História Indominus - Interativa - Capítulo 2


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Kanato Sakamaki, Laito Sakamaki, Reiji Sakamaki, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki
Tags Bruxas, Diabolik Lovers, Interativa, Vampiros
Visualizações 42
Palavras 2.250
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Velhos conhecidos e pedidos problemáticos


Fanfic / Fanfiction Indominus - Interativa - Capítulo 2 - Velhos conhecidos e pedidos problemáticos

Data:Desconhecida

Localização: Desconhecida 

Ponto de vista : Pandora

Estou aqui novamente. 
A escuridão nunca fora tão convidativa, mas afinal, o que era a luz? Quando penso vejo o Sol.  Faz um bom tempo que eu não sinto o Sol em minha pele, sera que ele vai me queimar como antigamente ?  Por quê eu estou pensando nisso? O silêncio também sempre me fora convidativo. Então por que me preocupar com uma queimadura banal causada pelo Sol? .

Eu deveria estar pensando em onde estou no momento, minhas pálpebras pesam e sei que se abrir os olhos vou continuar a ver a escuridão do “meu” quarto. Talvez seja melhor assim, se me deixarem aqui pra morrer não vou machucar mais ninguém.

Sinto um frio subir pela minha espinha, os pelos da minha nuca querem abandonar minha pele. Estou jogada na grande cama que fica no centro do quarto, que afunda levemente ao sentir o peso do recém chegado. Sinto o toque suave pelo meu cabelo que está espalhado por todo o leito em um mar negro. 

Era sempre assim, ele vinha e me fazia carinho como se eu fosse um bichinho. Ele sabia que eu era perigosa, não sabia? De qualquer forma eu nunca me importava, eu precisava de um toque, seja humano ou não, para saber que eu ainda sentia algo depois de tudo.

- Me disseram que você não anda comendo. – A voz dele era sempre calma comigo, era como um ronronar, e eu gostava de ouvir qualquer voz que não viesse dos cantos obscuros da minha mente.

Abri os olhos vagarosamente encarando aquelas orbes douradas, que tinham um olhar intenso, mesmo que manso sobre mim. Virei-me na cama, com o corpo de frente para o dele.

- Perdi meu apetite. – Meu tom de voz nunca passava de um sussurro, e ele parecia gostar da submissão na minha voz.

Sua mão cessa o afago no topo de minha cabeça e seus dedos descem para meu rosto, passando para meu pescoço e finalizando a trilha em meu braço desnudo. 

- Temos planos a cumprir minha deusa. – Ele começa fazendo o caminho inverso com os dedos sobre minha pele. 

“Deusa” 

Ele me disse que meu nome vinha de uma história da mitologia grega. O mito falava sobre uma desavença entre um Deus e um Titã, o Titã deu o fogo a humanidade e como castigo a traição, o Deus pediu a ajuda de seus irmãos para criar a armadilha perfeita.  

Pandora foi o nome dessa armadilha, dotada de todos os dons divinos, mas também de um defeito mortal, a curiosidade. A deusa se casou com um rei e recebeu uma caixa de presente de casamento dos outros deuses, mas também ganhou uma advertência, não deveria abrir a caixa.

O tempo passou e Pandora conseguirá lutar contra a curiosidade. Até que lhe veio a brilhante ideia de abrir apenas uma fresta da caixa. Quando ela abriu a fresta da caixa, todos os males do mundo escaparam, sobrando somente a esperança no fundo. 

Pandora ficou conhecida como “ A Portadora de todas as desgraças”

- Faz parte dele me manter aqui? – Questiono curiosa, talvez eu seja como Pandora no final de tudo. 

Ele afasta suas mãos de mim de maneira delicada, me dava carinho como se fosse um bichinho e depois me tratava como boneca de porcelana, concluí.

- Vim tratar desse assunto. – Ele se senta na cama me encarando com a intensidade costumeira, engolindo-me com os olhos. – Você vai para casa comigo.

Depois que me encontrou, ele havia me deixado aqui, em uma casa de campo afastada, com alguns servos e entretenimento a minha escolha. Primeiramente pensei que poderia aproveitar a situação, mas logo a culpa das mortes da Vila me assombrou. Permaneci no quarto, jogada na cama, de olhos fechados para ignorar o mundo, eu queria que tudo fosse pintado de preto.

- Mas eu quero ficar aqui. – Meu pedido vinha em tom de voz comum, enquanto me sentava de frente para ele. – Sou perigosa. – Citei a frase que mais usava nos últimos tempos. 

- É por isso que você  vai ficar ao meu lado por um tempo. – Ele explicava com simplicidade, chegava a irritar que tudo que saía de sua boca fosse sempre correto. – Vou lhe ensinar controle. 

