História Inesperada - Scorose - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Tags Próxima Geração Hp, Rose Weasley, Scorose, Scorpius Malfoy
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Palavras 1.524
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Inesperada


Rose saiu do ministério apressada e nervosa. Depois de passar o dia inteiro sem prestar atenção em quase nada do trabalho, preocupada e com a cabeça cheia, decidiu que faria o que precisava. Não adiantava adiar aquilo, ela teria de o fazer de qualquer forma.

Pelos últimos dois dias Rose tivera enjoos e chegara a se sentir tonta, mas não conseguia achar um motivo para aquilo. Naquele dia, no entanto, depois de vomitar todo o seu café da manhã no banheiro do trabalho, se lembrara da noite da sexta anterior. Ela convidara Scorpius, com quem estava namorando havia pouco mais de um ano, para os dois beberem, algo que faziam com certa frequência. Acabou que algumas cervejas viraram várias cervejas e, embora não se lembrasse com clareza, Rose tinha certeza de que dormira com ele e a probabilidade de não terem se protegido era grande. Não conseguiu prestar atenção em nada no trabalho, porque não havia outra explicação plausível para o que acontecia com ela.

Saindo do ministério, em um misto de curiosidade e nervosismo para saber a verdade, Rose decidira que faria um teste de gravidez. Continuou o caminho ainda nervosa pelas ruas de Londres, tinha uma farmácia no caminho de casa. Para a sua sorte o lugar estava vazio, e ela comprou dois testes de marcas diferentes.

Ao chegar em casa, Rose jogou as chaves em cima da mesa e pendurou a bolsa e o casaco no suporte ao lado da porta. No caminho para o banheiro, sentia um frio esquisito na barriga e as pernas bambas, temendo o que estava prestes a descobrir. Ao terminar o teste colocou-o em cima da pia, sentou-se sobre a tampa do vaso e fechou os olhos com medo de olhar o resultado.

"É claro que eu estou grávida", pensou, se preparando para o pior, "e agora todos os meus planos de subir no ministério foram por água abaixo".

Ao mesmo tempo que não queria saber, estava muito ansiosa (achava que era uma ansiedade ruim, mas sentiu uma pontinha de felicidade com o pensamento de ter um filho) para ver o resultado do teste. Adiar o momento de abrir os olhos e pegar a varetinha em cima da pia não mudaria o resultado, então ela o fez. Positivo. Não estava relutante para aceitar que aquela era a verdade, mas fez o segundo teste por precaução. Positivo também. Se Rose tinha se amaldiçoado na manhã depois de ter bebido tanto porque tivera uma simples ressaca, agora a raiva que sentia por si mesma triplicara. Como pudera ser tão irresponsável?

Sentiu sua visão ficar embaçada e seus olhos se encherem de água. Queria chorar. Chorar pela irresponsabilidade dela, por medo de Scorpius não querer um filho, pelos planos de trabalho no ministério que seriam arruinados, mas não pode. Ouviu a campainha soar, e limpou as lágrimas que quase escorreram, engolindo o choro. Jogou os testes fora, lavou o rosto e se olhou no espelho. Seu estômago estava embrulhado mais uma vez, o que aumentava ainda mais sua vontade de chorar. Ouviu a campainha novamente.

- Já vou! - gritou.

Andou até a porta e viu, pelo olho mágico, que era Scorpius. Pai da criança que ela carregava na barriga. Por que, de todas as pessoas do mundo, justo ele resolveu fazer uma visita surpresa? Infelizmente era tarde demais para fingir que não estava em casa. Ela abriu a porta.

- Oi, Rose - disse ele, sorrindo para a namorada.

Rose sentia que se dissesse alguma coisa começaria a chorar, então sorriu fracamente para ele. Abriu mais a porta e deu espaço para Scorpius passar.

- Trouxe comida chinesa - avisou enquanto Rose fechava a porta, erguendo a sacola que carregava.

Ao virar-se para trás Rose sentiu o cheiro enjoativo do yakisoba e levou as mãos à boca, com o estômago revirado. Correu até o banheiro e se ajoelhou em frente ao vaso, vomitando todo o almoço. Sentiu seus cabelos serem erguidos e viu Scorpius abaixar-se ao lado dela.

Quando Rose sentiu que não vomitaria mais nada se encostou à parede do banheiro, fechando os olhos porque sentia-se fraca e tonta. Agora ela sabia que estava passando mal porque um pequeno embrião se desenvolvia em sua barriga e, apesar de ela saber que o amaria como jamais amara alguém, já bagunçava sua vida. Foi com muito esforço psicológico que ela segurou o choro e abriu os olhos.

- Você está bem? - Scorpius perguntou, colocando uma mão no ombro dela e segurando sua mão com a outra, e Rose não conseguiu mais segurar as lágrimas.

Ela começou a chorar, e sentiu Scorpius a abraçar da melhor maneira que a posição em que se encontravam permitia. Rose apertou sua cabeça no peito dele e o abraçou com força, chorando por todos os medos e inseguranças que a afligiam.

