História Indomável - Capítulo 2


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Categorias Camila Mendes, Cristiano Ronaldo, Francisco "Isco" Suárez, Marco Asensio, Sergio Ramos, Toni Kroos
Personagens Marco Asensio, Personagens Originais, Sergio Ramos
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Palavras 2.405
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


nossa eu demorei mais do que eu queria para postar esse capítulo, perdão. tô tão feliz que resolvi parar de preguiça e revisar tudinho e ver se eu colocava ou tirava algumas coisas, com a vitória do Real Madrid em cima da Juve (com dois gols do asensio) eu fiquei muito feliz e resolvi ajeitar as coisas nos meus documentos de texto.. então vamos lá, nesse capítulo vai estar acontecendo um jogo e eu é claro mudei o placar kkkkk então digamos que esse jogo não aconteceu, ok? é só historinha. acho que é só isso
aa o cap tá relativamente grande (ou um pouco kkkk) prometo continuar nesse ritmo e as postagens também serão quão frequência, mesmo sem tempo tentarei postar toda sexta ou sábado.
agora é só, boa leitura.

Capítulo 2 - 01


Madrid, Espanha  

Dois Meses depois

 

  Não me recordo ao certo de como surgiu minha amizade com Aurora; ela vivia em minha casa, sua mãe, Pietra sempre disse que Jaqueline era sua melhor amiga. Ainda é. Madrid passava rapidamente do lado de fora do veículo e me deixava ainda mais aflita com meus pensamentos. Minha melhor amiga era minha irmã. Jaqueline era tão baixa ao ponto de trair a própria amiga? Essa foi a minha maior decepção e me rendeu uma perna fraturada, escoriações por todo o corpo e um trauma de dirigir. Mesmo estando fisicamente bem após dois meses do acidente eu sentia meu coração se contrair e meu corpo todo doer só de lembrar que minha mãe, a mulher que era para ser meu exemplo, cometeu um pecado imperdoável.

Assim que o veículo estacionou esperei que Jaqueline saísse para que eu a seguisse. Nós apenas falamos o necessário, não que ela não tentasse, eu não dava abertura para ela se explicar ou tentar inventar alguma desculpa.

— Jaqueline!

 A voz de Sergio me despertou de um transe. Estávamos no Bernabéu, era final da Champions e Jaqueline iria fazer uma matéria sobre o final do campeonato. Os dois se abraçaram rapidamente e Sergio veio até mim.

—  Achei que não iria ver eu segurando aquela taça. —  Brincou depositando um beijo em minha bochecha.

— Achei que você não ia me convidar, assim como no noivado. —  Alfinetei.

—  Já pedi desculpas.

 Seguimos rumo ao vestiário, eu não iria assistir o jogo da arquibancada, pedi para Sergio me deixar ficar sozinha um pouco, longe de Jaqueline e dos fotógrafos. Ele como um bom amigo conseguiu que eu ficasse escondida dos olhares atentos.

 A cada segundo que passava, sozinha em um lugar desconhecido por mim, sentada em frente ao armário de Benzema, eu estava ficando agoniada. Peguei meu celular dentro da bolsa para ver quantas horas ainda faltavam para aquela tortura acabar.

 Havia uma mensagem de texto que fez meu corpo todo gelar. Era Pietra. Ela havia descoberto toda a verdade? Abri rapidamente para ler o conteúdo da mensagem. .

Belinda, estou em uma viagem importante de negócios, mas assim que chegar - daqui a um mês - preciso conversar com você. Fique atenta ao celular, eu posso te ligar. Um enorme beijo.

 Eu não tinha culpa do que minha mãe havia feito, todavia eu me sentia mal por Pietra. Ela sempre foi gentil e amável comigo. Me tratava como se fosse da família e eu era.

