História Ineffable Connections - Capítulo 1


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Categorias Good Omens
Personagens Aziraphale, Crowley, Personagens Originais
Tags Aziraphale X Crowley, Ineffable Husbands, Pós-quase-apocalipse
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Palavras 2.026
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, LGBT, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Slash
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas,
Eu simplesmente não consigo parar de pensar em Good Omens desde que assisti a série, então é claro que em algum momento uma história iria surgir. (Na verdade são duas, mas a outra é em inglês e não sei se postarei aqui...)
Aviso àqueles que acompanham minhas outras histórias: não esqueci delas, continuo escrevendo, apenas estão em pausa de postagem.
É isso, boa leitura!

Capítulo 1 - A menina do beco


Hastur não podia aceitar o fato de que Crowley não fora dissolvido em água benta, nem mesmo fora punido de forma alguma. Ele não se importava se água benta não podia mais machucar o bastardo, havia outros modos de fazê-lo pagar por seus crimes. Lorde Belzebu concordou que Crowley deveria ser deixado em paz, mas o chefe não precisava saber que Hastur estava prestes à vingar o Inferno. Ele conseguiu convencer Dagon e alguns outros demônios a se juntarem a ele em sua caçada.

Eles não podiam falhar, então observaram o alvo sem descanso. Eles descobriram que Crowley e Aziraphale passavam o dia inteiro juntos. De manhã, a serpente levava o anjo até sua loja, onde permaneciam por algumas horas antes de saírem para um passeio ou café da manhã (ou ambos) e depois voltavam para após mais algumas horas saírem novamente. À noite, depois de jantarem em algum restaurante estupidamente caro, a dupla ia para o flat de Crowley, onde passavam a noite e na manhã seguinte recomeçavam a rotina, não tão rotineira assim, já que eles não iam sempre aos mesmos lugares, com exceção do parque Sant. James e do Ritz.

— É isso o que queremos. — disse Hastur para Dagon enquanto estavam disfarçados como humanos observando seu alvo, que estava fazendo um piquenique. — Pouco a pouco eles vão acreditar que esquecemos deles e vão abaixar a guarda.

— Não acha que o anjo será um problema? — perguntou Dagon preocupado. — Eles sobreviveu ser queimado pelo fogo infernal.

— Se planejarmos direito não irá importar. — disse Hastur confiante. — O elemento surpresa será decisivo. Eles não podem suspeitar de nada.

— Não vão.

***********

Depois que o Apocalipse não aconteceu, o Ritz se tornou o lugar preferido de Aziraphale para jantar com Crowley.  Eles estavam saindo de tal restaurante e andavam calmamente de volta até o local onde Crowley estacionara o carro – em um lugar próprio para tal finalidade a pedido do anjo –, quando um garotinho, não tendo mais do que seis anos, correu até eles chorando e desesperado.

— Moços! Por favor! Me ajudem! Meu pai! Eles machucaram o meu pai! — disse a criança. — Por favor, ajudem meu pai!

— Onde está seu pai? — perguntou o anjo cuja mão foi imediatamente pega pelo menino que o puxou na direção que um beco.

— Hey, espera ai! Tem algo errado. — disse Crowley puxando Aziraphale pelo ombro o fazendo parar.

— Mas o pai do menino… — o anjo começou, mas foi cortado pelo demônio.

— Estou dizendo, Anjo. Aí tem coisa.

— Moços! Meu pai! — o menino chorava e puxava a mão de Aziraphale tentando fazê-lo voltar a andar.

— Há alguém que precisa de ajuda, Crowley. Não posso dar minhas costas para isso. — disse Aziraphale — Mas você não precisa vir junto.

— É claro que eu vou, Anjo!

O menino os guiou através do beco estreito até o seu fim onde eles podiam ver o que parecia ser uma pessoa no chão.

— Sinto cheiro de sangue. — Crowley cochichou na orelha de Aziraphale.

Anjo e demônio lentamente se aproximaram do corpo. O menino largara a mão de Aziraphale para ir até seu pai e tentar acordá-lo.

— Pai! Pai, eu trouxe ajuda! Os moços vão ajudar você. — disse o menino enquanto sacudia o corpo no chão.

Repentinamente, uma luz veio do chão onde Crowley e Aziraphale estavam.

— Ah, merda! — praguejou o demônio.

— Crowley, estamos presos! — disse o anjo.

— Eu posso ver isso!

Estavam ambos pisando em um grande círculo com vários símbolos antigos brilhando.

— Moços! — o menino chamou.

— Desculpe, querido, mas não podemos nos mover. — Aziraphale explicou tentando manter a voz calma. — Se você pudesse apagar uma dessas linhas ou símbolos — ele apontou para o chão —, então poderemos ajudar seu pai.

— Nem pense nisso. — disse Hastur enquanto saía das sombras e agarrava o menino com ambos os braços. — Ou você quer que a gente machuque seu pai de novo, eim?

