História Inefável - Capítulo 4


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Categorias EXO, Lu Han
Personagens Lu Han, Sehun
Tags Hunhan, Luhan, Luhan Dono De Cassino, Sehun, Sehun Tatuador
Visualizações 127
Palavras 2.615
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, alguém ainda lembra dessa fanfic? GSUYGBVUSG /foge das pedras

Eu tinha terminado essa capítulo mês atrás, mas com a correria do dia a dia acabei esquecendo-a de postar. Aí estava eu limpando o notebook e vejo o capítulo prontinho.
PODEM ME DAR O TROFÉU TROUXA DO ANO!

Mas espero que gostem e desculpe a demora.
Boa leitura~~

Capítulo 4 - A resposta está no silêncio


Vocês ficariam na piscina por muito tempo? E se estivesse chovendo?

Estava tão abafado que acabamos ficando na piscina por muito tempo, boiando metade do corpo numa espécie de colchão sem fazer absolutamente nada. Quer dizer, apenas “trocando informações”. 

SeHun contou sobre algumas competições de tatuagens da qual participou, segredando no meu ouvido que se esforçou pra ganhar todas e aparecer nas revistas com a intenção de que eu o notasse. Infelizmente não tinha como reconhecê-lo porque apareceu somente em revistas que não compraria, mas fiquei feliz por ter vencido a maioria.

E eu lhe disse sobre a amizade que tive com a minha esposa. Apenas amizade. Ela também nunca me forçou a nada, aliás foi a única que percebeu como estava chateado no nosso casamento, consolando até que contasse toda a verdade.

Foi na nossa “noite de núpcias” que decidimos que separaríamos quando encontrássemos alguém que valesse a pena encarar nossos pais pra sermos felizes.

- Acho melhor sairmos. A chuva já parou e é muito provável que o cara na qual to esperando já tenha chego pra entregar o meu pacote.

- O que ele vai te entregar? – foi saindo da piscina, jogando todo o cabelo molhado pra trás e esticando a mão pra me ajudar em seguida – Obrigado.

- É a minha nova bebê. – sorriu, me olhando dos pés à cabeça – O tempo só te ajudou, ein LuHan. Quem te vê com aquelas roupas sociais e cafonas nunca imaginaria um gostoso desses.

- Não são cafonas. – fomos entrando novamente na casa vazia de mãos dadas até subirmos as escadas para a sacada onde estávamos antes, não encontrando absolutamente nada – SeHun…

- Ah, droga! – colocou somente a cabeça dentro da casa – Quem foi o fodido que pegou nossas roupas? Eu vou matar se não aparecer em cinco minutos!

- Isso é o de menos, eu preciso checar o meu celular que coloquei na sua jaqueta. – esfreguei o rosto – Caramba…

- Vem comigo.

Foi me puxando novamente para o andar abaixo e até pensei que iríamos para a garagem daquele jeito, mas desviou o caminho e entramos num pequeno quartinho. Pelo tamanho acho que era de empregada, mas tinha vários pôsters de banda e um violão encostado ao lado do armário, me contando que era o quartinho que o amigo havia cedido para si.

SeHun abriu as gavetas e jogou na minha direção uma camiseta e calça jeans que mais pareciam trapos pelos rasgos. Uma cueca nova foi colocada na minha mão com um sorriso enorme, vendo a estampa de onça. Urgh...

- Eu quero muito te ver usando isso. – abriu mais o sorriso enquanto abria a portinha que dava ao banheiro – Você sempre odiou estampas muito chamativas, então está na hora de superar o seu medo.

- Parece que alguém me conhece bem. – entortei a boca e entrei, não sendo seguido – Vai me esperar?

- É um convite? – deu um passo à frente e barrei sua entrada – Estou começando a ficar com frio… Vou adorar tomar banho com você.

- Muito engraçadinho.

Fechei a porta, podendo ouvir algumas lamentações de que era malvado e ouvindo o seu grito com alguém em seguida, pensando se teria vestido alguma coisa além da cueca molhada. E minha linha de raciocínio me fez lembrar as tatuagens em seu corpo. 

Uma parte da sua mão direita toda desenhada como se fosse uma pele de cobra, subindo pelo meio do braço pra em seguida ser preenchida toda de preto até a região do ombro. Com duas flores – que não sei o nome – nas laterais do pescoço e um dragão na região das omoplatas, mais abaixo uma carpa.

