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História Inesperado - Capítulo 5


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Notas do Autor


Demorei, mas voltei
Espero que curtam
No próximo capítulo acontecerá o encontro dos meninos com a Gabriela e tudo ficará melhor no desenvolvimento
Bora lá!

Capítulo 5 - Que loucura é essa?


Fanfic / Fanfiction Inesperado - Capítulo 5 - Que loucura é essa?

Trabalhar com o que amava fazer era maravilhoso, tirando a parte que você fica sem dormir para entregar um pedido de seu chefe. Ele havia feito ótimos modelos, mas queria que eu refizesse com o meu toque especial. O problema era que eu não tinha toque especial algum. Ainda perguntei, mas não obtive resposta. Respirei fundo e adentrei na empresa com minha bolsa lotada e cheia de pasta. Estava tendo que aprender a utilizar o tablet para meus desenhos, mas eu era adapta a antiga forma, com lápis e um caderno para desenhar. Arthur estava um porre ultimamente e fazia por pura implicância. 

O elevador estava aberto e pedi para segurarem, enquanto corria e me equilibrava com as pastas. Olhei-me pelo espelho do elevador e estava belíssima. Cada dia eu aprendia e evoluía, deixando minhas confecções cada vez mais lindas. Vestia um macacão preto com as costas abertas e um salto com brilhos na tira. 

Assim que cheguei no 4 andar, deixei a bolsa em minha mesa junto com minha pasta pessoal. Separei a pasta com os pedidos de Arthur e fui direto para sua sala, onde bati e o mesmo permitiu minha entrada.

— Trouxe seus pedidos, chefe. – falei, balançando minha mão com os desenhos. 

— Pontual, senhorita Casadevall. – apenas disse sério. 

— Preciso que você entre em contato com  o Joseph por face time ou onde achar melhor. Essa é a minha agenda. Sei que você nao e minha secretária, mas vai ficar responsável pela empresa por hoje. – me falou e fiquei o fitando. 

Ele realmente é maluco por confiar sua agenda a mim.

 — Retornarei antes de ir embora, pois preciso deixar algo. 

— Tudo bem. – apenas respondi, levantando-me e o deixando na sala. 

Encontrava-me de frente para meu notebook, com a agenda de Arthur em mãos, conversando via scape com Joseph a respeito da próxima coleção. Estava tudo escrito na agenda que meu chefe deixara e ele tinha ótimas ideias. 

— Eu posso indicar uma pessoa para o desfile? – perguntei quando ele me pediu para ajudar na seleção das modelos. — Sei que se torna antiético, mas queria dar um empurrão na carreira do meu irmão. 

— Gabriela, você é uma das funcionárias mais competentes que Arthur já tivera. Se você não pudesse resolver por conta própria e tomar decisões, não estaria agora em uma reunião comigo, sobre a próxima coleção da By art, que, aliás, é o futuro da agência. – falou Joseph e fiquei sem ter o que lhe responder. 

— Eu posso falar um palavrão rapidinho? – perguntei e o mesmo riu, mas acenou. — Puta que pariu. Que loucura, vida. 

Conversei mais com Joseph, parando com os assuntos aleatórios e focando no real assunto. Eu ajudaria na coleção e teria meu nome nas criações junto com Arthur. Tudo bem que eu ajudava na confecção das roupas, mas nunca havia participado de um desfile. Após resolver tudo, notebook fechado, mesa arrumada e estava pronta para ir almoçar. Peguei minha bolsa e o celular e fui atrás de Cecília, que se encontrava em uma sessão de fotos para uma revista. 

— Tudo certo por aqui? – perguntei, vendo todos pararem e me olharem. — Ceci, almoço. – apenas disse e a mesma riu, revirando os olhos. 

— Já tenho fotos o suficiente. Assim que eu retornar continuaremos com o próximo look. – avisou para todos, deixando a modelo aliviada. 

— Salva pela Gabs. – comentei rindo, falando diretamente com a Vanessa, a modelo, recebendo um “Obrigada” da mesma. 

Já no almoço, contava para Ceci os ocorridos da manhã. Comentei sobre o desfile que teria, mas sem data definida e que o bocó do meu irmão participaria. Porém, precisava bombar o instagram para dar uma boa visualização e o mesmo passar a ganhar com publicidades. Cecília já havia enviado todas as fotos que tirou de Guto, publicando até algumas em seu perfil profissional. 

— Espero que o Sr. Arthur volte ainda hoje. – comentei. — Não aguento mais fazer reunião com Joseph. 

— Ele sorri muito. – disse Cecília e eu concordei. — Mas é um gato e gostou de você. 

— Prefiro o Sr. Arthur, todavia, impossível e nem sou maluca de tentar alguma coisa. 