 Sai do transe de pensamentos assim que escutei a lixeira de ferro tombar no chão. Olhei curiosa para ver o causador do meu susto; sorri com a imagem de um Marco Asensio completamente desesperado. Ele andava de um lado para o outro espraguejando até mesmo o vento. Cruzei as pernas esperando que ele notasse que não estava sozinho. Quando olhou para o canto e notou minha ilustre presença, Asensio corou me deixando ainda mais animada para terminar de ver seu ataque de fúria.

—  Oi.

—  Olá Marco Asensio, é sempre um prazer te ver. —  Disse sugestiva de mais e ele acabou abrindo um sorriso enorme e lindo. Sua feição raivosa havia se tranquilizado.

—  Como você tá? Fiquei sabendo do acidente. —  Ele coçou a cabeça.

—  Estou viva, nada me pára. —  Brinquei.— Mas e você? Está aqui por quê?

—  Fui expulso. Com apenas dez minutos de jogo. —  Ele se sentou e afundou a cabeça nas pernas em uma tentativa frustrada de se esconder.

—  Sinto muito, sei que esse jogo é importante.

—  Era o jogo da minha vida.

Tudo bem.

—   Pensa que não era para ser. —  Me aproximei sentando ao lado dele. —  Talvez isso tenha acontecido para evitar algo, sei lá.

—  Era para ser. —  Ele rebateu com a voz carregada de tristeza.

 Eu sabia como ele se sentia, não por passar o mesmo, porém Sergio já havia me contado inúmeras vezes o quanto era ruim perder um jogo, e naquele momento, para Asensio ele não só havia perdido o jogo. Havia perdido a oportunidade de mostrar todo o seu talento.

—  Você vai ter outras oportunidades. Você é jovem, está começando agora...

—  Você não entende. —  Asensio me cortou; tomei aquele fora como lição e me calei.

 O silêncio no vestiário foi terrível, voltei para o lugar onde estava e fui direto para minha caixa de mensagens. Não ia dar confiança para alguém que acabara de ser grosso comigo. Eu tentei ajudar. Pensei por segundos em ligar para Pietra, mas iria falar o quê? Oi tia, então eu sou filha do seu marido, filha de uma traição dele com sua melhor amiga, você descobriu isso e agora quer me contar? Eu já sei de tudo.

—  Me desculpe. — Assim que ouvi a voz de Asensio despertei daquele pensamento; Marco se levantou e veio até mim, ficando em minha frente. —  Fui um idiota completo, me desculpe mesmo Belinda é que é difícil, eu esperei muito por isso, eu lutei muito para chegar até aqui.

—  Fui invasiva, me perdoe. —  Pela primeira vez em minha vida confessei meu erro, algo estava errado comigo.

—  Quer sair daqui? Não quero ter que lidar com os consolos no intervalo.

—  Como vamos sair, vocês não vêm juntos pra cá? Você pode fazer isso? — Perguntei tudo tão rápido que achei que Marco não havia entendido nenhuma palavra, mas a idéia de sair daquele quadrado relativamente médio me deixava eufórica.

—  Digamos que eu esteja em um dia ruim, perdi a hora, vim de carro. —  Sorriu divertido. — Não sei se posso, mas vou. Se quiser vir.

—  É claro que eu vou, nem sei porque vim.

 

(...)

 

—  Quer ir em algum lugar? —  Asensio perguntou enquanto dirigia. Todo o meu corpo estava tenso, andar de carro não estava sendo uma tarefa fácil, ainda mais com Marco desviando o olhar do trânsito para mim ou para o celular.

— Você pode só olhar para o trânsito? —  A pergunta soou em um tom grosso mesmo não sendo minha atenção.

—  Tudo bem, me desculpe.

—  Tem um lugar que eu gostaria de ir. Podemos ir?

—  É claro que vamos! Agora estou curioso.

 Liguei o gps e coloquei o endereço rapidamente, o celular de Asensio começou a vibrar.

—  Atende por favor, não posso tirar os olhos da estrada. —  Riu debochando de mim, revirei os olhos o aparelho e o peguei em sua coxa. O nome da tela era de alguém chamada Lia.

—  É uma tal de Lia. Devo atender?

—  Sim.

—  Alô.