— Me solta! — gritou o menino. — Por favor não nos machuque.

— Quieto! — disse Hastur com alguma energia demoníaca que até o garoto pode sentir.

— Hassstur… — disse Crowley — Devia saber.

— Hastur — chamou Aziraphale calmamente tentando manter sua raiva e preocupação sob controle. — Você nos tem. Deixe o garotinho e seu pai irem.

— Não. — Hastur respondeu com simplicidade. — Sem graça assim. Certo, galera?

Outros sete demônios surgiram no beco vindo das paredes e do chão. Quatro estavam às costas de Crowley e Aziraphale, enquanto os outros três apareceram à sua frente junto de Hastur.

— Vocês se importam tanto com eles — disse Dagon se inclinando sobre o homem caído no chão. — Vocês traíram Céu e Inferno por eles, agora foram capturados por causa deles.

— Irônico. — Crowley comentou tremendo levemente de raiva e medo por Aziraphale.

— Não há necessidade de vocês ficarem com eles. — Aziraphale tentou novamente.

— Claro que há. — disse Dagon chutando o homem, que deu um grunhido de dor indicando ainda estar vivo. — Nós podemos usá-los para atingir vocês. Nós podemos usá-los para machucar vocês.

— Não deveria fazer isso. — disse uma voz de criança acima de todos.

Eles olharam para cima e viram a sombra de uma pessoa pequena sentada em uma caixa externa de ar condicionado fixada na parede do prédio ligado ao beco.

— Por que você não desce aqui e nós podemos falar sobre isso. — disse Hastur tentando soar amigável e inofensivo, porém falhando miseravelmente.

— Ok. — disse a voz de criança e a sombra caiu até aterrissar no chão, em frente a Hastur, como se não possuísse peso algum. — Estou aqui.

Era uma menina. Uma garotinha usando apenas preto com o cabelo loiro e olhos vermelhos. Hastur pareceu reconhece-la e além disso, também parecia estar com medo dela.

— A-Alexya? — Hastur perguntou incapaz de disfarçar sua voz trêmula.

— Esse é meu nome. — disse a menina alegremente. — Nos encontramos antes, senhor? — perguntou educadamente com suas mãos unidas às suas costas enquanto olhava para Hastur com curiosidade.

— N-no In-Inferno. — Hastur respondeu enquanto soltava o menino que correu direto para Aziraphale abraçando uma das pernas do anjo.

— Você a conhece, querido? — O anjo perguntou para Crowley sem tirar seus olhos dos demônios à sua frente.

— Só de nome. — Crowley respondeu mantendo seu olhar sobre os demônios do outro lado do beco. — Ela é a encarnação de um demônio que desencarnou, mas nunca voltou ao Inferno.

O que?

— O espírito do demônio se tornou a alma da garota quando ela foi concebida. Ela nasceu um demônio. — Crowley explicou.

— Como é que eu nunca ouvi falar sobre isso? — questionou o anjo intrigado.

— O Inferno encobriu o caso logo que descobriram. A família foi morta, mas não conseguiram pegar a garota.

— Desculpe, mas eu não me lembro do senhor. — Alexya se desculpou friamente. — Vamos falar deles agora. — disse apontando para o homem ainda no chão.

— O qu– O que tem eles? — perguntou Hastur.

— Você não pode machucar pessoas boas. — disse Alexya. — Só pessoas ruins.

— Mas ele é ruim. — Hastur tentou argumentar.

— Não, ele não é e você sabe disso. — disse Alexya confiante. — Você é ruim, mas você é um demônio, você deve ser ruim.

— Então não há nenhum problema aqui, não é?

— Demônios deveriam machucar apenas pessoas ruins, mas vocês machucaram alguém bom e uma criança. — Alexya disse com naturalidade. — Por quê?

— Por que, o que? — Hastur perguntou confuso.

— Por que machucaram eles, se eles não são ruins?

— Para nos pegar. — Aziraphale respondeu antes que outra pessoa o fizesse. — Eles usaram os humanos para nos atrair para cá.

— O senhor é um anjo, não é? — Alexya perguntou direcionando agora sua atenção completamente para Aziraphale.

— Sim, eu sou.

— Por que está preso com um demônio?

— Porque eles querem machucar nós dois.

— Por quê?

— Nós fizemos algo que eles não aprovaram e agora eles querem nos punir.

— O que vocês fizeram?

— Nós ajudamos a salvar o mundo.

— Isso não soa como algo ruim.

— Não foi algo ruim. Eles queriam que o mundo acabasse, mas não deixamos acontecer. Eles não gostaram muito disso.

— Eles não podem castigar vocês por isso. — Alexya disse em um tom indignado. — Não é justo! Vocês não fizeram nada de errado! Salvar o mundo não é ruim!

