História Indomável - Capítulo 3


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Categorias Camila Mendes, Cristiano Ronaldo, Francisco "Isco" Suárez, Marco Asensio, Sergio Ramos, Toni Kroos
Personagens Marco Asensio, Personagens Originais, Sergio Ramos
Visualizações 413
Palavras 2.102
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi amores, eu sei que disse que postaria aos fins de semana mas é que eu sento para escrever essa história e flui tão naturalmente, o cap já estava pronto, por que não postar não é mesmo? Quero agradecer os favs e os comentários, vocês são maravilhosos. Quero também pedir para que vocês leiam as notas finais, é importante.

Capítulo 3 - 02


02.

Eu não gosto de nada e gostei de você.



 Jaqueline terminava de trazer suas malas para a sala; eu apenas observava cada passo que aquela mulher dava. Ela tinha uma postura elegante, era uma verdadeira dama.

 Quando tinha dezesseis eu só queria me vestir como ela, andar como ela, falar como ela. Ter a profissão dela.  Aos vinte e três eu só queria me desvencilhar de tudo que me lembrava ela. Eu não queria mais ser ela.

—  Sabe que eu pensei que você imploraria para vir atrás de mim. —  A voz de Jaqueline preencheu o ambiente. — Nem mesmo perguntou porque estou deixando Madrid, nem perguntou para onde eu vou.

—  Achou que eu ia pedir para ir? Você não me conhece mesmo Jaqueline. —  Cruzei os braços enquanto encara minha figura materna terminando de calçar os seus sapatos com saltos enormes. —  E onde você vai e o porquê não me interessa.

—  Estou indo morar em Nova York.

Merda! Em todas as minhas férias eu viajava para Nova York, era minha viagem preferida. E ela sabia disso.

—  Será que sua fama já chegou em Nova York?

—  A fama de uma profissional que faz tudo pela sua profissão? —  Perguntou debochada.

—  Sobre fazer tudo para conseguir o que quer. —  Rebati. — Se bem que tá escrito na sua face que você é baixa a ponto disso.

—  Sabe Belinda, eu sinto orgulho de você. Porque quando eu olho para o que se tornou eu lembro de mim. E ter uma Jaqueline dois no mundo é ótimo.

—  Eu não sou como você!

—  Ah você é! Tão igual a mim ou pior. É baixa, mimada, faz tudo para conseguir o que quer, acha que o mundo gira em torno de você. É uma predadora. —  Ela sorriu falsamente. — Você sou eu, age como se fosse a melhor, e você é, o problema foi que te ensinei ser assim, uma verdadeira cobra sem caráter algum capaz de derrubar todo mundo só para você subir um degrau na vida. Porém eu sou mais experiente e antes que você me pique eu te mato sufocada.

 Não tinha o que responder, era verdade. Tudo que Jaqueline me falou - por mais que doía na minha alma - era real. Eu era tudo o que ela havia cuspido em minha face. Jaqueline tinha ódio por mim, era visível e naquele momento era muito maior. Talvez por eu ter descoberto seu segredo ou então por puro despeito.

 Por mais que eu não quisesse, as lágrimas brotaram nos meus olhos.

—  Eu espero que você consiga sobreviver sem mim, garota. —  Aquele sorriso dela me deixava furiosa. — Acho que não vai ser difícil, você sabe como ganhar dinheiro fácil, aproveite que é bonita e cobre um bom valor.

—  O que quer dizer com isso? —  Aquela ofensa era inadmissível. Eu não podia acreditar que ela quis dizer aquilo. Eu nunca faria isso. Agora sim as lágrimas trilhavam um caminho pelo meu rosto.

—  O que você entendeu querida! —  Ela me lançou uma piscadela.

 O interfone tocou e Jaqueline que estava perto atendeu.

— É claro, pode liberar.

 Encarei a mulher a minha frente com desgosto e tristeza, ela não podia ser minha mãe; mães não são assim.

— Eu odeio você, mãe. — Fazia alguns anos que eu não chamava ela assim. Parece que a pequena frase lhe atingiu. Se eu soubesse disso teria dito antes só para ver sua face.

— Que bom.

 Antes que pudéssemos falar qualquer coisa uma para outro, o elevador se abriu mostrando um Asensio sorridente.

— Que bom que você já conseguiu, eu te disse, você se sairá muito bem.


(...)

 

— Me desculpe, eu não sabia. Só vim buscar as chuteiras.

 Eu nem me lembrava que Asensio havia abandonado as chuteiras em minha casa. Não estava com cabeça para pensar em nada.

— Ainda bem que você veio agora, se viesse depois não me encontraria. Estou saindo para arrumar um emprego.