—  Asensio? —  a voz do outro lado da linha era tão sexy que me fez arquear as sobrancelhas, será que era a namorada de Marco?

—  Não, ele está dirigindo.

—  Coloca no viva voz então, por favor.

 Revirei os olhos novamente, ao meu lado Asensio não desviava sua atenção, assim como eu havia pedido. A contra gosto fiz o que a garota havia pedido.

—  Asensio, você tá bem? foi expulso e saiu do estádio, seu pai ligou para cá, queria saber se você estava aqui. Estão todos preocupados.

—  Eu tô bem.

—  Precisa voltar ou então venha para cá.

 Antes que Asensio respondesse, desliguei a ligação e aproveitei para desligar o aparelho. Asensio desviou o olhar para mim rapidamente. Murmurei um 'olha para frente’ rápido.

 Eu não ia deixar ele voltar, seria humilhante.

—  Quem é ela?

—  Minha amiga. Na verdade considero ela como uma irmã, é filha do meu padrinho. —  Se Asensio não tivesse aquele rostinho de bom moço eu duvidaria dessa amizade.

—  Ela fala com você com essa voz sexy ou é a voz dela com todo mundo?

—  Quê? Não! —  Ele fez uma careta que não pude deixar de rir, ele era tão inocente, concluí naquele momento.

—  Asensio, eu sei quando uma mulher estar interessada em um homem a distância, ela quer você. —  Dei os ombros e voltei meus olhos para a estrada.

—  Não quer não, —  rebateu. — ela é como uma irmã.

—  Tudo bem, não irei discutir, afinal você que tem que saber sobre suas paqueras.

 

(...)

 

 Asensio me olhava curioso, nunca iria passar pela sua cabeça que eu iria querer ir para casa.  

—  Sério mesmo? — Perguntou assim que as portas de metal se abriram revelando a cobertura linda de Jaqueline.

—  Eu não podia deixar você voltar. É humilhante.

—  Eu não voltaria. —  Disse sorridente. — Foi eu que disse que era para sairmos de lá.

—  Tanto faz.

 Caminhei até meu quarto e Marco me seguiu, já se passavam das seis da tarde, o jogo já estava no segundo tempo. Só iria deixá-lo ir após duas horas da partida. Tempo suficiente para as coisas acalmarem.

—  Quer me contar sobre o por que de querer tanto esse jogo? —  me joguei na cama. — Sinta-se em casa.

 Notei seu desconforto com toda aquela situação, mas era o melhor a se fazer, ir para um lugar público com ele não seria nada bom, as notícias diriam ainda mais coisas.

—  Relaxa Marco.

— Foi uma promessa, essa é primeira vez que eu jogo uma Champions. Foi uma promessa que eu tinha que cumprir. —  Asensio encostou na batente da porta e cruzou os braços, parando para analisar ele, Marco combinava perfeitamente com aquele uniforme, ele ficava extremamente sexy trajando seu uniforme.

—  Promessa pra quem?

—  Não quero falar sobre isso. —  sério?

—  Você não vai me falar mesmo?

—  Claro que não. —  Ele riu divertido; sua risada era contagiante, ele era uma pessoa que alegra qualquer ambiente, até mesmo minha casa que parecia um cemitério.

—  Quer ver um filme então?

—  Eu quero ver o jogo. —  Disse como se aquilo fosse seu último desejo.

—  Tudo bem.

 Liguei a TV e lá estava o jogo, 2x2, Asensio quase infartou quando viu o placar e sem que eu percebesse ele já estava sentado na borda da cama, atento a tudo que acontecia no jogo.

 O celular em minha mão parecia mais agradável que o jogo, até que um palavrão solto por Asensio me fez olhar a TV, Sergio estava caído, sua expressão de dor era horrível. Abandonei o aparelho e fui até Marco me sentando ao seu lado.

—  O que houve?

—  Foi pênalti.

—  Machucaram o Sergio? —  Perguntei preocupada.

—  Acho que sim, mas ele já está de pé. Quem vai bater a falta é o Cristiano.