Tatuagem ainda é um pouco preconceituosa na minha sociedade, mas SeHun era tão belo com todos os desenhos de apenas linhas pretas que seria ignorância se dissesse que eram feias só porque a sociedade acha isso. Ainda mais quando combinam tanto consigo.

Terminei o banho e me sequei com uma toalha que tinha dobrada ali em cima da pequena estante, usando as roupas que havia me entregue com estranhamento. Era uma camiseta e calça preta rasgadas na gola e por toda a perna. Sendo sincero, isso daqui não vale nem como trapo pelo estado lastimável da peça.

Quando saí do banheiro o encontrei deitado na cama ainda com a cueca molhada e mexendo no meu celular com um sorrisinho.

- Finalmente terminou esse banho. – se levantou e colocou o aparelho na minha mão – Você não colocou senha no seu celular e quis saber se iria ter concorrentes, mas não imaginava encontrar muitos… O papo é bastante divertido com aqueles caras, hm? – aproximou do meu pescoço, deixando um beijo abaixo da orelha e sussurrando – Se eu pedisse que finalizasse o contato com todos, você dirá “sim”?

- Vá logo tomar um banho ou acabará pegando um resfriado. – não se mexeu e continuou sussurrando, dizendo que estava me adorando ver usando sua roupa – Eu não vou avisar duas vezes, Sehun.

- É, você fica sexy quando impõe a sua voz.

Entrou na banheiro com a muda de roupa, pegando meu celular entre sorrisos enquanto checava se precisavam de mim em algum assunto e encontrando apenas as mensagens dos homens que fez SeHun demonstrar um suposto ciúmes.

Fiquei sentado na cama, brincando com alguns fiapos da calça até que saísse do banheiro secando o cabelo. O cabelo preto estava todo pra baixo, dando um ar mais fofo e relembrando do meu SeHun da adolescência. Acabei sorrindo e pedindo que se sentasse ao meu lado.

- Ei, Nancy. – passou os braços em volta do meu pescoço, deixando o rosto a milímetros do meu enquanto secava seu cabelo com a toalha já meio úmida – Você não quer levar o Sid Vicious aqui no caminho da perdição?

- Seu bobo. – sorri, pressionando as bochechas até que formasse um biquinho e deixando um selinho – Você não é mais um adolescente pra agir assim, todo safado.

- Eu fui um adolescente muito comportado com você. – puxou meu lábio inferior sem desviar nossos olhos – Então agora eu quero aproveitar tudo que não tive coragem naquela época.

- Aiya… – fui com o rosto mais pra frente, fingindo que iria beijá-lo quando apenas encostei nossos lábios, dizendo calmamente – Você era um santo do pau oco, Shixun. – senti a sua língua passando sobre nossos lábios junto com as duas bolinhas na ponta, soltando uma risada por sentir cócegas – Não era de dizer nada com segundas intenções, mas sempre agia. Era só eu te dar alguns beijinhos que sua mão passava no meu corpo sem controle.

- Então que tal...

Não terminou a frase, me empurrando pra que deitasse na cama e ficando por cima, afundando os dedos ao lado da minha cabeça junto a um sorriso. Acabei rindo da nossa situação, tocando o seu rosto pra que se aproximasse e depois o puxando pela regata cinza, tendo o seu corpo colado ao meu num baque só.

Fiquei brincando com o seu lábio inferior sem tirar os olhos dos seus até que ele não aguentou e veio com o rosto, se encaixando enquanto passava os braços em volta do seu pescoço e enroscando os dedos no cabelo ainda úmido. Sua língua se enroscava com a minha e era até um pouco estranho sentir as bolinhas do piercing, aumentando a vontade de brincar e chupá-los.

Isso só lhe deu mais confiança para seguir em frente, tendo o seu quadril esfregando no meu.

- Apressadinho… – o afastei um pouco pelo ombro – Hoje é sem chance pra mim, SeHun. Eu não me preparei.

- E se disser que eu sim?

Desci o olhar até a região da virilha, encarando por alguns segundos até subir e não dizer absolutamente nada. Voltei a beijá-lo pra provocar como no passado, mas o afastando enquanto tentava fazê-lo sair de cima e fora do quarto entre risadas da sua expressão de criança abandonada.

Ele veio atrás e ficamos correndo em volta da mesa até ser capturado e jogado no sofá enorme de couro branco. Os seus braços tatuados continuaram a me apertar no abraço, ficando por alguns longos minutos do mesmo jeito e se afastando com a desculpa de que já voltaria pra mostrar a encomenda que havia pego com o seu amigo enquanto estava no banho.