— Emprego é? Tá virando responsável? — Asensio disse me deixando furiosa, eu sempre fui responsável.

— Sempre fui! Mas agora tenho que pagar o aluguel. — Disse bufando. Não havia jeito de pagar o aluguel que venceria em menos de vinte e quatro horas. Nem arrumando o emprego dos meus sonhos. — Se bem que ele vence amanhã, Jaqueline aquela cachorra não pagou antes de ir.

— Por que trata sua mãe assim?

— Por quê? Porque ela merece, Asensio. Você não conhece ela, não sabe as coisas que ela já me disse. Você não tem noção de tudo que eu passei com a dissimulada da minha própria mãe! Sabe qual foi a última coisa que me disse? Que era pra eu me prostituir. — Falei eufórica, Asensio me olhava com um misto de tristeza e pena, e era horrível ser vista assim. — Não me olhe assim.

— Assim como?

— com pena.

— Não tenho pena de você. — Asensio cruzou os braços. — Tenho pena da sua mãe. Ela não conhece a filha incrível que você é.

 Asensio era um ser humano maravilhoso, era a nossa segunda conversa duradoura e ele se mostrava ser incrível. Já eu, mostrava ser apenas um vazio, mas nunca me importei com o que as pessoas pensavam de mim. Por que com Asensio eu me importaria?

— Você é incrível sabia?

— Sabia sim, as pessoas costumam me dizer. — Disse sorridente, do jeito que eu gostava de ver. — Agora eu preciso pegar as chuteiras, vou ir viajar e preciso levar comigo. — Viajar para onde? Posso saber? — Caminhei até o quarto para buscar o que Asensio veio buscar.

— Vou passar o fim de semana na casa do meu padrinho. Preciso das chuteiras porque vai ter pelada e ela me dá sorte.

 Peguei as tais chuteiras da sorte e entreguei o rapaz a minha frente. Ele vestia uma camisa vermelha que realçava o seu tom de pele e seus olhos extremamente brilhantes.

— Você fica bem de vermelho. — Elogiei. — Agora vamos! preciso arrumar um emprego ainda.

— Por que não vem comigo para casa do meu padrinho?

— O quê? — Meu tom de voz subiu. Aquilo só podia ser uma piada de Asensio.

— É sério, ou você acha que hoje vai conseguir arrumar um emprego bom capaz de pagar o aluguel desse lugar?

— Acho que consigo sim, precisam de recepcionistas sabia?

— E você acha que o salário de uma recepcionista paga esse aluguel? Você precisa de vinte salários desse. — Analisei o  que Asensio disse e era real, não conseguiria um emprego capaz de arcar com o aluguel e as despesas. — Vem passar o fim de semana comigo. Vai ser bom, depois você vê isso. Esquece o aluguel, esquece o apartamento. Acho que você deveria vir.

 Eu o conhecia tão pouco, mas a proposta era tentadora demais. Eu precisava de um tempo para colocar minhas idéias no lugar; algum canto em que eu pudesse pensar sobre meu pai, Pietra e de como contaria para Aurora.

— Asensio, a gente se conhece a dois dias não? Como confiar em você?

— Olha bem para minha cara e vê se eu vou te fazer algo? — Asensio falou com ar de deboche e logo depois revirou os olhos.

— Eu vou saber.

— Quero que venha porque lá é tranquilo, está escrito na sua testa que precisa esquecer um pouco as coisas. E seus olhos vermelhos e o nariz também denunciam que estava chorando. — Encarei meu mais novo amigo com curiosidade, como ele conseguiu perceber? — Acredite, em pouco tempo que conheço você já admiro a sua pessoinha. Você é legal, Bel.

Bel?


(...)


 Imprudente? Talvez! Viajar para um local com alguém que acabara de conhecer foi a coisa mais maluca que eu fiz em toda minha vida.

 Estávamos em um sítio, era enorme. Asensio estacionou o carro e ao lado eu pude ver um enorme lago; desci do veículo observando o verde do local. Fazia um tempo que não via algum lugar assim. As árvores, a grama molhada… tudo era bonito.

— É lindo né?

— Sim Asensio, aqui é maravilhoso!


  Seguimos até a residência que ficava próxima; a moradia também era incrível, mesmo sendo pequena parecia aconchegante.

— Asensio! — Uma mulher loira veio correndo até meu amigo e o abraçou com toda força do mundo. Aquela voz era conhecida por mim. Era ela.

— Lia! Que bom te ver.

— Fico feliz. — Ela se separou e me encarou, seu olhar foi mortal. Ela realmente gostava dele.