Os olhos de Alexya começaram a brilhar fazendo suas íris vermelhas mais visíveis e assustadoras do que antes. O vento ao seu redor estava ficando quente e rodopiando em círculos como se um tornado estivesse se formando.

— Sumam! — Alexya ordenou com magia em sua voz. Forte e poderosa de um modo que Aziraphale e Crowley só haviam visto antes em Adam. Imediatamente todos os demônios, exceto por Crowley, foram devorados pelo solo, forçados à voltar para o Inferno.

Alexya voltou ao seu estado normal alguns momentos depois. Quieta e curiosamente olhando Aziraphale e Crowley.

— Querido — Aziraphale chamou o garoto ao seu lado —, se você puder, como eu disse antes, apagar algumas das linhas e símbolos, poderíamos ainda ser capazes de ajudar o seu pai.

O garoto olhou para Aziraphale, depois para Alexya e se escondeu atrás do anjo.

— Ela não vai machuca-lo. — Aziraphale disse tentando soar seguro e reconfortante, mas ainda um pouco preocupado. — Não é verdade, querida?

— Eu não machuco meninos bons. — ela disse simplesmente.

— Que reconfortante. — Crowley sussurrou para si, mas o anjo o escutara e deu ao demônio um olhar reprovador.

O menino lentamente se afastou do anjo para alcançar a borda do círculo e símbolos desenhados no chão. Ele agachou e começou a esfrega-los com ambas as mãos enquanto dava olhares furtivos para Alexya, como se para ter certeza de que ela não havia se mexido.

Quando o suficiente da armadilha mágica fora apagado, Aziraphale rapidamente foi até o homem para checa-lo. Ele estava inconsciente e tinha um pequeno corte na lateral da sua cabeça. O anjo curou o homem, que acordou de imediato, e o ajudou a se levantar.

— O que aconteceu? — o homem perguntou enquanto era abraçado por seu filho aos prantos.

— Tinha demônios! — disse o menino. — Eles machucaram você e queriam me machucar e os moços, mas ela espantou eles! — ele explicou apontando para Alexya.

— Eu não entendo. — disse o homem confuso olhando para Aziraphale e Crowley na esperança de conseguir uma explicação mais coerente.

— Algumas pessoas ruins atacaram vocês — Aziraphale disse calmamente —, mas está tudo bem agora. Eles fugiram e você e seu filho podem ir para casa em segurança.

— Obrigado. A todos. — ele disse realmente agradecido segurando o filho nos braços enquanto deixava o beco.

— Eu gosto de você. — Alexya disse de repente enquanto o anjo e o demônio assistiam o homem humano se afastar com seu filho. — Qual seu nome, senhor anjo?

— Meu nome é Aziraphale e ele se chama Crowley. — ele apresentou a si próprio e o demônio rabugento. — Muito obrigado pela sua ajuda, querida. Nós não poderíamos ter feito nenhum bem pelo pobre menino e seu pai se não fosse por você. Sem mencionar que nós mesmos ainda estaríamos em um grande apuro.

— Sem problemas. Eles não estavam agindo como deveriam. — ela disse inexpressiva.

— Que tal um sorvete? Como nosso agradecimento. — ofereceu o anjo enquanto Crowley o fitava atrás dos óculos escuros.

— Eu amo sorvete! — disse Alexya alegre e animada. — Se eu estou entendendo certo o que você quer dizer.

— Por que ele não ia querer dizer o que ele disse? — perguntou Crowley sem conseguir entender como alguém poderia ter dúvidas sobre as boas intenções do anjo.

— Algumas pessoas me oferecem sorvete de vez em quando, mas nenhuma delas realmente quis dizer o que disse. Elas eram más pessoas e eu tive que castigá-las.

— Você acha que ele é esse tipo de filho da…? — Crowley começava a ficar zangado ao entender o que aquelas ofertas de sorvete realmente eram e que Alexya colocara Aziraphale junto daquele tipo de pessoa.

— Vocês são bons. Os dois. — ela disse e Crowley contorceu os lábios discordando. — Eu só queria ter certeza já que seria a primeira vez que isso significaria o que deveria significar.

— Oh, querida. Eu sinto tanto por você ter passado por isso. — Aziraphale lamentou realmente triste por parte da menina. — Mentirem para você de tal forma e para terríveis propósitos…

— Eu realmente gosto de você. — Alexya disse com um grande sorriso que deu arrepios em Crowley.

— E eu gosto de você. — o anjo disse correspondendo o sorriso macabro com um angelical. — Vamos então? — ele estendeu sua mão esquerda que foi segurada pela menina com confiança.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Eu tenho uma ideia de onde eu quero chegar, mas ainda não sei ao certo como a história vai se desenvolver, então não há garantia de que eu poste capítulos com frequência.
No entanto eu já tenho o segundo capítulo escrito, provavelmente postarei esse fim de semana ou no começo da semana.
Até a próxima!


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