Após o almoço, Cecília e eu caminhávamos até a empresa conversando. Saímos do elevador ainda rindo das coisas sem noção que eu dizia, sendo interrompida com aplausos. Tirei minha atenção de minha amiga e encarei todos os meus colegas de trabalho. A maioria sorridente e desejando os parabéns. 

— Parabéns, meninas. – nos parabenizou Camila. 

— Do que vocês estão falando? – perguntou Cecília. 

— Vocês foram as escolhidas. – respondeu Guilherme, apontando para o nosso mural de recados. 

Caminhei até o mesmo, arrastando cecília, encarando todas as anotações. Levei minha mão esquerda até o mural e li em pensamento o que estava escrito nas letras miúdas. 

“Gabriela Casadevall e Cecilia Fernandes foram as escolhidas pelo conselho para atuarem na By art de Nova Iorque. Mas, antes de prepararem as malas, preparem-se para o grande encontro com o One Direction que acontecerá em três dias. Parabéns e boa sorte.

Arthur Perez”

Havia somente aquilo. Exatamente naquelas palavras. Nada formal ou elaborado.  Ignorei a todos e caminhei até a sala de Arthur que, pelo jeito, já estava acomodado. Bati na mesma e entrei assim que ouvi sua voz me respondendo.

— Que loucura é essa? – perguntei, vendo o homem a minha frente, vulgo meu chefe, rir.

— Venho observando todos a muito tempo, e nenhuma outra funcionária amadureceu tão rápido na By Art como você. Fora que Joseph está encantado pelas suas confecções, fazendo questão que ajudasse na organização de nosso desfile. Agora, a parte do One Direction sei que será perfeito pelo fato de você os conhecer melhor que ninguém dessa empresa. – me dizia e eu só queria chorar, todavia estava em choque para ter tal reação. — E Cecília é indispensável em tudo o que acontece. É minha fiel funcionária e muito competente. Já trabalhou na empresa de um amigo no exterior de extrema confiança. 

— Eu só tenho 6 meses na empresa. – resmunguei realmente desacreditada. — Obrigada. – apenas agradeci. — Nunca pensei que seria tão abençoada. 

— Tudo isso é fruto do seu talento. Você gosta e sabe o que faz, foi por isso que lhe contratei. Você é autêntica, Gabriela. – Arthur me elogiou e, pela primeira vez, me chamou pelo meu nome. 

Conversei mais um pouco com o homem que era meu chefe, mas parecia mais meu amigo de anos. Contei sobre meu vício em One Direction e o mesmo pediu e perguntou se eu conseguia manter a postura diante dos meninos. Disse que tentaria, mas sim, eu tinha noção e manteria minha postura, até porque era tudo trabalho. 

Me passou também as coordenadas de tudo. Cecília deveria estar comigo naquele momento, mas a mesma estava presa no banheiro com dor de barriga. Sabia, pois a mesma fez o favor de mandar mensagem. 

A viagem aconteceria após a passagem dos meninos no Brasil. Estava sendo tudo tão rápido. Meus pais surtariam. Arthur havia me dito que já estava tudo acertado para nossa saída do país. Não reclamei, aliás já queria ir para casa e arrumar minhas malas. 

3 dias depois

— SEU FILHO DA PUTA! – e eu havia acabado de acordar. — EU VOU MATAR VOCÊ! – Guto simplesmente me presenteou com um balde de gelo na cara. Eu estava possessa. 

Molhou todo o meu cabelo e meu colchão. Eu vou matar esse imbecil. Levantei às pressas da cama, pegando meu lençol e tacando na porta do meu quarto. Me equilibro, mas é em vão. Escorrego na porra da água que escorreu e só sinto minha bunda sem carne doer. Grito irritada e levanto. 

Tirei o colchão e levei até a varanda de meu quarto, onde pegava sol. Voltei e fui até o banheiro pegar um pano pra secar onde escorreu água. Hoje é o show do One Direction e, além de participar do mesmo, ainda os conheceria no camarim. E o que me acontece? Acordo com um balde de gelo na cara. Respirei fundo e caminhei até o banheiro novamente para tomar banho e lavar meu cabelo. Precisava olhar meu celular e ver se havia alguma notificação importante. 

De banho tomado, celular na mão e mensagens do meu querido chefe já tomava conta da tela. 

“ Esteja as 17:00 horas na empresa. Iremos juntos com a equipe da banda, pois precisamos das credenciais. Não se atrase.”

Não tinha nem um “ Bom dia, Gabriela”

Arthur era mais seco que a cantareira. O respondi e fui preparar a minha roupa. Cancelei o salto naquele momento. Como eu ainda curtiria o show, já que informei ao meu chefe que aquele era o meu momento, teria que usar algo confortável não só nos pés, todavia eu era uma estilista que estava ficando famosa, então o look deveria ser perfeito. 