—  E ele é bom? —  Asensio me olhou como se aquele resposta fosse óbvia. Eu sabia quem era Cristiano Ronaldo, mas não entendia nada de futebol. —  Ta! Ele é bom né? Para bater pênalti.

—  Sim, ele é.

  O silêncio se fez presente, o som do apito do juiz me fez ficar ainda mais nervosa, faltava pouco para o fim do jogo, aquele lance definiria o resultado, se Cristiano acertasse a rede, Madrid seria campeão da Champions. E ao meu lado eu teria um Marco extremamente feliz.

 Tudo foi tão rápido que a única coisa que vi foram os braços de Asensio me puxando para um abraço forte e cheio de animação. Retribuí da mesma maneira, ele era - também- um campeão.

—  Eu não acredito. Eu não acredito. Estou tão feliz. —  Ele me soltou.

 Asensio tinha um bom coração, mesmo não jogando e não estando no estádio, estava contente pela conquista do grupo. Estava feliz por seus amigos que levantaram aquela taça. Ele era incrível.

—  Na próxima você estará lá. —  Assim que falei ele meneou a cabeça —  Tenho certeza.

 

   As horas seguidas foram tranquilas, nós dois estávamos verdadeiros amigos, conversamos sobre tudo, ou quase tudo. Falamos sobre a carreira de Asensio, falamos sobre minha faculdade de jornalismo que não me deixava nem um pouco feliz. Até mesmo falamos de amor, contei sobre minhas desilusões; Asensio perguntou sobre meu relacionamento com Sergio, eu disse que era apenas amizade. Quando ele foi embora me deixando sozinha com meus pensamentos naquela casa, me senti muito mais só que o normal. Nunca tive alguém - além de Aurora - para conversar por horas sobre diversos assuntos. Como todo ser humano eu sentia falta da interação.

 

  A porta do meu quarto foi aberta; Jaqueline parecia furiosa.

A não!

—  Eu quero saber o que você e o jogador estavam fazendo aqui?

Não não não alguém descobriu.

—  Achou mesmo que ninguém ia descobrir sua pirralha mimada, eu não sei o que você tem na cabeça. Sabe quanto eu vou ter que pagar para você amanhã não estar em uma manchete nas revistas de todo o país? —  Jaqueline disparou. — Um fotógrafo nada amigo meu viu vocês saindo do carro.

—  Eu não tenho que dar satisfações a você. Tudo que eu tenho a declarar é que viemos para cá porque não queria expor Asensio em público,as pessoas poderiam odiá lo por ter abandonado o estádio mesmo estando expulso. Achariam que ele não gosta do time ou então que é mimado.

—  Pela primeira vez não pensou em você. Estamos progredindo. —  Disse me deixando furiosa, Jaqueline nunca reconhecia meu valor.

—  Saí do meu quarto! —  Ordenei.

—  Não, tenho que falar com você.

—  Fala e saí.

—  Amanhã pela tarde estarei indo embora de Madrid, você irá ficar, afinal você não me deve satisfação, então pode se virar sozinha. Arrume um emprego e pague o aluguel desse lugar, compre suas roupas, pague a faculdade. Você é independente não? —  Achei que meu coração iria parar de bater. — Acho bom arrumar rápido, o aluguel vence depois de amanhã.

 Jaqueline caminhou até a porta, porém antes de sair se virou para olhar minha face assustada e sem entender nada, ela lançou um sorriso maldoso. Essa era ela. Eu tinha pena da pessoa que ela era, e eu estava caminhando para me tornar uma mini vadia Jaqueline.

 Minha mãe estava me deixando sozinha. O que seria bom se eu fosse realmente independente. Desde pequena ela me acostumou a ser dependente dela, do dinheiro dela e agora estava virando as costas para mim. Se ela chegou a cogitar a hipótese de que eu iria me humilhar e pedir para ir com ela, estava enganada eu não iria. Eu estava decidida viver minha vida sem Jaqueline - já que era isso que ela almejava.



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