Mas chorar não mudaria nada. Rose parou e limpou os olhos, sem olhar para Scorpius. Se levantou e lavou o rosto e escovou os dentes rapidamente, para tirar o gosto amargo da boca. Olhou para o homem que a encarava pelo espelho.

- Precisamos conversar - disse baixinho olhando para a porta, porque não suportou olhar para aqueles olhos acinzentados por muito tempo.

Scorpius passou o braço pelas costas de Rose e colocou a cabeça dela em seu peito, abraçando-a. Queria dizer-lhe, com aquele gesto, que estava tudo bem e que ela podia contar com ele.

- Aconteceu alguma coisa hoje? - Scorpius perguntou, passando a mão pelos cabelos ruivos de Rose.

Ela demorou alguns segundos para responder:

- Não hoje. Na sexta passada.

Scorpius não era burro, Rose sabia disso. Era mais que capaz de conectar os pontos. Rose sentiu que ele o tinha feito quando o carinho que ela recebia na cabeça parou por alguns segundos, mas logo voltou. Ela suspirou, e decidiu contar as coisas desde o início:

- Eu passei mal pela primeira vez anteontem, só vomitei. Ontem eu cheguei a ficar tonta e fraca do nada, e aquele seu perfume que eu gosto me enjoou muito. E hoje eu não conseguia prestar atenção em nada porque a única explicação para o que está acontecendo comigo era a de sexta. Comprei dois testes trouxas depois de sair do ministério... e os dois deram positivo.

Rose estremeceu, e Scorpius a abraçou mais forte, sem dizer nada. Aqueles braços a faziam se sentir segura.

- Está tudo bem - Scorpius disse, finalmente - Eu estou aqui. Estamos juntos nessa.

Ele usou uma das mãos para erguer o rosto da namorada, e Rose olhou em seus olhos.

- O que a gente faz agora, Scor? - ela perguntou. Sua voz beirava o desespero, e era assim que ela se sentia: desesperada por não saber o que fazer. Sempre tinha tudo organizado em sua cabeça, mas agora ela estava uma completa bagunça.

Scorpius percebeu o quanto aquele rosto, sempre tão feliz e animado, estava angustiado e amedrontado. Queria que ela sorrisse, vê-la sofrendo o fazia sofrer também.

- Agora a gente janta, porque eu 'tô faminto! - Scorpius exclamou em uma tentativa bem sucedida de ajudar a namorada e Rose riu e deu-lhe um leve tapa no braço.

Ele segurou o rosto de Rose com as duas mãos, deslizando os polegares pelas maçãs do rosto dela e limpando as lágrimas que tinham caído. Beijou sua testa.

- Vamos ter esse bebê, certo? - perguntou Scorpius, e Rose assentiu. - Temos de falar com os nossos pais…

- O Natal 'tá chegando - Rose o interrompeu. - Vou chamar a sua família para passá-lo n'A Toca. Tipo, para mostrar que estamos juntos mesmo. Depois contamos.

- É uma boa ideia - disse Scorpius, sorrindo. - Mas você está comendo direito? Tem de se alimentar por dois agora. E tem de descansar bastante; não acha que seria melhor tirar uma licença logo?

Rose riu.

- Não, Scor - respondeu, ainda sorrindo. - Eu vou saber quando devo tirar uma licença.

Ele sorriu e a beijou carinhosamente.

Ter Scorpius ao seu lado era reconfortante. Rose sentia-se muito melhor por saber que podia contar com ele. A única coisa que os restava fazer era aproveitar as coisas boas que vinham com o acontecido.

***

Pouco mais de nove meses depois, Rose acordou com um susto. Estava deitada em sua cama, mas Scorpius não estava mais lá. Lembrou-se que ele se oferecera para ver Mia, a filha recém-nascida deles, já que ela tinha acordado mas ainda não estava na hora de alimentá-la, então devia ter sido só uma cólica ou algum barulho que a assustou. Com um bocejo demorado, Rose levantou-se e calçou suas pantufas, caminhando lentamente e em silêncio pelo pequeno corredor do apartamento. A porta branca com a plaquinha com o nome Mia e alguns desenhos de borboletas e nuvens em tons de cinza e lilás, que tinha sido o presente feito a mão de Alice e Alvo para a afilhada, estava entreaberta. Rose empurrou-a e entrou no quarto, que todas as vezes a encantava com sua delicadeza e fofura. Rose teve de sorrir ao ver Scorpius sentado à cadeira de balanço do quarto com a filha deles em seu colo, os dois dormindo profundamente. Os dois amores de sua vida na cena mais fofa que ela já tinha visto.

Mia tinha sido inesperada, mas não deixava de ser a melhor coisa que a vida dera à Rose e disso ela tinha total certeza.


Notas Finais


Comentários são sempre bem vindos (;
Espero que tenha gostado💛


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