Coturno, uma calça preta rasgada no joelho e uma blusinha confeccionado por mim. A calça eu comprei no brechó. Adorava roupas de brechó. Roupa separadas, agora só faltava tomar meu café da manhã e matar meu irmão. 

Estava o ignorando até aquele momento, pois tinha que resolver minhas coisas. 

Desci as escadas radiante, como se nada tivesse acontecido. Encontrei minha família na cozinha, enquanto papai lavava a louca, mamãe limpava o fogão e Guto guardava as coisas na geladeira. 

Meu irmão me olhou e arregalou os olhos e eu apenas sorri para o mesmo. Eu não faria nada, daria apenas o poder da dúvida pro meu querido irmãozinho. Caminhei até a cozinha, abracei meu pai, depois mamae e, por fim, abracei o Guto.

— Você ta fodido na minha mão. - falei em seu ouvido, sem tirar o sorriso do rosto. 

Fui fazer meu lanche, pois já se passava das 11:00 horas e, se eu na quisesse me atrasar deveria me arrumar logo. Eu realmente estava desacreditada que tudo aquilo estava acontecendo. Os meninos já estavam no Brasil e eu fui obrigada a não postar nada, entretanto não me aguentei e surtei no twitter. Eu tinha poucos seguidores e não me importava muito com isso, utilizava a rede social apenas pra me lamentar ou explodir sobre tudo. 

Meu lanche já estava no prato. Um pão com frango desfiado e requeijão. e outro pão com ovo. Sim, eu estava faminta e sabia também que era nervoso, mas foi impossível ver o frango desfiado e não fazer um pãozinho. Peguei uma xícara de café que papai havia feito e corri para o meu quarto. Já no meu quadrado, coloquei o prato com os lanches na minha escrivaninha e peguei meu notebook. Comeria enquanto fofocava sobre minha banda preferida. 

Antes que eu pudesse analisar e paparicar meus homens, meu celular começa a tocar. Cecília simplesmente empatou meu momento. 

— Ainda tenho algumas horas de folga de você. – falei assim que atendi sua chamada. 

— Atura. – me respondeu e revirei os olhos. — Vou passar na sua casa e assim dividimos o valor da corrida. – apenas me informou. 

— Isso tudo é saudade? – perguntei em deboche. — Mas que bom, até por que o cuzao do Guto aprontou hoje e não to querendo a presença dele. 

— Mas eu quero. – comentou rindo e revirei os olhos mais uma vez.

— Vocês ainda vão namorar. E tchau, pois tenho que terminar de comer e ir me arrumar. 

— Vaza, grossa! – gritou rindo e desligou. 

Agora sim, meu momento de paz e alegria: comida e One Direction.

Cecilia já me enviava mensagem informando que estava chegando, enquanto eu ficava parada no espelho me perguntando se aquela roupa estava boa o suficiente para receber Harry, Zayn, Niall, Louis e Liam. Meu deus. Eu estava preste a conhecê-los. Estava surtando internamente. Havia trocado de roupa cinco vezes, pois não estava me sentindo bem o bastante. Porém, o real problema não era esse. Eu estava nervosa. Nervosa porque estaria na presença do One Direction. Na presença de Harry Styles. O homem que me arrancava suspiro sem ao menos me tocar ou falar alguma gracinha direcionada a mim, afinal nem nos conhecíamos pessoalmente, entretanto isso não significava nada. Eu era apenas uma fã com um emprego privilegiado. 

Ok. Seria essa roupa. Havia tirado a calça jeans e colocado uma saia longa de botão, que poderia usar tanto fechada, quanto aberta na lateral. Um top no busto e um vans nos pés, com uma bolsa de lado apenas para meu celular, carteira e a chave de casa. 

Chegou o momento. Não peguei meu ingresso, já que a vida deu uma puta reviravolta e meu acesso seria vip. Dei um gritinho enquanto pulava de felicidade e sai do quarto para não me atrasar. Desci as escadas como se estivesse desfilando. Eu estava belíssima. Guto dormia no sofá enquanto passava um episódio da série que estava acompanhando. Desliguei a TV com o controle que ficava sobre a mesa de centro e sai de casa, no horário certo, aliás. O carro do aplicativo que estava com Cecília estava parando no meu portão. 

A porta do carro foi aberta pela minha amiga e ela arregalou os olhos e picou em

seguida. 

— Se o Harry não quiser, eu quero. – comentou e joguei os cabelos pelo ombro, rindo. 

Entrei no carro, desejei boa tarde ao motorista e olhei pra Cecília, que em pouco tempo já me conhecia o suficiente para saber que eu estava enfiando meu nervosismo no cu para lidar com tudo o que estava acontecendo. 

— Preparada, sis? – perguntou, me chamando pelo apelido abreviado da palavra “sister”.

— Preparadíssima. – afirmei, segurando em sua mão.

E lá vamos nós.


Notas Finais


até a próxima, pessoal


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