O encarei mais minuciosamente procurando algum traço de mentira em suas feições, no escuro do quarto. Depois repousei minha cabeça em seu colo, recebendo novamente um afago no topo da cabeça.

- Tudo bem, faço o que você mandar, só me prometa uma coisa. - Viro-me de barriga para cima, vendo um par de olhos curiosos me questionarem em silêncio. 

- E o que você deseja? Minha deusa. 

TOKYO – 3 de janeiro 2018 

As ruas sempre movimentadas de Tokyo nunca me incomodaram, talvez a única coisa a me desagradar, mesmo que pouco, sejam os olhares lançados a mim. Até parece que nunca viram um estrangeiro. Me detenho na frente de um restaurante refinado, a passos curtos observo os atendentes abrirem a porta dupla para mim. 

O local é bem iluminado, poucas pessoas, talvez pela privacidade, concluí. Os vidros do restaurante parecem escuros para evitar os paparazzi. O gerente vem até mim ao me avistar e me guia até uma parte afastada do restaurante. Ele me leva por um longo corredor até uma porta de Carvalho escuro, eu já sabia quem estava lá, então o dispensei. Abri a porta e adentrei o cômodo de tons pastel. 

- Pontual como sempre. – Eu nunca deixava de me surpreender com o tom calmo com que ele sempre me tratava. – Assim como bela. – Com um gesto ele indica a cadeira do lado oposto da mesa.

Me direcionei até meu assento, analisando discretamente a nova aparência do meu velho conhecido, ele de fato havia mudado suas características para parecer mais “humano”.

- Se já começou me bajulando, vai me pedir algo. – Comento divertida para o Moreno a minha frente. – Do que precisa. Tougo? – Questionou direta, os tempos haviam mudado, eu não era mais uma jovenzinha assustada.

Uma das mãos dele ficou sobre a minha, enquanto outra foi a minha face em um afago conhecido. 

- Do seu conhecimento . – Retiro sua mão de meu rosto ao ouvir aquela frase. – Vai negar o pedido de um velho amigo? – Questiona ao ver minha expressão.

- Um “ amigo”, de verdade, não começa pedindo um favor mentindo. - Minha postura relaxada torna-se defensiva, imponente. – Sua alma está cinza. – Falo simplesmente. 

Para uma bruxa, ver a alma de alguém é um dom secundário difícil de controlar, entretanto eu optei por aceitar ver a escuridão das pessoas.

- Tsc. – O som de desagrado emitido por ele foi o suficiente para que ambas as partes tomassem postura ereta. – Pego tão rápido ?

- Não se pode acobertar a alma Karl. – Comento ao ver seu olhar divertido sobre mim. – Se é que pessoas como nos tenham uma. – Meu tom de voz se torna melancólico e nostálgico, um sorriso mínimo se desenha em minha face ao lembrar do passado.

Narradora

 O vampiro a encara e percebe que seus pensamentos logo iriam para cantos obscuros, então puxa a maleta que repousava ao seu lado e estende para a morena. Pandora a puxa para si e ao destrancar a maleta sua pupila dilata de tanta surpresa. 
 Com um pulo a bruxa se afasta da mesa e olha incrédula para o antigo conhecido, que , de modo que a surpreendeu mais ainda, não esboçando seu costumeiro sorriso cínico , Karl tinha as feições sérias.

A morena pega o conteúdo da maleta, que rebela ser apenas uma rosa branca, aparentemente conservada em um tipo de resina, mas o que chamava atenção era seu caule, até  raiz , que era negro e extremamente espinhoso.

- O Tratado de Sangue proíbe qualquer ato de guerra. – Fala a Indominus entre dentes. – Eu cuidei das rebeldes, a guerra acabou. 

O vampiro ri suave, não havia humor naquele assunto, e ambos sabiam muito bem disso. Aquela maldita rosa, para um leigo do mundo sobrenatural, não significava nada, mas para alguém com um mínimo de embasamento nas leis antigas, sabia que aquele era o cartão de visitas de um Coven desgarrado, Indominus  que se uniam e formavam Covens de magia negra , e que repudiavam o Tratado de Sangue.

- O fato do Coven Ancestral ter destruído aquelas criaturas de nada vale, se elas e sua ideologia  continuarem a me ameaçar. – O tom dele se tornou perigoso ao levantar-se de seu assento e se aproximar da orelha de Pandora. – E eu não gosto de ser ameaçado .

Pandora o encara de modo fatal e passa a mão nervosamente pelas madeixas negras, a aproximação era perigosa e ambos sentiam a respiração do outro, ao menos ele sentia a dela. Um sorriso debochado pintou os lábios vermelho sangue da bruxa que se aproximou ainda mais, segurando o queixo do vampiro com segurança, recebendo um sorriso da parte dele , entretanto o movimento foi rápido e ela guiou seu rosto para a o lado contrário do dela. 

