História Indomável Coração - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Casamento, Romance, Segredos, Triângulo Amoroso
Visualizações 4
Palavras 564
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


*Primeiro capítulo narrado em terceira pessoa, porém, os próximos serão narrados pela personagem principal da história.

Capítulo 1 - Prólogo


- Me prometa que não vai se esquecer de mim. Independente de quantos novos amigos você faça.

- Eu prometo Nina, sempre vamos ser amigos.

Marina Magalhães, com toda força que possuía em seus 8 anos, abraçou seu melhor amigo.

Tony Montenegro, mesmo sendo 2 anos mais jovem sabia que a mudança para a capital não era por um bom motivo. Com a morte prematura da mãe e o comportamento alcoólatra do pai, uma tia distante se tornara o mais próximo de um lar.

- Acha que vamos nos ver de novo?

- Claro que vamos. Assim que eu ficar mais maior.

- Não existe "mais maior". Ou é "maior" ou é "mais".

Tony sorriu ao escutar Marina dizer aquilo.

Ela era tão sabichona. Não era de se estranhar que Léo implicava com ela.

- Vou sentir sua falta.

- Eu também vou.

- Olha os namoradinhos!!! Marina e Tony, juntos passeando, logo vão estar se beijando...

A voz veio do alto de uma árvore. Mas, Nina não precisava ver para saber de quem era a voz.

- Calado Léo.

- Olha, ela tá vermelha!

- Por que não mostra a cara? Aparece aqui seu covarde!

Num único salto, o garoto pousou frente a Nina.

Léo, que era alguns centímetros maior que Nina, era bem alto para seus 12 anos, porém mesmo com toda a pose de mais velho, se comportava como uma criança quando estava perto de Nina.

- Estou aqui.

- Você é um idiota.

- E você é uma anã.

- Não vou senti nem um pouquinho de saudade de você.

- Claro que não. Você vai sentir falta do seu namorado.

- Ele não é meu namorado.

A cada palavra, Marina ficava mais irritada, o que era o motivo perfeito para que Léo continuasse a falar.

- Admita Nin, vocês são namorados.

- E você é namorado da... da...

Ele riu e começou a andar.

- Vamos, temos que ir embora.

Numa marcha silenciosa, Tony e uma irritada Nina seguiram Léo pelo caminho de volta a fazenda.

Na hora da despedida, algumas lágrimas caíram dos olhos de Nina. Tony, embora se sentisse triste não chorou, permaneceu do lado da melhor amiga o máximo que pode, até a hora de entrar no carro.

- Te vejo logo.

Nina somente sorriu diante da promessa feita pelo amigo.

Porém seu sorriso se fechou quando Léo parou em sua frente.

Ambos não falaram, ele não queria dizer uma última grosseria, parte de si já sentia saudade de casa, e até mesmo saudade da garota de maria chiquinha a sua frente.

- Tchau Nin.

- Tchau Leonardo.

Com um sorriso, Léo (que odiava ser chamado de Leonardo, tanto como Marina odiava ser chamada de Nin) caminhou até o carro, mas logo correu de volta e deu um beijo em Marina.

- Eu te odeio.

Ela, que ainda estava abismada pelo beijo, revirou os olhos.

- Eu te odeio bem mais.

Com um sorriso, Léo entrou no carro, e Marina viu seu melhor amigo e seu vizinho irritante ir embora.

Ela escreveu muitas cartas, e todas obtiveram respostas.

Mas com o passar dos anos, Marina percebeu que Tony não tinha mais 8 anos, ele não era mais o menino com quem ela brincava no lago, e Léo não era mais o garoto que brigava com ela.

Ambos começaram a mudar, e com o tempo, ela também.



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