 Antes que eu pudesse dizer algo para a tal Lia, Asensio me apresentou para os dois homens que saíram de dentro da residência.

— Essa é Belinda Boaventura, minha amiga.  

— Por que não disse que traria visitas? — Lia perguntou enquanto me fuzilava com os olhos. — Não tem quarto disponível.

— Ah! Não é problema, ela dorme com Asensio. — A cópia viva de Asensio em uma versão mais velha se meteu no assunto enquanto sorria descaradamente.

— Cala boca, Igor. — Asensio revirou os olhos. — Aproveita e vai pegar as malas, vai. Eu durmo na sala, não tem problema.

 Agradeci aos céus quando Asensio não deixou mais ninguém falar e se prontificou a dormir na sala, cedendo o quarto para mim.

— Belinda, sou Ricardo. — Um senhor me estendeu a mão e me cumprimentou. — O padrinho de Asensio, espero que se sinta em casa.

— Obrigada Senhor. — Agradeci sincera, eu não era a simpatia em pessoa mas não era mal educada. Única coisa de bom que Jaqueline me fez foi dar uma boa educação.

— Marco mostra o quarto para ela. — Ordenou.

— Ok.


  Asensio e eu fomos até o quarto; o interior da casa era simples, sem luxo algum, mas ainda sim tudo era bonito. Parecia um lar feliz.

 O quarto também era simples, uma cama de casal e um guarda-roupa embutido na parede. As cores das paredes eram diferentes. Duas delas eram pintadas em um rosa claro e as outras duas em um creme que não se combinavam nada.

— Obrigada por me convidar, aqui é bem bonito.

— De nada, Bel.

— Lia gosta de você.

— Não gosta não. — Asensio parecia estar incomodado com o assunto; coloquei como meta fazê-lo me contar sobre Lia. Será que ele também gostava dela?

— Ok. Tudo bem!

— Descanse um pouco, depois eu volto! Vou te mostrar o sítio.

 Asensio piscou para mim mas antes de sair eu precisava dizer algo.

— Sabia que eu nunca gosto de nada e eu gostei de você. Fico feliz em ter sua amizade. É algo que não quero perder, então de antemão peço que me compreenda. Não sou fácil de lidar, sei disso. Mas não quero perder sua amizade, como perdi a de todos que mergulharam em mim. Então se eu estragar tudo me desculpe. — Respirei fundo; nunca havia mostrado meus sentimentos a ninguém, mas algo dentro de mim implorava para dizer aquilo para Asensio.

— Não vai perder. Tenho certeza.

 Asensio me deixou sozinha no quarto, fui até a janela que ficava perto da cama e contemplei o lugar. Era lindo mesmo. Os minutos atrás me fizeram imaginar o que estava se passando comigo. Eu nunca fui de demonstrar nenhum tipo de afeto e isso acabou me afastando de muita gente boa. Talvez seja isso que me impulsionou a dizer o que eu disse para Marco.

— Oi. — A voz de Lia preencheu o quarto após algumas batidas na porta. Me virei encarando a loira.

— Olá.

— Confortável?

— Dá para gasto. — Dei os ombros enquanto passava os olhos no quarto.

— Fico feliz que esteja bem. — Lia disse falsa. — O que tem com Marco?

 Uau! Ela era direta, realmente gostava dele. Arqueei uma sobrancelha e não pude deixar de dar uma risada debochada.

— Somos amigos, por quê?

— Por quê? — Ela perguntou me mostrando que era óbvio. Além de gostar dele ela me considerava uma ameaça. Eu era? Eu estava amando saber que eu provocava ela de alguma forma, desde a primeira vez que escutei apenas sua voz não gostei nem um pouco dela. — Ele nunca trouxe ninguém, querida.

— Tudo tem uma primeira vez, querida.

— Vou deixar você descansar.

 Lia saiu do quarto batendo a porta com força. Ela não gostava de mim, eu não gostava dela. Fiquei sorridente ao imaginar como ela estava com raiva pela minha presença. Iria ser um maravilhoso final de semana. Concluí.


Notas Finais


Então gente kkkkkk não gostem da Lia, é isso. Na verdade queria dizer algo sobre a história, muita gente pode achar as coisas meio corridas, mas não está sendo não, ainda tem muito coisa pra ser desenvolvida principalmente sobre os sentimentos da Bel, isso eu faço questão de explorar, eu gosto tanto dela e queria mostrar pra vocês o melhor e o pior da minha personagem. Então ainda tem bastante coisa pra acontecer.

Ps: DESCULPE SE TIVER ERROS, REVISEI MAS PODEM TER PASSADOS ALGUNS, bjs <3


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