- Nem eu. – Concorda a Morena . 

O sorriso do homem a sua frente é substituído novamente por uma carranca e Pandora se perguntou o porque porquê de ainda estar ali, já que não fazia nem vinte minutos que chegará e o vampiro já conseguirá irrita-la como ninguém.

- Então chegamos a uma concordância. – O vampiro constata novamente se sentando elegantemente em seu assento. – Pedi a Morgana que fizesse valer o Tratado de Sangue.

Pandora o encara um tanto confusa, ele não tinha total desprezo pelas ancestrais que ele alegava serem antiquadas demais para a nova era?

- O que você pediu? – Questiona a morena sentando-se em seu assento novamente.- Vai querer uma bruxa como esposa novamente?- O veneno transbordou dos lábios de Pandora.

Era de conhecimento geral que Karlheinz queria um herdeiro digno para sucede-lo, entretanto nenhum de seus filhos pareceu estar a altura do desafio e muito menos interessado em tomar seu lugar. Pandora nos primeiros cem anos que passou com Karl, foi testemunha da ideia do albino de conceber um filho com Morgana, a bruxa ancestral que um dia fora sua amante, entretanto ela tinha uma reputação a zelar e o amor não é algo em que bruxas antigas acreditam. 

- Sempre com uma resposta na ponta da língua, não é mesmo.- Fala o vampiro com uma risada sem humor, logo escorando o queixo na mão que repousava na mesa.– Minha deusa. – Pisca um olho para a morena, fazendo charme.

- Vamos ao ponto, você não me chamou aqui para discutirmos sua vida amorosa. – Fala a morena que toca o queixo com o indicador, tomando uma feição pensativa. – Ou a falta dela.

O vampiro revira os olhos com o comentário da velha conhecida, sua garotinha era realmente terrível, entretanto logo teve que corrigir o pensamento, já que “garotinha” não se encaixava mais como adjetivo a mulher na sua frente.

- Meus filhos são fortes. – Começa ele com uma pitada de orgulho. – Mas bruxas também são, ainda mais bruxas antigas que não se importam mais com o controle ou a discrição de sua magia. – Complementa e encara a morena vendo sua feição refletir entendimento.

- Você quer guarda-costas para as tuas crias? – O questionamento saiu como uma bala, certeiro.

Pandora estava mergulhada em um misto de surpresa e revolta, o que ele achava que ela era? Uma babá? Não, ela era livre e só fazia o que queria, e não estava nos planos ficar presa a um grupo de vampiros sádicos. Não que de fato o sadismo a desagradasse .

- Não pense assim, pense como uma guarda temporária.- Karl tenta dissuadi-la . -  Se algo acontecer aos meus filhos, serei obrigado a declarar guerra, e nos dois sabemos que na guerra perdas são causadas. – O tom dele tornou-se ameaçador.

- Sou uma Indominus, não posso nem ser vista. – A morena retruca como se fosse óbvio. – Sabes que depois que você me achou elas ordenaram a minha morte, tentaram me amaldiçoar, tentaram me usar. – Pandora relembra ao vampiro com pesar.

- Elas aceitaram uma trégua, afinal, ninguém quer uma guerra comigo. – Fala o albino com um sorriso orgulhoso e Pandora revira os olhos. – Fique tranquila, não é como se você não soubesse se defender.

Pandora tinha permanecido com poucos impulsos de quando era jovem, e talvez tivesse permanecido com o pior deles. A vontade incondicional e desenfreada de socar a cara de Karl. Um suspiro derrotado saiu pelos lábios e um sorriso se formou no rosto do vampiro.

- Eu te odeio. – A bruxa fala somente e se dirige a saída do cômodo com passos duros.

Se Karl realmente queria que alguém fizesse algo, esse alguém o faria por bem ou por mal, a única diferença era que ela havia decidido fazer por bem, sem chantagem ou tortura.

Quando saiu de dentro do restaurante a morena não teve como evitar um bufar irritado, aquele vampiro era o conhecido de maior data que ela já tivera e talvez seu único elo real com o mundo. O único problema dessa relação era o fato dele ser insuportavelmente controlador e manipulador. 

Os sinais e luzes das tuas de Tokyo logo chamaram a atenção de seus sentidos e  a bruxa seguiu seu rumo, sem pressa até o hotel onde estava hospedada , poderia abrir um portal em algum beco escuro, mas uma caminhada lhe traria o foco que precisava para lidar com aquela situação.


E no meio de sua reflexão a bruxa não notou que um par de olhos escarlates a encaravam de longe.


Notas Finais


Espero qje tenham gostado, só queria mostrar um pouco de como sera minha escrita.


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