De fato, teriam a certeza de que estava insano. Outros reinos decretariam a sua morte, isto se já não estivessem a caçá-lo pela morte do velho insolente; mas isso não seria um problema, mataria a todos eles. Todos que cruzassem o seu caminho, protegeria Ashura e Hamura; todavia não pouparia nenhum outro.

    Apesar de seus desejos que antes já lhe habitavam a mente, Indra não percebeu que era violentamente influenciado pelos espíritos malignos que haviam se apossado do seu ser. Estes, admirados pelos sharigans, os usariam para visualizar o mundo lá fora e disseminariam seus olhos possuindo cada indivíduo portador de tal característica em seus olhos. Os espíritos malignos ressurgiriam, saindo da escuridão da floresta, para florescer através do ódio de cada humano. Indra, sem perceber, seria o primeiro passo para o que posteriormente seria horrendamente chamado de “maldição do ódio”.

    Ao retornar para aquele maldito palácio, notou como as pessoas o olhavam amedrontadas. Como temiam aquele ômega. Mesmo sem demonstrar, Indra contentou-se com aquilo, com o medo e a reverência. Reconquistaria o legado que possuía e fora obrigado a abandonar. Ainda era um guerreiro sanguinário. Os reis já não habitavam mais a construção e ao se aproximar do cômodo onde o assassinato ocorrera, os corpos mortos já não jaziam mais lá, somente Ashura que deixava-se levar pelas lágrimas quentes que lhe escorriam pela face melancólica, junto do sangue que ainda resistia nas madeiras das paredes.

    O ultimogênito olhou para trás, percebendo a presença silenciosa de seu irmão. Assustou-se ao ver o sangue que lhe vertia dos olhos avermelhados, além do líquido seco dos homens que haviam sido mortos. Com as palmas de suas mãos, limpou suas lágrimas para se levantar da cadeira de madeira e caminhar até o outro. Encarando-o tristemente, enquanto claramente podia visualizar algo estranho nele.

    — O que aconteceu com você? — Ele perguntou, tanto pelos olhos, quanto pela atitude de mais cedo, não conseguindo disfarçar a tristeza e o medo.

    — Isto é o que eu sempre fui, mas nada perto do que eu era em campos de batalha. — Respondeu sem se intimidar, com os olhos estáticos. — Você nunca soube como eu fui e jamais me verá novamente como um adorno.

    — Adorno? — Perguntou descrente. — Você é meu irmão, Indra! Eu jamais lhe veria assim. Você é muito mais do que um simples adorno para mim, é a pessoa que eu mais amo em todas essas terras. Parece que sequer me reconhece ou se recorda do que vivemos juntos. 

    Indra suspirou fundo, vislumbrando os olhos profundos do outro e deixando que os seus mesmos abandonassem a coloração avermelhada para retornarem ao seu habitual castanho. Com um suspiro cansado, elevou suas mãos ainda sujas e frias ao rosto dele, acariciando-o afavelmente. Ashura era o seu ponto fraco e jamais poderia passar por cima dele; contudo isso não poderia impedir a chama ansiosa que havia se instalado em seu peito e o consumia selvagemente. Com tal influência maligna com controle sobre a sua mente, suas atitudes e seu rumo jamais poderiam ser os mesmos. 

    Nos próximos dias que se seguiram, o príncipe se sentia ainda mais incerto. As próximas reuniões foram realizadas em outros reinos, os quais Indra não poderia mais ter acesso. Ainda mais recluso do mundo ao seu redor, passou a se isolar mais tempo na densa floresta, que ainda possuía galhos e troncos queimados pela sua fúria. Desconfiado pela estranha voz que o tornava impulsivo, começou a manter uma adaga na cintura para o acompanhar quando estivesse sozinho ou cercado por outros. 

    Em uma noite fria, na qual estava deitado ao lado de um adormecido Ashura, seus olhos avermelhados cintilavam como o fogo na escuridão. Uma sensação estranha de sufocamento tomava conta de si, como se necessitasse urgentemente fazer algo. Impulsivamente, agarrou a adaga prateada em que insistia em manter perto de si, vislumbrando seus odiosos sharingans reluzirem no metal espelhado. Da arma branca, mirou para o irmão. Seus olhos e suas mãos tremeram com a estranha vontade em seu ser, queria aproximar a adaga de sua carne e lhe rasgar a pele. Não, sussurrou para si mesmo. O que estava acontecendo consigo? Com medo de seus próprios pensamentos, levantou-se do fuuton em que dormia e decidiu caminhar pelo corredor gélido. Sua mente comandava seus pés involuntariamente, sem saber ao certo onde veria ir; porém ao ouvir o choro de Tsukuyomi, percebeu onde estava: adentrava o quarto da criança, com sua mão munida pela arma prateada. Seus olhos estremeceram outra vez, abandonando a cor sanguinário. O que estava fazendo? Aquele era o seu filho. Filho. A palavra ecoou em seu cérebro e suas pequenas sobrancelhas se contraíram. Não era um covarde que assassinava crianças, era um guerreiro feroz que protegia quem necessitava. Seus dedos se abriram, deixando que a adaga caísse no chão, tilintando como o perigo soava. 

    Com o estranho pensamento de que realmente pudesse estar se tornando insano, Indra deu as costas à criança que se desfazia em prantos e se retirou do quarto. Enquanto mirava a cintilante lua no céu, perguntou-se mais uma vez: o que está acontecendo comigo?

 



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