- Essa é a minha mais nova bebê. – se jogou ao meu lado, deitando a cabeça nas minhas pernas e mostrando um aparelho dourado todo orgulhoso – Um amigo foi para a Alemanha e pedi pra trazê-la. E como tenho mania de colocar nomes em cada uma, quero uma sugestão. Vai ser o nome da nossa filha.

- Nome pra essa maquininha? – concordou com a cabeça – Só você mesmo, Sid. – apontou com a máquina para o meu rosto como uma leve ameaça – Eu não sei que nome podemos dar.

Peguei da sua mão pra observar direitinho, perguntando como funcionava e me explicando que era um modelo de bobina e que gostava pra fazer dotwork, que são desenhos feitos com vários pontinhos – o famoso “pontilhismo”. Ele até mostrou um dos seus trabalhos postados na sua rede social pra me explicar como era feito.

Mas a paz não durou por muito tempo porque o dono da casa apareceu nos cumprimentando e infelizmente me reconheceu, fazendo milhões de perguntas que irritaram quase instantaneamente Sehun.

Ele sempre foi alguém bem reservado desde criança, ainda por cima era aqueles ciumentos que não gostava da minha aproximação com os outros. Anos se passaram e Sehun parece continuar do mesmo jeito, deixando a mão possessivamente no meu quadril.

Sei que alguns diriam que é doentio, mas eu gosto quando age assim comigo. Algo dentro de mim sente bem com a clara demonstração de que sou dele.

Pra provocá-lo um pouco, o fiz me soltar e disse que eu era apenas um grande amigo de Oh Sehun, tendo o prazer de ver sua expressão se contorcendo numa bela massa cinzenta. O canto do lábio superior ficou mexendo sem parar, uma mania que ele tinha quando não gostava de algo, segurando a vontade de rir.

- Você não tem mais o que fazer, não? – reclamou num tom ácido pro amigo, percebendo que o outro sabia muito bem que havia o irritado através do sorrisinho de canto

- Deixa de ser chato, HunHun. – olha o apelido que ele odeia – Não é todo dia que o ilustre Lu Han está na minha casa. Quero ser amigo dele.

- É a primeira e a última vez que ele estará aqui, vou me certificar que não sejam amiguinhos.

- Pronto, alguém conseguiu fazer upload do lado ciumento de Shixun. – passei o braço no seu ombro e senti sua mão novamente no meu quadril – Acho melhor você se afastar antes que ele encarne o pitbull. – rimos – Foi um prazer te conhecer.

- O prazer foi todo meu, Lu Han.

Sid esperou apenas o tempo do amigo vazar dali pra não ver uma suposta discussão entre nós, mas antes mesmo que ele abrisse a boca pra reclamar eu o beijei. Sehun conseguia me atiçar com o jeitinho ciumento e esse é um dos segredos que vou levar para o túmulo.

Começou a beijar com tanta agressividade que acabei o jogando na direção do sofá, subindo no seu colo e ficando de frente pra si enquanto suas mãos iam para o meu corpo. Entre um beijo e outro, ele fazia caras que me acendia um desejo em foder ou ser fodido nesse sofá, mas desviei o pensamento para algo estranho pra não ficar duro. Entregar o meu coração é aceitável, mas meu corpo não.

- O que você está pensando, Nancy?

- Apenas em algumas coisas…

Lembro como ele ficava puto quando não lhe contava o que se passava na minha cabeça, e esse na minha frente se transformou de um menininho a um homem safado. Sehun sabe me envolver direitinho no seu jogo. Mas eu também sei jogar ou não seria o dono do Venetian.

Desci as mãos apoiadas no seu ombro até a região da calça e arranhei a pele da barriga, o vendo se remexer desconfortável. Algumas coisas nunca mudam; e Sehun continua sentindo tesão nessa área. Como eu gostava de uma provocação, mas não das consequências, levantei pronto pra vazar o mais longe.

A revirada nos olhos que me deu foi o suficiente pra mostrar o seu ódio, um ódio que eu sabia que pagaria quando menos imaginar – e que adoraria, eu tenho certeza.

- Eu quero sair pra algum lugar. – propus – Ficar aqui sem fazer nada é chato.

- É chato fazer nada ou ficar a sós comigo? – soltei uma risada e não lhe respondi, voltando ao quarto para pegar minha mala – Responda, senhor LuHan.

- Para de ser dramático, sabe que gosto da sua companhia. – entreguei a mala nas suas mãos – Me leve pra algum lugar legal.

Fomos até a garagem ainda lotada, pegando os capacetes que estavam dentro de um armário que foi aberto com muito esforço, saindo para a calçada e vendo a moto estacionada ao lado o poste do outro lado da rua.

Já estava escurecendo e domingo era um dia que não gostava, lembra a sensação de um funeral, mas passar tempo ao seu lado é divertido. Sehun me faz querer jogar tudo para o alto e esquecer que tem algo me esperando em Macau. Ele simplesmente me faz querer viver alguma aventura de filmes americanos dos anos 80.

Coloquei o capacete que foi colocado na minha mão e subi na moto consigo, abraçando o corpo do tatuador. Não soube dizer para onde me levava, mas não o questionei e aproveitei todo o vento gelado causado pela moto rodando a cidade numa velocidade alta.

- Victoria Peak? – desci da moto e tirei o capacete, olhando automaticamente pra cima. O grande prédio continuava o mesmo que anos atrás – Por que me trouxe aqui?

- Não quer renovar os nossos pedidos de dez anos atrás? – esticou a mão na minha frente pra que a pegasse – Ou ainda está indeciso em ficar comigo?

- Claro. – o provoquei e ele estreitou os olhos – Eu gosto de apostar alto, mas também odeio perder, então se for investir nesse relacionamento quero ter muito lucro e pouco prejuízo.

- Mas toda aposta é uma faca de dois gumes. – sorriu do jeito que mais odiava: superior. Apertei sua mão com força e recebi o mesmo – Qual o medo? Está com medinho que descubram que o dono do Venetian está de caso com um tatuador? – o sorriso continuava estampado no rosto – Cadê a pessoa que gosta de apostar alto?

- Pare de tentar me fazer perder a cabeça, eu aprendi ao longo dos anos conter o lado impulsivo. Não vou cair no seu joguinho, Shixun.

Entramos no elevador vazio e subimos sem conversar. Sehun murmurava algo mal humorado e eu apenas segurava a vontade de rir. Vir novamente neste prédio depois de tantos anos chega a ser bem nostálgico.

A última vez que viemos aqui foi dias antes de nos separar, quando o relacionamento ainda ia muito bem. Era noite como agora e a cidade estava toda pintada com as luzes dos prédios e estabelecimentos.

- Não mudou muita coisa desde que vim aqui. – comentei enquanto olhava pra vista da cidade – Ela ainda continua especial.

- É porque estou aqui com você.

- Nem um pouco convencido, hm.

Apoiei os braços no muro e continuei a observar o cenário que estava mais colorido do que me lembrava. Sehun fez o mesmo ao meu lado, mas ficou de costas e acendeu um cigarro. Apreciávamos a nostalgia sem pronunciar nenhuma palavra, deixando que as memórias voltassem.

Nossas mãos se entrelaçaram e não dissemos absolutamente nada sobre a nossa situação. Apenas deixamos que as nossas ações e o silêncio fossem a resposta do que queríamos.


Notas Finais


Sehun é baseado num tatuador coreano que gosto muito, conhecido como Oozy. Quem tiver interesse, o Instagram dele é esse: https://www.instagram.com/oozy_tattoo
Vista do Victoria Peak: https://media-cdn.tripadvisor.com/media/photo-s/0e/c8/de/c2/vista-su-hong-kong.jpg

Agora vamos falar da história: dessa vez acredito que consiga atualizar mais cedo.
PORRA, 8 MESES NÉ? Mas é porque acabei desanimando e também porque postei na impulsividade sem ter feito um pequeno planejamento. É foda!
Mas agora vai.
Pode ser que demore pelo menos um mês porque estou pra finalizar outras duas fics e elas estão um pouco complicadinhas, mas vão vou abandonar essa daqui, okay?
Peço desculpas pra quem a acompanha e agradeço se ainda estiver interessado YUGCUAYGCA

Agora para os leitores que me acompanham nas outras histórias: Devo estar atualizando "Wonderwall" e "Você me paga, Baekhee" na semana que vem. Só faltam alguns detalhes pra arrumar e apareço, okay?

Espero que tenham gostado desse capítulo e nos vemos no próximo?
XOXO<33

Twitter: https://twitter.com/veneninhoderato


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